Arquivo da categoria: orçamento

Chuvas fazem Corinthians adiar votação de orçamento

Leia o post original por Perrone

As chuvas recentes em São Paulo fizeram com que o Conselho Deliberativo do Corinthians adiasse reunião para, principalmente, discutir o orçamento do clube referente a 2020. O encontro estava marcado para esta segunda-feira (10) e foi transferido para próxima quinta (13).

O adiamento aconteceu após pedidos de vários conselheiros que alegaram dificuldades para se locomover até o Parque São Jorge por conta do estrago feito por enchentes na cidade.

Como mostrou o blog, seria votado o orçamento ajustado para este ano.

A versão inicial previa déficit de cerca de R$ 21,3 milhões. Após uma série de mudanças, o novo relatório projeta superávit de R$ 40 mil.

 

Corinthians troca previsão de déficit de R$ 21,3 mi por R$ 40 mil no azul

Leia o post original por Perrone

O Corinthians alterou a sua previsão de déficit de R$ 21.318.000 em 2020 para superávit de R$ 40 mil.

Alteração, no entanto, foi feita sem aumento na expectativa de receita com a venda de jogadores. Também não houve corte na previsão de despesas com aquisição e amortização de direitos federativos, que continua em cerca de R$ 53,6 milhões.

A mudança é baseada principalmente em cortes de custos de viagens, diminuição de despesas financeiras  e redução do consumo de energia elétrica.

Nesta segunda (10), o Conselho Deliberativo vota o orçamento reajustado. A primeira versão, apresentada em dezembro do ano passado, não foi votada depois de conselheiros reclamarem que trâmites internos determinados pelo estatuto não teriam sido cumpridos.

Havia também críticas em relação ao cálculo de déficit neste ano de cerca de R$ 21,3 milhōes. Assim, como mostrou o blog, a diretoria aproveitou os últimos dias para tentar aumentar as previsões de receitas e reduzir as projeções de gastos com o objetivo de evitar a expectativa de  resultado deficitário.

A maior redução aconteceu com as despesas financeiras. Elas caíram de R$ 52.000.704 registrados no orçamento original para R$ 43. 226.000 no relatório ajustado.

No documento que será debatido pelo conselho, a queda nesse ponto é justificada principalmente pela revisão de custos em função de renegociação de contratos de financiamento.

A previsão de desembolso com viagens e estadias no primeiro relatório era de R$ 9.249.000. Agora foi estipulado que esse número chegará a R$ 6 milhōes.

A explicação para a mudança é de que houve “adequação de custos de despesas de viagem (inclui todas as categorias esportivas)”.

A previsão de despesas com salários e encargos caiu de R$ 202.969.000 para R$ 197.882.000.

Nota explicativa da nova previsão orçamentária afirma que haverá “redução de custos com benefícios em função de renegociação de plano de saúde” e “redução adicional em salários em relação ao inicialmente previsto”.

Também foi registrado corte na previsão de gastos com “materiais, uso e consumo”. A projeção de despesa caiu de cerca de R$ 2,3 milhōes para aproximadamente R$ 1,8 milhão.

Segundo o documento, a economia será possível principalmente por conta de acordo de patrocínio com a Joly, que inclui o fornecimento de material de manutenção e construção.

A previsão de despesa com energia elétrica caiu de aproximadamente R$ 3,3 milhões para por volta de R$ 2,3 milhōes. Conforme registrado no documento, a redução será viável por conta da compra no mercado livre de energia.

Já a projeção anotada para “outras despesas” diminuiu de R$ 6,3 milhōes para R$ 5,36 milhões. A mudança é atribuída à “redução especialmente de despesas ligadas a taxas e anuidades de registros de atletas”.

A única previsão de receita que aumentou é relativa ao programa de sócio-torcedor. O número subiu de R$ 13,2 milhōes para R$ 14,3 milhōes. A explicação é de expectativa de “incremento de receita com base em novos valores e leve aumento da base de sócios”.

A previsão de receita líquida para 2020, sem contar a venda de jogadores, passou de R$ 398.447.000 para R$ 399.547.000.

A avaliação de arrecadação com “repasses de direitos federativos” foi mantida em R$ 66.136.000.

Vale lembrar que o clube mantém negociações avançadas com o Benfica para vender Pedrinho por 20 milhões de euros (cerca de R$ 94,59 milhões).

Procurado para comentar o novo orçamento, Matias Antonio Romano de Ávila, diretor financeiro do Corinthians, disse que não poderia se manifestar antes da reunião do conselho.

 

Corinthians combate previsão de déficit em novo orçamento

Leia o post original por Perrone

Após a votação sobre a versão inicial do orçamento do clube para 2020 ter sido adiada no ano passado por conta de supostas falhas, a direção corintiana prepara um novo documento tendo como um dos objetivos reduzir a previsão de déficit.

A peça inicial previa que o alvinegro terminaria o ano com R$ 21,3 milhões no vermelho.

O objetivo agora é zerar a projeção deficitária ou pelo menos alcançar uma redução significativa.

Para isso, a diretoria estuda como gerar mais receitas, além de aumentar ainda mais o corte de despesas em todas as áreas.

No quesito arrecadação uma das estratégias é aumentar a previsão de entrada de dinheiro com a venda de jogadores. Seguindo sua política, a direção fez o primeiro orçamento de maneira conservadora, colocando metas modestas em relação à premiação por desempenho em campeonatos e também na negociação de seus atletas.

A primeira projeção foi de arrecadar R$ 66,3 milhões com a venda de direitos econômicos de jogadores. Apesar de a intenção ser incrementar essa receita, os cartolas querem evitar um grande aumento na expectativa de vendas para não fugir do perfil conservador.

Porém, é boa a chance de Pedrinho ser vendido ao Benfica por 20 milhões de euros (aproximadamente R$ 93,9 milhōes), o que ajudaria na missão de evitar o déficit.

A previsão deficitária gerou várias queixas de conselheiros quando o orçamento original foi apresentado. O argumento é de que em 2019 havia expectativa de superávit R$ 650 mil. Mas, em dezembro, o cálculo era de que o Corinthians terminaria o ano com déficit de R$ 144,8 milhões.

Assim, os críticos dizem que num ano com avaliação inicial de que haverá déficit, a marca negativa, em tese, pode ser ainda maior. Outra reclamação é de que o orçamento não pode prever gastos maiores do que as receitas.

O adiamento da votação do orçamento e das contas de 2019 também foi causado porque o conselho de orientação aprovou o documento antes de o Conselho Fiscal dar um parecer sobre ele. Depois disso, o órgão de fiscalização reprovou o relatório.

A versão revisada do orçamento corintiano deve ser votada no próximo dia 10.

Inspirado em W. Disney, Corinthians prevê furo de R$ 144,8 mi ao fim do ano

Leia o post original por Perrone

Em documento oficial enviado aos conselheiros do clube, a diretoria do Corinthians projeta que o alvinegro vai terminar 2019 com déficit de R$ 144.879.000. O valor aparece na coluna “orçamento de 2019 ajustado” presente na previsão orçamentária de 2020. Curiosamente, a introdução da peça traz pensamento sobre o gosto pelo impossível identificado como sendo de Walt Disney. O material ainda informa que foi acertada com a Nike uma opção de renovação contratual até 2029 e registra receita inferior com direitos de TV em relação ao que era esperado.

O mesmo relatório, chamado oficialmente de “Ciclo de Planejamento – 2020”, aponta que a previsão inicial era de que o clube chegaria ao próximo dia 31 de dezembro com superávit de R$ 650 mil. A diferença gerou críticas de integrantes do Conselho Deliberativo ligados à oposição. Eles alegam que números tão distantes demonstram desorganização por parte da direção alvinegra.

O blog apurou que a diretoria projetou o pior cenário possível para chegar à previsão de déficit de quase R$ 145 milhões. Isso porque costuma fazer projeções conservadoras. Porém, existe a expectativa no clube de que pelo menos uma importante venda seja feita até o final de dezembro, o que ajudaria a reduzir o déficit. Até junho, conforme balancete publicado no site oficial do Corinthians, o déficit foi de R$ 94.975.000.

Gastos acima do previsto com o departamento de futebol e a falta de boas vendas de direitos econômicos de jogadores são as principais explicações internas dadas pela diretoria para o número negativo. Em 2018, o alvinegro anotou déficit de R$ 18.766.000.

O cálculo é de que o clube encerre 2019 com R$ 35.417.000 em vendas de jogadores. Porém, por conta de despesas geradas por negociações, a previsão é de que esse valor seja reduzido para aproximadamente R$ 24,5 milhões.

Déficit em 2020

O orçamento para o ano que vem será analisado pelo Conselho Deliberativo corintiano nesta quarta (11). O documento aponta que no próximo ano o clube terá déficit de R$ 21.318.000. A projeção de receita bruta com a venda de direitos econômic0s é de R$ 66.136.000. Com despesas, a quantia cai para cerca de R$ 42,6 milhões.

Para o próximo ano também está previsto gasto de R$ 53.620.000 com direitos federativos de atletas. A projeção para o fim de dezembro de 2019 nesse item é de despesa de R$ 64.270.000. Os cálculos são conservadores no relatório inteiro.

O documento justifica o aumento com gastos salariais em 2019 com mudanças no time de futebol e projeta redução em 2020. “As despesas com salários e encargos estimadas para o fechamento de 2019 apresentam uma variação de cerca de 33% acima do previsto originalmente. Essa variação deve-se ao investimento efetuado na reestruturação da equipe de futebol para o ano de 2019”, diz trecho do documento.

Rescindir para contratar

Sobre o próximo ano, está escrito que está prevista redução de despesas com salários e encargos de 21% por conta da redução da folha salarial do departamento de futebol profissional, especialmente por conta do encerramento de diversos contratos.

“Não há previsão de aumento da folha (salarial) com contratações. Caso ocorram, as mesmas devem ser acompanhadas da redução de outro elemento de custo (rescisão com outro atleta).

Renovação com a Nike

No orçamento, a diretoria corintiana informa que foi incluída no acordo com a fornecedora de material esportivo uma cláusula de opção de renovação até 2029. A última prorrogação havia sido feita em 2017 com validade até 2026. O documento não explica como funciona essa opção de renovação com a Nike. O contrato também foi modificado para alterar valores recebidos pela agremiação por royalties e premiações referentes ao contrato.

A avaliação é de que o alvinegro receberá R$ 25.640.000 da parceira em 2020. Inicialmente, havia sido feita a previsão de que a Nike pagaria ao clube R$ 21.588.000 em 2019. Porém esse número foi alterado para R$ 25.553.000.

Globo

O documento mostra ainda que a receita corintiana com direitos de transmissão de seus jogos pela TV ao final de 2019 deve ser inferior ao previsto inicialmente. O orçamento original estipulava que essa arrecadação neste ano seria de R$ 240.139.000. Agora, a expectativa é de que o clube termine a temporada embolsado R$ 227.896.000.

A quantia inferior ao que se esperava é justificada pelo fato de o time ter em 2019 menos jogos exibidos do que havia sido projetado (em parte, a receita varia conforme a exibição) e também por uma queda na arrecadação atrelada ao pay-per-view (PPV). No relatório, a direção corintiana afirma que os sistema de venda de jogos transmitidos pelo “Premiere” apresentou queda em seus números. “Os efeitos desses elementos pode ser resumido: exibição TV –  R$ 7 milhões, PPV R$ 6 milhões”, registra o documento.

Para 2020, o cálculo é de arrecadação de R$ 230.555.000 com a venda de direitos de transmissão. A projeção foi feita levando-se em conta que o clube chegará até as oitavas de final da Libertadores e da Copa do Brasil, além do alcançar o sétimo lugar no Brasileirão. Outra fatia do pagamento é realizada de acordo com a classificação no campeonato nacional. No documento a direção reafirma que foi conservadora nas previsões. Ou seja, não significa que não espere resultados em campo melhores do que esses.

Pelo menos parte dos conselheiros reclama de que o orçamento não está assinado. O discurso na diretoria é de que não existe a obrigação de assinar a peça que foi enviada aos membros do Conselho Deliberativo por se tratar de uma apresentação.

Também há entre os conselheiros quem esteja intrigado com a reprodução de uma frase atribuída a Walt Diney, sem explicações, na introdução do relatório: “eu gosto do impossível porque lá a concorrência é menor”.

Conselho do SPFC cobra parcerias por D. Alves e redução de 50% em dívida

Leia o post original por Perrone

Com José Eduardo Martins, do UOL em São Paulo

Um dos principais motivos que fizeram o Conselho de Administração do São Paulo vetar o orçamento apresentado pela diretoria para 2020 foi uma discordância sobre a relação entre despesas e receitas. O órgão deseja que o orçamento permita uma queda de 50% no endividamento a curto prazo do clube. Porém, o blog não teve acesso a esses valores. Outro pedido do grupo, que colabora com a gestão, é a apresentação de parceiros para ajudar a bancar os salários de Daniel Alves.

Integrantes do Conselho de Administração atuam em conjunto com funcionários do departamento financeiro para preparar uma peça substitutiva, conforme apurou o blog. Em linhas gerais, o trabalho é básico: cortar despesas em todas as áreas, principalmente o futebol, e criar novas expectativas de receitas.

O entendimento é de que o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, teve autorização para fazer um alto investimento no elenco para a atual temporada. A menos que aconteça uma considerável injeção de dinheiro, principalmente com a venda de atletas, a ideia que é os gastos sejam menores e mais certeiros nas contratações. A diretoria é cobrada para evitar despesas com jogadores que não conseguem ser titulares.

As alterações no orçamento almejadas pelo Conselho de Administração também atingem as categorias de base. O órgão considerou altos para a situação do São Paulo os números apresentados no relatório original. A primeira versão registrou previsão de investimento de R$ 22,8 milhões na formação de atletas e despesa de outros R$ 300 mil em melhorias no CT de Cotia.

Direção já havia cortado custos

Em relação ao profissional, já existia por parte da diretoria a projeção de redução de gastos com salários, encargos e direitos de imagem no próximo ano no valor de R$ 26,8 milhões. Preocupada em reduzir custos, a diretoria apresentou previsão de compra de direitos econômicos de apenas três jogadores com despesa total de R$ 19,5 milhões. Isso, além de gastar R$ 2 milhões para exercer a opção de compra dos direitos de Igor Vinícius.

Também demonstrando interesse em apertar os cintos, a diretoria projetou só fazer novos gastos com contratações se a meta de redução salarial for superior ao montante previsto. Nesse caso, será investida metade da quantia excedente.

Outro ponto que fez membros do Comitê de Administração torcerem o nariz para o orçamento foi a não apresentação do projeto detalhado, com nomes de parceiros, para pagar os gastos salariais com Daniel Alves. Eles esperam que a direção faça isso ainda nessa semana.

Procurado pelo blog, o diretor financeiro do São Paulo, Elias Barquete Albarello não respondeu às perguntas feitas por aplicativo de mensagem por celular até a publicação deste post.

Corinthians prevê gastar até fim de 2018 R$ 107,1 mi a mais do que previsto

Leia o post original por Perrone

Relatório financeiro do Corinthians mostra que o clube espera fechar 2018 com gasto de R$ 107.129.000 a mais do que calculado na previsão orçamentária para esta temporada.

Os dados estão no “Ciclo de Planejamento – 2019”, documento aprovado pelo Cori (Conselho de Orientação) e pelo Conselho Fiscal. Parte do conteúdo foi enviada aos conselheiros. Eles se reunirão para aprovar ou não o relatório.

A diretoria usou a contabilidade registrada até setembro de 2018 e fez uma projeção dos três últimos meses do ano para chegar aos valores que espera registrar ao final de dezembro.

A previsão é de despesa líquida no ano de R$ 388.881.000. No início de 2018, o orçamento feito pela direção apontava que esse gasto deveria ser de R$ 281.752.000. O estouro foi de quase 27,5%.

O mesmo documento prevê que a despesa líquida em 2019 seja pouco menor do que a esperada até o fim deste mês. Ela está estimada em R$ 387.253.000

Ao mesmo tempo, a projeção para 2018 é de uma receita líquida R$ 33.276.000 maior do que a prevista antes do começo do ano. A expectativa da diretoria é de que em 31 de dezembro o clube registre receita líquida de R$ 318.891.000 no ano. A previsão inicial era de R$ 285.615.000.

Nesse contexto, o clube prevê terminar 2018 com um deficit de R$ 26.392.000. No final de setembro, o resultado já era deficitário em cerca de R$ 26,2 milhões. A projeção inicial era de superavit de R$ 515 mil. Em 2017 foi registrado deficit de aproximadamente R$ 35,1 milhões.

O orçamento para 2019 aponta superavit de R$ 650 mil com receita líquida no valor de R$ 399.061.000.

Trecho do relatório aponta o gasto com salários no futebol como responsável por parte do aumento da despesa em 2018 na comparação com a previsão orçamentária. O departamento não cumpriu a meta de reduzir os custos nesse ponto.

“As despesas com salários e encargos estimadas para o fechamento de 2018 apresentam uma variação de cerca de 9,8% acima do previsto originalmente. Essa variação deve-se basicamente ao não cumprimento da estimativa de redução de 2% nessas despesas incluída na previsão orçamentária para 2018. O futebol teve ainda um incremento de 7%  (acima da redução não atingida) em função da remontagem do elenco para a temporada de 2018”, aponta o documento.

Em seguida, é prevista para 2019, “conservadoramente”, uma redução de 7% nos gastos com pessoal, incluindo outras modalidades.

O orçamento do próximo ano calcula no futebol despesa de R$ 148.298.000 com “despesas de pessoal” (inclui salários, direitos de imagem de jogadores da equipe profissional e encargos, de acordo com o documento. A projeção é de que esse gasto até o final de 2018 seja de R$ 171.781.000. Contando 13º salário, a média de gasto mensal nesse quesito deve ficar em cerca de R$ 13,2 milhões (com encargos trabalhistas).

O gasto registrado em 2018 e o previsto pra a próxima temporada se enquadram regras do Profut, segundo o relatório. O programa que refinanciou dívidas fiscais dos clubes prevê que a folha de pagamento dos atletas profissionais não pode superar 80% da receita bruta anual gerada pelo departamento.

Patrocínio

Em termos de receitas, um golpe no planejamento corintiano para 2018 foi dado pela continuidade da ausência de um patrocinador principal fixo na camisa do time.

Tanto que o orçamento original previa uma arrecadação de R$ 63.553.000 com patrocinadores no uniforme e agora a projeção para o fim de 2018 é de R$ 18.086.000. Ou seja, a expectativa é de que ao término de dezembro essa receita alcance pouco menos de 28,5% da previsão inicial. Os números incluem outras modalidades além do futebol.

No entanto, o orçamento de 2019 prevê melhora. Ele calcula em R$ 42.486.000 a arrecadação com anunciantes no uniforme. “A meta será atingida em função das negociações em curso para esses patrocínios”, aponta o relatório. Nesse cálculo está a receita com patrocinador máster.

Sócio-torcedor

O lucro com o Fiel Torcedor em 2018 também vai ficar abaixo do projetado. A previsão final é de que ele seja de R$ 5.619.000. Inicialmente, eram esperados R$ 9 milhões.

A documentação apresentada aos membros do Cori detalha que o plano de sócio-torcedor deve gerar neste ano receita de R$ 9.366.000 e despesas de R$ 3.746.000. A previsão orçamentária para 2019 projeta lucro de R$ 6 milhões com o Fiel Torcedor. Esses cálculos não levam em consideração a venda de ingressos.

O orçamento do próximo ano calcula ainda um aumento na verba gerada pelos contratos de transmissão de jogos da equipe pela TV e venda de publicidade estática. A projeção é de R$ 240.139.000 a serem embolsados no próximo ano. Em 2018, essa verba deve ficar em R$ 197.775.000. A avaliação inicial era de que a quantia vinda da televisão seria de R$ 163.527.000 na atual temporada.

No documento a diretoria explica que o orçamento para 2019 foi feito de maneira conservadora em relação até qual fase o time pode chegar nas competições ou em que posição pode terminar. Isso porque as receitas de TV variam conforme a classificação.

O cálculo foi baseado em valores pagos pela sétima posição no Brasileirão e chegada às oitavas-de-final da Copa do Brasil e da Sul-Americana. Vale lembrar que a avaliação não significa que esses são os melhores desempenhos projetados pela diretoria.

Venda de jogadores

De acordo com o levantamento, 0 Corinthians deve encerrar 2018 registrando R$ 110.188.000 amealhados com o repasse de direitos federativos de atletas. A previsão no começo do ano era de que essa quantia seria de R$ 50.150.000. O orçamento de 2019 projeta a entrada de R$ 54.030.000 nos cofres alvinegros graças à negociação de atletas.

Porém, o documento apresenta também dados referentes às vendas com o desconto de despesas para a realização das operações. Esse trecho prevê que a receita líquida em 2018 com o repasse de direitos federativos será de aproximadamente “R$ 70,7 milhões, 38% superior ao resultado apurado em 2017”.

Para 2019, a expectativa é de receita líquida com essas negociações no valor de R$ 34 milhões.

O documento não traz dados sobre o dinheiro desembolsado pelo clube com a contratação de atletas. A justificativa é de que as compras de direitos federativos são registradas como investimentos, assim não entram na lista de despesas.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a direção do Corinthians afirmou que não pode se manifestar antes da reunião em que o Conselho Deliberativo vai analisar o relatório.

 

 

Santos prevê arrecadar R$ 47 milhões com venda de atletas em 2015

Leia o post original por Perrone

Para não ter prejuízo em 2015, o Santos precisa arrecadar no ano que vem R$ 47 milhões com a venda de direitos econômicos de jogadores. Ao mesmo tempo, tem que gastar bem menos com a aquisição de reforços: por volta de R$ 9 milhões.

Os números estão no orçamento feito pelo Comitê de Gestão do clube para o próximo ano e que será votado em reunião do Conselho Deliberativo nesta terça.

O relatório também prevê uma arrecadação de R$ 33 milhões com patrocínios. Se o orçamento for seguido à risca, o alvinegro do litoral terminará 2015 com um lucro de aproximadamente R$ 700 mil.

Só que o documento, como acontece em todos os clubes, não indica que jogadores podem gerar a receita milionária, caso sejam vendidos. Além disso, o próximo presidente corre o risco de pegar o elenco já sem alguns atletas com bom potencial de venda. Isso porque, também nesta noite, o conselho decide se autoriza a diretoria a negociar direitos econômicos de atletas antes da eleição, marcada para 6 de dezembro. As negociações são vetadas em período eleitoral, justamente para não afetar o sucessor de Odílio Rodrigues.

Como comparação, em 2013, ano em que negociou Neymar, o Santos arrecadou R$ 62,4 milhões com a venda de jogadores. Em 2012, foram R$ 27,3 milhões.

 

 

Sem Libertadores, Corinthians prevê queda superior a R$ 16 mi em bilheteria

Leia o post original por Perrone

Sem vaga na Libertadores do ano que vem, o Corinthians prevê uma queda superior a R$ 16 milhões com receita gerada pela venda de ingressos. Isso apesar da inauguração de seu estádio.

O orçamento do alvinegro para 2014, publicado no site oficial do clube, prevê receita de R$ 12 milhões com venda de ingressos no ano que vem. Relatório também divulgado na página mostra que até setembro de 2013 a receita de bilheteria foi de R$ 28,3 milhões. A previsão inicial para a atual temporada era de uma receita de R$ 26 milhões.

Segundo Raul Corrêa da Silva, diretor financeiro do Corinthians, a projeção para a próxima temporada é conservadora. “Fomos conservadores porque 2014 será um ano de conservadorismo no esporte. Temos dólar e inflação subindo, recursos escassos. As empresas estão conservadoras, as verbas publicitárias caíram”, afirmou o dirigente ao blog.

O cálculo feito no orçamento leva em conta valores após o desconto de despesas como aluguel, no caso do Pacaembu, e manutenção do estádio, em Itaquera, além da reserva de uma parte da renda para pagamentos futuros do empréstimo do BNDES. A quitação do financiamento só começa após três primeiros anos, pois há um período de carência.

Santos prevê R$ 27 milhões em vendas em 2014

Leia o post original por Perrone

 

Nesta terça, a direção do Santos vai apresentar para seu Conselho Deliberativo a previsão orçamentária do clube para o ano que vem.  Os números indicam gastos comedidos com contratações e necessidade de venda de atletas para evitar uma explosão do déficit no ano.

O blog apurou que orçamento prevê receitas de R$ 27 milhões  com à venda de atletas. E que o objetivo é gastar menos do que em 2013 com contratações. Mesmo assim, a previsão é de um déficit em 2014 de R$ 7.884.015. Em 2012, houve gasto R$ 17,1 milhões com negociações de atletas e superávit de R$ 14,5 milhões, mas em 2013 o déficit será superior a R$ 9 milhões. Nos seis primeiros meses deste ano, a despesa com negociações de jogadores foi de R$ 5,3 milhõess.

Conselheiros da oposição demonstram preocupação, pois acreditam ser difícil faturar R$ 27 milhões negociando atletas. E se isso não acontecer e não forem geradas receitas nesse valor,  o déficit aumentaria para R$ 34,8 milhões. Em 2013, graças  à saída de Neymar, o Santos já arrecadou cerca de R$ 56 milhões com transferências de atletas. Em 2012, as vendas renderam R$ 27,3 milhões.

A previsão é também de uma arrecadação de R$ 13 milhões no ano com patrocínio principal na camisa. Esse espaço no uniforme da equipe já valeu R$ 20 milhões anuais.

Membro do Comitê de Gestão do clube, o promotor Francisco Cembranelli não confirmou e nem desmentiu os números obtidos pelo blog, mas comentou a situação.

“O [dinheiro] que falta tem a ver com as péssimas administrações antes de 2009. Pagamos até hoje dívidas da administração Marcelo Teixeira. O Santos de hoje tenta ser bom pagador, arcando com os erros do passado. Não da para criticar quem tenta consertar as coisas. Venda de atletas normal, de acordo com o mercado, e aquisições idem.

Diretoria do Palmeiras admite ter consumido mais de um terço do orçamento de 2013

Leia o post original por Perrone

Em clima de fim de mandato, a diretoria do Palmeiras prepara suas contas finais para análise do Conselho Deliberativo. O cálculo é de que o clube irá receber em 2013 cerca de R$ 148,5 milhões, e ter despesas praticamente idênticas.

A arrecadação calculada é pouco menos da metade do que os R$ 330 milhões esperados pelo rival Corinthians no ano.

 Mas o problema palmeirense não é quanto vai entrar. É quanto já saiu do clube antecipadamente. Levantamento da atual gestão aponta que já foram antecipados R$ 60 milhões de receitas previstas para 2013. Na maioria dos casos, os contratos foram usados como garantias em empréstimos bancários.

Assim, sobrariam aproximadamente R$ 90 milhões na mão do presidente que será eleito na segunda-feira.

Só que o buraco é muito maior nas contas do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização). Relatório feito pelo órgão aponta que já foram corroídos R$ 88 milhões.

“Antecipamos bem menos do que isso. E se não tivéssemos antecipado, o clube não andaria. Todos os presidentes antecipam receitas”, disse Arnaldo Tirone ao blog. O presidente afirma também que a administração anterior antecipou mais receitas do que ele.