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Passar pano para ofensa racista contra Marinho é alimentar próprio racismo

Leia o post original por Perrone

É assustador ver que há muitos comentários nas redes sociais passando pano para o comentarista chef Fábio Benedetti, da Rádio Energia 97FM, que usou fala racista para criticar a expulsão do santista Marinho contra a Ponte Preta.

Houve até quem escrevesse para Benedetti em seu perfil no Twitter: “estou com você, não achei nada demais  nas suas palavras” .

Como assim? Vamos lembrar, o chef afirmou que diria o seguinte para Marinho, que é negro, numa hipotética conversa com o jogador se estivessem no mesmo grupo de whatsapp: “Eu vou falar assim: ‘você é burro, você está na senzala, você vai sair do grupo uma semana para pensar sobre o que você fez.”

Quem não vê nada demais nessa fala e ainda se dá ao trabalho de tornar tal sentimento público é no mínimo um racista saindo do armário.

Há também quem diga que o chef é gente boa, mas fez uma piada infeliz. Ignorar que senzala e piada não cabem na mesma frase é alimentar o racismo estrutural no país.

Afastado pela rádio, Benedetti usou as redes sociais para se desculpar e informar que pediu desculpas diretamente a Marinho. “Mais uma vez, quero pedir desculpas ao Marinho e a todos que se sentiram ofendidos pelo meu comentário infeliz!”, diz o comentarista ao encerrar seu pronunciamento.

O chef demonstra não entender que não se trata de se sentir ofendido. Ele ofendeu até que não sabe sobre o episódio. Para se retratar com todos que atingiu, primeiro teria que escrever suas desculpas em todos os idiomas possíveis. É só ver o movimento global “Blacks Lives Matter” para entender isso.

Benedetti também não compreende que seu comentário não foi infeliz, foi racista. Admitir isso é fundamental se ele quiser mudar. Caso contrário, continuará com seu preconceito guardado no peito, pronto para dar uma escapadinha e agredir muitos através de um.

Isso com o escudo dos ilusionistas que transformam em “mimi” o que não conseguem justificar. Esses querem transformar as desculpas do chef numa borracha capaz de apagar o racismo estrutural.

Para os defensores do autor da fala racista informo que não rola. E não é só isso. Se você minimiza o chicote verbal que estalou na alma de Marinho, cuidado. Provavelmente há um racista dentro de você louco para sair e dar suas chicotadas por aí. Se é que já não saiu.

Clássico sem gols e sem graça

Leia o post original por Craque Neto 10

A mídia passou a semana toda dizendo que o clássico entre Santos e Corinthians seria o duelo entre o jeito ofensivo do gringo e a retranca assumida do comandante corintiano. Aliás, o próprio Carille deu declarações dizendo que não iria arriscar mais a vaga no G-4 fazendo a equipe fugir de suas características defensivas. No final das contas vi uma partida de poucas variações táticas e pouquíssimas chances de gols. Na verdade a partida melhorou um pouco quando o Marinho entrou no Peixe. Ele é meio doido na resenha, mas é ofensivo e vai pra cima do adversário. Tanto é […]

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Corinthians ensaia estilo ofensivo e… apaga

Leia o post original por Antero Greco

O Corinthians ensaiou estilo ofensivo e leve, no jogo com o Vitória, no Barradão. No primeiro tempo, Marquinhos Gabriel, Giovanni Augusto, Guilherme, ajudados pelos laterais Fagner e Uendel, deram trabalho para o sistema defensivo baiano. Não foi à toa que os paulistas terminaram em vantagem por 2 a 1.

No segundo, a história mudou. O Corinthians murchou, cedeu empate e viu a virada do Vitória, com gols de Marinho e Kieza, sofreu a primeira derrota e continua sem vencer na Série A. (Na semana passada, ficou no 0 a 0 com o Grêmio em Itaquera.) Pior do que o resultado foi o esquema agressivo ruir e expor a defesa aos contragolpes.

A partida foi bem interessante, movimentada, agradável. Iniciativa de lado a lado, com o Corinthians ligeiramente melhor no início. Guilherme era o armador das principais jogadas e participou da criação do gol de abertura, com Uendel aos 25 minutos, ao concluir uma boa trama, de bola de pé em pé.

O empate veio logo depois, com Leandro Domingues, aos 29. Mas ainda houve tempo para Fagner fazer o segundo, também num lance bem organizado. Placar aberto, com as duas equipes em busca da vitória.

Na etapa final, o Corinthians diminuiu o ritmo, tentou atrair o vitória e seu deu mal: Marinho empatou aos 11, ao pegar rebote na entrada da área (sem tocar no braço). Aos 19, Kieza recebeu no meio do campo, entre quatro corintianos a assistir a arrancada do rapaz. Ele saiu na cara de Walter e fez o terceiro.

Tite mexeu no time, desmontou o desenho inicial e colocou Romero, Luciano, Malorne nos lugares de Giovanni Augusto, Marquinhos, Elias. Não adiantou grande coisa. O Corinthians foi à frente, na base de muito esforço e de pouca qualidade. Teve uma oportunidade, que parou em Fernando Miguel.

O Vitória sabe que retornou para, em princípio, ter papel de coadjuvante. Mas o Corinthians, campeão do ano passado, sofrerá solavancos, até que tenha definição de elenco (tem gente que pode ir embora) e de sistema tático. Insistirá Tite eternamente no 4-1-4-1? A conferir.

Depois das chuteiras – A dura vida de Marinho, mito do Bangu nos anos 80

Leia o post original por Neto

Marinho foi eleito o melhor jogador do Brasil em 1985

Marinho foi eleito o melhor jogador do Brasil em 1985

Lembro como se fosse hoje de quando fui emprestado pelo Guarani ao Bangu em 1986. Caí em uma equipe cheia de caras bons de bola. Todos tinham acabado de ser vice-campeões do Campeonato Brasileiro do ano anterior. Mauro Galvão, Gilmar, Perivaldo, Arturzinho, entre outros. Mas quem mais se destacava nesse elenco era o grande Marinho, um dos maiores jogadores do Brasil na época. Justamente o personagem desta semana do ‘Depois das Chuteiras’. Mineiro de BH, Mário José dos Reis Emiliano hoje é um sujeito quieto, na dele, e mora nos alojamentos do estádio Moça Bonita. Passa por dificuldades. Saiba um pouco mais dos altos e baixos da vida desse cara que foi um verdadeiro astro do futebol brasileiro. Digo sem medo de errar que ele colocava a maioria dessa boleirada de hoje no chinelo.

Lucas, o nosso novo Furacão

Leia o post original por Quartarollo

lucasVencer a Argentina é sempre gostoso. É o nosso maior rival no continente e talvez o maior em nível mundial. Los Hermanos pensam da mesma forma. A rivalidade sempre é maior no nosso quintal. Mano ganhou finalmente de um grande do futebol mundial mesmo que esse grande não tivesse o seu maior jogador que é […]