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Entenda as duas próximas disputas políticas no Palmeiras

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Foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras

Depois de a situação ficar com a maior parte das vagas em disputa no Conselho Deliberativo no último sábado (9), duas novas batalhas começam a mobilizar os bastidores do Palmeiras. A primeira, deve acontecer em 11 de março, para quando está prevista a votação para definir o novo presidente do órgão, chamado também de CD. No dia 18 do próximo mês,  deve ocorrer a eleição de novos integrantes do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização), que tem ainda membros fixos.

As disputas opõem principalmente o presidente Maurício Galiotte e Leila Pereira, dona da Crefisa, patrocinadora do time, à oposição, com destaque para Genaro Marino, ex-vice alviverde, e Mustafá Contursi, ex-presidente. Os dois opositores são originários de grupos políticos diferentes.

Para a eleição do Conselho Deliberativo, Seraphim Del Grande, já decidiu que tentará a reeleição. Ele tem o apoio da situação. Os oposicionistas ainda não definiram candidato(s).

Em tese, o principal dirigente do CD deve ser neutro, limitando-se a aplicar as regras estatutárias. Porém, a oposição acusa Del Grande de ter apoiado Galiotte e Leila nas disputas em torno das últimas mudanças estatutárias. Por isso, crê ser fundamental colocar na presidência alguém de seu grupo para supostamente neutralizar a força situacionista.

O candidato à reeleição à presidência do órgão nega que em algum momento tenha agido favoravelmente a oposição. “Se for eleito, vou continuar tentando colaborar para pacificar o Palmeiras”, declarou Del Grande.

Para a presidência do COF ainda não há candidatos declarados, já que é preciso primeiro eleger os novos integrantes. Essa disputa ganha especial importância pelo fato de o órgão ser considerado no clube como o último reduto de grande influência de Mustafá. Além disso, o COF se transformou em pedras nos sapatos de Galiotte e Leila.

A maioria dos “cofistas” discordou das mudanças feitas no contrato de patrocínio entre Palmeiras e Crefisa e da forma como o alviverde lidou contabilmente com a alteração. A partir daí, o órgão passou a rejeitar as contas da atual gestão. Ter maioria no COF e fazer seu presidente deixaria os situacionistas em vantagem teórica nos dois órgãos responsáveis por importantes decisões.

Justiça aceita denúncia contra Mustafá em caso envolvendo suposto cambista

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O juiz Ulisses Augusto Pascolati Júnior aceitou nesta quarta (17)denúncia apresentada pelo Ministério Público contra Mustafá Contursi, ex-presidente do Palmeiras, e mais duas pessoas acusadas de envolvimento com suposta revenda ilegal de ingressos.

A abertura do processo foi determinada após conclusão do inquérito que investigava denúncias sobre a participação do cartola em suposto desvio de entradas oferecidas a ele pela Crefisa, patrocinadora alviverde. Os bilhetes teriam sido entregues a uma sócia do clube e repassados a um cambista.

Além de Mustafá, terão que responder às acusações na Justiça Eliane de Souza Guimarães Fontana, associada palmeirense, e Anderson Munari, que teria atuado como cambista.

Durante as investigações policiais Mustafá e Eliane negaram ter repassado entradas para cambistas. O dirigente alegou nunca ter revendido ingressos.  Os três acusados terão dez dias para apresentarem suas defesas.

Vale lembrar que o fato de a denúncia ser aceita significa que o processo será aberto para que seja apontada pela Justiça culpa ou inocência dos réus.

Mustafá foi denunciado por supostamente ter cometido crimes previstos nos artigos 41-F (vender ingressos para eventos esportivos por preço superior ao estampado no bilhete) e 41-G (fornecer, desviar ou facilitar a venda de ingressos por preço superior) do estatuto do torcedor.

A pena prevista no primeiro artigo é de reclusão de um a dois anos e multa. No segundo, a punição é de dois a quatro anos de reclusão, além de multa. Eliane foi denunciada no artigo 41-G, e Munari no 41-F.

O MP havia pedido o arquivamento do caso, mas os advogados da Crefisa pediram novas investigações e foram atendidos.

De acordo com a denúncia, os depoimentos de duas testemunhas que alegam ter comprado os ingressos por preço maior que o de face foram fundamentais. Os dois torcedores afirmam que foram até o Sindicato Nacional das Associações de Futebol, presidido por Contursi, para comprar entradas para jogos do Palmeiras por R$ 200 e R$ 300. Um deles sustenta que ao chegar no local e perguntar pelos bilhetes uma moça chamou Mustafá. O outro relata que comprou ingressos diretamente do cartola.

Segundo a investigação, a Crefisa doava 70 ingressos para Mustafá repassar a sócios e conselheiros do Palmeiras. Pelo menos parte dessas entradas teria sido revendida de forma ilegal.

Leila Pereira e José Roberto Lamacchia, donos da Crefisa, e Paulo Rogério de Aquino, o Paulo Serdan, líder da Mancha Alviverde foram ouvidos durante o inquérito na condição de testemunhas.

O casal de empresários se elegeu para o Conselho Deliberativo do Palmeiras com o apoio de Mustafá. Porém, por conta de divergências os dois se tornaram adversários políticos do ex-presidente.

 

 

 

 

Sindicato de Mustafá é condenado a pagar mais de R$ 430 mil a ‘sr. Crefisa’

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Em primeira instância, a 23ª Vara Cível de São Paulo condenou o sindicato presidido pelo ex-presidente do Palmeiras Mustafá Contursi a pagar R$ 430 mil com correção monetária a José Roberto Lamacchia, dono da Crefisa e da FAM (Faculdade das Américas).

O Sindicato Nacional das Associações de Futebol Profissional e Suas Entidades Estaduais e Ligas terá também que arcar com juros de mora de 1% ao mês a partir de 9 de janeiro deste ano. Cabe recurso.

Patrocinador palmeirense, Lamacchia acionou a Justiça alegando que emprestou R$ 430 mil ao Sindicato do Futebol, como é conhecida a entidade, e que não recebeu o dinheiro de volta ao fazer a cobrança.

Mustafá se defendeu afirmando que havia sido combinada, verbalmente, uma doação. Assim, não haveria dinheiro a ser devolvido. Alegou inexistir contrato de empréstimo.

Em sua decisão, a juíza Cristiane Amor Espin escreveu que “ao contrário do sustentado pelo réu (Mustafá), o mútuo não exige forma solene, mas sim a doação de valor que não seja irrisório, exige instrumento público ou particular”.

A principal prova apresentada por Lamacchia, conselheiro alviverde assim como sua esposa, Leila Pereira, presidente da Crefisa, foi o comprovante de depósito na conta do sindicato.

Outro ex-presidente do Palmeiras já havia sido processado por Lamacchia. Ele foi à Justiça cobrar um empréstimo de R$ 300 mil de Arnaldo Tirone. O ex-dirigente não se defendeu, pagou a quantia com correção e o processo foi extinto.

Mustafá e ingressos: pedido de advogado da Crefisa evita arquivamento

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Uma reviravolta impediu que o inquérito relacionado ao suposto envolvimento de Mustafá Contursi com a venda ilegal de ingressos para jogos do Palmeiras fosse arquivado neste momento. O arquivamento havia sido pedido pelo Ministério Público de São Paulo.

Antes de analisar o pedido, o juiz ligado ao caso foi procurado pelo advogado que representa a Crefisa, interessada no procedimento. Ele argumentou sobre a necessidade de novas investigações para esclarecer os fatos. Por meio dos autos, o juiz Ricardo Augusto Ramos encaminhou a intervenção do advogado ao MP na última segunda (1º).

“Em busca da verdade real, manifesto-me favoravelmente em relação às diligências requeridas, a serem cumpridas no prazo de 60 dias”, escreveu o promotor Paulo Castilho em despacho nesta quarta (3). Ele havia sido o responsável por solicitar o arquivamento alegando falta de provas.

“Antes de o juiz analisar o pedido de arquivamento, foi procurado pelo advogado. Já me posicionei a favor e ele vai determinar essas novas diligências. Depois, o inquérito volta para o Ministério Público (manifestar se propõe ação penal ou solicita novamente o arquivamento)”, disse Castilho ao blog.

Desde o início das investigações, Contursi nega o envolvimento com cambistas ou que ele mesmo tenha comercializado entradas para as partidas. O inquérito apura se ele negociou ou facilitou a entrega de bilhetes cedidos pela Crefisa, patrocinadora do alviverde, para revendedores ilegais.

O caso estourou no auge da crise entre o ex-presidente palmeirense e o casal dono da Crefisa e da FAM (Faculdade das Américas). Mustafá era aliado de Leila Pereira e José Roberto Lamacchia, também conselheiros do clube. Eles romperam por divergências durante o processo de mudanças estatutárias que culminou com o aumento do mandato para presidente de dois para três anos.

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Na última segunda (24), o Ministério Público de São Paulo pediu o arquivamento da investigação sobre suposta participação de Mustafá Contursi na venda ilegal de ingressos para jogos do Palmeiras. De acordo com a decisão do promotor Paulo Castilho, não ficou comprovado o envolvimento do ex-presidente palmeirense com cambistas. E nem que ele tenha vendido diretamente as entradas. Assim, não haverá abertura de processo na Justiça.

A investigação foi feita pela DRADE (Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes de Intolerância Esportiva) por solicitação de Castilho após o início de uma investigação no Conselho Deliberativo palmeirense.

A suspeita era de que Mustafá estaria repassando a cambistas tíquetes cedidos pela Crefisa, patrocinadora alviverde. O caso estourou no ápice da crise entre o ex-dirigente e Leila Pereira e José Roberto Lamacchia, donos da patrocinadora, conselheiros alviverdes e ex-aliados de Contursi.

O documento de promoção de arquivamento, ao qual o blog teve acesso, cita que durante as investigações foi feita uma denúncia anônima dando nomes de dois homens que teriam comprado os ingressos de Mustafá na sede do sindicato de clubes presidido por ele.

Os supostos compradores prestaram depoimento, confirmaram a denúncia, mas o pedido de arquivamento diz que não foi comprovada a veracidade da acusação. “As versões são contraditórias e não existem testemunhas que visualizaram as supostas vendas. E, ainda, os funcionários do edifício afirmaram que nunca visualizaram Mustafá vendendo os ingressos na recepção”, escreveu Castilho ao promover o arquivamento do procedimento investigatório.

“Sendo assim, não existem os elementos suficientes para a propositura da ação penal. Ante o exposto, promovo o arquivamento dos autos…”, decretou Castilho no documento encaminhado à Justiça.

Outros depoimentos foram tomados na tentativa de se comprovar que o ex-dirigente repassava bilhetes entregues na sede do sindicato para cambistas, mas nenhuma prova foi obtida.

Entre as pessoas envolvidas, estava a sócia do Palmeiras Eliane de Souza Guimarães Fontana, que teria sido ameaçada por um membro da Mancha Alviverde após deixar de repassar para ele ingressos deixados por Crefisa e FAM (Faculdade das Américas) na sede da entidade presidida por Mustafá.

Ela sustentou que eram entregues envelopes separados com 50 ingressos destinados ao sindicato e 20 bilhetes que ficavam com a sócia do clube. Ainda declarou que encaminhava algumas das entradas a um homem chamado Anderson, que teria feito as ameaças. Eliane, no entanto, não ligou os bilhetes repassados por ela e nem Anderson a Mustafá.

No inquérito, o ex-presidente disse que nunca vendeu ingressos. Cedia as entradas vindas da patrocinadora de graça. Também afirmou ter diversas cadeiras cativas no Allianz Parque e que as empresta sem nada cobrar.

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A investigação foi feita pela DRADE (Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes de Intolerância Esportiva) por solicitação de Castilho após o início de uma investigação no Conselho Deliberativo palmeirense.

A suspeita era de que Mustafá estaria repassando a cambistas tíquetes cedidos pela Crefisa, patrocinadora alviverde. O caso estourou no ápice da crise entre o ex-dirigente e Leila Pereira e José Roberto Lamacchia, donos da patrocinadora, conselheiros alviverdes e ex-aliados de Contursi.

O documento de promoção de arquivamento, ao qual o blog teve acesso, cita que durante as investigações foi feita uma denúncia anônima dando nomes de dois homens que teriam comprado os ingressos de Mustafá na sede do sindicato de clubes presidido por ele.

Os supostos compradores prestaram depoimento, confirmaram a denúncia, mas o pedido de arquivamento diz que não foi comprovada a veracidade da acusação. “As versões são contraditórias e não existem testemunhas que visualizaram as supostas vendas. E, ainda, os funcionários do edifício afirmaram que nunca visualizaram Mustafá vendendo os ingressos na recepção”, escreveu Castilho ao promover o arquivamento do procedimento investigatório.

“Sendo assim, não existem os elementos suficientes para a propositura da ação penal. Ante o exposto, promovo o arquivamento dos autos…”, decretou Castilho no documento encaminhado à Justiça.

Outros depoimentos foram tomados na tentativa de se comprovar que o ex-dirigente repassava bilhetes entregues na sede do sindicato para cambistas, mas nenhuma prova foi obtida.

Entre as pessoas envolvidas, estava a sócia do Palmeiras Eliane de Souza Guimarães Fontana, que teria sido ameaçada por um membro da Mancha Alviverde após deixar de repassar para ele ingressos deixados por Crefisa e FAM (Faculdade das Américas) na sede da entidade presidida por Mustafá.

Ela sustentou que eram entregues envelopes separados com 50 ingressos destinados ao sindicato e 20 bilhetes que ficavam com a sócia do clube. Ainda declarou que encaminhava algumas das entradas a um homem chamado Anderson, que teria feito as ameaças. Eliane, no entanto, não ligou os bilhetes repassados por ela e nem Anderson a Mustafá.

No inquérito, o ex-presidente disse que nunca vendeu ingressos. Cedia as entradas vindas da patrocinadora de graça. Também afirmou ter diversas cadeiras cativas no Allianz Parque e que as empresta sem nada cobrar.

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Ex-cartola do Palmeiras terá de pagar mais de R$ 300 mil para “Sr. Crefisa”

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Ex-presidente do Palmeiras, Arnaldo Tirone foi condenado a pagar R$ 300 mil com atualização monetária e juros a José Roberto Lamacchia, um dos donos da Crefisa.

O empresário, conselheiro e patrocinador do clube alegou que o ex-dirigente contraiu um empréstimo nesse valor e não quitou a dívida.

Tirone não se defendeu na ação e foi condenado em primeira instância na 22ª Vara Cível de São Paulo. A decisão, proferida no último dia 2, determina que os R$ 300 mil sejam atualizados conforme tabela usada pelo Tribunal de Justiça. Também devem ser acrescidos juros de mora de 1% ao mês a partir de 24 de maio de 2018. O ex-presidente ainda precisará pagar 10% do valor corrigido da condenação como honorários advocatícios.

Os advogados do empresário pediram em 29 de maio, no início do processo, que Tirone fosse condenado a pagar R$ 327.975,71 mais juros e atualização monetária.

Tirone mantinha amizade com Lamacchia e sua mulher e sócia, Leila Pereira, também conselheira do Palmeiras. Porém, eles se distanciaram por questões relacionadas à política alviverde.

“O réu foi validamente citado e não ofereceu contestação. Assim, a parte requerida é revel, o que autoriza o julgamento antecipado da lide”, escreveu o juiz Fernando Henrique de Oliveira Biolcati em trecho de sua decisão.

Os advogados de Lamacchia alegaram no processo que ele concedeu o empréstimo, por meio de um cheque, para Tirone quitar uma dívida trabalhista.

“Inicialmente, o réu (Tirone) havia se comprometido a quitar o empréstimo em alguns meses, tão logo fosse solicitado pelo autor (Lamacchia). Passados cerca de nove meses, o autor passou a exigir a quitação do empréstimo, tal qual as partes haviam avençado, inicialmente, em conversas realizadas. No entanto, o réu não pagou o valor devido, e tampouco justificou a impossibilidade de fazê-lo”, relataram os advogados no processo.

Por meio de sua assessoria de imprensa, Lamacchia disse que não se manifestaria sobre o assunto.

O ex-dirigente também não quis se pronunciar. O blog apurou que ele tem uma versão diferente. A interlocutores, o ex-cartola afirma que não solicitou empréstimo, mas que recebeu uma oferta de ajuda. Lamacchia teria oferecido auxílio para Tirone resolver uma questão jurídica, só que não trabalhista. O valor cobrado seria referente ao serviço prestado por um advogado. Nesses relatos, o ex-presidente assume ter assinado documento que deu origem à cobrança.

Em sua decisão, o juiz afirmou que pelos documentos apresentados por Lamacchia ficou “demonstrada a relação jurídica entre as partes e o empréstimo fornecido”. De acordo com apuração do blog, o ex-dirigente não pretende recorrer.

Tirone é o segundo ex-presidente do Palmeiras cobrado na Justiça por Lamacchia. O empresário processou o Sindicato Nacional das Associaçõs de Futebol Profissional, presidido por Mustafá Contursi, para cobrar R$ 450 mil.

Neste caso, o dono da Crefisa também alega que levou um calote após ter emprestado o dinheiro para a entidade. O ex-presidente palmeirense, porém, declara no processo que se tratou de uma doação.

Assim como no episódio envolvendo Tirone, Mustafá era alinhado com o casal de patrocinadores. Antes de ser processado, no entanto, rompeu com a dupla.

 

 

 

Críticos de mudanças no contrato entre Palmeiras e Crefisa perdem round

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Seraphim Carlos Del Grande, presidente do Conselho Deliberativo do Palmeiras, decidiu rejeitar dois requerimentos de conselheiros para impedir que o órgão vote se considera válidas mudanças feitas nos contratos entre clube e Crefisa.

Um dos pedidos já foi oficialmente rejeitado. O segundo, assinado por integrantes do COF (Conselho de Orientação Fiscal) terá o mesmo caminho, segundo afirmou Del Grande ao blog.

Por solicitação do presidente alviverde, Maurício Galiotte, Seraphim marcou para o próximo dia 20 reunião para o conselho deliberar sobre os adendos contratuais. O COF já se posicionou contra as alterações.

“Rejeitei o primeiro requerimento porque ele diz que o Conselho Deliberativo não tem poder para votar balancetes do clube. Só que o presidente pediu a reunião para os conselheiros se posicionarem em relação ao impasse sobre o aditivo. Já respondi que não vou tirar a deliberação da ata porque nenhum balancete vai ser analisado”, disse Del Grande.

Ele ainda afirmou que o COF tem o poder de fazer recomendações, mas o Conselho Deliberativo é capacitado para tomar decisões.

O impasse faz membros do conselho de orientação cogitarem irem à Justiça tanto para impedirem a reunião como invalidarem as alterações.

As contas de janeiro a março apresentadas por Maurício Galiotte já foram rejeitadas pelo COF. O órgão aponta que o presidente não poderia ter assinado os aditivos sem consultá-lo.

Leila Pereira chegou a ir ao conselho de orientação para explicar as mudanças. A principal delas transforma o contrato de patrocínio atrelado ao programa de sócio-torcedor em empréstimo. Antes o clube só precisava devolver o dinheiro usado em contratações se recebesse algo na saída dos atletas. Eventuais prejuízos seriam só da parceira e o lucro ficaria com o Palmeiras.

Agora, além de ter que devolver integralmente a verba, mesmo se o jogador sair de graça, o alviverde só pode usar o lucro se não tiver dívidas em aberto com a patrocinadora. O empréstimo é de pelo menos R$ 120 milhões.

Além das questões técnicas, há um caldo político na disputa. Grande parte dos contrários à mudança pertence ao grupo do ex-presidente Mustafá Contursi, rompido com Leila e seu marido José Roberto Lamacchia. Antes, ele ajudou o casal a se eleger para ocupar postos no Conselho Deliberativo. Mustafá também se afastou de Galiotte, aliado dos patrocinadores.

Por sua vez, Del Grande é acusado de desrespeitar o estatuto do clube por participar de eventos com Leila pela aprovação de mudanças estatutárias. Ele nega ter cometido ilegalidade.

 

Opinião: Palmeiras aprova mordomia a eleitor e patrocinadora no poder

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Ao votar de forma esmagadora a favor das mudanças estatutárias no clube, a maioria do associado do Palmeiras emite uma série de sinais. O mais óbvio é o entendimento de que é melhor para o clube ter um presidente que fique três anos no cargo, um a mais do que atualmente. Outro recado claro é o de que a maior parte enxerga com bons olhos a candidatura de Leila Pereira em 2021 (saiba mais clicando aqui).

Foram cerca de 65% dos votos a favor da alteração, que teve a dona da Crefisa como principal cabo eleitoral. Isso indica que esses sócios não enxergaram de maneira negativa o fato de a patrocinadora dizer que vai deixar o clube caso um adversário seu vença a próxima eleição.

O resultado também demonstra que a maioria aprova a política de agradar eleitores com jantares, churrascos, pizzas e voos em jato particular para acompanhar o time. Leila proporcionou tudo isso durante a campanha pelo “sim”. Nada disso fere a ética eleitoral para os que aceitaram os convites e votaram a favor da mudança.

Assim como a maioria dos sócios mostrou não considerar antiético o atual presidente, Maurício Galiotte, se beneficiar de uma mudança estatutária definida em seu mandato. Ele pretende se candidatar a eleição, caso vença, será o primeiro a desfrutar dos três anos de presidência.

O resultado também reforça o que já era sabido: Mustafá Contursi sofre imensa rejeição entre os sócios. O ex-presidente não foi o único cartola influente no Palmeiras a ter restrições em relação às mudanças. Porém, ficou popularizada a ideia de que se tratava de uma briga entre ele e Leila.

O saldo da votação é a imagem de que a maioria dos sócios entende ser salutar para o clube ter na mesma figura uma patrocinadora que investe pesado na equipe e uma dirigente capaz de influenciar profundamente a política palmeirense. Ainda que para isso cogite fechar a torneira milionária aberta para o alviverde. O caminhão de dinheiro destinado para a contratação de reforços parecem apagar os traços de conflitos de interesse na opinião desses eleitores. Isso mesmo com a alteração contratual que faz o clube devolver integralmente a parte da verba injetada pela empresária exclusivamente para a aquisição de jogadores.

 

 

Opinião: Leila Pereira deveria definir se quer ser cartola ou patrocinadora

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A forma como Leila Pereira pressiona sócios e conselheiros do Palmeiras para alcançar seus objetivos exemplifica a necessidade de os clubes impedirem membros de seus conselhos de manterem relações comerciais com as agremiações.

Como empresária a dona da Crefisa e da FAM, ao lado de seu marido, José Roberto Lamachia, tem o direito de retirar o patrocínio do Palmeiras se o clube for presidido por um adversário político deles. Ela fez a ameaça em entrevista ao Blog do Ohata.

Mas na pele de conselheira ela tem a obrigação de colocar os interesses do clube acima de suas metas pessoais. Caso não seja capaz desse sacrifício, não faz sentido querer integrar o Conselho Deliberativo. E muito menos ser presidente do clube.

Como membro do órgão, ela deve defender a manutenção dos dois patrocinadores, se entende que eles são bons para o alviverde, como pensa a maioria dos palmeirenses. Como patrocinadora, ela faz o que bem entender.

Nesse ponto fica claro que há uma incompatibilidade entre os dois papeis protagonizados por Leila. O conflito de interesses impede que ela exerça em sua plenitude as funções atribuídas a quem deve servir ao clube. Por isso, esta dupla face dos conselheiros deveria ser vetada por estatuto.

A briga entre Leila e o grupo de Mustafá Contursi já atrapalha o futebol palmeirense, e ninguém no clube parece se incomodar com isso.

A demissão de Roger Machado teve um importante componente político, assim como a escolha de Felipão como substituto.

O ex-treinador caiu logo depois de o COF (Conselho de Orientação e Fiscalização) palmeirense rejeitar as contas de fevereiro da atual gestão por discordar da maneira como é contabilizado o novo acordo entre clube e as empresas de Leila. Maurício Galiotte está pressionado e precisa do apoio dos membros do Conselho Deliberativo. Derrubar Roger seria uma medida popular entre a maioria dos conselheiros. E assim foi feito (claro que o treinador não caiu só por questões políticas).

Para definir seu sucessor, a diretoria priorizou alguém que conhecesse a política palmeirense e a torcida para aguentar a pressão, sempre maior em ano eleitoral, como 2018. Galiotte está disposto a tentar a reeleição.

Enquanto o futebol palmeirense tenta justificar os altos investimentos, feitos com a vital participação do casal dono da Crefisa, Leila e o grupo de Mustafá travam uma intensa guerra nos bastidores sem se dar conta de como o time é afetado. A batalha da vez é a votação entre os sócios pela mudança do estatuto defendida por Leila. A briga tem o potencial de um terremoto que já faz o vestiário alviverde tremer.

Para estancar a sangria, Leila deveria escolher se quer ser patrocinadora ou conselheira e, posteriormente, presidente do Palmeiras. O clube é quem mais perde com essa “vida dupla” de uma personagem que em pouco tempo se tornou tão influente no alviverde.