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Opinião: demissões derrubam discurso de que Galiotte resiste a pressões

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As demissões de Alexandre Mattos e Mano Menezes derrubam a imagem que Maurício Galiotte tentava construir de dirigente que não cede a pressões. Esse era o discurso em seu entorno para justificar principalmente a manutenção do diretor executivo de futebol diante das cobranças de parte da diretoria e da torcida para afastar o funcionário palmeirense.

O clima que antecedeu as demissões era de pura pressão. Cadeira voando no gramado do Allianz Parque, placar mostrando 3 a 1 para o Flamengo, torcedores protestando diante do camarote da direção do Palmeiras e o temor de novos protestos da Mancha Alviverde.

Antes mesmo do final da partida contra os rubro-negros, a conversa entre cartolas no estádio palmeirense era de que o resultado deveria provocar protestos mais pesados da principal organizada do clube tendo como alvos principais endereços ligados a Galiotte e Mattos. Na semana passada, torcedores deixaram bananas na empresa do presidente. O ex-diretor executivo de futebol já tinha enfrentado manifestações em frente ao condomínio em que mora.

O anúncio das demissões soterrou a conversa propagada pela tropa de choque do presidente de que suas decisões são puramente técnicas e que ele faria uma avaliação do desempenho dos profissionais do departamento de futebol depois do final do Brasileirão. Acuado, o cartola adotou as medidas radicais faltando apenas duas rodadas para o término do campeonato nacional.

Na opinião deste blogueiro, nada justifica a decisão de não esperar o fim da temporada, tão próximo, para refazer o planejamento a não ser as pressões interna e externa. Ficou no ar o cheiro de que Galiotte temia o que poderia acontecer nas horas seguintes à derrota para o Flamengo se não entregasse as cabeças de Mattos e Mano.

A entrevista dada pelo cartola com uma postura firme e cobranças ao elenco é uma demonstração de mudança de atitude no auge do cerco ao dirigente. Ele sofre críticas internas de integrantes da diretoria por não ter dado uma entrevista coletiva enérgica após a confirmação da perda do título brasileiro e por ter deixado a missão para Mattos. Cobriu a lacuna agora.

Alguns dos dirigentes mais descontentes com Galiotte se animaram com a reação do presidente ao fracasso em casa diante do atual campeão brasileiro. Ouviram o que queriam. Porém, o dirigente terá que manter a nova postura na próxima temporada para evitar a retomada do fogo amigo.

Parte dos diretores dá razão a torcedores que chamam Galiotte de banana

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Parte dos diretores de Maurício Galiotte no Palmeiras avalia como justos os protestos de torcedores que chamam o presidente do clube de “banana“. Esses aliados do cartola consideram que ele  merece a crítica por não se manifestar nos últimos dias sobre o atual momento do time. Faz parte da avaliação o fato de a palavra oficial da direção após a confirmação  da perda do título brasileiro ter sido dada em recente entrevista por Alexandre Mattos, diretor executivo de futebol e que tem sua demissão pedida por muitos conselheiros do clube faz tempo.

O blog ouviu de dois cartolas alinhados com Galiotte e que pediram para não serem identificados que o presidente deixa o dirigente remunerado agir como se fosse Mattos o principal responsável pela agremiação.

Uma das posições que os insatisfeitos cobram de Maurício é em relação a quem vai comandar o time no próximo ano. A opinião é de que ele deveria dar uma entrevista e anunciar a permanência de Mano Menezes para estancar especulações sobre uma possível mudança na comissão técnica.

À suposta omissão é somado o fato de, com investimento alto, o Palmeiras ter passado o ano sem levantar uma taça. Nesse ponto, voltam as cobranças relacionadas a Mattos.

O discurso é de que o diretor executivo tem seus acertos desde que chegou ao clube, mas que abusa de contratações caras e que especialmente neste ano elas não deram resultado, já que a equipe passou 2019 em branco. Existe ainda a preocupação com as finanças, pois o clube acumula deficit em 2019. Também gera incômodo a não publicação de balancetes financeiros periódicos no site alviverde.

Mattos é visto pelos descontentes como um profissional que tem carta branca para fazer o que quer e nunca é cobrado publicamente pelo presidente. Galiotte já recebeu até a sugestão de formar uma comissão de conselheiros para supervisionar o trabalho do funcionário, mas não a aceitou e é criticado por supostamente não ter pulso firme com o subordinado.

Diretores que criticam o presidente neste momento dizem internamente estarem incomodados também porque são cobrados por sócios e esperavam que, com um posicionamento oficial, Maurício respondesse a eles.

Nesse cenário, aliados do mandatário palmeirense apontam que ele sofre grande risco de murchar politicamente caso não mude de postura.

Galiotte

Por meio de sua assessoria de imprensa, o presidente afirmou que não comentaria as críticas.

Porém, segundo fonte ligada a Galiotte, o cartola entende que faz parte das atribuições de Mattos se pronunciar oficialmente pelo departamento de futebol. Assim, não teria havido omissão por parte do mandatário, que em outras oportunidades se pronunciou.

Sobre os pedidos de demissão do diretor executivo, o discurso é de que o presidente não age sob pressão e toma decisões técnicas.  A renovação com a Globo e a troca da Adidas pela Puma são episódios usados para exemplificar esse modo de agir.

Também segundo pessoa próxima a Galiotte, o cartola entende que o deficit atual pode diminuir ou ser anulado até o final do ano.

Internamente, o presidente justifica o momento deficitário pela estratégia de investir alto em contratações e na manutenção de em busca de títulos.

Pagamentos de dívidas feitas em gestões passadas e receitas que não atingiram a expectativa, como a comercialização de placas de publicidade, também entram no bolo.

O argumento usado por Galiotte nos bastidores é de que a não conquista de taças nesta temporada não significa que a situação saiu do controlo. Isso porque o risco era calculado e administrável.

A respeito de os balancetes financeiros não estarem sendo publicados, a mesma fonte ligada ao presidente  diz que o procedimento é comum entre os clubes e que todos os dados são exibidos ao CPF (Conselho de Orientação e Fiscalização).

Caso Blackstar: Palmeiras diz em ação que foi claro o risco de Crefisa sair

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Em ação judicial na qual o ex-vice-presidente Genaro Marino contesta sua suspensão do clube por um ano, o Palmeiras alega que correu grave risco de perder o patrocínio da Crefisa no ano passado.

A chance de ficar sem a poderosa parceira foi citada no processo pelos advogados palmeirenses para justificar o procedimento que culminou com a punição a Genaro, candidato derrotado por Maurício Galiotte no pleito de novembro de 2019. Às vésperas da votação, o opositor apresentou ao clube proposta da Blackstar, empresa disposta a pagar R$ 1 bilhão por um contrato de patrocínio válido por dez anos. Após ser reeleito, o atual presidente cancelou as negociações acusando a companhia de apresentar garantias bancárias falsas.

Na contestação que a defesa do Palmeiras apresentou em relação às alegações de Genaro e outros cartolas punidos, é alegado que o caso precisou ser investigado, após pedido de conselheiros, porque a proposta teria influenciado o voto de parte dos eleitores. “Além disso, houve claro risco de perda da renovação do atual patrocínio da associação, situação grave na visão dos associados”, aponta trecho do documento apresentado à Justiça.

Procurada por meio de sua assessoria de imprensa, Leila Pereira, presidente da Crefisa, afirmou que não se manifestaria sobre o assunto. Depois de Galiotte fechar as portas para a Blackstar, a atual atual patrocinadora renovou com o alviverde, ao lado da FAM, também controlada por Leila e seu marido, José Roberto Lamacchia, até 2021.

O casal integra o Conselho Deliberativo do Palmeiras, está alinhado com Galiotte e Leila deve ser apoiada por ele como candidata à presidência do clube. Por sua vez, Genaro afirma que a suspensão tratou-se de uma retaliação política. Ele nega que as garantias apresentadas pela Blackstar eram falsas.

Na ação na Justiça, os conselheiros Ricardo Galassi e José Carlos Tomaselli, advertidos pelo conselho por participação no caso Blackstar, tentam junto com Genaro anular a reunião do conselho em que o trio foi punido.

Entre seus argumentos, o ex-vice alega que foi suspenso como conselheiro, não como associado e que não foi atingido o quórum exigido na reunião em que foi determinada sua suspensão. O departamento jurídico do Palmeiras contestou as duas afirmações.

A defesa palmeirense também cita a autonomia da agremiação para definir suas regras internas e a obrigação de associados, como Genaro, de seguirem o regulamento. “Logo, não compete ao poder judiciário intervir, de modo a suprimir o procedimento administrativo previsto no próprio estatuto social do clube, notadamente quando exercido amplo direito de defesa”, afirmam os advogados do Palmeiras. Genaro alegou na ação que seu direito de defesa foi prejudicado durante o procedimento interno.

Sob pressão, Mattos responde a questões de grupo de conselheiros em reunião

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Com Danilo Lavieri, do UOL, em São Paulo

Pressionado no cargo, Alexandre Mattos encarou perguntas de conselheiros do Palmeiras numa reunião com cerca de 50 membros do Conselho Deliberativo na última terça (22). O encontro foi marcado pelo presidente Maurício Galiotte, que deu preferência a membros da situação ao fazer os convites. Mesmo assim, aconteceram questionamentos críticos. Além do diretor de futebol, foram convocados para detalhar o funcionamento do departamento de futebol chefes de áreas.

Membro do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização), Carlos Degon, foi um dos mais críticos nos questionamentos ao dirigente, conforme apurou o blog. O conselheiro mostrou descontentamentos pontuais em relação à gestão de Mattos, principalmente no que diz respeito ao desempenho esportivo palmeirense. Procurado pelo blog, Degon afirmou que só se manifesta sobre questões internas no Conselho Deliberativo. Mattos também não quis falar sobre o tema.

O dirigente fez uma apresentação a respeito das atividades do futebol alviverde. Em clima pacífico, ele e outros membros do departamento responderam a questões sobre reforços criticados, jogadores lesionados e custos das contratações, entre outras perguntas. Mattos respondeu até sobre comparações entre reforços palmeirenses e flamenguistas. O cartola afirmou entender que trouxe atletas de alto nível para esta temporada.

Outro questionamento feito foi sobre o diretor remunerado ter alugado dois apartamentos para membros da comissão técnica que tiveram pedidos de reajustes em seus auxílios-moradia feitos por ele, como revelou o blog. Mattos nega haver conflito de interesses nesse ato.

Entre os presentes para falar com os conselheiros também estavam Galiotte, Gustavo Nicoline, analista de desempenho, Gustavo Magliocca, médico, Jomar Ottoni, coordenador de fisioterapia, Cícero Souza, gerente de futebol, e João Paulo Sampaio, coordenador das categorias de base.

Para pelo menos dois membros da diretoria, a reunião foi feita numa tentativa de aliviar a pressão sobre Mattos, já que conselheiros situacionistas e oposicionistas cobravam explicações do dirigente, além de criticá-lo. Por essa lógica, o cartola ganhou uma chance de se defender pessoalmente das críticas e tentar mudar a opinião de pelo menos parte dos descontentes. Há até uma corrente que quer uma reunião extraordinária do Conselho Deliberativo para debater a questão dos aluguéis e outros temas envolvendo o diretor.

No entorno de Galiotte, no entanto, essa versão é negada. A explicação é de que o presidente entende que a maioria dos conselheiros não sabe como funciona o departamento de futebol e decidiu, faz cerca de duas semanas, convocar os funcionários para apresentarem os procedimentos adotados no clube.  Por essa versão, o foco não era só sobre Mattos, por isso outros funcionários compareceram e responderam a questões.

Por meio do departamento de comunicação do Palmeiras, o presidente afirmou que não se manifestaria sobre o tema. Outras reuniões com mais conselheiros deverão acontecer.

 

Aliados de Galiotte temem isolamento político de presidente por Mattos

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A insistência de Maurício Galiotte em bancar Alexandre Mattos gera temor em parte de membros da atual diretoria do Palmeiras e em conselheiros alinhados com o presidente alviverde de que ele fique isolado politicamente. Isso porque é grande a insatisfação dos apoiadores do cartola com o atual diretor de futebol.

A preocupação é a de que haja uma fuga em massa do grupo de apoio ao presidente por conta da rejeição a Mattos. Os descontentes já deixaram claro para o dirigente acreditarem que o ciclo do diretor de futebol no clube acabou. Boa parte dos críticos até defende que ele termine a temporada no cargo, mas seja desligado no final do ano.

É forte a corrente que considera que Mattos fez bons trabalhos para o clube, mas que, além de falhas em outros anos, em 2019 errou muito em contratações e que está desgastado no clube. A revelação feita pelo blog de que o cartola remunerado aluga apartamentos para dois membros da comissão técnica que tiveram aumentos de auxílio moradia pedidos por ele aumentou a cobrança por sua demissão.

Caso ela não aconteça existe o receio de que o presidente tenha dificuldades para administrar o clube sem o mesmo apoio que possui agora até o fim de 2021, quando termina seu mandato. Consequentemente, o eventual isolamento do cartola poderia ter reflexo em sua sucessão.

A esperança dos críticos de Mattos alinhados com o presidente de que ele anuncie a saída do diretor de futebol após o Brasileirão reside principalmente no fato de Galiotte ser considerado um dirigente que faz boa leitura da política ao seu redor. Ou seja, além de avaliar o trabalho de Mattos, ele estaria atento aos efeitos políticos de sua permanência ou da decisão de trocar o comando do futebol.

Galiotte é criticado por aliados por postura em caso dos aluguéis de Mattos

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Maurício Galiotte desagradou até membros da situação no Palmeiras com a forma como tratou o caso dos aluguéis de Alexandre Mattos a funcionários que tiveram reajuste de auxílio-moradia pedidos pelo diretor de futebol, como revelou o blog. A avaliação é semelhante à da oposição: o presidente alviverde teria tratado do tema superficialmente.

O desejo de parte dos aliados do cartola era de que ele demonstrasse mais preocupação com o caso se prontificando a buscar mais informações. Porém, Galiotte apenas disse em entrevista no último sábado que a questão dos aluguéis é pessoal, não tem a ver com o clube. Sobre os reajustes, o dirigente afirmou que eles são concedidos de maneira técnica, passando por outros setores da administração. Ou seja, Mattos pode solicitar os aumentos, mas não é dele a palavra final. O diretor tem a mesma argumentação para defender que não houve irregularidade em seus atos.

Apesar da pressão, Galiotte já sinalizou internamente que não irá mudar de postura. Conforme o blog apurou, o presidente só resolveu se manifestar após a vitória por 1 a 0 sobre o Botafogo para brecar comentários de que ele estava estudando a demissão de Mattos. Com sua fala discreta, o dirigente evitou jogar mais lenha na fogueira.

Também de acordo com apuração do blog, o mandatário alviverde entende que o caso dos aluguéis não deve interferir em sua avaliação sobre o trabalho do diretor de futebol. Para ele a análise deve levar em conta o histórico de Mattos no clube, sua atuação na reestruturação de diferentes áreas, incluindo as categorias de base e, claro, contratações e desempenho do time.

Galiotte concorda que houve erros em algumas contratações em 2019, mas acredita que deve ser colocado na balança todo o trabalho do dirigente desde sua chegada ao clube. E o presidente já elogiou várias vezes a atuação dele no período.

Porém, na diretoria há quem entenda que a atual temporada deva ter peso maior nessa reflexão. Quem pensa assim acredita no encerramento da ‘era Mattos’ no Palmeiras após o Brasileirão deste ano.

Conselheiros cobram reunião extraordinária para discutir aluguéis de Mattos

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A revelação feita pelo blog de que Alexandre Mattos aluga dois apartamentos para membros da comissão técnica do Palmeiras que tiveram aumentos em auxílio moradia pedidos por ele aumentou a pressão política no clube contra o diretor de futebol. Conselheiros de diferentes alas cobram que explicações sobre o episódio sejam dadas ao Conselho Deliberativo.

A ideia é convocar o presidente do clube, Maurício Galiotte, além de Mattos, para falar ao órgão. A convocação de funcionários não é comum. Além de ouvir ambos sobre o tema, o desejo é de que a direção apresente documentos, como as requisições de aumentos de auxílio moradia feitas para o auxiliar técnico Andrey Lopes e o treinador de goleiros Oscar Sevory Nunes Rodriguez. Os dois moram em apartamentos de propriedade de Mattos.

“Fui procurado por conselheiros que querem uma reunião extraordinária sobre esse assunto e tudo o que está acontecendo no departamento de futebol, como os gastos com contratações. Expliquei que para isso é preciso um pedido assinado por pelo menos 60 conselheiros ou mil sócios. Muitos querem fazer o abaixo-assinado, mas nada foi protocolado até agora”, disse ao blog Seraphim Carlos Del Grande, presidente do Conselho Deliberativo do Palmeiras.

“O sentimento entre os conselheiros é de que precisamos pedir explicações. Temos que saber se essa prática (reajuste de auxílio-moradia) acontece com outros funcionários do clube. É necessário que o conselho tenha acesso a toda a documentação sobre o assunto. Não estou dizendo que há algo de irregular, mas essa documentação precisa ser franqueada para o conselho. Quanto antes tudo for esclarecido, com transparência, melhor será para o Palmeiras”, disse o conselheiro Luiz Fernando Marrey Moncau.

O pronunciamento de Galiotte sobre o assunto também gerou insatisfação em parte dos integrantes do conselho. O presidente palmeirense disse em entrevista que a questão dos aluguéis não diz respeito ao clube. Afirmou também que os aumentos de auxílio-moradia passam por um processo técnico. O cartola completou dizendo que “as coisas no Palmeiras são sérias”.

“Foi uma explicação rasa porque o dinheiro (referente ao auxílio-moradia) é do clube, os funcionários também. Então não é tão simples”, afirmou Moncau. “Se o presidente acha que é normal, é a opinião dele. Mas não entendo assim. Acho que pode ser legal, mas não é dentro da normalidade”, opinou Seraphim. O presidente do Conselho Deliberativo já teve um áudio vazado criticando a atuação de Mattos no comando do futebol palmeirense. Por meio da assessoria de imprensa do Palmeiras, Galiotte afirmou que não comentaria o assunto.

Lista de dispensas e novos reforços começam a surgir no Palmeiras

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É incrível como os dirigentes deixam vazar informações nos momentos mais complicados do clube. Vejam o caso do Palmeiras, que está na vice-liderança e brigando com o Flamengo pelo título do Brasileirão. Soube por fontes quentes lá de dentro que o técnico Mano Menezes já começou a planejar o elenco para a próxima temporada – algo bem comum já que estamos em meados de outubro, diga-se de passagem!. Uma provável lista de dispensas estaria nas mãos do presidente Maurício Galiotte. Nela teriam os nomes dos veteranos Jaílson, Prass e Edu Dracena; além de quem é pouco aproveitado como o zagueiro […]

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Quatro estratégias de Galiotte para combater crise palmeirense

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Para aliados de Maurício Galiotte, o presidente palmeirense conseguiu evitar que a crise no clube provocada pela eliminação na Libertadores diante do Grêmio seguida pela derrota por 3 a 0 para o Flamengo, no Maracanã, pelo Brasileiro, fosse ainda maior. Na tentativa de evitar estragos mais profundos do que a quedade Luiz Felipe Scolari, uma série de medidas foi adotadas. Confira abaixo as principais.

1 – Rápida assinatura com Mano Menezes

Tomada a decisão de demitir Felipão, a meta da diretoria capitaneada por Galiotte foi fechar rapidamente com Mano. A intenção era evitar especulações, a impressão de que o time estava sem rumo e impedir o avanço da rejeição de torcedores e conselheiros ao treinador escolhido. O acordo levou menos de duas horas para ser alinhavado logo depois do anúncio da saída de Scolari, conforme apurou o blog. Os que eram contra a contratação do ex-treinador de Cruzeiro, Corinthians, Flamengo e seleção brasileira ficaram impotentes diante do comunicado do Palmeiras de que ele já tinha sido efetivado, feito no dia seguinte.

2 – Silêncio

Galiotte adotou a estratégia de não responder publicamente às críticas feitas a ele e a Alexandre Mattos por Seraphim Del Grande, presidente do Conselho Deliberativo. As queixas estavam em um áudio enviado a sócios e conselheiros, mas que acabou vazando. O presidente palmeirense também evitou cobrar Del Grande, seu aliado político para fazer oficialmente uma retratação.

A avaliação do presidente do clube e de seu estafe foi de que um pronunciamento sobre o tema reforçaria a tese de que os dois estavam rachados. O silêncio foi seguido de uma manobra para demonstrar sintonia entre ambos. Del Grande foi convidado para participar de uma reunião de diretoria, como mostrou o UOL Esporte. A ideia era de que ao aparecer ao lado do presidente do clube, ele mostraria ainda estar alinhado com a gestão. Além disso, seria natural que o líder do conselho deliberativo desse explicações aos presentes, o que acabou acontecendo.

3 – Alexandre Mattos

No auge das cobranças de torcedores e conselheiros pela demissão do diretor de futebol do Palmeiras, Galiotte optou por uma defesa discreta do funcionário. A análise foi de que quanto mais o principal dirigente alviverde falasse sobre o tema, mais lenha jogaria na fogueira. A estratégia foi manter a rotina de Mattos de participar das apresentações de novos contratados do clube, mas de maneira também discreta.

Na apresentação de Mano Menezes, o cartola remunerado entregou para o treinador um livro sobre a história do clube, como faz com jogadores que chegam à Academia. No entanto, ele não teve protagonismo no evento, diferentemente do que ocorreu na chegada de Ramires, por exemplo. Mattos foi o responsável por apresentar o volante, com direito a discurso. Com Mano, esse papel coube a Galiotte. Assim, o diretor de futebol ficou menos nos holofotes num momento de extrema pressão. Ao mesmo tempo, a simples presença dele ao lado do presidente demonstrava que sua demissão não estava em pauta.

4 – Leila Pereira

Outro momento tenso nos bastidores do Palmeiras aconteceu quando Leila Preeira, presidente da Crefisa, patrocinadora alviverde, respondeu a um torcedor em rede social que não é responsável por contratações ou por escalar o time. Parte dos conselheiros do clube passou a farejar uma possível discordância entre a empresária e Mattos, o que consequentemente a colocaria em rota de colisão com o presidente.

De novo, Galiotte não fez alarde. E, como faz em momentos relevantes, recebeu Leila e o marido dela, José Roberto Lamacchia, dono da Crefisa, para participar da apresentação de Mano. A aparição do casal ao lado do cartola pode ser interpretada como uma resposta aos comentários de conselheiros sobre um suposto atrito entre eles.

A postura da empresária, que evitou comentar a respeito da  pressão sobre Mattos, foi comemorada por apoiadores de Galiotte, já que não houve novo incêndio para ser apagado. Vale lembrar que Leila, assim como seu marido, é conselheira do clube. Ela é cotada para ser apoiada pelo atual presidente para se candidatar a ocupar a principal cadeira no clube.

Por que Galiotte banca permanência de Alexandre Mattos no Palmeiras?

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A Mancha Alviverde, o presidente do Conselho Deliberativo, Seraphim Del Grande, a maioria dos conselheiros de oposição e parte dos situacionistas pedem a demissão de Alexandre Mattos. Mas, Maurício Galiotte mantém o diretor de futebol do Palmeiras. Por quê? Abaixo veja cinco justificativas apontadas por gente próxima ao presidente do clube para a manutenção do contestado dirigente remunerado.

 

1 – Convicção

Galiotte tem dito a pessoas próximas estar convicto de que o melhor para o Palmeiras é a manutenção de Mattos. O mesmo sentimento ele já não tinha em relação a Felipão, que perdeu o emprego depois da derrota por 3 a 0 para o Flamengo, no Maracanã.

2 – Acertos e erros

Na avaliação do presidente palmeirense, Mattos acertou mais do que errou até aqui em seu trabalho no alviverde. De acordo com interlocutor de Galiotte, ele admite que algumas contratações feitas pelo diretor neste ano não deram certo. Porém, acredita que sua trajetória no Palmeiras é marcada mais por bons resultados do que por insucessos.

3 -Gastos e receitas

Uma das principais críticas dos que querem a saída do diretor de futebol é em relação às despesas com contratações durante sua gestão. O argumento é de que o desempenho do time não é compatível com os gastos, considerados altos. Apesar de ter conquistado títulos, o Palmeiras não teria estabelecido uma hegemonia nacional que justificasse os investimentos.

Porém, segundo fonte ligada a Galiotte, o presidente entende que  o clube gasta mais com Mattos porque arrecada mais. O equilíbrio financeiro da instituição não estaria em xeque (há opositores que não enxergam dessa forma).

Outro ponto citado para combater a fama de gastador do cartola é o de que Mattos comandou negociações que geraram importantes receitas para a agremiação na venda de jogadores.

4 – Reestruturação

Mais um elogio que Galiotte faz a Mattos, de acordo com interlocutor do presidente, é por sua participação na reestruturação do CT do clube, que é considerada por ele fundamental para o sucesso do projeto.

5 – Confiança

Por fim, há o discurso de que o diretor de futebol não fez nada para quebrar a confiança do presidente nele. Em meio às cobranças pela demissão do executivo, Galiotte tem reforçado que confia no funcionário.