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Por que ficou mais caro trazer jogador brasileiro de volta?

Leia o post original por Perrone

A moleza está acabando. A atual janela de transferências mostra que está cada vez mais difícil os clubes europeus aceitarem emprestar jogadores para times brasileiros de graça e mediante pagamento de uma pequena parcela do salário.

Agora, as equipes da Europa insistem na venda de atletas que querem voltar ao Brasil. Se não conseguem, tentam entabular empréstimos onerosos e com cláusula de opção ou obrigação de compra.

A demora do Flamengo em acertar com a Inter de Milão a permanência de Gabigol na Gávea e as exigências do Sevilla para liberar Guilherme Arana ilustram o novo cenário. No caso do lateral, várias equipes nacionais desistiram do negócio por conta da exigência dos espanhóis em vender o jogador. Agora, o Atlético-MG tenta um empréstimo com opção de compra estipulada.

Para tentar entender a mudança de hábito dos europeus, o blog ouviu empresários e executivos de futebol de clubes brasileiros.

Altos gastos feitos por agremiações como Flamengo, Palmeiras, Santos e São Paulo aparecem entre as explicações dadas por agentes. A tese é de que esses investimentos fizeram cartolas da Europa enxergar que os brasileiros podem pagar mais do que vinham pagando para repatriar atletas.

“Quando os clubes europeus enxergam alguns times brasileiros gastando muito, eles imaginam que aqui é como na Arábia Saudita. Que todo mundo tem dinheiro para investir pesado, mas essa não é a nossa realidade. A maioria não tem dinheiro para pagar os preços que o mercado europeu está pedindo, fica difícil dar negócio”, disse o empresário André Cury.

Agente de diversos jogadores, ele também trabalha para o Barcelona, Cury aponta outro motivo para o desinteresse dos europeus em emprestar jogadores para o Brasil. “Eles entendem que não adianta o jogador ficar uma temporada no Brasil porque não vai evoluir taticamente. Aqui se pratica a mesma modalidade, mas de um outro jeito. O jogador não evolui e não se valorizar para eles. Então, é melhor tentar a venda”, declarou Cury.

“Hoje, eles acreditam menos na reviravolta do jogador, independentemente de se ele se valoriza ou não no Brasil. Entāo, esse negócio de obrigação de compra, é obrigado a comprar dependendo do percentual de jogos, é uma manobra para dizer: ‘olha cara, já que ele saiu daqui que não volte, por que não é interessante para o clube”, disse Alexandre Pássaro, gerente executivo de futebol do São Paulo.

Giuliano Bertolucci, um dos empresários mais influentes na Europa, avalia que o sucesso de jogadores que atuam no Brasil por empréstimo, como o Gabigol, também faz o preço subir. Ele entende ainda que o aumento de receitas geradas pelas agremiações nacionais colabora para compor esse cenário.

Estrutura

Opinião semelhante tem Paulo Pitombeira, empresário do agora corintiano Luan e do técnico Fábio Carille, entre outros clientes.

“Nós temos uma estrutura muito boa, as receitas aumentaram, o programa de sócio-torcedor gera cada vez mais dinheiro, os clubes têm profissionais competentes, temos três executivos brasileiros contratados por times europeus (Edu Gaspar, Juninho Pernambucano e Alexandre Mattos). Nossos clubes criaram uma condição muito boa para contratar, isso é bom para todos que trabalham no futebol brasileiro, e os europeus estão vendo isso. Até os chineses, por exemplo, já perceberam que o Brasil não é mais só vendedor, é comprador”, afirmou Pitombeira.

O agente  cita o caso de Luan como exemplo. “Ele tinha propostas da Europa e da China, mas preferiu ir jogar no Corinthians. No Brasil o jogador mora bem, ganha bem e disputa um campeonato muito competitivo, que é o Brasileiro. Tudo isso tem valor. Os europeus estão vendo tudo isso e, de fato, os clubes brasileiros estão tendo condições de pagar para trazer jogadores de volta”,afirmou Pitombeira.

Já o empresário Marcel Figer diz que as pedidas mais caras não valem para todos os casos. “Depende do jogador que está sendo negociado, depende se o clube europeu tem interesse de continuar com ele ou não. Dependendo do caso, vai ser um tipo de negociação”, opinou o agente.

Porém, ele concorda que os altos investimentos feitos pelos times do Brasil também fazem os europeus aumentarem suas pedidas.

“Isso é normal do mercado que está se regulamentando. Os clubes brasileiros estão com capacidade de absorver contratos com valores mais importantes, tanto em salários para jogadores como em direitos econômicos. E os europeus estão sabendo disso, eles acompanham tudo que acontece aqui. O dirigente vê um time do Brasil gastar tanto num jogador e pensa: ‘por que o meu jogador também não vale isso?’”, afirmou Figer.

Fair-play financeiro

Pássaro  e o CEO do Red Bull Bragantino, Thiago Scuro, levam a discussão para outra direção. Para eles, essa inflação não está diretamente relacionada a investimentos recentes feitos por clubes brasileiros.

“Entendo que é reflexo dos valores investidos nesses atletas quando eles vão para a Europa. Tem sido frequente atletas que saíram daqui muito cedo por valores altos, por não performarem lá,voltarem”, disse Scuro.

Ele e Pássaro apontam o fair-play financeiro implementado na Europa como um importante fator de alteração no comportamento dos dirigentes do continente.

“A grande mudança na diferença de postura se dá pelas das regras que eles tem lá, principalmente o fair-play financeiro. A partir do momento que eles compram um jogador, que eles acabam tendo uma receita comprometida, na hora que eles devolvem um jogador, eles já sabem que vão precisar, na maioria das vezes. pegar outro. E, para pegar outro jogador, eles precisam ter espaço no orçamento do fair-play”, disse o executivo são-paulino.

“Outro aspecto é o fair-play financeiro, que não existia antes. Os clubes precisam agir assim para gerar conforto no caixa. Esses dois aspectos (o outro é o alto preço pago pelos europeus nos brasileiros) são mais relevantes do que o fato de clubes do Brasil terem feito investimentos no passado recente”, afirma Scuro. 

Na opinião de Pássaro, quando libera um jogador para o futebol brasileiro, o time europeu faz as contas pensando na reposição. Ou seja, baliza negociação pelo valor que ele terá que investir para substituir atleta e isso encarece operação.

O executivo tricolor também aponta que ofertas de outros clubes europeus por jogadores que querem voltar ao Brasil ajudam a inflacionar o mercado.

“Além do fair-play, tem a mudança pela qual os clubes europeus passaram, quase todos têm dono. E, quando você tem dono, você precisa prestar contas no final do ano. Quando você contrata um jogador por 20 milhões de euros, seis meses depois, um ano depois, um ano e meio depois você transfere esse jogador de graça, às vezes até pagando o salário como era antigamente, isso não pega bem para um dono”, complementou Pássaro.

Na opinião do executivo de São Paulo, o fato de mais clubes brasileiros terem aumentado a sua capacidade de investimento  faz com que os europeus promovam uma concorrência entre os times do país por seus jogadores que estão de saída. E isso ajuda a elevar o preço.

Sem volta?

É possível reverter o quadro atual?  “Acho bem difícil que isso gire ao contrário em determinado momento porque a tendência é de um mercado cada vez menos regionalizado e mais mundial”, avalia Pássaro.

Apesar do aumento de investimento  que é preciso fazer para buscar atletas que estão na Europa, o executivo do São Paulo vê aspectos positivos no atual cenário.

“Antes era melhor porque era mais barato, mas não vejo como uma coisa ruim porque às vezes você vai conseguir repatriar jogador no mercado externo mais barato do que no mercado interno”, concluiu Pássaro.

 

Sem pressa, Red Bull Bragantino analisa português entre outros técnicos

Leia o post original por Perrone

 

Com Bruno Grossi, do UOL, em São Paulo

Sem pressa, o Red Bull Bragantino avalia o português Carlos Carvalhal, do Rio Ave, para a vaga de Antônio Carlos Zago. O clube tenta manter sob sigilo uma relação de técnicos estudados.

A direção definiu que a prioridade não é um treinador que possa assinar contrato  rapidamente, mas o que se encaixar melhor em seu planejamento.

Por isso, o clube trabalha com a possibilidade de iniciar o Paulista com Vinícius Munhoz como treinador interino.

Ex-técnico da Ferroviária, ele foi contratado para integrar a comissão técnica do time de Bragança Paulista. Sua efetivação como comandante não é considerada pela diretoria.

Neste momento, o Red Bull avalia os trabalhos e perfis de Carvalhal e outros que estão na mira.

A indefinição não trava a atuação do RB no mercado da bola. A diretoria entende que, se contratar um técnico com perfil adequado, ele terá à disposição jogadores que se encaixam em seu estilo de jogo.

Quem é quem no mercado da bola

Leia o post original por Perrone

Abaixo, veja como se comportam alguns dos clubes brasileiros no mercado da bola.

Flamengo: o insaciável

O campeão brasileiro e da Libertadores se comporta como o cara que tem quase tudo, mas quer mais.

Dono do melhor elenco do país, já acertou bons reforços, como Pedro Rocha e Gustavo Henrique. Ainda sonha com Pedro, da Fiorentina. Mas claro, prioriza a manutenção de Gabigol.

Fluminense: olhando a vitrine

Com pouco dinheiro para gastar, o tricolor carioca tem interesse em vários jogadores, mas até a publicação deste post não tinha anunciado reforços.

Parece o sujeito que entra na loja e fala: “só tô dando uma olhada”.

Corinthians: vizinho misterioso

É como aquele cara que todo mundo sabe que está com dificuldades pra pagar a prestação da casa própria e outras contas básicas, mas continua indo às compras. Aparece com coisas novas e caras. A vizinhança alvoroçada se questiona: onde ele arrumou dinheiro?

Ao mesmo tempo em que tenta um acordo com a Caixa, que foi à Justiça por conta de atrasos no pagamento do financiamento referente a seu estádio, o alvinegro entrou com força no mercado. Topou pagar cerca de R$ 22 milhões à vista por Luan, ex-Grêmio. E deve desembolsar mais de R$ 11 milhões por Cantillo, do Junior Barranquilla.

Botafogo: pés no chão

Respeita sua situação financeira, foge dos mercados mais caros e se conforma com o que pode pagar.

Grêmio: renova o guarda-roupa com cautela

Parece a pessoa que quer renovar o guarda roupa, mas sem gastar muita grana. Prioriza trocas, boas vendas e compras modestas.

Internacional: o criativo

Até agora apostou em nomes que não apareciam na lista de compras da maioria dos rivais.

Trouxe Rodinei, criticado no Flamengo, e Musto  do Huesca da Espanha.

Palmeiras: acumulador arrependido

O alviverde age como aquela figura que saiu comprando tudo o que via, mas se arrependeu. Agora prioriza se livrar do que não usa e pensa melhor antes de gastar.

O maior exemplo dessa política é o empréstimo de Borja para o Junior Barranquilla, além de nenhum jogador ter sido anunciado até a publicação deste post.

São Paulo: gastador compulsivo, que passou a ser vigiado pela família.

Depois de gastarem mais do que o planejado com reforços em busca de um título que não veio em 2019, Raí e Leco sofrem forte pressão interna para frearem as despesas.

Trocas como a de Raniel por Vitor Bueno com o Santos, vendas e compras por valores inferiores ao obtidos com a saída de atletas devem guiar a política tricolor no mercado. Pelo menos é o que o Conselho de Administração do clube espera.

Santos: bom de troca

Em busca de reduzir gastos, a direção santista só assegurou reforços até a conclusão deste post à base de trocas.

Além de Raniel por Vitor Bueno, acertou a contratação de Madson em negócio com o Grêmio que envolveu Victor Ferraz.

Red Bull Bragantino: novo rico

A situação é igual à do sujeito que ganhou na loteria e ficou milionário da noite pro dia. Passou a frequentar lojas caras e até a fazer ofertas por bens de quem antigamente tinha muito mais poderio financeiro.

Após comprar o Bragantino, a Red Bull injeta dinheiro para reforçar o time em sua volta à Série A. Os alvos são jogadores com potencial de revenda. Para isso, bateu à porta dos grandes em busca de nomes como Artur, do Palmeiras, Walce, do São Paulo, e Alerrandro (ex-Atlético-MG), este já contratado.

Vasco: o de sempre

De novo com o orçamento apertado, vive sua rotina modesta. Aposta num estrangeiro sem badalação, tenta um medalhão disponível e vai levando.

 

Estafe de Philippe Coutinho vê empréstimo para Bayern como difícil

Leia o post original por Perrone

Na avaliação do estafe de Philippe Coutinho, neste momento, é difícil ser concretizada a transferência do jogador para o Bayern por empréstimo. Essa possibilidade foi a primeira aventada pelos alemães para viabilizar a negociação. Só que as alternativas apresentadas não seduziram inicialmente o Barça. A expectativa no entorno do brasileiro é de que as conversas continuem, já que os catalães não fecharam as portas para o clube de Munique.

Existe ainda a chance de o Bayern fazer uma proposta de compra pelo meia, mas nesse caso a negociação também não seria simples por conta dos altos valores que seriam envolvidos. A tentativa de empréstimo deixa clara a intenção do time alemão de economizar na negociação.

No Barcelona, Coutinho é visto como um dos jogadores que podem entrar numa eventual transação com o PSG por Neymar. Assim, os catalães devem ser cautelosos ao analisar as ofertas para o brasileiro. Por exemplo, ceder o jogador da seleção brasileira por empréstimo representaria o fim da chance de usá-lo como pagamento por Neymar e sem receber uma quantia substancial para investir na operação com os parisienses.

Criticado por torcedores do Barça na última temporada, Coutinho vive um cenário de indefinição, já que nenhuma possibilidade (empréstimo, venda, troca ou permanência na Espanha) está descartada por enquanto.

 

O atual Boca é comum, o São Paulo também. E viva o Maicon!

Leia o post original por Milton Neves

Gol de Maicon foi decisivo para continuidade do São Paulo na Libertadores

Foto: UOL

Deveria saber e não sabia.

Maicon, o nosso melhor beque-beque atuando aqui ou fora, foi do Cruzeiro e estava meio que escondido em Portugal.

Quem o trouxe?

Quem o bancou?

Que contratação!

Sozinho, Maicon já teve melhor custo-benefício para o São Paulo do que os “800” jogadores que Alexandre Mattos levou para o Palmeiras, torrando uma tonelada de verdinhas pelo Verdão.

Só que nem seu padrinho tricolor acreditava em vida longa do time na Libertadores.

Daí o contrato de Maicon vai só até 30 de junho.

Agora, com o Corinthians de olho nele, a contratação em definitivo ficou bem difícil.

Até porque o FC do Porto também sacou que estava perdendo um zagueiraço a ser ainda muito valorizado.

E como português de burro não tem nada, a turma da terra do nobre vinho-licor já bem sabe que sua joia logo estará na Seleção Brasileira e aí seu prestígio e valor subirão de Pêra-Manca para Barca Velha, outros dois craques da vinicultura portuguesa.

Maicon, além de “goleiro”, de artilheiro e versátil, é um zagueiro com cara de zagueiro intimidador, tem habilidade e a liderança natural e típica dos antigos donos da mítica camisa 3.

Está aí, Dunga, a colher de chá que o São Paulo te deu e que você também não soube ver.

Já que você não gosta mesmo do soberbo Thiago Silva, chega de beques que têm mais fama do que bola, tipo David Luiz.

E nossa Libertadores, hein?

Sobrou só o São Paulo, o pior dos cinco brasileiros na pré-análise de 11 de cada 12 comentaristas esportivos.

Estão vendo mais uma vez como o imponderável é o grande oxigênio da bola e fundamental para a eterna liderança do futebol diante de todas as outras modalidades esportivas?

As classificações épicas de Boca Juniors e Atlético Nacional na quinta-feira também atestam isso.

Já em Belo Horizonte, pela “lógica”, daria Galo, o melhor elenco da América do Sul.

Mas com o mico Robinho hoje só cumprindo tabela, um Lucas Pratto nota 1, Leonardo Silva e Erazo pulando a grossura de uma gillette, Dátolo machucado, Victor catando borboletas e o péssimo Diego Aguirre enxergando tanto quando Ray Charles, a seleção alvinegra de Minas ficou pelo caminho.

E eu disse há mais de 20 dias que Aguirre, independentemente do resultado diante do clube do Morumbi, deixaria o Galo e Marcelo Oliveira assumiria o seu lugar.

Não deu outra!

Agora vêm aí os temíveis argentinos, os ótimos colombianos, os aguerridos mexicanos do Pumas ou os entusiasmados jogadores do Independiente del Valle do novo futebol equatoriano.

O São Paulo, de novo, é o pior dos semifinalistas e vai enfrentar o milagroso e compacto Atlético Nacional de Medellín, apostando mais uma vez na imprevisibilidade do futebol.

Afinal, o que é mais uma zebra a pastar no velho Morumbi deste São Paulo que, nem de longe, imaginava que poderia ser campeão de novo da Libertadores em meio a sua impressionante crise ética, política e técnica?

E já pensaram numa final inédita entre Boca e São Paulo?

Dois grandes campeões de tudo, atualmente com elencos nota 5,97.

Nesta hipotética final, apostaria no São Paulo, porque zebra boa, mas boa mesmo, é aquela que pasta do começo ao fim, livrando-se das terríveis investidas dos leões, leoas, leopardos, hienas e de outros predadores da savana.

Mas cuidado com o Boca, mesmo hoje com um time dos mais “inofensivos”.

É que time argentino bom, mas bom mesmo, é time argentino eliminado.

OPINE!!!

Tricolor joga fora mais de R$ 1 mi por Kieza

Leia o post original por Antero Greco

Contratações nem sempre dão certo. Fora os craques de verdade – e olhe lá! -, a maioria é investimento de risco, cujo desdobramento não se consegue calcular de antemão. O clube compra o jogador e torce para que tudo saia bem dentro de campo.

Mas até para a incerteza há limite.

O São Paulo acaba de levar chapéu tremendo de Kieza. O moço desembarcou no Morumbi há menos de dois meses, ao custo de R$ 4 milhões, pagos em prestações. Chegou e já lhe deram a 9, para mostrar que seria o substituto de Luís Fabiano.

Cheio de pompa, Kieza – ou Welker Marçal de Almeida – afirmou que pegava a oportunidade para brilhar, fazer história e os lugares-comuns de sempre. Vinha precedido por desempenho eficiente no Bahia no ano passado. Enfim, era uma das esperanças para a temporada de 2016.

Veja só! Kieza recebeu tratamento vip. Pelo visto, acreditou, se incomodou com a reserva de Calleri e Kardec, não quis ser relacionado para o clássico com o Palmeiras e agora vai embora.

Assim, do nada, o São Paulo jogou pela janela no mínimo R$ 1,2 milhão pagos como entrada para um desses clubes chineses abarrotados de boleiros brasileiros.

Kieza não disse ao que veio e sai sem deixar saudade. Ou melhor, deixa os cofres tricolores mais vazios. E, como perguntar não ofende: quem teve a brilhante ideia de contratá-lo assume responsabilidade? Como o São Paulo aposta em um jogador sem ter referências sólidas a respeito dele? Sobre temperamento também, não apenas sobre o futebol. (Que, bom frisar, sempre foi bem mediano.)

Por essas e por outras, os títulos escasseiam desde 2008…

Nossa Senhora dos Futebolistas, amém

Leia o post original por Antero Greco

Crônica do jornalista Roberto Salim.

Que Nossa Senhora dos Futebolistas me perdoe, mas eu não entendo mais nada.

Os salários dos jogadores que estão sendo contratados pelos times brasileiros são mentirosos.

Como o Palmeiras quer trazer um lateral para ganhar 450 mil mensais, se não tem um meia sequer de categoria, que honre o passado de um Alex, de um Ademir da Guia?

Aí, quando qualquer time nacional tem um grande jogador, acaba vendendo para o Exterior, porque não tem dinheiro para segurar o craque.

É muita contradição.

É muita contratação e pouco futebol.

Tem empresário que tem mais jogador que Corinthians e Flamengo juntos.

Como o caríssimo compadre tem esse dinheiro?

Como administra?

Por que os clubes não conseguem fazer o mesmo?

Quem me explica o caso Damião no Santos, Pato no Corinthians, Robinho de volta à Vila Belmiro?

Tem algo errado.

E poderia ser aclarado neste momento de combate aos dirigentes. A Fifa está nua. O Jerome Valcke mostrou a cara.

Está na hora de os presidentes de clubes do Brasil caírem na real, caírem do pedestal.

Que limpem a CBF, a Federação Paulista, todas as federações, confederações, Comitê Olímpico.

É hora da esperança.

Mais uma vez, que Nossa Senhora dos Futebolistas tenha piedade de nós torcedores. Amém.

A velha Elisa e o novo Corinthians

Leia o post original por Antero Greco

A velha Elisa morava no Jardim Brasil, numa rua sem calçamento. Quando chovia era uma lama só.

Mas nada que a impedisse de trabalhar numa loja do  largo São Francisco. Nada que a impedisse de ir a todos os jogos do seu Corinthians.

Elisa, a maior torcedora da Fiel, já se foi há um bom tempo.

Vamos imaginar que despertasse exatamente hoje.

Com certeza iria se informar sobre o seu querido Corinthians. E sorriria ao saber que seus meninos ganharam o título brasileiro de 2015. Uma glória para quem acompanhou os tempos difíceis do tabu contra o Santos, dos vinte e tantos anos sem títulos paulistas.

“Mas espera só um pouco Elisa, as coisas não estão assim tão bem: a diretoria vendeu um monte de campeões… sabe como é, dívidas pela construção do Itaquerão…”

Se título brasileiro é novidade, imagina o Itaquerão?

Elisa era do tempo de Vicente Matheus.

Curiosa, Elisa foi conversar com o técnico do time atual: vendendo tanta gente vai dar para brigar na Libertadores?

Os dois ficaram um tempão conversando e quem presenciou o bate-papo garante que o rosto de preocupação foi se transformando num enorme sorriso negro e simpático.

“O Tite me disse que o goleiro reserva é melhor que o Cássio, que o Danilo joga muita bola e que se o Gil e o Elias não forem para a China, não tem prá ninguém !!!”

E, gargalhando, Elisa sumiu pelos lados do Pacaembu, enrolada em sua inseparável bandeira alvinegra.

“Elisa!? Elisa?! E se o Elias e o Gil também forem embora???”

Deu para ouvir ao longe a voz abafada da corintiana:

“Aí meu filho… aí até o Tite pega o boné e volta para o Rio Grande do Sul levando junto a imagem de São Jorge”.

(Com Roberto Salim.)

O São Paulo deve terminar o ano sem nenhuma contratação. Será que o Tricolor vai conseguir alcançar os rivais em 2016?

Leia o post original por Milton Neves

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Diferentemente de seus rivais, o São Paulo termina o ano de 2015 com grandes desfalques e sem contratações.

O Corinthians perdeu o Jadson, mas contratou o ótimo jogador Marlone.

Na Vila Belmiro, o Peixe pode perder Marquinhos Gabriel, mas conta com peça de reposição.

Pelos lados do Barra Funda, o Palmeiras se desfez de alguns jogadores, mas contratou outros melhores ainda.

No Morumbi, Pato e Luis Fabiano foram embora, enquanto Rogério Ceni se aposentou.

O São Paulo vai conseguir ter um começo de ano avassalador e alcançar seus rivais?

Ou vai passar vergonha?

Opine!

Foto: UOL