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As redes sociais e a falta que uma arquibancada faz na vida de tanta gente

Leia o post original por Vitor Birner

Reproduzo neste espaço o texto perfeito de Mauro Cezar Pereira.

Não tenho a menor dúvida que a vivência nas arquibancadas, várzea e na rua ajuda o cidadão a entender a alma do futebol.

Em faculdades de jornalismo, na frente da tv ou no Facebook e Twitter pouco se compreende a respeito dela.

Os times do exterior, o twitter e a falta que uma arquibancada faz na vida de tanta gente

De Mauro Cezar Pereira, blogueiro do ESPN.com.br

Diz o companheiro Arnaldo Ribeiro que “a arquibancada forma caráter”. É daqueles pensamentos que resumem muita coisa em poucas palavras.

Cabe até no twitter, e com sobras! Mesmo os mais preguiçosos são (ao menos em tese) capazes de entendê-lo.

Na arquibancada você desenvolve e demonstra paixão por um time. Aprende, ainda novo, o que é alegria imensa e decepção profunda.

Na arquibancada o sujeito sofre, chora, cresce. E quem a frequenta com fervor o faz independentemente até da qualidade do futebol jogado na cancha.

Me orgulho por ter dedicado muitas tardes e noites a ela, em vários estádios e em nosso velho Maracanã.

Lá também frequentei, com honra, a saudosa geral, procurando uma sombra nos dias de sol forte, carregando meu guarda-chuva nas noites molhadas. Um pedaço de nossa história ficou ali.

Em tempos de arquibancadas vazias pelo Brasil, cresce a platéia virtual que habita a internet e os fã de futebol só na televisão.

Trabalho em TV, participo de transmissões e programas sobre certames internacionais, mas não tenho dúvidas: nada se iguala à boa e velha “arquiba”, seja onde for.

E na mesma medida em que ela se esvazia, parecem se multiplicar os torcedores de perfil… estranho. Alguns pelo jeito raras vezes (ou jamais) foram a um estádio.

E convenhamos, em toda cidade existe um e nele está a boa e velha arquibancada. Não vai lá quem não quer.

Jovens, em sua maioria, que escolhem um time lá de fora e acham que torcer é decorar quantidade interminável de informações dispensáveis sobre vários clubes e jogadores.

Não são poucas as vezes nas quais se exibem desfilando cultura inútil. Acham que para entender o futebol basta saber quem foi um zagueiro búlgaro, um lateral uzbeque ou técnico hondurenho.

Será que eles tentam chamar a atenção das garotas falando em duas linhas de quatro? Na cobertura dos laterais, no “falso” nove ou no encaixe da marcação? Será que esses rapazes e moças acreditam realmente que o futebol é apenas isso, quase uma ciência exata?

Agem como integrantes de seitas pautadas pela demonstração de conhecimentos que na realidade são meros detalhes de interesse deles mesmos. E interessam porque os próprios competem tentando mostrar que entendem muito de futebol.

Mas na verdade não entendem porque não o sentem. Conhecem de vista, como aquela vizinha que apenas às vezes lhes diz “bom dia”.

Tática, estratégia, movimentação, treino, entrosamento, preparação física, mental, tudo isso “pertence ao futebol”, como diria um ex-grande treinador. Mas o nosso esporte não se resume a isso, amigos. E dificilmente quem jamais frequentou a arquibancada consegue compreender.

Em certos momentos, esses torcedores de times lá de fora se irritam quando os mesmos são criticados. Até uma óbvia brincadeira nas redes sociais vira estopim para ofensas indignadas.

Dá raiva.

E também dá pena, pois eles não sabem o que estão perdendo ao abrirem mão da arquibancada com os amigos para ver um time, uma camisa ali perto, dentro de campo.

Acho legal que as pessoas tenham suas preferências por times do exterior. Que criem perfils no twitter para compartilhar informações, acompanhar, debater… É o mundo de hoje, tudo ficou mais próximo.

Também curto o futebol pelo mundo e procuro aproveitar ao máximo a chance de acompanhá-lo, a trabalho ou não, a ponto de percorrer estádios em plenas férias.

Profissionalmente, no ano passado tive a sorte de acompanhar uma final de Champions League num sábado, em Londres, quando o Bayern venceu o Borussia Dortmund.

Comprei uma passagem, reservei o hotel e no domingo estava na “Cidade Eterna” para Roma x Lazio, final da Copa Itália.

Em campo o duelo alemão foi muito superior.

Fora dele, o “Derby della Capitale” ganhou fácil. Sim, os torcedores germânicos são fanáticos e vibrantes. Mas um embate de rivais em sua própria cidade, num estádio histórico onde amor e ódio estão no ar tem atmosfera insuperável.

Futebol não se limita ao campo. Por isso também é bom também vê-lo de perto e não apenas pela tela da TV ou do computador.

Jovens se dizem torcedores de Barcelona, Chievo, Hoffenheim, Chelsea, Wigan, PSG, Osasuna, Milan, Lyon ou Bayern. E reagem com revolta ao defenderem tais clubes, como se fossem por eles absolutamente apaixonados.

Será que todos eles o são? Ou fazem gênero? Deve achar bacaninha dizer que têm ídolos na Espanha, Chipre, Inglaterra, Alemanha, Itália, Ucrânia…

“Nossa, ele é fã do Andriy Vorobei” , dirão alguns. “Uau, aquele cara tem um pôster do Sam Winnall na parede do quarto”, suspirarão outros.

O grande barato sobre esses jogadores desconhecidos da maioria massacrante da humanidade, mesmo entre os que adoram futebol, é que eles jogam em campos de verdade. Com traves, redes, gramados pisados por chuteiras e cercados por arquibancadas! Onde ficam torcedores.

Adoro histórias de pequenos clubes e suas torcidas, sejam lá de qual país. Do jogador dedicado a uma camisa e sua luta para levar o time a algum lugar. Por que ele é para os que saem de casa com o objetivo de vê-lo como os caras que eu ia ver em ação lá da geral do Maraca.

Lamento por quem não frequentou a arquibancada na fase de formação do caráter, pois o futebol tem a incrível capacidade de nos ensinar muitas coisas. Mas sempre é tempo para começar, e nem é preciso ou recomendável deixar de ver a bola que rola pelo planeta, pelo contrário.

Há espaço para tudo. Até porque lá fora, torcedores também formam caráter ali, na arquibancada

http://espn.uol.com.br/post/395893_os-times-do-exterior-o-twitter-e-a-falta-que-uma-arquibancada-faz-na-vida-de-tanta-gente?fb_action_ids=660012397397434&fb_action_types=og.comments

Direção do Palmeiras foi correta com Kleina

Leia o post original por Vitor Birner

De Vitor Birner 

Correta

Discordo de quem diz que Gilson Kleina deveria pedir para sair ou dos que acharam errada a iniciativa de a direção do Palmeiras tentar contratar outro treinador.

Os cartolas palestrinos disseram que avisaram o atual técnico da equipe sobre a tentativa de contratar Marcelo Bielsa.

E o próprio Kleina, na entrevista coletiva após a derrota contra o Paysandu, falou sobre a transparência da atual administração do clube.

Os responsáveis pelo futebol do Alviverde tinham o direito de priorizar outro treinador até se não tivessem comentado nada com Kleina.

Se avaliaram outro profissional era melhor para a função, era obrigação deles tentar contratá-lo.

No mundo profissional, competitivo, real, da qualidade da mão de obra e serviços em troca de dinheiro, o gestor sempre deve pensar na instituição que administra.

Tentar fazer o que considera melhor para o Palmeiras respeitando todos os profissionais e também a saúde financeira do clube não parece nenhum pecado aos olhos deste blogueiro.

Bom!

O trabalho de Gilson Kleina durante toda a temporada, não apenas na segunda divisão do campeonato brasileiro, foi bom.

Mostrou que merece mais chances de trabalhar em equipes grandes.

Ouvi diversas pessoas que concordam comigo dizendo que “será uma injustiça” se a direção palestrina não renovar o contrato dele.

Discordo.

A obrigação do clube é cumprir o combinado na parte econômica e elogiar o comandante pelo serviço bem executado.

Renovar é uma opção.

Uma honra

Kleina deve ficar envaidecido por ser a prioridade da diretoria entre os técnicos do Brasil.

No patamar da carreira dele, dirigir o time é uma honra, e não ano do centenário uma chance, um privilégio por ele conquistado, ainda mais especial.

Realidade

Se Kleina renovar e ficar, viverá seus momentos mais tensos, difíceis, prazerosos ou gloriosos, sofridos ou felizes como treinador.

Será uma faca de gumes.

Começará a temporada sob a desconfianças de palmeirenses insatisfeitos com sua permanência.

A pressão será enorme na primeira sequência de resultados abaixo do esperado.

Será responsabilizado, seja culpado ou não, por qualquer fracasso da equipe nas competições.

Por outro lado, se for campeão entrará na história e ganhará bastante espaço no mercado de técnicos.

 

Maioria aplaudiu quando a direção do Santos marcou o amistoso contra o Barcelona. Depois…

Leia o post original por Vitor Birner

De Vitor Birner

Esperei os santistas se acalmarem para falar a respeito de algo que pensei no momento que ficaram, com razão, revoltados por causa da apresentação do time contra o Barcelona.

Com os nervos à flor da pele, fica mais difícil para qualquer um raciocinar a respeito do óbvio.

Quando marcaram o amistoso, li e ouvi apenas elogios.

O discurso de dirigentes e de parte dos torcedores basicamente citava a divulgação da marca do Peixe no exterior e a satisfação de verem seu time enfrentar uma das melhores equipes do planeta.

Houve quem falasse em vingança, apesar de ela ser impossível no jogo de pré-temporada.

Depois da humilhante goleada, todos foram trazidos ao mundo real.

Não havia como saber se o Santos perderia por três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove… gols de diferença.

De qualquer forma, a chance de o Alvinegro ser derrotado por  goleada pelo Barça, com ambos usando seus times atuais, era muito grande.

Isso e o fato de o confronto ser transmitido para 153 países deveria ter feito as pessoas pensarem de maneira mais racional.

A mania de grandeza e a falta de humildade, coisas típicas dos brasileiros que não admitem a inferioridade de nossas equipes nos dias de hoje, geraram a histórica e desnecessária marca negativa.

A direção do Santos tem muito mais culpa que os jogadores santistas pela situação.

Da próxima vez, ao invés dos torcedores aplaudiram um erro desses, espero que critiquem.

As redes sociais aumentaram muito, dentro dos clubes, a altura do eco dos protestos realizados fora deles.

Cartolas, em regra, se incomodam bastante com impopularidade.

E também adoram quando são elogiados.

Os do Santos devem ter visto, no momento que acertaram o amistoso, que muita gente gostou.

 

Outro capítulo lamentável da crise no São Paulo

Leia o post original por Vitor Birner

De Vitor Birner

Reproduzo aqui, como de costume, minha coluna de sábado no Lance.

Ela é importante para você realmente entender quem é um dos grandes responsáveis pela crise no São Paulo.

Como ele gosta bastante do Paulo Autuori, o ambiente do CT da Barra Funda tende a melhorar muito e a viver dias de paz assim que o time voltar a vencer

O ‘presidente’ do CT da Barra Funda

Milton Cruz disse ao Juvenal Juvêncio que recebeu ligação de Marco Aurélio Cunha e ouviu do ex-colega de clube a sugestão de abandonar o barco.

MAC é conselheiro do São Paulo e, como tal, não pode, sob hipótese alguma, trabalhar contra a instituição. Tem obrigação de defendê-la.

O episódio aconteceu logo após a saída de Ney Franco, quando o coordenador de futebol são-paulino assumiu o cargo de técnico interino e piorou muito o desempenho do time.

Peguei o celular e liguei para o vereador no intuito de ouvi-lo.

Ele confirmou a informação, porém ressaltou o contexto do diálogo.

Os dois são amigos e trocam ideias com frequência.

Durante a conversa, o funcionário do Tricolor reclamou da atual administração, falou de sua insatisfação com Adalberto Baptista, de propostas que recebeu doutros agremiações, como a do Atlético PR, e o ex-companheiro, por isso, tocou na possibilidade da demissão

Ao saber por intermédio deste jornalista que Milton Cruz relatou o bate-papo para Juvenal, sem explicá-lo direito, MAC ficou decepcionado, com sentimento da traição.

A situação é simples de ser compreendida.

Depois de indicar nos últimos anos um monte de bombas para o elenco, criticar o trabalho de Ney Franco antes de ser demitido e falhar na hora de fazer o meio de campo entre os atletas e a diretoria, restou ao profissional que nunca é lembrado pela opinião pública nos maus momentos da equipe e jamais esquecido quando ela vai bem, o deplorável papel de ‘leva e traz’ do chefe para manter seu emprego.

Lamento, pois Milton Cruz já foi muito importante e ainda possui competência para exercer o cargo. Talvez os 24 anos no clube tenham o levado a se acomodar.

Juca Kfouri o definiu, ontem (sexta-feira), na Folha de SP, como ‘o dono do vestiário tricolor’.

Eu o chamo de presidente do CT da Barra Funda e recomendo aos atletas e dirigentes: não mexam com ele, pois Juvenal amoleceu.

‘Corrigido

Direção do São Paulo não pode repetir as falhas de planejamento do elenco. Ganso pode ajudar bastante, não resolver

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De Vitor Birner

A direção do São Paulo vem comentendo erros de planejamento nos últimos anos.

Parece não entender as necessidades do time dentro de campo.

Toda equipe de futebol necessita de atletas com características que se completam.

Não adianta, por exemplo,  ter 10 “Maradonas”, o mais genial que vi em campo (não acompanhei a geração de ouro do Brasil, com Pelé, Garrincha, Nilton Santos…) no ápice da forma.

Dificilmente roubará a bola e sofrerá gols de cabeça aos montes.

Os torcedores são-paulinos estão empolgados com a contratação de Ganso.  Mesmo se ele recuperar o futebol de alto nível, a equipe precisará de certos tipos de jogadores para ser forte, consistente e regular.

Reproduzo neste post a minha coluna do último sábado no Lance!

Nela estão algumas explicações sobre como Ney Franco  pode escalar o time com o ex-santista, as consequências coletivas em cada opção, e o que a direção precisa fazer para não errar de novo.

Ganso pode ajudar, não resolver

A chegada de Ganso ao Morumbi muda o olhar de grande parte da opinião pública para o São Paulo.

Na quinta-feira, quando o negócio foi fechado, vi tradicionais críticos da direção do clube elogiarem Juvenal Juvêncio.

Eles e os cartolas deveriam manter os pés no chão.

O elenco são-paulino, com ou sem o Ganso, tem condições de brigar por vaga no G4, mas ainda carece ao menos de um reforço para disputar os principais títulos.

Ney Franco precisará fazer adaptações quando o ex-santista estiver disponível.

O sistema ofensivo ideal contaria com Lucas e Jadson pelos lados, e Ganso centralizado na linha de três do 4-2-3-1.

O camisa 10 recua um pouco para ajudar na saída de bola e o novo reforço fica mais perto de Luís Fabiano.

Essa formação tende a tornar o time ainda mais vulnerável atrás porque Douglas e Cortez são fracos na marcação.

Jadson não possui velocidade para acompanhar os avanços dos laterais adversários e puxar os conta-ataques.

Se sobrar espaço pelos lados e os rivais souberem utilizá-lo, fato comum, a equipe são-paulina repetirá os fracassos.

A direção tem que contratar o substituto de Lucas da próxima temporada, pois não dá para apostar apenas em Osvaldo e Negueba como atacantes rápidos, e o lateral bom nos desarmes.

Pode até ser ruim com a gorduchinha. Se for competente na hora de roubá-la, contribuirá bastante. É fundamental.

Hoje, como não há tal atleta no elenco, o treinador necessita improvisar Paulo Miranda, talvez Rodrigo Caio, ou cometer o funcional pecado de usar Wellington fora de posição.

O ótimo volante dará conta do recado, porém seu lugar é no meio, provavelmente ao lado de Denilson.

O São Paulo crescerá horrores com os dois cuidando da cobertura dos avanços de apenas um dos laterais.

A escalação de Cortez e Douglas exige ou o obsoleto 3-5-2, ou Osvaldo e Lucas juntos, pois são rápidos e ajudam a marcar pelos lados, ou três volantes.

Maicon e Jadson irão brigar pela vaga de terceiro homem no losango do meio-campo. O 4-3-1-2 diminuirá a capacidade da equipe criar e permanecer com a bola na frente.

Em suma, Ganso pode ajudar bastante, não resolver.

Messi falha nas finalizações e Chelsea consegue heróica classificação à final da UCL. Bem-vindos ao mundo do futebol, amigos

Leia o post original por Vitor Birner

De Vitor Birner

Barcelona 2×2 Chelsea

O melhor time do mundo parou no guereiro Chelsea.

Isso é futebol, sim.

Os ‘Blues’, sem dúvida inferiores ao  adversário, merecem aplausos pelo trabalho defensivo, em especial depois da expulsão do zagueiro e capitão Terry.

Messi vai demorar para tirar da memória as próprias falhas no jogo. Perdeu duas ótimas chances e uma penalidade.

E viu Ramires balançar as redes, quando menos se esperava, finalizando como ele costuma fazer.

Escalações

Barcelona (3-1-3-2) – Valdés; Puyol, Piquet e Mascherano; Busquets; Fabregas, Xavi e Iniesta; Messi; Cuenca e Alexis Sanchez

Chelsea (4-2-3-1) – Cech; Ivanovic, Cahil, Terry e Ashley Cole; Mikel e Raukl Meireles; Ramires, Lampard e Mata; Drogba

Ultra defensivo 

O Chelsea entrou para se defender e contragolpear. Nem tentou brigar pela bola no meio-campo.

Esperou o anfitrião bem atrás. Tentou congestionar a entrada da área.

Ramires, Lampard e Mata atuaram na meia, mas foram encarregados de marcar.

Pareciam três volantes à frente dos volantes Mikel e Raul Meireles.

Ramires e Mata, quando necessário (diversas vezes foi), recuaram e se posicionaram na mesma linha de Mikel e Meireles.

Foram laterais na frente dos laterais.

Os contragolpes ficaram sob a responsabilidade de Drogba.

Ultra ofensivo

Guardiola armou o Barcelona muito ofensivo. Seus comandados aturam bem avançados. Pressionaram a saída de bola com a tradicional maestria e tomaram conta da dita cuja.

A forma como o Barcelona atuou chama atenção de quem aprecia as questões táticas.

As movimentações confundiram o sistema defensivo dos “Blues”.

Messi jogou bem perto de Alexis, o centroavante, e Cuenca, atacante pelos lados.

Fabregas, Xavi e Iniesta atuaram também muitos próximos ao argentino.

Alexis se mexeu sem parar no intuito de abrir espaços, Messi se projetou na posição dele e os 3 meias participaram bastante da criação.

Busquets, o único volante, apareceu constantemente na frente.

Puyol, Piquet e Mascherano formaram a zaga

Extremamente superior

A partida aconteceu praticamente em 30 metros de campo. O Barça manteve a redonda em frente à area do Chelsea.

Os visitantes não conseguiram parar o adversário. Marcaram bem, contudo o time catalão estava inspirado.

A sorte dos ingleses foi o fato de Messi pecar nas finalizações.

“La Pulga” teve duas oportunidades no primeiro tempo, ambas de frente para o ótimo goleiro rival, e as desperdiçou.

O time londrino demorou 25 minutos para chutar em gol.

Lesões favorecem o Barça

Di Matteo perdeu Cahill, machucado, aos 12 minutos. Bosingwa o substituiu.

Entrou na lateral e obrigou Ivanovic a ir para a zaga, sua posição de origem. Se o Chelsea quisesse alguém capaz de apoiar mais na direita, a mudança teria sido interessante, porém a prioridade era desarmar, desarmar e desarmar.

Aos 26, Piquet se machucou e Danial Alves entrou.

A alteração melhorou o Barcelona.  Como apenas Drogba estava no ataque, Mascherano e Puyol podiam cuidar dele.

A presença do brasileiro aumentou as opções do sistema ofensivo. Foi o detalhe que faltava para o Barça superar o ferrolho britânico.

Gols e expulsão

Aos 35, Daniel Alves avançou pelo meio e tocou para Cuenca, que havia atuado o tempo todo na direita, e acabara de inverter de lado.

O atacante cruzou rasteiro e Busquets apareceu na área para fazer 1×0.

No minuto seguinte, o capitão Terry recebeu o cartão vermelho. O soprador viu alguma agressão dele em Alexis.  O ângulo da imagem,ao menos o que eu vi, era ruim e não posso avaliar se a agressão realmente aconteceu.

Caso sim, é inadmissível isso por parte de um atleta experiente, capitão da equipe.

Aos 43, o Barça ampliou a vantagem. Belo passe de Messi para Iniesta chutar com perfeição.

Surpresa e golaço

O resultado classificaria o Barcelona. O time da casa estava com 11 jogadores contra 10 e havia atuado muito melhor desde o apito inicial.

Eis que, aos 45, o sistema defensivo barcelonista deu moleza, Lampard lançou Ramires e o ex-cruzeirense encobriu o goleiro com um toque de muita classe.

Lembrou Messi, que deixou a desejar na hora de colocar gorduchinha para dentro do gol.

Não era o dia dele

O Chelsea entrou na etapa complementar mais defensivo ainda. Drogba voltou para ajudar. O time simplesmente abandonou o ataque.

A idéia era conseguir a façanha de não sofrer gol.

Aos 2 minutos, o centroavante, que estava lá quebrando o galho, derrubou Fabregas na área.

Messi cobrou no travessão.

O futebol ía cobrar o preço.

O ‘mau negócio’ Torres

O roteiro do restante da partida foi repetitivo. O Barça tentando tabelas e passes para superar o bloqueio do Chelsea e os ingleses lutando para manter 0 2×1.

A equipe espanhola caiu de rendimento na etapa complementar. Não repetiu o bom primeiro tempo.

Aos 12, Di Matteo colocou Kalou na vaga de Mata

Aos 22, Guardiola trocou Cuenca por Tello. Aos 28, ao entendi por qual motivo, substituiu Fabregas por Keita.

Aos 36, Fernando Torres ocupou o lugar do exausto Drogba.

Depois de insistir bastante, chutar a bola na trave e obrigar Cech a realizar grandes defesas, o Barça viu Torres, aos 45, receber a bola, livre, depois do chutão de Bosingwa, driblar Valdes, empatar o confronto e classificar o Chelsea.

O ex-atacante do Atlético de Madri, algoz do Barcelona, contratado pelo Chelsea por 50 milhões de euros e vítima de merecidas críticas pelo futebol que não mostra desde quando chegou em Londres, colocou seu nome na história do clube.

Isso é futebol, amigos

O Barcelona tem o melhor time do mundo, mas a temporada, apesar da grande quantidade de vitórias e gols na maior parte dos confrontos, acabou sendo ruim.

No futebol de verdade, o pior derrota de vez em quando o adversário superior.

E isso pode acontecer em momentos decisivos.

 

Sobre a proibição da entrada de Mancha e Gaviões nos estádios…

Leia o post original por Vitor Birner

De Vitor Birner

Faz tempo que as torcidas organizadas não brigam entre si dentro dos estádios.

Os confrontos  acontecem nas ruas, metrô, estações de trem…

Achei justa a proibição da entrada de Mancha e Gaviões nos palcos dos jogos em São Paulo.

Encaro a decisão como um castigo imposto pela F.P.F., responsável pela organização do paulistinha.

Faço questão de lembrar que a punição não faz parte das medidas necessárias para a solução do problema da violência.

Gustavo Duarte explica isso na charge que o Lance publica hoje.

 

http://twitter.com/_gustavoduarte

http://www.gustavoduarte.com.br/

 

É o Santos Futebol Clube no Mundial, não o Brasil. Santista, sinta orgulho de quem torce contra o Peixe!

Leia o post original por Vitor Birner

De Vitor Birner

Santos Futebol Clube

Você nunca viu ou escutou este blogueiro cogitar a hipótese de usar o clichê “  tal time (daqui)  é Brasil na Libertadores”.

O mesmo vale para a participação das equipes brasileiras no Mundial.

O Santos Futebol Clube entra em campo nesta quarta-feira pelo Santos.

É o Alvinegro da Vila Belmiro em busca de outra conquista para tornar ainda mais rica sua própria história.

O título santista não agrega nada ao São Paulo, Palmeiras, Corinthians, Flamengo, Vasco, Fluminense, Botafogo, Atlético MG, Cruzeiro, Grêmio, Internacional….

Absolutamente nada.

Nem à Portuguesa santista, que é da mesma cidade, ganha algo.

Você acha que se o Barcelona for campeão do Mundo o Real Madrid  terá benefícios de quaisquer espécies?

O que muda na vida de Getafe, Granada e Levante se o Barça voltar à Espanha com o troféu?

Inveja, irritação…

O título santista deve deixar os rivais irritados, com inveja, não alegres.

Futebol vive de rivalidade.

Isso não é pecado, feio, destrutivo…

Ao contrário: o esporte serve para o ser humano liberar seus sentimentos baixo, comuns em nossa espécie.

E ensina, quem deseja aprender, a fazê-lo sem perder o respeito, agredir…

Pecado, destrutivo e feio é o indivíduo torcer e fazer algo contra o semelhante no dia-a-dia de trabalho, convívio familiar, entre amigos….

O mundo dos politicamente corretos estimula essa coisa de preocupação com imagem, e inclui no pacote a idéia distorcida de que o cidadão apoiar o time do mesmo país onde nasceu é patrotismo.

Quanto mais secarem, melhor

O tamanho da legião dos secadores também determina a grandeza de um time.

Nunca vi alguém odiar o Juventus da Mooca. Nem o América-RJ.

São equipes simpáticas porque não possuem grandes torcidas e se tornaram inofensivas ao longo dos tempos.

As pessoas sentem-se solidárias. Lamentam as dificuldades de agremiações assim.

Por isso eu entendo quando alguém lusitano fica bravo ao ouvir alguém chamar a Portuguesa de “Lusinha”.

Ele não escuta são-paulinho, corintinhas, palmeirinhas, santinhos, flamenguinho, fluminensinho…. das mesmas pessoas.

Recomendo ao santista que se orgulhe dos milhões que desejam a derrota alvinegra no Mundial.

Simpatia, sem problemas

O brasileiro apaixonado pelo futebol nacional, sem tanto apego ao próprio time,  que habitualmente torce por equipes daqui, tem todo o direito de vibrar com o Peixe no Mundial.

Os fãs de Neymar, idem.

As pessoas podem viver o futebol de maneiras diferentes.

Importante, acima de tudo, é o cultivo das emoções!

Só não me venham dizer que são patriotas por causa disso.

E se fosse o Corinthians ou o São Paulo?

A pesquisa aqui do blog (veja ao lado) é: “Você vai torcer para o Santos ser campeão do Mundo?”

No horário em que postei este texto, o resultado estava assim:

Não (55%, 546 Votes)
Sim (45%, 443 Votes)
Total Voters: 989

Em breve vou encerrá-la e e guardá-la.

Fico pensando se os percentuais seriam parecidos caso Corinthians ou São Paulo estivesse no lugar do Santos.

Aposto que não.

Explicações para quem não entendeu quando elogiei o Tite e a CBF

Leia o post original por Vitor Birner

De Vitor Birner

Sobre Tite

Elogiei o Tite ao longo do Brasileirão. Quando discordei de escalações e decisões tomadas por ele, também o critiquei.

Achei o trabalho dele, no geral, muito bom. E respeito bastante a forma como o técnico campeão brasileiro se comporta.

Isso não significa que considero Tite brilhante, excelente, genial….

Ele é um profissional competente, bom no que faz, e por isso merece respeito.

Se eu fosse presidente de algum clube, Tite não seria minha primeira ou segunda opção de técnico.

Talvez nem a terceira.

Mas isso não me impede de elogiar as ações que considero corretas.

Me apego aos fatos, não aos clichês da visão pré-estabelecida sobre o profissional.

Clichê é bom para quem não consegue entender, de fato, o que se passa em campo naquele momento, mas faz questão de ter opinião.

E todos cidadãos têm direito de opinar.

Sobre o elogio aos clássicos na última rodada

Os clássicos na última rodada foram úteis aos campeonato.

Mesmo assim, alguns leitores reclamaram quando elogiei a CBF por encerrar o campeonato com eles.

Reclamam de o Corinthians não ter disputado clássico na penúltima rodada e disseram para eu lembrar do comentário na próxima temporada se o campeonato terminar estiver resolvido antes deles.

Aos críticos, esclareço:

Também não entendi por qual motivo o Corinthians escapou de um clássico na trigésima sétima rodada.

A CBF deveria explicar a exceção, pois não tem lógica, todavia isso não mudou o impacto da importância dos clássicos no encerramento do torneio.

Eles, sem a menor dúvida, temperaram as disputas por títulos, vaga na Libertadores e permanência na primeira divisão.

E, se ano que vem, o campeonato estiver resolvido antes e os clássicos forem desperdiçados no final do torneio, vou escrever que a decisão da CBF não funcionou naquele momento.

Não sou tapado o bastante para achar que os jogos de maior rivalidade, na última rodada, são a solução definitiva para evitar que jogadores e times sem vergonha entreguem partidas no intuito de prejudicar os principais concorrentes.