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Diga ao porco que fico

Leia o post original por Mauro Beting

Dudu, em dezembro de 2014 eu achava que Corinthians e São Paulo estavam brigando demais por um jogador muito bom – mas muito caro – como você.

Mas fiquei muito surpreso e feliz quando o Palmeiras anunciou a sua contratação num domingo de janeiro de 2015 pelo Twitter. Pelo reforço que você seria para elenco tão combalido, pela mudança de patamar de investimento do clube, e pelo drible na concorrência direta. Foi ótimo.

Mas eu ainda tinha dúvidas sobre o seu futebol, Dudu. Achava muito bom o seu reforço. Mas ainda era pouco.

E achei mesmo e fiquei puto com o seu pênalti perdido na primeira decisão do SP-15, e mais ainda bravo pela agressão ao árbitro no jogo de volta, na Vila.

Dudu, confesso que quando pintaram os primeiros interesses de clubes de fora por você, logo depois disso, não via problema na sua saída.

Mas quando você fez o primeiro e o segundo gol da decisão da Copa do Brasil no Allianz Parque, em dezembro de 2015, senti que não podia ter pensado quase tudo que escrevi até aqui. Havia me precipitado. Você dera mais um chapéu em mim. Como pegaria o boné do Wanderley Nogueira da Jovem Pan no primeiro Derby vencido no Pacaembu desde 1995.

Dudu, quando você passou a jogar mais por dentro com Marcelo Oliveira em 2015, e depois com a tarja do capitão com Cuca em 2016, ganhou cada vez mais espaço no time e na idolatria verde.

Quando você fez todos os gols e assistências de 2016, e principalmente, o gol que encaminhou o enea, contra o Botafogo, senti cada vez mais orgulho por você. Até porl ter preferido ficar no clube mesmo com proposta de triplo de salário durante o BR-16.

Dudu, quando na festa do título na Paulista você me viu lá na rua e pediu para eu subir no trio elétrico campeão, como não atender ao pedido do capitão?

Quando você chorou quando sentiu a lesão contra o Barcelona de Guaiaquil no Allianz Parque, chorei junto.

Quando veio agora a proposta da China de mais de 13 milhões de euros para o Palmeiras, e o quádruplo do salário para os seus tataranetos, você disse que prefere continuar no clube que aprendeu a amar. E ser correspondido.

Dudu, vão continuar te criticando. Muitas vezes com razão, algumas com emoção, outras com despeito, e também com inveja. Não vou comparar com outros craques da nossa história. Mas, para o Brasil, hoje, e para o Palmeiras, sempre, você é o cara que disse sim para nós, e não necessariamente para o futuro dos seus netos. Mais ou menos como Santo de Oriente que em 2003 não quis trocar o Palmeiras, a moda de viola, a cachaça e o cigarro de palha pela Londres do Arsenal.

Vão dizer que você tinha que ir. Que é muito dinheiro. Que você já ganhou muito. Que você só não foi por causa da Seleção…

E não adianta explicar que não é isso. Não adianta falar que tem Palmeiras que o dinheiro não compra.

Dudu, você virou muitos jogos e mudou minha opinião várias vezes. Siga assim. Siga com a gente.

Se pra nós palmeirenses é fácil dizer sim sempre ao Palmeiras, você mostrou ao mundo como é maravilhoso poder dizer sim ao nosso amor.

Marcos: Título do Brasileiro ainda está ao lado do Timão

Leia o post original por Craque Neto

Ídolo palmeirense Marcos participou do programa desta terça-feira (24). O ex-goleiro disse que o título do torneio ainda está perto do Corinthians porque o alvinegro paulista possui seis pontos de vantagem sobre o Palmeiras e o Santos.

O post Marcos: Título do Brasileiro ainda está ao lado do Timão apareceu primeiro em Craque Neto 10.

Tinha um são Marcos no caminho corintiano…

Leia o post original por Antero Greco

Pura coincidência, nada além disso. E serve apenas como gozação. Mas justo no dia em que o Palmeiras comemorava 103 anos, não é que aparece um Marcos para travar a vida do Corinthians?! Pois foi um xará do ex-ídolo verde que ajudou o líder a sofrer a segunda derrota no Brasileiro, com o 1 a 0 para o Atlético-GO neste sábado, em Itaquera.

O responsável pela proeza foi o terceiro goleiro do lanterna, que entrou em campo porque Felipe rescindiu contrato e Kléver foi vetado. E esse “são Marcos” pegou tudo e mais um pouco. Não fosse por ele, no mínimo o Corinthians conseguia empate.

Ok, esse foi um aspecto dentre vários que levaram a outro tropeço alvinegro. O Corinthians não fez partida instável, ao contrário daquelas contra Vitória (derrota em casa) e Chapecoense (vitória, fora, em cima da hora).

Mesmo com diversas alterações, até criou muitas oportunidades, merecia melhor sorte e provou, de novo, do veneno que costuma usar: fechar-se bem e usar contragolpe de maneira fatal. Pois da mesma forma que o Vitória uma semana atrás, em Itaquera, o Atlético-GO soube resistir à pressão, não se afobou, contou com um golpe de fortuna, no gol de Gilvan, no início do segundo tempo. Antes, Marcos já brilhava. Dali em diante, foi fenomenal.

O Corinthians mantém folgada vantagem sobre os demais perseguidores. No entanto, duas derrotas e uma vitória no sufoco o tornaram mais real. Aquele do aproveitamento estupendo no primeiro turno estava muito acima da normalidade, impossível manter em torno de 80% de aproveitamento. Nem esquadrões recheados de craques conseguem.

Agora, com três rodadas na parte de volta tem mais pés no chão. Nada, porém, que sinalize pânico, intranquilidade ou medo. As escorregadas servem de advertência e podem ser úteis se as lições forem entendidas. Por exemplo: o excesso de cruzamentos para a área. Um quesito que, em muitos casos, representa nervosismo, algo que o Corinthians não tinha. E precisa tomar cuidado para não ter.

O toque de bola envolvente, a troca de passes, a paciência, a atenção defensiva funcionaram muito bem em 19 rodadas. Serviram como modelo para outros rivais. Não podem ser abandonados agora. Boa oportunidade para Fábio Carille tocar no tema com sua tropa.

Outra questão: os que vêm atrás do Corinthians saberão aproveitar essa outra brecha? Ou vão negar fogo, como fizeram Grêmio, Santos, Palmeiras, Sport na rodada anterior?

A conferir.

 

Goleiros da minha vida

Leia o post original por Quartarollo

Goleiros da minha vida

Hoje aqui no Blog vou começar a falar dos goleiros da minha vida. Conheci muitos e ouvi muito sobre os melhores da posição.

Na década de 60 meu pai ouvia os jogos num rádio enorme que ele colocava no quintal para ouvir as emissoras da capital e de outros Estados quando o Palmeiras jogava fora da São Paulo.

Foi assim quem me apaixonei pelo rádio e sem querer talvez tenha começado ali a minha vocação para a comunicação.

Quando o seu “Parmera”, lá em Piracicaba e região é assim que se chamava o Verdão, ia jogar em Minas, Bahia, Salvador, Porto Alegre, Curitiba, ele já começava no sábado à tarde a buscar a sintonia das rádios dessas capitais para ouvir o jogo no domingo já que as emissoras de São Paulo nem sempre cobriam os jogos fora da capital tendo um grande jogando aqui. Ainda é assim. Coisa de custo mesmo.

E chegava o domingo e lá vinha aquela transmissão cheia de chiados com o grito de gol pelo meio e a grande defesa ou o chute do atacante se perdendo no eco e no vazio das ondas curtas do rádio da época. Seria uma “velha” novidade para os garotos de hoje e tão normais naquele tempo.

Foi assim que me tornei santista e uma das ovelhas negras da família. O outro é meu irmão mais velho, Tony José, o mesmo que por muito tempo trabalhou na Rádio Bandeirantes, aqui em São Paulo, e que não se sabe porque virou corintiano numa época que o Corinthians só sofria e não ganhava nada.

Eu virei santista porque a cada transmissão o que tinha de gol de Pelé, Douglas, Toninho, Edu, Dorval e depois Mané Maria, e muitos outros, era uma coisa marcante.

Se esse é o time que mais ganha é para esse que vou torcer, dizia na minha inocência de criança e acabei me apaixonando pelo time de Vila Belmiro mesmo. O que começou apenas como provocação e brincadeira, virou verdade conforme os anos se passaram.

Foi assim que ouvia defesas fantásticas de Cláudio, no Santos; Valdir, no Palmeiras, Picasso, no São Paulo, e tantos outros.

Cláudio era goleiro de Seleção Brasileira e foi reserva de Félix nas Eliminatórias para Copa de 70. Era baixinho para os padrões atuais, mas tinha tal agilidade que compensava tudo.

Tinha muita sorte também. Jogava atrás de uma zaga que tinha Carlos Alberto, Ramos Delgado, Joel Camargo e Rildo e na cabeça de área o genial Clodoaldo ao lado de Lima, às vezes ao lado de Negreiros. Isso eu me lembro bem.

Nunca vi Cláudio jogar no campo, mas era como se tivesse visto suas grandes defesas graças aos grandes narradores da época. Agradeço a eles pela emoção.

Morreu cedo, aos 38 anos de idade, com uma dor “misteriosa” que nunca se curava, era câncer. Morreu por causa da dor como disse num texto o brilhante Michel Laurence, pai do ótimo repórter da Globo, Bruno Laurence.

Valdir Joaquim  de Moraes nunca vi jogar. Tive e tenho a honra de ser seu amigo dele até hoje.

Também era mais posicionamento e agilidade, não era alto, mas era difícil de ser batido e minava a vontade dos atacantes adversários com grandes defesas.

A sua história é linda. Ao lado de Emerson Leão, Oberdan Catani e Marcos, é um dos maiores de todos os tempos na história do Palmeiras e do futebol brasileiro.

Batia tão bem na bola que parecia atacante numa época que goleiro não usava tantos os pés. Tanto assim que quando inventou a função de treinador de goleiros era um deleite vê-lo treinar os arqueiros. Ele avisava o canto que ia bater e raramente errava.

Na época de Seleção Brasileira e também no São Paulo disputava com Telê Santana quem conseguir colocar mais bolas num grande cesto que ficava ao lado do gramado.

Colocar, entendam bem, com o pé, chutando a bola. Normalmente a disputa se arrastava muito, era difícil alguém errar e os efeitos que davam deixavam embasbacados os jogadores profissionais do tricolor e da Seleção de então. Valdir foi grande demais e uma pessoa extraordinária.

Picasso saiu do Palmeiras justamente por causa dele e foi jogar no Juventus e depois no São Paulo. Grande goleiro, de defesas espetaculares e se consagrou também no Grêmio.

Não vi jogar, só ouvi muito de suas defesas mirabolantes. São goleiros que fazem parte da minha vida. Ainda voltarei ao tema. Farei em capítulos.

Até os dias de hoje vi muita gente boa debaixo do gol, vi a evolução da posição, vi aqueles que fizeram a história e fazem parte da minha história.

Em tempo:

Antes desses citados houve Gylmar dos Santos Neves, aquele que é considerado o maior goleiro da história do futebol brasileiro, segundo Mauro Beting, mas esse eu não vi jogar. Sei dos seus feitos magníficos e tenho que aplaudi-los à distância.

Valdivia não tira o Palmeiras da cabeça

Leia o post original por Antero Greco

Valdivia saiu do Palmeiras, mas pelo visto o Palmeiras não saiu de Valdivia. O chileno está fora do Palestra há bom tempo, mas não o tira da cabeça. Vira e mexe coloca em redes sociais comentário relacionado a seu ex-clube. Ou para mostrar-se próximo da torcida ou para alguma cornetada.

O mais recente encaixa-se no segundo caso. Na conta que mantém no Twitter, o rapaz que anda pela Arábia mandou hoje o seguinte post: “Ue problema de lesão não era so comigo ? Ah q era muito, q era migue , não se cuidava ? kkkkk tempo ao tempo q da razão ..!” (Mantida a grafia original, com ausência de acentos, erros e abreviações.)

Depreende-se que Valdivia tenha mandado indireta bem direta para o departamento médico palmeirense por causa de episódios de jogadores do elenco atual há muito fora de combate. O caso mais gritante é o de Cleiton Xavier, que nunca manteve regularidade desde que voltou, um ano atrás. E outros avulsos.

A estocada de Valdivia parece outra tentativa de espantar fantasmas que o perseguem. Ou mais: um esforço de comprovar que os imensos, intermináveis, seguidos períodos em que ficava no estaleiro se deviam a falhas no atendimento que recebia. Como se ele não tivesse nada a ver com a história, como se fosse vítima de incompetência, azar ou descaso.

O histórico de Valdivia, nos cincos longos anos que durou a segunda passagem pelo Palmeiras, fala por si. Ele próprio admitiu, e mais de uma vez, que teve parcela de culpa nas recaídas de contusão por não seguir à risca o que dita a cartilha do profissional “caxias”. Por que, então, insistir com as picuinhas com a antiga agremiação?

Valdivia fará melhor para si mesmo se tocar a vida na boa, com atenção voltada para o clube que lhe paga os salários na atualidade. E, mais ainda, se esquecer o Palmeiras. Precisa entender que um é página virada para o outro. O Palmeiras existiu, e muito bem, antes de Valdivia; Continuará a existir, por muito tempo, e extremamente bem, sem ele.

Se Valdivia tenciona preservar um pouco da imagem que lhe resta como jogador talentoso que vestiu a camisa verde, fará melhor se parar de atacar o clube. Já deu, já foi, já passou o tempo dele por lá.

Se não ofereceu mais do que o público esperava, ok, paciência. Às vezes, acontece. Mas não queira insistir em ter um lugar que não lhe cabe, numa galeria que conta com ídolos, ídolos de verdade, como Ademir, Dudu, Luiz Pereira, Marcos, Leivinha, César Sampaio, Evair, Cléber, César Maluco. Há dezenas à frente dele.

Que Valdivia seja feliz na vida e olhe para a frente. Com a certeza de que o Palmeiras segue feliz e leve, pois está acima e além de jogadores de passagem.

Só mesmo o tempo para vencer Rogério Ceni

Leia o post original por Quartarollo

O relógio provavelmente não estará programado para acordar seu dono tão cedo.

Nesses tempos idos em que o galo só madruga na fazenda, Rogério Ceni deve ter o seu despertador particular, o seu primeiro companheiro do dia nos últimos 20 e poucos anos. Será que ele vai tocar neste sábado?

O que fará Rogério Ceni depois da despedida hoje à noite? O que está sentindo agora? O que fará amanhã de manhã? E depois?

Vai se levantar pensando no treino que não tem mais? Vai se dirigir para o CT mesmo sem querer?

Vai se esquecer que o Campeonato já acabou e a sua carreira também?

Vai dormir? Sonhará com grandes defesas, com os seus grandes títulos, com os seus 131 gols?

Sonhará com um estádio cheio lhe dando adeus ou com um estádio vazio onde estará solitário tentando ainda entender porque acabou tão depressa? O que aconteceu?

Sonhará com a Copa do Mundo que foi, mas não jogou?

Pensará em como foi bom enquanto durou?

Fará um inventário mental de todos esses anos como goleiro titular absoluto do São Paulo?

Acertará as contas consigo mesmo e verá que o investimento foi mega lucrativo?

Deu tudo certo, só o tempo que veio atrapalhar, o mesmo tempo que já ajudou tanto também.

Só mesmo o tempo para vencer um grande goleiro. E ele sempre vence, vence a todos nós.

O tempo passa devagar, mas é muito rápido, é um mistério indecifrável e é melhor não entender.

Ele fatia nossa existência em várias vidas dentro de uma só. Nos dá e tira muita coisa. Quando menos se percebe já se foi.

Foi assim com Rogério Ceni. Parece que foi ontem que aquele garoto assumiu o gol do São Paulo e a vaga do grande Zetti para não sair nunca mais.

É, mas nunca é demais mesmo para os gênios. Rogério deixa uma lacuna no gol do São Paulo.

O seu futuro substituto vai penar. Será comparado com um dos maiores da história.

Serão comparações injustas, mas elas vão acontecer. É sempre assim.

Rogério foi o primeiro goleiro brasileiro a jogar bem com os pés.

É um dos mais perfeitos nesse quesito, bate na bola melhor que muito atacante por aí.

Sua marca como goleiro-artilheiro deverá ser eterna. Poucos têm condições de chegar perto da quantidade de gols que ele fez.

O Brasil sempre teve grandes goleiros, mas jamais teve um Rogério Ceni.

Rendo-me a Emerson Leão, genial goleiro que fez história no Palmeiras, Corinthians, Vasco da Gama, Grêmio e Seleção do Brasil.

Como esquecer o extraordinário Gylmar dos Santos Neves, bi mundial pelo Santos e Seleção Brasileira, e o grande Marcos, histórico goleiro campeoníssimo pelo Palmeiras e Brasil de 2002.

Há outros que fizeram história, mas coloco Rogério ao lado desses com todas as honras e com a vantagem de ser goleador também.

Acompanhei a carreira de Rogério desde o início e fico triste com o fim, mas ao mesmo tempo feliz porque ele se tornou exemplar e eu o vi em ação e pude entrevista-lo em várias situações.

Vi grandes defesas, passes milimétricos, vi no Mineirão quando ele superou o então maior goleiro artilheiro na época, o paraguaio Chilavert.

Fez dois gols contra o Cruzeiro e no dia seguinte lá estava ele ao vivo no Jornal de Esportes repercutindo o feito. Foi um ótimo momento para o repórter e para o craque.

Vi o centésimo gol contra o Corinthians, em Barueri. Há ainda as defesas portentosas na decisão do mundial de clubes, no Japão, e outras mais.

Posso dizer para quem quiser ouvir que ele foi genial embora para muita gente só se destacava porque batia faltas e pênaltis.

Eis aí uma grande mentira. Rogério foi ótimo debaixo das traves e sempre buscou se aperfeiçoar mais. Fez partidas impressionantes pelo tricolor.

Quem não o conhece chega a chama-lo de mascarado. Longe disso, ele é um cara bem informado, gosta de saber das coisas, é antenado com tudo e principalmente com a sua profissão.

É só ouvir suas entrevistas, ele não joga palavras fora, suas respostas tem começo, meio e fim. É um grande entrevistado.

Até parece que ter uma certa cultura e ser acima da média é ofensa, vira defeito, vira motivo de crítica quando devia ser de admiração e respeito. O Brasil ainda tem muito desse ranço.

Um abraço, Rogério Ceni. Boa despedida e boa nova vida a partir de amanhã.

Não tem mais treino e não tem mais jogo. Agora você entra definitivamente para a história dos grandes do futebol mundial.

Não se esqueça de desligar o despertador.

Boa sorte e obrigado. Vamos sentir saudades.

Só mesmo o tempo para vencer Rogério Ceni

Leia o post original por Quartarollo

O relógio provavelmente não estará programado para acordar seu dono tão cedo.

Nesses tempos idos em que o galo só madruga na fazenda, Rogério Ceni deve ter o seu despertador particular, o seu primeiro companheiro do dia nos últimos 20 e poucos anos. Será que ele vai tocar neste sábado?

O que fará Rogério Ceni depois da despedida hoje à noite? O que está sentindo agora? O que fará amanhã de manhã? E depois?

Vai se levantar pensando no treino que não tem mais? Vai se dirigir para o CT mesmo sem querer?

Vai se esquecer que o Campeonato já acabou e a sua carreira também?

Vai dormir? Sonhará com grandes defesas, com os seus grandes títulos, com os seus 131 gols?

Sonhará com um estádio cheio lhe dando adeus ou com um estádio vazio onde estará solitário tentando ainda entender porque acabou tão depressa? O que aconteceu?

Sonhará com a Copa do Mundo que foi, mas não jogou?

Pensará em como foi bom enquanto durou?

Fará um inventário mental de todos esses anos como goleiro titular absoluto do São Paulo?

Acertará as contas consigo mesmo e verá que o investimento foi mega lucrativo?

Deu tudo certo, só o tempo que veio atrapalhar, o mesmo tempo que já ajudou tanto também.

Só mesmo o tempo para vencer um grande goleiro. E ele sempre vence, vence a todos nós.

O tempo passa devagar, mas é muito rápido, é um mistério indecifrável e é melhor não entender.

Ele fatia nossa existência em várias vidas dentro de uma só. Nos dá e tira muita coisa. Quando menos se percebe já se foi.

Foi assim com Rogério Ceni. Parece que foi ontem que aquele garoto assumiu o gol do São Paulo e a vaga do grande Zetti para não sair nunca mais.

É, mas nunca é demais mesmo para os gênios. Rogério deixa uma lacuna no gol do São Paulo.

O seu futuro substituto vai penar. Será comparado com um dos maiores da história.

Serão comparações injustas, mas elas vão acontecer. É sempre assim.

Rogério foi o primeiro goleiro brasileiro a jogar bem com os pés.

É um dos mais perfeitos nesse quesito, bate na bola melhor que muito atacante por aí.

Sua marca como goleiro-artilheiro deverá ser eterna. Poucos têm condições de chegar perto da quantidade de gols que ele fez.

O Brasil sempre teve grandes goleiros, mas jamais teve um Rogério Ceni.

Rendo-me a Emerson Leão, genial goleiro que fez história no Palmeiras, Corinthians, Vasco da Gama, Grêmio e Seleção do Brasil.

Como esquecer o extraordinário Gylmar dos Santos Neves, bi mundial pelo Santos e Seleção Brasileira, e o grande Marcos, histórico goleiro campeoníssimo pelo Palmeiras e Brasil de 2002.

Há outros que fizeram história, mas coloco Rogério ao lado desses com todas as honras e com a vantagem de ser goleador também.

Acompanhei a carreira de Rogério desde o início e fico triste com o fim, mas ao mesmo tempo feliz porque ele se tornou exemplar e eu o vi em ação e pude entrevista-lo em várias situações.

Vi grandes defesas, passes milimétricos, vi no Mineirão quando ele superou o então maior goleiro artilheiro na época, o paraguaio Chilavert.

Fez dois gols contra o Cruzeiro e no dia seguinte lá estava ele ao vivo no Jornal de Esportes repercutindo o feito. Foi um ótimo momento para o repórter e para o craque.

Vi o centésimo gol contra o Corinthians, em Barueri. Há ainda as defesas portentosas na decisão do mundial de clubes, no Japão, e outras mais.

Posso dizer para quem quiser ouvir que ele foi genial embora para muita gente só se destacava porque batia faltas e pênaltis.

Eis aí uma grande mentira. Rogério foi ótimo debaixo das traves e sempre buscou se aperfeiçoar mais. Fez partidas impressionantes pelo tricolor.

Quem não o conhece chega a chama-lo de mascarado. Longe disso, ele é um cara bem informado, gosta de saber das coisas, é antenado com tudo e principalmente com a sua profissão.

É só ouvir suas entrevistas, ele não joga palavras fora, suas respostas tem começo, meio e fim. É um grande entrevistado.

Até parece que ter uma certa cultura e ser acima da média é ofensa, vira defeito, vira motivo de crítica quando devia ser de admiração e respeito. O Brasil ainda tem muito desse ranço.

Um abraço, Rogério Ceni. Boa despedida e boa nova vida a partir de amanhã.

Não tem mais treino e não tem mais jogo. Agora você entra definitivamente para a história dos grandes do futebol mundial.

Não se esqueça de desligar o despertador.

Boa sorte e obrigado. Vamos sentir saudades.

Valdivia, de saída. Será que deixa saudade?

Leia o post original por Antero Greco

O noticiário de jornais e sites dá conta de que Valdivia está a um passo de acertar com time árabe. Algum “Al” qualquer coisa, que pertence a xeique, príncipe ou rei. Clube certamente cheio da grana, disposto a pagar caro pela extravagância de ter o chileno no elenco.

O negócio pode sair logo e o moço nem retornaria ao Palmeiras para eventual despedida. Depois da Copa América, voaria para os Emirados Árabes para a nova etapa da carreira. Dessa forma, encerraria a segunda passagem pelo Palestra Itália e seria opção a menos para Marcelo Oliveira.

Eis a questão. Valdivia pode ser considerado mesmo alternativa de peso para Marcelo? Ou melhor, Valdivia é desfalque no Palmeiras? A saída dele será sentida, pelo elenco, pela comissão técnica, pelos dirigentes, pelos torcedores? Deixará saudade, após quatro anos e meio do retorno?

Temo que as respostas sejam todas negativas. Não se questiona a qualidade do futebol de Valdivia. Talento tem de sobra, embora não seja um fora de série, um craque no sentido exato do termo. Mas sabe jogar bola, tem criatividade, dribla bem, passa com inteligência, o chute é razoável. Enfim, tudo para marcar por onde passa. Fica, no entanto, no quase.

Valdivia sempre dividiu opiniões no Palmeiras, incluída aí a primeira fase, entre 2006/88. Na falta de referências de peso, caiu nas graças de uma torcida carente de títulos e ídolos. As contusões intermináveis e incontáveis, porém, fizeram com que passasse mais tempo fora de campo do que em atividade. Esteve ausente em momentos preciosos, para o bem e para o mal. Na verdade, nunca se sabe quando estará à disposição.

Não entro no mérito de caráter, não tenho base para isso nem me interessa. Não gosto de julgar pessoas, sobretudo se as conheço pouco. Falo de aspectos profissionais – e nesses Valdivia mais deixou o Palmeiras a ver navios do que colaborou. Por tantos e tantos motivos.

Uma pena, porque poderia ocupar lugar de destaque na galeria de astros palestrinos. No entanto, não entraria na lista dos 100 maiores que vestiram a camisa verde. Nem de longe, e por culpa dele próprio. Não o comparo sequer a monstros como Ademir, Servílio, Julinho, Vavá, Djalma Santos, Marcos, Edmundo, Evair, Rivaldo, Mazinho, César Sampaio, Dudu, Leivinha, César, Luis Pereira…

Será lembrado como um jogador de talento que poderia ter oferecido mais. O carinho que recebeu da generosa e impetuosa torcida do Palmeiras é muito maior do que a retribuição.

 

Ex-goleiro Marcos pede para novo presidente decidir se ele deve continuar como funcionário do Palmeiras

Leia o post original por Perrone

 A assessoria de imprensa do ex-goleiro Marcos procurou o blog para informar que ele deixará seu contrato à disposição do próximo presidente, que será eleito nesta noite. Ele deseja que o dirigente analise o documento e decida se vale a pena ou não para o clube manter o ex-atleta como funcionário do departamento de marketing.

Conforme o blog revelou nesta segunda, Marcos está com pelo menos um salário atrasado. E também como escrevi, ele não reclamou do atraso. São cerca de R$ 80 mil mensais.

Entre outras ações, Marcos protagoniza eventos nos quais as marcas dos patrocinadores ganham visibilidade na imprensa.