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Esquema Mengão gera confusão

Leia o post original por Fernando Sampaio

Durante anos, acompanhei futebol na Globo, Record, Bandeirantes, Cultura… Antigamente, não existia só uma emissora aberta transmitindo o futebol. Trabalhei na TV Record, fui câmera e diretor de TV de inúmeras transmissões. Nossa equipe e a equipe da Band eram as melhores do esporte. Naquela época, a Globo não valorizava muito o futebol na sua grade de programação. Mas, os tempos mudaram.

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‘MP do Flamengo’ recoloca discussão sobre Liga Nacional em pauta

Leia o post original por Perrone

O deputado Pedro Paulo (DEM-RJ), autor do projeto de lei que cria o clube-empresa, trabalha para aproveitar a análise da MP 984, que altera a venda de direitos de transmissão de jogos de futebol no Brasil, para tentar alavancar a criação de uma Liga de clubes.

Na última quinta (18), dia da publicação da Medida Provisória, ele conversou com representantes de agremiações sobre incluir a formatação da Liga na pauta. Porém, há entre pelo menos parte dos cartolas rejeição à ideia de discutir o tema no Congresso Nacional, mesmo sendo favoráveis a uma nova associação.

A Medida Provisória, conhecida como “MP do Flamengo”, dá ao mandante o poder de vender os direitos de transmissão referentes à partida. Antes, a comercialização precisava de autorização das duas partes.

Pedro Paulo vê um avanço no modelo definido por Jair Bolsonaro e que depende de aprovação do Congresso, mas entende que ele deve evoluir para uma negociação coletiva dos clubes com as emissoras de TV. É aí que entra a Liga.

“Acho que a gente tinha o pior modelo, com essa história de acordo entre mandante e adversário. Isso prejudicava muito o produto, dificuldades de distribuição, não dava segurança para o investidor. Com a MP a gente passou para um mundo melhor do que o anterior, que é o direito pertencer ao mandante. Só que é um mundo muito arriscado, porque você poder ter grandes ganhadores e grandes perdedores e você pode caminhar para um individualismo que pode, em longo prazo, reduzir a competitividade do Campeonato Brasileiro, que é um dos grandes diferenciais que a gente tem. Acho que o caminho que a gente tem que seguir é que esses direitos, ainda que pertençam ao mandante, sejam negociados coletivamente pelo clubes. Que o produto TV seja negociado por eles. Os clubes decidem como dividir”, disse Pedro Paulo.

O parlamentar explica o espaço que enxerga para a articulação de uma Liga. “Devemos aproveitar a MP e rediscutir os direitos de transmissão, dar um passo além do que foi dado. E pode ser uma oportunidade para provocar essa organização dos clubes em Liga. Acho que a Liga deveria ser uma discussão anterior aos direitos de transmissão, mas como essa MP atropelou, a gente pode fazer a partir dela a discussão, que inclui  os direitos de transmissão a partir dos interesses de uma Liga”, declarou o parlamentar.

Apesar de a criação de uma Liga Nacional ter sido discussão infrutífera durante décadas no país, o parlamentar entende que o debate nāo seria longo a ponto de nāo acompanhar o ritmo da tramitação da MP.

“Não acho uma discussão mais longa. É só você conversar com cada presidente de clube, todos eles querem a Liga. A questão é a CBF. Acho que ela deveria sair na frente e organizar isso, como fazem, por exemplo, os franceses. A Federação Francesa organizou a Liga profissional. E a Liga Profissional é parte da estrutura da Federação Francesa. Ou o modelo brasileiro pode seguir o modelo espanhol. Na minha opinião, em algum momento, isso (o sistema atual de relação entre clubes e CBF) vai se romper. Eu costumo dizer que vai ser no amor ou vai ser na dor. Ou a CBF organiza a Liga dos clubes e participa dela, ou isso vai acontecer como já foi o movimento do Clube dos 13” afirmou Pedro Paulo.

Ele ainda sugere que o Flamengo assuma a liderança da discussão sobre a fundação de uma nova associação de clubes. Isso por conta da vantagem financeira e esportiva que o clube abriu sobre os rivais e pela força demonstrada pelo rubro-negro com a MP. Um dia antes da publicação dela, Rodolfo Landim, presidente flamenguista, se reuniu com Bolsonaro.

O blog tentou falar com Landim por meio da assessoria de imprensa do Flamengo, mas não obteve resposta até a conclusão deste post.

Pelo menos parte dos dirigentes defende que a discussão sobre uma eventual Liga seja feita sem a participação de parlamentares.

“Acho que criação de Liga não é tema de deputado. É tema dos clubes. Não vejo sentido uma lei obrigar união de clubes, seria uma união forçada e não orgânica. Mas sou absolutamente favorável à união dos clubes, mesmo que nem todos estejam presentes no primeiro momento”, declarou Guilherme Bellintani, presidente do Bahia.

Segundo o dirigente baiano , a discussão sobre a formação de uma Liga sempre acontece entre os clubes. Vale lembrar que o modelo já é previsto na legislação brasileira.

Sérgio Sette Câmara, presidente do Atlético-MG defende que e os clubes se reúnam numa entidade só deles e crítica a forma como a MP foi feita.

“Nem dirigente e nem parlamentar havia falado comigo sobre o tema (relativo à MP). Foi um voo solo do Landim. Acho que a forma como foi feita pegou todo mundo de surpresa, e isso incomodou os presidentes. Mas como negócio, parece ser muito bom para os clubes grandes, e péssimo para os pequenos. Como penso no futebol como um todo, e não apenas olhando para o meu próprio umbigo, quero crer que o assunto precisa ser melhor debatido, embora esse parece ser um caminho sem volta, como já acontece em toda a Europa. Contudo, passa a ser muito mais importante agora que os clubes da Série A, a exemplo do que acaba de ocorrer na Série B, se unam através de uma associação, para que tenham muito mais força em negociações de todo tipo em favor dos clubes”,  afirmou o presidente do Galo.

Cartolas e parlamentares entendem que as discussões sobre a MP e a eventual criação da Liga vão esquentar nessa semana.

Criticada por falta de debate, ‘MP do Flamengo’ deve sofrer alterações

Leia o post original por Perrone

Criticada por parte do Congresso Nacional pela falta de debate sobre o tema, a Medida Provisória 984 assinada na última quinta pelo presidente Jair Bolsonaro para dar o poder de os clubes mandantes negociarem os direitos de TV deve ser alvo de alterações, segundo congressistas ouvidos pelo blog.

As mudanças seriam fruto de intensas discussões que os parlamentares mais interessados no assunto pretendem fazer. No entanto, ainda não é possível identificar as modificações mais prováveis na MP, que também trata de outros assuntos. Um deles é o fim do repasse da parte dos jogadores no dinheiro da TV para entidade de classe. O dinheiro passa a ser direcionando diretamente aos atletas participantes dos jogos.

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Há deputados federais e senadores que reclamam de o Governo Federal não ter promovido uma discussão sobre o tema antes de tomar a decisão.

O cheiro político no Congresso é de que a medida foi tomada por Bolsonaro para  tentar prejudicar a Globo e tendo o Flamengo como única fonte de inspiração entre os clubes. O presidente rubro-negro, Rodolfo Landim, se encontrou com Bolsonaro na véspera de a MP ser assinada e não entrou em acordo com a Globo em relação aos direitos do Estadual do Rio de Janeiro.

Pelo menos parte dos parlamentares quer aproveitar o período de análise da MP para realizar o debate que acreditam ter faltado e sugerir mudanças.

“Acho que essa MP sofrerá algumas modificações no Congresso. Difícil passar algo no Congresso sem ouvir as partes interessadas. Precisamos ouvir os clubes, as Federações, a própria CBF, afinal são eles que organizam as competições”, afirmou ao blog o senador Izalci Lucas (PSDB-DF).

“Temos que aproveitar a MP e rediscutir os direitos de transmissão, dar um passo além do que foi dado”, disse o deputado Pedro Paulo (DEM-RJ).

Autor do projeto que regulamenta o clube empresa e tramita no Senado, ele entende que é um avanço definir o mandante como dono dos direitos. Até então, cada jogo só poderia ser transmitido com a anuência dos dois clubes envolvidos. No entanto, o deputado defende que os direitos de transmissão das competições sejam negociados coletivamente pelos times participantes.

A MP entrou em vigor na última quinta, mas precisa ser aprovada em plenário na Câmara e no Senado, além de poder ser alterada por meio de emendas. Caso seja aprovada com alteração, o presidente tem poder de vetar parcialmente ou integralmente o texto final.

MP do Rio abre inquérito sobre tumulto no Maracanã

Leia o post original por Perrone

O Ministério Público do Rio de Janeiro instaurou inquérito civil para apurar os tumultos no Maracanã, no último domingo, por conta da final da Taça Guanabara, entre Vasco e Fluminense.

A disputa pelo local que seria ocupado pelas torcidas no estádio chegou a provocar ordem da Justiça para que o jogo fosse com portões fechados. A decisão foi alterada já com a final em andamento e houve tumulto com torcedores do lado de fora.

O inquérito foi aberto nesta quarta (20) pelo promotor Júlio Machado Teixeira Costa da 5ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa do Consumidor e do Contribuinte da Capital. Ele deu 30 dias para os clubes, a Federação do Rio, o consórcio administrador do Maracanã e o Batalhão de Polícia do Torcedor responderem com comprovantes  às seguintes perguntas:

1 – A que atribui o tumulto generalizado?

2 – Quais as providências tomadas para evitar o tumulto e reprimir a desordem especificando a quem atribui a responsabilidade pela ocorrência?

3 – Quais as providências adotadas para que episódio semelhante não se repita?

MP tenta acordo, mas já prepara ação contra treinos abertos de finalistas

Leia o post original por Perrone

O promotor Paulo Castilho ainda tenta um acordo com Corinthians e Palmeiras para evitar que ambos façam treinos abertos ao público no próximo sábado às 10h. Caso isto não aconteça, porém, o Ministério Público já tem preparada uma ação para impedir que os últimos trabalhos dos times antes da decisão do Paulista sejam com a presença de torcedores.

A ideia do integrante do MP é  acionar a Justiça caso os times não alterem seus planos nesta quinta.

A ação está sendo preparada pelo promotor Luiz Ambra Netto (Consumidor). A peça vai pedir que a Justiça vete que os treinamentos sejam abertos ao público, caso aconteçam no mesmo horário. Em linhas gerais, a alegação, se não houver mudança, será de que os treinos simultâneos com plateia colocarão em risco a segurança dos consumidores (torcedores).

A Polícia Militar encaminhou ofício ao MP pedindo para que os eventos não ocorressem no mesmo horário. A PM alegou no documento que os treinamentos simultâneos “podem gerar sérios impactos na ordem pública da cidade de São Paulo tendo em vista o deslocamento de várias agremiações de torcidas rivais, principalmente pelo fato ocorrido em 4 de março de 2018, na cidade de Itaquaquecetuba, data em que houve morte de um torcedor tendo em vista briga generalizada entre duas torcidas rivais”.

O confronto citado pela Polícia Militar aconteceu entre santistas e alvinegros, e o torcedor morto apoiava o time da capital.

Para Castilho, os clubes descumprem o Estatuto do Torcedor por não atenderem à recomendação, por isso, ele afirma que pode pedir na Justiça a destituição dos presidentes Andrés Sanchez e Maurício Galiotte em caso de graves episódios de violência.

Os dois clubes sustentam que não feriram o Estatuto do Torcedor. O Palmeiras alega que seguiu o protocolo avisando as autoridades públicas sobre o evento. Já o departamento jurídico do Corinthians aponta que o trecho do estatuto que trata das medidas de segurança a serem adotadas se refere a jogos, não a treinos.

Covardes!

Leia o post original por Rica Perrone

Quer dizer então, seus covardes, que vocês prendem, soltam, e por não conseguirem um pingo de lógica que é manter preso os criminosos que mataram alguém, no dia seguinte vocês anunciam que eu não posso ir ao jogo? É essa a decisão que o estado dará aos seus cidadãos mais uma vez? Não me diga …