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Com verba gasta em comissão na venda de Jô, Corinthians brigaria por Love

Leia o post original por Perrone

Confira abaixo o que o Corinthians poderia fazer com os cerca de R$ 9,6 milhões em comissões pagas a dois agentes na venda de Jô para o Nagoya Grampus, do Japão. Giuliano Bertolucci ficou com aproximadamente R$ 6,4 milhões. Por volta de R$ 3,2 milhões foram para Beto Fedato. O atacante foi vendido por cerca de R$ 31,9 milhões. Ou seja, o clube comprometeu perto de 30% do que recebeu com pagamentos de comissões. Normalmente, empresários levam 10% do valor do negócio. O alvinegro ainda ficou encarregado dos impostos referentes às comissões.

Proposta por Vágner Love

Segundo o jornal turco “Fanatik”, o Besiktas está disposto a pagar cerca de R$ 7,8 milhões pelo atacante do Alanyaspor, também da Turquia. Assim, com a quantia paga a agentes na venda de Jô, o Corinthians poderia oferecer R$ 1,8 mi a mais pelo atleta. Segundo a mesma publicação, a equipe do brasileiro o avalia em R$ 15,6 milhões.

Pagar pouco menos do que a multa cobrada pelo Vitória por Tréllez

O Corinthians desistiu da contratação do atacante da equipe baiana porque se recusou a bancar a multa rescisória de R$ 10 milhões, R$ 400 mil a mais do que aceitou pagar em comissões na transferência de Jô.

Fazer oferta melhor do que a do Santos por Gabigol

O alvinegro do litoral alinhavou o empréstimo de seu ex-jogador por uma temporada, por cerca de R$ 6,6 milhões. Ou seja, a Inter de Milão deve receber para emprestar o atleta aproximadamente R$ 3 milhões a menos do que embolsaram os empresários envolvidos na venda de Jô.

Aumentar a proposta por Henrique Dourado

Enquanto negociava com o Fluminense, o Corinthians estava disposto a pagar R$ 8 milhões por 50% dos direitos econômicos do artilheiro. O tricolor carioca, no entanto, pedia o pagamento da multa de cerca de R$ 17,7 milhões equivalente a 100% dos direitos.

Pagamento de comissão em venda de Jô vira alvo de oposição corintiana

Leia o post original por Perrone

A venda de Jô para o Nagoya Grampus, do Japão, se transformou em vidraça do grupo situacionista durante a campanha eleitoral corintiana. Candidatos de oposição atiram pedras principalmente por causa dos R$ 9,6 milhões em comissões pagos a dois empresários.

Um dos agentes é Giuliano Bertolucci, influente internacionalmente e amigo de longa data de Andrés Sanchez, candidato da situação à presidência no pleito marcado para 3 de fevereiro.

Jô foi vendido por cerca de R$ 32 milhões. Ou seja, o clube pagou aos agentes comissão de 30% e ainda se responsabilizou pelo pagamento de impostos. Normalmente, os intermediários são remunerados com 10% do valor da negociação.

Bertolucci, parceiro de Kia Joorabchian em muitas negociações e também amigo de Andrés, ficou com R$ 6,4 milhões na operação.

“Se for verdade os 30% (de comissão), é uma vergonha. Parece mais pagamento de outra coisa que não comissão”, disse ao blog Felipe Ezabella, candidato à presidência e ex-integrante do grupo político de Andrés.

“O Corinthians não precisa de intermediário para vender o artilheiro do Campeonato Brasileiro. Não é um jogador desconhecido. Ganhando a eleição, vou pegar os contratos e investigar. Temos lei que protege o clube contra gestão temerária, o Profut. Pagar comissão exorbitante e desnecessária é gestão temerária”, declarou Romeu Tuma Júnior, também candidato à presidência.

Ao UOL Esporte por meio da assessoria de imprensa do Corinthians, o presidente Roberto de Andrade disse que não gostaria de comentar sobre os valores da transferência. Andrés Sanchez não pôde ser ouvido porque não fala com o blog. Paulo Garcia, candidato à presidência, não respondeu à mensagem enviada pelo blog sobre o assunto.