Arquivo da categoria: Milton Cruz

Paixão de bola: árbitros jogam, jogadores apitam e ídolos controlam VAR

Leia o post original por Craque Neto

Nesta terça (16) exibimos durante o ‘Os Donos da Bola’ da Band uma matéria bem bacana. Durante o curso de preparação para os árbitros a CBF promoveu um jogo diferente. Organizou uma pelada de árbitros e auxiliares e colocou para apitar e bandeirar três jogadores profissionais. Baita ideia! E pra completar o esquema ‘desconstruído’ foi proposto para três ídolos do esporte o controle do árbitro de vídeo. Isso mesmo! O tal do VAR ficou sob os olhares de Careca e Oscar, ídolos do São Paulo, Guarani e Ponte; além do Milton Cruz, ex-jogador e auxiliar do Tricolor. Vejam abaixo que […]

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Lucão e Casemiro na Seleção

Leia o post original por Fernando Sampaio

15-Lucão-LEVI BIANCO-BRAZIL PHOTO PRESS-ESTADÃO CONTEÚDOTite chamou Lucão.

Óbvio, o garoto tem potencial.

A imensa maioria dos são-paulinos não concorda.

Sorte que são torcedores, não técnicos.

Há anos, tenho a mesma opinião dos treinadores profissionais.

Lucão jogou na Seleção Brasileira Sub-17, Sub-20, Sub-23 e agora na Principal.

Foi convocado por treinadores diferentes.

Lucão estreou no time titular do São Paulo em 2013, aos 17 anos. Embora zagueiro, marcou seus primeiros gols em 2014. Aos 19 anos virou titular, escalado por todos: Muricy, Osório, Milton Cruz e Doriva. Em 2016, jogando num dos piores elencos na história do clube, principalmente no setor defensivo, foi escolhido para Cristo pela torcida.

Igual Casemiro.

Casemiro sempre teve potencial. Eu ficava maluco quando a torcida pegava no pé. Era muita falta de visão. Como todo garoto, precisava de amadurecimento. Óbvio. Não existe garoto com cabeça de velho aos 18 anos. Amadurecimento faz parte da vida. Encheram tanto o saco que o cara foi embora.

Há anos o Morumbi virou “cemitério de jogadores”.

Todos que trabalham lá sabem disso. Não criei o termo. A lista é imensa. Vários jogadores saíram e foram ser campeões em outros clubes. Vários deles estão jogando no Brasil e seriam facilmente titulares no elenco atual.

O são-paulino ficou mal acostumado após tantas conquistas. Soberano virou Soberba. A diretoria foi frouxa, acatou os cornetas, e queimou vários profissionais. Dentro e fora de campo. Andrés Sanchez fez o contrário. Não deu ouvidos aos cornetas, bancou Tite e o elenco que deu vexame em Tolima. Ganhou tudo. Provou que quanto mais blindado o clube for em relação aos cornetas passionais melhor será o resultado.

Lucão deu sorte. O garoto está longe dos cornetas, não participa da defesa tricolor mais vazada dos últimos anos no Brasileirão e ficou fora da luta contra o rebaixamento. A tarefa ficou com Maicon, idolatrado pela torcida como Osvaldo, e seus companheiros de defesa Hudson, Lugano, Bruno, Mena e Carlinhos. Meu Deus.

Lucão ganhou uma chance para resgatar a confiança.

Parabéns e boa sorte !!!

Neymar vira Rei do Sub-23

Leia o post original por Fernando Sampaio

weverton-defende-cobranca-de-penalti-da-alemanha-1471735553818_v2_600x337Roteiro incrível.

Até a simulação de contusão do Neymar foi dramática.

O atacante do Barcelona roubou a cena na final olímpica.

Weverton decidiu, fez a diferença, mas Neymar ficou com o último lance.

Diferente do Tafarel.

Neymar é predestinado.

A conquista foi maravilhosa. A euforia é tão grande que já começamos a ouvir comentários muito divertidos. Depois de levar uma surra na Copa, mostrar um futebol pífio nas Eliminatórias e ser vaiado durante toda a primeira fase no Rio 2016 já ouvimos frases do tipo: “Aprendemos a lição” ou “Esta equipe tem outra pegada”.

Divertido.

Torcedor torce e distorce. A pior distorção é daqueles que dizem “várias gerações tentaram e só esta conquistou”. Calma, primeiro é preciso ler um pouco, aprender a história, etc… Várias gerações não puderam disputar o ouro.

Até o final da Segunda Guerra o futebol era bem bagunçado nos Jogos. O Brasil só entrou na disputa em 1952 e mesmo assim com uma equipe com idade media de 18 anos. Não disputamos 56. Roma outra vez com garotada.

Não disputamos Olimpíadas com a seleção campeã em 58, 62 e 70.

Vale lembrar também que entre 1950 a 1970 os países do Leste Europeu mandavam suas seleções principais para enfrentar a garotada. Comunistas sempre burlaram os Jogos para fazer propaganda enganosa. Portanto, várias gerações de juvenis brasileiros disputaram contra velhas raposas. A disputa era super desigual e injusta.

Em Los Angeles 1984 FIFA e COI tentaram uniformizar a regra. Mesmo assim quem já havia jogado numa Copa não podia jogar Olimpíada. Os melhores jogadores brasileiros continuavam não participando das Olimpíadas. O Brasil mandou o Internacional de Porto Alegre e foi prata com Gilmar, Dunga, Mauro Galvão e Milton Cruz.

Em Barcelona 92 mudaram mais uma vez a regra: Só jogadores até 23 anos. Em Atlanta 2006 a regra permitiu a utilização de três acima dos 23 anos. Por isso o torneio olímpico sempre foi considerado torneio Sub-23 da FIFA.

Isso não tira o mérito dos campeões de 2016.

Campeão é campeão, ouro é ouro, o Brasil merecia ganhar da Alemanha e ganhou.

Cuidado só com a frase “várias gerações tentaram” porque isso é uma tremenda bobagem.

Quanto a evolução em dois anos, vamos aguardar as Eliminatórias.

O Brasil tem um confronto em Quito, lá será futebol de gente grande.

Enquanto isso podemos gritar que “Neymar é o Rei da garotada Sub-23”.

 

 

São Paulo à deriva, sem time e sem estádio

Leia o post original por Fernando Sampaio

Juvenal posa ao lado de Leco (esq.) e Aidar (dir.)

Semifinal da Libertadores foi além da expectativa.

Seria milagre chegar mais além com tanta incompetência.

A deterioração do clube vem de anos e anos de lambanças na gestão.

Marcelo Portugal Gouvêa, formado pela São Francisco, fez uma bela administração. O São Paulo voltou a conquistar Paulista, Libertadores, Mundial, construiu o Reffis, referência mundial na medicina esportiva, trouxe Lugano, deixou um legado na área social do clube e saiu bem avaliado, elegendo seu sucessor.

Juvenal era do meio, conhecia futebol.

Apesar dos aspones, que viviam pedindo cabeça de treinadores, Juvenal manteve Muricy Ramalho e Milton Cruz e conquistou o tricampeonato brasileiro. Foi a época das boas contratações, administração responsável, pouco risco no investimento. Miranda, Josué, Mineiro, Danilo, Hernanes, André Dias, Grafite, Richarlyson… Mesmo quem não deu certo, custou pouco e deu lucro.

O futebol era administrado por “boleiros”.

Apesar de conhecedor do futebol, Juvenal se deixou levar pelo egocentrismo. Sonhava fazer a Copa do Mundo no Morumbi. Perdeu o foco. Ficou obcecado pela abertura do Mundial. Fez concessões para manter a presidência, e aí começou a decadência. Lúcio, Luis Fabiano, Ganso foram símbolos de contratações milionárias que não renderam um mísero título ao clube. No título da Sul-Americana quem resolveu a semifinal do Chile e jogou a final foi William José. Fabuloso, como sempre, estava suspenso.

Era Jadson, não Ganso. Era Maicon, não Wesley. Era Rodholfo, não Lúcio.

Carlos Miguel Aidar foi uma tragédia.

Além da suspeita de corrupção em todas as áreas, os profissionais do futebol começaram a ser boicotados e mal tratados. Osório saiu decepcionado. O treinador que implantou uma nova filosofia no Atlético Nacional era esperança de trabalho a longo prazo. Poderia fazer algo revolucionário como Bielsa fez no Chile. Não conseguiu, os aspones que sabotavam Muricy viraram chefões. Hoje, o clube vive a época das contratações suspeitas como Wesley, Kiesa, Centurión… Gasta-se milhões para banco de reserva.

Com a saída do Bauza quem apagará a luz?

Muricy, Milton, Turíbio, Rosan, Carlinhos… O clube já foi referência.

O São Paulo não é mais Futebol Clube.

E agora, além do Timeco do Leco os são-paulinos perderam o estádio para os vândalos organizados.

Triste realidade.

 

 

Tite está certo, Andrés ou Marco Polo é tudo igual

Leia o post original por Fernando Sampaio

tite seleçãoLobistas de Andrés Sanchez defendem que Tite não deveria assumir a Seleção.

Qual o motivo?

Acham que Tite fortalece Marco Polo Del Nero.

Fala sério.

Não estão nem aí com a Seleção, são egoístas lutando pelo poder na CBF.

Tite está certíssimo, será seu maior desafio profissional.

Por que não assumi-la? Marco Polo é corrupto? E Andrés Sanchez? E seu parceirão Ricardo Teixeira? Imagine se treinador de futebol decidir trabalhar só para dirigente honesto? E não é só no Brasil, o futebol mundial está cheio de cartolas mafiosos. Na Europa tem Rosell, Blatter, Berlusconi, Abramovic…

Não há diferença entre Marco Polo e Andrés Sanchez.

Tudo farinha do mesmo saco.

Mas Tite não assinou um manifesto contra Del Nero?

Aí sim, esta seria uma justificativa válida para aqueles que defendem a tese de que Tite não deveria assumir. Tite está sendo incoerente. Verdade. Bem feito. Deveria ter pensando melhor quando assinou o documento. Se comprou a briga assuma as consequências. Não conhecia a frase: “Nunca diga desta água não beberei”.

Agora vai receber salário de cerca de R$ 1 milhão das mãos do Marco Polo.

Muricy não assumiu a Seleção.

Respeito mas não concordo. Não posso julga-lo, não conheço os verdadeiros motivos. Não concordo porque entendo que Muricy dificilmente terá outra chance de viver a experiência de comandar a Seleção Brasileira. Mesmo mal tratada, é a Seleção. A primeira vez que Muricy viu a Seleção ao vivo no estádio foi ao meu lado. Eu, ele e Milton Cruz, juntos na abertura da Copa do Mundo no Itaquerão. Era a Seleção, querendo ou não.

Boa sorte Tite, sua convocação foi mais que merecida.

 

Após Abilio doar dinheiro, Independente repete cobranças dele a Leco

Leia o post original por Perrone

Com Pedro Lopes, do UOL, em São Paulo

Antes do Carnaval de 2016, Abílio Diniz doou dinheiro para a Independente, principal torcida organizada do clube e escola de samba. A doação foi confirmada por assessor do empresário ao ser indagado pelo blog sobre o assunto.

“A assessoria de imprensa de Abilio Diniz informa que o empresário fez pequena contribuição à Independente após solicitação de ajuda da torcida para seu galpão de Carnaval”, diz o comunicado enviado por-email. O valor e a data exata não foram revelados. Porém, membro da Independente que pediu para não ser identificado afirmou que a contribuição aconteceu no início deste ano.

Em contato telefônico com o blog, Henrique Gomes, o Baby, presidente da Independente, primeiro negou que tenha existido a doação. Ao ser informado que Abilio confirmara a contribuição, disse que houve uma ajuda à torcida, mas não relacionada ao Carnaval. Só que rapidamente voltou a negar com veemência que a Independente tenha recebido dinheiro de Abilio tanto para a escola de samba como para a torcida, que possuem CNPJs diferentes.

“Não envolva a Independente nisso porque não é verdade. Não recebemos nenhuma doação do Abilio. Estão brigando dentro do São Paulo e ficam usando o nosso nome, mas a torcida não é marionete de ninguém. Não queremos saber de Leco (presidente do clube), de Abilio e nem de (Carlos Miguel) Aidar (ex-presidente)”, disse Baby.

Diniz é consultor do Conselho Consultivo do São Paulo, trabalhou pela saída de Aidar, que renunciou, e apoiou a candidatura de Leco. Logo depois da eleição passou a divergir do presidente e virou o opositor. A demora do cartola em tirar Ataide Gil Guerreiro da vice-presidência de futebol, a manutenção de Gustavo Vieira de Oliveira como dirigente remunerado e o afastamento de Milton Cruz do cargo de auxiliar técnico para atuar com análise de desempenho até ser demitido estão entre os motivos que fizeram Abilio entrar em rota de colisão com Leco.

Algumas das bandeiras do empresário também foram levantadas pela Independente, que gritou o nome de Milton Cruz, além de criticar Ataíde e Gustavo, dupla que para Diniz entende pouco de futebol e nada de gestão, como ele escreveu em seu blog no UOL.

“O que fizemos não tem nada a ver com o Abilio. O Milton Cruz, por exemplo, nós entendemos que, quando o (Edgardo) Bauza chegou, ele era a única pessoa que poderia orientar o técnico. Por isso, queríamos a presença dele, mas não estava nem aí se ele seria demitido. A Independente não se envolve na política do São Paulo”, disse Baby.

Em 17 de fevereiro, quando a doação de Abilio já tinha sido feita, a torcida protestou após a derrota por 1 a 0 para o The Strongest no Pacaembu pedindo, entre outras reivindicações, a volta de Cruz, amigo do empresário e defendido ferrenhamente por ele, ao cargo antigo. Quatro dias depois, a Independente fez uma manifestação no Pacaembu, antes do jogo contra o Rio Claro, na qual foi exibida faixa com os dizeres: “o único salário que não atrasa é o seu, Gustavo, R$ 120 mil”. A torcida também voltou a pedir a saída de Ataíde, algo que já tinha feito em novembro do ano passado, além de criticar jogadores.

No dia 28 de fevereiro, a Independente escreveu em sua conta no twitter: “Abilio Diniz, presidente moral do São Paulo”. O empresário não é conselheiro e não pode se candidatar à presidência. Ele afirma não ter esse desejo.

 A assessoria de Abilio não comentou o fato de a torcida apoiar ideias semelhantes às do empresário, após receber a doação.

Vale lembrar que recentemente Leco disse à “Folha de S.Paulo”, colaborar com a Independente.

Abilio evita embate, mas considera covardia a demissão de Milton Cruz

Leia o post original por Perrone

A diretoria do São Paulo se preparou para virar alvo de novos ataques de Abilio Diniz ao demitir Milton Cruz, que trabalhava havia 22 anos no clube. Porém, o empresário não quer dar entrevistas sobre o assunto para evitar novas polêmicas. Mesmo assim, deixa clara sua discordância com o afastamento.

Procurada pelo blog, a assessoria de imprensa de Diniz disse que ele “não vai comentar a covarde e sórdida demissão de Milton Cruz, pois isso não faria bem para ele (o demitido) e nem para o São Paulo”.

A forma como Milton foi dispensado também desagradou a alguns conselheiros oposicionistas, apesar de a maioria pedir o desligamento dele. O argumento é de que a diretoria é soberana para afastar seus funcionários, mas desrespeitou o ex-assistente por ter criado outro cargo para ele, que na prática ficou na geladeira. O mais justo, segundo essa linha de raciocínio, seria assumir logo que Milton não estava nos planos e demitir o funcionário.

A degola só aconteceu na última quinta. Luiz Cunha, novo diretor de futebol, afirmou que quando foi convidado para o cargo disse ao presidente que não queria mais a permanência do ex-assistente. Ele afirmou que Milton estava sendo sub-aproveitado, por isso a demissão seria a atitude mais justa.

Abilio havia sugerido a efetivação de o ex-assistente técnico como treinador para Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, no final do ano passado. O presidente não aceitou a ideia e ainda afastou Cruz do posto de assistente. Ele passou a ter a função de implantar um departamento de análise de desempenho no clube.

A diretoria se incomodava com a amizade entre Milton e Abilio e acreditava que ele comentava assuntos internos do time com o empresário. Além disso, a cúpula tricolor entendeu que ele ficou insatisfeito no novo cargo e, no lugar de apagar incêndios, jogava gasolina na fogueira ao ser procurado por jogadores descontentes.

Assim que soube da demissão, a oposição são-paulina abriu os braços para receber Diniz. Os opositores acreditam que a queda do amigo fará o empresário defender um candidato contra a situação na eleição para presidência do São Paulo em abril do ano que vem. Não há postulantes ao cargo definidos.

 

Milton fora: oposição do SPFC espera apoio de Abilio. Direção espera guerra

Leia o post original por Perrone

A demissão de Milton Cruz, que há 22 anos integrava comissão técnica do São Paulo, marca uma nova e tensa fase na política do São Paulo. É o que pensam diretoria e oposição do clube. Isso porque os dois lados esperam uma reação intensa de Abilio Diniz, amigo do funcionário e que brigava por sua manutenção como assistente técnico, função da qual já tinha sido desligado antes de cair nesta quinta.

Assim que soube da demissão, a oposição abriu seus braços para receber Abilio numa embrionária campanha eleitoral para a presidência do clube em abril do ano que vem. Ainda não há candidato definido.

Os opositores entendem que além de voltar a atacar ferozmente a diretoria, o empresário e consultor do Conselho Consultivo vai participar da próxima eleição como nunca, apoiando vigorosamente um candidato de oposição.

Na avaliação dos opositores, a degola de Cruz fará o empresário entender que ele não terá outro meio para tentar implantar a gestão profissional que prega no clube a não ser colocando na cadeira um presidente em sintonia com ele. O que, aliás, acreditava já ter acontecido com a eleição de Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco.

A diretoria espera o mesmo. Acredita que a demissão de Milton provocará nova guerra com Abilio, que já vinha atacando a direção para pedir a implantação da profissionalização, a queda do vice de futebol Ataide Gil Guerreiro, já conseguida, e a manutenção de Cruz na comissão técnica. Ele já havia sido derrotado ao indicar Milton no final do ano para o cargo de técnico.

Ao tomar a decisão de demitir o funcionário, uma exigência do novo diretor de futebol, Luiz Cunha, e um desejo do próprio presidente, Leco sabia que provocaria novos ataques de Abilio. Mas entendeu que as decisões que acredita serem necessárias ao clube não podem depender da vontade de quem o ajudou a se eleger.

“É hora de fugir para a montanha que o Abilião vem aí”, foi uma das frases ditas entre membros da diretoria após a oficialização da saída de Milton. O cenário previsto pelos dirigentes é o de conselheiros da oposição se aproximando de Diniz para que ele use seu prestígio no clube a fim de minar Leco ou outro candidato situacionista, como fez com Carlos Miguel Aidar.

Porém, a cúpula são-paulina acredita estar preparada para o confronto. Também está aliviada, pois acha que sem o ex-funcionário parte dos problemas da equipe será resolvida.

Para a direção, Cruz fazia mal ao elenco por estar insatisfeito com a função de estruturar um departamento de análise de desempenho e jogava mais lenha na fogueira quando um jogador o procurava se queixando de algo. Ele também era visto como informante de Abilio e criticado por supostamente não ter boa vontade com os atletas da base.

Por tudo isso, o comando tricolor afirma que vale correr o risco de ver Diniz entre os líderes da oposição, mesmo sem ser conselheiro, além de acelerar o processo eleitoral.

Na última terça, a oposição já havia feito dois encontros pregando união em busca de um só candidato.

O blog tentou falar com Abilio, mas sua assessoria de imprensa disse que não conseguiu entrar em contato com ele.

Diretoria de futebol é mais pressionada do que técnico do São Paulo

Leia o post original por Perrone

A crise política no São Paulo faz com que a diretoria de futebol seja mais pressionada do que o técnico. Há um número maior de conselheiros querendo a cabeça do vice-presidente de futebol, Ataíde Gil Guerreiro, do que elegendo Edgardo Bauza como principal responsável pela má fase.

Isso acontece principalmente porque Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, já sofria cobrança de parte de seus aliados para não nomear Ataíde assim que foi eleito. As principais críticas eram o fato de ele demorar para denunciar supostas irregularidade do ex-presidente Carlos Miguel Aidar, ter resultados ruins no comando do futebol e sofrer uma investigação interna pela acusação de agredir o ex-presidente.

A derrota para o São Bernardo por 3 a 1, ontem, no Pacaembu, aumentou a pressão.

Parte dos conselheiros avalia que falta na diretoria alguém que conheça bem o elenco e posa dar o mapa da mina para o treinador argentino, que ainda está tateando o terreno no Morumbi. Para os críticos, Ataíde e Gustavo Oliveira, dirigente remunerado do departamento de futebol, não têm essa capacidade.

Ao mesmo tempo, após a nova derrota, o empresário Abilio Diniz, consultor do Conselho Consultivo do clube, voltou a reclamar em seu blog no UOL de Milton Cruz ter sido afastado do cargo de assistente técnico para cuidar de análises de desempenho. Por anos, Milton foi visto no clube como o cara que tinha trânsito no elenco e mapeava o terreno para o presidente Juvenal Juvêncio.

O vice de futebol também é apontado como um dirigente que tem autonomia em demasia, sem ser cobrado adequadamente por Leco. Já Gustavo é atacado por conselheiros que consideram que ele seus desempenho não justifica o salário pago pelo São Paulo.

Mesmo tendo um alívio por conta de Ataide e Gutavo serem alvos preferidos dos conselheiros mais inflamados, Bauza também já é questionado pelo fato de ainda não fazer o time decolar.

Mais competente e mais campeão, Bauza é o novo Osório do São Paulo

Leia o post original por Quartarollo

O São Paulo apelou de novo para um técnico estrangeiro. Depois da derrapada com Juan Carlos Osório que chegou no meio do Campeonato e sem conhecer direito elenco e o futebol brasileiro se deu mal, agora trás o argentino Edgardo Bauza.

É o novo Osório do tricolor que acha que quando contrata um técnico estrangeiro está sendo mais moderno que os outros.

O que é preciso mesmo é aperfeiçoar a mentalidade no seio do clube e com muita gente do elenco.

Bauza é bicampeão da Libertadores, campeoníssimo no San Lorenzo, o time do Papa Francisco, e na minha opinião, é mais competente que o colombiano que também, é verdade, não teve tempo de mostrar o seu trabalho a não ser algumas esquisitices encampadas por parte da imprensa que o chamava de moderno e progressista.

Aliás, ambos, Osório e Bauza, tem praticamente a mesma idade. Aos 57 anos de idade, o argentino já rodou muito e já topou paradas duríssimas para chegar ao patamar atual.

É menos marketeiro que Osório, é mais direto nas suas observações e joga conforme o que tem em mãos.

Dependerá dele alguma reformulação no elenco tricolor que perdeu de uma vez só Rogério Ceni, Luís Fabiano e Alexandre Pato e pode ainda perder Paulo Henrique Ganso.

Milton Cruz foi um sustentáculo de vários treinadores do São Paulo, mas parece desgastado na função embora mais uma vez o clube deva a ele a classificação para a pré-Libertadores da América.

Com Milton o time sempre andou bem. Talvez a única marca negativa tenha sido os 6 x 1 que tomou do Corinthians no Brasileiro. É uma derrota histórica, mas pouco perante o que já fez pelo time.

O São Paulo tem pressa. Pelo menos já tem um treinador, o que era importante nesse momento, e agora terá que mexer no elenco e pensar na estréia do Paulista e da Libertadores.

Começará a pré-Libertadores antes dos outros brasileiros. Ainda não conhece o seu adversário, mas são aqueles jogos mata-mata que matam do coração o torcedor.

Bauza tem a vantagem de conhecer bem a competição, mas a desvantagem será o tempo que terá que para armar o seu time, um time com a sua cara.

A seu favor em relação a Osório além do currículo mais vencedor, tem também a vantagem de começar uma temporada dirigindo a equipe.

Boa sorte, Bauza. Mais um estrangeiro que chega com a missão de modernizar o tricolor.

Se vai conseguir só o tempo dirá.