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Receita cresce, e Palmeiras aumenta gasto mensal médio em R$ 16,9 milhões

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Líder do Brasileirão, o Palmeiras gastou com seu departamento de futebol nos oito primeiros meses de 2018 quase a mesma quantia desembolsada no ano passado inteiro.

De acordo com o último balancete apresentado pelo clube ao COF (Conselho de Orientação e Fiscalização), a despesa alviverde com suas equipes profissionais e de base até 31 de agosto deste ano foi R$ 408.438.983,87. Em 2017, a agremiação precisou de R$ 408.726.583,66 para tocar seu departamento de futebol.

Ou seja, em oito meses de 2018, o Palmeiras gastou R$ 287.599,79 a menos do que no ano passado todo. A média mensal de gasto com futebol atual é de R$ 51,05 milhões. Em 2017, ela foi de R$ 34,06 milhões. Os números representam um aumento de R$ 16,99 milhões na despesa média do clube por mês com futebol.

A escalada de despesas aumenta a pressão de conselheiros palmeirenses pela conquista do Brasileiro, já que a Libertadores, principal competição disputada pela equipe em 2018, não foi conquistada.

O aumento dos gastos, porém, é acompanhado pelo incremento das receitas, o que equilibra as contas. A arrecadação gerada pelo futebol do Palmeiras até agosto deste ano foi de R$ 462.883.445,59. Em 2017, foram embolsados 475.392.464,36. Assim, a arrecadação média mensal em 2018 é de R$ 57,86 milhões contra R$ 39,61 milhões no ano passado. Por mês, em média, entram nos cofres do clube R$ 18,25 milhões a mais do que no ano passado.

As receitas mais encorpadas asseguram superavit para o Palmeiras, apesar do aumento de despesas. Ele é de R$ 44,6 milhões até agosto deste ano.

Apesar do lucro, o COF manteve a postura que adotou desde o início de 2018 e reprovou as contas apresentadas pela diretoria de Maurício Galiotte referentes ao oitavo mês do ano.

A postura se dá por conta dos aditivos contratuais assinados com a patrocinadora Crefisa em janeiro. Isso apesar de o Conselho Deliberativo (CD) alviverde ter aprovado a reestruturação contratual em votação extraordinária há mais de dois meses.

O COF, de maioria oposicionista à gestão de Maurício Galiotte, entende que o CD não tinha competência para julgar o caso. A mudança nos contratos fez o Palmeiras assumir uma dívida de R$ 120 milhões com a empresa de Leila Pereira e José Roberto Lamacchia.

Para pessoas ligadas à administração Galiotte, as rejeições de contas do COF têm cunho político. Já o órgão de fiscalização mantém que suas decisões são técnicas.

Com Leandro Miranda, do UOL, em São Paulo

Barrados em CT e estacionamento, vices protestam com carta para Galiotte

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Novo episódio, às vésperas do jogo decisivo com o Boca Juniors por uma vaga na final da Libertadores, nesta quarta (31), em São Paulo, aumentou a tensão política no Palmeiras. Os quatro vices rompidos com o presidente Maurício Galiotte se queixaram formalmente de serem barrados em áreas do clube. E pediram que tal impedimento não se repita.

Por meio do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização), 0 quarteto entregou ao presidente uma carta com a reclamação. Nela os quatro relatam que foram barrados no CT do time profissional, conhecido como Academia de Futebol, e num estacionamento privativo para dirigentes no clube.

Ao blog, por meio da assessoria de imprensa do Palmeiras, Galiotte disse que o CT é restrito para jogadores, comissão técnica, profissionais e dirigentes que tenham assuntos a tratar pertinentes ao departamento de futebol. E que a questão do estacionamento foi solucionada. Leia a resposta completa no final do post.

Os vices Genaro Marino Neto, candidato à presidência pela oposição na eleição de 24 de novembro, Antonio Jesse Ribeiro, Victor Fruges e José Carlos Tomaselli, candidato a vice, assinaram o documento.

Na carta, eles afirmam que estatutariamente são definidos como administradores do clube, assim têm o direito de acessar todos os departamentos e áreas reservadas para a diretoria. Isso porque, apesar do rompimento com Galiotte, não renunciaram a seus cargos.

“Cercearam nossa entrada na Academia e em outros departamentos. Como membros da diretoria executiva do clube temos condição igual à de todos os diretores para podermos exercer as atribuições dadas pelo estatuto”, disse Genaro ao blog.

O estatuto alviverde diz que compete aos vices cumprir e mandar cumprir as regras do clube, auxiliando o presidente em suas atribuições, além de substituir o principal cartola quando necessário.

“Ninguém foi na Academia assistir aos treinos, fazer ‘boleiragem’. Acho que dois vices foram impedidos de entrar (não necessariamente juntos). Eles levavam camisas para serem autografadas atendendo a pedidos. Quando chegaram, foram avisados por funcionários que a lista das pessoas autorizadas a entrar não tinha os nomes dos vice-presidentes”, declarou Genaro.

Jesse foi um dos barrados no CT, segundo o candidato a presidente. Do quarteto, ele era quem ficava mais próximo do departamento de futebol.

O documento de protesto foi lido em reunião do COF pelo presidente do órgão, Carlos Affonso Della Monica, e entregue em seguida para Galiotte, que não se manifestou.

O episódio dá o tom de como é importante politicamente para o presidente chegar à final da Libertadores tão perto da eleição. Independentemente do fato de o alviverde liderar o Brasileirão, a competição sul-americana é o maior objeto de desejo da torcida neste momento.

Abaixo, leia nota enviada pela assessoria de imprensa do Palmeiras sobre o assunto.

“O presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras, Maurício Galiotte, esclarece que a Academia de Futebol é um local de exclusiva frequência para jogadores, comissão técnica, profissionais e dirigentes do clube que tenham assuntos a tratar que sejam pertinentes ao ambiente do Departamento de Futebol. Demais pessoas só terão acesso caso tenham sido convidadas ou recebido prévia autorização para adentrar ao local.
A questão envolvendo o acesso ao estacionamento do clube está solucionada.”

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Como semifinais da Libertadores interferem na política do futebol nacional

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As semifinais da Libertadores ganharam profunda importância política para a CBF. Arbitragens sem erros graves contra Grêmio e Palmeiras, além de vitórias dos brasileiros em eventuais disputas fora de campo serviriam para a confederação afastar a imagem de que o Brasil está sem força na Conmebol.

No primeiro teste, no triunfo gremista por 1 a 0 sobre o River, na última terça (23), na Argentina, a CBF saiu intacta. Nesta quarta, é a vez de Bocar Juniors e Palmeiras, também em solo argentino.

Desde os primeiros jogos da competição, há o entendimento de pelo menos parte dos dirigentes dos times brasileiros no torneio de que eles têm sido prejudicados pela Confederação Sul-Americana dentro e fora de campo.

O motivo seria uma retaliação da entidade pelo voto do presidente da CBF, Coronel Nunes, na candidatura do Marrocos para a Copa do Mundo de 2026. Os países sul-americanos haviam combinado votar na candidatura tripla de Estados Unidos, México e Canadá, que foi a vencedora. A surpresa preparada pelo cartola foi interpretada pela Confederação Sul-Americana como uma traição.

Rogério Caboclo, eleito para presidir a CBF a partir de abril do próximo ano, sempre discordou da tese da retaliação.

No último dia 16, ele escoltou os presidentes de Palmeiras (Maurício Galiotte) e Grêmio (Romildo Bolzan) na reunião entre os semifinalistas na sede da Conmebol, no Paraguai.

Sua presença tem o valor simbólico de mostrar que o futuro presidente da Confederação Brasileira tem trânsito na entidade.

Entre os dirigentes que se queixam nos bastidores de perda de força na América do Sul há o argumento de que o afastamento de Reinaldo Carneiro Bastos do cargo que ocupava no conselho da Conmebol enfraqueceu o país. A vaga ficou com Coronel Nunes.

Presidente da Federação Paulista, Bastos virou desafeto da antiga, da atual e da futura administração da CBF. Isso porque tentou, sem sucesso concorrer à presidência contra Caboclo, apadrinhado por Marco Polo Del Nero, presidente afastado da confederação.

Desde que Del Nero, atualmente banido pela Fifa, deixou de viajar para fora do país em meio a investigações de autoridades americanas, Bastos se tornou o principal porta voz dos clubes brasileiros na Confederação Sul-Americana.

É nesse ponto que aumenta a importância política do duelo entre Palmeiras e Boca. Galiotte está rompido com a Federação Paulista, presidida por Bastos. Em tese, o fato de o alviverde se sentir apoiado na Sul-Americana por Caboclo ajuda o futuro presidente da Confederação Brasileira a se afastar da sombra do adversário político.

Galiotte chegou a pedir a união dos clubes brasileiros após a polêmica expulsão do cruzeirense Dedé em jogo com o Cruzeiro contra o Boca pelas quartas de final. O cartão acabou sendo anulado pela entidade.

“A gente não pode ficar apenas reclamando de A,B ou C. Como clubes temos que nos unir. O problema não é o VAR. O problema é que temos que ter representatividade na Conmebol”, disse o dirigente na ocasião.

Semifinais e eventuais finais sem percalços em relação à arbitragem e nos bastidores ajudariam a CBF a argumentar que essa representatividade existe. Sem Bastos e apesar do Coronel Nunes.

 

Rachado com Galiotte, COF abre investigações sobre temas que atingem gestão

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O COF (Conselho de Orientação e Fiscalização do Palmeiras) criou três comissões para investigar e analisar casos que envolvem a atual administração ou aliados da diretoria.

No alvo estão a Palmeiras Tour, agência de turismo licenciada pelo clube, Seraphim Carlos Del Grande, presidente do Conselho Deliberativo e próximo de Maurício Galiotte, e um suposto vazamento de imagens de câmeras internas do clube que atinge a oposição.

Um dos casos, o que envolve a agência de turismo, é objeto também de uma investigação da Polícia Civil a pedido do Ministério Público. O promotor Paulo Castilho recebeu denúncia de que ingressos destinados ao setor gol norte do Allianz Parque são desviados para a Palmeiras Tour vender as entradas por preços superiores aos de bilheteria.

O Palmeiras diz que por contrato a agência tem direito a um determinado número de ingressos na área e que seus preços podem ficar mais caros por incluírem outros serviços.

Por sua vez, o COF quer saber porque são fornecidos ingressos do setor em que ficam torcidas uniformizadas, além de destrinchar a relação entre clube e empresa. O órgão também quer detalhes sobre a prestação de contas da agência de turismo ao clube para verificar se os pagamentos estão em dia.

Procurada, a Palmeiras Tour indicou para falar sobre o assunto a assessoria de imprensa do Palmeiras, que afirmou que o clube não se manifestaria.

Sobre Seraphim, o COF recebeu queixa de que ele teria ferido o estatuto do clube utilizando áreas da sede social para fazer campanha a favor de mudanças estatutárias junto com Leila Pereira, dona da Crefisa. O órgão está em dúvida se tem competência para tomar decisões sobre o assunto. Por isso, montou uma comissão que irá estudar a situação de acordo com as regras estatutárias. A análise dirá se o COF pode tomar alguma medida.

“Eles que façam o que acharem que deve ser feito. Mandei uma carta para o COF dizendo que esse assunto deveria ser encaminhado ao presidente do clube. Entendo que eles deveriam arquivar o caso. Mas o COF respondeu que uma comissão vai analisar minha carta”, disse Seraphim ao blog.

O terceiro caso está relacionado a uma imagem que teria sido gravada pelas câmeras internas instaladas na sede social do clube. Nelas o ex-presidente Mustafá Contursi aparece numa situação rotineira cumprimentando Genaro Marino, vice que se distanciou na atual gestão.

O vídeo circulou em grupos de trocas de mensagens entre conselheiros. De acordo com membros do COF ligados a Mustafá, a imagem foi usada com conotação política para mostrar uma suposta aproximação entre os dois. Genaro deve ser candidato à presidência contra Galiotte no próximo pleito.

Como Contursi é “cofista”, o órgão quer que o presidente palmeirense explique se apurou o caso e se  identificou  e puniu os responsáveis pelo vazamento. Caso fique provado o envolvimento de conselheiros no episódio, o assunto será encaminhado para o Conselho Deliberativo. A diretoria também não quis se manifestar sobre esse episódio.

A criação das comissões acontece num momento de crise entre COF e Galiotte. O órgão tem reprovado as contas mensais da gestão do presidente. Os “cofistas” não concordam com a maneira como é contabilizada parte da verba que entra no clube por meio da Crefisa desde que o contrato de patrocínio foi alterado.

O órgão não aprovou a alteração contratual que transformou em empréstimo parte da receita que antes era de patrocínio feito pela parceira. A divergência se agravou depois que Galiotte pediu para o Conselho Deliberativo deliberar sobre o impasse. Os conselheiros aprovaram os adendos contratuais e o COF se sentiu desrespeitado.

Há ainda um conflito deflagrado de Leila e José Roberto La Macchia, conselheiros, além donos da Crefisa, com Contursi, influente no Conselho de Orientação e Fiscalização. Ex-aliados, eles se desentenderam depois de o ex-presidente não apoiar a alteração estatutária que aumentou de dois para três o tempo de mandato presidencial no clube.

Na diretoria há quem entenda como gesto político as criações das comissões. Já os “cofistas” alegam que atuam de maneira puramente técnica.

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Palmeiras identifica sócios envolvidos em atrito com Andrés

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O Palmeiras identificou pelo menos dois sócios do clube envolvidos no entrevero com Andrés Sanchez na festa de aniversário do alviverde.

A informação foi confirmada ao blog por Seraphim Del Grande, presidente do Conselho Deliberativo palmeirense. No entanto, ele não soube dizer o nome dos associados.

O caso deve ser analisado pela comissão de sindicância do clube. Eles podem ser punidos com advertência verbal, escrita, suspensão, expulsão ou serem absolvidos.

O estatuto palmeirense diz que os sócios devem respeitar visitantes “evitando discussões ou debates que possam perturbar o convívio social produzindo incompatibilidades”. Ao menos parte dos conselheiros entende que a regra se estende para eventos organizados pelo clube fora de sua sede.

O presidente corintiano, convidado para o evento, foi hostilizado no banheiro da casa em que aconteceu o jantar de aniversário.

Pelo menos um conselheiro presenciou o atrito. Ele nega ter se envolvido na confusão.

Na gravação, um dos palmeirenses chama Andrés de freguês e é chamado pelo corintiano de babaca. Outro homem toma as dores e chega a dar um levo toque no braço do dirigente iniciando uma discussão.

Os presidentes de Palmeiras e Corinthians consideram o caso encerrado depois que Maurício Galiotte telefonou para Sanchez logo após seu convidado deixar repentinamente a comemoração.

Porém, há conselheiros nos dois clubes que querem investigação e punição aos envolvidos, no caso de associados ou conselheiros palmeirenses.

 

 

Galiotte liga para Andrés, desfaz incômodo, mas atrito tem até apelo ao MP

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Pouco depois de Andrés Sanchez deixar a festa de aniversário do Palmeiras na última terça-feira, após ser hostilizado por dois palmeirenses, Maurício Galiotte telefonou para o colega corintiano.

O objetivo do presidente alviverde foi tentar desfazer o incômodo causado. A interlocutores, ele disse que Sanchez compreendeu ser um ato isolado e que não ficou magoado com o clube rival por conta do episódio.

O corintiano disse a Galiotte que foi bem recebido no evento e que sabe do respeito que o Palmeiras, como instituição, tem pelo Corinthians.

Ao UOL Esporte, Andrés afirmou que todos no clube adversário pediram desculpas pela confusão.

Apesar de os dois cartolas considerarem o caso encerrado, o incidente ainda faz barulho nos clubes.

Do lado palmeirense, parte dos conselheiros entende que Galiotte deveria ter se desculpado publicamente com o corintiano.

Além disso, esse grupo quer que o Palmeiras tente identificar os dois homens que aparecem no vídeo do entrevero para saber se eles são sócios, o que os deixaria sujeitos a punições internas.

Interlocutor de Galiotte afirma, no entanto, que ele não recebeu pedidos de conselheiros para se retratar em público, pois  já avisou no clube que conversou com Sanchez.

No Corinthians, há conselheiros indignados com o que chamam de falta de respeito com seu presidente.

Existe até membro do Conselho Deliberativo que pede em rede social a entrada no caso do Ministério Público, por meio do promotor Paulo Castilho. A justificativa para tal medida é que a atitude hostil incitaria a violência entre as duas torcidas.

Procurado pelo blog, no entanto, Castilho afirmou não se tratar de caso para o MP. “Foi deselegante, falta de educação, mas não há nada que o Ministério Público possa fazer. É um caso privado. Se o Andrés entender que houve injúria, deve entrar com uma ação contra essas pessoas”, declarou Castilho.

No banheiro da casa escolhida pelo Palmeiras para sua festa, um dos convidados provocou Andrés o chamando de freguês. O cartola reagiu se dirigindo ao desafeto como babaca. Outro homem toma as dores do primeiro e dá um leve empurrão em Andrés.

Precisava passar essa VERGONHA, Andrés???

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Todo mundo sabe que a Sociedade Esportiva Palmeiras completou o aniversário de 104 anos no último dia 26 de agosto. Entretanto a festa o presidente Maurício Galiotte tratou de fazer nesta terça à noite. Um evento de gala que contou com palmeirenses ilustres, alguns babacas encrenqueiros e até o corintiano Andrés Sanchez. Isso mesmo! O cartola alvinegro esteve por lá. Antes de receber uma enxurrada de ligações e WhatsApps com fotos e vídeos dele, fiquei sabendo por um amigo próximo que o sempre provocativo presidente corintianos estava mesmo lá. Comecei a tentar entender o que estaria fazendo ali. Nada contra […]

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Vice diz que Leila faz o que quer no Palmeiras e (quase) todos aceitam

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Em entrevista ao blog, Genaro Marino, um dos três vices do Palmeiras processados por Leila Pereira, presidente da Crefisa, afirmou que a patrocinadora e conselheira faz o que quer no clube com a aceitação de todos.
Ele lembrou, porém, que há um grupo de pelo menos 70 conselheiros que não concorda com a situação.
Marino também afirmou que a empresária não tem consciência do estatuto do clube e vê conflito de interesses no fato de ela resguardar os interesses de sua empresa enquanto é conselheira alviverde.

Procurada, por meio de sua assessoria de imprensa, Leila disse: “não tenho nada para responder para este senhor”.
A empresária pede na Justiça R$ 100 mil de indenização de cada um dos três dirigentes. Os outros vices são Victor Fruges e José Carlos Tomaselli.
Leila entrou com a ação por conta de nota de repúdio escrita após entrevista na qual ela diz ao Blog do Ohata que deixará de patrocinar o Palmeiras se alguém que é contra o patrocínio assumir a presidência. Os vices acusaram a conselheira de coagir o clube e reforçaram críticas em outro comunicado divulgado nesta quarta.
Abaixo, leia as principais declarações de Marino ao blog.
Processo
“Não chegou a ser uma surpresa ela nos processar. Achei um pouco exagerado. Não pensamos em ofender a Leila quando escrevemos a carta. Pensamos em defender a instituição. Ela faz assim. É como ela quer ou reage desse jeito. Nós só quisemos mostrar pra ela que o clube tem regras, estatuto. Ela usou o poder financeiro e envolveu as pessoas, o presidente do Conselho Deliberativo (Seraphim Carlos Del Grande) para conseguir o que quer. O clube não funciona assim, tem regras. Faço parte da diretoria, tenho que seguir as regras. Ela chegou agora, acha que tudo é fashion, viagens, pizzas (em período de campanha para alterar o estatuto do Palmeiras a empresária convidou conselheiros para viajar em seu jato para acompanhar jogos do time e para jantares). Pra Leila funciona assim: ou você tá com ela, passeia de avião com ela (para assistir às partidas do equipe) ou é contra. Queria saber se ela está nos atacando porque fazemos parte dos dissidentes que ficaram do lado do Paulo Nobre (ex-presidente, desafeto da patrocinadora e rompido com Maurício Galiotte).”
Providências em relação ao processo
“Estou analisando ainda. Vou perguntar para o departamento jurídico do clube se ele vai se posicionar. Pra mim, ela está abrindo uma ação contra a entidade porque nós nos manifestamos como vice-presidentes. Não quero fazer ironia, mas ela diz que se ganhar o processo vai doar o dinheiro para o Palmeiras. Fico preocupado. Será que não vai transformar a doação em empréstimo depois?”
Mudanças no contrato de patrocínio
“Ela tinha um contrato de patrocínio (atrelado ao programa de sócio-torcedor) e mudou para empréstimo alegando que foi por causa da Receita Federal. A Leila não tem consciência do nosso estatuto, da nossa tradição. O estatuto diz que o presidente (Galiotte) não poderia assinar essas alterações sem falar com o COF. Sou responsável também, se houver prejuízo para o Palmeiras. Nesse caso, não pago porque estou alertando que foi feito de maneira inadequada (Galiotte e Leila negam irregularidades). Ela fez o que entendia ser melhor para a empresa dela. Só que é conselheira, tem que pensar nos interesses do clube. Existe um conflito aí” (nota do blog: ao Conselho de Orientação e Fiscalização do Palmeiras a empresária assegurou que a agremiação não terá prejuízo).”
Patrocínio
 “Ninguém é insano de ser contra o patrocínio (da Crefisa), mas as regras existem. Ela faz o que quer, e isso é aceito por todo mundo. Não atacamos a Leila ou o patrocínio na nossa carta. Defendemos o Palmeiras. Só dissemos: ‘não coloque a espada na nossa cabeça, temos nossas regras, nossa tradição.’”
Insatisfação
“Hoje, existem insatisfeitos com a maneira como as coisas estão sendo feitas no Palmeiras em diversas alas políticas. Não contei, mas pelo menos uns 70 conselheiros pensam como nós.”

Críticos de mudanças no contrato entre Palmeiras e Crefisa perdem round

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Seraphim Carlos Del Grande, presidente do Conselho Deliberativo do Palmeiras, decidiu rejeitar dois requerimentos de conselheiros para impedir que o órgão vote se considera válidas mudanças feitas nos contratos entre clube e Crefisa.

Um dos pedidos já foi oficialmente rejeitado. O segundo, assinado por integrantes do COF (Conselho de Orientação Fiscal) terá o mesmo caminho, segundo afirmou Del Grande ao blog.

Por solicitação do presidente alviverde, Maurício Galiotte, Seraphim marcou para o próximo dia 20 reunião para o conselho deliberar sobre os adendos contratuais. O COF já se posicionou contra as alterações.

“Rejeitei o primeiro requerimento porque ele diz que o Conselho Deliberativo não tem poder para votar balancetes do clube. Só que o presidente pediu a reunião para os conselheiros se posicionarem em relação ao impasse sobre o aditivo. Já respondi que não vou tirar a deliberação da ata porque nenhum balancete vai ser analisado”, disse Del Grande.

Ele ainda afirmou que o COF tem o poder de fazer recomendações, mas o Conselho Deliberativo é capacitado para tomar decisões.

O impasse faz membros do conselho de orientação cogitarem irem à Justiça tanto para impedirem a reunião como invalidarem as alterações.

As contas de janeiro a março apresentadas por Maurício Galiotte já foram rejeitadas pelo COF. O órgão aponta que o presidente não poderia ter assinado os aditivos sem consultá-lo.

Leila Pereira chegou a ir ao conselho de orientação para explicar as mudanças. A principal delas transforma o contrato de patrocínio atrelado ao programa de sócio-torcedor em empréstimo. Antes o clube só precisava devolver o dinheiro usado em contratações se recebesse algo na saída dos atletas. Eventuais prejuízos seriam só da parceira e o lucro ficaria com o Palmeiras.

Agora, além de ter que devolver integralmente a verba, mesmo se o jogador sair de graça, o alviverde só pode usar o lucro se não tiver dívidas em aberto com a patrocinadora. O empréstimo é de pelo menos R$ 120 milhões.

Além das questões técnicas, há um caldo político na disputa. Grande parte dos contrários à mudança pertence ao grupo do ex-presidente Mustafá Contursi, rompido com Leila e seu marido José Roberto Lamacchia. Antes, ele ajudou o casal a se eleger para ocupar postos no Conselho Deliberativo. Mustafá também se afastou de Galiotte, aliado dos patrocinadores.

Por sua vez, Del Grande é acusado de desrespeitar o estatuto do clube por participar de eventos com Leila pela aprovação de mudanças estatutárias. Ele nega ter cometido ilegalidade.

 

Por contrato, Palmeiras deve elogiar Crefisa pela compra de Guerra

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Por contrato, a diretoria do Palmeiras deve se esforçar para elogiar a participação da Crefisa na contratação de Guerra. A exigência está cravada na cláusula 4.2 de documento assinado em janeiro de 2017.

“O patrocinado (Palmeiras) se compromete, observadas as disposições deste contrato, a efetuar a apresentação oficial do atleta juntamente com o patrocinador (Crefisa) ou com empresas a este coligadas, bem como a envidar seus melhores esforços para externar, sempre que possível, a importância do patrocinador na contratação do atleta pelo patrocinado”, diz o compromisso assinado entre as partes.

Guerra foi apresentado na FAM (Faculdade das Américas), de propriedade do casal José Roberto Lamachia e Leila Pereira, donos da Crefisa.

Na ocasião, Alexandre Mattos ressaltou a importância dos parceiros para a concretização da negociação. “Faço um agradecimento especial aos nossos patrocinadores. Acho que posso chamá-los de amigos. Sem eles, a presença do Guerra e de outros jogadores seria impossível. Num gesto de merecido  reconhecimento quero chamar Leila para entregar a camisa ao Alejandro”, declarou o diretor. Mattos disse ao blog que não comentaria a cláusula contratual.

Na apresentação do meia, Leila e seu marido estavam na reta final de suas campanhas por vagas no Conselho Deliberativo do clube. Ambos foram eleitos.

Adendo do “contrato de patrocínio do programa Avanti por intermédio do atleta Alejandro Guerra”, assinado em 20 de janeiro de 2018, registra que a patrocinadora repassou ao clube  R$ 12.001.487,40 para a contratação.

Antes de o contrato ser alterado, o Palmeiras só precisava devolver à parceira o valor investido na hipótese de venda do atleta. Em caso de prejuízo, ele seria só da parceira. O lucro ficaria com o clube. Como mostrou o blog, o alviverde só poderá lucrar na operação se estiver com eventuais pagamentos à patrocinadora em dia.

As alterações contratuais referentes aos investimentos feitos pela Crefisa na compra de jogadores por meio de acordos de marketing são contestadas pelo COF (Conselho de Orientação Fiscal do Palmeiras).

O órgão entende que Maurício Galiotte não poderia ter assinado o documento sem consultá-lo, entre outras supostas irregularidades. Tanto o presidente palmeirense como a Crefisa negam terem cometido irregularidades.

Procurada para comentar sobre a “cláusula de elogio”, a assessoria de imprensa de Leila Pereira, enviou a mesma nota que havia encaminhado ao blog no dia anterior para responder a outras questões sobre as alterações:

“Perrone, primeiro quem estiver passando esses contratos para o senhor tem a nítida e clara vontade de prejudicar o Palmeiras, talvez seja a mesma pessoa que levou o primeiro contrato para a Receita, mas enfim essa pessoa deveria respeitar a cláusula de sigilo, que é muito comum em contratos. Mas o senhor e os torcedores do Palmeiras podem ter certeza, eu jamais vou fazer qualquer coisa que prejudique o Clube”.