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Juventus 2 x 2 Bayern de Munique

Leia o post original por Mauro Beting

Panorama da etapa inicial: Juve se defendendo em duas linhas de 4, com Lichsteiner/Cuadrado e Evra e Pogba dobrando a marcação nos flancos. (TacticalPad)

ESCREVE DANIEL BARUD —- @BarudDaniel

Em Turim, Juventus e Bayern de Munique iniciaram o confronto pelas oitavas de final da Uefa Champions. O duelo foi bem interessante, principalmente pelo AMPLO domínio na primeira etapa de Pep Guardiola e seus comandados. A etapa final foi de espaços deixados para a rápida transicao de Massimiliano Allegri e seus atletas.

A etapa inicial começou com domínio territorial e possessivo do time de Guardiola. Com pontas agudos e muita troca de passes. Muita facilidade na transição defesa-ataque alemã, com blocos altos, intensidade, pressão alta na marcação da saída de bola alvinegra. Lewandowski saindo da área, buscando o jogo, fazendo o pivô, abrindo espaços para penetração dos pontas.

A Juve se defendia fechando duas linhas e deixa Dybala e Mandzukic na frente. Recomposição rápida e constante do sistema defensivo italiano, compacto, blocos baixos. Aplicação tática intensa na marcação, excelente ocupação dos espaços. Aposta no contra-ataque, pelos flancos, com Pogba na esquerda e Cuadrado na direita, visando Mandzukic na área e a velocidade de Paulo Dybala. Juve 4-4-2 em linhas, ocupando os espaços, fechando as linhas, neutralizando as jogadas pelos flancos com os pontas Robben/Evra pela direita e Douglas Costa/Cuadrado.

 

Flagrante das linhas italianas. (Reprodução EIMAX2)

Flagrante das compactas linhas italianas. (Reprodução EIMAX2)

Com 3’minutos, Vidal chutou bem de fora da area, Buffon espalmou, Robben cruzou e Lewandowski reclamou de penalti. Nada de falta. Segue o jogo. Dos 6 aos 10’min da etapa inicial foi 100% de posse de bola do Bayern. Incrível!

Porém, aos 11’min, Mandzukic quase abriu o placar. Após roubada de bola italiana, Dybala cruzou e o atacante croata quase abriu o placar. O Bayern respondeu com Müller que fez bela jogada na entrada da grande área, ficou cara a cara com Buffon e tocou para Lewandowski, que perdeu.

Flagrante dos 11 jogadores da Juventus no campo de defesa. (Reprodução EIMAX 2)

Flagrante dos 11 jogadores da Juventus no campo de defesa. (Reprodução EIMAX 2)

Aos 30’min, Bernat bateu bem na entrada da grande área, após cruzamento de Muller. Buffon espalmou, fazendo grande defesa. No fim do primeiro tempo, Robben foi no fundo, cruzou para área, Douglas Costa tocou para trás e Müller bateu rasteiro, abrindo o placar. Bayern 1 a 0.

Fim do primeiro tempo: Domínio total alemão, que SÓ fez 1 gol. Posse de bola 68 a 32% para os bávaros. 3 a 1 em escanteios para os alemães. A Juve pouco assustou.

A etapa final começou sem Marchisio, que saiu com dores para entrada de Hernanes. Melhor transição ofensiva para a “Velha Senhora”. Além da substituição, a postura italiana para a etapa final, era diferente. Adiantada, com a marcação na intermediaria, pressionando e não dando os espaços que deu na primeira etapa.

A intensa marcação aguentou apenas 5 minutos. Após isso, o Bayern retornou o domínio, jogando a Juve para o campo de defesa, que já tinha difuculdades para sair e quando saía, sempre errava passes e dava contra-golpe para os bávaros.

Saida 3

Flagrante da saída de 3 bávara: Vidal afunda entre os “zagueiros” e dá amplitude para os laterais, que avançam. (Reprodução EI MAX2)

Em jogada veloz, aos 8’min, Lewandowski trombou com Bonucci no meio campo, foi acionado, carregou e tocou para Robben, que ajeitou para a canhota e bateu no canto esquerdo de Buffon, sem chances para o arqueiro italiano. Bayern 2 a 0.

Com o gol sofrido, a Velha Senhora foi pra cima. Aos 12’min, Dybala cobrou falta e Neuer espalmou. Kimicch afastou errado e Mandzukic serviu Dybala. O jovem argentino ficou cara a cara com Neuer e tocou na saída do goleiro alemão. 2 a 1.

Daí em diante, o jogo pegou fogo. Mandzukic se entranhou com Lewandowski. A Juve passou a acreditar (e porque não?!) no empate. E foi atrás.

Aos 21’min, contra-ataque alvinegro, Mandzukic tocou para Cuadrado que bateu no alto. Neuer salvou. Pogba quase empatou em seguida. A Juve estava no jogo. Sturaro no lugar de Khedira.

A Juve continuava em cima. Guardiola tirou Bernat e colocou Benatia. Chamou a Juve. Allegri não pensou duas vezes e colocou Sturaro para buscar o empate. Aos 30’min, Kimmich falhou na marcação de novo e deixou Sturaro tocar pro fundo das redes, após cruzamento de Mandzukic.

Ribery entrou no lugar de Douglas Costa, que fez um segundo tempo apagado. Do gol de empate até o fim da partida, houve muito equilibro. A Juve ainda se manteve em busca da virada e o Bayern tentava pelos lados, com Ribery e Robben atuando nas pontas, visando Lewandowski na área. Sem sucesso.

Fim de papo. 2 a 2. Boa vantagem para os alemães, que se classificam com empates em 0 a 0 e 1 a 1. Igualdade em 2 a 2 leva a partida para a prorrogação e pênaltis, se necessário. A partida de volta será na Allianz Arena, a casa do Bayern, no dia 16 de Março.

OBS: Estatísticas tiradas do site da UEFA, aqui.

ESCREVEU DANIEL BARUD —- @BarudDaniel

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Juve fatura segunda taça. Falta a Champions

Leia o post original por Antero Greco

A Juventus de Turim voltou ao esplendor habitual. Nove anos depois de ser rebaixada para a Segunda Divisão por escândalo de arbitragem, o clube de Turim recupera prestígio, manda mais do que nunca no futebol italiano e só nesta temporada faturou dois títulos: o nacional (quarto em seguida) e agora também o da Copa Itália.

A segunda taça veio na noite desta quarta-feira, na final contra a Lazio, disputada no Estádio Olímpico, em Roma. Os 90 minutos não bastaram para indicar o vencedor, já que houve empate por 1 a 1. Nos 30 minutos adicionais, a Juve fez mais um, venceu por 2 a 1 e fez a festa. Para encerrar uma temporada extraordinária, falta a Champions, em disputa no dia 6 de junho, com o Barcelona, em Berlim.

O grupo do técnico Massimiliano Allegri mostra, em cada desafio, autocontrole, maturidade e eficiência suficientes para garantir-lhe sucesso. E, por que não?, aumentar a esperança de derrubar o gigante espanhol no tira-teima continental. Por isso, as proezas domésticas são importantes – no mínimo, para dar mais confiança aos alvinegros.

O jogo com a Lazio nem foi tão emocionante. O início foi a todo vapor, com o gol da Lazio aos 3 minutos (Radu, ao aproveitar cobrança de falta), e o empate da Juve aos 10 (Chiellini, também na sequência de bola parada). Em seguida, houve muita marcação, de lado a lado, com os atacantes pouco acionados e os goleiros sem fazer uma defesa difícil.

A prorrogação foi até mais emocionante, pois Djordjevic mandou uma bomba que superou o goleiro Storari, mas bateu nas duas traves e não entrou. Pouco depois, Matri (que havia entrado no segundo tempo no lugar de Llorente) fez o gol da vitória, ainda no primeiro tempo extra. Até o final, se viu a Lazio na tentativa do empate e dos pênaltis e a Juve a se segurar até fazer a festa por taça que não vencia havia 20 anos. O décimo da história.

A Juve embala para pegar o Barcelona. Pode levar uma surra, diante de adversário poderoso, mas talvez dê mais jogo contra os catalães do que contra a Lazio. Por um motivo simples: contra o rival italiano, houve mesmo estilo e mesma estratégia. Daí, jogo amarrado. Já o Barça ataca, vai pra cima, o que pode abrir espaço para os contragolpes juventinos. A conferir.

Juve na final: lógica e nenhuma surpresa

Leia o post original por Antero Greco

A Juventus foi a Madri, na noite desta quarta-feira, empatou com o Real por 1 a 1 e se classificou para a final da edição de 2014/15 da Champions League. No dia 6 de junho, enfrenta o poderoso Barcelona, em jogo único, em Berlim. Os italianos têm 2 títulos continentais (1985, 1996), contra 4 dos espanhóis (1992, 2006, 2009, 2011).

Surpresa a Juve desbancar o Real Madrid, maior ganhador (10 vezes) da competição e com elenco com estrelas como Cristiano, Benzema e Bale? Só para os desavisados. Quem pôde acompanhar a trajetória da tetracampeã italiana na Champions (além do próprio campeonato doméstico e a Copa Itália), sabia que se trata de uma equipe equilibrada, competente, consciente do que deseja e como alcançar objetivos. Uma reunião de jogadores muito bons.

O técnico Massimiliano Allegri conseguiu formatar um time eficiente, de ponta a ponta. Contou, ainda, com a sorte de ter uma penca de atletas em extraordinária fase, mesmo que alguns estejam na maturidade da profissão. A defesa, a melhor da Champions, tem Buffon, Chiellini, Bonucci, Barzagli, base da Squadra Azzurra. O meio é forte, com Marchisio, Pirlo, Pogba, Vidal. E, na frente, teve um Tevez em grande forma, além do coadjuvante Morata, autor do gol que garantiu a classificação. Mais Pereyra, Evra, Lichesteiner como alternativas.

A Juve resgatou, no Santiago Bernabéu, a tradição de competitividade do futebol italiano. Há tendência, no Brasil inclusive, de olhar clubes espanhóis e ingleses como superiores, brilhantes, enquanto os demais ficam em plano secundário. A concessão é para o Bayern de Munique, e olhe lá. O restante é visto por baixo.

Esqueceram, portanto, da Juventus, que subiu à sombra, sem alarde, com a discrição do treinador. E foi o time sereno que avançou a penúltima etapa antes da final, ao obter o resultado adequado, justo, num jogo em que não permitiu que o Real fosse superior, se impusesse como era esperado.

A Juve não perdeu a cabeça nem quando foi punida com pênalti de Chiellini em James Rodriguez (corretamente assinalado) que Cristiano transformou em gol. Não abriu mão da calma, pressionou, também obrigou Casillas a fazer defesas complicadas e empatou no segundo tempo, com Morata, que preferiu não comemorar por respeito às origens madridistas (uma bobagem). E, esteve mais perto da virada do que o Real de ganhar.

Parabéns, portanto, a um gigante que chega à final. E que vai incomodar o Barcelona.

 

Juventus campeã para incomodar o Real

Leia o post original por Antero Greco

A Juventus sobrou no Campeonato Italiano mais uma vez. Com a vitória por 1 a 0 sobre a Sampdoria, na tarde deste sábado, em Gênova, fez a festa do título com quatro rodadas ainda de competição pela frente. Chegou a 79 pontos, contra 62 de Jazio e 61 da Roma, que jogam no domingo. Não pode ser mais alcançada, portanto, e comemorou o tetracampeonato.

O segredo da hegemonia da Juve nem é tão secreto assim: trata-se de time muito equilibrado. Teve um jogador em fase excepcional – Carlitos Tevez, artilheiro com 20 gols –, além de uma série de atletas eficientes, talentosos e que seguem à perfeição a estratégia do técnico Massimiliano Allegri. Pirlo, Vidal, Pogba, para ficar em três exemplos.

Havia muito, a Juventus não era tão homogênea, da defesa ao ataque. E, o mais importante, conta com mais de 11 jogadores na condição, digamos, de titulares. Allegri com frequência mexe na formação principal, sem que ela caia de produção. Ok, exceto quando não tem o argentino Tevez.

A segurança juventina começa com Buffon, que dispensa comentários. Na zaga, tem o trio Bonucci, Chiellini, Barzagli que se conhece há muito tempo. Fora Cáceres, machucado há meses. Nas laterais, Lichtsteiner não é habilidoso, mas compensa com regularidade, assim como Evra.

Como citei acima, Pirlo, Vidal (autor do gol do título) e Pogba são fundamentais, desde que em forma. O primeiro e o último sofreram com problemas físicos e perderam muitos episódios na temporada. Mas há, ao lado deles, gente como Pereyra, o incansável Marchisio, os esforçados Morata e Llorente.

A Juventus pode não ser empolgante como Barcelona, Bayern ou Real Madrid, mas chegou à semifinal da Champions por mérito. Assim como ganhou outro “scudetto” porque fez tudo certo. Não me surpreenderá se atrapalhar, e muito, a vida do Real nos dois próximos duelos. Impossível chegar à final, em Berlim? Não, essa é possibilidade a ser considerada.