Arquivo da categoria: opinião

Brasil 2×0 Costa Rica

Leia o post original por Rica Perrone

Nervoso, de cara fechada e muito mais tentando não errar do que acertar. Esse foi o Brasil que entrou em campo contra a Costa Rica. Pressionado, sob desconfiança gerada pela confiança conquistada. Quem diria? Jogar bem, no Brasil, é motivo de prejuízo. Por 90 minutos buscamos. Por 45 erramos. O que a Costa Rica fez…

Dinamarca 1×1 Austrália

Leia o post original por Rica Perrone

É até difícil comentar um jogo desses porque o que mais eu elogiaria provavelmente nem se classifique. Mas a Austrália, embora  não tenha vencido ainda na Copa, é uma das seleções que melhor me impressionaram. Não, não é porque joga uma barbaridade. É pela evolução. Pela brutal diferença do jogo ruim que praticavam por décadas…

Brasil 1×1 Suiça

Leia o post original por Rica Perrone

Provavelmente “assustada” com a dificuldade das protagonistas vencerem na estréia, a seleção brasileira entrou determinada a não ser mais uma delas. Jogou por 25 minutos o que se espera dela. Toques rápidos, pressão, controle absoluto do jogo. Gol do Coutinho. 1×0. Ufa! Não vamos tropeçar na estréia. O gol que era um problema se demorasse…

Espanha 3×3 Portugal

Leia o post original por Rica Perrone

A diferença entre Portugal e Espanha é conceitual. Um time joga coletivamente para buscar o gol, o outro joga pro Cristiano buscar o gol. O resultado é parecido. O Cristiano encontra o gol tanto quanto os 11 da Espanha. Até porque a referência ofensiva dos espanhois é dar pro Diego empurrar pro gol. Os portugueses…

Sem conta fechada

Leia o post original por Antero Greco

Meus amigos palmeirenses e corintianos, não venho aqui para iludir nem secar ninguém. Quem sou eu para tirar alegria de quem quer que seja ou afundar a tristeza dos outros. Só digo uma coisa: não fechou ainda a conta nessa pendenga entre Corinthians e Palmeiras.

Evidente, óbvio, está na cara que a rapaziada palestrina deu passo enorme para o título, com o 1 a 0 deste sábado de Aleluia. Ainda mais por ter sido na casa do adversário. Placar que enche de moral para a volta, domingo que vem, no Allianz. Momento desejado há 19 anos, desde a última vez em que a taça do Estadual foi decidida no dérbi.

Mas engano mortal imaginar que o Corinthians já era. Besteira cair nessa lorota. E não se trata de lugar-comum. Nunca, mas nunca mesmo, se pode cravar como irreversível um deslize quando esses rivais estão na parada. Assim como, claro, não imutável a vantagem.

Não é média com lado nenhum; apenas bom senso, com base na história.

A primeira parte, porém, mostrou dois fatos, que merecem registro. Vamos lá. O Palmeiras esteve irretocável no começo, ao partir para cima e chegar ao gol, com Borja. Depois soube aguentar o tranco, sem muito sofrimento. Deu campo para o Corinthians e buscou o contra-ataque. Teve até chance de fazer o segundo e, aí sim, o estrago seria estupendo.

Roger agiu bem ao não inventar nada e se limitar à volta de Borja no lugar de Keno, Não mexeu na maneira de jogar que tem dado certo. Com a diferença de que o time foi vigilante do início ao fim. Jaílson apareceu pouco.

Outra constatação: o Corinthians tem esquema eficiente, mas se enroscou de novo ao trombar com um adversário que marca forte. Tinha sido assim contra o São Paulo, e Roger percebeu o calcanhar de Aquiles. E que falta faz um jogador como Jô!

Para complicar, Rodriguinho não brilhou, Sheik sumiu e Clayson tomou vermelho de bobeira. (Aliás, na confusão, os corintianos perderam mais, porque viram o ataque enfraquecer. Já o Palmeiras manteve a pegada, mesmo sem Felipe Melo, pois Moisés entrou bem.)

Tecnicamente não foi um dérbi maravilhoso. Teve emoção, é verdade. Mas esperava mais futebol. A fatura está aberta, tem espaço para emoção na semana que vem no Allianz.

Vida dura a do São Paulo…

Leia o post original por Antero Greco

Amigo corintiano, parabéns, curta a classificação para mais uma final de campeonato. Veio nos pênaltis, depois da vitória por 1 a 0 sobre o São Paulo, na bacia das almas, já nos acréscimos. O que, no fim das contas, deu sabor especial à vaga para definir o Paulistão nos duelos com o tradicionalíssimo rival Palmeiras.

O Corinthians, enfim, mostrou de novo algo que se tornou rotina nas últimas décadas: é time de chegada. Entra para ser ator principal e não simples figurante. E chega com chance de levantar a taça da qual tem uma coleção enorme. Mesmo com problemas – mas esse é tema que falaremos em outra oportunidade.

Fechemos o espaço alvinegro e vamos para o tricolor.

E que tristeza… Só quem já foi eliminado em cima da hora, a poucos segundos de alcançar objetivo, sabe o quanto frustra, dói, machuca, aborrece situação como essa. Deixa p* da vida. Não tem como trazer palavras de consolo num momento assim apertado.

Vá lá, se serve para amenizar, registre-se que houve comportamento digno nos confrontos com o Corinthians. No primeiro tempo do domingo e em quase todo o jogo desta quarta-feira. O São Paulo não foi aquela equipe chocha, abatida de antemão que se via até recentemente. Ao contrário, acreditou em si e deu trabalho enorme para o adversário.

Esse o destaque da tropa comandada por Diego Aguirre.

Mas será suficiente para fazer com que, ainda em 2018, rompa o jejum de títulos? Só o empenho ajudará na Copa do Brasil, no Brasileiro, na Sul-Americana? A garra, decantada na superação contra o São Caetano nas quartas de final e na vitória de domingo, é quanto basta para recolocá-lo na trilha do sucesso?

Não creio. Infelizmente, parece pouco

O São Paulo versão atual tem limitações idênticas às de versões anteriores da última década. O elenco está aquém do que o torcedor deseja e do que a direção apregoa. É mediano que quase chega a uma final por meandros do regulamento. Mas, na técnica, hoje está abaixo de seus rivais locais – Palmeiras, Corinthians e Santos.

Isso ficou evidente no Estadual. O São Paulo soberano, altivo, recheado de craques e campeão de tudo, tem uma cara comum. Certo que lá estão alguns jogadores de renome, como Jucilei, Cueva, Nenê, Diego Souza, porém o todo não apresenta poder de intimidação. Não impõe respeito, por ser previsível.

Se não houver reviravolta, e eis aí o desafio de Aguirre, os são-paulinos viverão de episódios de brilho, de espasmos de qualidade. Como nos jogos com o Corinthians, em que foi bem nos dois primeiros tempos, para depois cair na realidade, retrancar-se e ficar à espera de que o relógio se tornasse o grande aliado.

Vida dura a do São Paulo, tempos complicados.