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Venda de camisas no Japão faz aliado de Andrés virar alvo de opositores

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Quem nunca presenciou o momento da verdade num grupo de WhatsApp? Aquela hora em que alguém fala diretamente para um dos integrantes tudo o que dizem dele em conversas privadas. Manoel Ramos Evangelista, conselheiro do Corinthians conhecido como Mané da Carne, fiel escudeiro de Andrés Sanchez, passou por essa situação na noite da última terça (28).

Ele atacava colegas de conselho que criticavam do Duílio Monteiro Alves, diretor de futebol, por afirmar ter sondado Neymar e Cavani. Atacado, Leandro Cano, juiz de direito e também conselheiro, perguntou se Mané já tinha prestado serviço para o clube sendo membro do conselho, se havia agenciado jogadores da base, se tem uma filha trabalhando no estádio do Corinthians e ainda se vendeu camisas do time no Japão, durante o Mundial de 2012.

O homem de confiança do presidente alvinegro negou a venda de carne ao clube, pelo menos desde quando virou conselheiro, negou o agenciamento de atletas, confirmou a atuação da filha na Arena Corinthians e a venda de camisetas no Japão.

A comercialização faz com que opositores se articulem para pedir uma investigação na comissão de ética e disciplina do Conselho Deliberativo. 

Na mensagem, Mané disse que as camisas não eram oficiais. Porém, ao blog declarou que eram produtos licenciados pelo Corinthians.

Os que planejam apresentar requerimento contra o aliado de Andrés avaliam que, se as camisas eram piratas, ele prejudicou o clube economicamente, e por isso pode sofrer sanções previstas no estatuto.

Caso as mercadorias sejam oficiais, eles querem saber se houve facilitação interna para que o conselheiro obtivesse o material. Pelo menos um membro do conselho que estava no Japão afirma que havia camisas autografadas por jogadores colocadas à venda por Mané. Assim, opositores querem saber como ele conseguiu as assinaturas e se elas eram legítimas. Por sua vez, Evangelista nega a existência de autógrafos.

A lavagem de roupa começou quando Cano perguntou no grupo: “o senhor já prestou serviços ao Corinthians sendo conselheiro? O senhor ou a sua esposa já agenciaram jogadores da base? A sua filha trabalha ou trabalhou na arena? O senhor possui os comprovantes de pagamento de viagens que fez com a delegação em jogos fora de São Paulo? Na viagem ao Japão o senhor vendeu camisas autografadas para torcedores? Responda se quiser”.

Mané respondeu: “como conselheiro não, nunca (prestei serviços). O Corinthians, a diretoria pediu para arrumar um açougue que eu conhecia. E eu arrumei, mas nunca servi nada de carne. É simples, o clube paga com cheque. É só ver para quem foi mandado o cheque. Nunca agenciei jogadores. Nenhum. Minha filha fez estágio no marketing. Depois, gostaram do seu serviço e a contrataram. Quanto a trabalhar na arena, ela presta serviço para acomodar os meninos para entrada com jogadores, e nunca foi remunerada (por isso), e ganha um salário de R$ 2.600,00. Já pedi para ela sair porque dou o dobro, mas ela quer ganhar experiência. Comprovante de viagem, sim tenho nos boletos do meu cartão. No Japão, vendi camisas do Corinthians, mas não autografadas. Mas não era oficiais, muito menos autografadas. Comprei de fabricante. Camisas muito boas”.

Ao blog Mané deu outra versão. “As cinco camisas que vendi eram oficiais, porque fui procurado pelas pessoas. E não estou preocupado com o que eles vão fazer. Quero ver eles provarem e terem testemunha da venda. Obrigado pela preocupação. Outra coisa, camisa pirata é afirmação desses senhores. Disse que eram camisas de boa procedência”, escreveu Evangelista para este blogueiro.

Confrontado com o fato de ter dito no grupo de conselheiros que as camisas não eram oficiais, Mané deu outra versão. Afirmou ter adquirido o material em loja oficial do clube.

“Oficial de jogo, camisa usada pelos jogadores. Isso para mim é oficial. O senhor vai a uma loja e compra uma camisa. Ela é uma camisa do Corinthians. O senhor ganha uma camisa de um jogador, ela é oficial do clube”, argumentou o conselheiro.

Indagado se as vendas que fez no Japão foram informais, sem emissão de nota fiscal, e se isso não é um problema, Mané respondeu: “pode ser, no Japão. Há oito anos atrás, desculpe,n lembro o que comi ontem”.

O conselheiro disse ainda que estava levantando os comprovantes de pagamento das viagens que fez para acompanhar os jogos do time e afirmou que poderia colocá-los à disposição do blog. Ouviu como resposta que não seria necessário. Evangelista é um conselheiro da linha de frente de Andrés. Normalmente, é o primeiro a rebater críticas à diretoria, indo para o corpo a corpo com opositores.

Opinião: como Liverpool e Fla valorizaram o Mundial de Clubes

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Abaixo confira como Liverpool e Flamengo deixaram o Mundial de Clubes maior na opinião deste blogueiro.

Direitos humanos

O Liverpool transformou em algo prático e positivo o bordão “não é só futebol”. Isso ao recusar oferta dos organizadores para se hospedar num luxuoso hotel  acusado de não dar condições dignas de trabalho a ao menos parte de seus funcionários. O gesto dos ingleses jogou luz sobre um problema que tendia a ser ignorado.

Interesse europeu

Os “Reds” deram um passo importante para os ingleses e os europeus olharem o Mundial de Clubes com mais atenção.

O time de Klopp ignorou os conselhos de parte da imprensa  inglesa e de sua torcida para ir ao Qatar com reservas priorizando os calendários doméstico e continental.

A vontade de vencer a competição mostrada pelo Liverpool deve abrir uma nova discussão sobre como os europeus devem tratar o Mundial, que ganhará outro formato.

Final globalizada

Liverpool x Flamengo não se tratou de um confronto entre futebol europeu e sul-americano. Com um técnico português e alguns jogadores com anos de janela na Europa, a equipe brasileira levou para campo um jogo com pitada de estilo europeu.

O conhecimento demonstrado pelas duas partes sobre o adversário também deu um tom de globalização à final. Ninguém surpreendeu ninguém.

Equilíbrio

Não foi uma final em que o europeu encara um saco de pancadas de outra parte do planeta.

Isso aconteceu graças ao fato de o Flamengo ter levado para a disputa um time forte, capaz de criar chances para vencer o campeão da Europa. O equilíbrio torna a competição mais interessante.

Opinião: Flamengo mostra mais virtudes do que falhas em semifinal sofrida

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A dificuldade enfrentada pelo Flamengo no primeiro tempo contra o Al-Hilal pode ter desapontado seu torcedor, porém, no geral, o time brasileiro mostrou mais virtudes importantes do que falhas preocupantes na opinião deste blogueiro.

A vitória por 3 a 1 parecia algo distante após o domínio saudita na primeira etapa da semifinal do Mundial de Clubes. O Al-Hilal melhorou incrivelmente na marcação em relação à vitória por 1 a 0 sobre o Espérance, da Tunísia, nas quartas de final. Seu potencial do meio para frente já era conhecido.

Até abrir o placar, o time da Arábia Saudita fez uma eficiente marcação alta. Depois do gol, recuou. Mas, nos dois casos, fechou as laterais e impediu o Flamengo de usar uma de suas principais armas: a velocidade. Bruno Henrique e Gabigol foram peças quase decorativas nos 45 minutos iniciais.

A imobilização imposta pelo rival fez o Flamengo cometer sua principal falha no jogo: não controlar os nervos. Por conta do nervosismo, a equipe brasileira errava passes mais do que está acostumada a fazer e entregava a bola para os árabes. Seja contra Liverpool ou Monterrey, a decisão deve exigir mais controle emocional. Jesus precisa dar seu jeito para melhorar isso. Se bem que, na etapa final, os flamenguistas estavam bem mais calmos. O fato de já começarem o segundo tempo acertando contribuiu para essa tranquilidade.

As virtudes rubro-negras começaram a aparecer. A primeira a ser vista na volta do intervalo foi a capacidade de Jesus de arrumar o time sem fazer substituições. Na conversa, o treinador acalmou seus comandados, conseguiu melhorar o passe e, finalmente, explorar a velocidade no ataque. Foi assim que conseguiu a virada.

Outra qualidade foi o preparo físico aparentemente melhor do que o dos adversários. Isso depois de quase que uma temporada inteira desgastante e festas para comemorar as taças do Brasileirão e da Libertadores.

A força ofensiva rubro-negra acabou chamando atenção pelos três gols no segundo tempo. Mas é preciso destacar o trabalho na marcação. O resultado mais importante foi a capacidade de neutralizar Gomis, o melhor jogador do Al-Hilal. Encaixotado na marcação, o atacante francês só acertou uma finalização na partida inteira, além de errar duas conclusões, de acordo com o site “Footstats”. É verdade também que os sauditas mantiveram Gabigol sob controle na maior parte do jogo. Ele errou seus dois únicos arremates nos 90 e poucos minutos, também de acordo com o Footstats.

Claro que Jesus tem o que melhorar para a partida decisiva. Mas, mesmo sem ser brilhante, o rubro-negro mostrou mais uma vez como é forte. Tem força, inclusive, para virar jogos bem complicados. Já tinha sido assim na final da Libertadores diante do River Plate. E, se o Flamengo não encaixar seu jogo desde o início da decisão do Mundial, o roteiro tende a ser semelhante outra vez. Azar dos corações flamenguistas.

Opinião: Flamengo encara adversário trapalhão na defesa e esperto no ataque

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O Flamengo vai enfrentar nesta terça, na semifinal do Mundial de Clubes, um adversário esperto no ataque, mas ingênuo na defesa. O Al-Hilal reforçou essa imagem na vitória por 1 a 0 sobre o Espérance, da Tunísia.

Na partida em que assegurou sua classificação para enfrentar o time brasileiro, a equipe saudita cometeu erros infantis entregando a bola nos pés dos atacantes adversários e por pouco não tomou gols. Por outro lado, foi perigosa no campo de ataque e venceu com um golaço do francês Gomis. Força ofensiva e trapalhadas na defesa já tinham sido mostradas pelo Al-Hilal na final da Liga dos campeões da Ásia, na qual derrotou duas vezes o Urawa Reds, do Japão, quase sempre buscando o gol.

Se tiver o volume de jogo ofensivo que costuma ter, o rubro-negro deve vencer sem maiores problemas. A capacidade dos sauditas de se atrapalharem com as bolas nos pés perto de sua área defensiva faz com que manter o jogo por lá seja garantia de algumas molezas durante a partida. Marcar sob pressão também é uma excelente pedida. O Espérance usou pouco esse recurso, mas foi o suficiente para ganhar algumas bolas de presente. Faltou qualidade para fazer o gol.

Atacando, porém, o Al-Hilal é outro time. Meio-campistas e atacantes tabelam bem, trocam de posições e fazem infiltrações com perigo. O francês Gomis é o mais perigoso. Habilidoso, o atacante marcou um golaço contra os tunisianos após sair da reserva. Ele tem boa capacidade para resolver jogadas com pouco espaço, é bom de tabela, de drible, sabe atacar pelo lado, mas também se posiciona como centroavante. Com esses recursos foi artilheiro da última Liga dos Campeões da Ásia marcando 11 gols.

Até chegar em Gomis a bola passa por mais caras que sabem jogar. A começar pelo volante Cuéllar. O ex-flamenguista tem a missão de fazer a transição da defesa para o ataque com qualidade. No campo ofensivo, o peruano Carillo e o brasileiro Carlos Eduardo também costumam dar trabalho para os adversários. Ambos têm boa movimentação, participam das tabelas e finalizam.

As qualidades ofensivas do Al-Hilal fizeram com que o time saudita tivesse o melhor ataque da Liga dos Campeões da Ásia com 26 gols. Gomis foi o artilheiro da competição. Ele balançou a rede 11 vezes. Só que a pontaria foi um problema no último jogo. Contra o Espérance foram 13 finalizações, mas apenas três certas, segundo estatísticas do site da ESPN. Na partida decisiva, na liga asiática foram 19 conclusões com oito acertos. Além de acertar mais o alvo, o desafio do Al-Hilal contra o Flamengo é conseguir criar tantas chances de gol. E, principalmente, não presentear os atacantes adversários.

Corinthians paga 4ª parcela de débito que gerou pedido de penhora de taça

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No dia 1º de agosto, o departamento jurídico do Corinthians comunicou à Justiça que pagou a quarta parcela do cumprimento de sentença em ação movida pelo Instituto Santanense de Ensino Superior, que chegou a penhorar temporariamente a taça do Mundial de clubes de 2012.

De acordo com o comunicado, foram pagos no dia 29 de julho R$ 180.874,48. O documento esclarece que o valor integral da parcela era de R$ 311.921,11. Porém, foi abatido um crédito a favor do clube no valor de R$ 131.046,63. O montante total do pagamento é de cerca de R$ 2,5 milhões.

O alvinegro terá que pagar mais duas parcelas que ainda não venceram. Além disso, foi efetuado o pagamento de uma entrada. “O juiz autorizou o parcelamento da dívida nos termos da legislação, e o Corinthians está pagando as parcelas pontualmente”, disse ao blog Fábio de Souza Trubilhano, diretor jurídico do clube.

Na última segunda (19), despacho da 3ª Vara Cível do Tatuapé comunicou para a 5ª Vara Cível que o processo de reintegração e manutenção de posse movido pelo instituto contra o alvinegro foi extinto. Após obter vitória nesta ação, a instituição de ensino pediu a penhora da taça do Mundial no processo de cumprimento de sentença, que estará encerrado quando Corinthians terminar de pagar o parcelamento. Os pagamentos em dia livram o troféu ou outros bens de riscos.

Em 2008 o instituto entrou com ação de reintegração e manutenção de posse em face do clube contra a proibição de seus funcionários e alunos entrarem no Parque São Jorge. O Santanense alegava que o Corinthians desrespeitava parceria entre ambos e também cobrava uma dívida, paga com o parcelamento.

Justiça autoriza Corinthians a parcelar dívida que causou penhora de taça

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Nesta terça (26), a Justiça deferiu pedido do Corinthians para parcelar a dívida com o Instituto Santanense de Ensino Superior que provocou a penhora da taça do Mundial de Clubes de 2012, conquistada pelo alvinegro.

A 3ª Vara Cível de São Paulo autorizou o clube a pagar o débito com uma entrada no valor de 30% do total devido e mais seis parcelas. O primeiro pagamento precisa ser feito em dez dias úteis. Até lá, créditos que o alvinegro tenha a receber de operações com cartões Cielo e Redcard e da CBF seguem bloqueados. A decisão não cita o troféu.

Na semana passada, a Justiça havia mantido a penhora, depois de o clube ter conseguido uma liminar para suspendê-la. A instituição de ensino cobra cerca de R$ 2,48 milhões alegando que o alvinegro interrompeu um acordo que permitia uma unidade da Santanense no Parque São Jorge. O imbróglio se arrasta na Justiça faz pelo menos nove anos.

Segundo Fabio Trubilhano, diretor jurídico do Corinthians, o deferimento afasta o troféu de riscos. Abaixo, veja nota enviada pelo dirigente ao blog. que não conseguiu falar com os advogados da Santanense até a publicação deste post.

“Obtivemos ordem judicial acolhendo o pedido de parcelamento da dívida com base no novo Código de Processo Civil, que possui previsão de parcelamento para situações processuais semelhantes. Tal modo de pagamento facilitará a quitação da dívida, sem qualquer risco à taça do Mundial”.

Com Samir Carvalho, do UOL, em São Paulo

 

 

Opinião: mudar formato aumenta crise de identidade do Mundial de Clubes

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Desde sempre a disputa pelo título de campeão mundial de clubes sofre uma crise de identidade. Os diferentes formatos e nomenclaturas geram desnecessárias polêmicas entre torcedores sobre quem é legítimo detentor do título e desvaloriza o produto.

Tudo que a competição não precisava é de mudança, como a anunciada agora pela Fifa. De cara, a decisão de realizar o torneio a cada quatro anos cria o incômodo de quebrar a tradição de se definir quem é o melhor de cada ano.

Os critérios para a escolha dos participantes, ainda não definidos oficialmente, têm potencial problemático. A Conmebol, por exemplo, pretende enviar como seus representantes os campeões das quatro Libertadores anteriores à edição do Mundial a ser disputada. Como a qualidade dos times no continente sofre brutais mudanças rapidamente, é possível ver equipes absurdamente enfraquecidas entrando em campo.

Os europeus sofrem menos com a irregularidade de seus clubes. Um modelo assim, em tese, reduziria ainda mais as chances de representantes de outros continentes levantarem a taça. A tendência é que os times da Europa dominem as fases mais agudas da competição. Será que faz sentido um torneio assim diante do sucesso que é a Champions?

Com tantas incertezas, a Fifa deveria se preocupar mais em ouvir jogadores e torcedores antes de escolher um caminho. É preciso saber o que mais motiva atletas e fãs para que o Mundial seja, enfim, um sucesso. Também é necessário que o novo formato tenha vida longa. Cada vez que uma fórmula é testada e abandona, menos credibilidade tem a competição. E mais discussões pouco produtivas acontecem.

Opinião: queda do River combina com bagunça no futebol sul-americano

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A derrota do River Plate nos pênaltis para o Al Ain nas semifinais do Mundial de Clubes nesta quarta (18) é o puro reflexo da decadência do futebol sul-americano.

Antes, a pergunta era quando os times do continente voltariam a levantar a taça da competição. O Corinthians, em 2012, foi o último a alcançar esse feito.

Agora, é natural ver como incógnita a chegada dos vencedores da Libertadores às decisões do torneio. E não é por acaso. Outros mercados evoluíram, organizaram seus clubes e muitos deles têm mais dinheiro para contratar do que os times da América do Sul.

Ao mesmo tempo, a maioria das equipes sul-americanas enfrenta crise financeira e não são poucos que sofrem com cartolas irresponsáveis.

O símbolo da corrosão do futebol do continente é a última edição da Libertadores. Foi um show de horrores, com jogador suspenso atuando, mais atos de selvageria de torcedores e uma final que quase não terminou.

Zebra mesmo seria que o vencedor de tal competição bagunçada levantasse também o caneco mundial. A melancólica participação do River combina com a Libertadores de 2018. É um merecido castigo para o largado futebol do continente. E o triunfo do time dos Emirados Árabes, que joga em casa, ilustra a melhora da modalidade em certos locais fora do eixo tradicional.

Nesse ritmo, logo não será mais possível chamar de surpresa equipes africanas e asiáticas, por exemplo, levarem a melhor na competição diante de representantes da América do Sul.

Opinião: piada sobre taça que mais machuca corintiano é a de Andrés

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Nos últimos dias, a Fiel teve que aguentar uma avalanche de chacotas por causa do pedido de penhora da taça do Mundial de 2012, resultante de uma ação movida pelo Instituto Santanense de Ensino Superior (o clube conseguiu liminar para suspender a penhora). A pior das piadas, porém, veio de um corintiano, Andrés Sanchez, presidente alvinegro.

Ao falar sobre o tema, o deputado federal disse que pelo menos o Corinthians tem dois mundiais, duas taças para penhorarem. Clara referência ao Palmeiras, alvo de brincadeiras dos rivais por não ter conquistado o mundo.

Na opinião deste blogueiro, a infeliz tentativa de graça por parte do cartola foi a piada mais dolorida que os corintianos ouviram até agora.

Quando a gozação vem de um rival, o torcedor, na maioria das vezes, respira, pensa e devolve com outra.

Agora, se a gracinha parte do principal dirigente do seu time, as reações mais prováveis são três: revolta, incredulidade e desespero.

Revolta por ver o presidente fazendo troça com algo que machuca o torcedor. Incredulidade por observar o cartola tentar passar um pano na situação no lugar de esclarecer com seriedade a sua torcida e mostrar os caminhos para solucionar o problema. O desespero toma conta dos que não enxergam saída para o alvinegro já que nem uma situação extrema faz Andrés deixar a galhofa de lado, admitir os problemas e apresentar soluções para o torcedor.

Não é hora de espetar o Palmeiras. Além de ter muito abacaxi para descascar, a diretoria do Corinthians deveria lembrar que o rival lidera o Brasileirão enquanto seu time ainda luta para se afastar da zona de rebaixamento. Toda referência ao rival neste momento pode terminar com a comparação entre a posição dos dois times na tabela. Atualmente, algo desagradável para os corintianos.

No caso do troféu, não só a tentativa de penhora é ruim para a imagem do clube, mas outras circunstâncias que envolveram o processo. Principalmente a acusação de que o alvinegro teria se articulado com a CBF para receber o prêmio pelo vice-campeonato brasileiro antes do último jogo para evitar a penhora do bônus de R$ 20 milhões. O clube nega ter feito manobra irregular afirmando que recebeu a premiação dentro do prazo normal.

A constrangedora situação em que ficou a centenária instituição nesse episódio traz à mente uma célebre frase de Andrés em 2007, logo depois do rebaixamento para a Série B: “quem riu do Corinthians, riu. Quem não riu, não vai rir mais.

Para candidatos derrotados por Andrés, penhora da taça afasta patrocínios

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Na opinião de candidatos derrotados por Andrés Sanchez na última eleição no Corinthians, a penhora da taça do Mundial de Clubes de 2012 deve afastar possíveis patrocinadores. Vale lembrar que o alvinegro já não conta com anunciante máster fixo.
O blog procurou os quatro conselheiros que tentaram a presidência. Antônio Roque Citadini disse que não se manifestaria. Felipe Ezabella indicou Fernando Alba para dar uma declaração em nome de seu grupo. Paulo Garcia e Romeu Tuma Júnior comentaram a penhora, fruto de uma dívida da agremiação com o Instituto Santanense de Ensino Superior . Leia abaixo as declarações.
Paulo Garcia
“O Corinthians já não está conseguindo patrocínio porque falta credibilidade. Aí acontece mais uma lambança dessas, só piora a situação. A taça do Mundial tem um significado muito grande para o clube. Pode não ter valor alto financeiro, mas carrega o simbolismo da conquista. Acho um absurdo chegar nesse patamar. E não é só o Corinthians. O futebol brasileiro está cada vez pior.
Sei que o Andrés não queria que a taça fosse penhorada, mas ficar correndo dos outros (credores), de oficial de justiça, e só vendo a dívida crescer é muito ruim. Dever não é demérito nenhum. Mas procura o credor, explica que não vai conseguir pagar, faz um acordo. Deveria procurar os conselhos do clube, debater a situação, não fazer as coisas de maneira escondida.
O salvador da pátria, o (diretor de marketing Luís Paulo) Rosenberg, afundou o clube. É preciso fazer alguma coisa para o Corinthians não ficar cada vez mais para trás. Vou procurar o Andrés nos próximos dias no intuito de ajudar.”
Romeu Tuma Júnior
“Coisa maluca essa penhora. A gestão está uma vergonha, é um  acúmulo de absurdos. Agora, isso tudo pra mim não é novidade. A penhora da taça não é surpresa pra mim. Durante a campanha (eleitoral) eu cantei tudo isso que está acontecendo. Cansei de avisar, mas escolheram o cara.
Acho que o advogado da universidade foi oportunista, pediu a penhora da taça pra ganhar marketing. Ela não tem valor de mercado.
O clube está definhando comercialmente e moralmente. Aí o Andrés vai lá e fala: ‘temos duas taças de Mundial’. Até ele faz chacota. Quem vai querer patrocinar clube no qual penhoram até o troféu? O patrocinador quer se associar a marca que vai projetar o nome dele. Agora, vai se associar a quem só tem mídia espontânea ruim?
O clube deveria chamar a universidade antes, fazer um acordo antes, não deixar chegar nesse ponto. Se ajudar, posso trabalhar como advogado de graça no caso”.

Fernando Alba, representando o movimento Corinthians Grande, que teve Felipe Ezabella como candidato
“Toda notícia negativa como essa arranha a imagem do clube e, com certeza, atrapalha a busca por patrocinadores. E as manifestações dos atuais dirigentes, recheadas de soberba, arrogância e ironia, não ajudam a atenuar a situação.”