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Sócio, vá se recadastrar!

Leia o post original por Bruno Maia

Edital de Convocação

Vai até o próximo dia 11 o prazo para a maioria dos vascaínos sócios comparecerem ao recadastramento de sócios e se fazerem aptos a votar no dia 11 de novembro. Na real, existem datas diferentes para cada tipo de sócio, mas até o dia 11 é o prazo para a maioria de nós, que têm direito a voto. Independente de estar adimplente ou não, se a categoria do seu título previa direito a voto, vá!!! Para quem está, como eu, desesperançoso neste processo eleitoral, a principal arma que temos na mão é fazer o recadastramento e votar pra fazer frente ao Mensalão Vascaíno. Além disso, diante da possibilidade real de volta do coisa ruim, vale lembrarmos que durante anos os vascaínos ficaram impossibilitados de comprar títulos, exatamente para manter a eleição sob controle do mandatário da época. Ou seja, se vocês querem manter os títulos adquiridos durante a campanha “O VASCO É MEU”, façam o recadastramento. Pelo sim, pelo não. Mesmo que você não possa ir votar, ou prefira se abster. Não dá mole.

“O VASCO É MEU” foi, até agora, o maior projeto de aumento da base de sócios já feito pelo clube. Diante do suspeitíssimo e investigado aumento de 3026 sócios em abril de 2013 – não coincidentemente mês final para entrada de sócios com poder de voto na eleição de 2014 -, dos quais mais de 1700 se cadastraram no último dia, todo vascaíno que acompanha de perto a situação do clube já sabe para quais dois candidatos esses votos vão. Independente da escolha que cada um faça, a única forma de se manter democrático o resultado da votação é contar com a presença dos torcedores que entraram para a vida social do clube durante “O VASCO É MEU”. Essa massa pode conter os oportunistas da vez. Não quero dizer que a vitória de um ou outro candidato não será merecida ou justa. Sim, será, desde que venha com uma margem superior a esse total de votos sob suspeição. Ou seja, não importa em quem você queira votar. Mesmo que você queira apoiar um dos candidatos suspeitos nesta investigação, mesmo que você ache este fato de menor importância frente ao que você acredita ser “salvar o Vasco”, não deixe de participar das eleições. Faça legítima a sua escolha e não deixe sobre ela a sombra da dúvida. O Vasco precisa de legitimidade.

Se, por acaso, você não acredita que o seu candidato possa vencer diante desse escândalo da compra de títulos – que colocou, inclusive, dezenas de ilustres torcedores de outros times no quadro social vascaíno -, lembre que, por maior que seja a quantidade de “laranjas” nesta eleição, a adesão de vascaínos do “O VASCO É MEU” é ainda muito maior. Ou seja, quem entrou pra sócio, acreditando que era importante ocupar o espaço que o presidente anterior não abria para os verdadeiros vascaínos exercerem sua voz no processo eleitoral, deve agora exercer esse direito. Além disso, o processo de recadastramento diminuirá um pouco o volume de sócios “laranjas”, diminuindo a diferença necessária para que a vontade democrática se cumpra. Regularizar sua situação e votar pode sair mais barato que anos e anos sofrendo, sem voz, e vendo o Vasco entregue à truculência de quem acha que o Vasco é seu feudo.

O Vasco é nosso e deve continuar sendo! De novo, mesmo quem não vai votar, se recadastre!!! Um dia você pode querer votar e talvez seja tarde, de novo.

O recadastramento pode ser feito também na sede de remo, na Lagoa, durante o fim de semana. Não é obrigatório ir a São Januário, como muitas pessoas têm achado por aí.

LOCAIS E HORÁRIOS:

  • de segunda a sexta, das 9h às 18h, e aos sábados, das 9h às 14h, no Ginásio do Estádio de São Januário, Rua General Almério de Moura, 131 – Vasco da Gama, Rio de Janeiro.
  • sextas, das 9h às 18h, e aos sábados, das 9h às 14h, na Sede Náutica da Lagoa, Rua General Tasso Fragoso, 65, Lagoa – Rio de Janeiro.

DATAS PARA O RECADASTRAMENTO DE SÓCIOS COM DIREITO A VOTO:

  • 16/09/2014 – 11/10/2014: Categorias pagantes (Proprietários, Patrimoniais e Gerais)
  • 15/10/2014 – 25/10/2014: Categorias não pagantes (Grandes Beneméritos, Beneméritos, Eméritos, Campeões, Remidos, Benfeitores Remidos)

 

Vasco 2 x 0 Luverdense | Enfim, temos goleiro

Leia o post original por Bruno Maia

jordi

Sim, agora dá pra dizer que, finalmente, temos goleiro. Porque quando Martín Silva chegou, era (é) tão acima da média, que gera um outro problema: é convocado toda hora e nos mantém desfalcados. Claro que não é culpa dele, mas do calendário. O fato é que com um goleiro excepcional, precisamos nos revezar entre isso e o seu reserva. Até então, o bonecão de Olinda, preferido de Carlos Germano. Jordi não precisou fazer nada para ser o melhor em capo! Só entrar de titular, dar uns tchaus, repôr umas bolas e jogar a camisa para a torcida no final. Vê-lo bater um tiro de meta já foi quase ver o Edmundo rebolando para os mulambos em 97. Momento histórico! Alegria absurda! Tinha que ser a foto do post de hoje!!! Viva Jordi!!!!!!

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Bem, recompondo alguma serenidade… Na estreia de Joel Santana contra o adversário de nome esquisito, o Vasco voltou a apresentar o futebol que, sim, chegou a ter com Adílson Batista no Campeonato Estadual e em raríssimas partidas da Série B. Um futebol tranquilo, desestressado, com a autoridade de quem é muito maior do que seu adversário e de quem sabe que vai vencer pela camisa, mas também pela categoria. Contra o Ceará tinha sido assim. Vale lembrar que há um mês, estávamos falando de quatro vitórias seguidas com o time de Adílson e, poucas semansa depois, levamos a maior goleada da história de São Januário. O problema ainda é a inconstância. Só o tempo vai provar o contrário.

A atuação de Douglas ontem foi diferente. O cara correu, esteve ligado o tempo todo, e conseguiu momentos importantes como o passe para o segundo gol, numa bela troca de passes com Diego Renan. A defesa esteve tranquila, mas também há que se lembrar que o adversário, de qualidade contestável, ainda jogou sem seus dois atacantes titulares e não conseguiu sequer articular uma jogada de perigo a partida inteira. Isso não foi mérito do time e sim da infinidade de passes errados que eles cometiam sempre que pegavam a bola. Passes de dois metros errados à exaustão. Apesar de recorrentemente eu reclamar dos espaços deixados por Diego Renan na defesa, há que se reconhecer o valor do cara no apoio ao ataque. No início de sua passagem pelo Vasco, ele rapidamente mostrou isso. Recentemente, porém, havia caído muito de rendimento nesse aspecto e aí se tornava inútil ao time: ruim no ataque, pior na defesa. Ontem, não. Com a tranquilidade oferecida pela Luverdense, conseguiu subir diversas vezes e ser importante para o time.

Quem está cada dia mais titular é Maxi Rodriguez. A dupla com Douglas ontem foi um dos principais destaques que tivemos. O cara é frio com a bola no pé, mas corre com disposição que provoca quem está a seu lado. Credito muito a ele a mudança do jogo do Douglas. Vamos esperar pra ver na próxima partida como as coisas vão evoluir.

Independente de treinador, sigo com a mesma certeza de sempre: o time vai subir. Ontem abrimos 4 pontos para o quinto colocado e seguimos a um do líder. Não é isso que me preocupa. Sem dúvida, a presença de Joel Santana trouxe muito mais tranquilidade ao time, porque acalmou a torcida. Vamos em frente então…

Vasco x Avaí | Vitória ou 1×1?

Leia o post original por Bruno Maia

adilson

Mais uma partida em São Januário nesta saga pela segunda divisão. Agora, contra o “poderoso” Avaí. Até aqui, nove jovos com mando de campo vascaíno (alguns fora de S.Januário, é verdade) e o resultado é simples: ou o Vasco vence ou empata de 1×1.

Esse 1×1 em casa é sintomático de uma postura repetida deste time do Adílson: a incapacidade de se impor do tamanho que o Vasco é, sempre com um pé no freio. Desses quatro empates, em três deles o Vasco saiu na frente. Ou seja, saímos na frente, jogando em casa, com adversários visivelmente mais fracos que nós e, no final, não vencemos. Só estes seis pontos já nos colocariam numa situação de ter cinco de vantagem sobre o atual líder, com um jogo a menos. Um cenário muito mais apropriado e real da diferença que separa o Vasco dos demais clubes deste torneio.

Como consequência disso, chegamos a última rodada do turno em condições de sermos os “campeões” dele, mas também com medo de sair do G4. A principal lição que esta primeira metade do campeonato deveria ter deixado para Adílson Batista e para o elenco é de que o Vasco precisa se comportar como Vasco na segunda divisão, ou seja: ter altivez e se impor como maior. Isso não é da boca pra fora, não. Isso tem a ver com a postura em campo, com a busca por mais gols, com o ímpeto de querer golear quando for possível. Nada é bom para o Vasco na segunda divisão. Nada é suficiente. Tem que querer mais em todos os jogos. O receio dos jogadores misturado com a vontade de Adílson de inventar algo novo, de testar seu lado Guardiola-do-pinhão, atrapalha o Vasco e gera mais insegurança nos jogadores. Foi essa insegurança que tomou o empate nesses jogos. A única partida em que o time se portou diferente, venceu o Ceará por 2×0, em São Januário, quando o adversário era o líder da competição.

Hoje diante do Avaí, o time vem todo modificado em função de suspensões. Definitivamente não é a melhor escalação do Vasco e a tendência é vermos uma equipe com ainda menos confiança diante dos catarinenses, que vem subindo na competição. Depois de jogar com Diego Renan, Henrique e Marlon, na ausência deste último, Adílson vem agora com o menino Lorran. Além dele, Aranda e Montoya estarão em campo ao mesmo tempo e desde o início, aumentando minha apreensão. Voltando à pergunta do título do post, infelizmente minha intuição hoje não é de vitória, apesar da esperança ser de que o Vasco do Adílson entenda logo que, na verdade, é o Vasco da Gama.

Até as eleições para deputado, Dinamite vai se coçar

Leia o post original por Bruno Maia

Na semana em que conseguiram postergar mais uma vez o mandado da atual diretoria a frente do clube, Roberto Dinamite aproveitou para anunciar a boa nova de termos obtido, novamente, as certidões negativas. Anunciou também o pagamento de um mês de salário, já antecipando receitas do contrato com a Umbro, que começa a vigorar a partir de 01 de outubro. Coincidência ou não, foi justamente neste momento que “vazaram” as informações sobre o contrato com a empresa inglesa de materiais esportivos. Dinamite é capaz de fazer ainda mais algumas loucuras para tentar limpar sua barra, especialmente até as eleições para deputado, em 05 de outubro.

Esta semana circularam os valores do contrato assinado com a Umbro e ele chegaria a R$ 56 milhões fixos pelo período, além de uma quantia variável. Isto representaria 30% acima da proposta de renovação da Penalty. Os números seriam os maiores já praticados em um contrato deste tipo na história do clube. Segundo a reportagem, a gerência da loja do Vasco em São Januário também passa a ser administrada pelo clube. Não há detalhes sobre os valores das demais propostas de Puma e Kappa, que, segundo a reportagem, também foram apresentadas ao clube. A Kappa tinha a minha preferência sentimental, mas é evidente que se os números forem confirmados não há muito o que se discutir.

De toda forma, muita atenção ao próximo mês vascaíno. A cena constrangedora da alegria de Dinamite ao comemorar o adiamento das eleições no clube não tinha nada a ver com Vasco, mas sim com as eleições para deputado estadual. Naquele momento, ele garantia o uso das páginas sobre o clube na mídia como palanque eleitoral. Até lá, muita coisa pode acontecer no clube, mas não nos deixemos enganar por eventuais fogos de palha.

Tema livre

Leia o post original por JC

Parece que em São Januário não se conhece o ditado “melhor prevenir que remediar”: como já estamos acostumados a ver, a diretoria do Vasco resolve tomar uma atitude só depois do problema criado e vai processar Deus e o mundo por conta da garfada sofrida na final do Estadual.

Tá certo que a diretoria solicitou um trio de arbitragem de fora do Rio – o que foi negado pela FFERJ – e nem sei se existe a possibilidade de um clube vetar um dos árbitros escolhidos para uma partida. Mas a partir do momento em que se viu que um dos auxiliares seria um dos mesmos cegos que não viram a bola do Douglas bater 33 cm depois da linha, o clube deveria ao menos fazer um escarcéu público. Se alguém tivesse ido à imprensa e dito que se o tal Luiz Antônio Muniz de Oliveira mais uma vez prejudicasse o Vasco o resultado da final ficaria sob suspeita, talvez o sujeito não fosse tão “descuidado”. Pela segunda vez.

De qualquer forma, mesmo sendo uma atitude tardia, o processo serve ao menos para colocar uma pressão sobre a Federação e sobre os árbitros. Nada mais justo que o Vasco buscar uma reparação por prejuízos causados pela incompetência da FFERJ e de seus comandados. Ainda mais depois da confirmação da tentativa ridícula do Marcelo de Lima Henrique tentar dar um migué na súmula e atribuir o gol em impedimento ao Nixon para livrar a sua cara e a do seu auxiliar. A má intenção e a premeditação de tentar acobertar a besteira feita ficou explicita.

Mesmo que seja exagero pedir – e praticamente impossível conseguir – a anulação da partida, os danos financeiros têm mesmo  que ser reparados. E não há outro meio para conseguir isso além da justiça comum.

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Não adianta ignorar os fatos. Tenho que concordar com as reclamações do Vasco. O clube tem toda razão. Fomos bem na grande maioria dos 126 jogos do torneio, mas erramos em um lance capital a dois minutos do fim. É um ano para se esquecer na arbitragem do Rio de Janeiro. O sentimento é de tristeza pelo fato do campeonato ter sido manchado desta maneira

 ”Os erros são normais e vão acontecer em qualquer área do futebol. É uma pena que isso ocorra tantas vezes com o Vasco. Mas eu posso afirmar que isso é apenas uma coincidência. O Vasco deve reclamar, sim. Eles estão cobertos de razão. Mas não devem imaginar ou falar em complô. Isso não existe” – Jorge Rabelo, presidente da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro.

Não teria sido muito mais fácil acatar o pedido do Vasco por um trio de arbitragem de fora do estado?  Por que a requisição do clube foi negada? Quando a esposa do Sr. Marcelo de Lima Henrique falou mais do que devia, o sr. Rabelo teve a chance de dar um pouco mais de credibilidade à arbitragem da final. Mas por arrogância ou conveniência, preferiu deixar o trio escalado. Deu no que deu.

Árbitros são seres humanos e podem errar. Mas há algo que pouco se fala: juízes cariocas estão incluídos nas estatísticas das torcidas do estado. Sendo assim, a probabilidade da maioria deles serem flamenguistas é enorme. Na hora da dúvida, por mais imparciais que tentem ser, é natural que acabem favorecendo o time do coração.

De qualquer forma, o lamento e a admissão do erro do Sr. Rabelo de nada adianta e ainda não o isenta da responsabilidade. Confiar no seu indigente quadro arbitral, é uma coisa. Colocar um bandeira que já tinha errado bizarramente a favor de um dos finalistas e que já tinha cometido outra falha gritante nesse mesmo estadual, favorecendo o Flamengo contra o próprio Vasco  foi, no mínimo, uma temeridade. Mas depois de tudo o que aconteceu com o Vasco nesse campeonato, fazer isso foi pura e simples irresponsabilidade.

Depois é só falar que o lance estava no limite da percepção humana. Convenhamos, usar isso como desculpa é testar com a torcida vascaína os limites da paciência humana….

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Só um comentário: tem candidato a presidente do clube que não apenas é unha e carne com o Jorge Rabello como aprova seu trabalho à frente da FFERJ. Incluindo aí a arbitragem do Estadual.

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E como não poderia deixar de ser, a mulambada apareceu diversas vezes por aqui para deixar seus comentários, todos sumariamente deletados como também era óbvio.

A maioria, além das pilhas sobre superioridade (que só eles viram nos jogos da final), bateu insistentemente na tecla de que os vascaínos só apontam os erros da arbitragem quando nos prejudicam. E citaram o “gol irregular” do Rodrigo, no primeiro jogo da final. A “irregularidade” no lance teria sido a “falta” do Everton Costa no Felipe.

Como a mulambada nunca primou por ser muito brilhante, vamos explicar pra eles didaticamente:

Antes de qualquer coisa, ignoremos esse erro da arbitragem contra o Vasco no primeiro jogo…

Digamos que mesmo com a clara imagem do pênalti, não tenha sido falta. Ainda assim, como dar cartão amarelo por simulação para um jogador que foi derrubado?

Mas como eu falei antes, ignoremos esse lance e como essa ocorrência modificou o andamento da partida. Consideremos também que o gol vascaíno na primeira final não valeu. A partida termina 1 a 0 para a mulambada.

Estão acompanhando, urubulinos?

Vem o segundo jogo. Vamos considerar o gol legal do Vasco e, assim como fizemos com a primeira partida, desconsiderar o gol em claro, completo e admitido impedimento. A partida termina 1 a 0 Vasco.

O que aconteceria então, mulambinhos? A decisão iria para os pênaltis.

Ou seja: eliminando um gol de cada lado, o Framengo não seria campeão ao final dos 90 minutos do segundo jogo. Mesmo que vocês achem que houve falta sobre o Felipe no gol do Rodrigo e mesmo que desconsideremos esse gol, o Vasco ainda assim saiu prejudicado com o gol totalmente irregular de vocês.

Se vocês ainda não entenderam, podemos desenhar.

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Quem quiser ler mais a respeito dos temas desse post podem visitar a fanpage do Blog da Fuzarca no Facebook e acessar os links das matérias que tratam desses assuntos. O link também está no meu twitter: @jc_CRVG.

UPDATE FINAL 

Caros amigos vascaínos, quis o destino que meu último post como responsável pelo blog do torcedor do Vasco no Globoesporte.com fosse em um dia de tema livre. Por questões editoriais (para alegria de alguns e – espero – tristeza de muitos) encerro minha participação no portal exatamente um mês antes de completar sete anos no comando desse espaço.

Foram anos de muito trabalho e estresse e, infelizmente, de menos alegrias do que nós vascaínos merecemos. Mas não há como não sair satisfeito por ter conhecido torcedores do Gigante de todos os cantos do Brasil e de fora dele. Agradeço principalmente a vocês, leitores que me aturaram por todo esse tempo, e ao pessoal do ge.com, que me ofereceu essa oportunidade.

Ao meu sucessor, que ainda não conheço, desejo todo sucesso e também paciência, não apenas com os torcedores rivais, mas também com os próprios vascaínos. Somos todos muito exigentes, e, diante de tanta turbulência em São Januário nos últimos anos, mais irritadiços do que nunca. Como sei a barra que você vai enfrentar por aqui eventualmente, já sou seu fã só por aceitar a empreitada.

Ainda não sei qual será minha participação na internet daqui pra frente. A fanpage do Blog da Fuzarca e meu Twitter seguirão ativos, mas pelo menos por enquanto, me darei um descanso das resenhas e colunas. Se aparecer outro projeto de blog ou site, vocês saberão pelas redes sociais (as quais estão todos mais que convidados a participar).

Então é isso. Um abraço fraterno a todos e saudações vascaínas. Nos vemos num futuro próximo, pela internet ou nas arquibancadas, torcendo pelo Vascão.

Tema livre

Leia o post original por JC

Dizem que o Brasil não é um país sério. A antiga frase pode até ser discutível, mas uma coisa é certa: a FFERJ definitivamente não pode ser levada a sério. E não pode por seus únicos e exclusivos méritos. Não basta a incapacidade de fazer um Estadual decente, é preciso também queimar o que resta da sua ínfima credibilidade.

Vejam por exemplo a polêmica criada pelas declarações da esposa do Sr. Marcelo de Lima Henrique nas redes sociais.

Depois da referida sra. postar em seu perfil que o “vice já é certo”, tudo o que a Federação pôde dizer foi que declarações em redes sociais são de cunho pessoal e não interferem em decisões da FFERJ.

Ou seja, para a entidade que comanda o futebol carioca, uma pessoa que tenha tanta intimidade com um juiz que apitará uma final pode dizer o que quiser, até que o árbitro beneficiará um dos times. E nem isso fará com que a Federação mude sua escolha.

O que as pessoas que comandam a FFERJ não parecem – ou não querem – entender é que não pode haver qualquer lampejo de desconfiança sobre a integridade de uma arbitragem. Numa final, isso é ainda mais sério. Mesmo que interpretemos de outra maneira o que disse a Sra. Sandra Henrique (que pelo diálogo parece ser vascaína), e que o “o vice é certo” signifique que essa colocação é a mínima que o Vasco terá (e por isso a certeza), ter falado sobre a partida já lança uma sombra de dúvida sobre a atuação do juiz.

Certamente não passa pela cabeça dos estupendos dirigentes da FFERJ que a declaração da Sra. Henrique tenha posto em cheque a atuação do seu esposo. Mesmo que a referida sra. não tenha dito qual time será certamente vice campeão, quem garante que o sr. Marcelo de Lima Henrique não terá dúvidas em marcar um lance polêmico, para qualquer um dos lados? E se ele marcá-lo, como não pensar que foi favorecimento para um time ou outro? Na melhor das hipóteses, o juiz pode simplesmente fugir de confusões e não marcar nada ou se utilizar da lei da compensação para cada decisão, o que nem de longe é apitar um jogo corretamente e é tão ruim quanto favorecer uma das equipes.

Tudo o que queremos é uma arbitragem imparcial e na medida do possível, competente. Não querermos – e nem precisamos – de favorecimentos da arbitragem para vencer no domingo. Manter apitando a final um juiz com noção de que seu trabalho será questionado desde o primeiro minuto de jogo e que se ele acertar tudo, inclusive os lances polêmicos, ninguém acreditará que ele o fez com lisura, certamente não é a melhor maneira de garantir uma arbitragem isenta.

Isso, claro, para qualquer pessoa com o mínimo de bom senso. O que não parece existir no comando do futebol do Rio de Janeiro.

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Tema livre

Leia o post original por JC

A chamada para a matéria sobre a classificação do Vasco para a final do Campeonato Estadual, veiculada ontem pelo jornal Extra, foi, para dizer o mínimo, uma total pisada na bola do diário. Para ser mais preciso, um desrespeito inaceitável para com a instituição.

Como não poderia deixar de ser, o título “Pintou o vice?” teve uma repercussão negativa como há muito não se via por parte da torcida vascaína. Dirigentes reclamaram publicamente, o clube emitiu uma nota oficial e até o sempre passivo presidente reclamou da conduta do jornal.

Hoje o jornal repercutiu o assunto, dando uma explicação sobre o acontecido. A emenda, no entanto, saiu pior que o soneto. Alegando ter sido “uma brincadeira”, o Extra ainda tenta justificar o disparate afirmando que apenas questionou as provocações rubro-negras nas redes sociais.

Isso não é, nem de longe, algo que repare a falta de respeito com uma instituição grandiosa como o Vasco da Gama. Um pedido formal de desculpas seria o mínimo aceitável por parte do jornal Extra.

E nem falei que, além de desrespeitar o Vasco e toda sua torcia, o jornal prestou um completo desserviço ao jornalismo em si. Se o objetivo do jornalismo é divulgar o que acontece de relevante na sociedade, de forma isenta e imparcial, qual é o critério para julgar as provocações de um time rival mais importantes que a classificação do Vasco para a final do campeonato (com o agravante de ter sido um fato que não acontece há uma década e com uma vitória em clássico)? Para os editores do jornal, o fato relevante na vitória vascaína sobre o Fluminense foram as piadas feitas por uma torcida que sequer participou do jogo?

Entende-se que a gracinha inapropriada agradaria uma parcela enorme da população, já que a torcida do Flamengo é a maioria no Estado. E na hora da venda na banca, é bom ter a maior torcida comprando o jornal por conta de uma piada sacaneando um adversário (e já contando que o título irá para a Gávea). Mas isso não é motivo nem para achincalhar com seus rivais e muito menos ainda razão para atropelar todas as regras do jornalismo sério. Tentar se justificar, como fez hoje o Extra, não é o bastante. Uma retratação, na qual seja feito um humilde mea culpa, será apenas um começo para uma futura reparação pelo absurdo cometido pelo jornal.

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Isso sem falar que o simples fato de alimentar “a lenda do vice” pra cima do Vasco já é um absurdo sob a ótica do jornalismo. Basta uma pesquisa rápida nos googles da vida para qualquer um saber que o Vasco não é o clube que tem mais vice-campeonatos. Nem no país, nem no Rio. Aliás, o maior vice do estado é justamente quem inventou a lenda: a mulambada.

Mas isso, obviamente, NUNCA é manchete no Extra.

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Já que piadas nas redes sociais são importantes o bastante para pautar o que sai na primeira página do jornal Extra, gostaria de saber duas coisas:

  1. Caso o Flamengo seja eliminado da Libertadores amanhã, veremos uma chamada de capa irônica para anunciar o fato?
  2. E, caso haja a eliminação e a capa do jornal não trouxer um título baseado em provocações das torcidas rivais, como o Extra poderá dizer que sua cobertura esportiva é isenta e imparcial?

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Atacar pela vantagem

Leia o post original por JC

Como de costume, Adilson não confirmou o time que enfrenta o Fluminense na primeira partida da semifinal do Estadual. Mas tudo indica que teremos a mesma formação que goleou o Duque de Caxias, com três atacantes e dois volantes. Precisando reverter a vantagem tricolete, o treinador vascaíno deve considerar por bem ser mais agressivo e pelo visto tentará vencer logo a primeira partida.

Tudo bem, o raciocínio está correto. O problema é que o time do laranjal não é o Duque de Caxias. Abdicar da ofensividade está fora de cogitação, mas o Vasco precisa tomar muito cuidado.

Renight, que normalmente já gosta de uma retranca, não faria diferente podendo jogar por dois empates e mandará três volantes ao campo. Mas um time com Fred, Walter, Conca, Carlinhos e Jean tem qualidade bastante para que nosso sistema defensivo não possa cochilar nem um segundo. Ter menos homens no meio de campo nos obrigará a jogar mais compactados para compensar a vantagem numérica tricolete no setor: sem a posse de bola, Reginaldo e Everton Costa precisarão ajudar a fechar os espaços nas laterais e na meiuca; e com a bola, partir para o ataque com velocidade e explorando ao máximo os lados de campo é o caminho para chegar ao gol tricoflor.

É natural o estranhamento de ver o Adilson sendo mais ousado, depois de tanto insistir com formações com mais defensores, justo em um clássico decisivo. E a razão deve ser justamente essa: o campeonato começa efetivamente agora e vencer, pela primeira vez é realmente indispensável. Mais que a escrita diante de um freguês já tradicional, esse Vasco mais ofensivo precisará também mostrar os motivos de termos a melhor defesa do campeonato. Se conseguirmos isso, as chances de termos do nosso lado a vantagem de um empate no domingo certamente serão enormes.

VASCO X FLUMINENSE
Martín Silva, André Rocha, Luan, Rodrigo e Marlon; Guiñazu, Pedro Ken e Douglas; Reginaldo, Everton Costa e Edmílson. Diego Cavalieri, Bruno, Gum, Elivelton e Carlinhos; Valencia, Diguinho, Jean e Conca; Walter e Fred.
Técnico: Adilson Batista.Técnico: Renato Gaúcho.
Estádio: Arena Maracanã. Data: 27/03/2014. Horário: 21h. Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães.  Assistentes: Eduardo de Souza Couto e Silbert Faria Sisquim.
 O Canal Premiere transmite para seus assinantes de todo o Brasil no sistema Pay-per-view.
O GLOBOESPORTE.COM acompanha o confronto em Tempo Real, com vídeos.

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E as últimas dos pretendentes ao cargo de presidente do Vasco?

Integrante da chapa de Roberto Monteiro utilizou rede social para captar sócios em débito. Apesar do que postou no seu perfil – “caso algum sócio PROPRIETÁRIO, que esteja em débito com o VASCO, e tenham o interesse de ficar apto (sic) a votar, na chapa a qual sou integrante (…) entre em contato” – Eduardo Cassiano, conselheiro do clube, ex-diretor de patrimônio e membro da chapa Identidade Vasco, nega que a convocação tenha relação com o mensalão. Monteiro, como não poderia deixar de ser, nega qualquer envolvimento na história e alega não saber de nada.

E depois de ver seus correligionários reclamando que o Vasco estaria “vendido para empresários” desde que foi substituído pelo Dinamite na presidência do clube, Eurico Miranda tem sido visto constantemente em companhia de Carlos Leite, o empresário símbolo da atual gestão. Aparentemente, as diferenças entre ambos são coisa do passado (e olha que o primeiro chegou a ser réu em ação movida pelo segundo).

E até Roberto Dinamite, a essa altura do campeonato,  resolve cogitar ser candidato à reeleição. O simancol definitivamente está em falta.

É ou não é pra ficar preocupado com o futuro do clube?

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