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Substituto ‘definitivo’ do Luxa só tem um!

Leia o post original por Craque Neto 10

Depois de muita pressão o presidente Maurício Galiotte demitiu o técnico Vanderlei Luxemburgo. E o que mais a galera está comentando no momento é sobre quem seria o substituto dele no cargo. Tive a informação de que o nome do argentino Guillermo Schelotto, atualmente no futebol da MSL dirigindo o Los Angeles Galaxy, teria sido […]

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Opinião: com demora em definições, Palmeiras sinaliza estar confuso

Leia o post original por Perrone

Começou mal para o Palmeiras a era após Alexandre Mattos. O comitê de cartolas criado para participar das decisões e diminuir o poder do diretor profissional pena para alcançar objetivos e vê o clube atrasar perigosamente seu planejamento para 2020.

O primeiro obstáculo foi justamente para encontrar um substituto para Mattos, visto pela maioria dos dirigentes alviverdes como o grande problema da agremiação em 2019. Foram pelo menos duas recusas até se chegar ao nome de Anderson Barros (ex-Botafogo). Tiago Scuro, primeira opção, rapidamente descartou deixar o Red Bull Bragantino. Até aí tudo bem, não houve demora.

Porém, na sequência, os palmeirenses mostraram indefinição sobre se preferiam Diego Cerri, do Bahia, ou Rodrigo Caetano, do Internacional. Depois houve a escolha e otimismo cego em relação ao acerto com o executivo do tricolor baiano. Estava tudo pronto para recebê-lo quando ele avisou que não viria.

A impressão que fica é que os que se reuniram para suprir a ausência de Mattos, incluindo profissionais do departamento de futebol, bateram cabeça. Além de demorarem para definir o novo executivo, não avaliaram de maneira realista o andamento das negociações com Cerri. Saldo: tempo perdido.

Com a definição de Barros para o posto, a torcida esperava pelo anúncio de Jorge Sampaoli. Muita conversa e, no final, outro negócio que não deu certo. O pecado do Palmeiras, na opinião deste blogueiro, foi a demora para definir a situação. Desde sempre a pedida do argentino era alta. Não há muita complexidade aí. Você faz as contas, apresenta uma contraproposta, bate o martelo ou pula fora. A morosidade da negociação deixa o alviverde ainda sem técnico para próxima temporada.

E outra vez o clube parece confuso. Trabalha com Miguel Ángel Ramírez, 35 anos, campeão da última Sul-Americana pelo Independiente del Valle, e o ex-vascaíno Vanderlei Luxemburgo, 67 anos.

Não parece haver uma filosofia definida para a escolha do treinador, dadas as diferenças entre os dois nomes. Carimbar os dois candidatos com ofensivos é pouco para dizer que o perfil é semelhante. O espanhol está engatinhando na carreira, enquanto o brasileiro é um dos mais experientes do país.

O estrangeiro vem de título como o time equatoriano. Por sua vez, Luxa encara um jejum de taças e seu último trabalho no Brasileirão chamou atenção por afastar o Vasco da zona de rebaixamento, não por brigar por títulos, que é o que interessa ao Palmeiras. Os vascaínos terminaram a competição na 12ª posição.

Ramírez é para os cartolas a esperança de um futebol moderno, conectado com a maneira como se pratica o esporte hoje. Luxa, com uma passagem pelo Real Madrid, é de uma escola clássica e carrega, com uma dose de preconceito, o estigma de desatualizado.

Luxa está calejado em relação a lidar com um vestiário cheio de medalhões como o do Palmeiras. Para o espanhol seria a primeira experiência desse calibre. Claramente não estamos falando de dois perfis iguais para assumir o mesmo time.

O brasileiro conhece o clube, a política alviverde, as organizadas, a turma do amendoim e faz parte da história palmeirense. Para o espanhol seria tudo novo. Em tese, ele precisaria de mais tempo de adaptação.

Tal estado de indefinição gera insegurança no torcedor. Mais do que isso, o problema é o planejamento estar praticamente na estaca zero. A chance de esse atraso ser cobrado lá na frente é grande.