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Corinthians prevê gastar até fim de 2018 R$ 107,1 mi a mais do que previsto

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Relatório financeiro do Corinthians mostra que o clube espera fechar 2018 com gasto de R$ 107.129.000 a mais do que calculado na previsão orçamentária para esta temporada.

Os dados estão no “Ciclo de Planejamento – 2019”, documento aprovado pelo Cori (Conselho de Orientação) e pelo Conselho Fiscal. Parte do conteúdo foi enviada aos conselheiros. Eles se reunirão para aprovar ou não o relatório.

A diretoria usou a contabilidade registrada até setembro de 2018 e fez uma projeção dos três últimos meses do ano para chegar aos valores que espera registrar ao final de dezembro.

A previsão é de despesa líquida no ano de R$ 388.881.000. No início de 2018, o orçamento feito pela direção apontava que esse gasto deveria ser de R$ 281.752.000. O estouro foi de quase 27,5%.

O mesmo documento prevê que a despesa líquida em 2019 seja pouco menor do que a esperada até o fim deste mês. Ela está estimada em R$ 387.253.000

Ao mesmo tempo, a projeção para 2018 é de uma receita líquida R$ 33.276.000 maior do que a prevista antes do começo do ano. A expectativa da diretoria é de que em 31 de dezembro o clube registre receita líquida de R$ 318.891.000 no ano. A previsão inicial era de R$ 285.615.000.

Nesse contexto, o clube prevê terminar 2018 com um deficit de R$ 26.392.000. No final de setembro, o resultado já era deficitário em cerca de R$ 26,2 milhões. A projeção inicial era de superavit de R$ 515 mil. Em 2017 foi registrado deficit de aproximadamente R$ 35,1 milhões.

O orçamento para 2019 aponta superavit de R$ 650 mil com receita líquida no valor de R$ 399.061.000.

Trecho do relatório aponta o gasto com salários no futebol como responsável por parte do aumento da despesa em 2018 na comparação com a previsão orçamentária. O departamento não cumpriu a meta de reduzir os custos nesse ponto.

“As despesas com salários e encargos estimadas para o fechamento de 2018 apresentam uma variação de cerca de 9,8% acima do previsto originalmente. Essa variação deve-se basicamente ao não cumprimento da estimativa de redução de 2% nessas despesas incluída na previsão orçamentária para 2018. O futebol teve ainda um incremento de 7%  (acima da redução não atingida) em função da remontagem do elenco para a temporada de 2018”, aponta o documento.

Em seguida, é prevista para 2019, “conservadoramente”, uma redução de 7% nos gastos com pessoal, incluindo outras modalidades.

O orçamento do próximo ano calcula no futebol despesa de R$ 148.298.000 com “despesas de pessoal” (inclui salários, direitos de imagem de jogadores da equipe profissional e encargos, de acordo com o documento. A projeção é de que esse gasto até o final de 2018 seja de R$ 171.781.000. Contando 13º salário, a média de gasto mensal nesse quesito deve ficar em cerca de R$ 13,2 milhões (com encargos trabalhistas).

O gasto registrado em 2018 e o previsto pra a próxima temporada se enquadram regras do Profut, segundo o relatório. O programa que refinanciou dívidas fiscais dos clubes prevê que a folha de pagamento dos atletas profissionais não pode superar 80% da receita bruta anual gerada pelo departamento.

Patrocínio

Em termos de receitas, um golpe no planejamento corintiano para 2018 foi dado pela continuidade da ausência de um patrocinador principal fixo na camisa do time.

Tanto que o orçamento original previa uma arrecadação de R$ 63.553.000 com patrocinadores no uniforme e agora a projeção para o fim de 2018 é de R$ 18.086.000. Ou seja, a expectativa é de que ao término de dezembro essa receita alcance pouco menos de 28,5% da previsão inicial. Os números incluem outras modalidades além do futebol.

No entanto, o orçamento de 2019 prevê melhora. Ele calcula em R$ 42.486.000 a arrecadação com anunciantes no uniforme. “A meta será atingida em função das negociações em curso para esses patrocínios”, aponta o relatório. Nesse cálculo está a receita com patrocinador máster.

Sócio-torcedor

O lucro com o Fiel Torcedor em 2018 também vai ficar abaixo do projetado. A previsão final é de que ele seja de R$ 5.619.000. Inicialmente, eram esperados R$ 9 milhões.

A documentação apresentada aos membros do Cori detalha que o plano de sócio-torcedor deve gerar neste ano receita de R$ 9.366.000 e despesas de R$ 3.746.000. A previsão orçamentária para 2019 projeta lucro de R$ 6 milhões com o Fiel Torcedor. Esses cálculos não levam em consideração a venda de ingressos.

O orçamento do próximo ano calcula ainda um aumento na verba gerada pelos contratos de transmissão de jogos da equipe pela TV e venda de publicidade estática. A projeção é de R$ 240.139.000 a serem embolsados no próximo ano. Em 2018, essa verba deve ficar em R$ 197.775.000. A avaliação inicial era de que a quantia vinda da televisão seria de R$ 163.527.000 na atual temporada.

No documento a diretoria explica que o orçamento para 2019 foi feito de maneira conservadora em relação até qual fase o time pode chegar nas competições ou em que posição pode terminar. Isso porque as receitas de TV variam conforme a classificação.

O cálculo foi baseado em valores pagos pela sétima posição no Brasileirão e chegada às oitavas-de-final da Copa do Brasil e da Sul-Americana. Vale lembrar que a avaliação não significa que esses são os melhores desempenhos projetados pela diretoria.

Venda de jogadores

De acordo com o levantamento, 0 Corinthians deve encerrar 2018 registrando R$ 110.188.000 amealhados com o repasse de direitos federativos de atletas. A previsão no começo do ano era de que essa quantia seria de R$ 50.150.000. O orçamento de 2019 projeta a entrada de R$ 54.030.000 nos cofres alvinegros graças à negociação de atletas.

Porém, o documento apresenta também dados referentes às vendas com o desconto de despesas para a realização das operações. Esse trecho prevê que a receita líquida em 2018 com o repasse de direitos federativos será de aproximadamente “R$ 70,7 milhões, 38% superior ao resultado apurado em 2017”.

Para 2019, a expectativa é de receita líquida com essas negociações no valor de R$ 34 milhões.

O documento não traz dados sobre o dinheiro desembolsado pelo clube com a contratação de atletas. A justificativa é de que as compras de direitos federativos são registradas como investimentos, assim não entram na lista de despesas.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a direção do Corinthians afirmou que não pode se manifestar antes da reunião em que o Conselho Deliberativo vai analisar o relatório.

 

 

Santos prevê arrecadar R$ 47 milhões com venda de atletas em 2015

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Para não ter prejuízo em 2015, o Santos precisa arrecadar no ano que vem R$ 47 milhões com a venda de direitos econômicos de jogadores. Ao mesmo tempo, tem que gastar bem menos com a aquisição de reforços: por volta de R$ 9 milhões.

Os números estão no orçamento feito pelo Comitê de Gestão do clube para o próximo ano e que será votado em reunião do Conselho Deliberativo nesta terça.

O relatório também prevê uma arrecadação de R$ 33 milhões com patrocínios. Se o orçamento for seguido à risca, o alvinegro do litoral terminará 2015 com um lucro de aproximadamente R$ 700 mil.

Só que o documento, como acontece em todos os clubes, não indica que jogadores podem gerar a receita milionária, caso sejam vendidos. Além disso, o próximo presidente corre o risco de pegar o elenco já sem alguns atletas com bom potencial de venda. Isso porque, também nesta noite, o conselho decide se autoriza a diretoria a negociar direitos econômicos de atletas antes da eleição, marcada para 6 de dezembro. As negociações são vetadas em período eleitoral, justamente para não afetar o sucessor de Odílio Rodrigues.

Como comparação, em 2013, ano em que negociou Neymar, o Santos arrecadou R$ 62,4 milhões com a venda de jogadores. Em 2012, foram R$ 27,3 milhões.

 

 

Sem Libertadores, Corinthians prevê queda superior a R$ 16 mi em bilheteria

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Sem vaga na Libertadores do ano que vem, o Corinthians prevê uma queda superior a R$ 16 milhões com receita gerada pela venda de ingressos. Isso apesar da inauguração de seu estádio.

O orçamento do alvinegro para 2014, publicado no site oficial do clube, prevê receita de R$ 12 milhões com venda de ingressos no ano que vem. Relatório também divulgado na página mostra que até setembro de 2013 a receita de bilheteria foi de R$ 28,3 milhões. A previsão inicial para a atual temporada era de uma receita de R$ 26 milhões.

Segundo Raul Corrêa da Silva, diretor financeiro do Corinthians, a projeção para a próxima temporada é conservadora. “Fomos conservadores porque 2014 será um ano de conservadorismo no esporte. Temos dólar e inflação subindo, recursos escassos. As empresas estão conservadoras, as verbas publicitárias caíram”, afirmou o dirigente ao blog.

O cálculo feito no orçamento leva em conta valores após o desconto de despesas como aluguel, no caso do Pacaembu, e manutenção do estádio, em Itaquera, além da reserva de uma parte da renda para pagamentos futuros do empréstimo do BNDES. A quitação do financiamento só começa após três primeiros anos, pois há um período de carência.

Santos prevê R$ 27 milhões em vendas em 2014

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Nesta terça, a direção do Santos vai apresentar para seu Conselho Deliberativo a previsão orçamentária do clube para o ano que vem.  Os números indicam gastos comedidos com contratações e necessidade de venda de atletas para evitar uma explosão do déficit no ano.

O blog apurou que orçamento prevê receitas de R$ 27 milhões  com à venda de atletas. E que o objetivo é gastar menos do que em 2013 com contratações. Mesmo assim, a previsão é de um déficit em 2014 de R$ 7.884.015. Em 2012, houve gasto R$ 17,1 milhões com negociações de atletas e superávit de R$ 14,5 milhões, mas em 2013 o déficit será superior a R$ 9 milhões. Nos seis primeiros meses deste ano, a despesa com negociações de jogadores foi de R$ 5,3 milhõess.

Conselheiros da oposição demonstram preocupação, pois acreditam ser difícil faturar R$ 27 milhões negociando atletas. E se isso não acontecer e não forem geradas receitas nesse valor,  o déficit aumentaria para R$ 34,8 milhões. Em 2013, graças  à saída de Neymar, o Santos já arrecadou cerca de R$ 56 milhões com transferências de atletas. Em 2012, as vendas renderam R$ 27,3 milhões.

A previsão é também de uma arrecadação de R$ 13 milhões no ano com patrocínio principal na camisa. Esse espaço no uniforme da equipe já valeu R$ 20 milhões anuais.

Membro do Comitê de Gestão do clube, o promotor Francisco Cembranelli não confirmou e nem desmentiu os números obtidos pelo blog, mas comentou a situação.

“O [dinheiro] que falta tem a ver com as péssimas administrações antes de 2009. Pagamos até hoje dívidas da administração Marcelo Teixeira. O Santos de hoje tenta ser bom pagador, arcando com os erros do passado. Não da para criticar quem tenta consertar as coisas. Venda de atletas normal, de acordo com o mercado, e aquisições idem.

Diretoria do Palmeiras admite ter consumido mais de um terço do orçamento de 2013

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Em clima de fim de mandato, a diretoria do Palmeiras prepara suas contas finais para análise do Conselho Deliberativo. O cálculo é de que o clube irá receber em 2013 cerca de R$ 148,5 milhões, e ter despesas praticamente idênticas.

A arrecadação calculada é pouco menos da metade do que os R$ 330 milhões esperados pelo rival Corinthians no ano.

 Mas o problema palmeirense não é quanto vai entrar. É quanto já saiu do clube antecipadamente. Levantamento da atual gestão aponta que já foram antecipados R$ 60 milhões de receitas previstas para 2013. Na maioria dos casos, os contratos foram usados como garantias em empréstimos bancários.

Assim, sobrariam aproximadamente R$ 90 milhões na mão do presidente que será eleito na segunda-feira.

Só que o buraco é muito maior nas contas do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização). Relatório feito pelo órgão aponta que já foram corroídos R$ 88 milhões.

“Antecipamos bem menos do que isso. E se não tivéssemos antecipado, o clube não andaria. Todos os presidentes antecipam receitas”, disse Arnaldo Tirone ao blog. O presidente afirma também que a administração anterior antecipou mais receitas do que ele.