Arquivo da categoria: Mancha Alviverde

Promotor adepto de torcida única se afasta do futebol: “caminhada terminou”

Leia o post original por Perrone

Paulo Castilho, famoso por sua atuação como promotor em  casos de violência envolvendo torcedores em São Paulo, foi promovido a procurador de Justiça Criminal do Estado. Em rápida mensagem de áudio ao blog, o ferrenho defensor dos clássicos paulistas com torcida única, disse que sua jornada no futebol acabou.

“Desde 2 de maio fui promovido a procurador de Justiça e não é mais minha atribuição essa parte de violência no futebol, tá? Minha caminhada terminou no final de abril”, disse Castilho.

O despacho com a promoção foi publicado no dia 30 do mês passado e afirma que ele foi promovido por merecimento ao cargo de 99º procurador de Justiça Criminal. A promoção é assinada pelo procurador-geral de Justiça de São Paulo, Gianpaolo Poggio Smanio.

Castilho ocupava a posição de 1º promotor do Juizado Especial Criminal, que lida com casos de violência nos estádios e fora deles.

Basicamente, a diferença é que ele deixa de atuar em primeira instância para exercer suas funções em segunda. Assim, não poderá mais abrir inquérito ou instaurar processos contra torcedores violentos, por exemplo. Porém, ainda terá a possibilidade de sugerir a abertura desses procedimentos. Em tese, ele pode trabalhar em um caso que envolva violência entre torcedores, se houver recurso.

Recentemente, o agora procurador acompanhava o racha na Mancha Alviverde. As autoridades suspeitam que uma divisão na torcida gerou crimes como o ataque ao ônibus com a delegação do Palmeiras antes da vitória sobre o Junior de Barranquilla, por 3 a 0, no mês passado pela Libertadores.

Até seu último dia como promotor, Castilho defendeu a manutenção do esquema de torcida única nos clássicos entre os grandes de São Paulo. Segundo ele, dados da Secretaria de Segurança Pública mostravam a redução da violência nos dias desses jogos desde a implantação da medida.

PM avisa Palmeiras sobre risco de ataques em trajetos para aeroportos

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Pouco depois de deter suspeitos de participarem do ataque ao ônibus do Palmeiras na última quarta (10), a Polícia Militar avisou ao clube ter indícios de que os mesmos torcedores tinham planos para realizar outras ações desse tipo em trajetos do time para locais como hotéis e aeroportos. Pela versão que chegou ao alviverde, as indicações estavam nos celulares dos dois suspeitos.

O comando da PM que estava no Allianz Parque, onde  o time brasileiro venceu o Junior Barranquilla por 3 a 0, pediu para o clube ficar em alerta durante o transporte de seus atletas em todas as ocasiões. Também havia sido detectada a possibilidade de uma emboscada ao ônibus após o jogo com os colombianos, o que fez medidas de segurança serem adotadas. Nada de anormal aconteceu.

Por meio de sua assessoria de imprensa, o Palmeiras afirmou que vai “seguir sua programação tomando os cuidados que lhe são pertinentes. A investigação do caso está a cargo da polícia. Hoje (quinta, 11), tudo correu bem, esperamos que continue assim”.

Conforme apuração do blog, a segurança nos deslocamentos da equipe para estádios, hotéis e aeroportos será reforçada nos próximos compromissos. Eliminado nas semifinais do Paulista, o alviverde volta a campo no próximo dia 25, quando enfrenta o Melgar, no Peru, pela Libertadores.

Como mostrou o blog, Ministério Público, Polícia Civil e parte dos funcionários e da direção do Palmeiras suspeitam que as pedradas no ônibus e as pichações na sede do clube estão ligadas a um racha entre Mancha Alviverde e dissidentes da organizada. A suspeita é de que os desafetos da atual diretoria da torcida estariam pressionando o clube para sugerir aos demais associados que a uniformizada não faz cobranças por  ter sua escola de samba patrocinada pela Crefisa, patrocinadora do Palmeiras. A empresa pertence aos conselheiros do clube José Roberto Lamacchia e Leila Pereira, homenageados com seus nomes na escola de samba da agremiação.

Em nota, a Mancha afirmou não compactuar com o ataque ao veículo da delegação, mas criticou Felipão, jogadores e o diretor Alexandre Mattos.

Já no clube, a atitude dos atletas de entrarem em campo e vencerem a partida é exaltada porque a avaliação foi de que o time, de maneira geral, estava abalado com o episódio. Há também indignação baseada no fato de o Palmeiras ter conquistado o título brasileiro recentemente, no final do ano passado. A conquista não justificaria a revolta.

Opinião: Mancha, Crefisa e Palmeiras têm uma questão ética para discutir

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O Palmeiras deveria aproveitar o embalo do merecido título da Mancha no Carnaval paulistano para tocar numa ferida visível mas aparentemente ignorada pela maioria no clube. Falo da relação da torcida  e da escola de samba com a Crefisa.

Conselheiros e sócios precisam discutir até que ponto é saudável para o Palmeiras membros do Conselho Deliberativo ligados à escola de samba ou à torcida Mancha Alviverde participarem de votações no órgão sobre temas que esbarram no patrocínio ao time ou nos interesses dos donos da patrocinadora.

Não opinião deste blogueiro a um desconforto ético que poderia ser sanado com os integrantes dos dois braços da Mancha se abstendo de participar de votações que tenham alguma importância para a Crefisa, a FAM e seus responsáveis.

Caso não seja possível um acordo de cavalheiros nesse sentido, seria prudente apertar o estatuto pensando nessa situação e em outras que podem ocorrer no futuro.

Os exemplos de votações no conselho que envolvem interesses da Crefisa e dos empresários e conselheiros do clube José Roberto Lamacchia e Leila Pereira são encontrados facilmente.

Entre eles está a recente mudança estatutária que aumentou de dois para três anos o mandato presidencial e teve Leila como uma das principais apoiadoras. Ela pretende ser candidata à presidência do Palmeiras.

No mesmo pacote entra a sessão na qual o Conselho Deliberativo deu seu aval para mudanças no contrato de patrocínio da Crefisa com o Palmeiras contestadas pelo COF (Conselho de Orientação e Fiscalização).

Por simpatia à ética, quem tem relações comerciais ou é apoiado financeiramente pela Crefisa ou seus donos deveria ficar fora de votações como estas.

A patrocinadora palmeirense é protagonista da guinada que a escola de samba deu em sua trajetória. O suporte da financeira, principalmente via Lei Rouanet, valeu até o batismo da quadra da agremiação com os nomes de Leila e Lamacchia.

Por sua vez, o presidente da escola de samba, Paulo Serdan, costuma caminhar de mãos dadas politicamente com o casal no clube. Ele também é conselheiro.

Há ainda outro lado nessa relação, a arquibancada. Como vai se posicionar a torcida Mancha Alviverde, historicamente atuante no sentido de cobrar diretorias do clube, se pintar uma questão que entre em conflito com os os caras que emprestam seus nomes para a escola de samba?

Oficialmente, escola e torcida são instituições diferentes, mas é inegável que grande parte dos que cantam na arquibancada fazem o mesmo na quadra.

Por mais que o momento seja de comemoração, seria salutar para todas as partes envolvidas, sobretudo para o Palmeiras, começar a pensar nessa situação incômoda. Adiar a discussão indigesta pode provocar danos irreversíveis.

 

Mancha usa Blackstar para atacar desafeto Paulo Nobre

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O polêmico episódio da oferta de patrocínio da Blackstar ao Palmeiras se transformou em munição para a Mancha Alviverde atacar um antigo desafeto, o ex-presidente palmeirense Paulo Nobre.

O ex-cartola fez a ponte entre Genaro Marino, ex-candidato à presidência responsável por apresentar a proposta da empresa. Como presidente, Nobre rompeu com a torcida e cancelou todo o tipo de ajuda a ela após atos hostis contra o time.

Agora, a principal organizada do clube dá o troco criticando o ex-dirigente em rede social por conta de seu envolvimento no caso Blackstar. Além disso, Paulo Serdan, um dos líderes da Mancha e conselheiro do Palmeiras, fez um duro pronunciamento contra o ex-presidente em reunião do Conselho Deliberativo.

Em rede social, a principal a uniformizada do clube usou de ironia para cutucar Nobre. A entidade ofereceu patrocínio de R$ 1 mil para ele disputar uma prova de rali fictícia. O ex-cartola se dedica a participar de corridas desssa categoria.

“A torcida Mancha Alviverde, entrando na onda da Blackstar, o grande e milagroso patrocínio trazido pelo ex-presidente, quer fazer uma proposta irrecusável ao piloto”, diz o texto postado pela uniformizada Marino também foi alfinetado na irônica oferta.

No conselho, Serdan  afirmou que a proposta da Blackstar, incluindo o pagamento à vista de R$ 1 bilhão, foi apresentada às vésperas da eleição com cunho eleitoreiro. Ele disse não acreditar que o estafe de Nobre não pudesse investigar a fundo a empresa.

Usando documento do HSBC, o atual presidente, Maurício Galiotte acusou a Blackstar de apresentar uma falsa garantia bancária com a bandeira da instituição financeira. Rubnei Quícoli, representante da empresa, nega a fraude.

“Expulsão para o Paulo Nobre e o Genaro é pouco. Vocês deveriam pedir desculpas em público e se ajoelhar”, disse Serdan, arrancando aplausos de parte dos conselheiros.

No mesmo encontro, o conselho decidiu abrir uma sindicância para apurar a participação do ex-presidente e de Genaro, ex-vice, na proposta de patrocínio.

Nobre não atende ao blog. Por sua vez, Genaro nega que tenha usado a oferta de maneira política. Diz que pesquisou os documentos apresentados pela empresa e não encontrou irregularidades. Afirma ainda que recebeu a proposta de boa fé e a apresentou ao clube para análise.

Justiça nega liberdade a acusado de agir em crime contra fundador da Mancha

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No último dia 13, a Justiça de São Paulo negou habeas corpus com pedido de liminar a um dos acusados de participar do assassinato de Moacir Bianchi, fundador da Mancha Alviverde. O crime ocorreu em 2 de março do ano passado.

Os advogados de Alan Rodrigues Hernandes alegaram que a prisão preventiva dele foi mantida sem amparo legal pela 1ª Vara do Júri da Capital.

Porém, a 9ª Câmara de Direito Criminal indeferiu o pedido. Trecho da decisão diz que as condutas imputadas a Hernandes e aos outros acusados revela “a acentuada periculosidade de todos, de sorte a evidenciar que, em liberdade, oferecem risco à ordem pública, inclusive em face do justo receio de que possam insistir em práticas semelhantes, de tal forma que a conservação de sua prisão era providência que se impunha. Mais ainda, a manutenção da prisão preventiva visa evitar a intimidação de testemunhas que ainda serão ouvidas em juízo”.

A defesa de Hernandes havia alegado, entre outros motivos, excesso de prazo na duração da custódia tutelar, ausência de requisitos para a prisão preventiva e presença de condições pessoais favoráveis para a concessão de liberdade provisória.

Bianchi foi morto após discussão com outros integrantes da Mancha em reunião na sede da torcida. Hernandes é acusado de dirigir o táxi que bloqueou a passagem do carro da vítima na emboscada fatal. Segundo a acusação, também foi em seu carro, um Cobalt, que o responsável pelos tiros que mataram um dos fundadores da Mancha fugiu.

A decisão traz um resumo de como ocorreu o crime. Um torcedor identificado no documento apenas como Marcello, o Marcelinho, teria decidido matar Bianchi por se sentir desautorizado por ele na reunião da torcida.

Conforme a acusação, Marcelinho seria membro de uma facção criminosa e teria pedido a ajuda de Hernandes e Rafael Martins da Silva, o Zequinha, seus colegas de arquibancada, para realizar a vingança. Zequinha teria levado Marcelo até o local do crime, na zona sul da capital paulista, em seu carro.

MP pede arquivamento de investigação sobre Mustafá e venda de ingressos

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Na última segunda (24), o Ministério Público de São Paulo pediu o arquivamento da investigação sobre suposta participação de Mustafá Contursi na venda ilegal de ingressos para jogos do Palmeiras. De acordo com a decisão do promotor Paulo Castilho, não ficou comprovado o envolvimento do ex-presidente palmeirense com cambistas. E nem que ele tenha vendido diretamente as entradas. Assim, não haverá abertura de processo na Justiça.

A investigação foi feita pela DRADE (Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes de Intolerância Esportiva) por solicitação de Castilho após o início de uma investigação no Conselho Deliberativo palmeirense.

A suspeita era de que Mustafá estaria repassando a cambistas tíquetes cedidos pela Crefisa, patrocinadora alviverde. O caso estourou no ápice da crise entre o ex-dirigente e Leila Pereira e José Roberto Lamacchia, donos da patrocinadora, conselheiros alviverdes e ex-aliados de Contursi.

O documento de promoção de arquivamento, ao qual o blog teve acesso, cita que durante as investigações foi feita uma denúncia anônima dando nomes de dois homens que teriam comprado os ingressos de Mustafá na sede do sindicato de clubes presidido por ele.

Os supostos compradores prestaram depoimento, confirmaram a denúncia, mas o pedido de arquivamento diz que não foi comprovada a veracidade da acusação. “As versões são contraditórias e não existem testemunhas que visualizaram as supostas vendas. E, ainda, os funcionários do edifício afirmaram que nunca visualizaram Mustafá vendendo os ingressos na recepção”, escreveu Castilho ao promover o arquivamento do procedimento investigatório.

“Sendo assim, não existem os elementos suficientes para a propositura da ação penal. Ante o exposto, promovo o arquivamento dos autos…”, decretou Castilho no documento encaminhado à Justiça.

Outros depoimentos foram tomados na tentativa de se comprovar que o ex-dirigente repassava bilhetes entregues na sede do sindicato para cambistas, mas nenhuma prova foi obtida.

Entre as pessoas envolvidas, estava a sócia do Palmeiras Eliane de Souza Guimarães Fontana, que teria sido ameaçada por um membro da Mancha Alviverde após deixar de repassar para ele ingressos deixados por Crefisa e FAM (Faculdade das Américas) na sede da entidade presidida por Mustafá.

Ela sustentou que eram entregues envelopes separados com 50 ingressos destinados ao sindicato e 20 bilhetes que ficavam com a sócia do clube. Ainda declarou que encaminhava algumas das entradas a um homem chamado Anderson, que teria feito as ameaças. Eliane, no entanto, não ligou os bilhetes repassados por ela e nem Anderson a Mustafá.

No inquérito, o ex-presidente disse que nunca vendeu ingressos. Cedia as entradas vindas da patrocinadora de graça. Também afirmou ter diversas cadeiras cativas no Allianz Parque e que as empresta sem nada cobrar.

Leia também:

Carona em jato e contradições. O inquérito que envolve Mustafá e Crefisa

MP pede arquivamento de investigação sobre Mustafá e venda de ingressos

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Na última segunda (24), o Ministério Público de São Paulo pediu o arquivamento da investigação sobre suposta participação de Mustafá Contursi na venda ilegal de ingressos para jogos do Palmeiras. De acordo com a decisão do promotor Paulo Castilho, não ficou comprovado o envolvimento do ex-presidente palmeirense com cambistas. E nem que ele tenha vendido diretamente as entradas. Assim, não haverá abertura de processo na Justiça.

A investigação foi feita pela DRADE (Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes de Intolerância Esportiva) por solicitação de Castilho após o início de uma investigação no Conselho Deliberativo palmeirense.

A suspeita era de que Mustafá estaria repassando a cambistas tíquetes cedidos pela Crefisa, patrocinadora alviverde. O caso estourou no ápice da crise entre o ex-dirigente e Leila Pereira e José Roberto Lamacchia, donos da patrocinadora, conselheiros alviverdes e ex-aliados de Contursi.

O documento de promoção de arquivamento, ao qual o blog teve acesso, cita que durante as investigações foi feita uma denúncia anônima dando nomes de dois homens que teriam comprado os ingressos de Mustafá na sede do sindicato de clubes presidido por ele.

Os supostos compradores prestaram depoimento, confirmaram a denúncia, mas o pedido de arquivamento diz que não foi comprovada a veracidade da acusação. “As versões são contraditórias e não existem testemunhas que visualizaram as supostas vendas. E, ainda, os funcionários do edifício afirmaram que nunca visualizaram Mustafá vendendo os ingressos na recepção”, escreveu Castilho ao promover o arquivamento do procedimento investigatório.

“Sendo assim, não existem os elementos suficientes para a propositura da ação penal. Ante o exposto, promovo o arquivamento dos autos…”, decretou Castilho no documento encaminhado à Justiça.

Outros depoimentos foram tomados na tentativa de se comprovar que o ex-dirigente repassava bilhetes entregues na sede do sindicato para cambistas, mas nenhuma prova foi obtida.

Entre as pessoas envolvidas, estava a sócia do Palmeiras Eliane de Souza Guimarães Fontana, que teria sido ameaçada por um membro da Mancha Alviverde após deixar de repassar para ele ingressos deixados por Crefisa e FAM (Faculdade das Américas) na sede da entidade presidida por Mustafá.

Ela sustentou que eram entregues envelopes separados com 50 ingressos destinados ao sindicato e 20 bilhetes que ficavam com a sócia do clube. Ainda declarou que encaminhava algumas das entradas a um homem chamado Anderson, que teria feito as ameaças. Eliane, no entanto, não ligou os bilhetes repassados por ela e nem Anderson a Mustafá.

No inquérito, o ex-presidente disse que nunca vendeu ingressos. Cedia as entradas vindas da patrocinadora de graça. Também afirmou ter diversas cadeiras cativas no Allianz Parque e que as empresta sem nada cobrar.

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MP encaminha para polícia suspeita de desvio de ingressos no Palmeiras

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Após receber denúncias de membros de torcidas organizadas do Palmeiras, o Ministério Público de São Paulo pediu para a Polícia Civil abrir investigação sobre suposto desvio de ingressos de jogos do Palmeiras para permitir venda acima do preço de bilheteria.

O pedido foi feito pelo promotor Paulo Castilho para a DRADE (Delegacia de Polícia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva).

A denúncia é de que funcionários do clube estariam desviando bilhetes destinados aos sócios-torcedores do setor em que ficam as uniformizadas para a revenda por preços superiores. Com isso, integrantes das organizadas estariam ficando sem ingresso, mesmo tentando a compra logo no início da venda pela internet.

“A denúncia é grave. Tem nomes, áudios. Eles afirmam que funcionários do Palmeiras ajudam uma agência de turismo a ficar com os ingressos para vender por um preço maior. Se comprovado o crime, a pena pode chegar a seis anos. Como promotor, eu tenho que abrir uma investigação ou pedir para a polícia investigar sob pena de cometer prevaricação”, declarou Castilho.

No último dia 14, o perfil da Mancha Alviverde publicou uma série de questionamentos sobre a venda de ingressos no setor gol norte, em que ficam as organizadas. Os torcedores reclamaram que a venda de bilhetes nessa área pelo Avanti, programa de sócio-torcedor, acaba em poucos minutos.

Porém, de acordo com a organizada, a Palmeiras Tour, agência licenciada pelo clube, tem os mesmos bilhetes por preços mais altos. Segundo o relato, no último clássico contra o Corinthians, a empresa vendeu bilhetes que custariam R$ 100 por R$ 150. Eles pediram explicações ao presidente palmeirense, Maurício Galiotte.

Indagada sobre o tema pelo blog, a assessoria de imprensa do clube afirmou que a manifestação que o Palmeiras tinha para fazer sobre o tema está em nota publicada em seu site no último dia 15. Abaixo, leia o comunicado na íntegra.

“A respeito das declarações veiculadas sobre a empresa Palmeiras Tour nas redes sociais, a Sociedade Esportiva Palmeiras vem a público esclarecer:

A Palmeiras Tour é a agência oficial de viagens e eventos do Palmeiras, licenciada pelo clube, com autorização para explorar comercialmente a sua marca na produção e viabilização de atividades promocionais, experiências exclusivas e eventos relacionados ao Palmeiras.

Dentre os serviços oferecidos pela Palmeiras Tour, há diferentes pacotes para o atendimento de agências parceiras e torcedores que desejam assistir aos jogos do Palmeiras. Para este fim, é destinada uma quantidade limitada de ingressos, em diferentes setores do estádio. Cabe ressaltar que, por força de decisão de autoridade arbitral competente, os assentos oferecidos nos pacotes da Palmeiras Tour para o setor Gol Norte não podem ser disponibilizados para venda no Programa Avanti.

Os valores dos pacotes comercializados mediante emissão de nota fiscal, podem contemplar, além do custo do ingresso, serviços de receptivo, guia, logística de chegada e saída do estádio, bem como transporte, hospedagem e traslado.”

Opinião: palmeirenses precisam esquecer Corinthians para darem paz a Roger

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Roger Machado vive no Palmeiras a situação mais incompreensível do futebol brasileiro no momento. Seu time tem a melhor campanha da primeira fase da Libertadores, briga pela ponta do Brasileirão e acaba de ser vice-campeão paulista. Mesmo assim, a principal torcida organizada palmeirense, a Mancha, pede sua cabeça. Parte dos conselheiros abraça a ideia. Tudo, aparentemente por não aceitarem a derrota em casa na final do Estadual para o Corinthians e a nova queda em Itaquera pelo Nacional.

Os atos hostis de torcedores contra o próprio time só dão mais visibilidade aos feitos corintianos e tumultuam o alviverde.

A diretoria palmeirense também não colaborou. A forma com que os cartolas conduzem suas queixas contra a suposta interferência externa na final do Paulista não ajuda o clube.

O Palmeiras está certo por brigar pelo que acha justo nos tribunais. Porém, deveria ser mais discreto. As entrevistas de Maurício Galiotte chamando o campeonato de Paulistinha e a publicidade excessiva dada a algumas medidas, como a contratação da Kroll, só esticam o assunto. Os torcedores revivem a derrota, aumentam a sua raiva e parte deles despeja a ira no técnico e em jogadores, como Lucas Lima.

Pra piorar, historiadores e conselheiros colocam em pauta quem tem mais vitórias no confronto direto: Corinthians ou Palmeiras. Essa obsessão pelo alvinegro não é salutar para o alviverde.

Se o Palmeiras crê que entram na conta do confronto as pequenas partidas pelo Torneio Início, basta registrá-las em sua contabilidade, sem alarde. Um movimento para isso serve mais para os adversários fazerem troça do que qualquer outra coisa.

O alviverde vive um momento confortável financeiramente, levantou um Brasileiro recentemente, tem um dos elencos mais fortes do país e segue na briga por títulos. É muita coisa boa pra se preocupar demais com o rival e produzir problemas internos. Passou da hora de torcida e cartolas esquecerem o alvinegro e darem paz a Roger Machado.

Derrota em clássico faz conselheiros e Mancha pedirem queda de Roger

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Roger Machado levou o Palmeiras ao vice-campeonato estadual. Depois de perder a final para o Corinthians, ele emendou uma sequência de oito jogos sem perder. Nessa série, sua equipe derrotou o Boca Juniors na temida La Bombonera por 2 a 0. Hoje, o alviverde tem a melhor campanha da fase de grupos da Libertadores. Na Copa do Brasil, vitória por 2 a 1 em Belo Horizonte no jogo de ida das oitavas de final. Hoje, no Brasileiro, o clube ocupa a quinta posição, a dois pontos de Flamengo, Corinthians e Atlético-MG, que estão nas três primeiras colocações. Até o último domingo, o treinador palmeirense não sabia o que era derrota no Nacional deste ano. Porém, a nova queda diante do maior rival funcionou como uma borracha a apagar os bons resultados recentes.

Desde o revés por 1 a 0 no Dérbi em Itaquera, Roger é alvo de campanha da Mancha Alviverde, principal torcida organizada da agremiação, por sua demissão. Parte dos conselheiros faz coro pedindo a saída do técnico.

‘Fora Roger Machado. Essa é a posição da Mancha”, escreveu a diretoria da uniformizada em seu perfil no Facebook menos de duas horas após o apito final do Dérbi. “Números e estatísticas se perdem quando existem derrotas vexatórias”, completou a organizada.

Em outra postagem, na última segunda, a direção da torcida chamou Roger de treinador sem brio, coragem e atitude. Em seguida prometeu protestar no estádio, apesar de apoiar o time durante os jogos.

Parte dos conselheiros de diferentes alas também voltou seus canhões contra o treinador após a queda em Itaquera. “O Roger é um novo Eduardo Baptista, outro técnico fraco. O Rodriguinho em todo clássico faz gol no Palmeiras. De novo o treinador não conseguiu cuidar disso e tomamos outro gol dele. E de novo ele mexeu errado no time (ao fazer as substituições no clássico)”, disse o conselheiro José Corona Neto. Crítico da administração de Maurício Galiotte, ele classifica a perda do Estadual em casa para o alvinegro como a “maior mancha na história do Palmeiras”.

Supostos erros na escalação, não tirar o zagueiro Antônio Carlos do time, ser supostamente paciente demais com Lucas Lima e não conseguir controlar os nervos da equipe nos dois últimos jogos contra o Corinthians estão entre outras críticas feitas a Roger por membros do Conselho Deliberativo.

Procurada pelo blog, a assessoria de imprensa do técnico disse que não se manifestaria sobre o assunto.

Em meio às críticas, a diretoria não dá sinais de incômodo com o trabalho do treinador.