Arquivo da categoria: Na Cara do Gol

Mais do mesmo!

Leia o post original por Celso Cardoso

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Mais do mesmo! Assim podemos definir a demissão de Diego Aguirre pelo São Paulo. A saída do técnico foi anunciada em nota pela diretoria do clube 24 horas depois do empate com o Corinthians pelo Campeonato Brasileiro. Realmente o time não jogou bem e foi incapaz de superar o rival que jogou todo o segundo tempo com um homem a menos. Mas isso não justifica a demissão do técnico. Mesmo o argumento de que o time não vem jogando bem faz tempo cola. Ora, faltam apenas cinco rodadas para terminar o Brasileirão e o time está com a vaga para a próxima edição da Libertadores da América praticamente assegurada. A atitude é mais um exemplo de covardia de dirigentes que se escondem atrás dos resultados. Mais surpreendente ainda é saber que Raí foi o autor da façanha. Fosse o Leco, tudo bem! Nenhuma novidade, mas Raí?

E convenhamos. Aguirre foi o comandante capaz de resgatar a autoestima são-paulina ao colocar esse elenco modesto por oito rodadas como líder da competição. Fez a torcida acreditar em título, algo improvável antes de o torneio começar. O São Paulo nunca esteve entre os favoritos, mas brigou enquanto pode pela taça. A demissão é a resposta mais fácil para minar a ação de insatisfeitos dentro do clube. Nada tem de profissionalismo. Desalentador é o fato de que medidas intempestivas como essa são comuns na maioria dos participantes da Série A. Apenas três clubes não trocaram de treinador no decorrer da competição: Inter, Grêmio e Cruzeiro. Triste realidade do futebol brasileiro.

Tudo igual pra decisão da Liberta

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(Photo by Alejandro PAGNI / AFP)

Para quem esperava um jogo brigado, tenso e violento entre Boca e River na partida de ida da final da Libertadores da América 2018 teve uma agradável surpresa. A rivalidade esteve presente, mas os dois times não deixaram de buscar o jogo em vez de valorizar a catimba e o antijogo. Como resultado, partida agradável de quatro gols. O River Plate era ligeiramente melhor quando Ábila abriu o placar com a ajuda do goleiro Armani. A justiça, entretanto, se fez dois minutos depois em belo chute cruzado de Pratto pra saudade dos são-paulinos.

Será o Bendenetto? Sim, sempre ele! O carrasco palmeirense acabara de entrar no lugar de Pavón que saiu lesionado e, desta vez, de cabeça, em lance de raro oportunismo colocou os Xeneizes de novo na frente.

No segundo tempo, o jogo continuou interessante. Em bola alçada na área, Izquierdoz, pressionado por Pratto, acabou jogando a bola contra a própria meta, matando o goleiro Rossi e a vantagem boquense: 2 a 2! Tinha muito jogo pela frente ainda. Schelotto mandou o veterano Tevez pro campo e o ex-corintiano ainda faria a jogada que garantiria ao Boca vantagem no primeiro jogo. Avançou rumo a área, serviu Benedetto totalmente livre, mas desta vez o iluminado atacante teve sua luz ofuscada pelo goleiro Armani. O gol estava desenhado, só que o arqueiro de River mandou pra fora o que seria o gol da vitória do anfitrião.

Dia 24 de novembro a final vai acontecer no Monumental de Nuñes. Não tem essa de gol fora. Quem vencer leva a taça. Se der empate, por qualquer placar, que venham os penais. Decisão aberta para marcar o fim de uma Era. A partir do ano que vem, a final terá jogo único. De qualquer forma, o bicho vai pegar daqui a 15 dias. E que seja um jogo ainda melhor do que vimos hoje. Os amantes do “superclasico” agradecem.

Na raça, Corinthians mantem tabu

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Não foi dessa vez que o São Paulo conseguiu quebrar o tabu de nunca ter vencido o Corinthians na Arena em Itaquera. E olha que teve tudo pra isso: faz melhor campanha, viu o arbitro não validar gol corintiano legítimo e, de quebra, jogou todo o segundo tempo com um homem a mais. Mas de nada adiantou. O time anfitrião fez provavelmente o melhor jogo sob o comando de Jair Ventura, foi superior ao rival nos dois tempos e mereceu melhor sorte no clássico.

No lance mais polêmico da partida, Danilo desferiu um tiro, Jean mal colocado fez a defesa dentro do gol, lance claro, mas que passou despercebido pelo auxiliar e pelo árbitro adicional especialmente. Os corintianos reclamam também, justamente, de um pênalti em Romero não marcado também no primeiro tempo. De qualquer forma, a boa performance corintiana, de tão rara neste ano, chamou mais atenção ainda que os erros da arbitragem.

Do lado são-paulino, inevitável a decepção. Mesmo com um homem a mais em campo, fruto da justa expulsão de Araos no final do primeiro tempo, os comandados de Aguirre foram incapazes de incomodar Cássio e produzir condições para vencer o majestoso.  Apático, não merecia sequer o empate considerando o que produziu a equipe.

Falando em empate, resultado ruim para ambos. O São Paulo corre risco de ser superado pelo Grêmio na briga por uma vaga na fase de grupos da Libertadores e o Corinthians não consegue se distanciar da zona de rebaixamento.

Palmeiras com a mão na taça

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Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

No sábado o Palmeiras fez o mais difícil: vencer o Santos em jogo movimentado de cinco gols. Aí, neste domingo, o empate entre São Paulo e Flamengo no Morumbi deixou o Verdão ainda mais perto do título. Faltando apenas seis rodadas para terminar o campeonato, o Palestra aumentou vantagem na liderança, cinco pontos à frente do novo vice-líder, o Internacional que venceu o Atlético Paranaense na bacía das almas.

E não bastasse a significativa diferença aberta em período psicologicamente complicado com a recente eliminação na Libertadores da América, a tabela traz jogos relativamente fáceis para o Palmeiras, exceção feita ao confronto do próximo domingo em Belo Horizonte contra o Atlético Mineiro. Na sequência, Fluminense em casa, o já praticamente rebaixado Paraná Clube em Curitiba, América Mineiro em casa, Vasco fora e finaliza contra o Vitória no Allianz, talvez com a taça já garantida. Pra não depender de ninguém bastam quatro vitórias nos seis jogos que faltam para se consagrar, partindo do pressuposto de que todos os rivais pelo título, Inter, Flamengo e São Paulo também vençam todos os jogos que têm pela frente. Muito provavelmente o Verdão nem precise de todos esses pontos, considerando a irregularidade de seus concorrentes. E é de fato, o melhor time do campeonato brasileiro. Se não encanta pelo futebol apresentado, tem se mostrado competitivo e efetivo.

Sim, é o Benedetto!

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Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Benedetto… Esse nome jamais será esquecido pelo palmeirense. Ele foi o responsável por fazer ruir o castelo de sonhos palestrino. Mas essa história que termina com dois argentinos pela primeira vez numa final de Libertadores tem participação importante de outros personagens. Antes, porém, sejamos justos. Ninguém disse que seria fácil. A missão realmente era ingrata.

Embora não seja o melhor Boca Juniors dos últimos tempos, entrar em campo já perdendo por 2 a 0 é assustador. E não bastassem as dificuldades já esperadas, Luan, que já vacilara em Buenos Aires quando Benedetto selou a sorte do Boca, nem viu Ábila se deslocar para abrir o placar logo aos 17 minutos de jogo. Pior, o time não conseguia criar. Tirando o gol de Deyverson justamente anulado com a ajuda do VAR, o Palmeiras não foi capaz de assustar o rival. A suposta hegemonia técnica dos palestrinos sucumbia ante ao planejamento tático boquense. O time argentino tocava a bola, ditava o ritmo do jogo enquanto o tão bom Palmeiras se limitava à ligação direta em busca de um desvio salvador de Deyverson para um dos ponteiros. Muito pouco para o clube que mais investiu no futebol brasileiro.

Quando Luan se redimiu ao empatar e Goméz, de pênalti, virou, tudo isso em 15 minutos, parecia enfim que o Palmeiras conseguiria o tão esperado milagre. Mera ilusão. Felipe Melo que mais uma vez se destacava com um dos melhores do time, não teve forças para acompanhar Benedetto. Só olhou o atacante chutar cruzado para decretar o empate e colocar o Boca na final contra o maior rival, o River. Justo, muito justo! Foi o melhor nos dois jogos!

Ainda resta o Brasileirão para o Palmeiras. A dor hoje é grande, mas não há tempo para luto. A vida pede urgência!

VAR garante o River!

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Foto: NELSON ALMEIDA/AFP

Quando Bressan esticou o braço talvez não imaginasse que a bola nele bateria, talvez não tivesse a intenção de desviar o chute desferido por Scocco,  talvez não cresse que o VAR denunciaria o toque não visto pelo árbitro e pela maioria ali no estádio. Só mesmo com a imagem  em slow, indo e voltando, para poder cravar: pênalti! Pênalti visto no detalhe da imagem, fruto da falta de consciência de Bressan. Ele pode não ter tido a intenção, mas foi inconsequente. Martinez soube aproveitar a inesperada oportunidade. River na decisão!

Bressan, entretanto, está longe de ser o maior vilão. O que dizer do gol que perdeu Éverton cara a cara com Armani? Faltou a tranquilidade necessária para encobrir o goleiro argentino e definir a peleja. Uma das poucas chances criadas por um Grêmio que só mostrou futebol em parte do segundo tempo. Renato foi na contramão da filosofia que sempre despertou elogios ao time gaúcho, justamente a vontade de jogar. Embora tenha terminado a primeira etapa em vantagem com gol de Leonardo, o atual campeão jogou recuado, esperando os espaços para contra-atacar. Definitivamente, não foi a melhor estratégia.

Corinthians entrega no final

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Foto: divulgação

O Corinthians teve tudo para terminar a rodada de bem com a vitória, algo que não acontece há seis jogos, mas entregou os três pontos de mão beijada para o Vitória na Bahia. Faltava um minutinho para a consagração e quando todo mundo olhava a bola, velha mania dos defensores brasileiros, Neilton se deslocou para decretar o placar de 2 a 2 no Barradão. Um castigo para o corintiano que viu dois minutos antes Roger virar o jogo para o time paulista.  O atacante alvinegro marcou aos 45′ quando o empate já parecia selado e de bom tamanho em termos matemáticos.

Racionalmente falando, por mais frustrado que esteja o fiel torcedor, o empate com o Vitória, se não tranquiliza, não chega a ser um mau resultado. Se mantém em 12º na zona de classificação para a Copa Sul-Americana. Outro fator positivo, foi o poder de reação, apesar do vacilo no apagar das luzes.  Logo no comecinho, aos oito minutos, Rhayner botou lenha na fogueira ao abrir o placar. Era o desenho do caos. Jadson, porém, mostrou todo seu talento para fazer uma pintura inspirada na esperança. E das mais belas! Golaço daqueles para você colocar em qualquer seleção de “melhores do ano”. Que sirva de inspiração para as batalhas que estão por vir. Só transpiração não tem sido o suficiente.

Agora é lutar pra não cair

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Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

O momento é duro demais para o corintiano.

Sempre soube-se que no momento a linha que separava o céu do inferno era tênue demais, que o calor infernal estava de certa forma bem mais próximo do que a paz celestial.

Ainda assim, a esperança imperava entre os fieis. Havia a expectativa de que a equipe pudesse se superar, ousar, mas não foi bem o que se viu. Quando Robinho abriu o placar, um certo desânimo pairou no ar, nada porém capaz de tirar a fé.

O VAR ajudou na marcação de um pênalti que não deveria ter sido marcado ainda mais depois de verificação. Jadson nem quis saber. Converteu e deixou o Corinthians vivo na briga.

Só faltava um golzinho para pelo menos levar a decisão para as penalidades e ele veio dos pés de Pedrinho. Um golaço, mas o mesmo VAR que ajudou no empate, tirou a vitória corintiana.

Abalado, os pupilos de Jair Ventura ainda viram o uruguaio Arrascaeta jogar o alvinegro no fogo do inferno. Cássio, um goleiraço, ficou pequenininho diante da pintura do “10” cruzeirense. Gol que simboliza a superioridade mineira sobre o rival.

O Cruzeiro tem mais time, mais técnico e mais competência.

Ao Corinthians resta juntar os cacos e evitar o pior: o rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Se hoje visitou o demo, uma eventual queda pra Segundona será o fim do mundo!

Agora é lutar pra não cair

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Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

O momento é duro demais para o corintiano.

Sempre soube-se que no momento a linha que separava o céu do inferno era tênue demais, que o calor infernal estava de certa forma bem mais próximo do que a paz celestial.

Ainda assim, a esperança imperava entre os fieis. Havia a expectativa de que a equipe pudesse se superar, ousar, mas não foi bem o que se viu. Quando Robinho abriu o placar, um certo desânimo pairou no ar, nada porém capaz de tirar a fé.

O VAR ajudou na marcação de um pênalti que não deveria ter sido marcado ainda mais depois de verificação. Jadson nem quis saber. Converteu e deixou o Corinthians vivo na briga.

Só faltava um golzinho para pelo menos levar a decisão para as penalidades e ele veio dos pés de Pedrinho. Um golaço, mas o mesmo VAR que ajudou no empate, tirou a vitória corintiana.

Abalado, os pupilos de Jair Ventura ainda viram o uruguaio Arrascaeta jogar o alvinegro no fogo do inferno. Cássio, um goleiraço, ficou pequenininho diante da pintura do “10” cruzeirense. Gol que simboliza a superioridade mineira sobre o rival.

O Cruzeiro tem mais time, mais técnico e mais competência.

Ao Corinthians resta juntar os cacos e evitar o pior: o rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Se hoje visitou o demo, uma eventual queda pra Segundona será o fim do mundo!

Modric, protagonista improvável!

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Lucas Modric foi eleito hoje o melhor jogador do mundo pela FIFA, uma possibilidade impensável antes da Copa do Mundo da Rússia, assim como era impensável uma Croácia finalista de um mundial. Mas uma coisa está ligada à outra, isso é inevitável. Embora, além de uma ótima Copa, Modric também tenha feito uma ótima temporada pelo Real Madrid, ele foi mais regular do que brilhante, daí o peso do mundial quando fora eleito o melhor do torneio. Modric também já havia faturado logo depois prêmio concedido pela UEFA, um feito pra entrar pra história, afinal o croata quebrou a sequência de Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, dupla que está há dez anos no topo. Ora o português, ora o argentino, recebia o prêmio máximo desde que Kaká fora premiado em 2007. Coube a Modric, portanto, quebrar essa hegemonia contrariando todas as apostas em Neymar, como o cara que o faria. O brasileiro sequer ficou entre os dez melhores.

De consolo para os brasileiros, a premiação de Marta. Ela foi eleita a melhor de todas pela sexta vez na história, marca máxima atingida por um futebolista contando homens e mulheres. O curioso que a última vez que Marta foi homenageada aconteceu em 2010, há oito anos portanto, o que mostra a competitividade de uma atleta já veterana mas decisiva. Uma pena que por aqui, apesar desses números fantásticos, o futebol feminino nunca teve a atenção que merece. Por isso Marta merece todos os aplausos possíveis e imagináveis.