Arquivo da categoria: Mundial de Clubes

Opinião: mudar formato aumenta crise de identidade do Mundial de Clubes

Leia o post original por Perrone

Desde sempre a disputa pelo título de campeão mundial de clubes sofre uma crise de identidade. Os diferentes formatos e nomenclaturas geram desnecessárias polêmicas entre torcedores sobre quem é legítimo detentor do título e desvaloriza o produto.

Tudo que a competição não precisava é de mudança, como a anunciada agora pela Fifa. De cara, a decisão de realizar o torneio a cada quatro anos cria o incômodo de quebrar a tradição de se definir quem é o melhor de cada ano.

Os critérios para a escolha dos participantes, ainda não definidos oficialmente, têm potencial problemático. A Conmebol, por exemplo, pretende enviar como seus representantes os campeões das quatro Libertadores anteriores à edição do Mundial a ser disputada. Como a qualidade dos times no continente sofre brutais mudanças rapidamente, é possível ver equipes absurdamente enfraquecidas entrando em campo.

Os europeus sofrem menos com a irregularidade de seus clubes. Um modelo assim, em tese, reduziria ainda mais as chances de representantes de outros continentes levantarem a taça. A tendência é que os times da Europa dominem as fases mais agudas da competição. Será que faz sentido um torneio assim diante do sucesso que é a Champions?

Com tantas incertezas, a Fifa deveria se preocupar mais em ouvir jogadores e torcedores antes de escolher um caminho. É preciso saber o que mais motiva atletas e fãs para que o Mundial seja, enfim, um sucesso. Também é necessário que o novo formato tenha vida longa. Cada vez que uma fórmula é testada e abandona, menos credibilidade tem a competição. E mais discussões pouco produtivas acontecem.

Opinião: queda do River combina com bagunça no futebol sul-americano

Leia o post original por Perrone

A derrota do River Plate nos pênaltis para o Al Ain nas semifinais do Mundial de Clubes nesta quarta (18) é o puro reflexo da decadência do futebol sul-americano.

Antes, a pergunta era quando os times do continente voltariam a levantar a taça da competição. O Corinthians, em 2012, foi o último a alcançar esse feito.

Agora, é natural ver como incógnita a chegada dos vencedores da Libertadores às decisões do torneio. E não é por acaso. Outros mercados evoluíram, organizaram seus clubes e muitos deles têm mais dinheiro para contratar do que os times da América do Sul.

Ao mesmo tempo, a maioria das equipes sul-americanas enfrenta crise financeira e não são poucos que sofrem com cartolas irresponsáveis.

O símbolo da corrosão do futebol do continente é a última edição da Libertadores. Foi um show de horrores, com jogador suspenso atuando, mais atos de selvageria de torcedores e uma final que quase não terminou.

Zebra mesmo seria que o vencedor de tal competição bagunçada levantasse também o caneco mundial. A melancólica participação do River combina com a Libertadores de 2018. É um merecido castigo para o largado futebol do continente. E o triunfo do time dos Emirados Árabes, que joga em casa, ilustra a melhora da modalidade em certos locais fora do eixo tradicional.

Nesse ritmo, logo não será mais possível chamar de surpresa equipes africanas e asiáticas, por exemplo, levarem a melhor na competição diante de representantes da América do Sul.

Opinião: piada sobre taça que mais machuca corintiano é a de Andrés

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Nos últimos dias, a Fiel teve que aguentar uma avalanche de chacotas por causa do pedido de penhora da taça do Mundial de 2012, resultante de uma ação movida pelo Instituto Santanense de Ensino Superior (o clube conseguiu liminar para suspender a penhora). A pior das piadas, porém, veio de um corintiano, Andrés Sanchez, presidente alvinegro.

Ao falar sobre o tema, o deputado federal disse que pelo menos o Corinthians tem dois mundiais, duas taças para penhorarem. Clara referência ao Palmeiras, alvo de brincadeiras dos rivais por não ter conquistado o mundo.

Na opinião deste blogueiro, a infeliz tentativa de graça por parte do cartola foi a piada mais dolorida que os corintianos ouviram até agora.

Quando a gozação vem de um rival, o torcedor, na maioria das vezes, respira, pensa e devolve com outra.

Agora, se a gracinha parte do principal dirigente do seu time, as reações mais prováveis são três: revolta, incredulidade e desespero.

Revolta por ver o presidente fazendo troça com algo que machuca o torcedor. Incredulidade por observar o cartola tentar passar um pano na situação no lugar de esclarecer com seriedade a sua torcida e mostrar os caminhos para solucionar o problema. O desespero toma conta dos que não enxergam saída para o alvinegro já que nem uma situação extrema faz Andrés deixar a galhofa de lado, admitir os problemas e apresentar soluções para o torcedor.

Não é hora de espetar o Palmeiras. Além de ter muito abacaxi para descascar, a diretoria do Corinthians deveria lembrar que o rival lidera o Brasileirão enquanto seu time ainda luta para se afastar da zona de rebaixamento. Toda referência ao rival neste momento pode terminar com a comparação entre a posição dos dois times na tabela. Atualmente, algo desagradável para os corintianos.

No caso do troféu, não só a tentativa de penhora é ruim para a imagem do clube, mas outras circunstâncias que envolveram o processo. Principalmente a acusação de que o alvinegro teria se articulado com a CBF para receber o prêmio pelo vice-campeonato brasileiro antes do último jogo para evitar a penhora do bônus de R$ 20 milhões. O clube nega ter feito manobra irregular afirmando que recebeu a premiação dentro do prazo normal.

A constrangedora situação em que ficou a centenária instituição nesse episódio traz à mente uma célebre frase de Andrés em 2007, logo depois do rebaixamento para a Série B: “quem riu do Corinthians, riu. Quem não riu, não vai rir mais.

Para candidatos derrotados por Andrés, penhora da taça afasta patrocínios

Leia o post original por Perrone

Na opinião de candidatos derrotados por Andrés Sanchez na última eleição no Corinthians, a penhora da taça do Mundial de Clubes de 2012 deve afastar possíveis patrocinadores. Vale lembrar que o alvinegro já não conta com anunciante máster fixo.
O blog procurou os quatro conselheiros que tentaram a presidência. Antônio Roque Citadini disse que não se manifestaria. Felipe Ezabella indicou Fernando Alba para dar uma declaração em nome de seu grupo. Paulo Garcia e Romeu Tuma Júnior comentaram a penhora, fruto de uma dívida da agremiação com o Instituto Santanense de Ensino Superior . Leia abaixo as declarações.
Paulo Garcia
“O Corinthians já não está conseguindo patrocínio porque falta credibilidade. Aí acontece mais uma lambança dessas, só piora a situação. A taça do Mundial tem um significado muito grande para o clube. Pode não ter valor alto financeiro, mas carrega o simbolismo da conquista. Acho um absurdo chegar nesse patamar. E não é só o Corinthians. O futebol brasileiro está cada vez pior.
Sei que o Andrés não queria que a taça fosse penhorada, mas ficar correndo dos outros (credores), de oficial de justiça, e só vendo a dívida crescer é muito ruim. Dever não é demérito nenhum. Mas procura o credor, explica que não vai conseguir pagar, faz um acordo. Deveria procurar os conselhos do clube, debater a situação, não fazer as coisas de maneira escondida.
O salvador da pátria, o (diretor de marketing Luís Paulo) Rosenberg, afundou o clube. É preciso fazer alguma coisa para o Corinthians não ficar cada vez mais para trás. Vou procurar o Andrés nos próximos dias no intuito de ajudar.”
Romeu Tuma Júnior
“Coisa maluca essa penhora. A gestão está uma vergonha, é um  acúmulo de absurdos. Agora, isso tudo pra mim não é novidade. A penhora da taça não é surpresa pra mim. Durante a campanha (eleitoral) eu cantei tudo isso que está acontecendo. Cansei de avisar, mas escolheram o cara.
Acho que o advogado da universidade foi oportunista, pediu a penhora da taça pra ganhar marketing. Ela não tem valor de mercado.
O clube está definhando comercialmente e moralmente. Aí o Andrés vai lá e fala: ‘temos duas taças de Mundial’. Até ele faz chacota. Quem vai querer patrocinar clube no qual penhoram até o troféu? O patrocinador quer se associar a marca que vai projetar o nome dele. Agora, vai se associar a quem só tem mídia espontânea ruim?
O clube deveria chamar a universidade antes, fazer um acordo antes, não deixar chegar nesse ponto. Se ajudar, posso trabalhar como advogado de graça no caso”.

Fernando Alba, representando o movimento Corinthians Grande, que teve Felipe Ezabella como candidato
“Toda notícia negativa como essa arranha a imagem do clube e, com certeza, atrapalha a busca por patrocinadores. E as manifestações dos atuais dirigentes, recheadas de soberba, arrogância e ironia, não ajudam a atenuar a situação.”

Mundial mais ‘teta’ dos últimos tempos, viu?!

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Viram o que aconteceu no final de semana na Espanha? Pelo amor de Deus! O Barcelona (sem o Messi!) arrebentou com o Real Madrid e goleou por impressionantes 5 a 1. Passadas 10 rodadas, o time merengue, atual campeão da Liga dos Campeões da Europa, é apenas o nono colocado na Liga Espanhola. É brincadeira? Fico impressionado como o clube, considerado pela Fifa como o maior do mundo de todos os tempos, desfragmentou com as saídas do técnico Zidane e de seu principal astro Cristiano Ronaldo. O tal Lopetegui, tão exaltado, já até caiu. E com o Palmeiras e Grêmio […]

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Canhão diz que Mundial de 2000 era torneio de verão

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O narrador e comentarista Rogério Assis afirmou que o Mundial de Clubes vencido pelo Corinthians em 2000, foi apenas um torneio de verão. Na opinião do ‘Canhão’, o Palmeiras é favorito no confronto contra o Corinthians no clássico deste sábado (24).

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O MAIOR do Sul foi um BRAVO guerreiro!

Leia o post original por Craque Neto

Fim de jogo em Abu Dhabi. Deu o óbvio na final do Mundial de Clubes da Fifa. O Real Madrid venceu o Grêmio e conquistou a taça pela terceiro vez nesse novo sistema de jogo. Empatou com o arquirrival Barcelona. Só que vale lembrar que o time brasileiro jogou de igual pra igual. Perdeu só de 1 a 0 e isso porque o ‘Zé’ ruela do árbitro mexicano ignorou um pênalti claro no Ramiro. O zagueirão Sérgio Ramos pisou nele descaradamente! Depois o Cristiano Ronaldo – SEMPRE ELE! – marcou um gol de falta por vacilo da barreira que abriu. Aliás, […]

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Renato ou Cristiano Ronaldo? Não é assim tão simples…

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Nesta semana o técnico Luiz Felipe Scolari, o Felipão, deu entrevista atestando o que o próprio Renato já havia dito: que dentro de campo o atacante do Grêmio dos anos 80 era melhor que o português Cristiano Ronaldo, atual melhor jogador do mundo. Posso falar? A mídia europeia e os amantes mais jovens do mundo da bola vão achar que está todo mundo louco. Afinal o CR7 tem dezenas de premiações individuais e vem batendo todos os RECORDES de jogos e gols vestindo a camisa do Real Madrid. Mas sinceramente não é tão simples de fazer essa comparação. Eu vi […]

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Fernandinho: Grêmio não pode deixar a bola chegar no CR7

Leia o post original por Craque Neto

Para o repórter Fernando Fernandes, a única chance que o Grêmio tem de vencer o Real Madrid na final do Mundial de Clubes é não deixando a bola chegar aos pés do craque Cristiano Ronaldo.

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Cereja

Leia o post original por Rica Perrone

Ser campeão do mundo é o topo na ordem simples das coisas. O mundo é que há de maior, logo, é o que de mais importante pode-se ganhar.  E eu nem discordo disso, apenas reconsidero o tamanho dado por nós ao torneio hoje em dia.

Em mil novecentos e tralalá você ia até lá, jogava com um time grande da Europa e resolvia quem era o melhor. Eles gostavam, a gente adorava. Mesmo a desproporção de foco não fazia dele menor.

Então vieram os super times da Europa, aquela meia duzia que goleia todo o resto do planeta. Não é que o Mundial ficou estranho, qualquer jogo que não seja entre eles ficou.  E mesmo indo menos motivados, ainda é um grande título. O que não é mais é uma conquista equilibrada.

Eles vão lá cumprir tabela, a gente vai fazer milagre.  Os outros campeões continentais vão lá sem a menor obrigação de nada tentar aparecer na tv. E o Mundial que era simples e interessantíssimo se tornou menos interessante de tanto mexerem.

Aos olhos do torcedor é “o máximo”? Mentira. A Libertadores carrega muito mais envolvimento, história, envolve torcida, em casa, etc.  O Mundial é frio. Mas é incrível.

O bolo é a Libertadores e o processo até lá. O mundial é cereja. E se vier sem cereja, pouco desvaloriza o bolo. Se vier com ela…  melhor ainda!

Ganhar do Hamburgo foi um jogo entre times grandes. Hoje não há mais esse jogo. São super times que desequilibraram o futebol mundial contra um time que investe no ano o que ele fatura por mes.

Dá? Dá! O que torna épico. Mas se excluirmos o fator “Grêmio”, olharmos só pro torneio em si, hoje ele não é mais tão interessante e apaixonante como ja foi quando era um duelo.

Hoje evitamos o massacre. Buscamos o milagre. E isso não é um grande torneio. Tal qual quase todos os campeonatos europeus, o conceito de ter 6 times espetaculares contra 300 que viraram galinha morta é considerado “sucesso”, “case”, “modernidade”.  Pra mim é só burrice.

Mas ainda que tenhamos nossa condição restrita a jogar feio e pressionado por uma história que não condiz mais com o poder de enfrentamento dos clubes, ganha-lo é especial. Pena que tal qual os torneios de lá, seja coisa pra meia duzia de milionários e não pra time grande.

Sobre 2017 especificamente, eu não acho impossível porque nunca é impossível no futebol. Mas seja pra vencer, perder ou só participar, que o Grêmio vá e faça o que pode ser feito. Não entre em campo pra pedir autografos como o Santos fez vergonhosamente contra o Barcelona.

Se tiver que dividir, divida. Na canela do Cristiano não é mais falta do que na do Sassá.

abs,
RicaPerrone