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Entenda as duas próximas disputas políticas no Palmeiras

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Foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras

Depois de a situação ficar com a maior parte das vagas em disputa no Conselho Deliberativo no último sábado (9), duas novas batalhas começam a mobilizar os bastidores do Palmeiras. A primeira, deve acontecer em 11 de março, para quando está prevista a votação para definir o novo presidente do órgão, chamado também de CD. No dia 18 do próximo mês,  deve ocorrer a eleição de novos integrantes do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização), que tem ainda membros fixos.

As disputas opõem principalmente o presidente Maurício Galiotte e Leila Pereira, dona da Crefisa, patrocinadora do time, à oposição, com destaque para Genaro Marino, ex-vice alviverde, e Mustafá Contursi, ex-presidente. Os dois opositores são originários de grupos políticos diferentes.

Para a eleição do Conselho Deliberativo, Seraphim Del Grande, já decidiu que tentará a reeleição. Ele tem o apoio da situação. Os oposicionistas ainda não definiram candidato(s).

Em tese, o principal dirigente do CD deve ser neutro, limitando-se a aplicar as regras estatutárias. Porém, a oposição acusa Del Grande de ter apoiado Galiotte e Leila nas disputas em torno das últimas mudanças estatutárias. Por isso, crê ser fundamental colocar na presidência alguém de seu grupo para supostamente neutralizar a força situacionista.

O candidato à reeleição à presidência do órgão nega que em algum momento tenha agido favoravelmente a oposição. “Se for eleito, vou continuar tentando colaborar para pacificar o Palmeiras”, declarou Del Grande.

Para a presidência do COF ainda não há candidatos declarados, já que é preciso primeiro eleger os novos integrantes. Essa disputa ganha especial importância pelo fato de o órgão ser considerado no clube como o último reduto de grande influência de Mustafá. Além disso, o COF se transformou em pedras nos sapatos de Galiotte e Leila.

A maioria dos “cofistas” discordou das mudanças feitas no contrato de patrocínio entre Palmeiras e Crefisa e da forma como o alviverde lidou contabilmente com a alteração. A partir daí, o órgão passou a rejeitar as contas da atual gestão. Ter maioria no COF e fazer seu presidente deixaria os situacionistas em vantagem teórica nos dois órgãos responsáveis por importantes decisões.

O que está em jogo no dérbi além dos três pontos?

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Futuro de Avelar

A sequência de fracas atuações de Danilo Avelar transformam o lateral-esquerdo corintiano em candidato a vilão no clássico. Corintianos e palmeirenses costumam ser cruéis com quem falha no dérbi. Uma atuação infeliz pode inviabilizar de vez a sequência de Avelar no alvinegro.

Paciência com técnicos

Por conta de seus currículos vencedores, Felipão e Fábio Carille começaram a temporada com créditos. Existe pressão no corintiano por conta dos maus resultados no Paulista e, com menor intensidade, em Scolari por não fazer o time apresentar um futebol condizente com o investimento alviverde, apesar das vitórias. Só que o dérbi funciona como um game que consome bônus avassaladoramente. Caso um dos dois seja derrotado no clássico, deverá ter que lidar com uma pressão incompatível com início de temporada.

Marketing

Principalmente por conta de provocações feitas pela diretoria corintiana, há no momento um duelo particular no quesito patrocínio entre os dois clubes. Os corintianos atacam dizendo que as quantias pagas pela Crefisa são irreais e alardeiam que o BMG patrocinador alvinegro, não tem interesses políticos no Parque São Jorge. A referência política é alusão ao fato de Leila Pereira, dona da Crefisa e da FAM, ter virado conselheira do Palmeiras e alimentar o desejo de presidir o clube. Publicamente, o lado alviverde evita responder às provocações. Mas internamente há indignação com o comportamento corintiano, especialmente de Luís Paulo Rosenberg, diretor de marketing. Nesse cenário, a vitória no clássico terá sabor especial para os envolvidos com patrocínios nos dois clubes.

Mattos x Andrés

O clássico das 17h no Allianz Parque é um round na competição paralela sobre quem administra melhor seu departamento de futebol. Os modelos são completamente diferentes. No Palmeiras, o presidente Maurício Galiotte dá autonomia para Alexandre Mattos, executivo de futebol. No Corinthians, Andrés Sanchez participa praticamente de tudo relacionado ao departamento. Os dois cartolas têm a agressividade nos negócios como semelhança.

Arbitragem

Até agora, o Campeonato Paulista não sofreu com grandes polêmicas por conta das atuações dos juízes. Porém, eventuais erros no dérbi terão exposição muito maior. Além do tamanho do jogo influenciar, há a interminável queixa palmeirense de supostamente ter havido interferência externa favorável ao rival na final do último Estadual, vencida pelos alvinegros. Certamente, os cartolas da FPF cruzam os dedos para a arbitragem sair ilesa do clássico e evitar mais turbulência nos bastidores.

 

Mancha usa Blackstar para atacar desafeto Paulo Nobre

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O polêmico episódio da oferta de patrocínio da Blackstar ao Palmeiras se transformou em munição para a Mancha Alviverde atacar um antigo desafeto, o ex-presidente palmeirense Paulo Nobre.

O ex-cartola fez a ponte entre Genaro Marino, ex-candidato à presidência responsável por apresentar a proposta da empresa. Como presidente, Nobre rompeu com a torcida e cancelou todo o tipo de ajuda a ela após atos hostis contra o time.

Agora, a principal organizada do clube dá o troco criticando o ex-dirigente em rede social por conta de seu envolvimento no caso Blackstar. Além disso, Paulo Serdan, um dos líderes da Mancha e conselheiro do Palmeiras, fez um duro pronunciamento contra o ex-presidente em reunião do Conselho Deliberativo.

Em rede social, a principal a uniformizada do clube usou de ironia para cutucar Nobre. A entidade ofereceu patrocínio de R$ 1 mil para ele disputar uma prova de rali fictícia. O ex-cartola se dedica a participar de corridas desssa categoria.

“A torcida Mancha Alviverde, entrando na onda da Blackstar, o grande e milagroso patrocínio trazido pelo ex-presidente, quer fazer uma proposta irrecusável ao piloto”, diz o texto postado pela uniformizada Marino também foi alfinetado na irônica oferta.

No conselho, Serdan  afirmou que a proposta da Blackstar, incluindo o pagamento à vista de R$ 1 bilhão, foi apresentada às vésperas da eleição com cunho eleitoreiro. Ele disse não acreditar que o estafe de Nobre não pudesse investigar a fundo a empresa.

Usando documento do HSBC, o atual presidente, Maurício Galiotte acusou a Blackstar de apresentar uma falsa garantia bancária com a bandeira da instituição financeira. Rubnei Quícoli, representante da empresa, nega a fraude.

“Expulsão para o Paulo Nobre e o Genaro é pouco. Vocês deveriam pedir desculpas em público e se ajoelhar”, disse Serdan, arrancando aplausos de parte dos conselheiros.

No mesmo encontro, o conselho decidiu abrir uma sindicância para apurar a participação do ex-presidente e de Genaro, ex-vice, na proposta de patrocínio.

Nobre não atende ao blog. Por sua vez, Genaro nega que tenha usado a oferta de maneira política. Diz que pesquisou os documentos apresentados pela empresa e não encontrou irregularidades. Afirma ainda que recebeu a proposta de boa fé e a apresentou ao clube para análise.

Oferta bilionária ao Palmeiras vira munição contra Genaro e Nobre

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A proposta bilionária de patrocínio apresentada pela Blackstar ao Palmeiras extrapolou os limites comerciais e financeiros. A oferta se transformou em munição política contra Genaro Marino Neto, ex-vice e candidato derrotado na última eleição, e o ex-presidente Paulo Nobre.

A dupla é atacada nos bastidores por ter apresentado a oferta acusada de fraude. Os dois estão entre os principais adversários políticos do atual presidente Maurício Galiotte.

Dessa forma, o tema rapidamente se transformou em artilharia pesada para pelo menos parte dos situacionistas tentar minar os dois.

Genaro revelou a oferta, com promessa de pagamento de R$ 1 bilhão à vista, no final da campanha eleitoral. Rubnei Quícoli, representante no Brasil da empresa com sede em Hong Kong, havia mostrado o interesse primeiro a Nobre. O ex-presidente, então, apresentou Quícoli a Genaro.

Nobre e o ex-candidato podem ser alvo de uma comissão de sindicância do Conselho Deliberativo. Isso porque o presidente Maurício Galiotte afirma que a garantia bancária apresentada pela Blackstar para tentar fechar o negócio era falsa. O dirigente usa informação oficial passada pelo banco HSBC ao clube apontando que a carta de garantia com a chancela da instituição é falsa.

Assim, o presidente do Conselho Deliberativo, Seraphim Carlos Del Grande, acredita que o órgão deve apurar eventuais responsabilidades de Genaro e Nobre no episódio.

Antes da acusação feita por Galiotte, já havia conselheiros incomodados com a dupla por considerarem que os dois deveriam ter tido mais cuidado na checagem de dados antes de divulgarem a oferta.

“Essa proposta teve um acúmulo de coisas estranhas. Quem a intermediu e tentou usar disso politicamente tem que ser responsabilizado”, disse ao blog o conselheiro Guilherme Romero.

Ele foi eleito pela chapa situacionista e faz parte de um grupo batizado de Arquibancada. “O Genaro apresentou a proposta a dois dias da eleição. Com isso ele joga para baixo seus 20 anos de história no clube. E o Paulo Nobre mancha seu status de salvador da pátria, de presidente que saiu reverenciado. Eles não precisam disso”, completou Romero.

Genaro nega que tenha apresentado a oferta com intenções eleitorais e que não fez pesquisa sobre a empresa. “Pesquisamos! As certidões que recebemos pareceram verdadeiras”, declarou o ex-vice ao blog. Nobre não atendeu às ligações.

Defensores de Genaro e do ex-presidente afirmam que a responsabilidade de verificar a veracidade das informações e a situação financeira da empresa era da diretoria. Também acusam a direção de agir de maneira política contra os dois, o que é rechaçado pela direção.

Indagado se acredita que o episódio está sendo usado politicamente contra ele, Genaro respondeu: “pode ser que sim. Mas recebemos de boa fé uma proposta e oferecemos para análise do clube”.

O ex-vice e Nobre começaram a se distanciar de Galiotte por causa de divergência com Leila Pereira, agora conselheira e dona da Crefisa e da FAM, que discutem renovação contratual com o alviverde. Ao denunciar a suposta falsificação, Galiotte declarou encerrada a negociação com a Blackstar e afirmou que só conversa neste momento com as atuais patrocinadoras.

Ou seja, a polêmica fortaleceu as empresas de Leila no clube. Alguns torcedores críticos do acordo com a Crefisa passaram a apoiar a renovação após o caso Blackstar.

Por sua vez, Quícoli nega que sua empresa tenha fraudado o documento de garantia bancária e fala em tomar providências. “A verdade está vindo”, disse ele ao UOL Esporte.

Com Danilo Lavieri e Leandro Miranda, do UOL, em São Paulo

 

Justiça nega pedido de Leila para receber indenização de vices do Palmeiras

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Decisão da 43ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo considerou improcedente ação na qual Leila Pereira pedia indenização por danos morais no valor de R$ 300 mil dos três vice-presidentes do Palmeiras que assinaram nota de repúdio contra entrevista dada por ela ao Blog do Ohata. O pedido era para que cada um pagasse R$ 100 mil.

A dona da Crefisa e do Centro Universitário das Américas, ao lado de seu marido, José Roberto Lamacchia, e conselheira do clube, ainda pode recorrer já que a sentença, assinada no último dia 23, foi dada em primeira instância.

Por meio de sua assessoria de imprensa, Leila afirmou ao blog que irá recorrer.

Os vices Genaro Marino Neto, Victor Fruges e José Carlos Tomaselli emitiram nota de repúdio após Leila indicar na entrevista que não renovaria contrato de patrocínio com o alviverde caso uma “pessoa inimiga” vencesse a eleição presidencial no clube.

A empresária entendeu que sua honra foi atacada nas críticas feitas pelo trio no documento. No entanto, o juiz Miguel Ferrari Júnior avaliou que os vices não cometeram crime. Segundo ele, o trio usou expressões fortes para demonstrar contrariedade com as declarações de Leila, mas sem atacar sua honra.

Os advogados da empresária citaram na ação afirmações feitas pelos cartolas, como sobre ela supostamente coagir e fazer chantagem com os sócios (eleitores) e usar “o revólver do poder econômico” com o objetivo de conquistar votos para a reeleição de Maurício Galiotte. O atual presidente acabou derrotando Genaro na eleição.

“Com efeito, muito embora os réus (vices) tenham utilizado verbos que são empregados em vários tipos penais, no contexto da nota de repúdio divisa-se que eles não tiveram a intenção de imputar à autora (Leila) a prática de qualquer ilícito penal”, escreveu o juiz em sua sentença.

Em outro trecho, ele diz que se mostrou legítima a “insurgência dos réus, que expuseram o seu posicionamento político de franca oposição aos interesses – ainda que legítimos – defendidos pela autora”.

Como de praxe nesses casos, a empresária foi condenada a pagar as despesas processuais e honorários aos advogados dos vencedores fixados em 10% do valor atualizado da causa.

 

Receita cresce, e Palmeiras aumenta gasto mensal médio em R$ 16,9 milhões

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Líder do Brasileirão, o Palmeiras gastou com seu departamento de futebol nos oito primeiros meses de 2018 quase a mesma quantia desembolsada no ano passado inteiro.

De acordo com o último balancete apresentado pelo clube ao COF (Conselho de Orientação e Fiscalização), a despesa alviverde com suas equipes profissionais e de base até 31 de agosto deste ano foi R$ 408.438.983,87. Em 2017, a agremiação precisou de R$ 408.726.583,66 para tocar seu departamento de futebol.

Ou seja, em oito meses de 2018, o Palmeiras gastou R$ 287.599,79 a menos do que no ano passado todo. A média mensal de gasto com futebol atual é de R$ 51,05 milhões. Em 2017, ela foi de R$ 34,06 milhões. Os números representam um aumento de R$ 16,99 milhões na despesa média do clube por mês com futebol.

A escalada de despesas aumenta a pressão de conselheiros palmeirenses pela conquista do Brasileiro, já que a Libertadores, principal competição disputada pela equipe em 2018, não foi conquistada.

O aumento dos gastos, porém, é acompanhado pelo incremento das receitas, o que equilibra as contas. A arrecadação gerada pelo futebol do Palmeiras até agosto deste ano foi de R$ 462.883.445,59. Em 2017, foram embolsados 475.392.464,36. Assim, a arrecadação média mensal em 2018 é de R$ 57,86 milhões contra R$ 39,61 milhões no ano passado. Por mês, em média, entram nos cofres do clube R$ 18,25 milhões a mais do que no ano passado.

As receitas mais encorpadas asseguram superavit para o Palmeiras, apesar do aumento de despesas. Ele é de R$ 44,6 milhões até agosto deste ano.

Apesar do lucro, o COF manteve a postura que adotou desde o início de 2018 e reprovou as contas apresentadas pela diretoria de Maurício Galiotte referentes ao oitavo mês do ano.

A postura se dá por conta dos aditivos contratuais assinados com a patrocinadora Crefisa em janeiro. Isso apesar de o Conselho Deliberativo (CD) alviverde ter aprovado a reestruturação contratual em votação extraordinária há mais de dois meses.

O COF, de maioria oposicionista à gestão de Maurício Galiotte, entende que o CD não tinha competência para julgar o caso. A mudança nos contratos fez o Palmeiras assumir uma dívida de R$ 120 milhões com a empresa de Leila Pereira e José Roberto Lamacchia.

Para pessoas ligadas à administração Galiotte, as rejeições de contas do COF têm cunho político. Já o órgão de fiscalização mantém que suas decisões são técnicas.

Com Leandro Miranda, do UOL, em São Paulo

Barrados em CT e estacionamento, vices protestam com carta para Galiotte

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Novo episódio, às vésperas do jogo decisivo com o Boca Juniors por uma vaga na final da Libertadores, nesta quarta (31), em São Paulo, aumentou a tensão política no Palmeiras. Os quatro vices rompidos com o presidente Maurício Galiotte se queixaram formalmente de serem barrados em áreas do clube. E pediram que tal impedimento não se repita.

Por meio do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização), 0 quarteto entregou ao presidente uma carta com a reclamação. Nela os quatro relatam que foram barrados no CT do time profissional, conhecido como Academia de Futebol, e num estacionamento privativo para dirigentes no clube.

Ao blog, por meio da assessoria de imprensa do Palmeiras, Galiotte disse que o CT é restrito para jogadores, comissão técnica, profissionais e dirigentes que tenham assuntos a tratar pertinentes ao departamento de futebol. E que a questão do estacionamento foi solucionada. Leia a resposta completa no final do post.

Os vices Genaro Marino Neto, candidato à presidência pela oposição na eleição de 24 de novembro, Antonio Jesse Ribeiro, Victor Fruges e José Carlos Tomaselli, candidato a vice, assinaram o documento.

Na carta, eles afirmam que estatutariamente são definidos como administradores do clube, assim têm o direito de acessar todos os departamentos e áreas reservadas para a diretoria. Isso porque, apesar do rompimento com Galiotte, não renunciaram a seus cargos.

“Cercearam nossa entrada na Academia e em outros departamentos. Como membros da diretoria executiva do clube temos condição igual à de todos os diretores para podermos exercer as atribuições dadas pelo estatuto”, disse Genaro ao blog.

O estatuto alviverde diz que compete aos vices cumprir e mandar cumprir as regras do clube, auxiliando o presidente em suas atribuições, além de substituir o principal cartola quando necessário.

“Ninguém foi na Academia assistir aos treinos, fazer ‘boleiragem’. Acho que dois vices foram impedidos de entrar (não necessariamente juntos). Eles levavam camisas para serem autografadas atendendo a pedidos. Quando chegaram, foram avisados por funcionários que a lista das pessoas autorizadas a entrar não tinha os nomes dos vice-presidentes”, declarou Genaro.

Jesse foi um dos barrados no CT, segundo o candidato a presidente. Do quarteto, ele era quem ficava mais próximo do departamento de futebol.

O documento de protesto foi lido em reunião do COF pelo presidente do órgão, Carlos Affonso Della Monica, e entregue em seguida para Galiotte, que não se manifestou.

O episódio dá o tom de como é importante politicamente para o presidente chegar à final da Libertadores tão perto da eleição. Independentemente do fato de o alviverde liderar o Brasileirão, a competição sul-americana é o maior objeto de desejo da torcida neste momento.

Abaixo, leia nota enviada pela assessoria de imprensa do Palmeiras sobre o assunto.

“O presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras, Maurício Galiotte, esclarece que a Academia de Futebol é um local de exclusiva frequência para jogadores, comissão técnica, profissionais e dirigentes do clube que tenham assuntos a tratar que sejam pertinentes ao ambiente do Departamento de Futebol. Demais pessoas só terão acesso caso tenham sido convidadas ou recebido prévia autorização para adentrar ao local.
A questão envolvendo o acesso ao estacionamento do clube está solucionada.”

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Como semifinais da Libertadores interferem na política do futebol nacional

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As semifinais da Libertadores ganharam profunda importância política para a CBF. Arbitragens sem erros graves contra Grêmio e Palmeiras, além de vitórias dos brasileiros em eventuais disputas fora de campo serviriam para a confederação afastar a imagem de que o Brasil está sem força na Conmebol.

No primeiro teste, no triunfo gremista por 1 a 0 sobre o River, na última terça (23), na Argentina, a CBF saiu intacta. Nesta quarta, é a vez de Bocar Juniors e Palmeiras, também em solo argentino.

Desde os primeiros jogos da competição, há o entendimento de pelo menos parte dos dirigentes dos times brasileiros no torneio de que eles têm sido prejudicados pela Confederação Sul-Americana dentro e fora de campo.

O motivo seria uma retaliação da entidade pelo voto do presidente da CBF, Coronel Nunes, na candidatura do Marrocos para a Copa do Mundo de 2026. Os países sul-americanos haviam combinado votar na candidatura tripla de Estados Unidos, México e Canadá, que foi a vencedora. A surpresa preparada pelo cartola foi interpretada pela Confederação Sul-Americana como uma traição.

Rogério Caboclo, eleito para presidir a CBF a partir de abril do próximo ano, sempre discordou da tese da retaliação.

No último dia 16, ele escoltou os presidentes de Palmeiras (Maurício Galiotte) e Grêmio (Romildo Bolzan) na reunião entre os semifinalistas na sede da Conmebol, no Paraguai.

Sua presença tem o valor simbólico de mostrar que o futuro presidente da Confederação Brasileira tem trânsito na entidade.

Entre os dirigentes que se queixam nos bastidores de perda de força na América do Sul há o argumento de que o afastamento de Reinaldo Carneiro Bastos do cargo que ocupava no conselho da Conmebol enfraqueceu o país. A vaga ficou com Coronel Nunes.

Presidente da Federação Paulista, Bastos virou desafeto da antiga, da atual e da futura administração da CBF. Isso porque tentou, sem sucesso concorrer à presidência contra Caboclo, apadrinhado por Marco Polo Del Nero, presidente afastado da confederação.

Desde que Del Nero, atualmente banido pela Fifa, deixou de viajar para fora do país em meio a investigações de autoridades americanas, Bastos se tornou o principal porta voz dos clubes brasileiros na Confederação Sul-Americana.

É nesse ponto que aumenta a importância política do duelo entre Palmeiras e Boca. Galiotte está rompido com a Federação Paulista, presidida por Bastos. Em tese, o fato de o alviverde se sentir apoiado na Sul-Americana por Caboclo ajuda o futuro presidente da Confederação Brasileira a se afastar da sombra do adversário político.

Galiotte chegou a pedir a união dos clubes brasileiros após a polêmica expulsão do cruzeirense Dedé em jogo com o Cruzeiro contra o Boca pelas quartas de final. O cartão acabou sendo anulado pela entidade.

“A gente não pode ficar apenas reclamando de A,B ou C. Como clubes temos que nos unir. O problema não é o VAR. O problema é que temos que ter representatividade na Conmebol”, disse o dirigente na ocasião.

Semifinais e eventuais finais sem percalços em relação à arbitragem e nos bastidores ajudariam a CBF a argumentar que essa representatividade existe. Sem Bastos e apesar do Coronel Nunes.

 

Rachado com Galiotte, COF abre investigações sobre temas que atingem gestão

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O COF (Conselho de Orientação e Fiscalização do Palmeiras) criou três comissões para investigar e analisar casos que envolvem a atual administração ou aliados da diretoria.

No alvo estão a Palmeiras Tour, agência de turismo licenciada pelo clube, Seraphim Carlos Del Grande, presidente do Conselho Deliberativo e próximo de Maurício Galiotte, e um suposto vazamento de imagens de câmeras internas do clube que atinge a oposição.

Um dos casos, o que envolve a agência de turismo, é objeto também de uma investigação da Polícia Civil a pedido do Ministério Público. O promotor Paulo Castilho recebeu denúncia de que ingressos destinados ao setor gol norte do Allianz Parque são desviados para a Palmeiras Tour vender as entradas por preços superiores aos de bilheteria.

O Palmeiras diz que por contrato a agência tem direito a um determinado número de ingressos na área e que seus preços podem ficar mais caros por incluírem outros serviços.

Por sua vez, o COF quer saber porque são fornecidos ingressos do setor em que ficam torcidas uniformizadas, além de destrinchar a relação entre clube e empresa. O órgão também quer detalhes sobre a prestação de contas da agência de turismo ao clube para verificar se os pagamentos estão em dia.

Procurada, a Palmeiras Tour indicou para falar sobre o assunto a assessoria de imprensa do Palmeiras, que afirmou que o clube não se manifestaria.

Sobre Seraphim, o COF recebeu queixa de que ele teria ferido o estatuto do clube utilizando áreas da sede social para fazer campanha a favor de mudanças estatutárias junto com Leila Pereira, dona da Crefisa. O órgão está em dúvida se tem competência para tomar decisões sobre o assunto. Por isso, montou uma comissão que irá estudar a situação de acordo com as regras estatutárias. A análise dirá se o COF pode tomar alguma medida.

“Eles que façam o que acharem que deve ser feito. Mandei uma carta para o COF dizendo que esse assunto deveria ser encaminhado ao presidente do clube. Entendo que eles deveriam arquivar o caso. Mas o COF respondeu que uma comissão vai analisar minha carta”, disse Seraphim ao blog.

O terceiro caso está relacionado a uma imagem que teria sido gravada pelas câmeras internas instaladas na sede social do clube. Nelas o ex-presidente Mustafá Contursi aparece numa situação rotineira cumprimentando Genaro Marino, vice que se distanciou na atual gestão.

O vídeo circulou em grupos de trocas de mensagens entre conselheiros. De acordo com membros do COF ligados a Mustafá, a imagem foi usada com conotação política para mostrar uma suposta aproximação entre os dois. Genaro deve ser candidato à presidência contra Galiotte no próximo pleito.

Como Contursi é “cofista”, o órgão quer que o presidente palmeirense explique se apurou o caso e se  identificou  e puniu os responsáveis pelo vazamento. Caso fique provado o envolvimento de conselheiros no episódio, o assunto será encaminhado para o Conselho Deliberativo. A diretoria também não quis se manifestar sobre esse episódio.

A criação das comissões acontece num momento de crise entre COF e Galiotte. O órgão tem reprovado as contas mensais da gestão do presidente. Os “cofistas” não concordam com a maneira como é contabilizada parte da verba que entra no clube por meio da Crefisa desde que o contrato de patrocínio foi alterado.

O órgão não aprovou a alteração contratual que transformou em empréstimo parte da receita que antes era de patrocínio feito pela parceira. A divergência se agravou depois que Galiotte pediu para o Conselho Deliberativo deliberar sobre o impasse. Os conselheiros aprovaram os adendos contratuais e o COF se sentiu desrespeitado.

Há ainda um conflito deflagrado de Leila e José Roberto La Macchia, conselheiros, além donos da Crefisa, com Contursi, influente no Conselho de Orientação e Fiscalização. Ex-aliados, eles se desentenderam depois de o ex-presidente não apoiar a alteração estatutária que aumentou de dois para três o tempo de mandato presidencial no clube.

Na diretoria há quem entenda como gesto político as criações das comissões. Já os “cofistas” alegam que atuam de maneira puramente técnica.

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Palmeiras identifica sócios envolvidos em atrito com Andrés

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O Palmeiras identificou pelo menos dois sócios do clube envolvidos no entrevero com Andrés Sanchez na festa de aniversário do alviverde.

A informação foi confirmada ao blog por Seraphim Del Grande, presidente do Conselho Deliberativo palmeirense. No entanto, ele não soube dizer o nome dos associados.

O caso deve ser analisado pela comissão de sindicância do clube. Eles podem ser punidos com advertência verbal, escrita, suspensão, expulsão ou serem absolvidos.

O estatuto palmeirense diz que os sócios devem respeitar visitantes “evitando discussões ou debates que possam perturbar o convívio social produzindo incompatibilidades”. Ao menos parte dos conselheiros entende que a regra se estende para eventos organizados pelo clube fora de sua sede.

O presidente corintiano, convidado para o evento, foi hostilizado no banheiro da casa em que aconteceu o jantar de aniversário.

Pelo menos um conselheiro presenciou o atrito. Ele nega ter se envolvido na confusão.

Na gravação, um dos palmeirenses chama Andrés de freguês e é chamado pelo corintiano de babaca. Outro homem toma as dores e chega a dar um levo toque no braço do dirigente iniciando uma discussão.

Os presidentes de Palmeiras e Corinthians consideram o caso encerrado depois que Maurício Galiotte telefonou para Sanchez logo após seu convidado deixar repentinamente a comemoração.

Porém, há conselheiros nos dois clubes que querem investigação e punição aos envolvidos, no caso de associados ou conselheiros palmeirenses.