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FPF apoia clubes por isonomia na volta de público, sem ‘forçar barra’

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A decisão do Ministério da Saúde de aprovar o protocolo da CBF para a volta de público nos estádios, com 30% da capacidade, intensificou a movimentação de cartolas dos clubes brasileiros nos bastidores em relação ao tema.

Basicamente, quem não é do Rio de Janeiro luta para que a venda de ingressos só seja permitida para todos ao mesmo tempo. Nesse sentido, os times de São Paulo ganharam o apoio da Federação Paulista. A prefeitura do Rio pretende que o jogo entre Flamengo e Athletico, no próximo dia 4, já tenha a presença de torcedores.

Entidade estadual e agremiações estão alinhadas no sentido de defender o retorno dos torcedores ao mesmo tempo em todas as praças. A FPF deixou isso público em nota emitida nesta terça.

Porém, a federação coloca que a segurança sanitária deve ser priorizada, deixando a decisão nas mãos das autoridades ligadas à saúde pública e informa que não liberará a volta da torcida em suas competições em andamento.

O posicionamento da FPF pode ser interpretado como um gesto contra forçar a barra pela volta.

Ao blog, dirigente do Santos informou que o clube está alinhado com a entidade pelo não retorno dos torcedores neste momento em que a pandemia de covid-19 não está controlada no país. Abaixo, leia a nota da Federação Paulista na íntegra.

“A respeito do retorno de torcedores nos estádios, a Federação Paulista de Futebol vem a público manifestar sua posição:
1- Desde o início da pandemia, a FPF e os clubes de São Paulo sempre agiram priorizando a saúde da população e de todos os profissionais envolvidos na realização das partidas;
2- A retomada de todas competições organizadas pela FPF foi construída em conjunto pela área médica dos clubes, da FPF e pelo Centro de Contingência do Governo do Estado de São Paulo, seguindo rigorosos protocolos de saúde;
3- A FPF entende que o retorno do público aos jogos deve seguir o mesmo processo e depende do aval das autoridades públicas estaduais e municipais, conforme diz o Ministério da Saúde;
4- Quando houver essa autorização, a FPF defende que, por uma questão de equilíbrio técnico e isonomia, somente seja permitido público nos estádios caso haja uniformidade de decisões por parte dos Estados que tenham equipes envolvidas na competição;
5- A FPF reafirma que prioriza a saúde pública antes de qualquer outro assunto e, assim, nenhuma competição em andamento organizada por esta entidade terá público nos estádios.

 

‘Militarização’ do Ministério da Saúde preocupa técnicos da pasta

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A nomeação de militares para postos no Ministério da Saúde causa desconforto e preocupação em pelo menos parte dos técnicos da pasta, conforme apurou o blog.

Segundo reportagem da “Folha de S. Paulo”, foram pelo menos 21 cargos entregues a militares na Saúde, comandada interinamente pelo general Eduardo Pazuello.

A principal crítica de integrantes da área técnica é de que muitos dos escolhidos nāo têm experiência ou especialização no setor da saúde.

O retrato pintado pelos críticos é de que agora há muita gente que não entende como funciona o ministério. Isso prejudicaria decisões técnicas podendo afetar a saúde da população.

Um caso emblemático é a polêmica causada na semana passada por nota técnica referente a saúde da mulher. O documento alertava para a necessidade de serviços de planejamento familiar, como entrega de contraceptivos,  e locais para realização de aborto legal funcionarem durante a pandemia.

O presidente Jair Bolsonaro disse ter entendido a nota como incentivo ao aborto. Dois servidores que assinaram o material foram exonerados.

A leitura da ala técnica é de que não houve a interpretação correta da nota, numa demostração de que falta conhecimento em saúde a determinados ocupantes de cargos de comando.

Estudos internacionais que mostram o aumento da  violência contra a mulher durante a pandemia de covid-19 basearam a decisão de técnicos em emitir a nota. Eles viram o risco de aumento de estupros na quarentena e verificaram o fechamento temporário de locais que fazem o aborto legal e também de postos que fornecem contraceptivos.

Outra queixa é que o trâmite de medidas técnicas importantes para a saúde da população estaria mais lento nas mãos dos militares.

Antes mesmo de o ministério mudar a divulgação dos números referentes à pandemia no Brasil, também havia profissionais descontentes com o modo com que a pasta passou a se comunicar na gestão interina de Pazuello.

O discurso  é de que as informações eram mais claras e diretas nos tempos de Luiz Henrique Mandetta no comando da pasta. O ex-ministro é descrito como alguém que aproveitava as entrevistas coletivas para divulgar medidas de prevenção contra o novo coronavírus, o que não estaria mais acontecendo.

Sob a batuta do general, o ministério tem focado sua comunicação nos investimentos feitos pela pasta no combate à pandemia e na quantidade de pacientes recuperados.

Na manhã desta segunda (8), por exemplo, o maior destaque no site do Ministério era para matéria que aponta investimento federal de R$ 1,1 bilhão para custear leitos de UTI para pacientes com covid-19.

O trabalho de Pazuello tem sido bem avaliado por Jair Bolsonaro, que elogia sua habilidade como gestor e chegou a dizer que o Brasil conseguiu realizar  a Olimpíada do Rio graças a ele. O presidente também afirmou em conversa com profissionais de limpeza urbana, em maio,  que o general terá uma boa equipe de médicos para lhe dar suporte.

Aumento de risco de estupro durante pandemia motivou nota que gerou crise

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ESPECIAL NOVO CORONAVÍRUS

Estudos sobre aumento de violência doméstica contra a mulher, incluindo estupro, durante a pandemia de Covid-19, o fechamento de locais que realizam aborto legal e de postos que oferecem insumos para o planejamento familiar, também por conta da transmissão do novo coronavírus. Esses foram os principais fatores, conforme apurou o blog, que levaram técnicos do Ministério da Saúde a produzirem nota técnica que gerou polêmica e exonerações na pasta, após cobranças de Jair Bolsonaro.

Um combo perigoso para mulheres evidenciado em pesquisas sobre os efeitos do distanciamento social chamou a atenção dos técnicos para a necessidade de o alerta ser feito. Por conta da quarentena, muitas vezes a convivência entre os casais é forçada. Há o risco de aumento do consumo excessivo de álcool, que pode contribuir para que o parceiro tente forçar a relação sexual, cometendo estupro. Pesquisas que mostram ser essa uma realidade internacional durante a pandemia, aumentam a necessidade de oferta de serviços de saúde específicos para as mulheres, como constataram os técnicos.

Ao mesmo tempo, a equipe do Ministério da Saúde especializada no tema verificou o fechamento de hospitais que oferecem o aborto legal. Seja sob o argumento de evitar movimento com o objetivo de combater o risco de transmissão do vírus ou de transferir recursos para o combate da pandemia. De acordo com a análise técnica, esse fechamento também atingiu postos que oferecem contraceptivos para permitir o planejamento familiar. Outro aspecto levando em conta é a incerteza sobre os efeitos do novo coronavírus na saúde de gestantes e bebês, o que inspira maiores cuidados em relação a quando programar a gravidez.

Ou seja, justamente no momento em que as mulheres mais podem precisar desses suportes, o acesso a eles foi dificultado. É a tempestade perfeita para que algumas delas se sintam forçadas a procurar abrigo em métodos clandestinos, altamente perigosos. Então, os especialistas da pasta decidiram produzir a nota, que apenas reforça a necessidade de práticas já existentes e legais. O documento não traz algo novo novo e que não seja autorizado pela legislação.

A nota deixa clara a preocupação com o risco de vulnerabilidade das mulheres em meio ao combate ao novo coranavírus. “Ademais, o aumento de casos de violência contra a mulher durante a pandemia é uma preocupação mundial por afetar a dignidade, a segurança, a autonomia e a saúde das mulheres de todas as classes. Estudos evidenciam um aumento de casos em muitos países. Como consequência pode-se esperar o aumento de gravidezes indesejadas resultantes de relação sexual forçada. O acesso em tempo oportuno à contracepção de emergência deve ser pensado de modo a responder a esta necessidade das mulheres”, afirma trecho do documento.

Apesar do didatismo da nota, prevaleceu a versão distorcida de Bolsonaro. Foram exonerados pelo ministro interino da Saúde, coronel Eduardo Pazuello, Flávia Andrade Nunes Fialho, coordenadora de Saúde das Mulheres, e Danilo Campos da Luz e Silva, coordenador de Saúde do Homem. A nota, bem avaliada pela área técnica da pasta, foi cancelada.

 

Comorbidades neurológicas são as mais presentes em crianças com Covid-19

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ESPECIAL COVID-19

Boletim divulgado pelo Ministério da Saúde nesta sexta (29) aponta comorbidades neurológicas como fator de risco mais presente em crianças de 0 a 12 anos incompletos diagnosticadas com Covid-19. Os dados foram coletados entre 16 de fevereiro e 23 de maio. Estão no levantamento 662 casos. Em 17,8% deles foram constatados problemas neurológicos. O relatório, porém, não detalha quais.

Das crianças doentes, 270 registraram algum fator de risco, sendo que 48 apresentavam comorbidades neurológicas. Na mesma faixa etária, em segundo lugar como fatores de risco mais encontrados aparecem imunodepressão e asma com 14,4% cada. Em seguida vem cardiopatia, com 10%.

A doença evoluiu em 402 crianças. Foram 62 óbitos (15,4%) registrados em pacientes entre 0 e 12 anos incompletos. O número de recuperados atingiu 340 (84,6%).

O relatório também traz dados sobre adolescentes entre 12 anos completos e 18 anos com Covid-19. Foram 254 infectados. Nessa faixa etária o fator de risco mais presente é a asma, que apareceu em 21,5% dos casos. Em segundo lugar estão as comorbidades neurológicas, registradas em 20% dos casos. Em 146 dos adolescentes a doença se desenvolveu. Foram 109 curados (74,7%) e 37 mortes (25,3%). Entre os adolescentes, 32,5% apresentavam algum fator de risco.

O boletim ainda mostra que entre os pacientes com idades até 18 anos, 43,7% apresentavam alguma comorbidade. Destes, 67,5% tinham até 12 anos incompletos, de acordo com o estudo do Ministério da Saúde. Os estados que tiveram maior número de casos registrados até 18 anos no período foram: São Paulo (40,7%), Rio de Janeiro (11,5%) e Pernambuco (10,8%). O documento destaca que não há dados relativos ao Acre e que o Amapá não registrou casos em crianças e adolescentes.

Em site, Ministério da Saúde agora destaca mais recuperação do que mortes

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Reprodução do painel sobre covid-19 do Ministério da Saúde

 

ESPECIAL NOVO CORONVÍRUS

O Ministério da Saúde mudou a importância que dá aos dados referentes à pandemia em sua página que traz um painel sobre a Covid-19, a “covid.saude.gov.br”. O número de doentes recuperados passou a ser o primeiro dado a aparecer na página. Suas letras e números estão em tamanho maior do que os referentes à quantidade de óbitos, como mostra a reprodução acima, feita nesta terça (26). Vale lembrar que atualmente a pasta está sob o comando interino do general Eduardo Pazuello, afinado com o presidente Jair Bolsonaro, que várias vezes minimizou a pandemia.

Quando o painel foi criado, ainda sob a gestão de Luiz Henrique Mandetta, ex-ministro da saúde, as quantidades de casos confirmados e de óbitos, além do índice de letalidade da doença apareciam em letras e números do mesmo tamanho. Nesse espaço do site, o principal, não havia informações sobre pacientes recuperados. A prioridade era para o número de casos, como é possível ver na imagem abaixo, de março.

Reprodução

Indagada pelo blog sobre agora sobre os dados a respeito dos óbitos aparecerem em letras e números menores, a assessoria de comunicação do Ministério da Saúde respondeu apenas: “todas as informações referentes ao coronavírus estão sendo divulgadas nos diversos canais da pasta.”

Ficaram sem respostas as seguintes perguntas:

1 – Quais os motivos para a mudança?

2 – Há uma estratégia para dar mais destaque ao número de recuperados? Quem elaborou essa estratégia? Houve pedido da presidência para isso?

3 – Há uma estratégia para destacar mais investimentos da pasta do que dados sobre os afetados pela pandemia? 

 

Ministério não cumpriu promessa de mostrar assinaturas sobre cloroquina

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ESPECIAL NOVO CORONVÍRUS

Até a publicação deste post, o Ministério da Saúde não havia cumprido a promessa de divulgar em seu site as recomendações para o tratamento de pacientes de Covid-19 com cloroquina assinado.

Nesta quarta (20), a pasta divulgou orientações indicando que o remédio seja receitado até para pacientes com sintomas leves e que não estão hospitalizados. A medida atende a antigo desejo do presidente Jair Bolsonaro.

Na última tarde, em entrevista coletiva, o secretário-executivo adjunto do Ministério da Saúde, Élcio Franco, chegou a dizer que o texto já estava assinado. Em seguida, afirmou que se não estivesse, seria assinado por todos os secretários da pasta e publicado no site do ministério.

No entanto, a versão divulgada no site até as 10h02 desta quinta seguia sem assinatura. A assessoria de imprensa da pasta não respondeu aos e-mails enviados pelo blog sobre a prometida divulgação da versão assinada até a conclusão deste post.

Para médicos ouvidos pelo blog, a falta de assinatura tira peso do documento e impede que responsáveis sejam cobrados em caso de problemas.

Como diz a própria orientação ministerial, a cloroquina pode provocar uma série de efeitos colaterais, incluindo arritmia cardíaca, além de ainda não ter estudos que comprovem sua eficiência. Para terem acesso ao medicamento, pacientes precisam assinar um termo afirmando que foram informados sobre os riscos e aceitam o tratamento.

Os ex-ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich se recusaram a referendar o uso da cloroquina até para pacientes em estado leve, como queria Bolsonaro.

O site do Ministério da Saúde traz uma série de PCDTs (Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas) assinados por secretários da pasta.  Eles versam sobre o uso de diversos medicamentos em tratamentos para uma série de doenças, mas, ao contrário da orientação sobre cloroquina até agora, foram publicados em portaria.

Conforme explicado no site, esses protocolos “devem ser baseados em evidência científica e considerar critérios de eficácia, segurança, efetividade e custo-efetividade das tecnologias recomendadas”.

 

 

 

 

Ministério da Saúde liga aval a retorno do futebol a estudos sobre pandemia

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Por meio de sua assessoria de comunicação, o Ministério da Saúde confirmou ao blog que estuda uma proposta para avalizar a retomada dos jogos de futebol no Brasil após a suspensão dos campeonatos como parte das medidas de combate à pandemia de Covid-19. A pasta vinculou o retorno a estudos e informações sobre a situação da transmissão do novo coronavírus no país.

O ministério não detalhou os critérios para que dê seu aval ao retorno das partidas, mas deixou claro que precisa ter mais informações, principalmente com ajuda de uma maior testagem da população para apontar o momento mais seguro para o retorno. Apesar de a pasta não afirmar isso, a retomada deve acontecer com portões fechados.

Na segunda (27), o ministro da Saúde, Nelson Teich, indicou em entrevista coletiva acreditar que os jogos de futebol podem ter um efeito psicológico positivo em parte da população durante o período de distanciamento social.”

“Existe um pedido para avaliar o retorno de jogos sem público, da CBF. É uma coisa que estamos avaliando, não é definitiva ainda. Mas são iniciativas que, de alguma forma, poderiam trazer uma rotina um pouco melhor para as pessoas, porque o enclausuramento e a restrição têm impacto muito negativo no bem-estar das pessoas”, afirmou.

No mesmo dia, a direção da CBF disse a dirigentes de clubes que não pediu ao Governo Federal o retorno “em breve” das competições e que prioriza as questões ligadas á saúde, como mostrou o UOL Esporte. A confederação informou também que vai seguir as diretrizes estaduais sobre o enfrentamento à pandemia.

Abaixo, leia a nota enviada pelo Ministério da Saúde.

“O Ministério da Saúde informa que está estudando a proposta de retomada dos jogos de futebol. Cabe esclarecer que o Ministério da Saúde tem empenhado esforços seja no campo da pesquisa e evidências científicas ou testagem para conhecer melhor a doença e orientar as próximas ações, ajustando as medidas ao seu tempo e local, considerando o momento da transmissão”.

 

 

Covid-19: com 108 profissionais contaminados, HC não vê falta de proteção

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O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo, um dos mais importantes do país, contabilizou até o dia 30 de março 108 funcionários infectados pelo novo coronavírus. No entanto, o hospital não relata escassez de equipamentos de proteção individual (EPIs) para quem atua na linha de frente. A falta desses materiais é hoje uma das principais preocupações do Ministério da Saúde.

Indagada pelo blog sobre a quantidade de profissionais da saúde a serviço do HC que foram infectados pelo vírus, a assessoria de imprensa do hospital enviou um balanço sobre os casos registrados, mas não dividiu as estatísticas por profissões exercidas pelos funcionários examinados. Também não há informações sobre o número de contaminações ocorridas no ambiente de trabalho ou fora dele.

“O HCFMUSP informa que o estoque (de EPIs) está regular e que há um plano em andamento para que não falte insumo”, diz trecho do comunicado.

O HC afirma que seu centro de atendimento a colaboradores atendeu a 2.549 profissionais até 30 de março. Desse total, 1.244 fizeram testes para saber se foram contaminados pelo novo coronavírus. Foram 108 casos positivos.

A nota informa ainda que neste momento 125 funcionários estão afastados para evitar risco de contaminação.

O blog havia perguntado a quantidade de casos graves e se houve óbito entre os profissionais da saúde do HC, porém, a resposta não trouxe esse detalhamento. Abaixo veja a nota na íntegra.

“O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP já atendeu, até o balanço de 30 de março, no Centro de Atendimento ao Colaborador (CeAC), 2.549 colaboradores. Destes, 1.244  foram testados e 108 confirmados. Hoje, 125 funcionários permanecem afastados para evitar qualquer tipo de contaminação, entre suspeitos e confirmados. O HCFMUSP tem cerca de 20 mil colaboradores. Informa ainda que todos os colaboradores  que precisam estão recebendo atendimento e aqueles com sintomas, de acordo com o protocolo, estão realizando testes. Todos os suspeitos são afastados temporariamente até confirmação do resultado. Aqueles que têm o exame positivo estão isolados e recebendo tratamento de acordo com protocolo. O HCFMUSP está realizando todos os esforços e seguindo todos os protocolos de segurança, inclusive com todos os equipamentos de proteção necessários, para garantir a segurança de pacientes e colaboradores. E reafirma seu apoio e admiração por todos os seus profissionais, que estão na linha de frente do combate à pandemia”.

Covid-19: contra crise, ministério busca mais 200 milhões de máscaras

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ESPECIAL  COVID-19

Um dos principais gargalos no combate ao avanço do novo coronavírus no Brasil é a disponibilidade de máscaras descartáveis de proteção para profissionais da área da saúde e de pacientes. O que o Ministério da Saúde tem feito para tentar resolver o problema?

O blog enviou essa pergunta para a pasta. A resposta é recheada de números estratosféricos. Foi realizado processo de compra de 45 milhões de máscaras cirúrgicas, sendo que 10 milhões delas já foram distribuídas, segundo a nota da área de comunicação.

Também de acordo com a assessoria de imprensa do ministério, novo processo de compra foi iniciado para a aquisição de mais 200 milhões de máscaras cirúrgicas.

A pasta informa prever um investimento de R$ 140 milhões para reforçar os estoques estaduais e municipais de EPI (Equipamentos de Proteção Individual) usados por profissionais da saúde.

Entidades das classe médica e de enfermagem relatam situações dramáticas por conta da falta desses equipamentos. Profissionais têm sido contaminados por causa dessa carência.

Médicos que examinam pacientes com suspeita de contaminação ou contaminados pelo vírus são orientados a descartar os equipamentos após cada exame. O kit de proteção tem outras peças, como luvas, gorro, óculos e avental.

Devido à pandemia, as compras estão sendo feitas em regime de dispensa de licitação. Os contratos ficam disponíveis no site do Ministério da Saúde.

Como exemplo de custo das máscaras, a pasta se comprometeu a pagar R$ 2.400.000 para a empresa Farma Supply pela aquisição de 1.500.000 máscaras cirúrgicas. O custo de cada uma é de R$ 1,60.  Abaixo, leia a nota enviada pela comunicação do Ministério da Saúde na íntegra.

“O Ministério da Saúde informa que realizou processo de compra de 45 milhões de máscaras cirúrgicas, das quais já foram distribuídas 10 milhões para todo o país. Desse total, além do envio das unidades destinadas ao uso de profissionais da linha de frente no atendimento da rede pública e pacientes nos estados, 940 mil máscaras foram para Polícia Federal, 349 mil para hospitais federais e 120 mil para a administração penitenciária. Novo processo de compra já foi iniciado para  aquisição de mais 200 milhões de máscaras cirúrgicas.

Cabe ressaltar que a demanda mundial de máscaras por conta da pandemia de coronavírus tem feito com que o Brasil busque alternativas para abastecimento desse insumo. A pasta comprou toda a produção nacional e aguarda a chegada de insumos vindos da China.

As máscaras cirúrgicas são parte dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) que estão sendo adquiridos pelo Ministério da Saúde para reforçar os estoques de estados e municípios no enfrentamento do COVID-19. A previsão inicial da pasta para garantir esse reforço é de R$ 140 milhões.  Para saber mais sobre os contratos assinados pelo Ministério da Saúde relacionados ao COVID-19 acesse: https://www.saude.gov.br/contratos-coronavirus “.