Arquivo da categoria: Maria Esther Bueno

Wimbledon, imperdível para os fãs do tênis

Leia o post original por Fernando Sampaio

Vem aí Wimbledon.

Torneio maravilhoso. Clube mega estiloso. Maria Esther Bueno levou 3 canecos de simples – 1959, 1960 e 1964 – mais 5 troféus de duplas. Foram 8 títulos no Templo Sagrado do Tênis. Nada mal!!!

A maior atleta brasileira de todos os tempos reinou no “All England Club”. Depois dos títulos, foi sempre recebida com tapete vermelho. Era estrela do Last Eight, salão restrito aos oito finalistas do torneio. Fui testemunha do respeito com que  Maria Esther era tratada pelos britânicos.  Recebia muito mais reconhecimento do que no Brasil. Como brasileiro, sentia orgulho.

Vi jogos maravilhosos em Wimbledon, Agassi, Sampras, Graf, Serena, Guga, Sá, Oncins,…

Viagem imperdível para os fãs do tênis mas sempre alertei que a chuva pode ser um inconveniente. Não é fácil pagar em libras e ter a maioria dos jogos cancelados  E ali, quando chove complica. Para jornalistas credenciados é bem mais tranquilo, temos acesso a todas as salas cobertas, canais de TV, banheiros e restaurantes confortáveis.

A visita a Wimbledon vale a pena mesmo fora da época do torneio. A região é linda, você leva uma hora de trem do centro de Londres, olhando belas paisagens, depois faz uma caminhada deliciosa pelo bairro, cheio de casas, uma vila central, a igreja principal, o parque é maravilhoso.

Não perca o Museu do All England Club, foi lá onde tudo começou.

Fica a dica.

E não esqueça de acompanhar os boletins ” O Melhor do Tênis” na Jovem Pan.

Maria Esther Bueno e Éder Jofre, injustiçados

Leia o post original por Milton Neves

A nossa Estherzinha, a Rainha de Wimbledon e do tênis, está internada em difícil luta pela vida no Hospital 9 de Julho.

Precisa de um drop-shot raro, milimétrico e improvável lá do fundo da quadra em ponto 99% perdido depois de levar um violento forehand da adversária, a doença chamada câncer.

Anos 60: Maria Esther em ação no Torneio de Wimbledon 

Mas ela já fez isso “milhares” de vezes e não custa repetir mais uma vezinha, não é?

Tomara, mas…

Éder Jofre também está até mais velhinho, mas em melhor estado de saúde.

Éder Jofre segura Maria Eduarda, sua netinha, em dezembro de 2016

Ele e ela seguem lutando e vivendo em São Paulo, esquecidos.

O brasileiro e a grande mídia só se lembram para valer dos nossos ídolos do passado quando eles estão no hospital, na miséria ou no seu próprio velório.

Ao contrário dos “frios e arrogantes” americanos e ingleses.

Pois nos EUA Éder Jofre é reverenciado como um Muhammad Ali dos pesos-galos e na Inglaterra Maria Esther Bueno é uma paixão nacional e foi até comentarista da célebre BBC.

Maria Esther Bueno sendo homenageada durante o US Open de 2014

E experimentem ver na TV americana “Classics Sports” ou “Encore Sports” e confirmem.

Os Éders, Pelés e Marias Esther deles, desde o branco e preto a partir dos anos 30 ou 40, seguem vivos nadando, sacando, correndo, arremessando, lutando e até fazendo propagandas atuais, mesmo vivendo no céu.

“Quem dá as costas para o passado não tem futuro”, cunhou alguém em clichê perfeito.

Adoro os atletas de ontem também porque eles me deram hoje um improvável presente e um inesperado e impensável bom futuro.

Justo eu, um dia definido por um colega de rádio na av. Paulista de “O Rei da Cultura Inútil” por sempre estar falando e dignificando o “jogador véio”, que ganhei de um deles uma placa que é o maior e mais importante troféu que obtive em 50 anos de microfone.

Ah, e quanto troféu me deram…

Escreveu Pio, professor universitário aposentado de Araraquara-SP, o Osmar Alberto Volpe, ex-ponta-esquerda da Ferroviária, do Palmeiras, do Santa Cruz e do Ferroviário-PR: “Enquanto Milton Neves viver, nós, ex-jogadores, não morreremos”!

Pio em setembro de 2017, na Festa de Veteranos do Palmeiras. Foto: Marcos Júnior Micheletti/Portal TT

Tem preço isso?

Claro que não.

E como “preço” é óbvio referencial de dinheiro, saibam que Maria Esther Bueno ganhava 15 libras ao vencer… Wimbledon!!!

Hoje ganham lá milhões de libras entre premiação e patrocínios.

Éder Jofre, campeão mundial, lutava pelo título dos pesos-galos por cotas que hoje qualquer jogador de futebol nota 5.27 de time grande ganha por semana!

Éder Jofre, nosso maior boxeador, comemora um dos importantes cinturões de sua carreira

E Neymar, nos últimos seis meses ganhou, merecidamente, mais do que Pelé em… 25 anos, publicidade incluída.

Ninguém tem “culpa”, é apenas uma questão de época, oportunidade, “azar de ter nascido em anos errados” e, fundamentalmente, pelo surgimento e crescimento do marketing esportivo.

Não havia no Brasil patrocínio nas camisas e nem “Direitos de Transmissão do Futebol pela TV” a partir de 1951.

Pois saibam que, em 1964, após Santos 3 x 2 Portuguesa na Vila, com o Peixe campeão no apito, João Mendonça Falcão, então presidente da Federação Paulista de Futebol, avisou aos Carvalhos donos da Record que, já em 1965, haveria uma cota (ridícula pelos padrões de hoje) para nova cobertura pela TV do então monumental Paulistão.

Contava à exaustão o saudoso e genial jornalista Fernando Vieira de Mello (1929 – 2001) que a direção da Record não aceitou pagar nada, alegando que “sem a TV, o futebol morre”.

E acrescentava: “Com o ‘buraco’ na grade da Record sem o futebol, procurou-se por uma atração substituta que acabou sendo o programa ‘Jovem Guarda’ daquele ‘cabeludinho do Rio ou do Espírito Santo’ que vive aí pelos corredores pedindo uma chance”, falou, sugerindo, o diretor Hélio Ansaldo (1924 – 1997), segundo Fernando, “o Maquininha”.

Fernando Vieira de Mello, um dos maiores jornalistas de todos os tempos

Pois o futebol saiu da TV, seguiu muito vivo e surgiu o programa “Jovem Guarda” do “cabeludinho” Roberto Carlos na grade da Record.

É a vida, vida que será eterna para Maria Esther Bueno e para Éder Jofre na terra ou no céu.

Pelo menos na memória de quem jamais os esquecerá.

      Na Revista `O Cruzeiro´, edição de 14 de janeiro de 1961, Maria Esther Bueno, então com 21 anos, está ao lado de Pelé, de Éder Jofre e de Bruno Hermanny (campeão mundial de caça-submarina)

Opine!

Bruno Soares brilha no US Open

Leia o post original por Fernando Sampaio

soaresEspetacular !!!

Bruno Soares e Jamie Murray conquistaram o U.S.Open.

Final 6/2 6/3 contra Guillermo Garcia López e Pablo Carreño Busta.

Soares tem agora 05  títulos de Grand Slam. Ao lado de Murray, conquistou Austrália e Estados Unidos. Nas duplas mistas tem dois US Open e um Australian Open. Em Nova Iorque venceu em 2012 ao lado de Ekaterina Makarova e 2014 com Sania Mirza. Em 2016 levou Melbourne ao lado de Elena Vesnina.

Conquista espetacular, poucos brasileiros chegaram lá. No individual apenas Maria Esther e Guga. Guga tem 3 Roland Garros, Maria Esther tem 3 Wimbledon e 4 US Open. Nas duplas, Maria Esther tem 12 títulos, Thomaz Koch e Marcelo Melo tem 1. Ou seja, só 5 brasileiros conquistaram Grand Slam.

Maria Esther com 19 títulos supera todos os brasileiros.

Fiquei muito feliz, Bruno Soares é gente finíssima.