Arquivo da categoria: Odone

Civilidade

Leia o post original por Pedro Ernesto

As eleições de um clube de futebol dividem as pessoas. Alguns exageros são ditos de parte a parte. As pessoas fazem acusações descabidas – muitas beirando a irresponsabilidade – tudo dentro de um clima eleitoral. Passado o episódio, todos torcem para o mesmo clube e o que se exige é que volte a civilidade.

Os gremistas estavam ansiosos para ver Paulo Odone e Fábio Koff se encontrarem, falarem de transição, colocar o objetivo comum na frente dos problemas pessoais. Odone sempre esteve aberto, Koff demorou um pouco mais. Mas agora os dois se encontraram e selaram a paz. Foi ontem, na sala presidencial do velho Olímpico, que ocorreu o encontro.

Esta paz é muito rentosa para o Grêmio que entra num momento histórico.

Históricos

Fábio Koff e Paulo Odone estão entre os mais importantes presidentes da história do Grêmio. Nas mãos de Koff os grande títulos, nas mãos de Odone a Arena e o momento mais crítico do clube, quebrado financeiramente e na Segunda Divisão.

Odone recuperou o Grêmio, deu-lhe uma casa nova. Koff deu ao clube sua dimensão internacional. São dois dirigentes que merecem todo respeito e agradecimento do torcedor. Uma briga entre os dois só tem um perdedor: o Grêmio.

Treinador

Foram duas reuniões no dia de ontem, outra foi marcada para amanhã. Giovanni Luigi e Dunga estão, certamente, acertando detalhes que são fundamentais para um treinador. Podem e devem estar falando dos jogadores, dos que devem sair, dos que serão preservados, das contratações necessárias.

Existe ainda a discussão sobre quem vai trabalhar no vestiário. São muitos pontos a serem acertados, não há porque ter pressa neste momento. Claro que o salário do treinador já está acertado.

Você sabia?

* Que o Novo Hamburgo contratou o atacante colombiano Jeferson Angulo?
* Que o último clube deste jogador foi o Once Caldas?
* Que Angulo já atuou pela seleção da Colômbia?
* Que o Grêmio oferece ao Cruzeiro Marcelo Moreno mais uma boa quantia em dinheiro para ter Montillo?
* Que este jogador ficou fora de muitos jogos do Cruzeiro neste Brasileirão?

Enterro dos Aflitos

Leia o post original por Ju Brito

Neste sábado, 26 de novembro, completam-se seis anos de um jogo marcante na história do Grêmio. O inacreditável e insólito fim de tarde daquele dia ecoa como um exemplo de superação e garra. Será? Como efeito negativo, a Batalha virou sinônimo de discurso falacioso e enganador. Tornou-se um símbolo invertido do Grêmio que queremos.

É evidente que esta data poderá ser lembrada por muito tempo e recontada a todas as gerações. Afinal, é um embate mundialmente conhecido e admirado, nunca antes visto na história. No entanto, passa longe de ser um exemplo para planejamento e títulos ou para motivar a torcida em uma década de fracassos.

Em um ano de erros desde a pré-temporada até o fim do Brasileirão, na direção e no futebol, o discurso enfraqueceu mais ainda a Batalha dos Aflitos – e nos enfraqueceu. Faz-nos repensar: o que realmente queremos para o Grêmio? Desejamos um clube vencedor e com objetivos grandiosos, com o seu tamanho, novamente. Não queremos que o modelo de motivação seja um jogo da série B, que, na verdade, deveria ter sido vencido dentro de sua normalidade por um time que era tecnicamente superior ao Náutico.

2012 se aproxima não muito promissor, mas com muitas lições para os cartolas que tanto se orgulham de um passado recente que não queremos sequer repetir. Esses mesmos “governantes” precisam saber que a Arena, sozinha, não trará títulos para o Grêmio. O futebol é nosso propósito principal. E só cresceremos se o grande passo para a Arena for dado em simultaneidade com o enterro de discursos repetidos e desgastadas guerras.




O que nos motiva

Leia o post original por Ju Brito

Foto: Diego Guichard

O Grêmio apresentou na tarde desta quarta-feira o seu primeiro reforço para a temporada derradeira do Estádio Olímpico. Kléber chega através de um contrato longo e com discurso bonito. É claro que o importante para nós será o que ele está disposto a fazer e o que de fato ele fará em campo. Mas sua motivação também é a nossa.

O atacante foi apresentado em um evento ousado instalado nas obras da Arena. Com isso, o clube aproveita o marketing que pode ser explorado na figura do “Gladiador”. Obviamente, nada desta mobilização terá retorno se o jogador não der a resposta esperada pelos gremistas.

Com os tantos erros deste ano, é preciso apontar para os poucos acertos. Paulo Pelaipe trouxe um lateral-esquerdo (Júlio César) que encaixou bem nas necessidades que a equipe tinha e agora apresenta um atacante que já teve suas qualidades demonstradas em outros clubes. E deve repeti-las.

Mesmo com o voto de confiança do torcedor (é o que nos resta), ele precisará moldar-se ao Grêmio e mudar seu comportamento que tem sido conflitoso. O “Gladiador” afirmou que sua motivação para escolher o Grêmio deve-se a intenção do clube querer montar uma equipe competitiva – é o que pode voltar a nos motivar também. Por enquanto, enxergamos apenas em Kléber um (re)começo.

Arena: para quem tem dúvidas sobre a situação de associado na nova casa do Grêmio, o conselheiro Giuliano Vieceli fez em seu blog um resumo da entrevista de Eduardo Antonini, concedida ao programa Pátria Tricolor. Confira clicando aqui.




A síntese de um ano

Leia o post original por Ju Brito

Dia cinza, num ano cinza

Apesar de ter sido um jogo de 4 gols, só golaço do Fernando e a boa jogada do Leandro no 1ºgol merecem algum destaque nesse empate, que nos leva do nada pra lugar nenhum. Afinal, foi apenas mais uma partida na espera pelo ano que vem. Situação recorrente e inaceitável prum clube do tamanho do Grêmio.

Grêmio 2×2 Palmeiras foi exatamente como vem sendo o ano de 2011: feio, lento, modorrento, frustrante. A improvisação do Alemão na vaga do Marquinhos denotou duas coisas: 1) a predileção quase doentia do Celso Roth em usar o Adílson em qualquer função vaga no time. Talvez seja uma gratidão por ter contado com ele como lateral direito na sua estréia, contra o mesmo Palmeiras no 1º turno. Explica, mas não justifica. 2) a falta de opções no elenco pra suprir as eventuais ausências dos meias. Falha grave na montagem do grupo de jogadores no início do ano, bem como na hora que se buscou reforços no meio da temporada. Aqui ficou explícita a entrega da chave do vestiário para o treinador – qualquer um dos que passaram ali nesse ano.

O pior de tudo é que não há sinais de que as lições sofridas durante o ano tenham sido assimiladas. Basta ver que a tão esperada entrevista coletiva em que o Odono prometia encerrar a novela da contratação do Kleber foi um remake da presepada que envolveu o mercenáR10 no início do ano. Enquanto os mandatários do Grêmio vão sendo reincidentes em seus erros, nos resta esperar e cobrar por resultados condizentes com as promessas feitas ainda em 2010.

Minwer Daqawiya, sócio e conselheiro gremista, hoje interino do blog, numa merecida folga da Juliana de Brito