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Preso, autor do ‘Blog do Paulinho’ vê perseguição. Polícia explica prisão

Leia o post original por Perrone

O Departamento de Capturas e Delegacias Especializadas da Polícia Civil de São Paulo (Decade) prendeu nesta sexta (9) Paulo Cezar de Andrade Prado, autor do Blog do Paulinho, voltado para bastidores do futebol.

Depois da prisão, o blogueiro ainda publicou um post no qual se disse “vítima de mais uma ato de violência contra a imprensa do Brasil”. Por sua vez, a polícia nega irregularidades e alega que apenas cumpriu mandado de prisão.

“Nesse clima de intimidação à imprensa que existe no país, acabo de ser preso pela polícia de São Paulo, que cumpriu mandado por difamação”, escreveu Paulinho em seu espaço na internet. Segundo ele, a prisão foi provocada um processo movido pelo apresentador Milton Neves que acusou o blogueiro de difamação. Por sua versão, a condenação é pouco superior a um mês de prisão.

“O termo (usado contra Milton Neves), jocoso, utilizado em texto crítico, foi tratado pelo judiciário como pesos e medidas distintos do que ocorre habitualmente com diversos jornalistas. A perseguição é evidente”, completou Paulinho.

Procurado pelo blog, o delegado Oswaldo Nico Gonçalves, diretor do Decade, rebateu a queixa do blogueiro. “Não teve nada de violência. Nós apenas cumprimos um mandado de prisão. Ele estava foragido faz tempo, havia seis meses que estávamos o procurando. O problema dele é com a Justiça, não com a polícia”, declarou o delegado.

Segundo Gonçalves, Paulinho permanecia preso no 77º Distrito Policial de São Paulo na noite desta sexta. “Ele não resistiu, foi cordial. Também foi tratado com cordialidade pelo nosso pessoal”, disse o policial.

Ainda de acordo com Gonçalves, Paulinho foi detido em um apartamento na avenida Paes Leme, na capital.

Na publicação sobre a prisão o jornalista atacou Romeu Tuma Júnior, seu ex-advogado e conselheiro do Corinthians.

“Meu recurso, que provavelmente seria vencedor, não foi aceito porque, estranhamente, meu ex-advogado à época, Romeu Tuma Júnior, deixou de depositar as custas do processo, alegando que ‘não sabia’ da obrigatoriedade de fazê-lo antecipadamente. Não se lembrou, também, de avisar-me do mandado de prisão, que descobri, sozinho, após consulta ao sistema do TJ-SP”.

Ao blog, Tuma Júnior negou as acusações. Afirmou que, quando assumiu o caso, Paulinho já tinha sido condenado a quatro meses e 20 dias de prisão em regime semiaberto. Após sua atuação, afirma, a pena foi reduzida para um mês.

“Eu tentaria um recurso especial, que é muito difícil. Eles já não vinham pagando custas processuais. Avisei que que era preciso recolher as custas para entrar com o recurso. Ele não recolheu. Nem analisaram o recurso. Não é o advogado que paga as custas, é o cliente. E eu paguei várias custas pra ele. Quando a condenação saiu, não era mais advogado dele. Nem fiquei sabendo, a responsabilidade não era minha”, afirmou Tuma Júnior.

Ele disse ainda que se o blogueiro escreveu  a publicação depois de preso cometeu ilegalidade. Por isso pedirá investigação policial para saber se o post foi agendado antes da prisão. “Também vou pedir para apurarem quem o ajudou a ficar foragido. Quem financiava a fuga cometeu crime”, afirmou.

 

 

 

O dia em que Neto quebrou o pau no “Terceiro Tempo” com Godoi e Eurico

Leia o post original por Milton Neves

Em novembro de 2003, o lateral Galego, do Marília, denunciou que dirigentes do Botafogo teriam procurado os atletas do time paulista para a combinar resultados no quadrangular final da Série B daquele ano.

Na mesma semana da denúncia, Galego foi um dos convidados do programa “Terceiro Tempo”, à época na TV Record. Só que o assunto debatido deu início a uma série de discussões envolvendo integrantes e convidados da atração. Primeiramente, Neto, então dirigente do Gurani, se estranhou com Oscar Roberto Godoi. Depois, o Xodó da Fiel bateu boca com Eurico Miranda. E, por fim, o cartola vascaíno se desentendeu com o apresentador Milton Neves.

Confira abaixo o vídeo completo da briga:

CLIQUE AQUI E CONHEÇA A HISTÓRIA DE NETO NA SEÇÃO “QUE FIM LEVOU?”

CLIQUE AQUI E CONHEÇA A HISTÓRIA DE GODOI NA SEÇÃO “QUE FIM LEVOU?”

CLIQUE AQUI E CONHEÇA A HISTÓRIA DE EURICO MIRANDA NA SEÇÃO “QUE FIM LEVOU?”

Opine!

O Palmeiras e Reinaldo Azevedo

Leia o post original por Milton Neves

Um conheço desde menino, e torcendo contra, pelo que houve nos Paulistões de 59, 63 e 66.

O outro, só “por elevador”, com alguns amigos funcionários contemporâneos dizendo que “Reinaldo Azevedo é o Milton Neves da política” na história da Rádio JP.

Raros encontros, nenhuma palavra, mas com mútuos olhares desconfiados, de curiosidade ou de admiração.

Mais ou menos por aí.

E os dois agora têm uma obrigação: esquecer de Eduardo Baptista e da Rádio Jovem Pan, respectivamente.

Tudo passa.

Mas o que se passou na madrugada de quarta para quinta-feira, o Palmeiras não pode repetir.

Com a seleção verde jogando um futebol só nota 5.99, o que se viu e ouviu no pós-jogo foi um festival de hipocrisia.

Desde o Cuca até os jogadores.

Todos dedicaram e justificaram a vitória e a classificação na Libertadores… ao ex-treinador Eduardo Baptista!

“Ele foi ótimo”, “uniu o elenco”, “sempre fará falta”, “não fosse ele o time não teria chegado”, “é grande treinador” e etc…

Ora, se Baptista era tão bom assim, então por que foi demitido?

E com o time travado!

Que, aliás, continua.

O Verdão da estrela vermelha, com o elenco que tem, precisa jogar 195% mais.

Sob pena de minha “certeza”, de um novo Juventus x Palmeiras em Abu Dhabi, virar mais um mico das previsões de “Milton Pitonisa Neves”, conforme batismo do top dos tops Ricardo Eugênio Boechat.

E não é que o artilheiro rubro-negro Boechat terá agora como companheiro de Morumbi, de “ataque”, de opinião e de BandNews FM o corintiano Reinaldo Azevedo?

Foi grande gol do CEO de Rádio da Band Mário Baccei.

E BandNews FM, só por enquanto, nas tarefas do caipira de Dois Córregos-SP, no Edifício João Jorge Saad.

Lá, adolescente, no interior, Reinaldo plantava limão no fundo da horta de sua avó.

Aqui, nesta semana, virou raro protagonista de tudo, e em todas as mídias brasileiras e até do exterior, ao fazer de um limão a melhor limonada de sua vida profissional.

E essa do limão e da limonada é bem “nova”, né?

Tão azedo, cáustico e demolidor no ar, Reinaldo, não investigado, teve seu sigilo profissional de fonte violentado, estuprado.

E “empatou” na mídia brasileira com Joesley Batista.

Um no lado bom, outro no lado ruim.

A Jovem Pan se precipitou na terça-feira à tarde ao determinar que ele nem precisava ir à rádio, imaginando, pelo noticiário, que talvez seu então número 1 tivesse sido grampeado “recebendo propina”.

Ele estava ao volante na Alameda Campinas, subindo para a Avenida Paulista, em busca de mais um pingo em seu “iiiiiis”.

Chorou, me contou.

E se demitiu.

A grande emissora, onde trabalhei por 33 anos, perdeu o maior craque em sua necessária e recente reposição de mercado, mas seguirá em frente, para o bem do meio.

Mas que tenha calma, porque revelou um Pelé que fez antológicos gols políticos, de imagem, prestígio e audiência, e o perdeu de graça.

Sacando a precipitação, Reinaldo recebeu sinais da rádio de que “as portas continuavam abertas” para ele.

Era tarde.

Agora, sorte para Reinaldo, para os dois grupos de comunicação e para o jornalismo.

Mas será muito difícil a reposição para quem sofreu desfalque tão sério.

Afinal, não é todo dia que se perde Osmar Santos e se ganha José Silvério, em 1977.

E não é todo dia que se perde Estevam Sangirardi e seu “Show de Rádio” e se ganha o histórico “Terceiro Tempo”, em 1982.

E também não é todo dia que se perde Milton Neves e se ganha um profundo vazio profissional esportivo de estúdio, em 2005.

Isso, no entanto, foi ontem, já passou e hoje Reinaldo Azevedo está mais para Fernando Luiz Vieira de Mello, o eterno número 1 do jornalismo de rádio do Brasil.

Ele também um dia saiu e até hoje o lugar está vago, por reposição impossível.

Opine!

Nova York, a bola e o Rádio FC

Leia o post original por Milton Neves

Escrevo de Nova York.

Para chegar, se Deus quiser, em cima da hora neste domingão para o “Dia do Rádio”, no Museu do Futebol do Pacaembu, pelo Domingo Esportivo Bandeirantes.

Vim na “pior semana” que poderia escolher.

Foi a força do imponderável em vinda inadiável por meras assinaturas que não permitiam procuração, mas presença física.

Que inferno a semana de segunda a sexta aqui na “Capital do Mundo”!!!

Chuvas, Obama, interdições, FBI na rua ostensivamente, Assembleia da ONU dos líderes mundiais, “milhões” de agentes e rescaldo de duas explosões com 29 vítimas feridas, transformaram Manhattan, Queens e New Jersey em um belo pedaço do caos total.

De Upper East Side até o sul da ilha, em Tribeca, nos dois extremos por onde transitei com a família, só havia dois jeitos de se locomover.

Era a pé ou pelo metrô mais lotado do mundo.

Até Michel Temer, como se viu, teve que caminhar do seu Plaza Athénée até a sede da ONU “para seu firme pronunciamento”, conforme definiu o amigo árabe Guga Chacra, palmeirense, jornalista da Globo News e meu ouvinte em São Paulo desde sua “tenra idade”.

E o metrô foi também a salvação das simpáticas Renata Vasconcellos e Poliana Abritta da Rede Globo, sob pena de não chegarem a tempo para a badalada cerimônia do Prêmio Grammy para a televisão do mundo.

E como tem “televisão” em Nova York!

São câmeras vigilantes aos milhares em todos os cantos como jamais se viu.

Em Times Square, tradicional local de concentração de verdadeiras multidões de nova-iorquinos e turistas de todo o mundo, há um fiscal televisivo “para cada rosto”.

Sim, policiais treinados analisam, como nos aeroportos, a expressão facial da pessoa em seu caminhar.

Quem denunciar tensão, como as “mulas” do tráfico de drogas tentando embarcar, são interceptados e chamados a conversar.

E o banco de dados do FBI “apita” na hora quando as feições da pessoa enquadrada no vídeo batem com alguém suspeito já fichado.

E são milhares deles.

É o jeito possível de se prevenir, porque um “homem-bomba” é sempre uma possibilidade real, e impedi-lo de sua intenção é tão difícil quanto segurar água com a mão.

Afinal, como combater, com 100% de êxito, quem não se importa em morrer?

Mas foi tudo bem e bola para frente.

Bola que furou no Morumbi.

O São Paulo virou o primo pobre do futebol paulista.

Só anda ganhando da Lusa e do Juventus.

O Palmeiras voltou a ser o que era, mas ainda longe do Verdão-Parmalat ou dos tempos da “Academia do Futebol” de Filpo Núñez.

Mas recuperou sua autoestima embalada pelo “sócio torcedor”, por Paulo Nobre e pelo seu belo estádio, o melhor de São Paulo, disparado.

Não sei se será campeão brasileiro porque o Flamengo é outro sério candidato, como o Galo.

Ou até o meu Santos, pela força também do imponderável da bola.

No mais, viva o Rádio FC neste seu 25 de setembro de 2016.

Ah, rádio querido, se não fosse você estaria ainda na sarjeta e não teria visto e vivido tanta coisa boa nestes 49 anos de microfone em Minas, no Paraná e em São Paulo.

Deus te pague, Rádio.

OPINE!!!

Para Neymar pai, Comitê Gestor do Santos agiu contra DIS

Leia o post original por Milton Neves

Ontem fiquei no restaurante “Rancho Português” em São Paulo por nove horas, entre às quatro da tarde e uma da manhã desta sexta-feira.

Foram reuniões em separado, com os advogados Sergei Cobra Arbex e Carlos Fernando Neves Amorim e com a diretoria do UOL.

Entre a segunda e terceira reunião recebi uma ligação de Neymar pai pedindo: “se possível preciso falar com você só por uns 30 minutos sobre um envelope-bomba que recebi envolvendo a vida de meu filho no Santos FC, você vai se surpreender”, garantiu.

Disse que era só subir a serra e ele chegou quase que ao mesmo tempo dos executivos Ricardo Dutra, Rodrigo Flores, André Vinícius e Régis Andaku da alta direção do UOL.

E Neymar pai chegou “empunhando” um envelope contendo entre 80 e 100 páginas, que você vê abaixo:

Vejam que o “remetente fictício”, de um anônimo bem informado do Peixe, é um misto de “Laor e OdÍlio”, ex-presidentes do Santos FC.

Juntamente com insistentes reclamações que ” eu e meu filho somos perseguidos por todos os lados”, Neymar pai foi abrindo o envelope e, emocionado, bradava que os documentos recebidos de um anônimo eram as provas de que “o Santos FC e seu Comitê Gestor é que articularam para levar meu filho para o Real Madrid e dar um chega pra lá na DIS”, falava, comovido.

Neymar pai exibiu para todos o documento do Dr. Gustavo C. Vieira de Oliveira, que foi no caso, apenas um parecerista profissional.

Mesmo pedindo umas 10 vezes para “xerocar” todo o conteúdo do que ele chama de “a vida íntima do Comitê Gestor do Santos articulando para levar meu filho para o Real Madrid (identificado também nos documentos pela sigla RM)”, Neymar pai só concordava, que as páginas que ele manuseava fossem fotografas por celular.

Assim, com permissão formal de Neymar pai e de seu assessor, o empresário André Cury, fotografei o possível pelo meu celular.

Do meio paro o final, os diretores do UOL também participaram da “Mesa Redonda” de quatro horas que era para ter sido de “30 minutos”.

E lá se foi Neymar pai de volta para a Baixada feliz com o “programa” e com o envelope-revelação que, segundo ele, recebeu de alguém participante da vida íntima do Comitê Gestor do Santos “indignado com as injustiças que a família Neymar vem sofrendo”.

Mesmo insistindo várias vezes para falar com seu filho Neymar, o pai ligando seguidamente, não conseguiu e o craque não quis me atender. Disse-me “ele está ressentido com você e outros”, e não quis me atender pelo seu número XXX XXXXX-7777.

Paciência, mas leiam acima o que deu para captar e sempre repito: “contou pra mim, eu conto mesmo”!

OPINE!!!

Brasileiro João de Matos, de enorme prestígio em NY, abriu espaço VIP para a família Neves na virada de Times Square

Leia o post original por Milton Neves

jdm

Dizer OBRIGADO é pouco! Este texto visa a agradecer um brasileiro especial, há décadas um grande vencedor em NY nos ramos do turismo e gastronomia.

E sucesso aqui na capital do mundo é algo dificílimo, muito raro. Trata-se do corintianíssimo Joao de Matos, nascido no Brás, o criador do Brazilian Day, um sucesso abraçado pela Rede Globo.

Pois ontem, na virada do ano em Times Square, talvez a mais badalada do mundo, convidou a todos nós da família Neves para o palco do show da cantora Jessie J.

Mas, junto aos organizadores, “convidou” foi pouco. Teve até condução especial na chegada de 15 VIPs por parte do mais rigoroso esquema de segurança visto nos últimos anos pós-11/9.

Coisa ostensiva! Com “milhões” de pessoas no coração de NYC, era o “palco ideal” para fanáticos agirem. Mas tudo correu bem e não é que minha neta Mabê, de 7 anos, “uma jovem cantora”, foi entrevistada “um tempão” pela celebridade Jessie J? Confesso que nunca havia ouvido falar dela, mas agora virei fã de carteirinha!

E foi ela a fazer a contagem regressiva mais famosa do planeta na chegada do Ano Novo. Fica aqui meu MUITO OBRIGADO ao Joao de Matos, brasileiro de grande prestígio na capital do mundo.

Você, Joao, me deu o maior presente que uma criança jamais imaginaria ganhar do Papai Noel.

Confira abaixo alguns vídeos da festa

Outubro de Pelé terminou com mortes na bola e festa do Timão

Leia o post original por Milton Neves

pdt_img_121879Seria uma guerra estivessem próximos Galo e Gavião.

Gavião voa muitíssimo melhor, mas o Galo manda em seu terreiro.

A provável vitória do Atlético-MG seria uma espécie de desagravo, nunca marco de arrancada rumo um título impossível.

Não creio em clima hostil em Belo Horizonte.

O Timão sabe que já é campeão.

O Galo sabe que já está na Libertadores e que tirar o título do Corinthians é mais difícil do que foi para o santo Victor pegar aquele pênalti cobrado pelo Riascos do Tijuana-MEX nas quartas de final da Libertadores-2013.

Houvesse mata-mata dos oito melhores, este clássico de campeões deste domingo seria até um nobre amistoso.

Jemerson e Elias são sérios desfalques e o ótimo Cássio está meio baleado.

Só que Walter é tão bom quanto, se não for até melhor.

Que o apito e a canhota do careca Héber Roberto Lopes não deixem ninguém de cabelo em pé ao distribuir tanto cartão, sua especialidade.

O Brasileirão acaba neste domingo com qualquer resultado.

Mesmo perdendo, o Timão livra-se de seu único jogo realmente difícil nesta reta de chegada.

Tanto que, no sábado que vem, o Coritiba estará perdendo em Itaquera.

Coritiba que, ao lado do Vasco, Goiás e de três times de Santa Catarina, está ameaçado de morte.

Morte que, neste nobre mês da vida de Pelé, Maradona e Garrincha, nos tirou o ex-lateral Wilson Campos (jogou com Sócrates no Botafogo-SP), o ex-árbitro Nilson Cardozo Bilha e o antigo goleiro corintiano Barbosinha.

Wilson que virou Campos quando no Santos chegou o goleiro Wilson da Ponte Preta, imediatamente batizado de Wilson Quiqueto.

Nilson Cardozo Bilha foi nome marcante do apito paulista nos anos 70 e 80 e era também dentista e advogado.

E Barbosinha, o Lourival de Almeida Filho, morreu triste e esquecido aos 74 anos em São Paulo.

Nunca se conformou com as desconfianças geradas por sua atuação naquele nervoso Palmeiras 2 x 0 Corinthians no Pacaembu, em 1967.

Vindo dos juvenis do Parque São Jorge, a grande esperança corintiana para a meta tomou dois gols de falta do saudoso gaúcho Tupãzinho e foi transferido para o Atlético-PR.

Este jogo sempre mostro no “Gol, o Grande Momento do Futebol” da Band e as cobranças de Tupã me parecem perfeitas.

E, como desde 1978 na Rádio Jovem Pan, tenho feito na Rádio Bandeirantes longas e deliciosas entrevistas-memória.

Outro dia falei pela primeira vez na vida com o “bíblico” zagueiro Alex, do América-RJ.

O filho de ucranianos nascido em Hannover, na então Alemanha Ocidental, que mora hoje em Canoas-RS, anda inconformado.

Fez quase 700 jogos na carreira, nunca foi expulso e ganhou o lamentavelmente extinto “Belfort Duarte”.

E quem conseguiu como ele o diploma do “Prêmio da Disciplina”, também ganhou o direito de entrar gratuitamente em qualquer estádio de futebol do Brasil até o fim da vida.

Pois não é que ele foi barrado outro dia na entrada do Maracanã?

“Senhorzinho, esta carteira não vale mais nada”, ouviu de um porteiro que mal olhou seu rosto.

“Mas entrei como idoso e revi o Maracanã onde, em um Fla-Flu, Ayrton Vieira de Morais, o Sansão, parou o jogo e encerrou sua carreira aos 30 minutos do segundo tempo tirando no gramado sua camisa de árbitro. E não é que por debaixo ele vestia, como homenagem, a minha camisa 3 do América?”, contou quase chorando.

E é de chorar de raiva que um “fiscal” não respeite a história do futebol e o direito adquirido de um ex-atleta exemplar.

Exemplar como foi o campeão Corinthians neste Brasileirão de 2015, mesmo tão ajudado pelo apito amigo nos jogos contra o São Paulo, Avaí em Santa Catarina, Sport e Flu em Itaquera.

Foto: Placar

“O Corinthians é o maior”, admite Milton Neves em entrevista a Fábio Salgueiro

Leia o post original por Milton Neves

milton corinthians

Por Fábio Salgueiro
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Apesar de perseguir o time do povo com seguidas provocações, o jornalista e publicitário se rende à Fiel, classificando o Alvinegro como o maior clube do País e profetiza: “Eu adoro o Corinthians e quero que o clube tenha vida eterna, pois se o Corinthians sumir, acaba a crônica esportiva brasileira.”

Acompanhe a segunda parte da entrevista com o apresentador de rádio mais polêmico do país (confira a primeira parte clicando AQUI), que revela também o seu maior arrependimento e, curiosamente, envolvendo o clube do coração, o Santos FC.

Blog Salgueiro FC – Você adora provocar o Corinthians. É uma paixão enrustida pelo time do povo?

Milton Neves – De burro eu não tenho nada. Não adianta provocar a Portuguesa. O Corinthians é o maior. É o time que tem o nome mais bonito do mundo. É a camisa mais forte disparada do Brasil, porque a torcida do Corinthians está concentrada no estado de São Paulo, onde tudo é melhor, e quem está opinando é um mineiro.

Quem carrega o Brasil nas costas é São Paulo. Se não tivéssemos tanta mala para carregar, nós seríamos uma Alemanha, um Estados Unidos, seríamos, sem dúvida, um país de primeiríssimo mundo.

A verdade é que o Corinthians dá retorno. Eu adoro provocar o Corinthians. Mas ninguém reconhece mais o Corinthians do que eu, que até inventei a frase: Corinthians, nada é mais bonito.

– Mas e a rejeição da Fiel não preocupa?

– 99% da torcida corintiana saca que eu só estou enchendo o saco, mas 1% me odeia mesmo, eu sei disso.

– As provocações então são puro marketing?

– Não entendo muito essa coisa de psicologia e nem sei se seria bullying, mas lá em Muzambinho (MG), 80% da cidade era tudo torcedor do Corinthians. Tinham dois torcedores da Portuguesa, que já morreram, e eu de santista. Até hoje, corintiano é igual a pardal, tem para todo lado.

Então, era só encheção de saco. O Santos jogava domingo, na Alemanha; terça-feira, em Luxemburgo; quinta-feira, na Bélgica; sábado, na Itália; e de vez em quando perdia um amistoso. Quando eu chegava na porta do colégio, havia um batalhão de meninos, todos meus amigos, me esperando para tirar um sarro.

Quando o Corinthians quebrou o tabu, em 6 de março de 1968, eu me senti um Obama (Barak Obama, presidente dos Estados Unidos), pois estava toda a cidade na porta do colégio para me gozar.

Quando o Santos fugiu de campo, em 15 de agosto de 1963 – o São Paulo vencia por 4 a 1 – aquilo foi um inferno na minha cabeça e principalmente os corintianos vieram encher meu saco.

– O Corinthians é um trauma de criança?

Então, eu posso carregar no inconsciente algo contra o Corinthians, mas não sei. O Corinthians daquela época era uma porcaria, ruim demais. Mas, na verdade, eu adoro o Corinthians e quero que o clube tenha vida eterna, pois se o Corinthians sumir, acaba a crônica esportiva brasileira.

– Você “adotou” alguns clubes pelo país. Mas o coração é só Santos?

– Claro. Sou só Santos. Tenho, sim, essa tática, por exemplo, sou ABC contra o América-RN; Bahia contra o Vitória; Coritiba contra o Atlético-PR; Galo contra o Cruzeiro; mas na verdade eu não sou nada, apenas Santos Futebol Clube.

– Mas o Santos é responsável pelo seu maior arrependimento, correto?

– Estou ainda com muita raiva do Laor (Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro) e do Odílio (ex-presidente e vice do Santos), pois eu que elegi os dois nas eleições do clube e foram pífios, horrorosos, não souberam administrar a locomotiva, o boeing chamado Neymar. São pessoas honestas, mas incompetentes.

Se o Neymar não existisse, o Laor teria sido um presidente normal. Mas o episódio Neymar deixou ele transtornado, fora de si, achando que já era um Pelé. Eu me arrependo de ter ajudado a eleger os dois para a presidência do Santos. Laor não tinha condição de ser presidente, muitos menos o Odílio de ser vice. E quando o presidente saiu, o vice deveria ter saído junto.

Eu não deveria ter me metido nunca nessa eleição do clube.

– Ser presidente do Santos não te fascina mais?

– A maior bobagem que eu falei na vida é que seria presidente do Santos. Nunca serei presidente de nada e por um simples motivo: achava que eu teria um gabinete e pronto, estava tudo resolvido. Nada disso! Como presidente, você tem trilhões de coisas para fazer. Só fui vice-presidente da Aceesp (Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo) e já está bom demais.

Devo muita coisa ao Santos, que norteou a minha vida profissional, pois através do clube, conheci o rádio. Mas nunca serei presidente.

*Nesta quarta-feira, o polêmico Milton Neves fala de política e revela ao Blog para quem votará para Prefeito de São Paulo. Aguardem!

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Twitter: @salgueirofc