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Corinthians tem plano para vender nome da arena por 20 anos e receber em 10

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Foto: Daniel Vorley/AGIF

Ainda sem conseguir vender os naming rights de seu estádio, o Corinthians pede hoje a eventuais interessados metade dos R$ 40 milhões anuais que pretendia ganhar inicialmente, conforme apurou o blog. Oficialmente, o clube não revela valores.

Porém, uma das estratégias idealizadas manteria os ganhos por ano no mesmo patamar durante uma década. Atualmente, quando senta para apresentar o projeto, uma das prioridades do Corinthians é oferecer 20 anos de patrocínio no estádio por R$ 400 milhões. Mas o desejo é receber o pagamento em dez anos, também de acordo com a apuração do blog. Assim, na primeira década da parceria, seriam recebidos R$ 40 milhões anuais. Nos dez anos finais, o parceiro nada desembolsaria.

No papel, essa engenharia financeira ajudaria o alvinegro a acelerar o pagamento do financiamento de R$ 400 milhões feito junto ao BNDES por meio da Caixa. Vale lembrar que toda receita gerada pelo estádio deve ser direcionada para cobrir a dívida pela construção.

Na prática, no entanto, o desenho do negócio assusta possíveis investidores, por conta do alto custo por dez anos.

Em 2016, o Corinthians manteve negociações avançadas com um fundo de investimentos que pagaria R$ 320 milhões por 15 anos de contrato. Cerca de R$ 21,3 milhões anuais.

Neste momento, segundo fonte na diretoria, há conversas com empresas, mas nada perto de ser concretizado. Já faz sete anos que Andrés Sanchez, agora de volta a presidência do clube, disse que estava perto de vender os naming rights.

Declaração sobre mulher com HIV aumenta pressão em diretor do Corinthians

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Pense num cara pressionado. Agora imagine o sujeito fazendo justamente algo de que seus críticos acabam de reclamar. Foi o que aconteceu nesta quinta (21) com o diretor de marketing do Corinthians, Luís Paulo Rosenberg.

Ele deu mais munição aos conselheiros que pedem sua cabeça ao citar, em entrevista para a “ESPN Brasil”, mulher com HIV ao explicar a dificuldade de vender os “naming rights” da arena do clube.

A comparação foi classificada por pelo menos parte de seus detratores como preconceituosa. “Foi uma declaração imbecil, discrimina mulheres e portadores do vírus HIV. Uma afirmação dessas dificulta ainda mais a já difícil negociação dos ‘naming rights’. Seria essa a postura de um diretor de marketing?”, disse ao blog o conselheiro corintiano Fran Papaiordanou.

Ele é um dos signatários de uma carta, com data desta quinta, endereçada ao presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, protestando contra a campanha da religião corintiana (Corinthianismo), lançada pelo departamento de marketing alvinegro. A mensagem também critica outras falas do dirigente.

O documento foi feito antes de Rosenberg dizer o seguinte: “Eles (interessados nos ‘naming rights’) se sentem na situação de estar vendo a esposa perfeita, com dotes culinários, formada com MBA no exterior, uma mãe de filhos maravilhosos, mas parece que tem teste de aids positivo. Como é que eu encaixo a camisinha é o grande desafio.” Na verdade, o teste identifica a presença do vírus HIV no corpo, não da doença que pode se desenvolver depois.

“Acho que o Rosenberg bateu a cabeça pelas declarações que ele está dando, as atitudes que ele vem tomando. Além de ser uma fala preconceituosa, se o próprio diretor de marketing do Corinthians dá uma declaração deste tipo, dizendo que o estádio tem problema, seja lá qual for, quem seria o louco de dar o nome para a arena?”, comentou o conselheiro Rubens Gomes.

O blog tentou ouvir Rosenberg sobre as críticas à essa comparação e em relação à carta com o protesto de conselheiros contra ele, principalmente por causa do da campanha do Corinthianismo. O diretor não respondeu às mensagens até as 23h40.

Mais cedo, ao UOL Esporte, o dirigente explicou o sentido da comparação. “O sentido é que você tem uma marca de grande reverberação só que o que as empresas veem (no futebol sul-americano) deixa elas assustadas”, disse o cartola.

Na carta enviada a Andrés, os conselheiros afirmam que uma entrevista concedida por Rosenberg no início de fevereiro para a “Folha de S. Paulo”, “eivada de expressões de baixo calão”, já justificaria o protesto. Na ocasião ele explicava o contrato de patrocínio com o BMG.

Os críticos do diretor dizem no comunicado que a campanha referente ao Corinthianismo ignora o fato de o clube ter torcedores ligados a diversas religiões. “Ficou a impressão de que, após implantar a nova religião, o próximo passo será cobrança de dízimo dos corinthianos na base do ‘já que não consigo patrocinadores, vou tomar dinheiro dos torcedores’”, aponta trecho do manifesto. A carta também critica a atuação profissional de Rosenberg na área financeira, alega que a campanha traz gastos com publicidade no lugar de gerar receita e pede a “interdição” do diretor de marketing.

 

Promessa já dura 7 anos: por que Corinthians pena para vender naming rights

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Imagem: Rodrigo Coca/Ag. Corinthians

Hoje (6 de fevereiro) seria dia de cantar parabéns no Corinthians, não fosse constrangedora a data completada. Faz sete anos que Andrés Sanchez afirmou que estava perto de serem vendidos os “naming rights” da arena do clube em sabatina promovida pelo UOL e pela Folha de S.Paulo. “Isso já está bem adiantado. Depois que o novo presidente ganhar (a eleição) em 30, 40 dias sai o ‘naming rights’. afirmou o cartola na ocasião.

De lá para cá, ele foi eleito deputado federal, já cumpriu o mandato, viu seus aliados Mário Gobbi e Roberto de Andrade presidirem o alvinegro, voltou à presidência e nada de o nome do estádio ser negociado.

A lista de empresas com as quais o clube tentou negociar a propriedade mais valiosa da arena é grande. Seguradora Zurich, Hyundai, Etihad Airways, Qatar Airways, MetLife, Brasil Kirin, Visa, Caixa Econômica, Jeep e Huawey estão entre elas. Houve até estudo em universidade americana e levantamento dos públicos em shows no Morumbi usados, em vão, como recursos para tentar fechar negócio.

“Virada recessiva da economia brasileira e ascensão do digital sobre o analógico na captura dos recursos de publicidade” são as principais causas para a venda ainda não ter acontecido na opinião de Luis Paulo Rosenberg, diretor de marketing do clube e um dos idealizadores do projeto da arena (no final do post veja sete perguntas respondidas por ele sobre o assunto).

A não venda impacta diretamente no pagamento do financiamento de R$ 400 milhões junto ao BNDES feito por meio da Caixa Econômica. Por contrato, o dinheiro eventualmente arrecadado com a negociação deve ser usado para o pagamento da dívida com a Caixa. Ou seja, se os direitos sobre o nome do estádio tivessem sido negociados, o débito poderia ser quitado em menos tempo. Na semana passada, em entrevista para a ESPN Brasil, Rosenberg afirmou que atualmente há um déficit de R$ 12 milhões anuais entre receitas e despesas da arena.

O primeiro preço colocado nos “naming rights” foi de R$ 40 milhões por ano. Nesse modelo, o comprador daria o nome à arena durante o período que ainda faltava para a construção terminar e por 15 anos a partir da inauguração. As parcelas seriam corrigidas anualmente pelo IGPM (Índice Geral de Preços do Mercado) da FGV (Fundação Getúlio Vargas) mais acréscimo real de 5%.

Pouco depois, foi preparado um material em inglês para empresas estrangeiras e obtido pelo blog que calculava o valor dos “naming rights” em  11.437.889 de euros anuais (cerca de R$ 43,9 milhões em valores atuais). O cálculo era feito com base no impacto que a propaganda poderia ter em determinado grupo de pessoas, entre outros fatores. Foi usada pesquisa realizada pelo Datafolha em 2011 estimando em 31.191.435 o número de corintianos no Brasil.

Rosenberg (primeiro à esq.) adota cautela em negociação dos naming rights da Arena. Imagem: Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians

Trecho curioso do mesmo material traz levantamento sobre a quantidade de pessoas que assistiram a shows no estádio do rival São Paulo em 2011. O cálculo aponta público de 728 mil pessoas em 11 sessões no Morumbi. Sob o argumento de que eventos com capacidade de atrair essa plateia poderiam acontecer em Itaquera, o documento estipula como valor final dos “naming rights” da casa corintiana em 11.704.899 euros anuais (aproximadamente R$ 49 milhões atualmente). Só que a direção corintiana sempre disse que não pretende organizar apresentações musicais no local.

Essa não foi a única vez em que os corintianos recorreram à língua inglesa na tentativa de tornar seu produto mais atraente. Em abril de 2015, o clube encomendou um estudo sobre o valor da propriedade na “Kellogg School Management” na Northwestern Univerity, nos Estados Unidos.

Em abril de 2015, o acordo para a exploração dos naming rights por um fundo de investimentos esteve perto de ser fechado. A torcida escolheria o nome do estádio e o fundo lucraria com a venda de produtos e serviços como cartões de descontos para os torcedores. No final das tratativas, porém, houve desacerto entre as partes e o negócio fracassou. O preço estipulado era de R$ 320 milhões por 15 anos de contrato.

Calejada depois de tantas dificuldades, a diretoria do Corinthians tem evitado estipular prazos para concretizar o sonho do nome próprio para seu estádio. Essa cautela fica clara nas respostas de Rosenberg ao blog sobre o tema. Confira abaixo.

Blog – A previsão inicial  era de vender os “naming rights” em quanto tempo?
Luís Paulo Rosenberg – No menor prazo possível.

Blog – Quais as principais causas que impediram a venda?
Rosenberg – Virada recessiva da economia brasileira e ascensão do digital sobre o analógico na captura de recursos de publicidade.

Blog – Por contrato, uma eventual receita  com os “naming rights” deve ser repassada para a Caixa ou para amortizar a dívida com a Odebrecht?
Rosenberg – Abater a dívida com a Caixa.

Blog – Qual o impacto da não venda no clube?
Rosenberg – Nenhum. O impacto é no fundo da arena: quanto antes vendermos, mais cedo receberemos as “sobras” de arrecadação de ingressos que decorrerão do aumento de receita.

Blog – Hoje, o clube negocia com quantas empresas?
Rosenberg – Várias.

Blog – Há previsão de quando devem ser vendidos os “raming rights”?
Rosenberg – Vide resposta à pergunta 1 [no menor prazo possível].

Blog –  Quanto o clube paga de juros por mês pelo financiamento?
Rosenberg – Algo menos do que 1% ao mês.

Como está a busca do Corinthians por patrocinador principal

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Em agosto, a diretoria corintiana acreditava estar perto de anunciar um patrocinador master para a camisa do clube. Porém, a transação se arrastou e o time terminou usa participação na temporada sem fechar um contrato fixo para o espaço principal em seu uniforme. “A negociação travou, mas a empresa ainda tem interesse”, disse Fernando Sales, diretor de marketing corintiano.

Segundo o dirigente, ao mesmo tempo em que enfrenta dificuldade para chegar a um acordo com a candidata a parceira, outra interessada apareceu na última sexta. A nova empresa é uma multinacional, que não teve seu nome revelado, assim como o da primeira postulante ao posto de principal patrocinadora do atual campeão brasileiro.

As novas tratativas ainda estão no começo e não há previsão sobre uma definição.

A falta de um patrocinador master preocupa dirigentes e virou alvo de críticas da oposição em período eleitoral. A eleição está marcada para fevereiro do ano que vem e opositores apontam que o marketing da atual administração falhou por deixar escapar o patrocínio da Caixa e não conseguir outro parceiro nos mesmos moldes. Andrés Sanchez é o candidato situacionista.

Além de uma nova marca para estampar na camisa corintiana, a diretoria também tem como alvo conseguir, enfim, negociar os naming rights de sua arena. Porém, no momento, não há nenhuma conversa animadora.

Sem naming rights, Andrés acena com contratação bombástica em campanha

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Quase cinco anos depois de dizer às vésperas de uma eleição no clube que a venda dos naming rights da Arena Corinthians estava perto de ser concluída, Andrés Sanchez abandonou o tema em sua nova campanha à presidência da agremiação. Agora, ele tem acenado, entre outros assuntos, com uma contratação bombástica, caso seja eleito.

“Isso já está bem adiantado. Depois que o novo presidente ganhar, em 30, 40 dias sai o naming rights”, afirmou Sanchez em sabatina promovida pelo UOL e pela “Folha de S.Paulo” no início de fevereiro de 2012. Na ocasião, ele estava em campanha pela eleição de Mário Gobbi.

Como se sabe, até hoje o nome do estádio não foi comercializado. O assunto, porém, não aparece em carta escrita pelo deputado federal com suas propostas e divulgada pelo blog.

Em recente entrevista ao site da ESPN, o deputado federal foi bem mais comedido ao ser indagado sobre os naming rights. “Um dia sai”, afirmou. Ele também alegou que a venda não foi feita até agora porque ninguém quis pagar R$ 400 milhões pela propriedade. Depois de várias declarações de dirigentes de que o negócio estava encaminhado, torcedores, sócios e conselheiros não demonstram confiar num acerto em breve.

Na carta sobre seu plano de administração, caso seja eleito, o ex-presidente não fala sobre contratações. Porém, em recente entrevista a José Luiz Datena na Rádio Bandeirantes, o cartola foi indagado se seria possível montar um “baita de um timão” ou fazer uma contratação para “arrebentar a boca do balão” visando a próxima temporada. “É possível e será possível”, respondeu o candidato. Em seguida, Andrés declarou que clube não é banco, mas que precisa controlar seus gastos no futebol. “Não dá pra você ter dez, doze jogadores ganhando R$ 500 mil, R$ 60o mil por mês. Você pode ter três, quatro jogadores ganhando R$ 500 mil, R$ 600 mil por mês.

Contratações bombásticas contrariam a política atual do clube, que prioriza atletas de baixo custo. A volta de Jadson foi a contratação mais badalada para atual temporada.

Andrés não fala com o blog, por isso não pôde ser ouvido.

 

 

Diretor explica como está negociação por nome da Arena Corinthians

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Como andam as negociações pelos naming rights da Arena Corinthians, tantas vezes dadas por cartolas alvinegros como quase fechadas? Quem respondeu à pergunta ao blog foi Fernando Salles, diretor de marketing do clube.

“Estamos conversando com duas empresas, uma delas é multinacional. É um negócio complexo, duro de ser fechado. Não dá para fazer previsões”, explicou o dirigente.

Segundo ele, por enquanto, não há nada praticamente fechado, apenas conversas. Ou seja, a torcida, que já sonhou com diversos nomes para a casa corintiana, não deve se empolgar neste momento.

Salles não revelou o nome das empresas que negociam, mas afirmou que a multinacional em questão não é a Qatar Airways, companhia com quem já houve tratativas. No entanto, ele não descarta que ela volte a se interessar.

A comercialização dos naming rights é fundamental para o Corinthians conseguir pagar a dívida gerada pela construção do estádio. No plano de negócios inicial enviado para a Caixa Econômica  a fim de viabilizar o empréstimo de R$ 400 milhões junto ao BNDES, o preço estipulado era de R$ 25 milhões anuais.

Em abril do ano passado, com a concordância da Caixa, o pagamento do empréstimo deixou de ser feito enquanto são negociadas novas condições. Só os juros estavam sendo pagos. Porém, em novembro do ano passado, a Caixa dispensou também a quitação dos juros até abril de 2017.

Cobrado, Corinthians fala em esperar oportunidade para lançar naming rights

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A diretoria do Corinthians estava pronta para anunciar a venda dos naming rights a partir do dia seguinte ao jogo em casa com o Nacional do Uruguai pela Libertadores. Dezessete dias se passaram e nada aconteceu.

O departamento de marketing alvinegro, no entanto, nega que tenha havido entrave. Ou que a eliminação nas oitavas-de-final tenha adiado o plano.

O discurso é de que o negócio está fechado e que não depende dos resultados do time, pois é algo sem precedentes na história do futebol brasileiro e que vai quebrar paradigmas.

A informação no clube é de que também não há mais problemas com a Omni, que administra o programa de sócio-torcedor do Corinthians. O fundo interessado em comprar os naming rights quer assumir o lugar da empresa, pois seu plano é faturar com produtos para o torcedor, que escolheria um nome ligado ao alvinegro para batizar a arena. A saída da Omni já é dada como acertada por meio de um acordo de rescisão contratual. O blog não conseguiu contato com representantes da empresa para confirmar a informação.

Se está tudo certo, por que raios o anúncio ainda não foi feito?

De acordo com o departamento de marketing corintiano simplesmente porque um plano de divulgação está sendo traçado. Três alternativas são estudas, com datas diferentes. Fatores de mercado e oportunidades estão sendo avaliadas.

Enquanto isso, aumenta a pressão de conselheiros e torcedores pelo anúncio. A oposição desconfia que mais uma vez após a venda ser dada como próxima nada será concretizado. Desde o final do ano passado o clube voltou a crer estar perto de negociar os naming rights.

Naming right misterioso sofre resistência no Corinthians

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“Essa coisa de empresa comprar os naming rights e não botar seu nome no estádio é esquisita. Pagar para colocar o nome de Fiel, só se for uma igreja evangélica que quer a Arena Deus é Fiel”. A frase de Antônio Roque Citadini, ex-candidato à presidência do Corinthians, mostra a resistência que o plano da diretoria para batizar a arena do clube sofre internamente. A cúpula alvinegra espera até a próxima quinta estar pronta para anunciar o acordo com um fundo de investimentos misterioso por enquanto.

O modelo de negócio fora dos padrões do mercado, já que o comprador não vai colocar seu nome na arena, e a falta de um esclarecimento oficial sobre os detalhes antes da assinatura do contrato são os motivos que deixam conselheiros, até alguns da situação, com um pé atrás.

Parcela importante do Conselho Deliberativo quer uma reunião de explicações sobre a venda. Há também quem entenda que a diretoria precisa da aprovação dos conselheiros para fechar o negócio. Guilherme Strenger, presidente do órgão, diz que ainda estuda o caso para saber se existe essa necessidade.

O dinheiro dos naming rights vai para o fundo que administra o estádio, o que tiraria o caso da alçada do conselho. Mas os compradores pretendem explorar o programa de sócio-torcedor do clube, o que no entendimento de alguns requer a anuência dos conselheiros por se tratar de um acordo por longo prazo.

Entre as estratégias discutidas pela diretoria e o provável parceiro está o uso de um cartão de crédito para carregar os ingressos do Fiel Torcedor. Outros produtos seriam agregados ao cartão gerando lucro para o investidor, que não tem hoje uma mercadoria para divulgar como nome do estádio. Assim, para criar uma ligação entre investidor e torcida, a arena pode se chamar Arena da Fiel ou do Povo.

“Explorar cartão de crédito, o clube pode fazer sozinho. Aliás, até já fez. O Corinthians já não tem a renda dos jogos, que vai para pagar o estádio. Não podemos entregar nossas propriedades, como o Fiel Torcedor, porque temos contas para pagar”, disse Osmar Stábile, conselheiro oposicionista.

Hoje, o clube deixa cerca de 50% do que arrecada com os sócios-torcedores na Omni, administradora do programa. A expectativa da direção é de ganhar mais do que na relação atual, com sua participação aumentando a cada ano, se o novo contrato for fechado. O rompimento com a Omni está perto de ser formalizado.

Em relação ao cartão de crédito, a Caixa fez um associado ao Corinthians, mas pelas contas do clube conseguiu apenas nove mil clientes. Quem conhece os interessados no nome da arena diz que eles são especialistas nesse tipo de cartão.

 Outro ponto controverso é a possibilidade de o comprador revender o nome do estádio.

“Se é isso, não estamos vendendo os naming rights. Estamos terceirizando a venda”, declarou Citadini.

A ideia é que o clube tenha uma participação caso haja uma revenda. A direção não considera que seja uma terceirização pelo fato de receber pelos naming rights independentemente de eles serem revendidos.

“Na verdade, é difícil comentar porque não sabemos o que vai acontecer. A diretoria precisa levar isso para o conselho para explicar se a empresa vai pagar o nome com recursos dela ou do clube”, declarou Stábile.

Se o acordo está praticamente fechado, como dizem internamente diretores corintianos, é provável que não haja tempo de fazer uma reunião antes da assinatura.

“Fica difícil opinar estando de fora. Não sabemos em que pé está a negociação, se existe alguma cláusula de confidencialidade”, disse ao blog Rogério Molica, diretor jurídico do Corinthians. Ele explicou que os responsáveis pela arena decidiram contratar um advogado terceirizado para cuidar juridicamente do assunto. Por isso, não poderia comentar se entende que o contrato deve passar pelo conselho.

O blog não conseguiu falar com Roberto de Andrade, presidente corintiano.

Além do formato da operação, conselheiros dizem estar preocupados com a origem do fundo. Parte deles trabalha com a informação de que os compradores são dois jovens publicitários que não possuem garantias que terão o dinheiro para pagar pelos naming rights.

Essa versão é negada por quem está envolvido no negócio e diz se tratar de um fundo norte-americano que acaba de criar um braço brasileiro justamente para comprar o nome da arena. Outra alegação é a de que, a partir da assinatura, o comprador já terá que pagar pelo nome, independentemente do resultado de suas operações.

O sentimento dos poucos que conhecem profundamente a tratativa é oposto ao dos conselheiros desconfiados. O discurso é de que, se concretizada, a negociação terá status de case mundial de marketing.

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Por que alguém pagaria uma fortuna pelos naming rights da Arena Corinthians sem batizar o estádio com sua marca? A resposta para essa pergunta está nas estratégias discutidas entre o clube e o possível parceiro que o alvinegro espera estar pronto para anunciar a partir da próxima quinta-feira.

A primeira peça do quebra-cabeça, colocada na mesa por dirigentes alvinegros, é a natureza do investidor. Segundo eles, o interessado é um fundo de investimento que não possui um produto para ter vendas alavancadas a partir do anúncio no estádio. Assim, passou a ser discutida a possibilidade de o comprador revender o nome da arena se aparecer um interessado no decorrer do contrato. Nesse caso, o Corinthians teria participação no valor arrecadado.

Mas a revenda não é o ponto principal, pois ela é incerta e hoje o cenário não é animador. O parceiro tem interesse em ganhar dinheiro com produtos ligados ao programa de sócio torcedor do clube, o Fiel Torcedor. Daí veio a ideia de deixar a torcida escolher o nome do estádio. Arena do Povo e Arena da Fiel estão entre as possibilidades, como revelou o UOL Esporte. Com esse gesto, se o projeto for concretizado, o parceiro tentará criar um vínculo para convencer os sócios-torcedores a comprarem o que será oferecido.

Mas o Fiel Torcedor dá tanto dinheiro assim para compensar um investimento entre R$ 300 e 400 milhões? Não, mas mudanças agressivas no formato do programa aumentariam o rendimento. Uma das fórmulas estudadas é fazer com que a entrada no estádio seja por meio de um cartão de crédito. A ele seriam agregados outros produtos, como seguro.

Se oferecer mais benefícios, o programa pode ser mais caro. Hoje, em média, o corintiano paga anuidade de R$ 170, mas não tem direito nem a ingresso, que precisa ser comprado separadamente. Ele ganha descontos e privilégio para comprar os bilhetes conforme sua frequência no estádio.

No novo formato, uma anuidade de cartão de crédito a R$ 10 (número escolhido aleatoriamente pelo blog como exemplo) geraria R$ 10 milhões a cada 100 mil sócios (na conta não estão eventuais encargos a serem cobrados pela administradora do cartão). Hoje são cerca de 130 mil associados. Os mais otimistas falam em pelo menos triplicar essa quantidade de membros num sistema projetado para o comprador do naming rights ter lucro.

Para esse plano dar certo, é necessário que o Fiel Torcedor esteja livre para o novo parceiro. Por isso, passou a ser negociada a saída da Omni, que administra o programa e fica com cerca de 50% da receita gerada, conforme publicou a Folha de S.Paulo. Como mostrou o blog, a rescisão estava emperrada porque a empresa queria receber mais do que o clube estava disposto a pagar. Mas as conversas evoluíram nos últimos dias.

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Desde o final do ano passado a diretoria do Corinthians diz que os naming rights do estádio alvinegro estão praticamente vendidos. Porém, o comprador, uma instituição do ramo financeiro que não tem seu nome revelado, quer incorporar também a operação do programa de sócio-torcedor do clube. Só que até agora não houve acordo para a saída da Omni, administradora atual do Fiel Torcedor.

Direção alvinegra e empresa divergem de maneira contundente sobre os valores que o clube teria que pagar para rescindir o contrato. Internamente, entretanto, os cartolas negam que o imbróglio tenha emperrado a venda do nome da arena. Afirmam que a negociação já está fechada, e que, se não houver acerto com a Omni, o Corinthians rescindirá unilateralmente o compromisso. Caso isso seja feito, deve ocorrer uma batalha na Justiça.

O blog apurou que a empresa recusou o valor oferecido pelo Corinthians e alega que o clube deve uma quantia muito maior, já que ela teria feito uma série de investimentos para tocar a operação até o fim do compromisso. Segundo duas pessoas ouvidas pelo blog e que acompanham a discussão, a parceira cobrou pelo menos R$ 20 milhões.

Por sua vez, os corintianos alegaram que a empresa não tem documentos que comprovem esses investimentos e, consequentemente, a dívida apontada.

O contrato terminaria em 2017, mas foi renovado até 2019 pelo ex-presidente Mário Gobbi. A atual diretoria vinha se queixando de ter que pagar para a Omni uma taxa correspondente à aproximadamente 50% da receita bruta obtida pelo Fiel Torcedor. Por isso, cartolas alvinegros afirmam que o contrato provavelmente acabaria rescindido, mas a negociação envolvendo os naming rights antecipou o processo de ruptura.

A empresa disposta a botar seu nome na Arena Corinthians não tem interesse só em fixar sua marca, segundo dirigentes corintianos. Ela quer fidelizar os torcedores e lucrar com a ativação da parceria. É nesse contexto que tem interesse na administração do Fiel Torcedor.

Procurada, a assessoria de imprensa do Corinthians não respondeu até a publicação deste post. O blog não conseguiu contato com a Omni. Funcionária que trabalha no Fiel Torcedor na arena disse que não estava autorizada a passar os contatos de ninguém da Omni e afirmou que deveria ser procurada a ouvidoria do Corinthians.