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Esportivamente Michael é bom negócio para Fla. Financeiramente nem tanto

Leia o post original por Perrone

Prestes a ser oficializada pelo Flamengo a contratação de Michael é, na opinião deste blogueiro, grande negócio esportivamente. Mas, financeiramente  nem tanto.

No campo esportivo, o rubro-negro reforça seu elenco com um dos destaques do Brasileirão.

Em tese, Michael deve começar o ano como reserva, o que assegura a Jorge Jesus a possibilidade de repor eventual desfalque sem perder qualidade.

Mais do que isso, o treinador ganha uma alternativa de alto nível independentemente de lesões ou contusões.

De quebra, o Flamengo se prepara para o caso de uma eventual investida do exterior em Bruno Henrique.

Outro ponto importante é impedir que um de seus adversários se fortalecesse com Michael.

Financeiramente, o risco é de o Flamengo não recuperar numa eventual venda os 7,5 milhōes de euros (cerca de R$ 34 milhōes) investidos na compra de 80% dos direitos econômicos referentes ao destaque do Goiás.

Aos 22 anos, Michael já está fora da faixa etária priorizada pela elite da Europa. Os times europeus de ponta preferem brasileiros com menos de 20 anos.

Isso provavelmente explique o fato de, mesmo após excelente temporada, ele não ter conseguido uma transferência para Europa.

Teoricamente, Michael terá mais mercado na segunda prateleira europeia. Para conseguir algo mais terá que dar um enorme salto na carreira, com vaga constante na seleção brasileira. por exemplo.

Por outro lado, está claro que lucrar com a eventual revenda do novo reforço não é essencial para a diretoria flamenguista. O clube da Gávea, neste momento, não depende disso para fazer a roda girar.

A estratégia rubro-negra é engordar seu cofre com a negociação de jogadores que estão na idade que seduz os grandes europeus, como Reinier. O plano é usar esse dinheiro para montar/manter um esquadrão.

Nesse planejamento, a contratação de Michael não é loucura. Pelo contrário, ela se encaixa no modelo de negócios do atual campeão carioca, brasileiro e da Libertadores.

Para o Corinthians, que brigou pelo atleta, sim, seria uma sandice. Quem não consegue pagar as prestações da casa própria precisa ser cauteloso ao ir às compras.

O Goiás mandou bem. Esticou a corda ao máximo sabendo que não conseguiria fazer uma venda melhor para a Europa.

Educar e dar exemplos antes de aplicar punições

Leia o post original por Neto

Atacante Michael está fora do futebol por 16 meses

A justiça desportiva acabou de suspender por 16 meses o atacante Michael, do Fluminense, por consumo de cocaína. Isso mesmo! O rapaz vai ficar um ano e quatro meses sem poder jogar bola profissionalmente. Bom, longe de mim defender mais ainda a impunidade que há nesse País. Que a justiça sempre seja feita. Que as leis sejam cumpridas. Mas queria abrir uma discussão: será que no caso de jovens atletas a punição por consumo de drogas não poderia ser um pouco diferente?

Vejam só meu ponto de vista: o rapaz tem apenas 19 anos. Ficar quase um ano e meio parado pode decretar o fim da carreira dele. O termino da vida profissional de um jogador promissor. Aí pergunto: não seria melhor reabilitá-lo tendo um acompanhamento social? Desintoxicá-lo usando a paixão pelo esporte? Serviria até como exemplo para outros casos parecidos. O duro é que a ausência dos pais e a falta de base psicológica arrebenta com essa molecada que inicia cedo. Comigo foi assim também. Não é qualquer um que consegue lidar com a fama que vem literalmente do dia pra noite. Afinal futebol é a única profissão que você dorme pobre e acorda rico.

Acho que humanamente o STJD poderia rever essa decisão. Deixem ele jogar. Mas com condições e acompanhamento e tudo mais. Antes de punir temos que educar nossos jovens. O Michael pode ser o início de uma grande reviravolta no esporte brasileiro. Ah, esqueci de falar! O cara tem que estar disposto a sair dessa, né? Senão de nada adianta o apoio.