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Críticos do “Corinthianismo” têm planos para tentar engavetar campanha

Leia o post original por Perrone

Conselheiros do Corinthians incomodados com a campanha que compara torcer para o clube a uma religião ainda falam em tentar  “cancelar” o projeto publicitário.

Líderes dessa ala afirmam que o clube precisa engavetar o “Corinthianismo” para evitar confronto com instituições religiosas.

A ideia é convencer o presidente Andrés Sanchez a deixar de veicular a campanha, aos poucos, até que ela mergulhe no esquecimento. A eventual venda de produtos ligados ao projeto seria prejudicada.

Como mostrou o blog, a iniciativa já começou a perder espaço nas mídias alvinegras. A principal mudança foi a retirada  do escudo estilizado do clube dos comunicados oficiais da agremiação. Nas fotos de divulgação de vídeos do canal cotintiano no YouTube, no entanto, o símbolo ainda aparece.

De acordo com a assessoria de imprensa do Corinthians a mudança já estava prevista para abrir espaço para a campanha “Respeita as minas” e não tem relação com críticas.

Membro da diretoria, porém, disse ao blog que a direção decidiu deixar de usar o distintivo do “Corinthianismo” para respeitar o estatuto. As regras alvinegras estabelecem que o escudo só pode ser alterado com aprovação do Conselho Deliberativo, que não foi consultado.

O grupo de críticos da campanha se sente fortalecido após Luís Paulo Rosenberg pedir demissão do cargo de diretor de marketing pouco depois de seu afastamento ser cobrado por eles via carta a Andrés. O suposto  desrespeito do “Corinthianismo” a religiões era um dos argumentos contra o diretor.

Eles acreditam ter poder de negociação com Andrés para brecar o trabalho publicitário. Não colidir com a igreja católica será um dos principais argumentos. Como publicou o blog, o uso de símbolos religiosos gerou incômodo na Arquidiocese de São Paulo.

 

 

 

Escudo do ‘Corinthianismo’ perde espaço. Clube nega que seja por críticas

Leia o post original por Perrone

Alvo de críticas dentro e fora do Corinthians, a campanha denominada “Corinthianismo” começa a perder espaço nos perfis da agremiação em redes sociais e em seu site. Segundo um diretor que pediu para não ter seu nome revelado, a direção decidiu retirar o escudo estilizado criado para campanha dos comunicados oficiais. Segundo ele, a decisão foi tomada depois que conselheiros reclamaram que a mudança do distintivo só poderia teria sido feita com aprovação do Conselho Deliberativo. Eles afirmam que o estatuto foi ferido.

A mesma fonte sustenta que cenas do filme principal da ação, que compara torcer para o time a uma religião, foram excluídas de versões menores exibidas na TV por conta de reclamações de religiosos. Como mostrou o blog, a iniciativa incomodou a igreja católica em São Paulo. Evangélicos também reclamaram para diretores do alvinegro.

Por meio de sua assessoria de imprensa, porém, o Corinthians nega que tenha mudado os rumos da campanha por causa de críticas. A alegação é de que já estava previsto que o símbolo do “Corinthianismo” não continuaria estampando os comunicados oficiais. Isso porque havia um prazo inicial para a massificação da campanha. Nesse período, o escudo estilizado ocupou a capa dos perfis alvinegros e assim aparecia nas postagens. Também segundo a assessoria de imprensa, estava previsto que a partir desta sexta (1º de março) seria dado espaço para a campa “Respeita as minas”.

Em relação aos filmes veiculados em emissoras de TV sem algumas das imagens que usam símbolos religiosos e geraram críticas, o departamento de comunicação corintiano afirma que já estava planejado que versões menores seriam exibidas e que a edição não foi influenciada por eventuais queixas.

A assessoria de imprensa também declara que os espaços na televisão fazem parte da permuta envolvendo a venda dos direitos de transmissão dos jogos da equipe. E ainda que a agência F/Nazca S&S não cobrou para criar a campanha publicitária. O “Corinthianismo” gerou parte das críticas sofridas por Luís Paulo Rosenberg, que acabou pedindo demissão da diretoria de marketing.

Permanência de homem de confiança de Rosenberg gera incômodo no Corinthians

Leia o post original por Perrone

O pedido de demissão de Luís Paulo Rosenberg da direção de marketing não sossegou os conselheiros do Corinthians que pediram a queda dele ao presidente Andrés Sanchez. O grupo avalia que pouco mudará no departamento se o gerente Caio Campos, braço direito do ex-dirigente continuar no cargo.

O entendimento é de que Campos, responsável também pela operação da arena alvinegra, seguirá os planos traçados por Rosenberg e considerados ineficientes por essa ala. Há ainda o argumento de que ele fracassou junto com o ex-chefe na tentativa de conseguir vender os “naming rights” do estádio corintiano.

Só que os mesmos membros do Conselho Deliberativo acreditam que já conseguiram um grande feito com o pedido de demissão de Rosenberg sendo feito dias depois de eles entregarem ao presidente do clube uma carta cobrando sua saída. Duvidam que se pressionarem Andrés agora ele dará a cabeça de Caio, que mantém bom relacionamento com o presidente.

Por enquanto, a estratégia é se movimentar nos bastidores para tentar que Andrés indique o mais rapidamente possível um novo diretor de marketing. Neste momento, o ex-deputado federal comanda o departamento. Enquanto isso acontecer, os críticos de Rosenberg acreditam que seu DNA estará no clube. A aposta é de que um novo diretor condicione o cargo ao afastamento do homem de confiança do ex-dirigente para ter mais autonomia.

O blog tentou falar com Campos por meio da assessoria de imprensa do clube, porém ouviu que ele não se manifestaria sobre o assunto. O gerente havia trabalhado com Rosenberg na primeira passagem do ex-diretor pelo Corinthians. Ambos retornaram juntos após nova eleição de Andrés para a presidência.

Opinião: Rosenberg caiu por não entender que os tempos mudaram

Leia o post original por Perrone

Na opinião deste blogueiro, Luís Paulo Rosenberg caiu no Corinthians por não entender que os tempos mudaram desde sua primeira passagem pela direção de marketing do clube, iniciada em 2008.

Naquela época, ele se acostumou a fazer piadinhas com rivais. A torcida achava graça. Cerca de 11 anos depois, repetiu a fórmula sem perceber que as estocadas nos adversários, principalmente no Palmeiras, irritavam boa parte da torcida e do conselho corintiano. O cartola não se ligou que o antigo modelo estava desgastado. Hoje, muitos clubes gozam os rivais pelas redes sociais (não vejo sentido nesse comportamento, mas é assim que funciona). Não são mais os diretores que assumem o papel de gozador, na maioria das vezes.

As provocações ao Palmeiras em momentos delicados, como ao falar de um processo que chegou a penhorar a taça do Mundial de 2012, incomodaram grande parte dos corintianos. Rosenberg foi frequentemente criticado por fazer brincadeiras em vez de apresentar explicações e sugestões para superar dificuldades enfrentadas pelo Corinthians. E foi acumulando antipatia.

O ex-diretor de marketing não notou também a mudança no cenário político alvinegro. Andrés Sanchez ainda tem maioria no Conselho Deliberativo, mas sua popularidade (internamente e externamente) é bem menor do que no mandato anterior. Para manter a governabilidade, ele se aliou à uma ala que fica com um pé na oposição e outro na situação. Nessa turma, existe um pelotão de conselheiros que nunca gostou de Rosenberg. A diferença é que agora eles têm poder de barganha com o presidente do clube. Antes, eram solenemente ignorados.

Rosenberg reforçou não entender os novos tempos ao chamar de conselheiros frustrados por seguidas derrotas membros do conselho que enviaram carta a Andrés pedindo sua demissão, dias antes de ele mesmo se demitir. Na declaração dada ao “GloboEsporte.com” ele disse que não pediria demissão por causa deles.

Antes do ato final de sua segunda passagem pelo marketing corintiano, cartola deu mais um exemplo de não entender que não está mais em 2008 ao comparar a dificuldade em vender os ‘naming rights’ da Arena Corinthians a uma mulher com HIV. Onze anos atrás, o cara ouvia ou lia uma bobagem dessas e só podia mostrar sua indignação nas rodas de amigos. Agora, com a velocidade da internet, a estupidez volta como um bumerangue no pescoço do autor da pérola.

Com a declaração impensada, Rosenberg fechou o circuito para seus detratores conseguirem o que queriam. Eles só deram um empurrãozinho. O ex-dirigente fez o resto sozinho.

 

‘Corinthianismo’ incomoda igreja católica. Conselheiro padre vê desrespeito

Leia o post original por Perrone

A campanha para divulgar o “Corinthianismo”, que compara torcer para o clube com uma religião, gerou incômodo na cúpula da igreja católica em São Paulo. Na última sexta, uma reunião envolvendo pelo menos um bispo discutiu o tema. O padre Jeferson Mengalli, da diocese de Bragança Paulista e conselheiro do Corinthians, confirmou ao blog que a peça publicitária gerou desconforto.

Mengalli tenta marcar uma reunião do presidente alvinegro, Andrés Sanchez, e de Luís Paulo Rosenberg, diretor de marketing, com o bispo dom Luiz Carlos Dias, ligado à região em que fica o Parque São Jorge, para tratar do assunto. Em depoimento ao blog, Mengalli afirmou considerar o vídeo usado no lançamento da campanha desrespeitoso.

Procurada por meio de sua assessoria de imprensa, a Arquidiocese de São Paulo afirmou que não se pronunciaria sobre o assunto porque não constituiu uma comissão para analisar o “Corinthianismo”. Disse também que a arquidiocese não recebeu consulta formal do clube antes de a campanha ser lançada. Por sua vez, o departamento de comunicação do Corinthians declarou que não se pronunciaria sobre o tema. Já a assessoria de imprensa da F/Nazca S&S, agência contratada para desenvolver a campanha, não respondeu ao blog até a publicação deste post.

Conforme apurou o blog, internamente, a primeira avaliação foi de que nas redes os torcedores se dividiram equilibradamente a favor e contra a peça publicitária. Num segundo momento, a análise passou a ser de que a maioria demonstrava aprovação.

Abaixo, leia o depoimento de Mengalli dado ao blog por meio de mensagem por WhatsApp.

“Para mim, como religioso, cristão e conselheiro do Corinthians, essa campanha de marketing está sendo uma grande falta de respeito com o sagrado. Muito está se falando de religião ligada ao time de futebol, ao clube. Mas o primeiro ponto a ser visto é o significado de religião.

A palavra vem do latim Religare, que é o desejo, a ação do homem para estar de volta diante de Deus. Assim, vejo de modo muito objetivo que essa campanha, que visa dinheiro,  pois trata-se de marketing, é uma campanha que leva os menos informados à prática da idolatria, linguagem religiosa.

Outro ponto é o desrespeito aos símbolos sagrados do catolicismo. Você deve ter visto o vídeo. E percebeu que do inicio ao fim é mostrado o sofrimento corintiano associado à Paixão de Cristo. Perrone, eu nasci no Corinthians, também faço parte do Bando de Loucos. Mas, tudo tem limite. Fiquei muito triste e decepcionado com que vi no vídeo. O Corinthians tem outros meios para atingir o torcedor, os sócios do clube. Não precisa disso.

A Arquidiocese de São Paulo não gostou nada da campanha. Tenho conversado todos esses dias com dom Luiz Carlos Dias, que é o Bispo da região Belém, que abrange o clube social (Parque São Jorge). E será proposta uma conversa com o presidente Andrés e com o diretor de marketing Rosenberg. Vamos buscar um diálogo.

De modo geral, atingiu a todos os cristãos, católicos ou não. E até mesmo os que não têm religião, muitos não gostaram. Cancelar não sei se é possível (respondendo ao blog se o objetivo é o cancelamento da campanha). Mas acredito numa questão de conscientização.

Cada coisa no seu lugar, Perrone. Não se brinca com o sagrado. Em outros lugares e outras religiões, se algo parecido com isso acontecesse, o clube seria invadido. Entende?

Mas haverá sim um contato da Igreja com a diretoria do clube. Pois, diferentemente do que alguns estão dizendo, a igreja não autorizou nada. Colocar alguém crucificado na trave do gol é lamentável. Um homem carregando a cruz. Toda a questão do tríduo pascal, como paralelo ao sofrimento do clube. Foi mau gosto. Batismo,  paixão, morte, ressurreição. Foi uma triste comparação.

E mais, nosso clube tem sua religiosidade por natureza. Temos São Jorge,  temos nossa capela dentro do clube, onde temos batizados e missas todos os domingos.

Contra a campanha. Essa é a posição da igreja. O sagrado foi profanado. E falo isso com tristeza, pois o Corinthians para mim é minha segunda casa e me deixou triste e preocupado.”

 

 

Dirigente compara Corinthians a mulher com Aids! Dá pra acreditar???

Leia o post original por Craque Neto

Durante o programa Bate Bola, da ESPN Brasil, o Sr. Luis Paulo Rosenberg, vice-presidente do Corinthians, fez uma analogia ridícula para explicar o porquê da diretoria do clube ainda não ter fechado com uma empresa para o ‘Naming Rights’. Ele teve a incrível ideia de falar que as grandes empresas vêem o Timão como ‘uma mulher linda, perfeita, que é estudada e prendada, mas só que tem AIDS e precisa ver direito como coloca a camisinha’. Dá pra acreditar que um dirigente fala algo assim? Só pode ser piada! Acho inclusive que o presidente do clube, Andrés Sanchez, junto com todo […]

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Declaração sobre mulher com HIV aumenta pressão em diretor do Corinthians

Leia o post original por Perrone

Pense num cara pressionado. Agora imagine o sujeito fazendo justamente algo de que seus críticos acabam de reclamar. Foi o que aconteceu nesta quinta (21) com o diretor de marketing do Corinthians, Luís Paulo Rosenberg.

Ele deu mais munição aos conselheiros que pedem sua cabeça ao citar, em entrevista para a “ESPN Brasil”, mulher com HIV ao explicar a dificuldade de vender os “naming rights” da arena do clube.

A comparação foi classificada por pelo menos parte de seus detratores como preconceituosa. “Foi uma declaração imbecil, discrimina mulheres e portadores do vírus HIV. Uma afirmação dessas dificulta ainda mais a já difícil negociação dos ‘naming rights’. Seria essa a postura de um diretor de marketing?”, disse ao blog o conselheiro corintiano Fran Papaiordanou.

Ele é um dos signatários de uma carta, com data desta quinta, endereçada ao presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, protestando contra a campanha da religião corintiana (Corinthianismo), lançada pelo departamento de marketing alvinegro. A mensagem também critica outras falas do dirigente.

O documento foi feito antes de Rosenberg dizer o seguinte: “Eles (interessados nos ‘naming rights’) se sentem na situação de estar vendo a esposa perfeita, com dotes culinários, formada com MBA no exterior, uma mãe de filhos maravilhosos, mas parece que tem teste de aids positivo. Como é que eu encaixo a camisinha é o grande desafio.” Na verdade, o teste identifica a presença do vírus HIV no corpo, não da doença que pode se desenvolver depois.

“Acho que o Rosenberg bateu a cabeça pelas declarações que ele está dando, as atitudes que ele vem tomando. Além de ser uma fala preconceituosa, se o próprio diretor de marketing do Corinthians dá uma declaração deste tipo, dizendo que o estádio tem problema, seja lá qual for, quem seria o louco de dar o nome para a arena?”, comentou o conselheiro Rubens Gomes.

O blog tentou ouvir Rosenberg sobre as críticas à essa comparação e em relação à carta com o protesto de conselheiros contra ele, principalmente por causa do da campanha do Corinthianismo. O diretor não respondeu às mensagens até as 23h40.

Mais cedo, ao UOL Esporte, o dirigente explicou o sentido da comparação. “O sentido é que você tem uma marca de grande reverberação só que o que as empresas veem (no futebol sul-americano) deixa elas assustadas”, disse o cartola.

Na carta enviada a Andrés, os conselheiros afirmam que uma entrevista concedida por Rosenberg no início de fevereiro para a “Folha de S. Paulo”, “eivada de expressões de baixo calão”, já justificaria o protesto. Na ocasião ele explicava o contrato de patrocínio com o BMG.

Os críticos do diretor dizem no comunicado que a campanha referente ao Corinthianismo ignora o fato de o clube ter torcedores ligados a diversas religiões. “Ficou a impressão de que, após implantar a nova religião, o próximo passo será cobrança de dízimo dos corinthianos na base do ‘já que não consigo patrocinadores, vou tomar dinheiro dos torcedores’”, aponta trecho do manifesto. A carta também critica a atuação profissional de Rosenberg na área financeira, alega que a campanha traz gastos com publicidade no lugar de gerar receita e pede a “interdição” do diretor de marketing.

 

Promessa já dura 7 anos: por que Corinthians pena para vender naming rights

Leia o post original por Perrone

Imagem: Rodrigo Coca/Ag. Corinthians

Hoje (6 de fevereiro) seria dia de cantar parabéns no Corinthians, não fosse constrangedora a data completada. Faz sete anos que Andrés Sanchez afirmou que estava perto de serem vendidos os “naming rights” da arena do clube em sabatina promovida pelo UOL e pela Folha de S.Paulo. “Isso já está bem adiantado. Depois que o novo presidente ganhar (a eleição) em 30, 40 dias sai o ‘naming rights’. afirmou o cartola na ocasião.

De lá para cá, ele foi eleito deputado federal, já cumpriu o mandato, viu seus aliados Mário Gobbi e Roberto de Andrade presidirem o alvinegro, voltou à presidência e nada de o nome do estádio ser negociado.

A lista de empresas com as quais o clube tentou negociar a propriedade mais valiosa da arena é grande. Seguradora Zurich, Hyundai, Etihad Airways, Qatar Airways, MetLife, Brasil Kirin, Visa, Caixa Econômica, Jeep e Huawey estão entre elas. Houve até estudo em universidade americana e levantamento dos públicos em shows no Morumbi usados, em vão, como recursos para tentar fechar negócio.

“Virada recessiva da economia brasileira e ascensão do digital sobre o analógico na captura dos recursos de publicidade” são as principais causas para a venda ainda não ter acontecido na opinião de Luis Paulo Rosenberg, diretor de marketing do clube e um dos idealizadores do projeto da arena (no final do post veja sete perguntas respondidas por ele sobre o assunto).

A não venda impacta diretamente no pagamento do financiamento de R$ 400 milhões junto ao BNDES feito por meio da Caixa Econômica. Por contrato, o dinheiro eventualmente arrecadado com a negociação deve ser usado para o pagamento da dívida com a Caixa. Ou seja, se os direitos sobre o nome do estádio tivessem sido negociados, o débito poderia ser quitado em menos tempo. Na semana passada, em entrevista para a ESPN Brasil, Rosenberg afirmou que atualmente há um déficit de R$ 12 milhões anuais entre receitas e despesas da arena.

O primeiro preço colocado nos “naming rights” foi de R$ 40 milhões por ano. Nesse modelo, o comprador daria o nome à arena durante o período que ainda faltava para a construção terminar e por 15 anos a partir da inauguração. As parcelas seriam corrigidas anualmente pelo IGPM (Índice Geral de Preços do Mercado) da FGV (Fundação Getúlio Vargas) mais acréscimo real de 5%.

Pouco depois, foi preparado um material em inglês para empresas estrangeiras e obtido pelo blog que calculava o valor dos “naming rights” em  11.437.889 de euros anuais (cerca de R$ 43,9 milhões em valores atuais). O cálculo era feito com base no impacto que a propaganda poderia ter em determinado grupo de pessoas, entre outros fatores. Foi usada pesquisa realizada pelo Datafolha em 2011 estimando em 31.191.435 o número de corintianos no Brasil.

Rosenberg (primeiro à esq.) adota cautela em negociação dos naming rights da Arena. Imagem: Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians

Trecho curioso do mesmo material traz levantamento sobre a quantidade de pessoas que assistiram a shows no estádio do rival São Paulo em 2011. O cálculo aponta público de 728 mil pessoas em 11 sessões no Morumbi. Sob o argumento de que eventos com capacidade de atrair essa plateia poderiam acontecer em Itaquera, o documento estipula como valor final dos “naming rights” da casa corintiana em 11.704.899 euros anuais (aproximadamente R$ 49 milhões atualmente). Só que a direção corintiana sempre disse que não pretende organizar apresentações musicais no local.

Essa não foi a única vez em que os corintianos recorreram à língua inglesa na tentativa de tornar seu produto mais atraente. Em abril de 2015, o clube encomendou um estudo sobre o valor da propriedade na “Kellogg School Management” na Northwestern Univerity, nos Estados Unidos.

Em abril de 2015, o acordo para a exploração dos naming rights por um fundo de investimentos esteve perto de ser fechado. A torcida escolheria o nome do estádio e o fundo lucraria com a venda de produtos e serviços como cartões de descontos para os torcedores. No final das tratativas, porém, houve desacerto entre as partes e o negócio fracassou. O preço estipulado era de R$ 320 milhões por 15 anos de contrato.

Calejada depois de tantas dificuldades, a diretoria do Corinthians tem evitado estipular prazos para concretizar o sonho do nome próprio para seu estádio. Essa cautela fica clara nas respostas de Rosenberg ao blog sobre o tema. Confira abaixo.

Blog – A previsão inicial  era de vender os “naming rights” em quanto tempo?
Luís Paulo Rosenberg – No menor prazo possível.

Blog – Quais as principais causas que impediram a venda?
Rosenberg – Virada recessiva da economia brasileira e ascensão do digital sobre o analógico na captura de recursos de publicidade.

Blog – Por contrato, uma eventual receita  com os “naming rights” deve ser repassada para a Caixa ou para amortizar a dívida com a Odebrecht?
Rosenberg – Abater a dívida com a Caixa.

Blog – Qual o impacto da não venda no clube?
Rosenberg – Nenhum. O impacto é no fundo da arena: quanto antes vendermos, mais cedo receberemos as “sobras” de arrecadação de ingressos que decorrerão do aumento de receita.

Blog – Hoje, o clube negocia com quantas empresas?
Rosenberg – Várias.

Blog – Há previsão de quando devem ser vendidos os “raming rights”?
Rosenberg – Vide resposta à pergunta 1 [no menor prazo possível].

Blog –  Quanto o clube paga de juros por mês pelo financiamento?
Rosenberg – Algo menos do que 1% ao mês.

O que está em jogo no dérbi além dos três pontos?

Leia o post original por Perrone

Futuro de Avelar

A sequência de fracas atuações de Danilo Avelar transformam o lateral-esquerdo corintiano em candidato a vilão no clássico. Corintianos e palmeirenses costumam ser cruéis com quem falha no dérbi. Uma atuação infeliz pode inviabilizar de vez a sequência de Avelar no alvinegro.

Paciência com técnicos

Por conta de seus currículos vencedores, Felipão e Fábio Carille começaram a temporada com créditos. Existe pressão no corintiano por conta dos maus resultados no Paulista e, com menor intensidade, em Scolari por não fazer o time apresentar um futebol condizente com o investimento alviverde, apesar das vitórias. Só que o dérbi funciona como um game que consome bônus avassaladoramente. Caso um dos dois seja derrotado no clássico, deverá ter que lidar com uma pressão incompatível com início de temporada.

Marketing

Principalmente por conta de provocações feitas pela diretoria corintiana, há no momento um duelo particular no quesito patrocínio entre os dois clubes. Os corintianos atacam dizendo que as quantias pagas pela Crefisa são irreais e alardeiam que o BMG patrocinador alvinegro, não tem interesses políticos no Parque São Jorge. A referência política é alusão ao fato de Leila Pereira, dona da Crefisa e da FAM, ter virado conselheira do Palmeiras e alimentar o desejo de presidir o clube. Publicamente, o lado alviverde evita responder às provocações. Mas internamente há indignação com o comportamento corintiano, especialmente de Luís Paulo Rosenberg, diretor de marketing. Nesse cenário, a vitória no clássico terá sabor especial para os envolvidos com patrocínios nos dois clubes.

Mattos x Andrés

O clássico das 17h no Allianz Parque é um round na competição paralela sobre quem administra melhor seu departamento de futebol. Os modelos são completamente diferentes. No Palmeiras, o presidente Maurício Galiotte dá autonomia para Alexandre Mattos, executivo de futebol. No Corinthians, Andrés Sanchez participa praticamente de tudo relacionado ao departamento. Os dois cartolas têm a agressividade nos negócios como semelhança.

Arbitragem

Até agora, o Campeonato Paulista não sofreu com grandes polêmicas por conta das atuações dos juízes. Porém, eventuais erros no dérbi terão exposição muito maior. Além do tamanho do jogo influenciar, há a interminável queixa palmeirense de supostamente ter havido interferência externa favorável ao rival na final do último Estadual, vencida pelos alvinegros. Certamente, os cartolas da FPF cruzam os dedos para a arbitragem sair ilesa do clássico e evitar mais turbulência nos bastidores.

 

Cota fixa de 12 milhões do BMG deixa direção do Corinthians pressionada

Leia o post original por Perrone

Imagem: Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians

A descoberta de que o BMG pagará R$ 12 milhões anuais fixos ao clube, além de parte da receita obtida com serviços oferecidos para seus torcedores, deixou a diretoria do Corinthians  pressionada por conselheiros da oposição, sócios e torcedores. Opositores já fazem uma série de questionamentos e pretendem debater o caso na próxima reunião do Conselho Deliberativo. A principal queixa é de que a direção não teria sido transparente. Isso porque só confirmou a quantia após a revelação de que a ata de uma reunião de acionistas do BMG, divulgada em um site do banco, tornava público o montante.

Umas das primeiras reações foi do grupo oposicionista denominado Frente Liberdade Corinthiana. Essa corrente encaminhou para Andrés Sanchez um requerimento solicitando do presidente alvinegro esclarecimentos sobre qual o valor anual a ser pago pelo banco. Encabeçado pelo conselheiro Maurício Nale Pinto Ferreira, o documento também pede um detalhamento sobre a forma de gerenciamento da parceria e dá prazo de três dias para a resposta. O comunicado ainda cita que os dirigentes têm o dever de divulgar de forma transparente informações sobre a administração do clube sob pena de praticar gestão irregular ou temerária aos olhos da lei.

Outra ala que se manifestou rapidamente foi o Movimento Corinthians Grande, que tem entre seus líderes Felipe Ezabella, um dos candidatos derrotados por Andrés na última eleição. O grupo publicou um texto em sua conta no Facebook no qual diz que “mais uma vez a falta de transparência impera nas negociações” do clube.

Em entrevista coletiva para detalhar o acordo, a direção havia afirmado que o BMG antecipou R$ 30 milhões, confiando no sucesso do formato que prevê um pagamento mínimo pelo patrocínio no peito da camisa, além de 50% dos lucros obtidos com investimentos feitos pelos torcedores por meio de uma plataforma específica. Porém, a diretoria não explicou que a taxa fixa é de R$ 12 milhões.

“Nas próximas reuniões do Cori (Conselho de Orientação) e do Conselho Deliberativo todos vão querer ver o contrato para entender o que eles não quiseram explicar”, disse Ezabella ao UOL Esporte. Para o conselheiro Fran Papaiordanou, os membros do órgão ficaram em situação constrangedora ao saberem pela imprensa que a cota fixa é de R$ 12 milhões. “Ridículo, foi vexatório para nós. Eles falam uma coisa e depois descobrimos que fazem outra”, declarou Fran.

O anúncio do patrocínio aliviava a tensão sobre Luís Paulo Rosenberg, diretor de marketing e que tinha a sua saída pedida pela oposição sob a crítica de não conseguir patrocinador máster e nem negociar os naming rights do estádio. Os acontecimentos desta sexta (25) acabaram com esse alívio.

Nas redes sociais, torcedores mostraram contrariedade com o caso e se disseram confusos mesmo depois de o clube divulgar uma nota oficial afirmando que na entrevista não revelou o valor da cota fixa porque havia sido combinado sigilo com o banco e explicando novamente detalhes da parceria.

Indagada pelo blog sobre os questionamentos feitos por conselheiros, a assessoria de imprensa do Corinthians afirmou que as respostas serão dadas aos conselheiros, não via imprensa.

Com Arthur Sandes, do UOL, em São Paulo