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Corinthians penhora cotas do Náutico. Valor equivale à multa de Carille

Leia o post original por Perrone

O Corinthians conseguiu na Justiça a penhora das cotas que o Náutico tem a receber em 2019 de Globo, CBF e Federação Pernambucana. Serão penhorados até  R$ 2.823.611,80 em eventuais créditos que o clube de Recife tenha.

Em termos comparativos, meramente ilustrativos, a quantia é equivalente ao gasto dos corintianos para pagar a multa rescisória do técnico Fábio Carille no Al-Wehda (cerca de R$ 2,7 milhões).

A decisão se refere à divida cobrada pelos alvinegros por conta de empréstimo do atacante Acosta em 2009.

Na última segunda (3), a juíza Ana Carolina Munhoz de Almeida, da 18ª Vara Cível de São Paulo, determinou que a Globo e suas subsidiárias depositem em conta vinculada ao processo valores a que o Náutico tem direito pela transmissão de jogos no ano que vem no Campeonato Pernambucano, no Brasileiro da Série C, Copa do Brasil e do Nordeste.

A mesma determinação foi repassada para a Confederação Brasileira e a Federação de Pernambuco.

O valor inicial cobrado pelos corintianos (sem juros e correção) era de R$ 1.498.619,88. No processo, os advogados do Corinthians apresentaram um documento de confissão de dívida assinado em 2014 por dirigente do Náutico.

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Torcedor do Náutico, descreva seu amor pelo Alvirrubro em uma frase e concorra a uma linda camisa autografada!

Leia o post original por Milton Neves

Torcedor do Náutico, hoje eu quero falar com você!

Está vendo a linda camisa autografada na foto acima?

Saiba que ela pode ser sua!

Para concorrer, basta descrever em uma frase o seu amor pelo Alvirrubro.

As frases devem ser postadas nos comentários abaixo, ok?

Você pode mandar a sua até às 10h00 (horário de Brasília) da próxima quinta-feira (08/06/2017).

Eu mesmo vou escolher a frase mais bacana e mandar a camisa pelos Correios.

Vamos nessa?

Participe!

10 anos da Batalha dos Aflitos

Leia o post original por Mauro Beting

ESCREVE DANIEL BARUD — @BarudDaniel

Sábado, 26 de Novembro de 2005. 16 horas. Estádio Eládio de Barros Carvalho, mais conhecido como Aflitos.

Ali se decidiria uma das vagas para a Série A de 2006. O Náutico enfrentava o Grêmio. Relembrando: O regulamento da Série B daquele ano, a última antes do atual sistema de pontos corridos, tinha três fases: A primeira, com 22 equipes, onde as oito primeiras classificariam para a segunda fase e os últimos seriam rebaixados. Na segunda fase, os oito melhores se agrupariam em dois grupos com quatro equipes em cada e os dois melhores iriam a terceira e última fase.

A fase final reuniu Grêmio, Santa Cruz, Náutico e Portuguesa. Antes da derradeira rodada, o Grêmio liderava com 9 pontos, seguido de Santa Cruz (7 pontos), Náutico (6 pontos) e Portuguesa (5 pontos). Portanto, para o Grêmio, bastava um empate em Pernambuco para conseguir o acesso. Só a vitória dava o acesso para o Náutico. No outro jogo, ali perto, no estádio do Arruda, o Santa Cruz enfrentava a Portuguesa.

Antes mesmo da partida começar, o clima não era dos melhores. Dirigentes, torcedores e jogadores da equipe gremista tiveram dificuldades para entrar no estádio. Os atletas da equipe gaúcha tiveram que entrar em um pequeno vestiário, com porta fechada, impedido acesso ao gramado para o aquecimento. Já a torcida foi forçada a entrar no estádio passando pela torcida pernambucana. O clima não era bom!

Abarrotado de torcedores do Timbu, os Aflitos virou um verdadeiro caldeirão!

O primeiro tempo foi de muita disputa, nervosismo, entradas ríspidas e reclamações constantes ao árbitro Djalma Beltrame. Como já era previsto, o Náutico começou a partida indo para cima, atacando bastante, sufocando e tentando encurralar o Grêmio, pois precisava da vitória. Entretanto, a equipe pernambucana esbarrava na defessa gaúcha, que, bem posicionada, não deixou os pernambucanos criarem grandes oportunidades nos minutos iniciais. Enquanto isso, o Grêmio ocupava os espaços, fechando os setores e buscava o contra-ataque, com as jogadas em velocidade, principalmente com Ricardinho, além das jogadas aéreas, com os zagueiros Pereira e Domingos e com o atacante uruguaio Lipatin.

10 anos Batalha dos Aflitos_POSICIONAMENTO 1

Escalação e disposição tática das equipes para a etapa inicial!

Roberto Cavalo escalou o Náutico no 4-3-1-2, apostando na pressão do acanhado estádio e nas duplas Bruno Carvalho/David, pelo flanco direito e Ademar e Cleisson pelo flanco esquerdo. Na armação, Danilo ditava o ritmo das jogadas ofensivas pernambucanas. Paulo Matos e Kuki se movimentavam na frente, tentando abrir espaços para infiltração.

Mano Menezes levou a campo sua equipe no tradicional 4-4-2, com Sandro Goiano e Nunes fixados a frente da defesa, dando proteção ao sistema defensivo gaúcho. Marcelo Costa e Marcel também recompunham na marcação, para ocupar o campo defensivo, negando os espaços para os pernambucanos. Ricardinho era a opção da saída rápida em velocidade e o uruguaio Lipatin era a referência no ataque.

Ainda na primeira etapa, deu tempo de aos 31’min, sair a primeira confusão. Paulo Matos recebeu cruzamento da direita de Kuki, dominou, ajeitou e foi empurrado por Domingos. Pênalti infantil que o árbitro carioca Djalma Beltrame marcou. A equipe gremista reclamou, mas o juiz não mudou de ideia. Entretanto, Bruno Carvalho cobrou e acertou a trave! Gallatto ainda salvou o Grêmio em jogadas de Kuki, Paulo Matos e David no primeiro tempo.

O primeiro tempo terminou, mas a tensão continuava.

O segundo tempo não começou diferente. Com o Náutico sufocando, pressionando o Grêmio, criando chances com Kuki e Paulo Matos, em bolas aéreas, com boas defesas de Gallatto. Lucas Levai entrou no lugar de Ricardinho, que saiu lesionado, no intervalo. Anderson, meia que estava vendido para o Porto e faria sua ultima partida como atleta do Grêmio, foi a aposta de Mano Menezes para definir a partida e entrou no lugar de Marcel.

Roberto Cavalo também mexeu. Precisando da vitória, o técnico da equipe pernambucana colocou Miltinho no lugar de Bruno Carvalho, fazendo com que David se deslocasse para a ala direita e Tozo virar terceiro zagueiro.

10 anos Batalha dos Aflitos_POSICIONAMENTO 2

Disposição das equipes para a etapa final! Decisão e muita confusão!!

O jogo era pegado. Com o Náutico insistindo na pressão, no abafa e o Grêmio se salvando como podia e atacando pouco, não como deveria.

Até que, aos 26’min, bate rebate na entrada da grande área gaúcha e a bola sobra para Kuki, que, bate firme, mas por cima do gol de Gallatto e perde a chance de abrir o placar nos Alfitos para o Timbu. A tensão aumentou quando, Escalona tocou com o braço esquerdo na bola, aos 30’min do segundo tempo, ocasionando a primeira expulsão do jogo, após levar o segundo amarelo. Dois minutos depois, Miltinho levou amarelo por simular um possível pênalti, após Gallatto derrubar o jogador da equipe mandante.

A confusão começou aos 35 da etapa final. Djalma Beltrame assinalou pênalti para o Timbu, após a bola tocar no cotovelo de Nunes. Os gremistas se revoltaram e foram para cima do árbitro. Confusão generalizada. Tumulto total. Juiz sendo empurrado, expulsões e até a polícia precisou entrar no gramado para acalmar os ânimos. Patrício e Nunes foram expulsos.

A confusão começou..

Dirigentes gaúchos ameaçaram tirar o time de campo em várias oportunidades e, tentar anular a partida no tribunal. Depois de mais de 25 minutos, Paulo Odone, então presidente do clube, pediu que Gallatto e sua equipe voltassem para o jogo e com os ânimos mais calmos, se acalmaram e os sete gremistas voltaram as suas posições. Equanto isso, o Santa Cruz já comemorava o acesso no Arruda e só não sabia se seria campeão ou vice da Série B daquele ano.

Ademar foi o encarregado de cobrar o penal decisivo. Gallatto estava no centro do gol. Kuki, que deveria ser o cobrador, não vivia boa fase em cobranças na marca da cal, por isso não cobrou.

Gallatto reza. Ora. Era a hora! Era o futuro do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense que estava em jogo!

E, aos 59 minutos, Djalma Beltrame autorizou Ademar para a cobrança. O lateral esquerdo foi para a cobrança com a perna esquerda e chutou. Gallato caiu para o canto esquerdo e salvou com a perna direita, tirando a bola para a linha de fundo. Kuki desabou no gramado.

Ademar cobrou! E Gallatto salvou!!! Épico!!! Histórico!!!

Na sequencia do lance, na cobrança de escanteio pernambucana, Pereira tirou de cabeça e a bola caiu no pé de Anderson. O jovem meia, vendido para o Porto, arrancou pelo flanco esquerdo e sofreu falta de Batata, que acabou expulso. Mano Menezes pediu para Anderson ficar caído, gastando e ganhando tempo. Mas o jovem meia queria jogo. Marcelo Costa cobrou rápido a falta para Anderson, que foi em velocidade, entrou na grande área e tocou na saída de Rodolpho! Gol do Grêmio. 1 a 0. Incrível!

Daí em diante, foram só irritação e nervosismo pelo lado da torcida do Timbu, objetos jogados no gramado. E alegria e muita festa pelo lado gaúcho.  O Imortal Tricolor era CAMPEÃO da Série B de 2005. Mais que isso, voltava ao lugar que lhe pertencia: a Série A.

Súmula oficial do jogo: AQUI

FICHA TÉCNICA DO CONFRONTO

Náutico 0 x 1 Grêmio

Árbitro: Djalma Beltrami (RJ).
Local: Estádio dos Aflitos – Recife/PE
Data e horário: 26.11.2005 – 16h
Gols: 63min – 2º tempo – Ânderson

Cartões Amarelos: Náutico: Bruno Carvalho, Tozo, Paulo Matos e Miltinho. Grêmio: Pereira e Lipatin

Cartões vermelhos: Náutico: Batata. Grêmio: Escalona, Nunes, Patrício e Domingos.

Náutico: Rodolpho; Bruno Carvalho (Miltinho), Tuca, Batata e Ademar; Tozo (Betinho), Cleisson, Davi (Romualdo) e Danilo; Kuki e Paulo Matos. Técnico: Roberto Cavalo.

Grêmio: Galatto; Patrício, Domingos, Pereira e Escalona; Nunes, Sandro, Marcelo Costa e Marcel (Anderson); Lipatin (Marcelo Oliveira) e Ricardinho (Lucas). Técnico: Mano Menezes.

ESCREVEU DANIEL BARUD — @BarudDaniel

Náutico 0 x 2 Flamengo

Leia o post original por Mauro Beting

ESCREVE DANIEL BARUD

No duelo de volta pela Copa do Brasil, o Flamengo jogou o necessário, venceu e se classificou para a próxima fase da competição nacional. Comandados por Lisca e Cristovão Borges, o confronto reuniu o quarto colocado da Série B e o décimo quinto colocado da Série A, respectivamente.

O jogo de ida, no Maracanã, no dia 27 de Maio, tinha sido 1 a 1. O Flamengo, ainda sem apresentar Cristovão Borges, foi comandado por Jayme de Almeida, enquanto o Náutico foi chefiado por Levi Gomes, pois Lisca estava suspenso. Em campo, Wallace abriu o placar para o Rubro-Negro carioca, enquanto Douglas empatou para o alvirrubro pernambucano.

O duelo tinha duas propostas táticas nítidas: o Náutico com os 11 jogadores atrás da linha da bola e o Flamengo, com a posse da pelota e a necessidade de marcar pelo menos um gol.

O Náutico se organizava no 4-4-2, fechando duas linhas de 4, com Douglas e Stefano Yuri marcando na faixa central do campo. Compacto e negando os espaços, o Náutico não queria a bola. Dava ela ao Fla, que pouco criava. Rogerinho era o winger esquerdo. Marino o extremo oposto. William Magrão e João Ananias faziam a dupla de volantes.

Já o Rubro-negro carioca, foi a campo no 4-3-3 tradicional de Cristovão. Com Cáceres, Canteros e Jonas no tridente de volantes, o Fla pouco conseguia criar as jogadas ofensivas, achar os espaços, apesar de ter a posse de bola. O trio ofensivo era formado por Sheik na direita, Everton na esquerda e Guerrero mais adiantado, como referencia.

Aos 30’min da primeira etapa, Jonas disputou uma bola no alto e levou a pior na queda. Saiu machucado e precisou ser substituído. Cristovão chamou Marcelo Cirino. O Fla precisava do gol.

O 4-3-3 rubro-negro mudou. Virou 4-2-3-1, com Cáceres e Canteros na proteção da zaga, fazendo a sápida de bola. No trio de meias, Cirino na direita, Emerson Sheik inverteu e foi para esquerda, com Everton na meia central. Guerrero se movimentava no ataque.

O primeiro terminou e a posse de bola mostrava: Fla 57% diante de 43% do Náutico. O Fla teve a bola, mas não soube o que fazer com ela. Enquanto isso, o Náutico tentava sair rápido nos contra-ataques.

O segundo tempo começou com o Fla apertando mais a marcação. Logo aos 4’min, uma boa triangulação rubro-negra. Shei recebeu na esquerda, tocou para Everton, dentro da área, que rolou para trás nos pés do jovem lateral esquerdo Jorge, que marcou o seu primeiro gol com a camisa do Fla.

Com o gol sofrido, o Náutico precisou sair pro jogo. Tentou, criou e parou em César, que fez sua melhor partida no Flamengo. Era tudo o que o Fla queria. O adversário tendo a posse, indo pra cima e cedendo os contra-ataques.

Aos 29’min da etapa final, César salvou o Fla. Bergson, que havia entrado no lugar de Stéfano Yuri, recebeu dentro da área e finalizou. O goleiro da equipe carioca, cresceu na frente do ataque e colocou para escanteio.

O golpe final veio aos 31’min. Contra-ataque como pede o figurino. Marcelo Cirino em velocidade pela direita, avançou com a bola, viu Guerrero na área e serviu ao atacante peruano, que só teve o trabalho de empurrar pro fundo do barbante. 2 a 0.

O Náutico até tentou algumas investidas no ataque, mas foi sem sucesso. A equipe de Cristovão tocou a bola, valorizou o resultado, manteve a posse e gastou o tempo.

Agora, resta ao Náutico focar na Série B, onde faz boa campanha e ocupa o G4. E ao Flamengo, resta mais uma chance de conquistar a Copa do Brasil, ir para a Libertadores e se manter bem no Brasileirão.

ESCREVEU DANIEL BARUD

Tite foi o melhor técnico da história do Corinthians? Treinador se despediu do Timão hoje com uma derrota para o Náutico! No jogo dos campeões, Fla e Cruzeiro ficaram no empate!

Leia o post original por Milton Neves

placar

Náutico 1 x 0 Corinthians

Pobre Tite…

O treinador que deu ao Corinthians os principais títulos de sua história não merecia uma despedida como essa.

Afinal, perder para o lanterna Náutico é uma façanha que pouquíssimos times conseguiram neste Brasileirão.

Sorte do Timão que o jogo não valia nada.

Mas, agora que a Era Tite chegou mesmo ao fim, respondam: ele foi o melhor técnico do Corinthians em todos os tempos?

O treinador marcou mais do que os multicampeões Oswaldo Brandão e Vanderlei Luxemburgo?

charge post

Flamengo 1 x 1 Cruzeiro

Outro jogo que não valia muita coisa foi o entre Flamengo e Cruzeiro, campeões da Copa do Brasil e Brasileirão, respectivamente.

No final, um empatezinho sem graça em 1 a 1.

Tão sem graça quanto todo esse Modorrentão-2013 que, graças a Deus, chega ao fim amanhã.

Ufa!

Opine!

Análise Econômico-Financeira Individual de 24 Clubes Brasileiros – Náutico

Leia o post original por Emerson Gonçalves

 

Explicação importante: a equipe que preparou esse estudo trabalhou única e exclusivamente com os balanços apresentados pelos clubes referentes ao ano de 2012. Não foram feitas consultas para tirar eventuais dúvidas ou buscar informações ausentes dos balanços. É importante ressaltar que o balanço é o documento fiscal e contábil oficial, é documento legal, assinado pelos responsáveis e auditado por profissionais independentes. Teoricamente, devem conter tudo que a legislação determina e essas informações devem ser, ou deveriam, suficientes para que qualquer pessoa, nos termos da lei, possa inteirar-se da situação econômico-financeira da empresa ou entidade.

Complemento com essa ressalva feita pela própria equipe:

Vale ressaltar que apesar de alguns clubes apresentarem balanços bastante detalhados e esclarecedores, há uma enorme dificuldade em ter a mesma qualidade em todos os balanços, o que torna limitada nossa ação. E mesmo para clubes que disponibilizam informações estruturadas, ainda restam dúvidas relevantes.

Os trechos em itálico são de minha autoria, para diferenciar da transcrição das análises.

EG

 

O Náutico, já rebaixado para a Série B em 2014, é mais um clube que apresenta indícios no balanço de ter praticado a “gestão de giro”, ou seja, atrasando os pagamentos de tributos para geração de caixa. O ponto positivo dessa prática, com o qual os clubes contam e dão como certo, é a aprovação do Proforte, como já explicado.

Em 2012 a receita do Náutico foi de R$ 41,1 milhões.

 

Vivendo um ano de cada vez

O Náutico é outro clube de alcance regional, o que limita o acesso a Receitas. A despeito disso, o clube apresentou bom crescimento em 2012, que foi de 114%, impulsionado pelo que foi definido como “Receita de Futebol”, que vem a ser a soma de Publicidade e TV. Naturalmente que o grande impacto deve ter sido a TV. Estas Receitas cresceram 441%, atingindo R$ 25 milhões, e representando 61% das receitas Totais. As demais receitas são pequenas e evoluíram na casa dos 15%. 

Os Custos cresceram 94% em 2012, e isto é uma característica que vemos nos clubes regionais, pois os elencos são formados praticamente para o ano, e isto é feito com base na receita esperada. Desta forma, Custos e Receitas crescem quase que na mesma proporção. Assim, a geração de caixa de 2012 foi zero, mesma condição do ano anterior. 

Naturalmente, o clube precisa de outras fontes para suas atividades. Em 2012 recorreu à gestão de capital de giro para formar caixa. Não é possível afirmar que houve atrasos, mas as contas representativas de Imposto de Renda, INNS e demais Tributos tem um prazo médio entre os mais elevados dos clubes Brasileiros.  

O clube praticamente não investe, a dívida bancária é pequena e suas obrigações são essas operacionais citadas anteriormente e Impostos renegociados ou em renegociação. Aqui, para o porte do clube, valores expressivos, que montam R$ 40 milhões.   

PERSPECTIVAS 

A característica do clube permite pouco ao Náutico. Conforme acompanhamos, é recorrente sua dificuldade em gerar receitas e isto não permite grandes saltos em termos de investimentos, que possibilitem evolução significativa. Para 2013 acreditamos na manutenção dessa dificuldade, que somente será revertida com estratégia de longo prazo, investindo em estrutura e nas Categorias de Base. Mas para isto é preciso dinheiro, e para sobrar dinheiro os custos precisam diminuir, e isto significa elencos mais frágeis, rebaixamento, queda de receita e o círculo vicioso de sempre. Vida difícil de clube regional. 

EVENTOS SUBSEQUENTES 

Final de Setembro/2013 – O clube não chegou às finais do Pernambucano e ocupa a 20ª colocação da Série A.

A sorte só acompanha os competentes

Leia o post original por JC

Dizem que a sorte acompanha quem é competente. E como o Vasco demorou muito para mostrar alguma competência nesse campeonato, mesmo quando ele cumpre seu papel, os bons ventos parecem estar longe de São Januário. Quando o time começa a conseguir seus objetivos, como nessa segunda vitória seguida na competição, dessa vez diante do Náutico, nossa situação continua das mais complicadas.

E nem precisamos jogar bem para vencer a combalida equipe pernambucana. Rebaixado há séculos, com grandes problemas internos e sem qualquer força ou motivação para fazer qualquer coisa no campeonato, o Timbu ainda nos deu mais trabalho do que esperávamos. Muito por conta das nossas limitações, já que o Náutico é realmente um arremedo de time. Nosso adversário chegou a protagonizar momentos de comédia pastelão, mostrando porque sua defesa consegue ser pior que a nossa. O Vasco dominou facilmente a partida no primeiro tempo, marcando o primeiro gol logo aos 5 minutos, com Edmilson aproveitando uma sobra de bola após pelo chute de Yotún, que estourou na trave. Mas o Vasco não conseguiu transformar a vantagem no placar e na posse de bola em chances claras de gol.

No segundo tempo, as coisas não melhoraram. O Vasco manteve a posse de bola, mas sem objetividade. Em muitos momentos, parecia que víamos mais um protesto do movimento Bom Senso, com o time trocando centenas de passes inócuos. E, pior ainda, por alguns minutos chegamos a levar calor da fraca equipe alvirrubra. O 1 a 0 não era um placar confiável e Adilson só resolveu mexer na equipe depois de ouvir muito os pedidos da torcida por Bernardo. E mais uma vez ele mostrou sua estrela, marcando o gol da vitória quase no fim do jogo em bela arrancada.

Mas ainda que tenhamos conseguido a vitória, o fator sorte – ou no caso, a falta da mesma – deu as caras, mostrando como os vários pontos perdidos ao longo do campeonato poderiam fazer a diferença. Como apenas o Fluzim não venceu na rodada, o Vasco não conseguiu sair do Z4 e vai para a última partida precisando não apenas vencer o Atlético-PR (que precisará do resultado diante da sua torcida para se garantir na Libertadores), mas também dependendo que outros concorrentes percam pontos. É o preço que se paga por demorarmos a mostrar  uma maior competência.

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Quem quiser ler mais a respeito dos temas desse post podem visitar a fanpage do Blog da Fuzarca no Facebook e acessar os links das matérias que tratam desses assuntos. O link também está no meu twitter: @jc_CRVG. Também falo mais sobre a partida numa coluna já publicada no site Torcida Carioca.

O ovo e a galinha

Leia o post original por JC

Qualquer pessoa seja minimamente precavida sabe que não se pode contar com o ovo na cloaca da galinha. Mas se o torcedor vascaíno não considerar a partida contra o Náutico um jogo ganho, é melhor desistir da permanência na Série A de uma vez. Na situação em que o Vasco se encontra, vencer o Timbu em casa, dentro de um estádio lotado, é – mesmo que eu não ache que exista isso no futebol, seja qual for o confronto – uma obrigação.

Ainda mais com o time pernambucano na crise em que se encontra. Depois de ameaçar nem entrar em campo por causa dos quatro meses de salários atrasados (parênteses: engraçado como isso só virou notícia quando os jogadores do Náutico resolveram entrar em greve. No Vasco, bastam dois dias de atraso para que o fato vire manchete. Fecha parêntese), a única possível motivação do nosso adversário hoje é não fazer a pior campanha da história dos pontos corridos. E, sem querer menosprezar o alvirrubro, não há muita coisa que eles possam fazer para conseguir esse objetivo hoje. Tirando o Maikon Leite, que chegou a fazer alguns gols nesse returno do campeonato, o Náutico não tem outras armas que cheguem a ameaçar qualquer oponente.

Já o Vasco tem a oportunidade única de deixar melhor encaminhada sua permanência na elite no ano que vem, desde que faça o dever de casa de melhor maneira possível. E isso significa não apenas vencer, mas vencer bem: depois do empate do Fluzim com o Galo, uma vitória com uma diferença de quatro gols fará com que fiquemos com um saldo de gols igual a dos tricoflores, que chegarão à última rodada precisando de uma vitória contra o Bahia. Como o Furacão provavelmente precisará da vitória contra nós na próxima partida, garantir que os tricoleres baiano e carioca não possam fazer um jogo de compadres é importantíssimo.

É, estou contando não apenas com a vitória hoje, como também espero um placar dilatado para o nosso lado. Soa pretensioso, mas para nós não resta muita escolha. Vencer, e vencer bem, se tornou uma necessidade para o Vasco. Adilson escalou o mesmo time que encarou o Cruzeiro, e se jogarmos com a mesma aplicação, podemos conseguir esse objetivo.

VASCO X NÁUTICO
Alessandro; Fagner, Luan, Cris e Yotún; Abuda, Guiñazu e Pedro Ken; Marlone, Edmilson e Thalles.Ricardo Berna, Maranhão, Alison, Leandro Amaro e Bruno Collaço; Derley, Gustavo Henrique, Martinez e Tiago Real; Rogério e Maikon Leite.
Técnico: Adilson Batista.Técnico: Marcelo Martellote.
Estádio: Arena Maracanã. Data: 01/12/2013. Horário: 17h. Árbitro: Anderson Daronco (RS).  Assistentes: Altemir Hausmann (RS) e Rafael da Silva Alves (RS).
  O SporTv  transmite para todo Brasil, exceto RJ. O Canal Premiere transmite para seus assinantes de todo o Brasil no sistema Pay-per-view.
O GLOBOESPORTE.COM acompanha o confronto em Tempo Real, com vídeos.

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Bom Senso FC combate calote a dispensáveis

Leia o post original por Perrone

O Bom Senso FC está preocupado em coibir uma prática antiga de alguns clubes brasileiros. É o hábito de atrasar no final da temporada os vencimentos de jogadores que não serão aproveitados no próximo ano.

Nesses casos, no ano seguinte, passa a ter prioridade para ser pago quem está na equipe. Os demais só recebem se sobrar dinheiro. E quase nunca sobra.

Sabedores disso, integrantes do movimento de jogadores já estavam em estado de alerta nas últimas rodadas do Brasileiro. Então, souberam que metade do elenco do Náutico recebeu, enquanto a outra parte ficou a ver navios.  A situação piorou quando o Bom Senso FC soube que a direção do time pernambucano teria feito ameaças de retaliações aos atletas credores.

Por isso, o movimento subiu o tom e fez a ameaça de parar o Brasileiro imediatamente se o Náutico castigar os jogadores e não pagar os atrasados.

Dessa forma, o clube pernambucano virou protagonista da crise, mas os integrantes do Bom Senso FC, atacam um problema muito maior, enraizado no futebol brasileiro.

Tema livre

Leia o post original por JC

E no primeiro round entre o Vasco e os representantes do Matheus Índio – não vou colocar o garoto como responsável por essa história, já que nem idade para isso ele tem – o clube da Colina saiu vencedor: o judiciário julgou improcedente a  ação que pedia desligamento do Vasco por atraso salarial e outros encargos trabalhistas. Com essa decisão, Índio volta a ser atleta vascaíno e deve deixar o Panapolense.

É óbvio que essa questão não está terminada. Certamente ainda haverá recursos e nessa, quem pode acabar sendo o maior prejudicado é o próprio Índio. Não sabe para onde vai ou onde fica e dificilmente encontrará o melhor dos climas na Colina. Enquanto isso, quem lucra com a briga fica esperando o resultado (e a grana que o garoto vale).

A foto que ilustra o post define bem a situação dos talentos vascaínos da base. Sem querer desmerecer a Penapolense: preferir usar essa camisa à uma com a tradição e – já que a grana também é importante – a exposição que tem a do Vasco é um sinal claro de como nossas promessas estão sendo tratadas.

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O deprimente final do Brasileirão 2013 segue criando histórias inacreditáveis: depois das ridículas acusações sobre uma estapafúrdia entregada do Cruzeiro, essa da articulação para um possível tapetão anti-rebaixamento é de chorar. Ainda bem que todos os possíveis envolvidos – possíveis sim, já que nenhum clube teve coragem de assumir publicamente que usaria desse expediente – desistiram da ideia antes do seu nascimento. Seria um fim ainda mais melancólico para esse campeonato.

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Começa hoje a venda de ingressos para Vasco x Náutico para os não sócios. Quem pretende dar uma força ao time no estádio deve correr para garantir o seu: em São Januário e na Arena Maracanã as filas estão grandes.

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