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Como semifinais da Libertadores interferem na política do futebol nacional

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As semifinais da Libertadores ganharam profunda importância política para a CBF. Arbitragens sem erros graves contra Grêmio e Palmeiras, além de vitórias dos brasileiros em eventuais disputas fora de campo serviriam para a confederação afastar a imagem de que o Brasil está sem força na Conmebol.

No primeiro teste, no triunfo gremista por 1 a 0 sobre o River, na última terça (23), na Argentina, a CBF saiu intacta. Nesta quarta, é a vez de Bocar Juniors e Palmeiras, também em solo argentino.

Desde os primeiros jogos da competição, há o entendimento de pelo menos parte dos dirigentes dos times brasileiros no torneio de que eles têm sido prejudicados pela Confederação Sul-Americana dentro e fora de campo.

O motivo seria uma retaliação da entidade pelo voto do presidente da CBF, Coronel Nunes, na candidatura do Marrocos para a Copa do Mundo de 2026. Os países sul-americanos haviam combinado votar na candidatura tripla de Estados Unidos, México e Canadá, que foi a vencedora. A surpresa preparada pelo cartola foi interpretada pela Confederação Sul-Americana como uma traição.

Rogério Caboclo, eleito para presidir a CBF a partir de abril do próximo ano, sempre discordou da tese da retaliação.

No último dia 16, ele escoltou os presidentes de Palmeiras (Maurício Galiotte) e Grêmio (Romildo Bolzan) na reunião entre os semifinalistas na sede da Conmebol, no Paraguai.

Sua presença tem o valor simbólico de mostrar que o futuro presidente da Confederação Brasileira tem trânsito na entidade.

Entre os dirigentes que se queixam nos bastidores de perda de força na América do Sul há o argumento de que o afastamento de Reinaldo Carneiro Bastos do cargo que ocupava no conselho da Conmebol enfraqueceu o país. A vaga ficou com Coronel Nunes.

Presidente da Federação Paulista, Bastos virou desafeto da antiga, da atual e da futura administração da CBF. Isso porque tentou, sem sucesso concorrer à presidência contra Caboclo, apadrinhado por Marco Polo Del Nero, presidente afastado da confederação.

Desde que Del Nero, atualmente banido pela Fifa, deixou de viajar para fora do país em meio a investigações de autoridades americanas, Bastos se tornou o principal porta voz dos clubes brasileiros na Confederação Sul-Americana.

É nesse ponto que aumenta a importância política do duelo entre Palmeiras e Boca. Galiotte está rompido com a Federação Paulista, presidida por Bastos. Em tese, o fato de o alviverde se sentir apoiado na Sul-Americana por Caboclo ajuda o futuro presidente da Confederação Brasileira a se afastar da sombra do adversário político.

Galiotte chegou a pedir a união dos clubes brasileiros após a polêmica expulsão do cruzeirense Dedé em jogo com o Cruzeiro contra o Boca pelas quartas de final. O cartão acabou sendo anulado pela entidade.

“A gente não pode ficar apenas reclamando de A,B ou C. Como clubes temos que nos unir. O problema não é o VAR. O problema é que temos que ter representatividade na Conmebol”, disse o dirigente na ocasião.

Semifinais e eventuais finais sem percalços em relação à arbitragem e nos bastidores ajudariam a CBF a argumentar que essa representatividade existe. Sem Bastos e apesar do Coronel Nunes.

 

Crise política e menor frequência na elite. O futebol de SC após tragédia

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Perto de o acidente aéreo que vitimou a Chapecoense e o principal dirigente do Estado, além de jornalistas e membros da tripulação, completar dois anos, o futebol catarinense enfrenta crise política e frequenta menos a Série A do Brasileiro.

A situação contrasta com a projeção dada ao Estado pela ascensão da equipe de Chapecó até o trágico 29 de novembro de 2016.

Disputa pelo poder na Federação Catarinense de Futebol (FCF) na Justiça, parte dos clubes reclamando da administração da entidade, perdas em contratos de TV e dificuldades em campo marcam o cenário atual.

A política na federação local começou a perder estabilidade com a morte de Delfim de Pádua Peixoto Filho, presidente da FCF e líder da oposição na CBF na ocasião. Ele estava na no voo da Chape.

Em seu lugar assumiu Rubens Renato Angelotti, que era vice-presidente da federação. Com uma série de medidas, ele ganhou a antipatia de uma ala dos dirigentes catarinenses.

Porém, a crise política foi deflagrada de vez quando Angelotti marcou para abril deste ano a eleição para a sua sucessão, apesar de a diretoria eleita só tomar posse em abril de 2019.

A oposição apontou uma série de supostas irregularidades e foi à Justiça conseguindo uma liminar que estava travando o pleito.  Recentemente, o processo foi extinto. A votação está marcada para a próxima quinta (23), e a oposição tenta agir na Justiça.

Angelotti nega falhas no processo eleitoral e rebate todas as críticas de seus opositores em entrevista publicada no final deste post.

“As condições para a eleição não mudaram. Os requisitos previstos no estatuto impedem o processo democrático”, disse ao blog Alexandre Beck Monguilhott. Sua candidatura implodiu por não conseguir o número de assinaturas exigido para lançar uma chapa. Em seguida foi à Justiça apontando supostas falhas nos procedimentos exigidos para os candidatos. Neste momento, o atual presidente é candidato único.

“O edital da eleição foi feito para não existir disputa. A situação recolheu as assinaturas e lançou o edital depois que não dava mais para outra chapa se inscrever (por falta do número mínimo de apoios)”, disse Alessandro Abreu, advogado de Monguilhott.

Na ação, a oposição alega que houve fraude eleitoral porque, entre outros motivos, o processo eleitoral só duraria cinco dias, impossibilitando que o opositor recolhesse assinaturas de apoio. E que a situação já sabia das regras com antecipação, por isso viabilizou a chapa única.

Episódio parecido aconteceu em recente eleição na CBF. O situacionista Rogério Caboclo colheu número de assinaturas que impediu o opositor Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista de Futebol, de se candidatar. Caboclo foi eleito um ano antes de sua posse.

Política e arbitragem

No processo, o opositor alega que na chapa situacionista o candidato a vice-presidente é chefe da arbitragem na federação (Marco Antônio Martins) e que isso pressiona os clubes eleitores.

“De acordo com informações extraoficiais, o atual diretor de arbitragem é candidato a uma vice-presidência pela chapa da situação o que causa intimidação, especialmente aos clubes de futebol que se sentem compelidos a apoiar a chapa sob o risco de afrontar o departamento de arbitragem”, diz trecho da ação escrito pelos advogados da oposição.

Delfinzinho

No pacote que fez Angelotti ganhar a antipatia de uma fatia dos cartolas catarinenses está a demissão de Delfim Pádua Peixoto Neto, filho do ex-presidente da FCF.

Delfinzinho, como é conhecido o ex-dirigente, era assessor do pai e tem a simpatia de vários dirigentes catarinenses. Sua demissão ocorreu pouco depois de Angelotti assumir o poder.

Como o atual presidente é alinhado com Marco Polo Del Nero, o afastamento foi visto por cartolas amigos de Delfinzinho como uma medida para agradar o ex-presidente da CBF, hoje banido do futebol pela Fifa. Angelotti nega que a decisão tenha tido caráter de retaliação.

Os críticos da demissão afirmam que como o atual presidente está completando o mandato de Delfim, deveria, por respeito, manter seu filho até o final da gestão. “Ele (Angelotti) falou que veio ordem de cima para me demitir”, declarou Delfinzinho.

TV

Críticos da gestão de Angelotti apontam o fracasso na negociação para venda dos direitos do Campeonato Catarinense em TV por assinatura e pelo pay-per-view como sinal de debilidade do futebol local.

Ao discutir a renovação de seu contrato para a transmissão da competição, o grupo Globo desistiu de comprar os direitos sobre essas duas propriedades.

Presidente de clube local que atribui a atuação de Angelotti na negociação como fator importante para o desacerto calcula que os clubes perderam cerca de R$ 4 milhões com a decisão do grupo Globo de não mostrar as partidas do catarinense pelo Sportv e pelo pay-per-view.

O mesmo cartola avalia que o atual presidente não tem a mesma capacidade de liderança que Delfim tinha. Isso teria atrapalhado na negociação. Ele pediu para seu nome não ser divulgado com medo de retaliação por parte da federação.

Porém, a opinião de que o fracasso nas tratativas deve ser atribuído principalmente a Angelotti não é unanime.

“A federação poderia ter sido mais produtiva, e a associação dos clubes (de Santa Catarina) também. Mas os clubes foram lentos demais para se posicionar, pecaram por não viabilizar. Agora isso não é um privilégio do futebol catarinense. Ouvimos das televisões que só o Paulista dá dinheiro entre os estaduais. Elas só se interessam pelos de São Paulo e do Rio, este, talvez, por questões políticas”, disse o presidente do Figueirense, Cláudio César Vernalha de Abreu de Oliveira.

Gastos

Outra conta feita por críticos da gestão de Angelotti diz respeito a um aumento nas despesas da federação. Os opositores reclamam dos salários pagos pela atual gestão.

O balanço da Federação Catarinense publicado no site da CBF mostra que em 2017 a despesa operacional da entidade foi de cerca de R$ 5,1 milhão contra aproximadamente R$ 3,59 milhões em 2016.

A entidade fechou 2017 com deficit de R$ 139,3 mil. Em 2016, havia sido registrado superávit de R$ 28,1 mil. Apesar do déficit no ano passado, a federação registrou aumento em sua receita líquida. Foram R$ 5,3 milhões diante de R$ 3,9 milhões no exercício anterior.

Os opositores também afirmam que a atual administração aumentou valores de taxas, afetando o caixa dos clubes. O balanço aponta que em 2017 a entidade arrecadou cerca de R$ 1,5 milhão com taxas e emolumentos. Em 2016, essa arrecadação foi de aproximadamente R$ 1,3 milhão.

Angelotti, no entanto, nega que tenha aumentado as taxas.

A receita da federação no ano passado com participação em jogos também aumentou. Ela ficou em por volta de R$ 1,5 milhão contra R$ 991,3 no ano anterior.

Declínio?

Em campo, atualmente, os catarinenses não contam com uma sensação como era o time da Chape vitimado pelo acidente aéreo e que disputava o título da Copa Sul-Americana.

Na ocasião, além da Chapecoense, o Figueirense também representava o Estado na Série A, mas foi rebaixado naquele ano. Hoje só a Chape, 14ª colocada está na elite do Nacional entre os catarinenses. Em 2015, durante a gestão de Delfim na federação, a equipe de Chapecó teve a companhia de Avaí, Figueirense e Joinville na primeira divisão. Porém, Avaí e Joinville terminaram o ano rebaixados.

Em 2014, Figueirense, Chape e Criciúma, este rebaixado, jogaram na primeira divisão brasileira.

Hoje, Avaí, Figueirense e Criciúma estão na Série B. O Joinville acaba de ficar entre os rebaixados da Série C do Brasileiro.

“Não vejo os problemas do futebol catarinense como pontuais, são gerais do futebol brasileiro. Não tenho queixas da federação”, afirmou o presidente do Figueirense.

O que Angelotti diz

Abaixo, leia entrevista do blog com Rubens Renato Angelotti feita por meio de mensagem de celular.

Blog – A oposição fala em fraude eleitoral. Isso ocorreu?

Angelotti – Todos os procedimentos relativos ao processo eleitoral foram cumpridos conforme o estatuto.

Blog – A oposição diz que o diretor de arbitragem da federação, Marco Antônio Martins é o principal articulador de sua campanha e é candidato à vice. Alega também que isso intimida os clubes. Como analisa essa afirmação?

Angelotti – Ele faz parte de nosso grupo de trabalho que vem
conduzindo a FCF junto comigo. Nao existe impedimento legal para ele estar na chapa.
Blog – Parte da oposição culpa a federação pelo fracasso na negociação com o grupo Globo pela transmissão do Catarinense em TV fechada e pelo pay-per-view. Na sua opinião o que provocou essa situação?

Angelotti – Não há fracasso, o contrato foi renovado com base nos anos anteriores,com participação dos clubes na negociação. Quanto à TV fechada, foi política da Globo não renovar com alguns estados, motivada por redução de custos.

Blog – Na sua gestão houve aumento na folha salarial da federação? De quanto? Por quê? De quanto foi o aumento no número de funcionários?

Angelotti – A FCF teve suas contas aprovadas por unanimidade pelos clubes e ligas filiadas no mês de abril de 2018. Houve aumentos naturais em função de dissídio coletivo. E reorganização do quadro de funcionários.

Blog – O senhor já recebeu críticas de clubes ao desempenho de seu superintendente, Lédio D’Altoé e em relação ao salário dele? Se sim, o que respondeu?

Angelotti – Houve questionamentos sim e de pronto esclarecidos.

Blog – Em quanto aumentaram as taxas cobradas na sua gestão e por quê?

Angelotti – Não houve aumento de taxas e sim redução de custos para os clubes filiados:

A – redução de pessoal de trabalho nos jogos, consequentemente baixa no custo do borderô;

B – subsídio e até isenção das taxas de arbitragem nas séries B,C e Base;

C – fornecimento de bolas gratuitas em todas as competições;

D – Pacotes para inscrição de atletas reduzindo o custo dos clubes. Cabe salientar que no primeiro ano tivemos dificuldades em função de negociação de impostos não recolhidos.

Blog – O senhor disse que houve redução de taxas. Foi a partir de 2018? Pergunto porque o balanço de 2017 da federação registra aumento nas receitas com taxas e emolumentos e também nas receitas com a participação em jogos. Isso em relação a 2016.

Angelotti – 2017. Houve redução de custos para os clubes. E o aumento das receitas é porque houve maior controle na arrecadação com informatização de borderô eletrônico.

Blog – Procede que o senhor disse ao Delfinzinho que ele foi demitido por ordens superiores? Por que ele foi demitido? Recebeu pedido do Marco Polo Del Nero para isso?

Angelotti – Quando assumimos realizamos alguns ajustes no quadro de colaboradores, não houve nenhuma retaliação ao Delfinzinho. Inclusive sua esposa, filho e enteada continuam trabalhando na FCF.

Blog – Em sua opinião, houve queda técnica dos times catarinenses? Se sim, por quê?

Angelotti – A FCF é responsável pela organização das competições apoia os clubes para que melhorem seu desempenho técnico. Você é nosso convidado a fazer uma visita a FCF para conhecer nosso trabalho.

 

 

 

 

 

 

Como briga política pressiona ainda mais árbitro de Corinthians x Palmeiras

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A briga entre o grupo político de Marco Polo Del Nero, situacionista na CBF, e Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista de Futebol, aumenta a pressão sobre o árbitro do clássico entre Corinthians e Palmeiras neste domingo.

Anderson Daronco já entraria pressionado pelo imbróglio no final do Campeonato Paulista e pelas críticas do Dérbi que apitou em novembro de 2017. Porém, pelo fato de a revolta do alviverde com a FPF ter reflexos na crise política entre Bastos e a cúpula da CBF, a situação do árbitro fica mais delicada.

Um eventual erro grave do juiz a favor do Corinthians deverá dobrar a ira palmeirense. A entidade paulista deixaria de ser o único foco de revolta do clube comandado por Maurício Galiotte. Como o jogo é pelo Brasileirão, a confederação entraria na mira.

Caso uma falha gritante aconteça a favor do Palmeiras, será a vez de o Corinthians disparar contra a CBF. Vale lembrar que Andrés Sanchez é aliado histórico de Bastos. O presidente corintiano não votou em Rogério Caboclo, eleito para assumir a confederação a partir de abril do ano que vem com indicação de Del Nero. Há um histórico de rusgas entre o deputado federal petista e o cartola banido do futebol pela Fifa (ele vai recorrer).

Mais do que isso, o mandatário da FPF pretendia se candidatar à presidência da confederação, mas não conseguiu devido à manobra que fez Caboclo, ungido por Del Nero, ser candidato único.

Nesta semana, como mostrou o blog do Rodrigo Mattos, o cartola paulista foi retirado de seu cargo na Conmebol pelo atual presidente da CBF, Coronel Nunes. Ele também não vai cuidar mais das Séries B e C do Brasileiro. Os dois postos davam ao dirigente proximidade com cartolas de clubes. O substituto de Bastos na confederação sul-americana será Nunes. É comum presidentes das entidades nacionais ocuparem cargos na Conmebol. O dirigente paulista assumira o posto porque Del Nero não viajava para as reuniões no Paraguai com receio de ser preso por causa de acusações de corrupção que sofre nos Estados Unidos. Ele nega ter cometido crimes.

Nesse cenário bélico, uma atuação impecável de Daronco no clássico é fundamental para a CBF deixar a bomba só nas mãos da FPF. A solução rápida de uma dúvida do juiz consultando seus auxiliares, por exemplo, seria uma “aula” para a entidade chefiada por Bastos. A crise com o Palmeiras começou porque no segundo jogo da final estadual a arbitragem demorou para cancelar um pênalti que havia sido marcado para o alviverde contra o alvinegro. A demora deu início às suspeitas palmeirenses de que houve irregular interferência externa na decisão.

Para esquentar mais o caldeirão do clássico, há um histórico recente de desentendimento entre os jogadores dos times. Os últimos duelos também demonstraram disposição dos atletas em apitar os jogos, pressionando o juiz sempre que possível. Isso aconteceu justamente com Daronco no Dérbi do segundo turno do Brasileirão do ano passado, com muita reclamação palmeirense.

Essa explosiva combinação de fatores fará com que o gramado da Arena Corinthians se transforme num campo minado para a equipe de arbitragem.

 

Briga de Del Nero contra banimento deve durar pelo menos 18 meses

Leia o post original por Perrone

A batalha jurídica de Marco Polo Del Nero contra seu banimento do futebol imposto pela Fifa deve durar pelo menos 18 meses, de acordo com a expectativa da defesa do cartola, conforme apurou o blog. Isso se todas as instâncias possíveis forem usadas.

São três as esferas nas quais os dirigente pode contestar a punição aplicada por suposto envolvimento em casos de corrupção negados por ele.

A primeira etapa será recorrer ao Comitê de Apelação da Fifa. Caso a decisão seja mantida, os advogados de Del Nero devem acionar o CAS (Corte Arbitral do Esporte), com sede na Suíça. Se necessária, a última tentativa seria na Corte Federal da Suíça, país em que fica a sede da federação internacional de futebol.

Em linhas gerais, a tese da defesa do brasileiro será de que o Comitê de Ética da Fifa não produziu provas de que ele tenha praticado atos de corrupção. Também serão alegadas imperfeições processuais que teriam prejudicado o direito do acusado de se defender. Marco Polo é defendido nos tribunais esportivos pelo escritório Bichara e Motta Advogados.

A entidade decidiu julgar Del Nero depois de acusações terem sido feitas contra ele na Justiça americana. Primeiro, a Fifa suspendeu preventivamente o então presidente da CBF até decidir pelo banimento.

 

Fifa fez PALHAÇADA no caso do Del Nero!!!

Leia o post original por Craque Neto

A esquisitice no futebol não se limita as coisas que acontecem por aqui no Brasil. Vejam só o caso desta sexta-feira onde a Fifa, entidade máxima que controla o futebol mundial, baniu para SEMPRE o ex-presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, de atividades relacionadas a modalidade. Só pode ser PALHAÇADA, vai!? Esperam o cara passar o cargo para um rapaz indicado por ele para depois puni-lo? Só podem estar de sacanagem! E o tempo todo que ele ficou procurado para Interpol? Pelo amor de Deus! Desde 2015 ele não pode sair do País senão vai em cana. Corrupção comprovada em quase […]

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Conselho do Palmeiras quer saber da Fifa se precisa expulsar Del Nero

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Seraphim Del Grande, presidente do conselho deliberativo do Palmeiras, quer saber da Fifa se o clube precisa expulsar Marco Polo Del Nero do órgão e do quadro de sócios do clube depois de o cartola ser banido do futebol pela entidade.

“Já encaminhei para o presidente (Maurício Galiotte) um pedido para ele solicitar à CBF que esclareça isso com a Fifa. Temos urgência porque o Palmeiras pode até ser punido pela Fifa se não cumprir uma determinação dela. Só que não sabemos se fazer parte do conselho é considerado atuar no futebol”, afirmou o dirigente.

Em relação a ser sócio do clube, ele diz que a dúvida existe porque os associados votam para escolher o presidente, que tem atuação no futebol.

“Qualquer que seja a resposta da Fifa, vamos marcar uma reunião extraordinária do conselho para discutir o caso. O estatuto diz que só o conselho pode decidir sobre a expulsão de um conselheiro ou de um sócio”, declarou Del Grande.

Marco Polo nega ter cometido atos de corrupção que motivaram sua punição e vai recorrer contra a decisão.

Opinião: banir Del Nero na prática imediatamente é impossível

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Não será fácil para a Fifa fazer valer na prática sua decisão de banir definitivamente Marco Polo Del Nero por supostos atos de corrupção negados por ele.

A história recente do futebol brasileiro mostra que ex-presidente de entidade não costuma perder imediatamente sua influência. Foi assim com Ricardo Teixeira, que por bom tempo continuou com uma dose de poder após renunciar e passar o bastão para a dupla José Maria Marin e Del Nero.

No caso atual há um fato prático. Mesmo nas cordas, Marco Polo teve força para fazer de Rogério Caboclo seu sucessor. O novo presidente eleito é seu homem de confiança. Além disso, antes de levar o tiro de misericórdia da Fifa, Del Nero conseguiu conquistar para o seu lado os antigos opositores Ednaldo Rodrigues, presidente da Federação Baiana, e Francisco Novelletto. Ambos compraram o projeto de Marco Polo para sua sucessão, mesmo sabendo que ele agonizava, e se elegeram vice-presidentes. Irão assumir junto com Caboclo. A posse, incialmente, está prevista para maio do ano que vem.

A partir do momento em que a Fifa considera um presidente de federação nacional culpado, é natural imaginar que a entidade atingida tem interesse em investigar se a mesma foi prejudicada pelos atos do cartola. Mas como esperar que isso aconteça na CBF se o acusado escolheu seus sucessores? Como impedir que os novos dirigentes façam consultas informais com o ex-presidente se preservam boa relação com ele? Del Nero já deixou o seu legado, e não há decisão da Fifa que possa destruí-lo imediatamente. Só o passar dos anos deve enfraquecer Marco Polo.

 

MP pregunta à Fifa se Del Nero violou suspensão em eleição na CBF

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O Ministério Público do Rio de Janeiro instaurou no final de março inquérito para investigar a suposta influência de Marco Polo Del Nero no processo eleitoral na CBF com o objetivo de colocar no poder Rogério Caboclo, seu homem de confiança. As primeiras medidas foram enviar para a Fifa cópias de reportagens sobre suposta manobra do presidente suspenso temporariamente e indagar à Federação Internacional se ele violou a suspensão ao articular a escolha de seu sucessor.

Del Nero está suspenso provisoriamente enquanto a Fifa o julga por acusações de atos de corrupção negados por ele. Mesmo afastado, ele teria articulado com federações estaduais um apoio em massa a Caboclo, eleito presidente nesta semana. Com o suporte das entidades estaduais, não sobraram outras oito instituições para apoiar uma candidatura alternativa. Também era necessário o aval de cinco clubes para um opositor disputar o pleito. Essa suposta articulação é vista como possível manipulação pelo MP.

O blog não conseguiu falar com Del Nero sobre o assunto. A interlocutores, Caboclo assegurou que o presidente suspenso não participou das reuniões que ele fez com dirigentes das federações em busca de votos. O atual CEO da CBF só deve tomar posse em abril do ano que vem.

O promotor Pedro Rubim Borges Fortes também pede que a Fifa compartilhe em até 60 dias com o MP cópia integral dos processos instaurados no Comitê de Ética da entidade relacionados a Del Nero.

No documento que determina a abertura de inquérito, o Ministério Público cita que há “notícia de abuso de poder político e econômico caracterizado pelo pagamento de uma contribuição mensal às federações”. O texto também faz referência à “importância da observância do princípio democrático da imparcialidade e do exercício equilibrado do poder para o direito dos torcedores” em relação à qualidade das competições esportivas.

Outra medida do promotor foi requerer o auxílio do Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor criado pela Procuradoria-Geral de Justiça.

 

Eleição para presidência da CBF será em 17 de abril

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Com Pedro Ivo Almeida, do UOL, no Rio de Janeiro

A CBF decidiu fazer sua próxima eleição presidencial no dia 17 de abril. Após manobra de Marco Polo Del Nero, Rogério Caboclo, atual CEO da confederação, deve ser candidato único. Depois de 20 federações se comprometerem com o escolhido pelo presidente suspenso pela Fifa, não sobraram oito entidades estaduais para aprovar outra chapa.

É necessário também o aval de cinco clubes das Séries A e B. Caboclo tem o apoio da maioria.

A chapa terá ainda os quatro vice-presidentes atuais da confederação: coronel Nunes, hoje presidente em exercício, Fernando Sarney, Gustavo Feijó e o deputado federal Marcus Antônio Vicente (PP-ES). Como o novo estatuto ampliou para oito o número de vice-presidentes, também estão na chapa de Caboclo os mandatários das federações mineira, Castellar Guimarães Neto, acreana, Antônio Aquino Lopes, gaúcha, Francisco Noveletto, e baiana, Ednaldo Rodrigues, como mostrou o Blog do Marcel Rizzo.

A eleição acontecerá enquanto Del Nero aguarda se ele será punido definitivamente pela Fifa por conta das acusações de suposta prática de corrupção negada por ele, que inicialmente planejava se candidatar. Com Caboclo o cartola assegura que terá um aliado como sucessor. Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista, queria disputar o cargo, mas ficou sem ação após a estratégia adotada pelo presidente suspenso.

No pleito, o voto das federações terá peso três. Cata indicação de time da Série A terá peso dois, e os votos dos clubes da Série B valerão apenas um. Com candidato único, o valor diferente não importa. Porém, o sistema é contestado pelo Ministério Público na Justiça do Rio. O MP  pede a nulidade da reunião em que a alteração foi feita sob a alegação de que os clubes não participaram da decisão. Também é pedido o afastamento da atual diretoria primeiro em caráter liminar e depois em definitivo.

No mesmo dia da votação, deve acontecer a assembleia para analisar as contas da confederação.

Diretor da CBF que é colega de Andrés no PT ganha espaço no Corinthians

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Numa tacada só, Andrés Sanchez aumentou a representatividade do Corinthians na CBF e na Câmara dos Deputados. Pelo menos em tese. Isso por conta da nomeação do deputado federal Vicente Cândido, petista como o presidente alvinegro, para o cargo de diretor de relações institucionais e internacionais do clube.

O parlamentar ocupa diretoria semelhante na Confederação Brasileira. Ele é diretor de assuntos internacionais.

Cândido chegou à CBF por sua proximidade com Marco Polo Del Nero, presidente suspenso preventivamente pela Fifa por suspeita de envolvimento em casos de corrupção negados por ele. O deputado criou um escritório de advocacia com Del Nero nos tempos em que o cartola atuava na Federação Paulista de Futebol.

Em Brasília, o petista costuma representar os interesses de clubes e federações. Junto com Andrés e outros deputados, ele apresentou projeto de lei que pede o fim da obrigatoriedade de CND (Certidão Negativa de Débitos) para que as agremiações possam participar de competições nacionais. Também é pedida a revogação da necessidade de certificado de regularidade de FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e comprovante de que a remuneração dos atletas está em dia.

Sanchez e Cândido são amigos de longa data e possuem boa relação na Câmara como membros do mesmo partido. Vale lembrar que Andrés ainda não cumpriu a promessa de se licenciar do cargo em Brasília feita durante sua campanha para voltar à presidência do clube.