Arquivo da categoria: Mauricio Galiotte

Será que vale a pena mexer no que está dando certo?

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Nem o torcedor palestrino mais otimista imaginava que o Palmeiras iria dar um baita chocolate no Atlético/MG e vencer por 3 a 0. Foi a sexta vitória do time sob o comando do interino Andrey ‘Cebola’ Lopes em sete partidas. Isso mesmo! Venceu quase todos. Nesses jogos o Verdão marcou incríveis 21 gols e só […]

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Por que ninguém quer o Palmeiras???

Rapaz, agora virou moda técnico recusar o Palmeiras. Pelo amor de Deus! Começou no início do ano com o perna-de-anão do Sampaoli, que chegou a negociar, pedir mundos e fundos e depois se arrancou pra Belo Horizonte com a bicicletinha dele. Mas agora com a saída do Luxemburgo a várzea tomou conta. Os caras pegaram […]

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O que vale o título paulista para presidentes de Palmeiras e Corinthians?

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Abaixo, veja o que a eventual conquista do título Paulista vale para os presidentes de Corinthians e Palmeiras, adversários na decisão:

Andrés Sanchez

O título viria no pior momento político de Sanchez no Corinthians desde que assumiu a presidência pela primeira vez.

Em várias fases de pressão contra o grupo do atual presidente, o Renovação e Transparência, a oposição teve sua voz sufocada pelos resultados em campo.

A parada do Estadual por conta da pandemia de Covid-19 aconteceu num momento em que o time corria até o risco de rebaixamento. Durante a suspensão dos jogos, os conselhos Fiscal e de Orientação fizeram pareceres recomendando a rejeição das contas referentes a 2019.

Agora falta o Conselho Deliberativo votar se aceita ou não a orientaação. Se houver reprovação, um processo de impeachment pode ser aberto contra Sanchez.

O clube ainda aguarda a prefeitura autorizar a reunião presencial. Assim, ela deve ocorrer após a final.

Historicamente, Sanchez usa bem politicamente as grandes vitórias em campo. O título em cima do rival daria ao dirigente argumento para tentar defender sua política financeira já que o adversário tem um elenco bem mais caro.

O título também seria importante para Andrés alavancar a candidatura de Duílio Monteiro Alves, diretor de futebol, na eleição de novembro. Seu nome ainda não foi confirmado como candidato.

Maurício Galiotte

O presidente palmeirense tem sido cobrado por ter terminado 2019 com um time caro e que não conquistou títulos. Em meio à pressão Alexandre Mattos, arquiteto do elenco, foi demitido.

Em 2020, o dirigente continuou sendo cobrado por supostamente não ter conseguido se livrar de todos os jogadores que não renderam o esperado, apesar do alto custo.

Galiotte também é criticado por conselheiros e torcedores por, na visão deles, não identificar os motivos que fazem uma equipe milionária não atingir todo o seu potencial.

Críticos pintam o presidente alviverde como um cartola sem influência nos bastidores na comparação com rivais como Sanchez.

Nesse cenário, o fato de o adversário na final ser o Corinthians é perfeito para Galiotte calar quem o critica.

O título daria a ele o argumento de que a reformulação após a saída de Mattos está sendo bem conduzida e de que não há fragilidade nos bastidores em relação ao principal oponente alviverde.

Porém, se o Palmeiras perder pela segunda vez o Paulista com o último jogo em casa para o Corinthians, Galiotte verá a pressão sobre ele aumentar de maneira drástica..

 

Oposição do Palmeiras cobra transparência e explicação sobre gastos

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Um grupo de 36 conselheiros do Palmeiras protocolou no Conselho Deliberativo, na última segunda (18), documento cobrando transparência da diretoria nas contas do clube. Eles também questionam gastos feitos pela gestão de Maurício Galiotte os últimos anos. A maioria dos signatários íntegra a oposição.

O requerimento pede que Seraphim Del Grande, presidente do conselho, cobre a diretoria para que os balancetes financeiros voltem a ser publicados no site do clube, como ocorria até março de 2019. Também é solicitada a criação do “espaço contas abertas” na página alviverde.

A troca da empresa que audita as contas do clube por uma maior, a criação de normas que facilitem os questionamentos de conselheiros para a  diretoria e o fortalecimento dos mecanismos internos de controle também estão entre as solicitações.

“O Palmeiras sempre foi um clube de vanguarda, mas tem retrocedido em
termos de transparência, seja no que diz respeito às nossas finanças ou aos nossos
processos de governança. Estamos bem atrás de outros clubes brasileiros, que já
disponibilizam todo conteúdo para seus torcedores, investidores, parceiros e
sociedade, de forma ampla e didática”, diz trecho do documento.

Os conselheiros querem novos mecanismos de controle que tentem impedir despesas superiores às previstas, como aconteceu em 2019.

“O total das despesas aprovado para o exercício (de 2019) foi de R$ 547 milhões, mas o clube gastou efetivamente R$ 663 milhões, o que representa uma variação
de mais de 21%. Quais os mecanismos de controle orçamentário que o Conselho Deliberativo pode propor para a diretoria executiva?”, indagam os conselheiros no requerimento.

Eles também atacam a diferença entre a previsão superavitária para 2019 e o resultado obtido.

“O superávit previsto no mesmo orçamento era de R$ 15,3 milhões, mas ficou em apenas R$ 1,7 milhão. Ressalte-se que o orçamento apresentado foi classificado pela diretoria executiva como “conservador” e não incluía os direitos de transmissão com a Rede Globo. Ou seja, sem os R$ 55 milhões a mais recebidos nesta linha de receitas (que, aparentemente, não trazem novas despesas consigo), entende-se que a SEP teria encerrado o ano com prejuízo. Quais foram as rubricas responsáveis por essa diferença tão grande?”, escreveram os conselheiros.

Eles atacam o crescimento dos gastos do Palmeiras nós últimos anos.

Para ilustrar seus questionamentos sobre os gastos da agremiação, os conselheiros adicionaram gráficos ao documento. Segundo um deles, o superávit do clube caiu de R$ 90 milhões em 2016 para R$ 1,7 milhão em 2019.

Em outro gráfico, usando a Pluri Consultoria como fonte, os conselheiros apontam que a dívida líquida do Palmerias teria subido de R$ 395 milhões em 2016, com Paulo Nobre na presidência, para R$ 501 milhões no ano passado.

Os signatários afirmam que os efeitos da pandemia de Covid-19 aumentam a necessidade de um controle melhor das finanças. Eles pedem uma resposta para suas colocações em até 15 dias.

 

Ataque, experiência e apoio da velha guarda ajudaram Luxa a ganhar vaga

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Assim que Maurício Galiotte, chegou à conclusão de que deveria demitir Mano Menezes, o presidente do Palmeiras e seus diretores mais próximos avaliaram que o time precisava de um treinador experiente e com traquejo para lidar com medalhões, características ostentadas por Jorge Sampaoli. Outra análise era sobre a necessidade de resgatar o que os cartolas chamam de “DNA” ofensivo da agremiação. O gosto pelo ataque se perdeu, na opinião desses dirigentes, com técnicos como Felipão, Cuca e Mano Menezes.

Na lista para o perfil ideal também estava ter a simpatia da torcida. Mano enfrentou resistência desde que chegou. Parte dos torcedores vinculava a imagem dele ao rival Corinthians, clube no qual teve passagem vitoriosa.

Olhando cada item, os cartolas alviverdes logo viram que Jorge Sampaoli preenchia esses requisitos. A ofensividade costuma ser a essência de suas equipes. Como treinador das seleções de Chile e Argentina, o trabalho com medalhões faz parte do currículo do ex-santista. Ele já teve até Messi sob seu comando.

Apesar de não ter vínculo com o Palmeiras, é fácil perceber a simpatia da maioria dos torcedores brasileiros pelo trabalho de Sampaoli, principalmente graças ao estilo ofensivo. Logo a conclusão foi de que o argentino deveria ser o primeiro alvo. Mas já existia uma quedinha por Vanderlei Luxemburgo. Não deu certo com Sampaoli. Então, uma nova olhada na lista de características desejadas para o novo técnico fortaleceu o ex-vascaíno.

Porém, havia uma ala no clube que queria Miguel Angél Ramírez. O treinador do Independiente del Valle passou no teste da ofensividade e chegou a ganhar ares de favorito. No entanto, o espanhol de 35 anos está em começo de carreira. Nesse quesito perdeu pontos em relação a Luxemburgo, de 67 anos e dono de um dos currículos mais extensos e vitoriosos do futebol brasileiro. Vanderlei também levou vantagem na comparação por ter trabalhado com inúmeros medalhões, muitos deles no alviverde e até no Real Madrid.

Galiotte, que já via com simpatia a ideia de trazer o ex-técnico do Vasco, foi encorajado por pessoas próximas com outros argumentos que remetem ao perfil traçado inicialmente para o substituto de Mano Menezes. Além da experiência, Luxa é famoso por montar times ofensivos. Fez isso no próprio alviverde. Nesse ponto ganhou força o argumento de que ele é capaz de fazer florescer novamente a ofensividade palmeirense.

Conselheiros que trabalharam com Luxemburgo em passagens antigas pelo clube também ajudaram na decisão. A velha guarda falou maravilhas do técnico, ainda que às vezes fosse feita a ressalva de que “ele precisa estar focado”.

Os troféus levantados por Luxa como treinador do Palmeiras sustentam um relação de carinho com a torcida. Porém, nas redes sociais, parcela significativa da torcida demonstrou rejeição ao retorno dele. Nesse aspecto, Galiotte chegou a ouvir o argumento de que a opinião pública foi importante para a decisão de demitir Mano e Alexandre Mattos porque a pressão era enorme para isso. Mas que o presidente deveria se preocupar menos no momento da contratação porque nenhum nome seria unanimidade na torcida e no conselho. Por fim, Luxemburgo foi contratado.

Opinião: demissões derrubam discurso de que Galiotte resiste a pressões

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As demissões de Alexandre Mattos e Mano Menezes derrubam a imagem que Maurício Galiotte tentava construir de dirigente que não cede a pressões. Esse era o discurso em seu entorno para justificar principalmente a manutenção do diretor executivo de futebol diante das cobranças de parte da diretoria e da torcida para afastar o funcionário palmeirense.

O clima que antecedeu as demissões era de pura pressão. Cadeira voando no gramado do Allianz Parque, placar mostrando 3 a 1 para o Flamengo, torcedores protestando diante do camarote da direção do Palmeiras e o temor de novos protestos da Mancha Alviverde.

Antes mesmo do final da partida contra os rubro-negros, a conversa entre cartolas no estádio palmeirense era de que o resultado deveria provocar protestos mais pesados da principal organizada do clube tendo como alvos principais endereços ligados a Galiotte e Mattos. Na semana passada, torcedores deixaram bananas na empresa do presidente. O ex-diretor executivo de futebol já tinha enfrentado manifestações em frente ao condomínio em que mora.

O anúncio das demissões soterrou a conversa propagada pela tropa de choque do presidente de que suas decisões são puramente técnicas e que ele faria uma avaliação do desempenho dos profissionais do departamento de futebol depois do final do Brasileirão. Acuado, o cartola adotou as medidas radicais faltando apenas duas rodadas para o término do campeonato nacional.

Na opinião deste blogueiro, nada justifica a decisão de não esperar o fim da temporada, tão próximo, para refazer o planejamento a não ser as pressões interna e externa. Ficou no ar o cheiro de que Galiotte temia o que poderia acontecer nas horas seguintes à derrota para o Flamengo se não entregasse as cabeças de Mattos e Mano.

A entrevista dada pelo cartola com uma postura firme e cobranças ao elenco é uma demonstração de mudança de atitude no auge do cerco ao dirigente. Ele sofre críticas internas de integrantes da diretoria por não ter dado uma entrevista coletiva enérgica após a confirmação da perda do título brasileiro e por ter deixado a missão para Mattos. Cobriu a lacuna agora.

Alguns dos dirigentes mais descontentes com Galiotte se animaram com a reação do presidente ao fracasso em casa diante do atual campeão brasileiro. Ouviram o que queriam. Porém, o dirigente terá que manter a nova postura na próxima temporada para evitar a retomada do fogo amigo.

Parte dos diretores dá razão a torcedores que chamam Galiotte de banana

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Parte dos diretores de Maurício Galiotte no Palmeiras avalia como justos os protestos de torcedores que chamam o presidente do clube de “banana“. Esses aliados do cartola consideram que ele  merece a crítica por não se manifestar nos últimos dias sobre o atual momento do time. Faz parte da avaliação o fato de a palavra oficial da direção após a confirmação  da perda do título brasileiro ter sido dada em recente entrevista por Alexandre Mattos, diretor executivo de futebol e que tem sua demissão pedida por muitos conselheiros do clube faz tempo.

O blog ouviu de dois cartolas alinhados com Galiotte e que pediram para não serem identificados que o presidente deixa o dirigente remunerado agir como se fosse Mattos o principal responsável pela agremiação.

Uma das posições que os insatisfeitos cobram de Maurício é em relação a quem vai comandar o time no próximo ano. A opinião é de que ele deveria dar uma entrevista e anunciar a permanência de Mano Menezes para estancar especulações sobre uma possível mudança na comissão técnica.

À suposta omissão é somado o fato de, com investimento alto, o Palmeiras ter passado o ano sem levantar uma taça. Nesse ponto, voltam as cobranças relacionadas a Mattos.

O discurso é de que o diretor executivo tem seus acertos desde que chegou ao clube, mas que abusa de contratações caras e que especialmente neste ano elas não deram resultado, já que a equipe passou 2019 em branco. Existe ainda a preocupação com as finanças, pois o clube acumula deficit em 2019. Também gera incômodo a não publicação de balancetes financeiros periódicos no site alviverde.

Mattos é visto pelos descontentes como um profissional que tem carta branca para fazer o que quer e nunca é cobrado publicamente pelo presidente. Galiotte já recebeu até a sugestão de formar uma comissão de conselheiros para supervisionar o trabalho do funcionário, mas não a aceitou e é criticado por supostamente não ter pulso firme com o subordinado.

Diretores que criticam o presidente neste momento dizem internamente estarem incomodados também porque são cobrados por sócios e esperavam que, com um posicionamento oficial, Maurício respondesse a eles.

Nesse cenário, aliados do mandatário palmeirense apontam que ele sofre grande risco de murchar politicamente caso não mude de postura.

Galiotte

Por meio de sua assessoria de imprensa, o presidente afirmou que não comentaria as críticas.

Porém, segundo fonte ligada a Galiotte, o cartola entende que faz parte das atribuições de Mattos se pronunciar oficialmente pelo departamento de futebol. Assim, não teria havido omissão por parte do mandatário, que em outras oportunidades se pronunciou.

Sobre os pedidos de demissão do diretor executivo, o discurso é de que o presidente não age sob pressão e toma decisões técnicas.  A renovação com a Globo e a troca da Adidas pela Puma são episódios usados para exemplificar esse modo de agir.

Também segundo pessoa próxima a Galiotte, o cartola entende que o deficit atual pode diminuir ou ser anulado até o final do ano.

Internamente, o presidente justifica o momento deficitário pela estratégia de investir alto em contratações e na manutenção de em busca de títulos.

Pagamentos de dívidas feitas em gestões passadas e receitas que não atingiram a expectativa, como a comercialização de placas de publicidade, também entram no bolo.

O argumento usado por Galiotte nos bastidores é de que a não conquista de taças nesta temporada não significa que a situação saiu do controlo. Isso porque o risco era calculado e administrável.

A respeito de os balancetes financeiros não estarem sendo publicados, a mesma fonte ligada ao presidente  diz que o procedimento é comum entre os clubes e que todos os dados são exibidos ao CPF (Conselho de Orientação e Fiscalização).

Caso Blackstar: Palmeiras diz em ação que foi claro o risco de Crefisa sair

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Em ação judicial na qual o ex-vice-presidente Genaro Marino contesta sua suspensão do clube por um ano, o Palmeiras alega que correu grave risco de perder o patrocínio da Crefisa no ano passado.

A chance de ficar sem a poderosa parceira foi citada no processo pelos advogados palmeirenses para justificar o procedimento que culminou com a punição a Genaro, candidato derrotado por Maurício Galiotte no pleito de novembro de 2019. Às vésperas da votação, o opositor apresentou ao clube proposta da Blackstar, empresa disposta a pagar R$ 1 bilhão por um contrato de patrocínio válido por dez anos. Após ser reeleito, o atual presidente cancelou as negociações acusando a companhia de apresentar garantias bancárias falsas.

Na contestação que a defesa do Palmeiras apresentou em relação às alegações de Genaro e outros cartolas punidos, é alegado que o caso precisou ser investigado, após pedido de conselheiros, porque a proposta teria influenciado o voto de parte dos eleitores. “Além disso, houve claro risco de perda da renovação do atual patrocínio da associação, situação grave na visão dos associados”, aponta trecho do documento apresentado à Justiça.

Procurada por meio de sua assessoria de imprensa, Leila Pereira, presidente da Crefisa, afirmou que não se manifestaria sobre o assunto. Depois de Galiotte fechar as portas para a Blackstar, a atual atual patrocinadora renovou com o alviverde, ao lado da FAM, também controlada por Leila e seu marido, José Roberto Lamacchia, até 2021.

O casal integra o Conselho Deliberativo do Palmeiras, está alinhado com Galiotte e Leila deve ser apoiada por ele como candidata à presidência do clube. Por sua vez, Genaro afirma que a suspensão tratou-se de uma retaliação política. Ele nega que as garantias apresentadas pela Blackstar eram falsas.

Na ação na Justiça, os conselheiros Ricardo Galassi e José Carlos Tomaselli, advertidos pelo conselho por participação no caso Blackstar, tentam junto com Genaro anular a reunião do conselho em que o trio foi punido.

Entre seus argumentos, o ex-vice alega que foi suspenso como conselheiro, não como associado e que não foi atingido o quórum exigido na reunião em que foi determinada sua suspensão. O departamento jurídico do Palmeiras contestou as duas afirmações.

A defesa palmeirense também cita a autonomia da agremiação para definir suas regras internas e a obrigação de associados, como Genaro, de seguirem o regulamento. “Logo, não compete ao poder judiciário intervir, de modo a suprimir o procedimento administrativo previsto no próprio estatuto social do clube, notadamente quando exercido amplo direito de defesa”, afirmam os advogados do Palmeiras. Genaro alegou na ação que seu direito de defesa foi prejudicado durante o procedimento interno.

Sob pressão, Mattos responde a questões de grupo de conselheiros em reunião

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Com Danilo Lavieri, do UOL, em São Paulo

Pressionado no cargo, Alexandre Mattos encarou perguntas de conselheiros do Palmeiras numa reunião com cerca de 50 membros do Conselho Deliberativo na última terça (22). O encontro foi marcado pelo presidente Maurício Galiotte, que deu preferência a membros da situação ao fazer os convites. Mesmo assim, aconteceram questionamentos críticos. Além do diretor de futebol, foram convocados para detalhar o funcionamento do departamento de futebol chefes de áreas.

Membro do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização), Carlos Degon, foi um dos mais críticos nos questionamentos ao dirigente, conforme apurou o blog. O conselheiro mostrou descontentamentos pontuais em relação à gestão de Mattos, principalmente no que diz respeito ao desempenho esportivo palmeirense. Procurado pelo blog, Degon afirmou que só se manifesta sobre questões internas no Conselho Deliberativo. Mattos também não quis falar sobre o tema.

O dirigente fez uma apresentação a respeito das atividades do futebol alviverde. Em clima pacífico, ele e outros membros do departamento responderam a questões sobre reforços criticados, jogadores lesionados e custos das contratações, entre outras perguntas. Mattos respondeu até sobre comparações entre reforços palmeirenses e flamenguistas. O cartola afirmou entender que trouxe atletas de alto nível para esta temporada.

Outro questionamento feito foi sobre o diretor remunerado ter alugado dois apartamentos para membros da comissão técnica que tiveram pedidos de reajustes em seus auxílios-moradia feitos por ele, como revelou o blog. Mattos nega haver conflito de interesses nesse ato.

Entre os presentes para falar com os conselheiros também estavam Galiotte, Gustavo Nicoline, analista de desempenho, Gustavo Magliocca, médico, Jomar Ottoni, coordenador de fisioterapia, Cícero Souza, gerente de futebol, e João Paulo Sampaio, coordenador das categorias de base.

Para pelo menos dois membros da diretoria, a reunião foi feita numa tentativa de aliviar a pressão sobre Mattos, já que conselheiros situacionistas e oposicionistas cobravam explicações do dirigente, além de criticá-lo. Por essa lógica, o cartola ganhou uma chance de se defender pessoalmente das críticas e tentar mudar a opinião de pelo menos parte dos descontentes. Há até uma corrente que quer uma reunião extraordinária do Conselho Deliberativo para debater a questão dos aluguéis e outros temas envolvendo o diretor.

No entorno de Galiotte, no entanto, essa versão é negada. A explicação é de que o presidente entende que a maioria dos conselheiros não sabe como funciona o departamento de futebol e decidiu, faz cerca de duas semanas, convocar os funcionários para apresentarem os procedimentos adotados no clube.  Por essa versão, o foco não era só sobre Mattos, por isso outros funcionários compareceram e responderam a questões.

Por meio do departamento de comunicação do Palmeiras, o presidente afirmou que não se manifestaria sobre o tema. Outras reuniões com mais conselheiros deverão acontecer.

 

Aliados de Galiotte temem isolamento político de presidente por Mattos

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A insistência de Maurício Galiotte em bancar Alexandre Mattos gera temor em parte de membros da atual diretoria do Palmeiras e em conselheiros alinhados com o presidente alviverde de que ele fique isolado politicamente. Isso porque é grande a insatisfação dos apoiadores do cartola com o atual diretor de futebol.

A preocupação é a de que haja uma fuga em massa do grupo de apoio ao presidente por conta da rejeição a Mattos. Os descontentes já deixaram claro para o dirigente acreditarem que o ciclo do diretor de futebol no clube acabou. Boa parte dos críticos até defende que ele termine a temporada no cargo, mas seja desligado no final do ano.

É forte a corrente que considera que Mattos fez bons trabalhos para o clube, mas que, além de falhas em outros anos, em 2019 errou muito em contratações e que está desgastado no clube. A revelação feita pelo blog de que o cartola remunerado aluga apartamentos para dois membros da comissão técnica que tiveram aumentos de auxílio moradia pedidos por ele aumentou a cobrança por sua demissão.

Caso ela não aconteça existe o receio de que o presidente tenha dificuldades para administrar o clube sem o mesmo apoio que possui agora até o fim de 2021, quando termina seu mandato. Consequentemente, o eventual isolamento do cartola poderia ter reflexo em sua sucessão.

A esperança dos críticos de Mattos alinhados com o presidente de que ele anuncie a saída do diretor de futebol após o Brasileirão reside principalmente no fato de Galiotte ser considerado um dirigente que faz boa leitura da política ao seu redor. Ou seja, além de avaliar o trabalho de Mattos, ele estaria atento aos efeitos políticos de sua permanência ou da decisão de trocar o comando do futebol.