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Opinião: para que deveria servir o amistoso com os Estados Unidos

Leia o post original por Perrone

O amistoso contra os Estados Unidos, nesta sexta, às 21h05 (horário de Brasília), em Nova Jersey, marca o início do ciclo do Brasil em busca da disputa da Copa de 2022. Por isso, o jogo não é banal e precisa ser bem aproveitado por Tite.

Porém, na opinião deste blogueiro, o treinador já demonstrou que vai perder algumas oportunidades. As principais são testar Neymar na função de armador, como passou a jogar no PSG, e um novo nome para o gol brasileiro.

Indício de desperdício em termos de experimentar novidades é o fato de o time titular no último treino antes do jogo ter dez atletas que disputaram o Mundial da Rússia. O lateral Fabinho é o único que não participou da disputa.

Pelo que fez nos treinamentos, Tite deve manter Neymar pela esquerda, posição em que depende da aproximação de outros jogadores para render. Isolado na ponta, ele tende a tentar jogadas individuais. Como os adversários dobram ou até triplicam a marcação, fica tudo mais difícil.

Pensando na próxima Copa, Tite poderia aproveitar os jogos contra Estados Unidos e El Salvador, dia 11, para analisar Neymar com mais mobilidade e preocupação em reger o time do que como solista. Tudo indica que isso não vai acontecer.

No gol, está mantido Alisson. Sua presença não acrescenta nada em termos de observação. Como foi titular na Rússia, não há o que o treinador descobrir nele. Muito mais importante seria ver como outro goleiro se sai como titular, ainda que com a certeza de que a vaga seria devolvida a Alisson depois.

Entre os convocados, muito mais valioso seria observar Neto defendendo a meta brasileira desde o começo e por 90 minutos. É capaz que ele entre no decorrer do jogo.

O início de trabalho também é importante para o treinador planejar renovações na zaga e nas laterais.

Entre os zagueiros, ele faz uma boa opção ao começar com Thiago Silva e Marquinhos. O ex-corintiano desponta como futuro do Brasil na posição. Thiago dificilmente chegará em condições de ser titular no Qatar, mas sua experiência é importante para maturar a próxima dupla.

Nas lateais, o único que realmente carrega a bandeira da renovação entre os convocados é Militão, chamado depois da lesão de Fagner. É importante que ele entre no segundo tempo contra os norte-americanos.

Arthur, Andreas Pereira, Lucas Paquetá, Richarlisson e Everton também merecem voltar do giro norte-americano com 45 minutos de seleção no currículo. Menos do que isso, será muita mobilização para pouca observação.

São Paulo desiste de contratar atacante Marquinhos

Leia o post original por Perrone

Com Pedro Lopes, do UOL, em São Paulo

O São Paulo desistiu de contratar o atacante Marquinhos do Internacional depois de praticamente acertar o empréstimo do jogador até o final do próximo Campeonato Paulista.

A negociação fracassou porque o atleta sofreu uma contusão na coxa pouco antes de embarcar para a capital paulista a fim de fazer exames médicos na equipe tricolor.

Ele ficou cinco dias em São Paulo, num hotel pago pelo clube do Morumbi, fez exames e tratamento no CT da Barra Funda, mas na última segunda voltou para Porto Alegre.

A expectativa do estafe do jogador é de que Marquinhos volte a treinar na próxima segunda-feira. Pessoas ligadas à direção são-paulina confirmam que a lesão não é grave mas afirmam que a previsão para o atacante se recuperar da lesão, detectada na última quarta, é de pelo menos duas semanas a partir do dia em que o atleta se machucou, o que fez o clube desistir do negócio.

Marciel pode virar ‘novo Marquinhos’ no Corinthians?

Leia o post original por Perrone

Em 2012, com o aval de Tite, o Corinthians vendeu o zagueiro Marquinhos para a Roma por 5 milhões de euros. No ano seguinte, o clube italiano repassou o jogador para o PSG por 35 milhões de euros. O Corinthians ficou com uma fatia de 10% na revenda. O caso voltou a ser lembrado no Parque São Jorge com o empréstimo de Marciel para o Cruzeiro, que emprestou Willians ao alvinegro.

Conselheiros oposicionistas e situacionistas temem que o time mineiro exerça a opção de compra ao final do empréstimo do volante e depois revenda o jogador por muito mais dinheiro para a Europa.

“Comercialmente o negócio não foi bom para o Corinthians. Espero que o clube tenha tomado todas as precauções para que a negociação do Marciel não se transforme num novo caso Marquinhos. Fico admirado de o Tite, com a moral que tem no clube, deixar acontecer um negócio desses”, disse o conselheiro Fran Papaiordanou.

Uma das principais promessas da base alvinegra dos últimos anos, Marciel teve 50% de seus direitos adquiridos, depois da Copa São Paulo de 2015, em dez parcelas de R$ 150 mil, após um período de empréstimo gratuito. Na ocasião, o departamento de futebol profissional avaliou que o atleta tinha um potencial acima da média e determinou a compra. Hoje, porém, a avaliação é de que ele não teria espaço no time principal.

Já o Cruzeiro tinha o nome de Marciel numa lista de atletas de outros clubes que interessavam em caso de troca. A diretoria cruzeirense não revela o valor, mas diz que conseguiu colocar no contrato um preço que pode papar pelo volante ao final do empréstimo, em dezembro.

A intenção do time mineiro é contratar jovens jogadores que possam firmar longos contratos com o clube. Ou seja, se for bem, Marciel não deve mais voltar ao Corinthians.

Prejuízo corintiano com Pato consome toda a grana das vendas de Paulinho e Marquinhos! Que mico, né? E quem perdeu mais: o Timão com Pato ou o Santos com Damião?

Leia o post original por Milton Neves

pato mico

Do Blog do Marcondes Brito

Se Alexandre Pato ganhar a ação que moveu contra o Corinthians, o clube pode acumular um prejuízo total de R$ 90 milhões, é o que informa a ótima reportagem de Dassler Marques, no UOL (veja os cálculos a seguir).

Na ponta do lápis, isso significa que o Corinthians jogou fora, por exemplo, todo o dinheiro arrecadado com as vendas de Paulinho e de Marquinhos – só pra citar dois jogadores que chegaram à seleção brasileira.

Paulinho foi vendido ao Totteham por € 18 milhões (R$ 63,3 milhões). Ressalte-se que os corintianos ficaram com a metade deste valor, já que detinham somente 50% dos direitos econômicos. O restante foi para o Audax-SP.

Marquinhos foi emprestado à Roma-ITA por € 1,5 milhão (R$ 5,2 milhões), com o preço total fixado em mais € 3,5 milhões (R$ 12,3 milhões). Somando tudo – ainda que boa parte da grana não tenha entrado nos cofres do Timão – daria aproximadamente R$ 80 milhões.

Ou seja, a contratação de Alexandre Pato, anunciada com pompas e circunstâncias no dia 3 de janeiro de 2013, foi o pior negócio de toda a história centenária do Sport Club Corinthians Paulista.

O PREJUÍZO NA PONTA DO LÁPIS

> R$ 40 milhões – para o Milan na compra de 60% de direitos econômicos

> R$ 4 milhões – impostos pela transferência para o Milan*

> R$ 9,6 milhões em 2013 – salários e direitos de imagem do primeiro ano de contrato

> R$ 5,6 milhões em 2014 – dois salários e 12 meses de direitos de imagem do segundo ano de contrato

> R$ 4,8 milhões em 2015 – direitos de imagem do terceiro ano de contrato

> R$ 9,6 milhões em 2016 – salários e direitos de imagem do quarto ano de contrato

> R$ 4,160 milhões – comissões de 10% sobre salários e direitos de imagem ao empresário Gilmar Veloz

> R$ 10,080 milhões – férias, 13º salário e impostos sobre salários referentes aos quatro anos de contrato

> R$ 2,469 milhões – encargos trabalhistas solicitados por Pato em processo

> Valor total: R$ 90,180 milhões

Obs.: Dois terços dos impostos foram pagos pelo Tottenham na compra de Paulinho. No acordo firmado entre Corinthians e Milan, coube ao clube inglês repassar cerca de R$ 26 milhões da compra do volante diretamente ao clube italiano, além dos impostos respectivos.

E quem será que perdeu mais: o Timão com Pato ou o Santos com Damião?

Opine!

Um raro prazer

Leia o post original por Rica Perrone

Poucas coisas no futebol são tão prazeirosas quanto fazer um gol num time argentino, lá, numa decisão, quase aos 40 do segundo tempo. Normalmente quem inventa gol no fim naqueles “abafas” na base do “Deus me livre” são eles. Nós, que não temos a vocação pra jogar esse esporte parecido com futebol que eles jogam, […]

Por que a surpresa? Neto Berola é a nova realidade do Santos!

Leia o post original por Odir Cunha

Quando era o clube mais rico do Brasil, em uma única semana, no início de 1965, o Santos contratou dois ídolos cariocas: o jovem lateral-direito Carlos Alberto Torres, 20 anos, do Fluminense, e o ponta-esquerda Abel, 23 anos, do América. De quebra, trouxe ainda o zagueiraço Orlando Peçanha, 29 anos, e assim foi trocando todo o time, com exceção de Pelé, e se manteve como um dos melhores do mundo. Hoje, a realidade é outra e o discutido atleticano Neto Berola surge como o grande nome desta fase de contratações.

Muitos santistas estão torcendo o nariz. Até o nome do jogador não ajuda. Berola não parece nome de craque. O meia-atacante, de 27 anos, está fora dos planos do Atlético Mineiro, que chegou a emprestá-lo ao Al Wash, dos Emirados Árabes, no ano passado. Agora, o Alvinegro de Minas se dará por satisfeito se o Santos pagar metade do salário do jogador. Hummm, já vimos essa história antes. É aquele caso do jogador que passa por uma fase boa, conquista a torcida, assina um grande contrato, mas depois não corresponde ao alto salário.

Os que são contra a vinda de Berola reclamam que a chegada desses jogadores mais rodados acaba tirando a chance dos garotos vindos da base. Lembram que se o clube tivesse agido assim em 2002, provavelmente Diego e Robinho não seriam titulares e não levariam o time ao título brasileiro daquele ano. Sim, isto é certo. Mas será que no elenco atual há jovens com potencial para se tornarem Diegos e Robinhos?

Além de Berola, o Santos está contratando o meia Marquinhos,25 anos, que jogou o Campeonato Paulista pelo Audax; o zagueiro Leonardo, 29 anos, campeão brasileiro pelo Santos em 2004, e o zagueiro Gabriel Vidal, do Gama, que por ter apenas 17 anos talvez faça um estágio na base antes de ser promovido a profissional.

Aproveitando os buracos negros do futebol

Meu amigo e amiga, no universo do futebol também há buracos negros, e se você procurar neles vai encontrar muitos jogadores e técnicos que até outro dia estavam nas manchetes. O que ocorreu para que fossem esquecidos, abandonados? A explicação não é uma só. Talvez problemas físicos, técnicos, de relacionamento com o grupo, questões pessoais, ou mesmo, no vaso dos técnicos, irreversíveis dificuldades para se adaptar aos novos tempos.

O certo é que sempre haverá jogadores desacreditados que podem mostrar seu valor, ou dar a volta por cima, caso tenham uma boa oportunidade. Isso ocorreu com Lucas Lima e Ricardo Oliveira, por que não pode ocorrer com Beto Berola?

Ficar sem time, ou ter um vínculo mas não ser aproveitado durante todo um Campeonato Brasileiro, é terrível para qualquer jogador profissional. Pode jogá-lo, definitivamente, no buraco negro do esquecimento e do descrédito. Ter a oportunidade de jogar em uma equipe de grande visibilidade, como o Santos, traz uma sensação de alívio e de recomeço, ainda mais porque a torcida do Alvinegro Praiano é paciente com os under dogs, porque sabe que deles podem surgir um Ailton lira, um Giovanni ou um Lucas Lima.

Perceba que o Santos não pagou pelo passe de nenhum jogador contratado em 2015, não está despendendo fortunas em salários, e mesmo assim manteve um time competitivo no Campeonato Paulista. Creio que o caminho para reforçar o elenco para o Campeonato Brasileiro, diante das circunstâncias, é este mesmo.

O mercado superdimensionado do futebol gerou essas zonas mortas habitadas por excluídos desesperados para voltar aos campos. É nesse limbo que o Santos deve garimpar os integrantes de seu Exército de Brancaleone. Na verdade, mesmo que tivesse muito dinheiro em caixa, essa garimpagem teria de ser feita. É a saída para o nosso futebol.

Agora veja Neto Berola em ação:

E você, o que acha dessa garimpagem do Santos?


Do preço de banana ao topo do futebol mundial

Leia o post original por Neto

Zagueiro Marquinhos

Zagueiro Marquinhos é hoje uma das estrelas do PSG

Estava acompanhando a partida entre Paris Saint-Germain e Barcelona pela Liga dos Campeões quando vi um garoto se jogando na bola para salvar um gol da turma do Messi. Quando vi com atenção percebi que se tratava do brasileiro Marquinhos. Sim, aquele mesmo zagueiro revelado pelo Corinthians e negociado a preço de banana depois do título da Libertadores. Esse exemplo, que é apenas um entre tantos outros que estamos acostumados a ver por aí, só me fazem chegar a duas conclusões: ou nossos dirigentes são irresponsáveis ou são incompetentes mesmo.

Ao vender os direitos do Marquinhos por apenas 4,5 milhões de Euros, o Corinthians deixou de lucrar uma baita grana. Isso porque um ano depois ele já estava valendo pelo menos oito vezes esse valor. Acredite! A Roma negociou o menino com o PSG por impressionantes 31,4 milhões de Euros, o que corresponde a mais de R$ 100 milhões. É brincadeira?Aí quem é o irresponsável? O presidente Marco Gobbi ou o técnico Tite que o liberou na época? Só sei que um empurra para o outro e ninguém assume absolutamente nada!

A única coisa que eu tenho certeza é que o empresário envolvido na negociação teve que mandar fazer uma calça nova. Daquelas com os bolsos bem largos para caber os maços de Euros que ele enfiou no bolso. E o mais impressionante é ficar sabendo que o departamento de finanças faz das tripas coração para poder deixar os salários dos funcionários em dia. Meu Deus, quanta incompetência! São por situações como essa que o futebol brasileiro está falindo. Sentamos no colo dos europeus há muito tempo quando deveria ser justamente o contrário.

Enquanto isso o moleque de 20 anos vai arrebentando e já está vestindo a camisa da Seleção Brasileira principal…. Patético pra não dizer outra coisa.

Quarteto da seleção rende cerca de R$ 224,5 mi para quem pagou bagatela

Leia o post original por Perrone

A seleção brasileira que enfrenta o Equador nesta noite nos Estados Unidos tem pelo menos cinco exemplos de como o atoleiro financeiro ou uma avaliação errada sobre seus jovens jogadores fazem os clubes nacionais deixarem de ganhar dinheiro.

David Luiz, Marquinhos, Everton Ribeiro, Philippe Coutinho e Fabinho foram vendidos por equipes em que atuaram nas categorias de base por preços que podem ser considerados pechinchas. Só Fabinho ainda não engordou os cofres de quem apostou nele, o Rio Ave (Portugal), que emprestou o lateral para o Monaco.

Já o quarteto formado por Marquinhos, Everton Ribeiro, David Luiz e Philippe Coutinho rendeu para Corinthians, formador dos dois primeiros, Vitória e Vasco cerca de R$ 32,3 milhões. Suas revendas geraram aproximadamente R$ 224,5 milhões. Nesse valor, o blog não incluiu a compra de David pelo PSG por já ser a segunda grande negociação envolvendo o atleta.

Por sua vez, Fabinho teve os valores de sua transferência para o Rio Ave, de Portugal, em 2012, mantidos em sigilo pelo Fluminense. Porém, o balanço de 2012 divulgado pelo clube mostra que naquele ano entraram nos cofres tricolores R$ 14,1 milhões referentes à negociação de atletas. Parte das vendas foi parcelada, assim, essa quantia não representa o montante total arrecadado.

Veja abaixo cada caso.

David Luiz – De acordo com reportagem do site da ESPN, por precisar de dinheiro o Vitória vendeu o zagueiro em 2007 por 2 milhões de euros (R$ 5,8 milhões na cotação atual) para o Benfica. Os portugueses tiveram tempo para deixar o brasileiro se desenvolver. Hoje no PSG, Davis se transferiu em 2011 para o Chelsea pelo equivalente à aproximadamente R$ 86,5 milhões.

Marquinhos – Deixou o Corinthians em 2012 para jogar na Roma por cerca de R$ 15 milhões. Aproximadamente um ano depois, os italianos se refestelaram com por volta de R$ 104 milhões pagos pelo PSG para ter o brasileiro, de acordo com a imprensa europeia. A negociação até hoje provoca debates acalorados no Parque São Jorge. Dirigentes afirmam que só fizeram a venda porque Tite afirmou que não havia espaço para o zagueiro no clube. O treinador não nega que deu sinal verde para a saída do jogador, mas declara que os cartolas tinham a mesma opinião que ele.

Philippe Coutinho – Tratado como jovem promissor em São Januário, foi vendido em para a Inter de Milão, em 2008, quando ainda estava nas categorias de base, por cerca de R$ 10 milhões divididos em três parcelas anuais. Só se transferiu em 2010, depois de completar 18 anos. Em 2013, a Inter vendeu o brasileiro para o Liverpool por aproximadamente R$ 30 milhões.

Everton Ribeiro – Hoje destaque no Cruzeiro, o meia ficou quase sempre em segundo plano no Corinthians. Foi emprestado para o São Caetano e vendido em 2011 ao Coritiba por R$ 1,5 milhão. Em 2013, o clube de Belo Horizonte pagou R$ 4 milhões por 60% de seus direitos econômicos. O atual líder do Brasileirão já teria recusado uma oferta de R$ 24 milhões do Qatar pelo ex-corintiano.

Vale lembrar que os clubes considerados formadores têm direito a pelo menos uma parte da quantia reservada pelo mecanismo de solidariedade da Fifa. A regra disponibiliza 5% do valor de cada transferência internacional para serem divididos entre os times em que o jogador atual entre 12 anos e 23 anos.