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Flamengo impressiona!

Leia o post original por Celso Cardoso

Enfim o Brasileirão está de volta depois da pausa de quase um mês para a realização da Copa América.

Atenções voltadas para o clássico “Majestoso” no Morumbi, no sábado. O São Paulo em busca da redenção e o Palmeiras afim de mostrar que segue forte e inalcançável. No fim, nem uma coisa, nem outra. O Tricolor foi melhor no primeiro tempo, o Verdão no segundo e nada de muito empolgante. O time de Cuca segue na parte intermediária na tabela, enquanto os pupilos de Felipão observam a aproximação do Santos que venceu o bom Bahia já no final do jogo com gol de Sanchez. Os santistas agora estão só três pontinhos atrás do líder, façanha fantástica do argentino Sampaoli.

Logo em seguida na tabela de classificação figura um incrível Flamengo, autor da maior goleada no campeonato até aqui. Sob o comando de Jorge Jesus, o Mengão já havia deixado lampejos de bom futebol no meio de semana diante do Athlético em Curitiba, pela Copa do Brasil. Mas contra o Goiás, que jornada. Com Arrascaeta e Gabigol inspirados os cariocas meterem seis e chegam voando com farol aceso pressionando quem está na frente. Logo deve encostar pedindo passagem, embora já possa ser visto no retrovisor.

O Corinthians também fez a lição de casa. Discreto, como sempre, venceu de maneira básica. Econômico, mas competitivo. Tem um jogo a menos, o que deixaria o Timão em quarto caso venha a vencer o Goiás em jogo adiado da sétima rodada com data ainda a ser definida.  Até lá, entretanto, muita coisa ainda pode rolar.

Seleção campeã com Tite!

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Enfim, Tite ganhou seu primeiro título à frente da Seleção Brasileira. O feito é justo, considerando o incrível começo dele no comando de um time que estava fora da zona de classificação para a Copa do Mundo da Rússia. Tite fez muito quando se esperava pouco. Resgatou a autoestima perdida e um certo orgulho da seleção.

Veio a Copa e a eliminação para a Bélgica. Até aí, normal se olharmos para o momento e não para o passado glorioso. Os belgas realmente eram melhores em todos os aspectos. Ainda assim, o Brasil lutou até o final com chances de empatar e mudar a história daquele jogo. Deixou o mundial de cabeça erguida, apesar da tristeza. Sei que muitos vão torcer ao lerem essa frase, porém trata-se de sensatez e distanciamento crítico da paixão.

Já na Copa América, esperava-se mais da seleção. Ganhou, ok! Levantou a taça no Maracanã, então o que poderíamos querer mais? Simples: mais futebol. O Brasil ganhou sim, mas esteve longe de empolgar. Venceu a Bolívia sem brilho, empatou com Venezuela e Paraguai, passou pela Argentina que jogou melhor e com críticas à arbitragem e duas vezes derrotou o Peru que, respeitosamente, cá entre nós, não é lá essa coisas e ainda assim deu sufoco ao anfitrião na decisão no Maracanã.

Não se iludam. A taça vai ficar na CBF, mas as Eliminatórias prometem ser pedreira. E Tite vai ter que se reinventar. O que vimos até aqui é um time normal, sem brilho, sem encanto, sem aquele algo a mais.

Adiós, Hermanos!

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Gabriel Jesus fez a diferença no Mineirão. Abriu o placar e deu a assistência para Firmino ampliar. Deixou o campo ao 35 do segundo tempo muito aplaudido, aplausos para fazer jus a uma das melhores partidas do questionado garoto com a camisa da seleção brasileira. Fez com maestria o papel ofensivo quando com a posse da bola e cumpriu bem a função tática, com boa dose de entrega quando sem ela. E foi o que mais aconteceu na etapa final, uma vez que a Argentina partiu pra cima em busca do empate.

O brilho de Jesus ofuscou Messi que mais uma vez vê a Argentina cair num torneio oficial. Já são 26 anos de jejum e nada de título do camisa 10. Tudo bem que já foi medalha de ouro em Jogos Olímpicos, mas com a seleção principal jamais conheceu o sabor de um título. Uma frustração que o cinco vezes melhor mundo ainda vai ter que lidar.

Domingo, a final no Maracanã terá Brasil em campo. Pode ser o primeiro título de Tite à frente da seleção brasileira. Mais que a taça, tem a garantia de que estará no Catar em 2022.

Fantasma exorcizado

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Foto: Jeferson Guareze / AFP

A noite prometia ser fantasmagórica para o torcedor brasileiro. Também pudera. Se em condições normais o Paraguai está mais para Gasparzinho do que para Assombroso, no retrospecto o medo do fantasma paraguaio fazia algum sentido, Em 2011 e em 2015, nessa mesma Copa América, nessa mesma fase, o Brasil caíra diante do rival nos pênaltis. E não é que o drama se repetiu na arena gremista em Porto Alegre?

Verdade seja dita. Os pupilos de Tite criaram boas possibilidades de evitar os penais, principalmente depois da expulsão de Balbuena. Foram nove chances reais em pelo menos 20 chutes a gol. Caprichosa, a bola hesitou em entrar. Ora era interceptada pelo ótimo Gatito, ora desviada por algum paraguaio ávido por por tirar a pelota pra longe de sua área. A entrega do Paraguai é digna de elogio e na base da raça – e também da sorte – conseguiu segurar a seleção brasileira até o apito final.

Drama escrito e ensaiado, hora dos penais. Alisson ao pegar a primeira cobrança acenou com a possibilidade real de exorcizar esse fantasma. Mas quando Firmino chutou para fora, ele ameaçou assustar a plateia gaúcha, Quem se assustou, entretanto, foi Derlis Gonzales, O atacante santista mandou pra fora e ainda viu Jesus finalizar o exorcismo. Já era!

Que venham as semifinais. Tudo indica que será a Argentina o rival da próxima fase. Vamos aguardar!

De cabeça erguida

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Foto:Sergio Barzaghi/Gazeta Press

O Corinthians perdeu o jogo, está eliminado da Copa do Brasil, nem por isso o torcedor corintiano deve ficar cabisbaixo. Claro que a derrota e consequente eliminação chateiam, porém o que se viu no Maracanã é capaz de deixar mais confiante a fiel torcida. O time comandado por Carille acuou o poderoso Flamengo no campo de defesa a maior parte do tempo, foi mais perigoso e protagonizou as melhores chances da partida com direito a duas bolas na trave: uma na primeira etapa num belo chute de Ralf e no final do jogo com Jadson.

Sem exagero, foi uma das melhores partidas do Corinthians no ano. Mostrou-se organizado, revelou personalidade e competitividade. Tem condições de brigar pelos títulos que ainda restam: a Copa Sul-Americana e o Campeonato Brasileiro.

Sobre o Flamengo, apesar da classificação, tem um quê de frustração. Um dos times mais celebrados da temporada foi dominado pelo rival em pleno Maracanã. O gol de Rodrigo Caio foi um achado. Jesus vai ter trabalho pra colocar o rubro-negro no Paraíso.

Liverpool, o gigante inglês!

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Um pênalti com 20 segundos de jogo. Daqueles pênaltis que rendem discussão por toda a eternidade. Pior, difícil cravar quem tem razão. Estou com o árbitro, mas duvido que os jogadores do Liverpool  reclamassem efusivamente caso não houvesse a marcação. Salah que nada tem a ver com isso fez o que devia: o gol!

A vantagem conquistada de maneira tão precoce deu mais tranquilidade aos Reds, enquanto o Tottenham tentava assimilar o surpreendente golpe. Começar um jogo perdendo por 1 a 0 é a destruição de qualquer planejamento, seja do ponto de vista tático, seja do ponto de vista emocional. E o Liverpool se fechava com duas linhas de quatro, às vezes com cinco em uma delas, preparando o bote para “o” contra-ataque mortal.

Lucas Moura, autor de três gols decisivos na semifinal contra o Ajax, poderia ser a opção pra quebrar essas linhas bem montadas por Klopp. Pochettino, entretanto, o manteve no banco.  O treinador argentino não mexeu no time, mas mexeu com a atitude. Aquela equipe apática, abalada da primeira etapa deu lugar a um time agressivo, possuidor da bola e presente na área rival. Faltava a finalização perigosa, capaz de fazer Alisson trabalhar.

Lucas enfim entrou aos 20 do segundo tempo. O jogo melhorou, sem alterações táticas. O Liverpool fechado, preparado para o contragolpe, enquanto o Tottenham buscava furar o bloqueio vermelho. Dele Alli, Son. Eriksen e o próprio Lucas tiveram oportunidades claras, todas defendidas por Alisson. Foram quatro defesas importantíssimas.

O empate estava próximo até que após cobrança de escanteio, Origi, deu o chute certeiro que garantiu a taça ao Liverpool.

Justa conquista! Klopp, que já batera na trave duas vezes, enfim colocou seu nome entre os campeões do maior torneio de clubes do mundo. Já o Liverpool ratifica sua condição de gigante inglês. Seis títulos continentais, um privilégio reservado aos grandes, somente aos grandes!

Só restou o Brasileirão

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Foto: Erico Leonan/SPFC

Não deu mesmo para o São Paulo na Copa do Brasil. As expectativas, inclusive, não eram das maiores depois da derrota em casa para o Bahia no jogo de ida. No meio do caminho, perder para o Corinthians em Itaquera agravou a crise e gerou sequelas no psicológico da rapaziada. Deu no que deu: nova derrota e mais uma eliminação na conta tricolor.

Perder faz parte do jogo. O que chama a atenção é essa apatia, essa acefalia. O time não consegue criar, pensar, se impor. Culpa do técnico? Claro que Cuca tem sua responsabilidade. Independentemente das ausências de Liziero, Luan, Pablo e, neste jogo em Salvador em especial, Antony, a equipe poderia estar rendendo mais. Entretanto, é sempre bom lembrar que este foi apenas o 12º jogo do time sob o comando do treinador. Calma! Se a diretoria optou por esperar dois meses para a chegada dele que se recuperava de um problema no coração, que espere agora um pouco mais, ainda mais que teremos essa pausa para a Copa América, tempo que pode ser fundamental para treinamentos e uma retomada de rota.

Falando em diretoria, essa sim merece todas as críticas. Foram sete técnicos diferentes nos últimos dois anos. Ou seja, a casa quatro meses há uma troca de treinador. De 2009 pra cá foram 21 treinadores e apenas um título conquistado. Um desastre!

Para piorar o humor são-paulino, Rogério Ceni ganhou mais um título à frente do Fortaleza ao mesmo tempo que seu ex-clube caia na Bahia. Em um ano e meio de trabalho, já são três taças na galeria, o triplo que o São Paulo ganhou na década.

Ah, São Paulo!

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Já foi o tempo no qual o Morumbi assombrava os rivais são-paulinos pela grandeza e pela força do anfitrião. Nesta temporada, por exemplo, jogar em casa não tem sido garantia de sucesso para o São Paulo. A situação é crítica. O time foi eliminado pelo modesto Talleres da Argentina na primeira fase eliminatória da Libertadores da América. Em toda a temporada, de nove jogos realizados no Cícero Pompeu de Toledo, o Tricolor venceu apenas duas partidas, uma contra o Ituano pelo Paulistão e outra contra o Botafogo pelo Brasileirão. O time ainda empatou outras seis partidas e pela Copa do Brasil acabou sofrendo a primeira derrota em seus domínios diante do Bahia.

Os números expõem a fragilidade são-paulina que passou pelo comando de três técnicos diferentes e perdeu mais do que venceu no ano. Contando o torneio da Flórida, são dez derrotas no ano contra nove vitórias apenas. Cuca está a frente do time nos últimos dez jogos. Venceu apenas três jogos, ainda assim é muito cedo para uma cobrança mais raivosa como sugeriu parte da torcida após o revés antes os baianos.

O clima para o clássico de domingo é dos piores e, novamente, os números não ajudam. O Tricolor vai jogar em Itaquera onde jamais venceu, onde perdeu o título paulista para o rival Corinthians.  Ainda assim, muita calma nesta hora.

 

Vitória pra afastar crise

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Campeão paulista, o Corinthians vivia uma espécie de pré-crise até esse domingo. No Brasileirão, campanha modesta: uma vitória, uma derrota e dois empates. Na Copa do Brasil, derrota em casa para o Flamengo. O futebol apresentado, longe de agradar. Falta de capacidade ofensiva, pouca criatividade e rara inspiração. E, embora jogando em Curitiba no estádio do Furacão, uma derrota para um Athlético reserva ( Thiago Nunes preservou os titulares para a decisão da Recopa contra o River Plate) com certeza conturbaria ainda mais o ambiente às vésperas de jogo importante pela Sul-americana na quinta e clássico contra o São Paulo no final de semana.

Enfim o jogo. O Athlético, fiel à sua proposta ofensiva, mesmo sem força máxima, foi ao ataque, tocando bola, criando oportunidades, acuando o Corinthians no campo de defesa. A questão é que logo na primeira oportunidade, Vagner Love, oportunista que é, não desperdiçou o cruzamento de Jadosn pra fazer um a zero aos 13 minutos. O anfitrião era melhor naquele momento e continuou no comando do jogo. O VAR ajudou a arbitragem na anulação de dois gols marcados pelos paranaenses. E o domínio foi claro até aproximadamente os 30 minutos da etapa final. A partir daí, com Pedrinho em campo, o Corinthians equilibrou mais o jogo e numa bola esticada o próprio Pedrinho ampliou, confirmando a vitória corintiana na Arena da Baixada. O placar não diz o que foi o jogo, o Timão segue devendo, mas traz mais tranquilidade para a sequência do trabalho de Carille.

Na caça ao Galo

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O Brasileirão chega à terceira rodada com um improvável líder. O Atlético Mineiro sob o comando de um técnico interino é o único 100% no torneio e autor de duas das três vitórias fora de casa. Um feito e tanto. Para se ter uma ideia, desde 1980 o Galo não sabia o que era vencer as três primeiras partidas do principal campeonato do País. A surpresa é tão grande que Rodrigo Santana, que vai segurando as pontas enquanto um treinador não chega, mal sabe explicar esse começo sensacional, tampouco assume protagonismo no feito. Prefere dividir o mérito com os jogadores.

Enquanto isso, Palmeiras, São Paulo e Santos seguem na cola dos mineiros na condição de perseguidores imediatos. O curioso é que tanto palmeirenses quanto santistas tropeçaram em Maceió diante do CSA, adversário encardido para os paulistas até aqui. Se luta pra não cair, mostra força em seus domínios o time alagoano.

Falando em luta para não cair, o Vasco, candidato ao rebaixamento, parou um remendado Corinthians em Manaus. O melhor do jogo na noite de sábado foi o lindo gol de Matheus Vital na abertura do placar. Se não foi o resultado dos sonhos, menos mal o empate. Tem muito chão pela frente.