Arquivo da categoria: Na Cara do Gol

As cartas estão na mesa

Leia o post original por Celso Cardoso

Enfim a temporada vai começar.

O Santos foi o primeiro a se reapresentar. Por enquanto, o grande nome está no comando técnico. Jorge Sampaoli chega para sacudir o futebol brasileiro. Embora tenha fracassado à frente da Argentina na Copa do Mundo, tem repertório suficiente para mostrar futebol ousado, agressivo e encantador. A ousadia pode eventualmente causar estragos, mas se houver paciência para que o trabalho seja implantado, poderemos ter um Santos bonito de se ver em 2019.

São Paulo e Corinthians se reapresentam nesta quinta-feira. O Tricolor foi ao mercado, trouxe peças importantes com destaque para a repatriação do profeta Hernanes e para a contratação do atacante Pablo, artilheiro do Athletico Paranense. São elementos capazes de deixar mais otimistas os torcedores são-paulinos. Do lado corintiano, a volta de Carille é a esperança maior. Entre os contratados, merecem reverência o volante Ramiro, ex-Grêmio, o meia equatoriano Sornoza que estava no Fluminense e a iminente contratação do atacante argentino Mauro Boseli que deve ser anunciado na próxima sexta-feira. Parece o suficiente para crermos num Corinthians no mínimo competitivo.

E na sexta é a vez de o Palmeiras voltar. O mais rico entre os grandes parece ser também o mais preparado. Manteve a base e ainda trouxe reforços pontuais. É o time a ser batido e dificilmente o será.

As cartas estão na mesa. É esperar pra ver!

Que venha o mundo para o Furacão

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Foto: Heuler Andrey/AFP

Enfim o Atlético Parananense conquistou o primeiro título internacional da história do clube. E foi merecido, considerando o nível de organização do clube curitibano, o planejamento que visa a conquista de um título mundial até 2024 e principalmente o futebol apresentado especialmente no segundo semestre deste ano. Verdade que nos jogos finais, o Atlético não foi tão brilhante futebolisticamente falando e contou com a sorte pra ser campeão. Ainda assim, há de se destacar o bom futebol apresentado no primeiro tempo contra o Junior. Fez um a zero com Pablo ainda no primeiro tempo, poderia ter ampliado na segunda etapa, mas depois viu o time colombiano dominar o jogo, empatar a partida e perder vários gols em plena Arena da Baixada.

E assim como aconteceu em Barranquilla na Colômbia, viu o Junior perder outro pênalti que poderia ter mudado a história da decisão. Realmente deu sorte o Furacão que agradeceu e não desperdiçou a chance de ser campeão nas penalidades: 4 a 3 e taça garantida.

Agora é pensar na Libertadores da América no ano que vem. Se repetir o sucesso na Sul-americana pode realizar o sonho de se tornar mundial bem antes do programado. Mais que um sonho, um objetivo. E trabalhando direitinho como vem fazendo tem boas chances de lograr êxito. O futebol precisa disso, de clubes organizados e ambiciosos, sem no entanto, tirar os pés do chão.

 

Que venha o mundo para o Furacão

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Foto: Heuler Andrey/AFP

Enfim o Atlético Parananense conquistou o primeiro título internacional da história do clube. E foi merecido, considerando o nível de organização do clube curitibano, o planejamento que visa a conquista de um título mundial até 2024 e principalmente o futebol apresentado especialmente no segundo semestre deste ano. Verdade que nos jogos finais, o Atlético não foi tão brilhante futebolisticamente falando e contou com a sorte pra ser campeão. Ainda assim, há de se destacar o bom futebol apresentado no primeiro tempo contra o Junior. Fez um a zero com Pablo ainda no primeiro tempo, poderia ter ampliado na segunda etapa, mas depois viu o time colombiano dominar o jogo, empatar a partida e perder vários gols em plena Arena da Baixada.

E assim como aconteceu em Barranquilla na Colômbia, viu o Junior perder outro pênalti que poderia ter mudado a história da decisão. Realmente deu sorte o Furacão que agradeceu e não desperdiçou a chance de ser campeão nas penalidades: 4 a 3 e taça garantida.

Agora é pensar na Libertadores da América no ano que vem. Se repetir o sucesso na Sul-americana pode realizar o sonho de se tornar mundial bem antes do programado. Mais que um sonho, um objetivo. E trabalhando direitinho como vem fazendo tem boas chances de lograr êxito. O futebol precisa disso, de clubes organizados e ambiciosos, sem no entanto, tirar os pés do chão.

 

Enfim, festa verde!

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Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Deyverson mostrou mais uma vez que tem estrela. Entrou pra fazer o gol do título e manter a festa que o Flamengo mais uma vez ameaçava estragar. Em BH, o Rubro-negro fez a parte dele ao derrotar o Cruzeiro por 2 a 0, resultado adiaria a decisão para a última rodada caso o Palmeiras não vencesse. Mas o Palestra também fez o que precisava fazer com o mérito e a competência de sempre. Vitória magra, sem atropelos e justa. O suficiente para dar a deixa para a festa. Festa merecida para o melhor em todos os quesitos: maior número de vitórias, maior número de gols marcados e melhor defesa.

Parabéns, Verdão! A festa é sua!

Vergonha e incompetência!

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Foto: JAVIER GONZALEZ TOLEDO / AFP

Vergonha! É a melhor palavra para definir o que aconteceu no final de semana em Buenos Aires. O mundo, sem exagero, estava com os olhos voltados para o “Superclásico” e a América do Sul perdeu uma rara oportunidade de oferecer um espetáculo à altura da paixão mundial pelo futebol. Em vez de uma partida histórica, o que se viu foi um vexame histórico.

Primeiramente, o que mais envergonha é a vitória da violência. Vândalos roubaram a cena com ataques típicos de primitivos e levaram junto a dignidade do futebol sul-americano. Eles venceram no momento em que acabaram com a chance de um espetáculo memorável. Eles derrotaram a alegria e paixão de goleada e seguem ilesos enquanto o amor pela bola sangra combalido.

Estrago feito, esperava-se mais da Conmebol que contou com o apoio moral de Gianni Infantino, homem forte da Fifa. Mas a autoridade máxima do futebol mundial não foi capaz de inspirar os dirigentes sul-americanos. Muito pelo contrário, a presença dele contribuiu para a estapafúrdia decisão de ter jogo ontem mesmo, quando não havia clima para isso. Não fossem os jogadores do Boca que bateram o pé e protestaram publicamente, a bola teria rolado.

Para piorar, remarcaram a decisão para o domingo, mesmo sem saber se os atletas feridos no abominável ataque de torcedores do River Plate ao õnibus do Boca Juniors estariam em condições de jogar hoje. Decisões intempestivas, feitas no improviso, sem reflexão, dignas de pessoas despreparadas e incompetentes.

De bom nessa história, a postura dos atletas do Boca, liderados por Carlitos Tevez, de denunciar a pressão que estavam sofrendo para que entrassem em campo.  Postura que foi fundamental para a suspensão da partida também neste domingo.

Que a atitude dos futebolistas do Boca inspire os acomodados e alienados atletas brasileiros.

Quase lá!

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Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

O Inter deu uma mãozinha ao cair diante do Atlético Mineiro. O Palmeiras entrou em campo ciente de que só o Flamengo poderia estragar a festa em caso de vitória sobre o América e foi justamente o que aconteceu. Apesar de um começo xoxo, de pouca inspiração, o Verdão voltou para o segundo tempo eletrizado e conseguiu uma vitória inquestionável: 4 a 0. O problema é que no Rio, o Flamengo que já vencia por 1 a 0, gol polêmico de Uribe – que subiu demais a perna quase atingindo a cabeça de Cortez -, chegou ao segundo com Diego aos 44 do segundo tempo e adiou a festa palmeirense.

Não foi nesta noite, mas tem tudo pra ser domingo a coroação do título. A diferença para o rubro-negro segue em cinco pontos, e apenas seis seguem em disputa. Ao Mengão só resta um milagre. Vencer os dois jogos que tem pela frente, a começar pelo Cruzeiro em Belo Horizonte no próximo domingo, e o Atlético Paranaense, na última rodada e torcer para o Palmeiras somar apenas um ponto nos dois jogos que faltam ( Vasco no Rio e Vitória em São Paulo). Ao esquadrão de Scolari, basta uma vitória. Caso o Flamengo não vença o Cruzeiro em BH, a festa estará garantida até com derrota para os vascaínos em São Januário. Ou seja, a festa está pronta só falta liberar. E convenhamos, o Verdão merece!

O Palmeiras no Céu, já o Corinthians…

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Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Nos últimos quatro anos os grandes rivais Corinthians e Palmeiras têm se revezado no topo do Campeonato Brasileiro. O Corinthians foi campeão em 2015, o Palmeiras em 2016, em 2017 deu Timão de novo em briga direta com seu arqui-inimigo , e neste ano tem tudo pra dar Palmeiras. É só uma questão de tempo. Se não for no próximo domingo, porque Inter e Flamengo, que jogam hoje, ainda têm mínimas esperanças de um milagre, será na rodada de quarta ou no mais tardar na rodada do outro final de semana. Pra não depender de ninguém bastam três vitórias nos quatro jogos que faltam, mas muito provavelmente os palmeirenses  não vão precisar delas e a taça será entregue muito em breve.

Enquanto isso, o maior rival, o Corinthians, atual campeão brasileiro, além de ver o Palmeiras brilhar, ainda tem de lutar contra o rebaixamento. A derrota para o Cruzeiro deixou o time a três pontos da assombrosa zona do rebaixamento. Tudo bem, o time está em décimo terceiro e tem confrontos diretos contra candidatos à queda, no caso Vasco e Chapecoense em casa. Aí é que mora o perigo. Se vacilar aí, mais difícil vai ser superar Atlético Paranaense e Grêmio, fora de seus domínios, os outros adversários que faltam. A situação é tensa e pra ajudar a maior torcida organizada do clube está programando um protesto para amanhã contra os mau resultados. Algo que em nada ajuda, muito pelo contrário, aumenta a pressão sobre os atletas e consequentemente a ansiedade, o que dificulta, e muito, o pensar sereno durante a partida. Mais inteligente seria a manifestação de apoio neste momento, mas cobrar racionalidade nesta coisa apaixonada chamada futebol é querer demais. Uma utopia pra ser mais exato.

Foto: divulgação

Mais do mesmo!

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Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Mais do mesmo! Assim podemos definir a demissão de Diego Aguirre pelo São Paulo. A saída do técnico foi anunciada em nota pela diretoria do clube 24 horas depois do empate com o Corinthians pelo Campeonato Brasileiro. Realmente o time não jogou bem e foi incapaz de superar o rival que jogou todo o segundo tempo com um homem a menos. Mas isso não justifica a demissão do técnico. Mesmo o argumento de que o time não vem jogando bem faz tempo cola. Ora, faltam apenas cinco rodadas para terminar o Brasileirão e o time está com a vaga para a próxima edição da Libertadores da América praticamente assegurada. A atitude é mais um exemplo de covardia de dirigentes que se escondem atrás dos resultados. Mais surpreendente ainda é saber que Raí foi o autor da façanha. Fosse o Leco, tudo bem! Nenhuma novidade, mas Raí?

E convenhamos. Aguirre foi o comandante capaz de resgatar a autoestima são-paulina ao colocar esse elenco modesto por oito rodadas como líder da competição. Fez a torcida acreditar em título, algo improvável antes de o torneio começar. O São Paulo nunca esteve entre os favoritos, mas brigou enquanto pode pela taça. A demissão é a resposta mais fácil para minar a ação de insatisfeitos dentro do clube. Nada tem de profissionalismo. Desalentador é o fato de que medidas intempestivas como essa são comuns na maioria dos participantes da Série A. Apenas três clubes não trocaram de treinador no decorrer da competição: Inter, Grêmio e Cruzeiro. Triste realidade do futebol brasileiro.

Tudo igual pra decisão da Liberta

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(Photo by Alejandro PAGNI / AFP)

Para quem esperava um jogo brigado, tenso e violento entre Boca e River na partida de ida da final da Libertadores da América 2018 teve uma agradável surpresa. A rivalidade esteve presente, mas os dois times não deixaram de buscar o jogo em vez de valorizar a catimba e o antijogo. Como resultado, partida agradável de quatro gols. O River Plate era ligeiramente melhor quando Ábila abriu o placar com a ajuda do goleiro Armani. A justiça, entretanto, se fez dois minutos depois em belo chute cruzado de Pratto pra saudade dos são-paulinos.

Será o Bendenetto? Sim, sempre ele! O carrasco palmeirense acabara de entrar no lugar de Pavón que saiu lesionado e, desta vez, de cabeça, em lance de raro oportunismo colocou os Xeneizes de novo na frente.

No segundo tempo, o jogo continuou interessante. Em bola alçada na área, Izquierdoz, pressionado por Pratto, acabou jogando a bola contra a própria meta, matando o goleiro Rossi e a vantagem boquense: 2 a 2! Tinha muito jogo pela frente ainda. Schelotto mandou o veterano Tevez pro campo e o ex-corintiano ainda faria a jogada que garantiria ao Boca vantagem no primeiro jogo. Avançou rumo a área, serviu Benedetto totalmente livre, mas desta vez o iluminado atacante teve sua luz ofuscada pelo goleiro Armani. O gol estava desenhado, só que o arqueiro de River mandou pra fora o que seria o gol da vitória do anfitrião.

Dia 24 de novembro a final vai acontecer no Monumental de Nuñes. Não tem essa de gol fora. Quem vencer leva a taça. Se der empate, por qualquer placar, que venham os penais. Decisão aberta para marcar o fim de uma Era. A partir do ano que vem, a final terá jogo único. De qualquer forma, o bicho vai pegar daqui a 15 dias. E que seja um jogo ainda melhor do que vimos hoje. Os amantes do “superclasico” agradecem.

Na raça, Corinthians mantem tabu

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Não foi dessa vez que o São Paulo conseguiu quebrar o tabu de nunca ter vencido o Corinthians na Arena em Itaquera. E olha que teve tudo pra isso: faz melhor campanha, viu o arbitro não validar gol corintiano legítimo e, de quebra, jogou todo o segundo tempo com um homem a mais. Mas de nada adiantou. O time anfitrião fez provavelmente o melhor jogo sob o comando de Jair Ventura, foi superior ao rival nos dois tempos e mereceu melhor sorte no clássico.

No lance mais polêmico da partida, Danilo desferiu um tiro, Jean mal colocado fez a defesa dentro do gol, lance claro, mas que passou despercebido pelo auxiliar e pelo árbitro adicional especialmente. Os corintianos reclamam também, justamente, de um pênalti em Romero não marcado também no primeiro tempo. De qualquer forma, a boa performance corintiana, de tão rara neste ano, chamou mais atenção ainda que os erros da arbitragem.

Do lado são-paulino, inevitável a decepção. Mesmo com um homem a mais em campo, fruto da justa expulsão de Araos no final do primeiro tempo, os comandados de Aguirre foram incapazes de incomodar Cássio e produzir condições para vencer o majestoso.  Apático, não merecia sequer o empate considerando o que produziu a equipe.

Falando em empate, resultado ruim para ambos. O São Paulo corre risco de ser superado pelo Grêmio na briga por uma vaga na fase de grupos da Libertadores e o Corinthians não consegue se distanciar da zona de rebaixamento.