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Conselho do Corinthians marca reunião sobre Caixa e Odebrecht

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Antônio Goulart dos Reis, presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, marcou para o próximo dia 30 reunião do órgão com o objetivo de discutir dois assuntos que dominam o clube neste momento. Um é a execução promovida pela Caixa Econômica para antecipar o pagamento da dívida integral, incluindo multa, referente ao financiamento feito por ela junto ao BNDES para bancar parte dos gastos com a construção da arena alvinegra. O outro tema é o acordo fechado com a Odebrecht, que construiu o estádio.

A realização da sessão era pedida por diferentes grupos políticos, a maioria da oposição, que cobram explicações do presidente Andrés Sanchez. Uma das indagações é sobre nos últimos meses a direção ter afirmado que o pagamento das parcelas do financiamento estavam em dia, sendo que depois da execução o cartola admitiu atrasos.

A Caixa, executou a Arena Itaquera S/A, ligada a Odebrecht e Corinthians por meio do fundo que a administra, alegando atraso de seis meses num montante de R$ 33,78 milhões. Em entrevista coletiva na semana passada, Andrés Sanchez afirmou que apenas duas prestações estavam atrasadas, levando-se em conta modelo de pagamento previsto em acordo que ainda não havia sido assinado com a Caixa. O presidente corintiano disse que pelo trato original, a inadimplência poderia ser considerada a partir de abril.

Os conselheiros também querem detalhes do acordo com a construtora, que quitou a dívida com a Odebrecht Engenharia e Construção pelas obras do estádio e equacionou débito com a Odebrecht Participações e Investimentos. No segundo caso, o clube terá que pagar cerca 25% do valor que a empresa tiver que repassar para a Caixa referente a empréstimos feitos para viabilizar o projeto da arena.

Pelo tom adotado pela oposição nos últimos dias, a reunião promete ser quente. Pelo menos parte dos opositores alega que houve falta de transparência e que nem todas as informações corretas foram repassadas aos integrantes do conselho. Andrés não fala com o blog, porém, enviou nota ao UOL Esporte rejeitando as acusações.

Caixa aponta que Arena Itaquera S/A deixou de pagar R$ 33,78 mi em 2019

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De acordo com planilha apresentada pela Caixa na ação em que executa dívida da Arena Itaquera S/A, a empresa, vinculada a Corinthians e Odebrecht por meio de um fundo de investimentos, deixou de pagar R$ 33.786.494,81 em seis prestações entre março e agosto de 2019. A informação foi publicada primeiro pelo “Blog do Paulinho” e confirmada por este blogueiro por meio de documentos que fazem parte do processo.

O demonstrativo anexado à ação de execução do débito integral registra que neste ano foram pagos R$ 13.007.670,27 correspondentes às prestações de janeiro e fevereiro, segundo as contas do banco. A Caixa também anexou o contrato assinado entre ela e a Arena Itaquera referente ao empréstimo de R$ 400 milhões feito por seu intermédio junto ao BNDES. Os advogados da instituição financeira estatal destacaram cláusula que a permite a executar antecipadamente o compromisso. Por isso a execução é no valor de R$ 536.092.853,27.

Em entrevista coletiva na semana passada, Andrés Sanchez afirmou que apenas duas prestações estavam atrasadas, levando-se em conta modelo de pagamento previsto em acordo que ainda não havia sido assinado com a Caixa. O presidente corintiano disse que pelo trato original, a inadimplência poderia ser considerada a partir de abril.

A planilha reproduzida abaixo é a que foi juntada pela Caixa na ação. Ela mostra a situação das parcelas de janeiro a agosto, pelas contas do banco. As prestações marcadas com o número 3 na coluna “EST” são as consideradas pagas. As que aparecem com “1” foram registradas como inadimplentes.

 

 

 

Como mostrou o blog, as diretorias de Caixa e Corinthians já mantiveram contato por telefone em busca de uma solução pacífica para o caso. A ideia é realizar uma reunião até o início da próxima semana.

Corinthians e Caixa se reaproximam por acordo. Juiz defere pedido do banco

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Corinthians e Caixa Econômica Federal iniciaram uma reaproximação com o objetivo de tentarem acordo para a retirada da ação de execução na Justiça na qual o banco cobra dívida de R$ 536.092.853,27 da Arena Itaquera S/A. Conforme apurou o blog, as duas diretorias mantiveram contato por telefone e decidiram agendar uma reunião para negociar.

A data do encontro ainda não foi marcada. A ideia é que ele aconteça até o início da próxima semana. Porém, enquanto isso, a ação segue seu trâmite na Justiça. Em 27 de agosto, o juiz Victorio Giuzio Neto deferiu pedido da Caixa para que a Arena Itaquera fosse notificada para quitar o débito em até três dias. Isso, no entanto, não significa que o caso está encerrado de maneira favorável ao banco. Trata-se de procedimento natural em casos semelhantes.

O clube pode contestar a execução. É isso que vai fazer, por meio de embargos, caso as tratativas por um acordo não avancem. Porém, no Parque São Jorge o clima é de otimismo em relação a um pacto, que incluiria a renegociação da forma de pagamento acordada originalmente. A avaliação no lado alvinegro é de que a Caixa adotou um tom mais ameno, após uma postura agressiva no início do imbróglio. O banco emitiu nota oficial confirmando a execução, mas dizendo estar disposto à conciliação.

Existe também a análise interna de que o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, em sua entrevista coletiva, se controlou para não ser agressivo com a direção da Caixa e, de maneira geral, em relação ao governo de Jair Bolsonaro. Entre dirigentes corintianos existe uma ala que desconfia haver perseguição política.

O contrato executado se refere ao financiamento de R$ 400 milhões feito junto ao BNDES por intermédio da Caixa para cobrir parte dos gastos com a construção do estádio alvinegro. O compromisso foi firmado com a Arena Itaquera S/A, criada para viabilizar a engenharia financeira do projeto. O Arena Fundo de Investimentos Imobiliário, que tem como acionistas Corinthians e Odebrecht, é o dono da empresa executada. Clube e a Odebrecht Participações e Investimentos são citados na ação como intervenientes anuentes.

Como mostrou o blog, a Caixa alega que não foram pagas as prestações de março, abril, maio, junho, julho e agosto. E sustenta que o contrato prevê a antecipação do pagamento integral do débito em caso de inadimplência. Em sua entrevista coletiva na semana passada Andrés admitiu atraso em duas parcelas Isso levando-se em conta acordo que o clube entendia estar valendo, mesmo sem ter sido assinado. Mas, que pelo trato original, a falta de pagamento poderia ser contada desde abril. 

Fim de juros e multa para vazamento. O trato entre Corinthians e Odebrecht

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O acordo fechado entre Odebrecht e Corinthians é dividido em dois documentos e ainda depende de aprovação da assembleia de credores da empresa, que enfrenta uma recuperação judicial. As duas partes estão proibidas de revelar detalhes do compromisso. Se alguém descumprir a cláusula de confidencialidade, será obrigado a pagar multa de R$ 2 milhões num prazo de cinco dias, conforme duas fontes asseguraram ao blog.

A primeira parte do trato diz respeito ao débito do clube com a Odebrecht Engenharia e Construção pelas obras da arena alvinegra. As duas partes concordaram que a partir do acordo uma não deve nada para outra. Para tanto, a empresa deixou de cobrar juros do clube. Além disso, já tinha recebido como parcela do pagamento CIDs (Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento), títulos que quem compra pode usar para pagar parte de impostos com a prefeitura.

Complementando essa fase da composição, o Corinthians fica responsável por pagar o que falta da dívida com a Caixa referente ao financiamento de R$ 400 milhões feito junto ao BNDES por meio dela. Esse é o débito que a Caixa executou. Segundo nota emitida pelo banco, a cobrança é de R$ 536 milhões, mas existe chance de conciliação.

Por sua vez, o Corinthians assinou a aceitação da obra. Isso encerra a discussão sobre trabalhos que a construtora teria deixado de fazer na arena ou que precisariam ser refeitos.

O segundo documento é relativo à dívida corintiana com a Odebrecht Participações e Investimentos, controlada pela Odebrecht S.A, que passa pela recuperação judicial. Esse acordo trata dos empréstimos feitos pela empresa para tocar a obra antes de serem liberados os R$ 400 milhões financiados pelo BNDES e os CIDs.

Para levantar empréstimos junto à Caixa, a Odebrecht Participações e Investimentos emitiu debêntures (títulos de créditos). Eles entraram na recuperação judicial. Ficou combinado que o Corinthians arque com cerca de um quarto do valor devido pelas debêntures. Não dá para saber o número exato. Depende do acordo que a empresa vai conseguir na negociação por meio da Justiça.

Os cálculos iniciais são de que a quantia a ser desembolsada não seja superior a R$ 160 milhões. Porém, as duas partes acreditam que o desconto conseguido pela empresa possa fazer o montante ser reduzido substancialmente.

Apesar de os dois acordos precisam da aprovação da assembleia de credores da empresa, na Odebrecht e no Corinthians há otimismo em relação ao sinal verde. Em tese, os credores poderiam alegar que não concordam com o perdão dos juros, por exemplo, pois eles deixariam de receber o dinheiro. Por outro lado, o trato pode ser visto como melhor do que uma eventual disputa na Justiça entre construtora e clube.

Por meio de suas assessorias de imprensa, Odebrecht e Corinthians informaram ao blog que não comentariam detalhes do acordo por conta da cláusula de confidencialidade.

Caixa afirma que cobra R$ 536 mi da Arena Itaquera e admite conciliação

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A Caixa Econômica Federal se pronunciou nesta sexta (13) sobre ter executado dívida referente ao financiamento junto ao BNDES para bancar parte da construção da Arena Corinthians. Em comunicado oficial, o banco afirmou que o débito cobrado é de R$ 536 milhões. Disse também que está disposto a um acordo.

“A CAIXA informa que ajuizou, em 22 de agosto de 2019, a execução de R$ 536 milhões contra a Arena Itaquera S/A em razão do vencimento antecipado da dívida, decorrente da inadimplência contratual”, diz a nota. “A CAIXA informa que está disposta à conciliação”, completa o banco. A Arena Itaquera é a empresa criada para viabilizar a construção do estádio corintiano. Ela é controlada pelo fundo formado por Odebrecht e Corinthians.

Odebrecht confirma assinatura de documento para solucionar dívida de arena

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Com Rodrigo Mattos, do UOL, em São Paulo

Em nota oficial, a Odebrecht se pronunciou sobre o acordo com o Corinthians para equacionar as pendências entre as partes em relação à construção do estádio do clube. O trato foi anunciado nesta sexta (13) pelo presidente Andrés Sanchez. A construtora “confirma que assinou um memorando de entendimentos “para solucionar as dívidas do projeto arena”.

Alegando cláusula de confidencialidade, a empresa não informa os detalhes pactuados. O valor final a ser pago pela agremiação vai depender da recuperação judicial enfrentada pela Odebrecht. Conforme apurou a reportagem, a quantia pode chegar a R$ 160 milhões. Porém, a expectativa dos cartolas é de um gasto bem inferior.

São dois acordos. Um relativo à dívida pela obra e outro referente aos empréstimos feitos pela companhia para tocar o projeto antes que os R$ 400 milhões financiados pelo BNDES por meio da  Caixa fossem liberados.

Abaixo, leia nota oficial enviada ao blog pela Odebrecht.

“A Odebrecht confirma que assinou um memorando de entendimentos com o Sport Club Corinthians Paulista que define os termos para solucionar as dívidas do projeto Arena junto à Odebrecht Participações e Investimentos, empresa controlada pela Odebrecht S.A.

Também foi assinado um termo entre a Odebrecht Engenharia e Construção (OEC) e o Sport Club Corinthians Paulista, que resulta em quitação mútua entre as partes para a construção da Arena.

Os termos destes acordos são protegidos por cláusula de confidencialidade”

 

Cartolas corintianos suspeitam de perseguição política em caso da Caixa

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Pelo menos parte da diretoria do Corinthians vê perseguição política da Caixa Econômica Federal na decisão de executar dívida de cerca de R$ 500 milhões referente ao financiamento junto ao BNDES intermediado pelo banco para o clube bancar parcela da construção de seu estádio. Nos bastidores, os cartolas alinham uma sequência de fatos que teriam provocado antipatia do atual governo com o alvinegro para justificar a tese.

Em entrevista à “Folha de S.Paulo”, Pedro Guimarães, presidente da Caixa, empresa estatal, negou que a medida seja algum tipo de retaliação. “Não tem perseguição nenhuma. Isso serve para qualquer caso, qualquer cliente. De maneira natural e tranquila, inclusive seguindo os ritos jurídicos”, afirmou o executivo.

O primeiro argumento dos cartolas corintianos é a ligação de Lula com a arena Corinthians e com o presidente do clube, Andrés Sanchez, ex-deputado federal pelo PT. O dirigente alvinegro aponta participação ativa do ex-presidente para tirar o projeto do papel agindo com o objetivo de convencer a Odebrecht da viabilidade do projeto. Além disso, a decisão da Caixa de intermediar o repasse de 400 milhões do BNDES para o clube pagar parte das despesas da construção do estádio foi tomada durante governo petista.

Atacar a arena seria uma forma de atingir Lula, desafeto do governo Jair Bolsonaro, segundo a ala desconfiada dos cartolas corintianos. A teoria conspiratória segue com declarações ofensivas de Paulo Guedes, ministro da economia, contra a arena corintiana, em um seminário em março, em São Paulo. “No Brasil é ao contrário, os recursos estão no topo. Então, se o presidente é Corinthians, surge o estádio do Corinthians. Ninguém consegue pagar aquilo lá [a Arena Corinthians]”, disse o ministro na ocasião. Ele também afirmou que “o Corinthians começa a ganhar Campeonato Brasileiro, porque todo jogo tem um pênalti roubado lá a favor deles”. Guedes foi quem escolheu Guimarães para presidir a Caixa.

Na ocasião, grande parte da plateia riu e as declarações passaram como piadas. O clube emitiu nota de repúdio. Afirmou que o ministro foi insensível em relação ao esforço da agremiação para erguer seu estádio e que suas ironias ofenderam mais de 33 milhões de brasileiros corintianos e, parte deles, eleitores de Bolsonaro.

Outro episódio citado no clube como fator de irritação do governo é decisão da agremiação de se manifestar no aniversário de 55 anos do golpe militar. O alvinegro fez referências à democracia em suas redes sociais e também na arena.

Em meio às queimadas na Amazônia, o clube se posicionou contra os incêndios nas redes sociais com vídeo em que o escudo do clube pegava fogo na parte do mapa do Brasil em que fica a região afetada. Naquele momento, Bolsonaro era massacrado internacionalmente por suas declarações sobre o assunto. Para a ala da direção corintiana que suspeita de retaliação, isso também incomodou.

Na cúpula corintiana, há o entendimento de que o governo ficou extremamente irritado pelo fato de Andrés ter convidado recentemente para assistir a jogos em seu camarote o torcedor que xingou Bolsonaro e foi detido por PMs em seguida.

Até uma brincadeira feita por Bolsonaro ao conversar com um torcedor entrou no pacote. Na ocasião o presidente disse:  “Oposição é o Corinthians. Pode ficar tranquilo, pessoal do Corinthians, não vamos tomar o Itaquerão não, tá ok?”.

Para completar o cenário de desconfiança, os que sustentam a tese da perseguição afirmam que a Caixa mudou a abruptamente de postura, já que uma longa negociação para o mudar a forma de pagamento vinha sendo tocada. A relação entre as partes era considerada amistosa. Para a diretoria alvinegra não se justifica executar a dívida sendo que pagamentos vinham sendo feitos, segundo os corintianos.

O problema é que o Corinthians alterou a forma de pagamento conforme previa o acordo, antes mesmo de ele ser assinado. O clube passou a considerar que deveria pagar  R$ 6 milhões por mês de março a outubro e R$ 2,5 milhões mensais entre novembro e fevereiro. Por sua vez a Caixa alega inadimplência, por isso notificou o clube sobre sua decisão pela execução.

Como mostrou o blog, na notificação, o banco admite que houve tratativas avançadas, mas alega que o acordo não foi fechado por falta de documentação que deveria ser entregue pelo fundo responsável pela casa corintiana.

 

Contra ‘juros altos’, Andrés fala em recuperação judicial de fundo da arena

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Em reunião do Conselho Deliberativo do Corinthians na última segunda (12), Andrés Sanchez cogitou o pedido de recuperação judicial do fundo que controla o estádio do clube caso não haja um acordo com a Caixa Econômica Federal para a redução dos juros cobrados no financiamento feito junto ao BNDES para permitir a construção da casa alvinegra.

De acordo com três conselheiros ouvidos pelo blog, Andrés disse que sua próxima meta é negociar com o banco a redução dos juros. Em seguida, afirmou que uma possibilidade, caso a diminuição da taxa não aconteça, é o fundo pedir a recuperação judicial. O presidente corintiano não fala com este blogueiro, por isso foi impossível ouvi-lo sobre o tema.

Porém, aliado do dirigente afirmou que Sanchez apenas quis mostrar um dos argumentos que têm para tentar convencer a Caixa a fazer um pacto, mas que não existe a mínima intenção de fazer o pedido. Seria apenas uma maneira de dizer ao banco que o fundo não teria condições de continuar honrando seus compromissos sem o acerto por juros menores.

Vale lembrar que a decisão não poderia ser tomada só pelo Corinthians, já que a Odebrecht também é cotista do Arena Fundo de Investimento, assim como a empresa Arena Itaquera, criada especificamente para a operação envolvendo a arena. O pedido de recuperação judicial acontece quando uma empresa não consegue pagar suas dívidas e recorre à Justiça para buscar sua reorganização com o objetivo de evitar a decretação de falência.

Para viabilizar a construção do estádio, Corinthians e Odebrecht buscaram a Caixa como intermediária para levantar um financiamento de R$ 400 milhões no BNDES, parte interessada num eventual acordo. Apesar de se queixar das taxas de juros, a diretoria corintiana alega que está em dia com suas obrigações.

Na mesma reunião em que ventilou o pedido de recuperação judicial, Andrés afirmou que fechou com a Odebrecht um acordo para reduzir a dívida do Corinthians com ela e que o trato será oficializado em breve. Procurada pelo blog a construtora afirmou que “reforça que continua mantendo conversas construtivas com o clube em busca de uma solução que atenda à expectativa de ambas as partes’.

Oposição corintiana se movimenta para cobrar ação contra Odebrecht

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Conselheiros de grupos oposicionistas do Corinthians recolhem assinaturas para tentar marcar reunião extraordinária do Conselho Deliberativo com o objetivo de emitir uma posição oficial do órgão sobre eventual ação contra a Odebrecht. A discussão se refere a supostas irregularidades que teriam sido cometidas durante a construção da arena alvinegra e também a obras que a construtora teria deixado de fazer ou executado de maneira incorreta, de acordo com resultado de auditoria encomendada pelo clube.

São necessárias 50 assinaturas de membros do conselho para que a sessão seja marcada. Caso ela aconteça e a maioria decida que o clube deve acionar a empresa, o resultado será enviado para a diretoria. O entendimento desses conselheiros é de que só a direção, sob orientação do presidente Andrés Sanchez, pode tomar a decisão de acionar ou não a construtora. Porém, a aprovação deixaria o cartola pressionado politicamente.

Odebrecht e Andrés sempre negaram terem sido cometidas irregularidades no projeto da casa própria corintiana. A construtora também nunca reconheceu  o resultado da auditoria. E afirma que deixou de fazer parte das obras por conta de um estouro no orçamento, mas em acordo com o Corinthians. Alega ainda que respeitou rigorosamente o contrato.

Trecho do requerimento que está sendo assinado diz que ação, se concretizada, visaria a “apuração de eventuais ilícitos cometidos na construção da Arena Corinthians, bem como pendências sobre obras inacabadas e com defeitos”.

O documento não cita quais seriam os supostos ilícitos, porém, recentemente, como mostrou o blog, conselheiros do grupo de oposição Frente Liberdade Corintiana foram à Justiça Federal para tentar tirar o sigilo de um inquérito no qual ao menos um dirigente corintiano estaria sendo investigado por supostamente receber dinheiro da Odebrecht em esquema de caixa 2.

A medida foi tomada depois de o jornal “O Estado de S.Paulo” publicar reportagem apontando o envolvimento de André Luiz de Oliveira, diretor administrativo do Corinthians e homem de confiança do presidente Andrés Sanchez, no caso. A acusação é relacionada à campanha do agora novamente presidente do Corinthians a deputado federal.

O advogado de André, Júlio Clímaco, nega que seu cliente tenha recebido valores da Odebrecht e cometido irregularidades. Andrés não fala com o blog, mas afirma publicamente não ter existido caixa 2 em sua campanha e nem falcatruas envolvendo a construção do estádio.

Outro trecho do requerimento diz que o pedido “fundamenta-se no que foi deliberado em reunião desse conselho no dia 4 de fevereiro de 2019 tendo transcorrido o prazo de três meses acordado com o diretor presidente da diretoria do Sport Club Corinthians Paulista para tentar uma solução amigável junto à construtora. Caso seja aprovada a proposta (de ir à Justiça), esta servirá de posição oficial do Conselho Deliberativo, a fim de ser remetida à diretoria para a devida análise dentro de seu poder discricionário”.

Em fevereiro, Andrés afirmou em encontro do órgão que estava perto de fechar um acordo com Odebrecht e Caixa sobre eventuais pendências. O trato evitaria o risco de uma longa disputa judicial.

A discussão no conselho deliberativo sobre o acionar a construtora na Justiça é antiga, assim como a pressão de conselheiros para que a diretoria tome esse caminho.

Cartolas corintianos ligados a caixa 2? Oposição vai à Justiça para saber

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Conselheiros do grupo oposicionista Frente Liberdade Corintiana apresentaram nesta sexta (10) na Justiça Federal de São Paulo requerimento para levantar (retirar) o sigilo de inquérito no qual pelo menos um dirigente do Corinthians estaria sendo investigado por receber dinheiro de caixa 2 da Odebrecht.

O pedido é uma reação à reportagem do jornal “O Estado de S.Paulo” apontando o envolvimento de André Luiz de Olvieria, diretor administrativo corintiano e braço direito do presidente Andrés Sanchez, no caso.

A matéria diz que gravações de conversas telefônicas que teriam sido entregues por um doleiro à Polícia Federal indicam que André Negão, como é conhecido o cartola, teria combinado o recebimento de dinheiro suspeito. A quantia faria parte de um esquema de caixa 2 para a campanha de Andrés, eleito deputado federal pelo PT. Os dois dirigentes negam terem cometido irregularidades.

“No inquérito que apura o caixa 2 referido, não consta nenhuma gravação dessa ordem. Meu cliente nega qualquer envolvimento nesses fatos de recebimento de valores por parte da Odebrecht. Inclusive já prestou esclarecimentos a respeito no inquérito próprio. Acredito que as gravações estejam totalmente fora de contexto”, disse ao blog Julio Clímaco, advogado criminalista responsável pela defesa de André no caso.

Os conselheiros pedem para, na hipótese de a Justiça entender que não deve levantar o sigilo, terem acesso aos autos com o compromisso de não divulgarem as informações.

Entre outros motivos, o grupo alega que é dever estatutário dos conselheiros zelar pelos interesses do clube e por isso precisam confirmar se informações divulgadas pela imprensa são verídicas.