Arquivo da categoria: Odir Recomenda

Este blog dará uma parada

Leia o post original por Odir Cunha

A falta de tempo para dar a atenção que o leitor e a leitora merecem e o cuidado redobrado com as minhas intervenções, agora que faço parte da direção do Santos Futebol Clube, me levaram a decidir pela interrupção do blog.

Creio que nem preciso ressaltar a tristeza deste “até logo”, pois em pouco mais de oito anos este espaço cresceu ao ponto de já receber 161.474 comentários, além de 2.607 posts, tornando-se o blog de um time de futebol com mais comentários no Brasil.

Entre as muitas parcerias que tivemos, foi com sua ajuda, leitor e leitora, que empreendemos a campanha que resultou na Unificação dos Títulos Brasileiros. Sempre serei grato pela mobilização dos santistas para alcançar o objetivo que muitos consideravam utópico.

Quem quiser ler algum texto meu, sugiro que acompanhe o site oficial do Santos, na seção História, sub-capítuloo Artigos.

Clique aqui para ler a apresentação de Atlético/PR e Santos

Um dia espero voltar ao blog e aos livros. Agora vamos tentar colocar o Santos nos trilhos.

Fortes abraços!


Sócio pagará menos

Leia o post original por Odir Cunha

A seguir, o texto enviado pela assessoria de imprensa do Santos:

A partida entre Santos FC x Vitória, marcada para o dia 3 de junho na Vila Belmiro, inaugura a nova política de preços do Santos FC para o programa Sócio Rei. A partir deste jogo, os associados das categorias Black, Gold e Silver passarão a ter descontos superiores ao da meia entrada. Na próxima partida, por exemplo, o desconto será de até 75% sobre o valor inteiro e poderá chegar a R$10,00. O movimento do Clube é de estímulo para o maior comparecimento dos sócios aos jogos, além de incentivar o aumento do número de associados.

– Temos trabalhado muito para valorizar cada vez mais nosso programa de sócios. Ouvíamos a demanda por essa valorização e concordávamos com ela. Mas precisávamos estudar o quê e como era possível fazer. Vamos continuar atentos para novas implementações nesse sentido, declarou o Presidente José Carlos Peres.

Para Marcelo Frazão, Executivo de Marketing do Clube, este é o primeiro passo no aprimoramento do programa Sócio Rei. Com essa nova política de descontos retribuiremos ao sócio o seu engajamento e investimento no clube, aumentando o valor percebido na associação e consequentemente a atratividade do programa. Além da oferta de ingressos mais atrativos para os sócios, estamos trabalhando em outras melhorias necessárias que implementaremos a partir do primeiro jogo pós Copa do Mundo”.

Preços para Santos FC x Vitória (3 de junho, 16h – Vila Belmiro):

Arquibancada Superior:
– Inteira: R$ 40,00
– Meia-Entrada e Torcedor TOP: R$ 20,00
– Sócio Rei Black/Gold/Silver: R$ 10,00

Cadeira Térrea:
– Inteira: R$ 60,00
– Meia-Entrada e Torcedor TOP: R$ 30,00
– Sócio Rei Black/Gold/Silver: R$ 15,00

Cadeira Fundo:
– Inteira: R$ 80,00
– Meia-Entrada e Torcedor TOP: R$ 40,00
– Sócio Rei Black/Gold/Silver: R$ 20,00

Cadeira Lateral:
– Inteira: R$ 100,00
– Meia-Entrada e Torcedor TOP: R$ 50,00
– Sócio Rei Black/Gold/Silver: R$ 25,00

Arquibancada Visitante:
– Inteira: R$ 40,00
– Meia-Entrada: 20,00

Abertura da venda exclusiva/prioritária para categorias Black, Gold, Silver: 4ª feira (30 de maio) às 10h;

Abertura da venda para os Torcedores Oficiais (TOP): 4ª feira (30 de maio) às 10h;

Abertura da venda para não sócios para WEB: 5ª feira (31 de maio, feriado), às 10h;

Abertura da venda na bilheterias da Vila Belmiro, do Pacaembu e nos demais Pontos de Vendas autorizados: 5ª feira (31 de maio, feriado), às 10h;

+ Venda para Sócios (clique aqui) / Vendas para não Sócios (clique aqui) +

Venda nas bilheterias e demais Postos de Vendas (PDVs)

– Vila Belmiro (Santos – Rua Princesa Isabel, s/n – Guichês da bilheteria principal, perto da Portaria 6 e dos Portões 7/8): quinta a sábado, das 10h às 18h. No dia do jogo (domingo, 03), das 10h até o término do 1º tempo da partida, caso não se esgotem antes disso.

– Pacaembu (São Paulo – Praça Charles Miller, s/n – Bilheteria principal, perto do portão principal): quinta a domingo, das 11h às 17h.

Baixada Santista

– Quiosque Compre Ingressos/Redegol (Santos) – Rua Euclides da Cunha, 21, Gonzaga, loja 22 – Shopping Miramar, 2º piso): quinta, das 15h às 21h; sexta e sábado, das 10h às 18h e domingo, das 15 às 19h.
– Alexi Calçados (Santos) – Av. Ana Costa, 549 – Shopping Parque Balneário, loja 51, térreo: quinta, das 13h30 às 20h30; sexta e sábado, das 10h às 21h e domingo, das 13 às 19h.
– Pepino Esportes do Super Centro Boqueirão (Santos) – Rua Oswaldo Cruz, loja 66/95 (tel. 3233-8850): sexta a sábado, das 9h às 20h. Domingo não abre.
– Empório Brasil Esportes (São Vicente) – Rua Jacob Emmerick, 448, Centro (tel. 3467-5298): sexta a sábado, das 9h às 19h. Domingo não abre.

São Paulo

– Cabine 765 (São Paulo) – Rua Marquês de Itu, 765, Vila Buarque: sexta a sábado, das 11h às 18h.
– Pharmacia & Cia (São Paulo) – Rua Tucuna, 302, Pompeia: quinta a sábado, das 10h às 19h.
– Art Drink’s (São Paulo) – Av. Julio Buono, 2122, Vila Gustavo: quinta a domingo, das 12h às 19h.

Guarulhos

– Santos Store (Guarulhos) – Shopping Internacional de Guarulhos – Rodovia Presidente Dutra, s/n (tel. 11 2414-3098): sexta a sábado, das 10h às 20h.

Diadema

– Palombo Sports (Diadema) – Rua Isaurino Lopes da Silva 39, Centro: sexta a sábado, das 9h às 19h.

Acompanhante de Sócio

Será permitida ao sócio a compra para somente um acompanhante para esse jogo, tanto pelo site, quanto no acesso ao Estádio batendo a carteirinha (se restarem ingressos para o dia do jogo), nas arquibancadas superiores (Portões 1/2, 17, 7/8, 24), na cadeira térrea lateral (Portão 26) e na cadeira coberta de fundo (Portão 22). O acompanhante pagará o mesmo valor que o sócio, no setor escolhido. Não será permitida ao sócio proprietário de cadeira cativa ou especial a compra para acompanhante.

Donos de cadeira e camarotes
Sócios donos de cadeira e camarotes não precisam reservar ingresso.

Crianças
Não há ingresso gratuito para acesso ao estádio. Criança, independente da idade, deve portar o cartão de associado ou o ingresso da partida para entrar no estádio.

Meia entrada
A meia entrada pode ser comprada por estudantes, professores da rede pública estadual e das redes municipais de ensino e idosos (com idade igual ou acima de 60 anos), desde que apresentem os devidos documentos de identificação, tanto na compra quanto ao entrar no estádio.

Secretaria Social do Santos FC
Responsável pelo atendimento ao associado do Clube. Expediente: quarta-feira (30), das 10h às 18h, e na sexta-feira (1/6), das 10h às 17h. No dia do jogo, funcionará a partir das 10h até o término do 1º tempo da partida. Contato pelo e-mail social@santosfc.com.br ou pelo tel: (13) 3257-4000, opção 2.

CAT (Centro de Atendimento ao Torcedor)
O não sócio conta com atendimento não-presencial pelo e-mail cat@redegol.com ou pelo tel. (13) 2191-0000. O expediente telefônico é realizado de segunda a sexta, das 11h até 19h. No portal http://santosfc.redegol.com também é possível buscar informações gerais e esclarecer dúvidas. No dia do jogo, o atendimento presencial pelo CAT (Centro de Atendimento ao Torcedor) será realizado na Ouvidoria, próxima ao Portão 7/8, com início 4 horas antes do jogo.

Pessoas com Deficiência (PCD)
Em número limitado a 40, farão jus ao benefício do pagamento de meia-entrada e, portanto, deverão adquirir ingresso de meia-entrada do setor disponibilizado para as Pessoas com Deficiência (PCDs), inclusive para seu acompanhante, conforme previsto na Lei nº 12.933 de 26/dezembro/2013, parágrafo 8º, Pessoa com Deficiência (PCD). No dia do jogo, a venda de ingressos será feita no guichê 12 do portão 1/2, da Rua D. Pedro. Acesso ao Estádio pelo Portão 3.

Pessoas com Mobilidade Reduzida (PMR)
Em número limitado a 128, Pessoas com Mobilidade Reduzida (PMR), portando, por exemplo, muletas, bengalas ou similares, terão acesso ao setor destinado a essas pessoas e deverão adquirir ingresso, do setor disponibilizado

Cadastro de torcedores
Em atendimento à Lei 14.590, que prevê identificação dos frequentadores de partidas de futebol, o Santos FC está realizando o cadastro dos torcedores no momento da compra.

Clique aqui e fique sócio do Santos agora mesmo!

E você, o que acha disso?


Santos não merecia perder

Leia o post original por Odir Cunha


Cheque os melhores momentos e confira se o Santos merecia perder

eu e Marcos Eu e meu irmão Marcos: vendo o mesmo jogo, 50 anos depois.

Em outubro de 1968 eu e meu irmão Marcos fomos ao estádio pela primeira vez. Eu tinha 16, ele 12. Fomos ao Morumbi ver o Santos de Pelé contra o Cruzeiro de Tostão, dois dos melhores times do mundo. O Santos venceu por 2 a 0 e caminhou para o seu sexto título brasileiro. Eu e meu irmão guardamos na memória as imagens daquele confronto fantástico. Ontem fiz questão de levá-lo ao Pacaembu para comemorarmos o cinquentenário de nossa primeira vez, vendo o mesmo jogo, agora em uma época em que o futebol brasileiro já não domina o mundo.

Ponderado, Marcos achou que o jogo poderia pender para um lado ou para o outro, dependendo do aproveitamento das oportunidades. O Santos teve, no mínimo, três chances muito boas: com Gabriel, que penetrou sozinho e mostrou mais uma vez que não sabe chutar com o pé direito; com Bruno Henrique, que também arrancou livre na sua primeira jogada ao entrar no segundo tempo; e com o mesmo Bruno Henrique, ao corajosamente enfiar a cabeça quase na chuteira do adversário e jogar a bola rente à trave.

No todo, o Cruzeiro é um time mais bem postado, que toca melhor a bola, mas o Santos parecia querer um pouquinho mais a vitória. Tanto, que Jair Ventura tirou Diego Pituca, o que melhor marcava no meio campo, para colocar Bruno Henrique. Aí ele decidiu ir para o tudo ou nada e o pontinho do empate virou nada. A lógica seria tirar Rodrygo, muito errático desde que surgiu o interesse do Barcelona.

Nas duas últimas partidas o garoto não foi nem sombra do que pode ser. É compreensível. A possibilidade de se tornar um milionário da noite para o dia, além de jogar em um grande europeu, deve mexer com a cabeça de qualquer um. Porém, espero que as pessoas que o cercam tenham a calma e a sabedoria de orientá-lo a, antes de tudo, voltar a jogar um bom futebol vestindo a camisa do Santos, o que tem deixado de fazer.

Com Pituca o Santos manteria o meio campo mais sólido e provavelmente sairia ao menos com o empate. Jair foi ousado, mas a ousadia custou caro. Em um escanteio, a bola foi ralada para trás e um cruzeirense saltou às costas de Dodô para fazer o único gol da partida. O Santos ainda tentou o empate até o final, em vão. Não é a quantidade de atacantes que torna uma equipe mais ofensiva. Já escrevi sobre isso dias atrás.

De qualquer forma, no todo o Santos foi bem e não merecia sair derrotado do Pacaembu que, mesmo com a falta de combustível na cidade, recebeu mais de 10 mil pessoas. Voltei com o pessoal no metrô e o pai de uma família santista veio me cobrar, dizendo que assim não dá e tenho de fazer alguma coisa, pois faço parte da diretoria. Não deu tempo de explicar a ele que não decido sobre o futebol, mas tudo bem. Reconheço a tristeza do torcedor, pois eu e o Marcos também fomos embora de cabeça inchada. O torcedor comum, como eu próprio, sempre me respeitou, como eu o respeito. Só os paus mandados que perderam suas boquinhas ou que querem privilégios é que armam arapucas contra nós, geralmente após as derrotas.

Derrotas que fazem parte e que devem ser recebidas sem medo. São lições a serem aprendidas. Um dia o técnico trocará um jogador do meio por um atacante, este fará o gol da vitória e sairemos radiantes com a genialidade do nosso professor. Assim é o mundo emocionante, instável e às vezes amargo do futebol. O importante, porém, é que dias melhores virão e o Santos, todos nós sabemos, jamais cairá.

Sei que ver o Santos perder dá vontade de xingar meio mundo, mandar muitos para aquele lugar, soltar o verbo. Mas não apele para palavras de baixo calão neste blog, ou será sua última participação entre nós. Abraço!

E você, o que acha disso?


Que não falte combustível

Leia o post original por Odir Cunha

Meus amigos e minhas amigas, todo mundo sabe que está faltando combustível. Não falo do Brasil, falo do Santos. Pois todo mundo também sabe que o combustível de um time vem da arquibancada. É de lá que, como e onde estivesse, partiu o gás que embalou o querido Alvinegro Praiano para vitórias às vezes improváveis. Espero que nesse domingo, a partir das 16 horas, assistamos outro fenômeno igual.

Vi um Santos com meia equipe de reservas bater o São Paulo, campeão brasileiro de 1977, em pleno Morumbi, e levantar o título paulista de 1978; vi Giovanni & Cia enfiarem 5 a 2 no Fluminense, até então a defesa menos vazada do Brasileiro, em um Pacaembu enlouquecido; vi um bando de Meninos derrotar duas vezes o Corinthians, no Morumbi, e levantar o caneco de 2002.

Aos santistas que dizem que só voltarão aos estádios quando o Santos tiver um time forte, repleto de craques consagrados, que jogue bonito e vença quase todos os jogos, eu só posso dizer: “Aí é fácil”, ou, como diria o português em uma piada que não posso contar, “aí até eu”. Pois o momento que separa os homens dos meninos é agora.

Digo, com convicção, que esse jovem Santos joga melhor, com mais amor e empolgação, quando tem um bom público a animá-lo. Foi assim contra o Corinthians, o Palmeiras e o Nacional do Uruguai. Será assim contra o Cruzeiro, eu boto fé e espero que muitos outros santistas tenham a mesma confiança.

Com a volta de Bruno Henrique, tudo indica que o Santos jogará com Vanderlei, Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Dodô; Yuri (ou Pituca), Jean Mota (ou Léo Cittadini) e Rodrygo; Gabriel, Bruno Henrique e Eduardo Sasha.

O Cruzeiro, também com desfalques, deverá começar a partida com Fábio; Lucas Romero (ou Edílson), Léo, Dedé e Egídio; Henrique e Lucas Silva; Robinho, Thiago Neves e Rafael Sobis (ou Bruno Silva); Sassá.

Já falei que o primeiro jogo que assisti em estádio, no caso o Morumbi, foi um Santos 2, Cruzeiro 0, em 13 de outubro de 1968. De um lado, Pelé, Carlos Alberto, Clodoaldo, Edu, Toninho; do outro, Tostão, Dirceu Lopes, Piazza, Natal… Cerca de 29.500 torcedores foram ver aquela partida dos tempos em que o futebol praticado pelos times brasileiros era mesmo o melhor do mundo.
Não podemos esperar a mesma qualidade de outrora no clássico desse domingo, mas podemos fazer a nossa parte e incentivar nossos Meninos, alguns deles de grande técnica e enorme potencial.

Que os adversários torçam pelo insucesso do Glorioso Alvinegro Praiano é compreensível, pois a cada vez que entra em campo o Santos os faz lembrar de longos períodos de vexames e coadjuvância. Porém, ao menos nós, santistas, temos de estar ao lado do nosso time nessa penosa batalha para voltar a reinar no futebol. Nos vemos no Pacaembu.

E você, o que acha disso?


Jogo vale a liderança

Leia o post original por Odir Cunha


Em Cusco, no Peru, foi assim. O Santos dará o troco na Vila Belmiro?

Todas as áreas do Santos mostram evolução desde a entrada da nova gestão, com a exceção da mais importante para o torcedor, que é a performance do time de futebol masculino. Sei muito bem que não adianta equalizar as dívidas, aumentar o número de sócios, de embaixadas e escolinhas Meninos da Vila, crescer os valores do patrocínio e a visibilidade na tevê, se o time não render o esperado. Santistas são exigentes e isso faz parte de nossa cultura. Mas, às vezes, precisamos nos dedicar mais ao clube antes de sair por aí criticando tudo e todos.

A partida contra o venezuelano Real Garcilaso, nesta quinta-feira, às 19h15, na Vila Belmiro, vale a liderança do Grupo F da Libertadores, o que dará alguma vantagem para o Santos nas fases seguintes da competição. É a grande oportunidade de mostrar a nós mesmos que, acima de tudo, continuamos amando o Santos e queremos ver o seu sucesso.

A hora é de empurrar o Glorioso Alvinegro Praiano. No jogo de ida o time de Cusco, no Peru, mais acostumado ao ar rarefeito da altitude, venceu por 2 a 0. Vamos ver como eles se saem ao nível do mar. Garanto que o jogo será muito mais equilibrado, com maiores possibilidades de uma vitória santista.

Nossos jogadores, nosso técnico e nossa comissão técnica têm todo o apoio para desenvolver o melhor trabalho pelo Santos e estou confiante de que farão isso nessa quinta-feira. Quanto ao meia que todos pedem, e com razão, posso dizer que ele virá, e será dos melhores.

Acreditemos e empurremos o Santos para mais uma importante vitória! Quero ver todos vocês na Vila Belmiro. Ao menos os que moram mais perto de Santos. O lugar para se ouvir o grito do torcedor é no estádio, não pelo teclado frio e mudo do computador. Até lá!

Posso contar com a sua presença?


Visão diferente, mesmo amor

Leia o post original por Odir Cunha

Hoje tenho uma visão diferente do Santos da que eu tinha quando era apenas torcedor, ou jornalista, pois vejo o clube por dentro. Sei das mazelas herdadas, dos problemas quase crônicos, dos obstáculos aparentemente insuperáveis. Então, posso vibrar como em um gol decisivo quando sou informado de que conseguimos pagar uma grande dívida ou resolvemos uma antiga questão trabalhista. Fazer parte de uma gestão nos torna um torcedor mais intenso. Enxergamos, e sofremos, além do presente.

Não que eu não sofra como o mais fanático dos torcedores diante de um jogo dramático e, pior ainda, de uma derrota. Mas sei que os piores revezes ocorrem nos escritórios frios dos credores. Hoje sei como clubes de enorme tradição, com Guarani e Portuguesa, foram ao fundo do poço e ainda não regressaram de lá. O torcedor costuma olhar só para o futebol e não vê o que muito dirigente faz por baixo dos panos. Quando percebe o mal, este não pode mais ser reparado.

Então, se eu já tinha de ser controlado como jornalista, pois não podia gritar na tribuna de imprensa diante de um gol do Santos, por exemplo, hoje, como dirigente, sei muito bem quais são as prioridades do clube. E elas nos obrigam a preparar o caminho para os dirigentes santistas que virão. Não queremos, de forma alguma, que o Santos volte à situação em que o encontramos. Chega de deixar um clube arrasado para os gestores seguintes. Isso não é ético e nem honesto.

O vídeo deste blog é de um jogo do Campeonato Paulista de 1988, que eu gravei no videocassete e assisti até quase perder a cor. É que o Santos perdia quase todas naquela época e essa vitória, sobre o forte São Paulo de Raí, foi um alegre oásis de felicidade que eu bebi até a última gota. Naquele ano o Santos nem chegou ao quadrangular final do campeonato, mérito que times menores, como São José e Bragantino, conseguiram.

Eram tempos muito difíceis em campo, mas fora dele o torcedor santista se mostrava bem mais companheiro do time. O último título comemorado tinha sido o Paulista de 1984 e o seguinte viria só em 1997, com o Torneio Rio-São Paulo, mas aqueles torcedores, para os quais tiro o chapéu, realmente seguiam o Glorioso Alvinegro Praiano onde e como ele estivesse.

Antevendo um resultado ruim neste Sansão no Morumbi, alguns santistas disseram que vão fazer outra coisa no domingo, para não sofrer. Bem, cada um faça o que quiser, mas como alguns torcedores podem pedir garra e ânimo ao time se eles próprios não os têm? Sim, falta um meia, faltam mais alguns jogadores, que deverão vir em julho, mas, até lá, que tal se fôssemos apenas torcedores, como aqueles que estavam no Morumbi em 1988?

E você, o que acha disso?


Prioridades

Leia o post original por Odir Cunha

Na campanha que o levou ao vice-campeonato brasileiro de 2007, o Santos fez um jogo emocionante contra o Paraná, em Curitiba. Reveja os melhores lances:

Uma bela surpresa aos jogadores e ao técnico do Santos

Na festa de lançamento da Embaixada do Santos na área metropolitana de Campinas, ontem, em conversa com alguns santistas falei da necessidade urgente de o clube quitar nova dívida de 2,5 milhões de euros, ou 10 milhões de reais, desta vez pelo passe do zagueiro Cléber, que já veio do Hamburgo com problemas no joelho, e comentei que para o torcedor mais vale uma vitória contra um rival do que saldar uma dívida de 10, 20 milhões de reais. Todos concordaram.

Essa ansiedade de ver o time vencer, sempre, é que faz o torcedor pressionar a direção do clube para contratar jogadores às pressas. Essa é uma fórmula que aumenta enormemente as despesas e raramente melhora a eficácia. Nas histórias das grandes crises do futebol brasileiro há sempre um número imenso de contratações. Digo isso para aconselhar que saibamos esperar até julho, quando a janela estrangeira se abrirá e o Santos poderá contratar, no mínimo, três bons reforços.

“É claro que adoro contratar e como gostaria de sair por aí trazendo grandes jogadores”, disse o presidente a mim e a outros colegas de diretoria em uma conversa informal, na sexta-feira. Porém, os papagaios da gestão anterior continuam a ser revelados pela auditoria e alguns deles, como a dívida com o Hamburgo, não podem esperar. Por enquanto, teremos de lutar em campo com o que temos.

Porém, mesmo sem esses reforços, não se pode dizer que o Santos seja um time fraco. A defesa é a mesma dos últimos anos; o ataque perdeu Ricardo Oliveira, mas ganhou novos valores, como Sasha e Rodrygo, além da volta de Gabriel. No meio, Lucas Lima era uma referência, mas já não estava se esforçando devidamente. Assim, a equipe deve ser considerada favorita no jogo deste domingo, às 19 horas, contra o Paraná, na Vila Belmiro. Mas não acredito em uma partida tão fácil como sugerem alguns santistas.

O Paraná foi valente contra a Chapecoense, fora de casa, e seu gol de empate acabou livrando o Santos de entrar na zona de rebaixamento. Hoje ele tem bons motivos de lutar pela vitória, pois este resultado o faria ultrapassar o Santos, pulando para quatro pontos ganhos. É importante que o Santos entre motivado, mas ao mesmo tempo precavido.

Acredito em uma boa vitória do Santos, pois o ataque é muito bom e em casa o Alvinegro toma a iniciativa dos jogos, pressionando o adversário, que recua naturalmente. Enfim, creio que teremos uma noite de Dia das Mães (parabéns mamães!) alegre e tranquila. Porém, nossas maiores vitórias, nesse início de gestão, estão sendo no decantado fluxo de caixa.

E você, o que acha disso?


A quem interessa o futuro

Leia o post original por Odir Cunha

A tevê que nos esquecia produz um comercial que é uma obra de arte e fala dos Meninos da Vila como símbolos do futebol brasileiro. As oito imortais pedaladas de Robinho, o gol Puskas de Neymar e, ao final, a imagem maior de Gabigol encerrando o anúncio do Sportv.

Agora temos a confirmação de que as dívidas com o elenco são coisas do passado, assim como os débitos com o Profut. O caminho da virtude é mais penoso e, talvez, mais demorado, porém mais sólido. Quem está percebendo isso não tem dúvida de que o Santos está no caminho certo.

E você, o que pensa sobre isso?


Lições da goleada

Leia o post original por Odir Cunha

Meus amigos e minhas amigas, uma derrota de 5 a 1 doi na alma. E tira o sono. Mas não adianta esmurrar as paredes, beber formicida, enfiar o dedo na garganta ou sair pichando paredes (que, aliás, é crime de vandalismo). Nessa hora é preciso ter a sabedoria para analisar o fracasso e descobrir suas causas.

Para começar, como bons desportistas, vamos reconhecer o mérito do adversário. Sim, o Grêmio é o melhor time do Brasil no momento, superior a Palmeiras, Flamengo, Cruzeiro… Atual campeão da Libertadores e vice-campeão mundial, o time dirigido por Renato Gaúcho é sólido, competitivo e aplicado taticamente. Quando joga em casa não costuma deixar brechas. Agora, vamos analisar o Santos.

É sabido que no futebol, como no xadrez, o domínio do meio campo dita a iniciativa do jogo. Neste setor, em que o Santos ainda está carente, determinou-se a constrangedora predominância gaúcha. Apenas um marcador de verdade – o incansável Alison – e dois outros, ainda instáveis, que não convencem o torcedor, como Jean Motta e Léo Cittadini, são muito pouco contra a avalanche gremista.

Sim, todos sabem que é preciso contar com jogadores mais gabaritados na meiúca do Peixe. Essa conclusão não é demérito aos que atuam por lá. É que o Santos exige um padrão de qualidade bem superior na armação e na orquestração do time. A total falta de recursos tem impedido a diretoria de buscar reforços de peso, mas eles virão, no máximo na janela do meio do ano.

Outro detalhe importante a ser analisado é que o técnico Jair Ventura não tem escalado o Santos de forma defensiva. Na verdade, tem sido até ousado, armando a equipe com três atacantes, no caso Rodrygo, Sasha e Gabigol. Ocorre que não é o número de atacantes que faz um time ofensivo.

Um técnico pode escalar um time com 10 atacantes e mesmo assim, quando a bola rolar, este logo se porá na defesa para evitar o pior. Há, quando o jogo começa, o domínio natural de um time sobre o outro. Esse domínio vem da categoria, da técnica, da personalidade e da disposição maior dos jogadores de uma das equipes.

Se um time só de atacantes partir desenfreadamente para o ataque, sem uma estrutura defensiva montada, fatalmente sofrerá uma goleada acachapante, pois ao perder a bola proporcionará buracos enormes para o avanço do adversário. É preciso, portanto, para atacar com eficiência, ter o respaldo de um bom sistema defensivo e de um meio de campo que saiba controlar o jogo.

O Santos tem um bom sistema de defesa. Ontem, David Braz estava aquém de suas possibilidades e falhou em mais de um gol, mas não se pode cruxificar alguém que vinha jogando até satisfatoriamente. Os jogadores de ataque tentaram, mas lhes faltou o apoio que vem das laterais e do meio campo.

Veja que rodamos para lá e para cá e caíamos de novo no meio. É de lá que vem o comando, o cérebro, o coração do time. Alison pode ser o coração, mas não se pode exigir que Mota e Cittadini sejam os maestros de uma equipe vencedora. Por mais que se esforcem, têm um limite que pode ajudar o time a obter boas vitórias aqui e ali, mas não resolverá o problema desse setor crucial para qualquer equipe.

Precisamos de um armador? De mais volantes? Olha, precisamos mesmo é de um meio de campo forte. O Grêmio tem volantes que marcam e podem atacar bem, como mostraram domingo. Um jogador técnico, versátil e de personalidade pode ser eficiente na defesa e no auxílio ao ataque, como foram Falcão, Zito, Clodoaldo, Mengálvio, Beckenbauer… Claro que os tempos são outros e craques assim não se encontram mais. Mas se ao menos surgirem alguns com algumas das características desses imortais do meio de campo, já poderão contribuir muito para o sucesso do Santos, que não precisa de muito para se tornar um time ajustado.

O amargor da derrota, que nos enche o peito de fel e não nos deixa dormir, faz com que imaginemos que tudo esteja errado, mas uma análise fria mostra que mexendo em algumas peças já se poderá ter uma equipe mais confiante, sólida e competitiva.

Não sei se valorizo tanto o meio de campo porque, nos tempos de peladeiro, jogava por ali. É por ali que se une defesa e ataque com harmonia e fluência. Então, vou me permitir um pequeno palpite e sugerir que ao menos nos jogos fora o Santos atue com quatro jogadores no meio e dois atacantes.

Sei que na janela do meio do ano estão previstas boas contratações e provavelmente não reclamaremos mais da falta de um bom armador ou de mais jogadores de qualidade para o meio. Até lá, acredito, uma das formas de tornar o Santos mais competitivo é mudar umas pecinhas no sistema tático, principalmente em jogos no campo do adversário. O Four Four Two, esquema preferido dos ingleses, pode ser a solução enquanto os homens do meio não vêm.

E você, o que acha disso?


Além do resultado…

Leia o post original por Odir Cunha


Grêmio e Santos fazem jogos equilibrados desde sempre. Agora, o atual campeão da Libertadores está mais ajustado, o que o torna favorito, ao menos quando joga em sua casa. Como jornalista, estou preparado para qualquer resultado. Não sou dos que acham que está tudo bem quando a bola bate na trave e entra, ou está tudo mal quando bate na trave e sai. Procuro enxergar além do resultado.

Sei que um clube centenário não pode ser resumido em um lance, uma partida, um resultado. O jogo para retornar o Santos ao time mundial que ele foi, é longo, renhido e repleto de pequenas e imensas batalhas. É com essa visão que devemos acompanhar os confrontos deste Glorioso Alvinegro Praiano que novamente renasce das cinzas após mais uma gestão predatória. É com esse carinho que devemos encarar nossos bravos jogadores.

A volta de Sasha e a pronta recuperação de Rodrygo dá a nós, santistas, maiores perspectivas de um bom resultado. Mas sabemos que o adversário é aplicado e costuma carregar no jogo pesado, o que pode ser um obstáculo terrível se não coibido devidamente pelo árbitro. De qualquer forma, esse clássico entre dois dos melhores times sul-americanos costuma render páginas douradas nos anais no futebolo brasileiro. Quem sabe hoje…

Acompanharei a partida, a partir das 19 horas, e convido a todos para fazer o mesmo e comentá-la aqui neste espaço. Como sempre, os comentários deste blog costumam ser mais informativos e interessantes do que os posts deste humilde blogueiro. Bom jogo para nós!