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Sem Paulo Garcia, nova chapa na eleição corintiana tem Piovezan e Maritan

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Emerson Piovezan, ex-diretor financeiro de Roberto de Andrade, decidiu ser candidato à presidência  do Corinthians. A ideia é ter Ricardo Maritan e Jorge Rachid Júnior como candidatos a vice.

Piovezan entra no lugar de Paulo Garcia, que seria candidato, mas desistiu da disputa por estar envolvido na abertura de capital de sua empresa, a Kalunga, na Bolsa de Valores.

Maritan tinha lançado  sua pré-candidatura à presidência. “Houve esse convite ontem e fiquei de consultar os membros do Resgata Corinthians para encaminhar o registro da chapa hoje”, disse Maritan ao blog. Ele confirmou que a tendência é de se tornar candidato a vice.

Rachid Júnior é o braço direito de Garcia no clube e foi secretário-geral na administração  de Roberto de Andrade.

O convite de Piovezan a Maritan foi feito durante reunião na sede da Kalunga na noite desta segunda (12) com membros da oposição. Não houve acordo para o lançamento de uma chapa única, mas existe a possibilidade de novas composições serem feitas  antes do pleito de 28 de novembro.

O prazo para registro de chapas termina a nesta terça, às 17 horas. Pela situação, Duílio Monteiro Alves, ex-diretor de futebol, será candidato. Pela oposição, também registrarão chapas o ex-presidente Mário Gobbi Filho e Augusto Melo.

Eleição no Corinthians: candidato fala em ‘fim de benesses’ para agentes

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Entrevista com Augusto Melo, oposicionista e candidato à presidência do Corinthians na eleição marcada para 28 de novembro.

Entre suas propostas está escrito “fim das benesses para empresários”. O que isso significa?

Fim das benesses para os empresários é acabar com a farra da base, né, Perrone? Quando eu fui diretor da base, nós tiramos empresário do vestiário da base. Empresário comia lanche das crianças, tomava suco das crianças. Nós tiramos a farra dos empresários no vestiário da base. Com a gente na presidência, jogador da base vai ser do clube, 100%. Claro que existe uma parcela quando você traz o jogador de outro clube, mas, hoje, essa parcela seria de 20%. O Corinthians ficaria com 80%. (Nota do blog: Melo foi assessor da diretoria de futebol de base na gestão de Roberto de Andrade, do grupo de Andrés. Em 2016, ele era assessor do diretor José Onofre de Souza, que entregou o cargo após uma série de problemas no setor. Melo e os outros assessores também acabaram saindo).

Quando eu li “fim das benesses” imaginei que você se referia a parar de contratar jogadores principalmente de um pequeno grupo de empresários.

É isso também, acabar com algumas comissões. Por exemplo, quando você compra o jogador, você não tem que pagar comissão, quem paga comissão é quem está vendendo. Hoje se paga comissão pra comprar e pra vender. Nós vamos acabar com esse tipo de comissão (na compra). E empresário também, são sempre os mesmos. Claro que, hoje, você falar que vai acabar com empresário, isso não existe, porque o jogador nasce e já tem empresário. Mas nós teremos um controle rigoroso sobre isso. Tanto que estou implantando compliance para isso. Para eu também ser investigado, os diretores serem investigados, o treinador ser investigado, os jogadores serem investigados, os funcionários serem investigados, tudo nesse sentido. Por que só faz contratação com esse empresário? Por que dois empresários estão oferecendo (o jogador) pelo mesmo valor e você vai comprar com A, não com B, entendeu? Vamos acabar com essas coisas. E outra, você também tem que dar chance para o empresário pequeno, que às vezes tem uma joia rara que ele descobriu em algum lugar. Você tem que dar uma abertura para esse pessoal também. Mas tudo com contrato rigoroso, contrato de risco. Como o Jô, por exemplo. Por que não se faz um contrato de um ano e meio e, depois, por produtividade? Se ele for bem como foi na última passagem, você renova com ele. Agora, você não pode ficar correndo risco do (volante) Cristian da outra vez. Faz um contrato enorme, o cara se acomoda e fica recebendo pelo resto da vida. Na nossa gestão não vai ter isso. E contratação vai ser de qualidade, não em quantidade.

Você falou em compliance. Hoje, todo candidato à presidência de um clube fala em compliance. Então, é importante esclarecer como vai ser isso. Pode explicar melhor? Quem fiscaliza?

Isso é o departamento de compliance, que nós já criamos. Não é só de fala, o meu diretor de compliance se chama doutor Luís Castelo, um advogado tributarista renomado, palestrante, já está montando um departamento no qual ele tomará conta de tudo e tudo que for contratação, compra, venda, gastos em geral, sempre vai ter o complaince por trás investigando porque está sendo feito dessa forma. Por que está sendo feito com essa pessoa, vai ser investigada toda empresa de terceirização, funcionários, diretores, conselheiros, presidente, jogadores, enfim, geral. Justamente pra isso, pra inibir certas transações obscuras, essas coisas todas.

Seu programa prevê estabelecimento de metas, isso vai ser em geral, para jogadores, diretores…

Em geral, departamentos, diretoria, assessores. O clube vai ser gerido por metas. Por exemplo, vamos criar um departamento de marketing só para o clube (social) no qual cada departamento vai ter uma área comercial. Por exemplo, o basquete, para se manter, vai ter que trabalhar para ser sustentável. Isso vai acontecer no basquete, no vôlei, no futsal… Porque, futuramente, a gente quer separar o clube do futebol (nota do blog: as fontes de receitas seriam diferentes, mas o CNPJ continuaria sendo o mesmo). O clube (social) vai ter que ser autossustentável. Ele é autossustentável, o que falta no clube é uma administração profissional. O futebol também vai ter essas metas. Por exemplo, o Tiago Nunes chegou e falou: ‘Augusto, isso aqui está sucateado, o sub-23 não fala com o sub-20, a base não fala comigo. Como eu posso ter uma transição da base para o profissional? Como a gente pode ter um diálogo nesse sentido?” Então, a minha diretoria de base tem que ter essa meta, a minha diretoria do profissional tem que ter essa meta, a minha comissão tem que ter essa meta, são metas que terão que ser cumpridas.

Você acredita que a maioria dos contratos dos jogadores possa ser com meta?

Não, vai ser caso a caso. Mais os contratos de risco. Por exemplo, o do Jô. O Jô para nós foi uma surpresa na última passagem dele, ninguém discute a qualidade do Jô. Excelente jogador, foi uma ótima contratação. Só acho errada a forma como ele foi contratado. A gente faria uma meta. Um ano e meio, ele já estaria com quase 35 anos, ele vem de uma lesão, um tempão parado, o que garante que ele vai render? Ele quer terminar a carreira aqui, então também tem que abrir mão de algumas coisas. A gente faz essa produtividade, depois de um ano e meio.

É um desafio convencer o torcedor dessa visão mais profissional? O torcedor, na média, não se incomodou com o fato de o contrato do Jô ser até o final de 2023  e hoje eletele 33 anos.

Por isso é que nós estamos nessa situação, porque eles (diretorias ligadas ao grupo de Andrés Sanchez) sempre viram títulos e não viram a parte financeira, agora a conta chegou. Se você escutar a fala do presidente da Gaviões, ele fala exatamente isso. A Gaviões da Fiel, eu acho um absurdo isso, mas ela está admitindo que ela fica cinco anos sem títulos, mas coloca as finanças em ordem para não ser mais motivo de chacota, de gozação. Então, tenho certeza que, a gente colocando isso em prática, dando certo, eles vão absorver rapidamente. E esse é o futuro, não tem outra. Os clubes brasileiros estão fazendo contratos absurdos, querendo se comparar a times europeus, por isso que estão todos nessa situação.

Mas você tem um tópico no seu programa que fala em time vencedor. Como vai ser, você prevê o Corinthians sem títulos por um período para colocar as finanças em ordem?

Não existe isso, haja vista que os últimos três campeonatos nos ganhamos com time medíocre. O Corinthians tem uma força inexplicável. E outra, time de futebol não se faz só com contratações de peso. O Corinthians foi campeão em 2012 (venceu a Libertadores e o Mundial de Clubes) com um time, entre aspas, medíocre, no sentido que ninguém o conhecia (nota do blog: esses títulos foram conquistados na gestão de Mário Gobbi, também candidato na próxima eleição). Todo mundo se destacou e era para ser vendido por milhões, mas foi vendido por mixaria. Nós fizemos esses jogadores. Ninguém conhecia Ralf, Paulinho, o prório Renato Augusto não tinha tanta valorização, o Cássio era reserva do Júlio César, o Alessandro era um jogador normal, o Chicão ninguém conhecia. Enfim, Jorge Henrique só jogou no Corinthians, mas se enquadrou num esquema tático, num planejamento de futuro do Corinthians. E é o que nós vamos fazer. Nós não vamos buscar jogadores baratos, vamos buscar jogadores de qualidade. O time se faz no vestiário, disso eu conheço um pouco. Todos nós sabemos que, se não tiver vestiário, não tem time, pode ser o melhor time do mundo.

Seu programa fala em respeitar o corintiano. O que isso significa?

Nós vamos trazer o Corinthians de volta para o corintiano. De que forma nós vamos respeitar o torcedor? Dando estrutura pra ele, com ingresso mais barato, com congelamento de preços. Vamos ter um congelamento anual de preços, um preço único de janeiro a janeiro. Com isso nós vamos ganhar na parte de Fiel Torcedor. Nós temos um projeto nacional de Fiel Torcedor (programa de sócio-torcedor), com o qual vamos triplicar a receita com o Fiel Torcedor. Com estádio cheio, a gente consegue um patrocinador master melhor, a gente consegue exigir um pouco mais da televisão. Então vamos respeitar o Fiel Torcedor em todos os sentidos.

Sei que isso depende de mudança estatutária, do conselho, mas você pretende dar direito a voto para o sócio do Fiel Torcedor?

Nossa intenção é essa. Não todos eles. Mas a gente quer, já no próximo ano, entrar com um projeto de estatuto da seguinte forma: o Fiel Torcedor que tem mais pontuação, mais antigo, trazer ele para o clube, para ele ser sócio do clube. Não adianta o Fiel Torcedor ficar longe do clube, porque senão ele não sabe o que acontece dentro do clube, ele nunca vai saber o que acontece na parte de administração, ele vai estar votando por resultado.

Como você vai triplicar o número de sócios do Fiel Torcedor?

A partir do momento em que você tem um ingresso congelado, a partir do momento em que você tem o preço do ingresso congelado,automaticamente a pessoa vai ter que ficar sócia do Fiel Torcedor para ter direito a esses benefícios. É aí que ele vai aumentar. E outra, nossa intenção não é que (o sócio-torcedor) pague antecipadamente (os ingressos). É pagar no dia a dia para dar chance para outros irem nos jogos também. Por exemplo, a torcida organizada (setor norte da Arena Corinthians), tem o melhor preço do mundo: R$ 24. A parte sul tem a mesma visibilidade, então tem que ter o mesmo preço (nota do blog: por pedido das organizadas, o setor norte não tem cadeiras). Nas partes leste e oeste vamos abaixar o custo.

O que você propõe é manter o preço do setor norte e reduzir em todos os outros setores? A ideia é cobrar menos, mas ter uma média de público maior?

Isso. Vamos ter um projeto legal para as cativas. A maioria das pessoas da cativa compra o ingresso (para garantir pontos no programa de benefícios), mas não  vai. Aí você fica com ela vazia. Qual é o nosso projeto. Vamos supor, a pessoa compra uma cativa, R$ 100 o ingresso de um jogo, um dia, dois dias antes da partida, se ela resolver que não vai no jogo, eu recoloco esse ingresso na bilheteria pra vender e devolvo  pra ela 40% do valor. O clube ainda tem um lucro de 60%  com o ingresso dele.

 

Ex-diretor acusa Andrés de praticar crimes de injúria e difamação 5 vezes

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Com Pedro Lopes, do UOL em São Paulo

Em queixa que apresentou à Justiça contra Andrés Sanchez, Felipe Ezabella, ex-diretor de esportes terrestres, afirma que o atual presidente do Corinthians incorreu em crime cinco vezes ao citá-lo em duas entrevistas. Ele pede para que o cartola seja processado pela prática dos delitos de difamação (duas vezes) e de injúria (três vezes). Sanchez não pôde ser ouvido porque não fala com o blog.

A queixa-crime foi apresentada após Andrés dizer em entrevistas que Ezabella, diretor em sua primeira gestão no alvinegro, precisa provar como ganhou R$ 500 mil reais entre Sporting, Corinthians e o ex-volante Elias. O dirigente também chamou o desafeto de covarde e afirmou que ele chamava Mario Gobbi de ladrão e agora apoia o ex-presidente, possível candidato à presidência da agremiação no final do ano.

Ezabella diz na representação que nenhuma das afirmações de Andrés é verdadeira.

Ele declara que chegou a ser contratado pelo volante para atuar como advogado em algumas ações. Mas assegura que “nunca recebeu honorários, comissão de agenciamento ou qualquer
quantia do clube, por conseguinte, não recebeu qualquer valor pela transferência do atleta”.

O ex-diretor e ex-candidato à presidência derrotado na última votação ocupava os cargos de  conselheiro e membro do Cori (Conselho de Orientação) quando Elias foi contratado junto ao time português, em 2014. O estatuto corintiano impede que conselheiros sejam remunerados pela agremiação.

Por meio de seus advogados, Ezabella pede ainda que eventuais penas aplicadas sem acrescidas em um terço pelo fato de as supostas injúrias e difamações terem sido feitas em entrevistas, o que, em tese, facilita a propagação delas.

O crime de difamação prevê de três meses a um ano de prisão e multa. A injúria pode render de um mês a seis meses de detenção.

No documento enviado à Justiça, os advogados do ex-aliado de Andrés afirmam que o presidente alvinegro demonstra “o que parece ser uma espécie mal resolvida de admiração (por Ezabella), o querelado não resiste a, sempre que possível, atacar o
querelante. Agora, porém, o ataque foi criminoso”.

De a ordo com a queixa-crime, Andrés começou a citar o nome do opositor quando não tinha sido Indagado sobre ele. Ezabella listou cinco testemunhas. Gobbi é uma dekas.

Veja como possíveis candidatos planejam estancar déficit do Corinthians

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Por conta do déficit de R$ 177 milhões apresentando pelo clube em seu balanço de 2019, a redução de gastos ganhou ainda mais importância na eleição para a presidência do Corinthians, prevista para 28 de novembro.

Nesse cenário, o blog procurou os possíveis postulantes ao cargo para falar sobre o tema.

A mesma pergunta foi enviada para Augusto Melo, que já anunciou sua pré-candidatura, e para os possíveis candidatos Mário Gobbi, ex-presidente, e Paulo Garcia. Apenas Garcia não enviou resposta até a publicação deste post. Abaixo, confira a pergunta e as respostas.

Blog do Perrone – Quais as três primeiras medidas que você vai tomar para reduzir o déficit anual do Corinthians, se for eleito?

Augusto Melo –  Teremos um conjunto de ações que irão auxiliar na redução do endividamento do clube. No período de transição vamos fazer um escaneamento de todo o Corinthians para conhecer quais são as dívidas e despesas que o clube tem. A partir dessa análise tomaremos três medidas imediatas:

1 – Não gastar mais do que arrecada. A partir da aplicação de um sistema de controle interno, com a implantação do compliance, teremos um planejamento pensado na eficiência das operações. Isso vai nos permitir diminuir gastos para adequar os custos do clube ao real orçamento disponível. Iremos rever todos os contratos de serviço e profissionalizar os departamentos. Hoje o Corinthians gasta muito e mal.
2 – Redução da quantidade de jogadores do time profissional. Não é possível ter um excesso de contratados que não são utilizados nos jogos. Essa prática é nociva ao clube e gera um gasto com folha de pagamento desnecessário para o Corinthians. É preciso contratar com qualidade e não quantidade.
3 – Rever os contratos de todos os jogadores emprestados, que não trazem mais produtividade e ganho esportivo para o clube, para diminuir a folha de pagamento, que hoje gira em torno de R$ 13 milhões por mês.

Mário Gobbi – Ressalto que ainda não decidi sobre minha candidatura, sigo em fase cada vez mais intensa de estudos. Para as questões de finanças, meu consultor tem sido o professor doutor Oscar Malvessi, quem pedi para responder suas questões:

1- Saneamento financeiro com reestruturação geral nos gastos e estrutura operacional do clube;
2- renegociação dos contratos, financiamentos e dívidas;
3- revisão das contratações, ampliação das alternativas de receitas e novo sistema de comunicação com os associados e “stakeholders” do clube.

 

Projeto de candidatura de Gobbi avança no Corinthians, mas tem obstáculos

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Faz praticamente dois anos que aliados do ex-presidente corintiano Mário Gobbi iniciaram um projeto para tentar convencê-lo a disputar a próxima eleição presidencial no clube, prevista para novembro.

Entre o final do ano passado e o início de 2020 o movimento ganhou o corpo. Porém, a situação é complexa. A candidatura depende da combinação de uma série de fatores.

Gobbi tem se reunido com membros de diversos grupos políticos oposicionistas. Nesses encontros ele disse que topa ser candidato se houver o apoio dessas correntes sem a negociação de cargos. Caso eleito, Gobbi ficaria livre para fazer suas escolhas.

Nem todos aceitam bem essa exigência. Há quem entenda não fazer sentido trabalhar por um candidato sem a garantia de ter uma participação ativa na administração.

Outro entrave é a já anunciada candidatura de Augusto Melo, o Tio, como opositor.

Entre os conselheiros  procurados por Gobbi está o ex-candidato oposicionista Antônio Roque Citadini. Ele explicou ao ex-presidente que já se comprometeu a ajudar na campanha de Melo, que fez o mesmo por Roque na última eleição. Em tese, a manutenção dessas duas candidaturas e o eventual surgimento de outras enfraqueceriam a oposição.

Só que na ala que combate o grupo de Andrés Sanchez há mais tempo existem conselheiros que enxergam Gobbi apenas como mais um elo da enferrujada corrente situacionista que se quebrou e originou novos grupos.

 Nesse núcleo, há certa resistência a abraçar o ex-presidente como legítimo opositor.

Antes de Gobbi movimentar suas peças, integrantes da velha guarda oposicionista, como o Romeu Tuma Júnior e Osmar Stábile, ex-candidatos à presidência, já trabalhavam num plano de administração que agradasse às diferentes alas oposicionistas. O objetivo é lançar candidato único contra a situação.

Aliados do ex-presidente admitem longe dos microfones que o carimbo de “ex-andresista” precisa ser apagado de Gobbi para a empreitada dar certo.

A ideia é montar uma chapa com nomes reconhecidamente antagônicos ao atual presidente, investir em projetos de compliance e adotar um discurso fortemente oposicionista.

Além de Citadini, Tuma, Stábile e Felipe Ezabella estão entre os nomes que já se reuniram com Gobbi.

 Ezabella, outro ex-candidato à  presidência e que esteve ao lado de Gobbi no apoio a Andrés na primeira gestão do cartola no Corinthians, deixa claro ver com bons olhos uma eventual candidatura do ex-presidente.

Caso seja candidato, Gobbi pretende levar em consideração estudos feitos pelo atual grupo de Ezabella. Ambos devem voltar a ser encontrar nesta terça-feira (3).

Nas conversas,  aliados de Gobbi têm dito que a oposição precisa se unir para vencer a eleição e provocar uma série de mudanças na gestão do do clube. Ele tem falado em retrocesso nos últimos anos e cita os distanciamentos financeiro e no futebol do alvinegro em relação ao Flamengo como exemplo.

Gobbi reaparece, relembra Pato, dispara contra ex-diretor e até em Tite

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Desde que cumpriu seu mandato na presidência do Corinthians, em fevereiro de 2015, Mário Gobbi perdeu o hábito de ir às reuniões do Conselho Deliberativo do clube. O ex-dirigente, porém, reapareceu na última segunda (30), em grande estilo. Os temas principais do encontro eram as relações financeiras do alvinegro com Caixa e Odebrecht. Porém, inflamado e com a língua afiada, o delegado deu um show. Atacou ex-colega de diretoria, ajudou a ressuscitar o assunto contratação de Alexandre Pato e não poupou nem Tite de suas chicotadas verbais.

A reunião começou a sair do script quando o diretor de futebol corintiano, Duílio Monteiro Alves, pegou o microfone e questionou Raul Corrêa da Silva, ex-diretor jurídico, sobre como ele não sabia quanto Pato recebia para defender o alvinegro. O cartola se referia a uma recente publicação de Raul no Facebook sobre os vencimentos de Pato no Parque São Jorge.

“O futebol não muda. Em 2012 compraram o Pato, vieram a mim e disseram que o salário era de 400 (mil reais). Quando eu disse que era o dobro, me disseram que não, que a diferença era direito de imagem e que poderíamos vender (o jogador) e recuperar. Não preciso dizer o resultado”, havia escrito o ex-diretor financeiro em sua conta no Facebook.

Ele usava Pato, considerado por pelo menos parte dos conselheiros corintianos como uma das piores negociações da história do clube, como exemplo para comentar o modelo adotado pelo São Paulo ao trazer Daniel Alves, apoiado na prospecção de parceiros. Duílio não gostou do comentário, e cobrou o ex-colega.

O gancho foi aproveitado em sua fala por Gobbi, que foi para o ataque contra Raul. Reclamou de seu ex-diretor criticar a contratação feita em sua gestão. Lembrou de seus quatro títulos como presidente (Paulista, Libertadores, Mundial e Recopa) e lamentou que lembrem da contratação de Pato para criticar sua administração.

O ex-presidente foi se soltando e amaldiçoou quem insinuar que houve irregularidade na compra de Pato. Conforme apurou o blog, Gobbi disse que depois da conquista do Mundial, no final de 2012, Tite pediu três contratações: Gil, Renato Augusto e Pato. Depois, adotou um tom crítico para falar do treinador que hoje comanda a seleção.

Nesse ponto, o ex-presidente lembrou da venda do zagueiro Marquinhos. Sustentou que o técnico foi até sua sala e afirmou que a revelação corintiana não jogava. De acordo com pessoa próxima ao ex-presidente, a história foi confirmada durante a reunião a pedido dele por Duílio. Na ocasião, Marquinhos, aos 18 anos, foi emprestado para Roma que exerceu a opção de compra. À época, cartolas do clube falaram que a venda foi por 5 milhões de euros. Logo, ele se tornaria um dos zagueiros mais valorizados do mundo.

Procurado por meio de sua assessoria de imprensa, Tite afirmou que não comentaria o que foi dito por Gobbi sobre sua suposta participação na saída de Marquinhos do Parque São Jorge. Porém, naquela ocasião, em 2012, o treinador afirmou a pessoas próximas que foi chamado pelo então presidente dizendo que tinha uma proposta pela revelação e queria saber o que Tite pensava sobre o jogador. Por seu relato, o técnico disse que Marquinhos jogava muito, mas, como era muito jovem, seria preciso esperar seu amadurecimento para saber qual seria sua posição ideal, lateral, volante ou zagueiro. Ainda de acordo com essa versão, Gobbi afirmou que tinha uma proposta de empréstimo. O treinador, então, respondeu que o jovem poderia ganhar maturidade durante o período emprestado, mas deixou a decisão para a direção. Segundo esse relato, Tite nunca recomendou a venda do atleta.

O vigor de Gobbi durante a fala no conselho lembrou seus tempos de campanha eleitoral e gerou comentários entre outros conselheiros de que ele estaria ensaiando uma nova candidatura à presidência. Porém, no próprio discurso, o ex-dirigente deu sua carreira política na agremiação como encerrada. O blog não conseguiu entrar em contato com o ex-presidente. Mas, à pessoa próxima, ele afirmou que não daria entrevista sobre suas declarações na reunião.

Por sua vez, Duílio é considerado no clube o favorito para se candidatar pela situação na próxima eleição presidencial. Procurada para que o diretor de futebol desse sua versão sobre os acontecimentos no encontro de segunda, a assessoria de imprensa do Corinthians afirmou que “as reuniões são fechadas para pessoas do conselho e os assuntos são discutidos somente entre eles. Por isso (o dirigente) não irá externar as informações colocadas em pauta da reunião e opiniões”.

Já o ex-diretor financeiro respondeu ao blog por meio de mensagem de texto. “O que na verdade ocorreu foi uma dificuldade de interpretação de texto por parte do Duílio, e o Mário por sua vez entendendo que haveria uma crítica à contratação do Pato. Achei folclórico. Provocações de amigos. Nada relevante”, disse Raul.

Ex-diretores criam grupo para ser “terceira via” no Corinthians

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Ex-diretores do Corinthians nas gestões comandadas pelo Grupo Renovação e Transparência, liderada por Andrés Sanchez, criaram um  grupo político que pretende se colocar como “terceira via” no clube. A proposta é ser uma alternativa entre a situação atual e a oposição tradicional.

O Corinthians Grande, nome do novo “partido”, se concentra primeiro em montar um projeto de gestão para a agremiação e lançar uma chapa de 25 candidatos ao conselho. Mas a tendência é que a mobilização culmine com o lançamento de uma candidatura à presidência na eleição de fevereiro de 2018. Não há nome definido por enquanto.

Entre os líderes da ala estão Fernando Alba, diretor nas administrações de Andrés e Mário Gobbi, Sérgio Mendonça Alvarenga, diretor jurídico de Sanchez e assessor de Gobbi, além de hoje ser vice-presidente do Conselho Deliberativo, e Felipe Ezabella, responsável pelos esportes terrestres na era Andrés. Todos integravam o Renovação e Transparência.

“Existe uma cultura no Corinthians de os grupos políticos serem vinculados a um nome, um líder que personifica o grupo. Queremos mudar isso. Não dá para ter um chefe, se o chefe está em baixa e sucumbe, o grupo sucumbe junto. Nosso grupo não vai ter uma personificação, mas um projeto bem amplo”, disse Alba ao blog.

Ele também rechaça o rótulo de oposição ao Renovação e Transparência. “Não é uma bandeira contra o Andrés, contra ninguém. Quem quiser participar das nossas reuniões, inclusive o Andrés, pode participar. Ele acertou muito. Queremos mudar nos pontos em que nós (do Renovação e Transparência) erramos”, declarou.

Entre os erros apontados está o fato de o clube não ter conseguido se fortalecer financeiramente para aos poucos deixar de depender de empréstimos, principalmente de empresários de futebol.

O blog apurou que também há no grupo conselheiros que permanecem na diretoria de Roberto de Andrade, porém os nomes são mantidos em sigilo.

Contra impeachment, Andrade fala em ‘mero equívoco’ e ‘dano imaginário’

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Em sua defesa na Comissão de Ética do Conselho Deliberativo do Corinthians contra pedido de impeachment, Roberto de Andrade alegou que houve apenas “mero equívoco” na data dos documentos em que sua assinatura aparece como presidente do clube antes de ele ser eleito e também que não ocorreu prejuízo a imagem do alvinegro. O cartola chama de “dano imaginário” a acusação imputada a ele.

Em parte curiosa da peça a seu favor, assinar ata de assembleia que nunca houve é tratado como procedimento normal. Até o presidente anterior do clube, Mário Gobbi, entra na dança, citado como quem teria assinado documento ficcional semelhante.

O estatuto corintiano determina que o presidente pode ser afastado se provocar considerável prejuízo material ou à imagem da agremiação. O requerimento que pede o afastamento do dirigente, produzido por conselheiros, alega que a imagem do Corinthians foi prejudicada com as notícias de que Andrade assinou dois documentos referentes à arena do clube com datas nas quais ainda não tinha tomado posse. Assim, teria cometido crime de falsidade ideológica. A divulgação dessse fato teria provocado o dano à imagem corintiana.

“Senhores julgadores, sob qualquer prisma que se analise a questão, não se encontra um único prejuízo que tenha sido causado em razão do mero equívioco material nas datas dos documentos debatidos no item anterior, quais sejam a ata da assembleia de quotistas do Arena FII (fundo que controla o estádio) e o contrato do estacionamento da Arena Corinthians (com o Omni Group)”, diz trecho da defesa, assinada pelo presidente e por Luiz Alberto Bussab, diretor jrídico do clube, no dia 7 de dezembro de 2016.  

Andrade sustenta que os signatários do pedido de impeachment não souberam apontar objetivamente qual foi o prejuízo provocado à imagem corintiana causado pelo presidente e afirma que a acusação “não passa de dano hipotético, imaginário ou presumido”. Para sustentar a tese, o presidente e o diretor jurídico reproduziram parte do pedido de impeachment que afirma não poder ser auferido no momento o prejuízo material que a atitude de Roberto teria gerado.

Chumbo na oposição

Num contra-ataque surpreendente, Andrade acusa seus detratores de desbotarem a imagem do Corinthians. “Aliás, o que causa dano à imagem do clube é entrevista coletiva em hotel para debater assunto que deveria ficar circunscrito às esferas institucionais do Corinthians. Protocolar pedido de destituição do presidente é direito conferido estatutariamente a qualquer associado. Discutir esse pedido numa entrevista coletiva num hotel é medida inadequada, mesquinha e oportunista, esta sim causa dano à imagem e à história do Sport Club Corinthians Paulista”, afirma a defesa. Conselheiros que apoiam o impeachment convocaram a imprensa para explicarem o caso.

Errinho?

Andrade e Bussab também detalham as operações que culminaram com a assinatura do dirigente como presidente em documentos com datas anteriores à sua posse.

A primeira parte da explicação afirma que a data da assembleia do fundo que cuida da arena e gerou a polêmica é 5 de fevereiro de 2015, um dia antes de Roberto ser eleito. Segundo essa versão, por causa da troca de comando no clube, o documento só foi encaminhado pelo escritório de advocacia Machado Meyer, que cuidava do assunto, para o dirigente no dia 24 de fevereiro, quando ele já ocupava o cargo de presidente. A data no papel, porém, permaneceu a original por um erro, de acordo com a justificativa.

Reunião fictícia e Mário Gobbi

No trecho mais curioso da argumentação, Andrade tenta justificar o fato de ter colocado sua firma na ata de uma assembleia que, segundo ele mesmo, nunca aconteceu. A defesa afirma que, conforme depoimento prestado em inquérito policial por representante da BRL Trust, que administra o fundo responsável pelo estádio, em fundos com poucos cotistas “as deliberações são tomadas pelas partes antes da assembleia, muitas vezes por e-mail, não ocorrendo reunião presencial”.

Ou seja, Andrade admite que assinou um documento que afirmava ter existido uma assembleia que nunca existiu. E declara que essa falta de compromisso com a verdade é normal em muitos fundos. De quebra, ele recua a bola na fogueira para seu antecessor ao dizer que “outras atas remetidas para o presidente da diretoria do SCCP, desde o presidente Máro Gobbi Filho, comprovam que esta sempre foi a prática em relação às assembleias do Arena FII”. Gobbi não foi localizado pelo blog para falar sobre o assunto.

Outro engano

Sobre o contrato para a gestão do estacionamento da arena, datado de 10 de janeiro, antes de Roberto ser eleito, o presidente alega que a negociação começou em novembro do ano anterior. No início de 2015 foram trocadas entre as partes várias minutas até que em 8 de abril de 2015, já como presidente do clube, o dirigente recebeu a versão final e a assinou. E que por um lapso foi mantida a data anterior, sem nenhum prejuízo ao Corinthians.

A defesa também a firma que já foi feita a correção na data da ata da assembleia e que o mesmo está sendo providenciado em relação ao documento referente ao estacionamento.

Na próxima semana, a comissão de ética deve encaminhar seu parecer ao presidente do Conselho Deliberativo. O órgão votará se afasta o presidente ou não após conhecer a orientação da comissão. Em caso de afastamento, ele terá que ser referendado pelos sócios.

Risco de impeachment: presidente de conselho vê irregularidade de Andrade

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Guilherme Gonçalves Strenger, presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, tem convicção de que Roberto de Andrade cometeu irregularidade ao assinar contrato para o Grupo Omni administrar o estacionamento do estádio alvinegro antes de ocupar a presidência do clube, como mostrou a revista “Época”. Ele vai examinar o documento para saber se o acordo é prejudicial à agremiação. Se for, Andrade poderá sofrer um processo de impeachment.

“Vou conversar com o presidente para que esclareça a situação e darei o benefício da boa fé a ele, mas que há uma irregularidade há. Ele não poderia ter assinado como presidente se a data do documento mostra que naquele dia ainda não era. Se ele assinou depois de ser eleito, sem olhar a data, isso não muda o fato de que houve irregularidade.  E não é um contrato qualquer. É um compromisso que vale por dez anos, afeta três gestões no clube. Agora preciso ver se esse acordo beneficiou o Corinthians ou se beneficiou a Omni. O estatuto prevê processo de impeachment se o presidente praticar algum ato que cause prejuízo ao Corinthians”, explicou Strenger ao blog.

Ele afirmou também que já soube de conselheiros que pretendem formular um pedido para a abertura do processo de afastamento, mas que não recebeu nada.

O artigo 104 do estatuto corintiano diz que é motivo para a retirada do presidente ter ele acarretado prejuízo considerável ao patrimônio ou à imagem do clube. Cabe ao presidente do conselho encaminhar o pedido de abertura do processo à comissão de ética do órgão, que ouve a defesa do acusado e indica ou não o impeachment. O afastamento precisa ser aprovado pelos conselheiros. Em caso de impeachment, assume o primeiro vice-presidente. O cargo é ocupado por André Luiz Oliveira, o André Negão. Ele estava disposto a renunciar por não atuar na administração, mas até agora não sacramentou sua saída.

A reportagem de “Época” mostra que Andrade assinou o contrato referente ao estacionamento em 10 de janeiro de 2015. Porém, ele só foi eleito em 7 de fevereiro do mesmo ano. “Tem também a questão da eleição. Como um grupo negociou o contrato existindo a possibilidade de outro assumir o clube? Isso precisa ser explicado”, disse Strenger. Para a oposição, existe a possibilidade de ter havido fraude no pleito.

A revista já havia mostrado que o dirigente tinha assinado a ata de uma assembleia aprovando mudanças no contrato com a Odebrecht relativo à construção da arena Corinthians antes de assumir a presidência do clube. “Mas naquele caso, o presidente explicou que depois não assinou as mudanças contratuais, então não houve prejuízo para o clube. Nesse novo episódio, é preciso examinar o contrato”, declarou Strenger.

Até então, o presidente do Conselho Deliberativo acreditava que o documento sobre a operação do estacionamento tinha sido assinado por Mário Gobbi. Chama atenção no caso o fato de a Omni, empresa que cuida da operação do programa de sócio-torcedor alvinegro, não ser especialista em administração de estacionamentos.

Nas duas suspeitas de falsidade ideológica por ter assinado documentos como se ocupasse um cargo que não ocupava, Andrade negou por meio de notas no site do Corinthians ter cometido irregularidades. Ele sustenta que o contrato referente ao estacionamento foi acordado entre as partes antes da eleição e encaminhado para que todos os envolvidos o assinassem, retornando ao clube apenas quando o dirigente já tinha sido eleito. Assim, já ocupava o cargo quando colocou sua firma no documento (a data, porém, é anterior à sua posse).

Veja abaixo, na íntegra a nota publicada no site alvinegro.

“Novamente vítima de ataque injustificado à sua honra – sabe-se lá orquestrado por quem ou com qual objetivo –, o presidente Roberto de Andrade Souza vem a público reiterar que jamais fraudou qualquer documento, seja relacionado ao Corinthians, seja em sua vida pessoal ou profissional, como equivocadamente insiste a Revista Época. O contrato objeto desta última matéria foi comercialmente acordado entre as partes, redigido, validado pelo Departamento Jurídico do Clube e encaminhado para a assinatura das outras partes contratantes antes da eleição do Presidente Roberto. Quando o contrato retornou assinado pelas outras partes, Roberto de Andrade já era o presidente do Corinthians e já exercia regularmente seu mandato. A Revista Época foi devidamente informada de que o Presidente Roberto já estava no exercício do mandato quando assinou o documento, mas preferiu insistir em sua fantasiosa e falaciosa versão”.

Processo de escolha de diretor de futebol confirma isolamento de Andrade

Leia o post original por Perrone

A opções cogitadas por Roberto de Andrade para assumir a diretoria de futebol do Corinthians dão a dimensão de seu isolamento político desde que aumentou suas divergências com Andrés Sanchez ao contratar Oswaldo de Oliveira e ver Edu Ferreira deixar o cargo.

A primeira opção do presidente alvinegro foi Duílio Monteiro Alves, homem de confiança de Andrés. Ou seja, Andrade pensou em colocar no posto alguém diretamente ligado ao líder do grupo que o ataca internamente. Sondado, Duílio sinalizou que prefere seguir tocando projetos nos Estados Unidos.

Sem ninguém ao seu lado que tenha experiência na função, Andrade então vislumbrou a possibilidade de nomear Carlos Nei Nujud, amigo do atual presidente e diretor de futebol durante a gestão de Alberto Dualib. A sinalização de novo foi negativa.

E foi na gestão do ex-presidente que renunciou após uma série de denúncias que Roberto encontrou quem agora ele espera que assuma o cargo: Flávio Adauto. O jornalista foi vice-presidente de comunicação na era Dualib e sua experiência com o futebol é mais por meio do jornalismo esportivo do que como dirigente.

Assim, com poucos aliados no clube, Andrade teve que recorrer a alguém que não vive a atual realidade do vestiário alvinegro e precisará de tempo para se adaptar. A situação é reflexo do estrangulamento político enfrentado pelo presidente, que enfrenta situação semelhante à encarada por Mário Gobbi, seu antecessor, quando passou a conviver com a oposição velada de Andrés.