Arquivo da categoria: Marcelo Fernandes

Maior espetáculo da Terra

Leia o post original por Odir Cunha

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MAIOR ESPETÁCULO DA TERRA

O técnico Levir Culpi, que ainda não comandará o Santos neste domingo, em Curitiba, contra o Atlético Paranaense, é um personagem especial do futebol, pois tem no mínimo dois neurônios que se conectam. Como hoje está com a vida mansa e não tem o rabo preso com a CBF ou alguma rede de tevê, falou o que todo mundo já sabe: que o Santos dispensa apresentações, pois é daqueles times que têm um lugar cativo entre os grandes da história. Agora sou eu que digo: que se curtam mais os rappers ou os pagodeiros do momento é compreensível, mas isso não quer dizer que se deva esquecer Tom Jobim e a bossa nova.

Entre os anos 60 e 70 o Santos chegou a um ponto inalcançável por qualquer outro time no mundo. E suas marcas permanecem. Sempre que entra em campo, com a mesma camisa e o mesmo distintivo, remete o futebol aos seus tempos mais belos e apaixonantes. É como disse Pelé: “Hoje o time joga no quintal de sua casa, coloca o vídeo no Youtube e todo mundo vê; no nosso tempo nós tínhamos de jogar no mundo todo para sermos vistos. Só não jogamos na Lua”.

Engraçado que o Santos demorou 42 anos para jogar fora do Brasil, mas foi só sentir o gostinho da aventura e se libertou de vez do rabo da saia da mamãe Belmiro. Time brasileiro que mais jogou e venceu equipes estrangeiras, o Glorioso Alvinegro Praiano escreveu histórias que parecem lenda. Em alguns países paralisou guerras, em outros provocou conflitos. Em todos, a causa era a mesma: testemunhar aqueles mágicos homens de branco levitando pelo gramado verde como santos que eram.

Confesso que já tinha dado por encerrado o meu ciclo de livros sobre a história do Santos. Ainda queria escrever sobre alguns ídolos, mas a respeito apenas do time só um livro me apeteceria: queria contar como foram as viagens por todos os continentes, por dezenas de países, mas não me contentaria com nomes e números. Seria preciso sentir o ambiente local, conhecer as opiniões da imprensa estrangeira, conseguir fotos inéditas, ingressos dos jogos, descobrir detalhes, histórias curiosas…

Não via, porém, como conseguir tempo e recursos para empreender essa pesquisa longa e universal. Até que me surgiu um anjo que há muitos anos já fazia esse trabalho meticuloso de garimpagem dos rastros do Santos pelo mundo afora. Morador em Luxemburgo, na Europa, o santista Marcelo Fernandes já fazia essa garimpagem há muitos anos. Como o seu trabalho, em uma companhia aérea, lhe permite viajar pelo mundo, Marcelo visitou os lugares pelos quais o Santos passou e pesquisou em museus, bibliotecas, exposições, estádios e participou de leilões para adquirir peças importantes da memorabilia das viagens santistas.

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Começamos os planos para o livro há sete anos, temos falado e completado nossas informações desde então, entramos na reta final no ano passado e agora, finalmente, podemos anunciar, com muito orgulho e enorme prazer, o lançamento do livro “Santos FC, o maior espetáculo da Terra”, próximo lançamento da Editora Onze, de Marco Piovan, outro apaixonado pela história do futebol.

Não conheço nenhum outro livro que fale, exclusivamente, das viagens internacionais de um time. Bem, certamente não há uma equipe que tenha tanto assunto, tantas aventuras a contar que envolvam desde as cidades iluminadas da Europa até as povoações modestas na África. Por isso, não é exagero dizer que jamais haverá um time tão impactante como o Santos de Pelé. Por onde ele passou, deixou sua marca.

Trata-se, portanto, de obra única, inigualável, tão valiosa para a história do nosso Santos como mais um título mundial. E outra notícia sensacional é que você poderá ter o seu nome impresso no livro, garantir presença no evento de lançamento, ao lado de grandes craques daquele Santos formidável e ainda obter outras recompensas por preços promocionais de pré-lançamento.

Se esperarmos que os outros reconheçam os méritos inigualáveis do nosso Santos, morreremos sentados. Portanto, nos unamos para que “Santos FC, o maior espetáculo da Terra” seja lançado com o esmero e a divulgação que merece e espalhe essa história singular do time de uma pequena cidade brasileira que colocou o mundo aos seus pés.

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Dorival volta ao Santos

Leia o post original por Quartarollo

Santos contrata Dorival Junior para tentar fugir da zona do rebaixamento e ainda salvar a temporada.

Time está muito mal. Depois de ser campeão paulista perdeu Robinho e emprestou Thiago Ribeiro para o Atlético Mineiro.

Ironicamente Thiago está voando e fazendo gols importantes. Faz falta hoje no elenco alvi-negro.

Marcelo Fernandes volta a ser auxiliar e vai trabalhar com Dorival. Serginho que conhece a Vila como ninguém também continua na Comissão Técnica.

Dorival teve um ótimo momento no Santos em 2010 naquela equipe que tinha Neymar surgindo e virou Cirque du Soleil segundo o presidente da época, Luís Álvaro de Oliveira.

Com Dorival vários garotos tiveram chance além de Neymar e isso também pesou nessa volta ao clube.

O Santos sempre lançou bem os jovens e Dorival vai tentar garimpar mais alguns nessa seca atual do futebol brasileiro.

A situação é difícil com pagamentos atrasados e perda de jogadores importantes desde o início do ano.

Se Dorival fizer metade do que fez na sua primeira passagem já será suficiente para livrar o Santos do fantasma do rebaixamento.

Pensar em ganhar alguma coisa com esse elenco ainda é um sonho distante.

O primeiro degrau é justamente tirar a equipe do Z-4 e dar nova confiança ao elenco.

Com a perda de Robinho parece que o ataque ficou meio desorientado.

Ricardo Oliveira pode ajuda-lo a acalmar os demais. É experiente, é artilheiro e dizem que ótimo de grupo.

Dorival vai precisar de muita ajuda para poder ajudar o Santos.

É bom treinador e já tem história no clube. Isso pode ajuda-lo a enfrentar algumas tempestades que virão por aí.

Só tenho a desejar boa sorte ao amigo Dorival Júnior.

Que seja feliz também nesta segunda passagem pelo alvi-negro praiano.

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Como o técnico campeão paulista de 2015 foi detonado em sessenta dias

Leia o post original por Perrone

No dia 3 de maio, Marcelo Fernandes levou o Santos ao título Paulista de 2015. Dois meses e dois dias depois, no último domingo, após a derrota por 3 a 1 para o Grêmio, a diretoria do clube concluiu que ele não deve mais seguir como treinador da equipe, como mostrou o blog nesta segunda. Nesses sessenta dias uma sucessão de fatos avassaladores enfraqueceu o técnico vencedor do último estadual.

O primeiro golpe aconteceu na montagem da equipe para o Brasileiro. Apenas uma contratação do Santos, o meia Rafael Longuine, teve o dedo do técnico. As vindas dos outros jogadores, como Marquinhos, Neto Berola, Nilson e Leonardo foram idealizadas pela diretoria.

Além de não ser o mentor das contratações feitas, Fernandes espera uma nova leva de reforços que pediu para a direção, mas corre grande risco de ver as caras novas chegarem já rebaixado para seu antigo cargo, o de auxiliar técnico.

Uma pitada de desconforto foi acrescentada para Fernandes com o vazamento de informações sobre o que acontece no vestiário do time.

Outro episódio importante na perda de força do treinador aconteceu quando Modesto Roma Júnior tentou contratar Oswaldo de Oliveira. Além do desgaste natural com o vazamento da informação, Fernandes ficou mais asfixiado no clube por causa da guerra política que a tentativa de contratação detonou.

Oswaldo não veio porque Modesto não conseguiu a aprovação da maioria do Comitê de Gestão, como determina o estatuto do clube. Em seguida, destituiu Lourenço Lopes e José Renato Quaresma do comitê. Ambos foram contra o retorno de Oliveira à Vila Belmiro. Só que Quaresma é amigo de Fernandes e era a pessoa mais próxima a ele na cúpula santista.

Já enfraquecido, o treinador enfrentou ainda um atrito com um dos assessores de imprensa do Santos. Ele queria realizar um treinamento sem a presença dos jornalistas, mas a entrada deles foi permitida. Os dois se desentenderam e desde então não falam a mesma língua. O assessor ficou fora de viagens do time após o desentendimento.

Outro ingrediente foi acrescentado à crise: os desfalques. Como os de Robinho e Valencia, que que foram para a Copa América. O primeiro não renovou seu contrato no retorno, e o segundo se machucou defendendo a Colômbia, engrossando a lista de lesionados. Renato, Elano, Marquinhos Gabriel, Neto Berola e Zeca estão entre os que se contundiram.

Cada vez mais, Fernandes precisou usar as categorias de base do clube, historicamente badaladas, mas que agora tem suas crias criticadas pela torcida. Dessa vez, o clima não é nada propício para os moleques. A indecisão sobre o futuro do técnico combinada com atrasos nas remunerações espalhou insegurança. Tanto que no sábado, antes do revés diante do Grêmio, que jogou o time na zona de rebaixamento, havia atleta telefonando para cartola a fim de saber sobre os pagamentos.

No dia seguinte à quinta derrota da equipe em 11 rodadas no Brasileirão, a preocupação dos jogadores, principalmente os mais jovens, era com o treinador. Eles tentavam apoiar Fernandes após saberem que a diretoria se reuniria para tratar da escolha de um substituto, e sem avisar o técnico. Não é preciso ter muita experiência no futebol para sacar que a situação do treinador ficou insustentável.

 

Santos vence, Corinthians e Palmeiras perdem

Leia o post original por Fernando Sampaio

Santos 1x0O Peixe venceu na Vila.

Vitória merecida.

Marcelo Fernandes tem muita responsabilidade no resultado, mesmo sem Robinho e Lucas Lima o time apresentou um bom futebol e ganhou o clássico. Ricardo Oliveira é hoje o melhor centroavante do Brasil e, ao lado de Lucas Lima, merecia uma convocação do Dunga.

O Corinthians sem Guerrero e Sheik caiu muito. No início do Brasileirão a expectativa era para  G-4, ao lado de São Paulo, Atlético-MG e Internacional. Agora, caso não traga reforços para o ataque ficará no bloco intermediário. Os times do Tite já não fazem muitos gols, imagine só com Romero e Love.

O Verdão perdeu.

Deu a lógica, o Grêmio era favorito em Porto Alegre.

Maicon decidiu o jogo, comandou o time gaúcho e marcou um golaço.

O Palmeiras ganhou poder ofensivo com Alecsandro e Lucas Barrios. Antes, a finalização do time era medíocre. Com maus finalizadores o Verdão ficaria no bloco intermediário. Agora vejo possibilidade de ficar entre os 8 primeiros. Marcelo Oliveira tem peças para fazer um bom campeonato.

 

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Galo e Santos iguais, e Levir leva vaia

Leia o post original por Antero Greco

Empate às vezes é bom negócio. Em outras ocasiões, não ajuda nem um lado nem outro. Caso dos 2 a 2 entre Atlético-MG e Santos, na noite desta quarta-feira, em Belo Horizonte. Com o resultado, os dois times têm a lamentar. O Galo tem 11 pontos e continua fora do bloco principal; os santistas foram para 7 e estão perto da zona de rebaixamento.

O placar não empolgou, mas o duelo foi bom e interessante. As duas equipes jogaram com intenção de ir à frente, por opção dos treinadores e por necessidade. O Santos estava quatro jogos sem vencer e  o Atlético vinha de derrota no clássico com o Cruzeiro. O que se viu foi ao menos velocidade e disposição.

O Galo pressionou, porém levou o gol, marcado por Ricardo Oliveira, num boa arrancada, que deixou Leonardo Silva para trás. A virada mineira veio no primeiro tempo mesmo, com Werley (contra) e Dátolo. O empate final surgiu no segundo tempo, com Gabriel.

O detalhe que me chamou a atenção, no entanto, apareceu com intensidade após o apito final. A torcida do Atlético vaiou Levir Culpi, para demonstrar insatisfação pelo fato de o time ter empacado nas duas últimas apresentações em casa. Muita gente não gostou também da troca de Pratto por Jô, que entrou e não justificou a enésima chance.

Galo e Santos foram pra casa com a sensação de que enfrentarão turbulência logo, como tantos concorrentes da Série A. Diria, quase todos. Levir sente os primeiros sinais de desgaste com o próprio público, enquanto Marcelo Fernandes vê diminuir o crédito acumulado com a conquista do título paulista.

Entendo a preocupação do torcedor de ambos os lados. O mineiro se ressente da queda de desempenho do Atlético, que largou muito bem e se credenciou como concorrente ao título. O do Santos teme que a campanha no Estadual tenha sido apenas fogo de palha. As próximas rodadas dirão se os temores são duradouros ou apenas fumaça.

 

Lucas Lima x Renato Cajá

Leia o post original por Odir Cunha

O maior duelo técnico marcado para hoje, às 18h30, na Vila Belmiro, reunirá os dois melhores meias do Brasil no momento: o santista Lucas Lima e o ponte-pretano Renato Cajá. Lima está em todos os lugares do campo, protege bem a bola, lança muito bem, mas não chuta lá essas coisas. Cajá tem ótimo controle, lança e chuta como um Ailton Lira. Aos 30 anos, vive o auge de sua carreira e tem sido fundamental para a ótima campanha da Ponte Preta neste Campeonato Brasileiro.

Invicta, a equipe de Campinas já jogou três vezes fora de casa e conseguiu arrancar empates, em cima da hora, de Grêmio e Cruzeiro, e na última partida goleou o Vasco, em pleno São Januário, por 3 a 0. Em casa, venceu o São Paulo por 1 a 0 e a Chapecoense por 3 a 1. Seus destaques são Renato Cajá e Biro-Biro, além do técnico Guto Ferreira, pretendido pelo Santos.

Enquanto a Ponte alcançará a liderança momentânea do campeonato com uma vitória logo mais (o Atlético Paranaense jogará mais tarde, neste sábado, e manterá 100% de aproveitamento caso vença o Vasco, em Curitiba), o Santos poderá entrar na zona de rebaixamento nesta rodada caso perca pela terceira vez na competição. E o resultado não seria tão surpreendente, pois, apesar de jogar em casa, o Santos enfrentará um time que tem jogado melhor e obtido bons resultados mesmo distante de sua torcida.

Com 11 gols marcados, a Ponte tem a média de 2,1 por partida. Sua defesa sofreu cinco gols, média de um por jogo. Já o Santos, marcou apenas seis vezes, com média de 1,2 por jogo, e sofreu sete gols. Pelos números, um empate, ou mesmo uma vitória da Ponte não seriam surpreendentes hoje. Que o santista se prepare…

Os dois técnicos poderão repetir as últimas formações de seus times. Marcelo Fernandes preferiu manter Vladimir no gol, apesar da falha do goleiro no primeiro gol do São Paulo, no Morumbi. Guto Ferreira deverá iniciar a partida com Rildo no banco, mas o jogador poderá entrar no transcorrer do jogo.

Times prováveis
Santos: Vladimir, Daniel Guedes, Werley, David Braz e Victor Ferraz; Lucas Otávio, Renato (Thiago Maia), Lucas Lima e Rafael Longuine (Gabriel); Geuvânio e Ricardo Oliveira.
Ponte Preta: Marcelo Lomba, Rodinei, Tiago Alves, Pablo e Gilson; Josimar, Fernando Bob e Renato Cajá; Biro Biro, Felipe Azevedo e Diego Oliveira.
Arbitragem: Vinicius Gonçalves Dias Araujo, auxiliado por Gustavo Rodrigues de Oliveira e Ricardo Pavanelli Lanutto, todos de São Paulo.

Marcelo Fernandes fala sobre o jogo de hoje:

Conheça Nilson, o centroavante que o Serginho indicou:

E pra você, como o Santos deve jogar para vencer a Ponte?


Marcelo por Marcelo?

Leia o post original por Odir Cunha

Geuvânio e Rafael Longuine
Geuvânio e Rafael Longuine, dois atacantes prováveis para esta noite (Ricardo Saibun/ Santos FC)

Hoje o Santos, sem Robinho, enfrenta o São Paulo, que estréia o novo técnico, Osório, no Morumbi, em um clássico que está mais para o tricolor paulista. De qualquer forma, como diz Ricardo Oliveira, clássico é o tipo de jogo que todo mundo quer jogar, e nestas horas o Santos poderá até surpreender. Mas o assunto recorrente entre os torcedores é a possibilidade de o clube contratar Marcelo Oliveira, técnico bicampeão brasileiro, recentemente despedido do Cruzeiro, para o lugar do ainda pouco experiente Marcelo Fernandes.

Este blog leva a sério a democracia e respeita a opinião de todos. O blogueiro significa apenas uma opinião e um voto, e este é favorável à manutenção de Marcelo Fernandes até o final do Campeonato Brasileiro. Por três motivos principais: não vejo diferenças essenciais entre os técnicos brasileiros, a diferença de salários é muito grande e o Santos terá de encaixar várias temporadas seguidas com saldo positivo para se livrar da péssima situação financeira na qual se encontra.

Faça as contas: com uma dívida total de 400 milhões de reais, sem contar os 50 milhões, por enquanto, a serem pagos pelo passe de Leandro Damião, o Santos teria de obter um saldo positivo de 50 milhões por ano durante 10 anos seguidos para zerar os seus passivos. É quase impossível. Mais difícil ainda se não aumentar substancialmente suas receitas e ainda cortar despesas. Trazer Marcelo Oliveira iria na contramão dessas prioridades.

O ex-técnico do Cruzeiro subiu de patamar com o bicampeonato nacional e não quererá, tão já, voltar ao anterior. Hoje ele pode pedir 400, 500 mil reais por mês e haverá clubes dispostos a pagar. Por outro lado, o técnico do Santos recebe 80 mil reais por mês. Essa diferença já pode garantir o salário de dois ótimos jogadores, o que é mais importante para o Santos, no momento, do que trocar de treinador.

O Marcelo do Santos vem do título paulista e de apenas quatro jogos no Campeonato Brasileiro, em que as falhas individuais foram mais importantes do que os defeitos táticos. Então, não vejo porque, tão prematuramente, demitir Marcelo Fernandes.

E como toda crise também trás oportunidades, estou ansioso para ver Rafael Longuine jogar o tempo todo ao lado do Ricardo Oliveira, com o apoio de Lucas Lima e Geuvânio. Quem sabe dá samba. Apesar de, repito, o favoritismo desta noite estar do lado do tricolor do Morumbi.

Veja o que Ricardo Oliveira falou do jogo e da ausência de Robinho:
https://youtu.be/pvl2T8sQGMg

E você, o que acha do Sansão desta noite e de uma provável troca de técnico?


Acerto com pai de Neymar pressiona técnico do Santos

Leia o post original por Perrone

Marcelo Fernandes conquistou o título paulista em seu primeiro trabalho como treinador e, em seguida, obteve um empate e uma vitória no início do Brasileirão. Mas a situação do técnico do Santos não é tão confortável como poderia, apesar de ele não correr risco imediato de demissão.

O problema é o contrato assinado pelo treinador para que o pai de Neymar gerencie sua carreira. Santos e Neymar pai estão em pé de guerra por causa da transferência do jogador para o Barcelona. Conselheiros e dirigentes não engolem o fato de a empresa de Neymar pai ter faturado 40 milhões de euros na negociação, principalmente por causa de um adiantamento de 10 milhões de euros. O clube foi à Justiça para tentar ter acesso aos documentos da transação. Desde então, o pai do craque não é visto com bons olhos pelos cartolas santistas.

Assim, o acordo de Fernandes com o empresário gerou reclamações de conselheiros. Parte do grupo que apoiou sua efetivação como treinador se revoltou por entender que ele não deveria se aproximar de um desafeto do clube.

A direção do Santos sabe que não tem o direito de interferir nas decisões pessoais do técnico. Mas está preocupada. Avalia que a paciência com o treinador por parte dos que não gostam de Neymar pai será menor. Ou seja, em caso de uma sequência de resultados negativos a pressão pela troca de técnico será maior do que seria.

Nesse cenário, ficou prejudicado o plano inicial de manter Fernandes como membro permanente da comissão técnica do clube caso o Santos decida contratar outro treinador. Os conselheiros descontentes exerceriam uma pressão insustentável pela demissão do cliente de Neymar pai.

Internamente, diretores se queixam ainda de que o técnico poderia ter consultado a cúpula santista antes de selar o acordo. Ele não receberia um pedido para desistir do negócio, mas ouviria sobre os efeitos colaterais de sua decisão.

 

Classificação sem brilho

Leia o post original por Odir Cunha


Com a entrada de Gabriel, Santos buscou mais o gol (Ivan Storti/ Santos fC).

Classificação sem brilho

Mesmo com o time completo, diante de sua torcida e frente a um limitado Maringá, que ainda jogava com um jogador a menos, o Santos não conseguia marcar e deixava no torcedor o medo de ver, em uma bola centrada para a área, a grande zebra dançar no Urbano Caldeira.

Porém, desta vez as substituições de Marcelo Fernandes tiraram o time da letargia. Com Elano e Gabriel o Santos foi um pouco mais à frente e finalmente foi premiado aos 45m54s, quando Cicinho lançou Ricardo oliveira, que penetrou livre, teve tempo de dominar, trocar de pé e enfiar a bomba com a canhota. 1 a 0 e classificação para a próxima fase da Copa Brasil.

A vitória foi justa principalmente pelo que não fez o Maringá, que sumiu no segundo tempo, mas o Santos não jogou bem. Pouco objetivo, o time tocou, tocou, tocou, mas quase não chutou a gol. No primeiro tempo, o único arremate foi de David Braz, aos 10m57s, depois de cruzamento de Geuvânio.

No segundo, o Santos foi mais à frente, mas a partida continuava indefinida, até que Robinho, em uma jogada inteligente, foi seguro por Eurico e parou a bola, não dando ao árbitro nenhuma outra alternativa a não ser dar o cartão amarelo para o jogador do Maringá que, como já tinha um, acabou expulso. Isso mudou o jogo, pois o time paranaense, com um jogador a menos, ficou sem nenhuma alternativa ofensiva.

O Santos passou a jogar no campo do Maringá. Mas faltava acertar o último passe, ou um chute decisivo. Por isso, as entradas de Elano, no lugar de Valencia, e de Gabriel, no de Lucas Lima, deram resultado. O time passou a ser mais incisivo.

Dos 37 minutos em diante, o Santos teve seis chances, contando com a que resultou em gol. Ficou evidente que os jogadores precisam treinar mais arremates a gol – principalmente Robinho, Lucas Lima e Geuvânio, que sempre estão próximos à área. Acho que uma boa idéia seria suspender os rachões por um tempo e substituí-los por treinamento de chutes a gol.

Atuações dos santistas

Vladimir – Não foi exigido. 5.
Cicinho – Começou estabanado e foi se firmando. Deu o passe para o gol. 6.
Werley – Discreto, mas eficiente. 5.
David Braz – O mesmo que Werley. 5.
Victor Ferraz – Desta vez, apoiou melhor pela direita. 6.
Valencia – Discreto e eficiente. 5.
Leandrinho – Deu conta do recado bem. 6.
Lucas Lima – Prendeu demais a bola e não produziu nada muito útil. 5,5.
Geuvânio – Regular, mas ainda errou lances bobos. 5.
Ricardo Oliveira – Não tinha feito nada, mas fez o gol. 5,5.
Robinho – Cavou a expulsão de Eurico. 6.
Marcelo Fernandes – Desta vez mexeu melhor, apesar de ter demorado para fazê-lo. 6.
Dos jogadores que entraram, tanto Elano como Gabriel merecem a nota 6.

Santos 1 x 0 Maringá
13/05/2015, 19h30, Vila Belmiro, 3ª rodada da Copa do Brasil
Público: 4.068 pagantes. Renda: R$ 108.600.
Santos: Vladimir; Cicinho, David Braz, Werley e Victor Ferraz; Valencia (Elano), Leandrinho e Lucas Lima (Gabriel); Geuvânio, Robinho e Ricardo Oliveira. Técnico: Marcelo Fernandes.
Maringá: Ednaldo; Gerônimo, Fabiano, Marcelo Xavier e Edinho; Ítalo, Eurico, Rhuan e Max (Alex); Rodrigo Dantas (Serginho Paulista) e Gabriel Barcos (Rafael Santiago). Técnico: Claudemir Sturion.
Gol: Ricardo Oliveira, aos 45m54s do segundo tempo.
Arbitragem: Wagner Reway (MT), auxiliado por Eduardo Goncalves da Cruz (MS) e Leandro dos Santos Ruberdo (MS).
Cartões amarelos: Valencia, Werley, Leandrinho (Santos); Eurico (2), Gerônimo, Edinho, Ítalo, Fabiano, Rhuan (Maringá).
Cartão vermelho: Eurico (Maringá).

E você, o que achou de Santos 1 x 0 Maringá?


Hoje é dia de fazer gols

Leia o post original por Odir Cunha

Robinho

Jogadores treinaram chutes a gol (Ivan Storti/ Santos FC)

Meus amigos, quando o Santos está ganhando por 1 a 0, empatando por 0 a 0, 1 a 1, ou seja, vivendo de placares magros, é porque a coisa não vai bem. Como o time que mais marcou gols neste planeta, o Glorioso Alvinegro Praiano só está realmente bem quando seu ataque põe a bola pra dentro várias vezes em uma partida. E o jogo de hoje, às 19h30, diante do Maringá, na Vila Belmiro, pela segunda rodada da Copa do Brasil.

O Santos vem de três jogos me que perdeu muitos gols e se complicou no segundo tempo: na final do Campeonato Paulista, contra o Palmeiras, fez 2 a 0, poderia até ter ampliado, mas acabou pressionado no segundo tempo, sofreu um gol e só foi buscar o título na agonia dos pênaltis. Depois, vencia o Maringá por 2 a 0 e sofreu o empate nos últimos minutos, e, por último, domingo passado, contra o Avaí, deu um show na primeira etapa, mas só marcou um gol. Na segunda, cedeu o empate e por pouco não perdeu o jogo.

A partida de logo mais será um bom teste para todos os compartimentos do time – defesa, meio de campo, ataque – e também para o técnico Marcelo Fernandes, que não tem sabido mexer na equipe para manter o bom futebol na etapa final. Desta vez, ele não terá todos os titulares à sua disposição, pois Renato, com dores na coxa, e Chiquinho, com dores nas costas, não entrarão em campo.

Leandrinho entrará no lugar de Renato, e aí acho que o time não perderá muito. Talvez até ganhe em fôlego e vitalidade, pois o substituto é bem mais jovem do que o titular. A outra substituição, porém, é que é mais problemática, pois Marcelo Fernandes colocará Cicinho na lateral-direita e deslocará Victor Ferraz para a esquerda, o que não tem dado certo nas últimas vezes em que foi tentado. Ferraz é bem melhor pelo lado direito e Cicinho a gente nunca sabe como se comportará. A única certeza é a de que, no mínimo, levará um cartão amarelo.

Mas o quarteto mágico – Lucas Lima, Geuvânio, Ricardo Oliveira e Robinho – estará em campo, o que sugere, ao menos, muitas oportunidades de gol. Isso posto, a escalação do Santos será: Vladimir, Cicinho, David Braz, Werley e Victor Ferraz; Valencia, Leandrinho e Lucas Lima; Geuvânio, Ricardo Oliveira e Robinho.

A Zebra quer passear na Vila

O Maringá, que tem como animal símbolo a zebra, quer fazer jus a isso e conseguir a classificação na Vila Belmiro. Uma das coisas boas do futebol é que ele permite esses sonhos, e a Copa do Brasil está repleta de exemplos assim. Em pensar que um humilde e na época totalmente Asa de Arapiraca eliminou o então poderoso Palmeiras de Vanderlei Luxemburgo em pleno Parque Antártica…

O técnico Claudemir Sturion e seus jogadores ficaram mais animados depois do primeiro jogo, na semana passada, em Maringá, quando foram para cima do Santos e conseguiram marcar dois gols nos minutos finais, mostrando a deficiência da defesa do Alvinegro Praiano nas bolas altas. Pode estar certo que hoje o Maringá vai apelar para um chuveirinho forte para buscar o gol. Bastará a vitória por um gol, ou um empate por três gols ou mais para o time do Norte do Paraná eliminar o Santos. Um novo empate em dois gols levará a decisão para as cobranças de tiro livre da marca do pênalti.

Pelo jeito, o atacante Edmar, um dos melhores jogadores do Maringá, ficará novamente de fora do jogo, pois continua sentindo dores no tornozelo. O time será escalado com Ednaldo, Ruan, Fabiano, Marcelo Xavier, Edinho; Ítalo, Serginho Paulista, Eurico, Max; Gabriel Barcos (Edmar) e Rodrigo Dantas.

Minha previsão

Hoje sinto no ar aquele cheiro de gols na Vila Belmiro. Caso jogue concentrado, não faça firulas e não perca a tranqüilidade, o Santos deve marcar, no mínimo, três gols contra o brioso time do Paraná. Creio que depois das lições recebidas principalmente contra o próprio Maringá e o Avaí, o Santos não deve dar bobeira. Arrisco um 4 a 1.

Novos valores

Assisti ontem ao bom jogo entre Palmeiras e Sampaio Correia e fiquei bem impressionado com o tal de Pimentinha, que sozinho criou várias situações de perigo contra a meta de Fernando Prass. No domingo, Renato Cajá, da Ponte Preta, foi um dos destaques da rodada. Como bate na bola esse rapaz! Lembra Dicá, Ailton Lira, os grandes meias passadores e finalizadores do futebol brasileiro. Digo isso só para alertar aos responsáveis pelo futebol do Santos de que, diante da situação crítica dos sofres alvinegros, serão esses jogadores, de equipes intermediárias e mesmo pequenas, que deverão ser garimpados para manter o Santos competitivo nos próximos anos.

E você, o que espera de Santos e Maringá, hoje, na Vila?