Arquivo da categoria: meninos da vila

A quem interessa o futuro

Leia o post original por Odir Cunha

A tevê que nos esquecia produz um comercial que é uma obra de arte e fala dos Meninos da Vila como símbolos do futebol brasileiro. As oito imortais pedaladas de Robinho, o gol Puskas de Neymar e, ao final, a imagem maior de Gabigol encerrando o anúncio do Sportv.

Agora temos a confirmação de que as dívidas com o elenco são coisas do passado, assim como os débitos com o Profut. O caminho da virtude é mais penoso e, talvez, mais demorado, porém mais sólido. Quem está percebendo isso não tem dúvida de que o Santos está no caminho certo.

E você, o que pensa sobre isso?


Coisas do destino

Leia o post original por Odir Cunha

O Santos perdeu do Bragantino e do Novorizontino. Como definir isso, além de dizer que são coisas do destino? Sim, é uma rima e talvez seja mesmo a explicação. Querer jogar a culpa nos oito Meninos da Vila no campo enlameado, ou no técnico Jair Ventura, creio que possa ser um desabafo, mas não é o mais sensato. Por falar em sensatez, reproduzo um comentário que exprime o que estou falando:

Antonio Carlos Sanches Valenti
O Jair fez o que a torcida vem pedindo, colocou a garotada, promoveu a estreia do novo lateral, mas infelizmente, a chuva detonou toda a estratégia, isto é que muitos que estão fazendo críticas destrutivas deveriam entender, será que é tão difícil assim?

É isso. Um time de meninos é sempre mais instável. Lembro-me que em 2002 o Santos perdia todos os jogos fora de casa, a ponto de estar vencendo o Coritiba por 2 a 0 aos 29 minutos do primeiro tempo e tomar a virada ainda na primeira etapa (veja os gols acima). E o time era o mesmo que cresceria na fase final e seria campeão brasileiro vencendo duas vezes o Corinthians no Morumbi.

Uma pena essa derrota em Novo Horizonte logo depois do bom desempenho no clássico alvinegro, no Pacaembu, mas quem está acostumado com o futebol sabe que essas pedras no caminho podem aparecer, principalmente, repito, se o time é jovem e enfrenta ambientes hostis, como ocorre nos jogos fora de casa. Mas esses tropeços têm de ser olhados como lições cuja finalidade é amadurecer esses jovens.

Como sempre fiz, costumo procurar os ensinamentos e os aspectos positivos mesmo em uma derrota. E nem é preciso procurar muito para perceber que a estreia como titular de Yuri Alberto e seu belo gol, aos 16 anos de idade, são mais uma marca histórica importante desse time conhecido pela ousadia de seus Meninos, que ainda contaram com mais uma boa atuação de Diogo Vitor.

O horário de almoço, às vezes a madrugada e os fins de semana são os únicos momentos que agora me restam para participar deste canal aberto com os santistas em fevereiro de 2010, portanto há pouco mais de oito anos. Não somos obrigados a pensar da mesma maneira, evidentemente, mas creio que aqui temos um objetivo comum, que é contribuir, com idealismo, amor e honestidade para o crescimento do Santos. Agradeço aos que compreendem isso e colaboram com o bom nível das discussões, mantendo o respeito às pessoas, mesmo quando divergem das ideias. Obrigado!

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Faço-lhe um convite para esta noite:

Em homenagem as mulheres, Memorial das Conquistas realizará “Uma Noite Memorável”

Vamos lotar a Vila: venda de ingressos para a partida contra o São Bento

E você, o que acha disso?


Bom renascimento para nós

Leia o post original por Odir Cunha

Costumo dizer que a vida é feita de renascimentos. Se as coisas não andam como você quer, não se amofine. Continue trabalhando, fazendo a coisa certa, porque logo uma nova etapa, repleta de possibilidades, surgirá à sua frente. Como santista, vivi algumas Páscoas, ou renascimentos. A mais marcante delas ocorreu em junho de 1979, quando um time recheado de garotos, nominados Meninos da Vila pelo seu Chico Formiga, venceu o São Paulo na final e conquistou o Paulista de 1978, primeiro título importante do Alvinegro Praiano após Pelé. Neste vídeo podemos desfrutar a narração incomparável de Osmar Santos, de quem me tornei redator e amigo nas rádios Globo/Excelsior. Boa Páscoa a todos os frequentadores deste blog e obrigado pelos comentários sinceros.

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Torcer pro Santos. Sempre

Leia o post original por Odir Cunha

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Um companheiro aqui do blog lembrou que este ano o Santos participará de muitas competições e caso vença alguma dificilmente eu terei chance de ser eleito presidente do clube. Pois eu respondo que jamais torcerei contra o Santos, em nenhuma circunstância, e se por um título em campo o santista preferir continuar com Modesto Roma, paciência. Nesta tarde de quarta-feira, por exemplo, como não sofrer e apoiar os Meninos na Copinha, às 15h30, diante do Flamengo de Guarulhos, em Barueri, com transmissão da Espn Brasil? E se torço na Copinha, como não torcerei desbragadamente no Paulista, na Copa do Brasil, no Brasileiro, na Libertadores e, tomara, no Mundial de Clubes?

Santista acredita no imponderável. Muitas das conquistas do time vieram assim, desacreditadas. Pois falavam maravilhas da base do São Paulo, que já se foi, eliminada pela brava Chapecoense. Do Palmeiras não falavam maravilhas, mas também já se foi. Nem o presidente do Santos acreditava nesse time da base, muito criticado até por frequentadores deste blog em seus jogos anteriores.

Conheço bem as deficiências da equipe, mas, no momento como torcedor, prefiro me agarrar às qualidades, ou potencialidades. O goleiro Fernando Castro é tranquilo, qualidade essencial para um bom arqueiro. Ton Ton faz um monte de coisas erradas, mas é atuante, está em todas e uma hora fará uma jogada espetacular. Léo Souza, que não parece nenhum moleque, perdeu gols, mas deu a bela assistência para o predestinado André Anderson marcar contra o Audax. O pequeno Nicolas é driblador. Tem um receio natural de tomar pancada, mas é habilidoso. E o zagueiro Gabriel Casanova merece um comentário à parte.

Vocês sabem que no futebol, às vezes antes da técnica e da eficiência, vêm a personalidade e o carisma. Pois esse Gabriel Casanova salvou um gol de chaleira e depois quase marcou um lá na frente, com uma arrancada digna de um homem de área. Negro esguio e ágil, o Menino tem até nome de grande zagueiro. Torcerei para que ele se destaque novamente hoje.

Nada sei sobre o Flamengo de Guarulhos, mas basta ser Flamengo pra gente querer ganhar. Só sei que Guarulhos é terra de santistas, como o nosso amigo Bozo e o doutor Marcelo Santos, líder dos santistas da cidade e apoiador de minha campanha. Não tenho ilusões de que o jogo será fácil, como não tem sido nenhum para o Santos nessa Copinha, mas deverá ser mais uma boa luta. Torçamos.

Dizem que num certo clube paulistano o candidato de oposição oferecia prêmios para o adversário vencer o seu próprio time, pois isso faria com que o presidente, seu desafeto, tivesse problemas nas eleições. Quem me conhece sabe que, acima de tudo, tenho caráter, e depois torço para o Santos, sempre, ainda mais em um ano com Copa Libertadores. Quanto não vale o quarto título continental?

Espero que o santista saiba enxergar além dos resultados em campo e queira um Santos campeão, mas bem estruturado, transparente, abrangente, profissional, universal, que não sofra mais esses altos e baixos que o mantém em um segundo pelotão entre os grandes do planeta. Mas não estamos aqui para falar de política. Vamos lá Meninos!

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A bela imagem do Santos

Leia o post original por Odir Cunha

Li no comentário do leitor PCabral um trecho da entrevista de Luis Paulo Rosenberg, ex-vice-presidente de marketing no alvinegro de Itaquera, hoje na Portuguesa. O que Rosemberg disse não é novidade para mim. É o mesmo que me revelou em uma matéria para a revista Four Four Two, da qual quando fui editor entre 2009 e 2010. Sua opinião sobre o Santos continua a mesma, conforme descreveu agora para o portal Terra:

É necessário conhecer muito bem a cultura para desenhar o clube de acordo com as origens e os valores de cada um. A característica maior do Santos é o futebol atrevido, jovem, bonito. Eles podem estar por baixo, mas o futebol mais alegre é sempre deles. Está no DNA. É um comando totalmente provinciano, retrógrado, que segura o Santos, mas não adianta. É algo que floresce. Imagina fazer o Santos sem essa característica? Enquanto que o Palmeiras tem que crescer em volta da sua origem italiana, precisa valorizar isso. E o São Paulo precisa ser empresa. O São Paulo não tem torcedor, tem consumidor. E o consumidor do São Paulo vai encher o Morumbi se o serviço for de qualidade. Hoje eu acho que o time mais sem rumo é o São Paulo, que era o líder em modernidade na virada do século. É preciso trabalhar a sua identidade. Tem que fazer o seu modelo.

Veja que, para ele, um estudioso e especialista do marketing do futebol, apesar de “um comando totalmente provinciano, retrógrado, que segura o Santos”, o Alvinegro Praiano se destaca pelo “futebol atrevido, jovem, bonito. Eles podem estar por baixo, mas o futebol mais alegre é sempre deles. Está no DNA”, enfatiza.

Os que acompanham este blog sabem que, coincidentemente, esta é mesmíssima opinião que tenho do Santos, de sua imagem pública e das amarras que o impedem de crescer. Alguns, céticos e práticos, perguntarão: “Mas de que adianta jogar bonito, fazer gols, revelar jogadores, se não ganhar campeonatos, faturar mais, ter mais torcedores?”

Eu respondo que este estigma de jogar bonito, fazer muitos gols e revelar jogadores, na maioria atacantes, de ser um time atrevido e jovem, é a grande pedra preciosa a ser lapidada eternamente pelo Santos. Ela é o princípio e o fim de todos os milagres que podem fazer o Santos crescer, sempre. É o que mantém o interesse sobre ele, que atrai torcedores e, mais importante, dá aos seus jogadores vindos da base um status, um valor agregado, que nenhum outro clube no Brasil, e poucos no mundo, têm.

Repare nessa frase de Rosenberg: “Eles podem estar por baixo, mas o futebol mais alegre é sempre deles”. Sim, o Santos é assim mesmo. Tive essa certeza mais de uma vez. Em uma das últimas, em um clássico com o São Paulo, no Morumbi, em que o Santos tinha Neymar e eles Lucas e fui convidado para participar de um programa de uma emissora de rádio.

Ficamos em um espaço dos camarotes, cercados de torcedores são-paulinos. Como eu era o único santista ali, a cada gol do time da casa, que venceu por 3 a 2, uns marmanjões com a voz rouca de cerveja vinham gritar às minhas costas, raivosamente, que lugar de peixe é no aquário. Enfim, o ambiente era hostil. Porém, ao apreciar o jogo, eu via um time que tocava a bola de cabeça erguida, que subiu a serra para dominar o adversário, no enorme estádio deste, e criar as melhores jogadas e situações de gol. A diferença de imagem de um time e do outro era muito grande.

Essa alegria do jogador do Santos certamente tem algo a ver com morar em uma cidade de praia, conviver com a sensação da liberdade ilimitada que o mar traz. Por isso, o Santos ser de Santos é ótimo e faz bem ao time. Só que o Santos não é uma ostra que nasceu e morrerá grudado à sua casca, à sua casa.

Manter esse espírito rebelde e essa imagem baseada no futebol bonito e ofensivo é o grande trunfo do Santos, o que o torna obrigatório ao futebol. A tentativa da Globo de jogá-lo no ostracismo não é só um crime contra o clube que tanto fez pelo esporte, ou um crime de favorecimento aos clubes com os quais essa emissora carioca mantém uma estranha e mal explicada parceria, mas é um crime contra a essência do futebol brasileiro que o Santos representa, baseada, repito, no atrevimento, na rebeldia, na busca pela arte que às vezes transcende o resultado.

Com a situação falimentar da economia brasileira, em contraste com o nascente milionário mercado do futebol na China, além das fortunas que os grandes clubes europeus reservam, a cada ano, para renovar seus elencos, é evidente que a grande saída financeira dos clubes brasileiros continuará sendo vender bem os seus jogadores e, nesse particular, o Santos sempre terá a vantagem de contar com a grife “Meninos da Vila”.

E para quem acha que Rosenberg não é confiável por torcer para o outro alvinegro, eu só lembro que ele deixou de servir ao seu clube do coração por não concordar com os métodos obscuros que levaram à construção do Itaquerão e por ser considerado ingênuo por aqueles que o queriam conivente com as safadezas arquitetadas pela direção do clube, à época assessorada por um lobista de nove dedos.

E pra você, qual é a imagem do Santos?


Habemus mais um meia

Leia o post original por Odir Cunha

Assim como fiz um post com o título “Habemus Meia” quando percebi em Lucas Lima qualidades para ser o armador que o Santos tanto precisava, tomo coragem agora para dizer que Serginho tem toda a condição de ser mais um excelente meia do Santos.

Veja que não elogio jogadores a torto e a direito. Chamar de craque um jogador jovem, só fiz isso com Neymar e Ganso. Um é até hoje, o outro se perdeu na prepotência e nas más condições clínicas e físicas. Também vi potencial de craque em Felipe Anderson, e parece que os europeus também estão vendo.

Não chamei Danilo de craque, nem Alex Sandro, nem Wesley, nem André, nem chamo Gabriel ou Ricardo Oliveira, se bem que Gabriel pode chegar lá. São bons jogadores, mas ainda têm limitações consideráveis. Então, estou dizendo que Serginho é craque? Olha, digo que tem muito potencial para chegar lá: é habilidoso, inteligente, tem ampla visão de jogo e um chute que é o melhor entre os santistas.

A Suzana já lembraria outro detalhe importante: é canhoto! No tênis isso é uma grande vantagem (por falar nisso, força Thiago Monteiro, canhoto cearense de muita garra que está fazendo bonito nos torneios no Brasil). Creio que no futebol também, pois o canhoto surpreende, sai por um lado diferente, encontra ângulos pouco usuais. Mas quais seriam as qualidades que Serginho tem e quais pode desenvolver?

Bem, no jogo contra o Mogi Mirim ficou evidente que ele é uma ótima opção para os chutes de fora da área. O rapaz pega bem na bola. Vai marcar muitos gols assim. Já o vejo driblando para o lado e mandando a bomba, como fazia um canhoto genial saído da base do Santos, o Menino Pita. Lembro-me, ainda, de nosso Ailton Lira, que colocava a bola, como se usasse as mãos, nos ângulos inacessíveis ao goleiro, e era meia, craque e canhoto.

Na partida contra o Mogi deu para perceber que Serginho sabe tabelar, pode penetrar driblando e também pode avançar em busca de um lançamento. Fez tudo isso, e bem. Como é jovem e está se firmando no time agora, seu futebol tende a crescer. E o maior mérito por acreditar nele, não posso esquecer, é do técnico Dorival Junior.

Só queria entender as “despesas diversas”

Estou com os borderôs dos jogos do Campeonato Paulista na tela. Se também quiser vê-los, entre no site da Federação Paulista e ao lado do resultado dos jogos já realizados, clique em “Boletim Financeiro”.

Clique aqui para entrar nos boletins da Federação Paulista.

Pois bem. Gostaria de entender como o jogo Santos 4, Mogi Mirim 1 teve uma renda bruta de 332.370,00 reais, despesas diversas de 123.011,28, despesas totais de 313.565,59 e ficou com um lucro de apenas 18.804,41 reais, se a partida Novorizontino 3, Santos 3 teve uma arrecadação bruta um pouco menor (314.090,00), apenas 369,90 de despesas diversas e deu um lucro ao time do Interior de 253.250,03 reais!

Como a mesma arrecadação pode gerar uma distorção tão grande? Será que não é o caso, então, de o Santos rever suas despesas em cada jogo?

Joel pode continuar no time contra o Red Bull

O centroavante Ricardo Oliveira, aparentemente conformado de não ter ficado milionário da noite para o dia, voltou aos treinos e talvez jogue neste domingo contra o Red Bull, em partida marcada para as 19h30 no estádio Martins Pereira – com capacidade para 19 mil pessoas – em São José dos Campos. Porém, não é certeza de que Oliveira, que passou dias de muita tensão com a perspectiva de ganhar mais de um milhão de reais por mês, na China, esteja pronto, física e psicologicamente, para voltar ao time. Se não puder, o camaronês Joel, que marcou dois gols e se saiu muito bem contra o Mogi Mirim, deverá ser escalado.

O técnico Dorival Junior disse que não deve escalar Thiago Maia e Victor Ferraz. Outro que ainda ficará de fora é o zagueiro David Braz, que já voltou aos treinos mas ainda não está cem por cento para entrar no jogo.

O Santos lidera o Grupo A, com 12 pontos ganhos, mas a disputa com o Linense e o São Bento, ambos com 10 pontos, segue muito equilibrada. Como só os dois primeiros de cada grupo se classificam para a próxima fase, Dorival tem de saber remanejar os jogadores sem enfraquecer demais a equipe, pois uma derrota pode até deixar o Santos fora da zona de classificação.

Cerca de 90% dos torcedores de 10 grandes clubes brasileiros preferem que seus presidentes assinem contrato com o Esporte Interativo

Em uma enquete realizada pelo site Torcedores.com ficou evidente que torcedores de dez grandes times brasileiros preferem que seus clubes assinem o contrato com o canal Esporte Interativo.

Na média, a porcentagem de aceitação do Esporte Interativo entre os torcedores é de 89,9%. Os santistas são os mais entusiasmados com a possibilidade: 97% deles votaram a favor da assinatura de contrato com o canal para a transmissão de seus jogos.

Em segundo vêm os botafoguenses, com 93%. Depois, palmeirenses, com 92%. Gremistas e vascaínos preferem o Esporte Interativo também com um índice altíssimo: 89%. Torcedores de Fluminense e Cruzeiro optam pelo mesmo canal com uma porcentagem de 87%. Tricolores paulistas e colorados do Rio Grande do Sul atingem a porcentagem de 86% e fãs do Galo mineiro, 83%. Dos consultados, só os do Flamengo estão divididos.

Assim, não há qualquer dúvida de que os torcedores estão fartos do desigual sistema de distribuição de cotas praticado pela Globo e seu filhote, o Sportv, e querem uma fórmula caminho mais justa e democrática, que premie o mérito.

Clique aqui para checar a avassaladora porcentagem de torcedores de 10 grandes clubes que preferem o contrato com o Esporte Interativo.

E você, o que acha disso tudo?


Meninos da Vila, uma grife

Leia o post original por Odir Cunha

Gabriel e Felipe Anderson brilham na Seleção Olímpica

Os outros clubes têm divisões de base, o Santos tem os Meninos da Vila. Virou uma grife. Eles estão na Seleção Olímpica, nas finais de todas as categorias do Campeonato Paulista e às vezes são mais da metade dos titulares do Santos, time que faz uma das melhores, se não a melhor, campanha no futebol brasileiro em 2015.

No amistoso desse final de semana, em Belém, Felipe Anderson fez dois, Gabriel mais dois e o mesmo Gabigol, generoso, não quis chutar e deu o quinto gol da Seleção Olímpica Brasileira para Luan, na vitória de 5 a 1 sobre os Estados Unidos. O Brasil ainda tem como titular o lateral Zeca, outro Menino da Vila, e logo contará com o astro Neymar.

Em São Paulo, a presença dos Meninos da Vila é tão marcante nas competições estatuais que o torcedor santista já estrega as mãos, antevendo novas revelações para o time profissional, que hoje chega a ter sete titulares oriundos de suas categorias de base: Daniel Guedes, Gustavo Henrique, Zeca, Alison, Thiago Maia, Gabriel e Geuvânio.

Antídoto contra a Espanholização

Revelar jogadores é uma das formas mais eficientes de um clube brasileiro se manter competitivo, mesmo não sendo bafejado pelo sistema de privilégios que quer implantar a Espanholização no futebol nacional. Como o dinheiro do Santos não vem de lobbies de nenhum ex-presidente da república e nem de acordos secretos com a televisão, o jeito é trabalhar mesmo, e preparar garotos bons de bola.

Recentemente, o CEO do Alvinegro Praiano, Dagoberto Santos, disse que em vez de construir um estádio próximo à Vila Belmiro, o clube deveria investir em um CT maior e mais moderno para os Meninos. Concordo com ele.

Hoje garotos do mundo inteiro procuram o Santos com a esperança de se tornar um Menino da Vila. É evidente que o clube precisa dar ao seu departamento de futebol de base todas as condições para empreender esse trabalho fundamental para o crescimento do clube e para a esperança de novos dias para o futebol brasileiro.

Lidar com crianças e adolescentes exige, ainda, um corpo de profissionais de alto nível, tanto no aspecto técnico, como, principalmente, moral. É preciso praticar a meritocracia desde a base, selecionando e dando oportunidades aos garotos de maior potencial, erradicando totalmente o pagamento de propinas para favorecer um ou outro candidato menos qualificado.

Sentimos que o Santos está no caminho certo, um caminho que jamais deverá ser abandonado, pois é e será a única esperança, repito, de se manter competitivo em um mercado viciado, dominado por uma rede de tevê que decidiu criar um apartheid entre os clubes brasileiros.

E você, o que pensa sobre a grife Meninos da Vila?


Rolezinho

Leia o post original por Rica Perrone

Quando um grupo de garotos corre na sua direção fazendo bagunça e te causando insegurança num lugar teoricamente seguro chamamos de “rolezinho”. É isso que o Santos faz de melhor no Brasileirão. Um clube com vocação pra não privilegiar nada vindo de fora. Ou é feito em casa, ou parece um estranho no ninho.  Os […]

O Santos recua porque o adversário ataca, ou o adversário ataca porque o Santos recua?

Leia o post original por Odir Cunha

Repare que no primeiro gol santista havia seis jogadores do Santos na área e nove do adversário. Isso é que é ir pra cima pra decidir a partida.

Nos jogos contra Mogi Mirim e Red Bull foi a mesma coisa: o Santos atacou para valer apenas no início dos tempos, e depois recuou, abdicou da posse de bola e ficou especulando contra-ataques ou bolas espirradas após chutões para a frente.

O time não perdeu, mas o torcedor se sentiu frustrado. O santista se acostumou a ver o Santos no ataque, principalmente quando enfrenta times pequenos. Essa postura intencionalmente defensiva parece um tipo de trapaça com o espectador, como se o Santos não tivesse nenhuma responsabilidade com a chamada qualidade do espetáculo.

Já analisamos aqui a difícil situação financeira do clube e suas possibilidades de faturamento. Confirmo minha opinião – abalizada por tantos leitores deste blog – de que só mesmo uma grande campanha para turbinar o seu quadro de associados pode tornar o Santos competitivo, já que no outros quesitos, como cotas de tevê, patrocínio máster e arrecadações ele está bem atrás de seus principais concorrentes.

Mas uma campanha para atrair associados, assim como a busca por maiores arrecadações e melhores possibilidades de se obter patrocínio passa pelo fascínio que o time exerce em seu torcedor e no universo do futebol. Mesmo perdendo, o Santos já foi muito mais empolgante quando jogava pra frente e parecia tocado pela vontade irresistível de fazer gols.

Nem é preciso pensar muito para se lembrar qual o último jogo que fez o santista ir pra casa com a alma lavada. Sim, a goleada de 5 a 1, fora o baile, sobre o time que pouco mais de um ano antes tinha sido campeão do mundo. No final do Paulista, perdeu para o Ituano, mas aquela goleada marcou mais do que a decisão do título.

Se há um torcedor que adora ver goleada é o santista. Por isso, ele se amofina, se exaspera e perde a razão quando vê o seu time, preguiçosamente, voltar para a defesa depois de marcar um mísero gol. Tudo bem que outros times ganhem até títulos mundiais assim jogando assim, por uma bola, mas o Santos sempre foi diferente, sempre quis mais, por que se mediocrizar agora?

É o técnico que manda, ou os jogadores que decidem?

Será que é o Enderson Moreira que manda o time recuar? Será que foi ele que pediu isso domingo, em São José do Rio Preto, diante do regular, mas limitado Red Bull? Não acredito.

Como este filme nós já vimos várias vezes antes, temo que esse comportamento, mais do que uma decisão tática do treinador, seja adotado pelos jogadores do Santos como uma forma de obter a vitória, ou segurar o empate, sem correr maiores riscos físicos.

Sabe-se que o jogador que sofre mais faltas e se machuca mais é o que tem a bola. Ele também se expõe mais do ponto de vista técnico, pois precisa criar jogadas, enquanto seu adversário receberá urras da platéia se simplesmente chutar a bola para fora. Destruir é bem mais fácil do que construir, obviamente.

Mas o Santos só tem alguma fama até hoje e só impõe respeito porque se especializou em construir jogadas de ataque. E isso começa com a organização que vem desde a defesa, a troca precisa dos passes, as deslocações, dribles, tabelas e os bons arremates a gol. Tudo isso está faltando ao time, porém.

Diante do Mogi Mirim o ataque santista nada fez. Diante do Red Bull, venceu com um gol contra e um pênalti que caiu do céu. Não dá para se contentar com um rendimento ofensivo desses. E não dá para esperar que o Santos só jogue como um Leão do Mar na Vila Belmiro. O campo, a grama, as dimensões, são as mesmas. E domingo quase a totalidade da torcida era santista. Ficar atrás contra o Red Bull chega a ser constrangedor.

Nesta quarta-feira, às 22 horas, provavelmente diante apenas de sua torcida – como quer o promotor de justiça Roberto Senise Lisboa –, em um clássico com tevê aberta, provavelmente o rendimento do time será outro. Mas por que os jogadores só deixam para jogar futebol de verdade em casa e nos grandes jogos?

Enderson tem de ter coragem mexer no e com o time

Com tantos jogadores jovens para serem testados neste Campeonato Paulista, encher o time com veteranos não é inteligente e diminui a velocidade da equipe. Talvez esta seja a razão do precavido comportamento tático do time, pois a mesma velocidade que se usa para atacar, é necessária para recompor a defesa. Pode ser também o decantado cansaço de início de temporada. Mas será que só os santistas estão cansados?

Como muitos leitores deste blog têm dito insistentemente, e com razão, o Santos é o time de time em que se há dois jogadores de nível técnico equivalente para uma posição, e um deles é um Menino da Vila, então não há o que pensar. O garoto deve ter a preferência. Até porque costuma ser patrimônio do clube.

É evidente que Daniel Guedes na lateral-direita, Caju na lateral-esquerda, Gustavo Henrique na zaga, Alison no meio, Geuvânio e Gabriel no ataque são imprescindíveis para remoçar e dar vitalidade e velocidade ao time. Eu ainda testaria Lucas Crispim no meio, pois acho que o garoto vai emplacar.

Está mais do que na hora de escolher um jogo e botar a molecada em campo. Se der errado, paciência, mas é isso que o torcedor quer ver. Essa impotência ofensiva do time, com jogadores dispersos na frente à espera de um chutão do David Braz, é muito pouco para o time que mais gols marcou na história do futebol.

E para você: o Santos recua porque o adversário ataca, ou o adversário ataca porque o Santos recua?


Como aprimorar nossa fábrica de craques

Leia o post original por Odir Cunha

Gostamos de acreditar que a base do Santos é uma fábrica de craques, mas o técnico Enderson Moreira preferiu não contar com um time de Meninos para o Campeonato Paulista e está pedindo contratações. Chegaram Chiquinho, Ricardo oliveira, Elano e acabam de ser anunciados o meia-atacante Marquinhos Gabriel e o volante Edwin Valência. Fica a pergunta: qual o problema com a formação de jogadores na base do Santos?

Sabemos que formar craques não é a mesma coisa que tirar fornadas de pãezinhos quentes. É preciso haver uma série de circunstâncias felizes para se chegar a um jogador fora de série: 1 – Ter habilidade natural, a famosa ginga; 2 – Ser disciplinado, comparecer assiduamente e empenhar-se nos treinamentos; 3 – Ter ou desenvolver ótimas condições atléticas; 4 – Ter ou desenvolver boa condição psicológica.

O Santos não pode ensinar o be-a-bá dos fundamentos, mas pode selecionar garotos que já demonstrem essa habilidade. O clube pode, ainda, ensinar disciplina, desenvolver o condicionamento atlético e psicológico. Isso, porém, a gente não sabe se ele tem feito como se deve.

O notável técnico de vôlei Bernardinho diz que a preparação de um atleta é a fase mais importante do trabalho, pois se ele se preparou como devia, seus resultados serão conseqüência disso. Ouvi frase parecida do grande brasileiro Amyr Klink. Quando quis saber se ele não sentiu medo ao atravessar o oceano Atlântico em um barco a remo, Amyr respondeu que só tinha medo na fase de preparação, pois se esquecesse de algo nessa etapa, depois não teria como remediar.

Trago essa frase de Amyr Klink para o treinamento dos Meninos da Vila e pergunto se eles têm passado por todas as etapas preparatórias antes de serem lançados entre os profissionais? Pergunto e já respondo: Não!

Quando percebemos que o decantado Gabriel não tem pé direito; que Geuvânio pode cair em aparente depressão e sumir do time por boa parte do jogo e até por vários jogos seguidos, percebemos que ainda precisariam de mais retoques na preparação técnica e psicológica antes de serem escalados entre os profissionais.

Não sei quanto tempo e nem como os garotos treinam nas divisões de base do Santos – e estamos abertos a ouvir as informações de quem as tem –, mas a impressão que fica ao vê-los no profissional é que em sua preparação faltou mais treino com bola e mais trabalho psicológico.

10 mil horas

Sabe-se que para se chegar ao nível de excelência em qualquer atividade de performance – de músico a atleta – exige-se cerca de 10 mil horas de prática. Isso quer dizer que alguém que pratique determinada atividade por três horas por dia, todos os dias, precisará de nove anos e 16 dias ininterruptos para atingir um nível excepcional!

Hoje os garotos treinam com hora marcada e passam a maior parte do treino sem a bola nos pés. Antes, meninos como Pelé, Ademir da Guia, Edu, gastavam grande parte do dia correndo atrás da bola em campinhos de terra batida. Eu mesmo tive colegas de infância, como o Dito, que acertava bicicletas certeiras aos 13 anos de idade. Essa habilidade só se adquire com horas e horas de treino.

Um fundamento essencial a todo jogador de futebol, ao menos para os de meio-campo para frente, é o chute a gol – algo que pode ser treinado até sem goleiro, pois as traves não saem do lugar. Pelé e Zito praticavam sozinhos após os treinos, usando objetos como referência nos ângulos do gol. Se esses gênios do chute treinavam tanto, qual é a desculpa para um jogador iniciante não faze-lo?

É inadmissível ver um time como o Santos, que carrega o status de ser o que mais gols fez no futebol, sem bons arrematadores – tanto na equipe profissional, como nas de base. Aliás, exatamente por essa deficiência é que o time acabou eliminado da Copinha. Chutes fracos e sem direção representaram mais de 70% das conclusões santistas nos três jogos que fez pela Copa São Paulo.

Experientes e novatos

Mesmo quando teve times formados, destacadamente, por Meninos da Vila, o Santos manteve veteranos que seguravam as pontas e acalmavam a equipe nos momentos cruciais. Esses eram os papeis, por exemplo, de Victor, Joãozinho, Nelsinho Baptista, Ailton Lira e Clodoaldo em 1978; de Carlinhos, Wagner e Gallo em 1995; de Fábio Costa e Robert em 2002.

Creio que este Santos de 2015, um verdadeiro exército brancaleone movido mais por nossa fé do que pelo currículo dos jogadores, será um time assim, em que veteranos e novatos tentarão se harmonizar. No papel, não é um time para ganhar nada. Porém, se os mais rodados e, principalmente, os Meninos, resolverem dar à preparação o tempo e a importância que ela merece, quem sabe desse balaio de gatos, novamente, não saia uma equipe de verdade.

E você, o que acha da preparação dos meninos da base?