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Após impeachment negado, opositores de Peres falam em expulsão

Leia o post original por Perrone

Opositores de José Carlos Peres no Conselho Deliberativo do Santos estudam novas maneiras para tentar afastar o presidente do clube. Os que tentam as articulações são conselheiros inconformados com o fato de os associados contrariarem o desejo da maioria do órgão votando contra o impeachment do cartola.

Uma das estratégias fomentadas pelos opositores é tentar a expulsão de Peres e seu vice, Orlando Rollo. A alegação é de que ambos teriam ferido o estatuto por supostamente denegrir a imagem do clube no auge da batalha entre ambos pela imprensa.

O artigo 16, em sua letra “b” diz que estará sujeito a eliminação do quadro associativo do Santos o associado que “atingir por ato público ou manifestação escrita ou verbal a reputação, integridade, o prestígio ou o conceito moral e o bom nome do Santos, de seus órgãos ou dos membros desses órgãos”.

O primeiro passo para colocar esse plano em prática é colher a assinatura de 20 c0nselheiros para encaminhar o pedido ao Conselho Deliberativo. Por enquanto, há apenas conversas a respeito da iniciativa.

De acordo com o estatuto, se ao mesmo tempo os cargos de presidente e vice ficarem vagos, em dez dias deve ser marcada nova eleição com voto dos associados. Isso se faltarem mais de 60 dias para o fim do mandato. Caso o prazo seja inferior, o Conselho Deliberativo escolhe os substitutos entre os membros do Comitê de Gestão.

Outra possibilidade aventada já foi colocada em prática, mas até agora não surtiu efeito. A ideia é convencer Rollo a renunciar à vice-presidência.

O argumento para tentar fazer o vice-presidente se afastar é de que ele teria muita rejeição entre os associados. Na avaliação de parte dos opositores de Peres, esse foi o motivo para os sócios recusarem o impeachment do presidente já que o vice assumiria.

Caso Rollo aceitasse sair, os descontentes com o presidente estudariam um novo pedido de impeachment, pois alegam ter outros elementos para isso.

Porém, o vice está irredutível. Afirma a quem tenta o convencer que não cometeu irregularidades para renunciar. O cartola já não faz parte da gestão. Peres tirou até sua sala. Rollo também devolveu o carro do clube que tinha o direito de usar.

Procurados, presidente e vice não quiseram se manifestar sobre o assunto.

 

 

Bryan Ruiz, 33, é jogador de futuro, segundo relato de presidente do Santos

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Bryan Ruiz, 33 anos e que ainda não decolou no Santos, é um jogador de futuro.  José Carlos Peres, presidente do clube, disse ter ouvido essa avaliação do técnico Cuca. A afirmação foi feita pelo cartola durante reunião do Conselho Deliberativo na última terça-feira (27).

“O Bryan Ruiz chegou no clube, tá sendo preparado. Ele tinha dois centímetros de um lado (sobre um desequilíbrio muscular nas pernas) e era recuperável. Tanto que o Cuca conversou comigo nessa semana e disse: ‘olha ele vai vai evoluir muito no ano que vem, é um jogador de futuro, agora ele tá com a saúde boa’. Tecnicamente ele é muito bom. É só ir ver os treinos do Santos”, declarou o dirigente.

Parte dos conselheiros reagiu com uma exclamação em tom irônico. O blog não localizou Cuca para falar sobre o assunto.

Peres também explicou que o Santos não precisou pagar pelos direitos econômicos do atleta. Entre os conselheiros há questionamentos sobre os valores desembolsados na transação, incluindo eventual pagamento de comissão.

O jogador da Costa Rica chegou ao Santos em julho, antes da 13ª rodada do Brasileirão e participou de 12 dos 24 jogos do time no Nacional desde então. Ele não marcou gols e tem contrato até o final de 2020.

Além de defender Bryan, Peres rebateu críticas ao desempenho do time no campeonato. Um dos membros do conselho classificou a campanha do time na competição de pífia.

“Não sei porque pífia a colocação do Santos. Faltou muito pouco pro Santos estar na Libertadores”, afirmou o cartola. De novo, alguns reagiram com ironia.

A reunião foi marcada por protestos de críticos da diretoria. Alguns pegaram o microfone para pedir a renúncia de Peres e de seu vice e desafeto Orlando Rollo, que na prática já não faz parte da gestão.

Colaborou Samir Carvalho, do UOL, em Santos

Opinião: missão de Peres agora é criar condições para administrar o Santos

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Após ver seu impeachment rejeitado pelos sócios do Santos, José Carlos Peres precisa trabalhar para criar condições para que consiga administrar o clube. O presidente enfrenta problemas no Comitê de Gestão (CG), no Conselho Deliberativo e com seu vice, Orlando Rollo.

O CG, que tem nove cadeiras, funciona hoje apenas com cinco membros após uma série de renúncias. Esse é o número mínimo de componentes para que o órgão possa trabalhar. Um dos integrantes é Rollo, que tem sua renúncia como vice-presidente desejada por Peres. Se ele deixar a vice-presidência, automaticamente sai do comitê, que ficaria, então sem condições de trabalhar.

Para recompor o CG, Peres precisa indicar novos membros e esperar que os conselheiros aprovem os nomes. Só que o conselho está dividido e nele dois pedidos de impeachment foram aprovados.

Além, disso, o principal dirigente santista entrou em rota de colisão com Marcelo Teixeira,  presidente do conselho, ao lutar contra a assembleia de sócios para votar o impeachment. Numa ação na Justiça, ele pediu indenização do desafeto por suposto erro no cálculo que aprovou seu afastamento no Conselho Deliberativo.

Ex-presidente do Santos, Teixeira é um forte líder na política alvinegra, o que indica a necessidade de Peres tentar desfazer o mal-estar criado.

Em relação a Rollo, a eventual renúncia não é garantia de paz. O vice se tornou um forte opositor e pode dificultar a gestão do presidente, com cobranças no conselho, por exemplo.

Há ainda uma legião barulhenta e furiosa de conselheiros, ex-funcionários e até empresário contrária à permanência de Peres.

Todos esses elementos têm potencial para fazer com que o presidente seja forçado a deixar de se concentrar na administração para se defender de ataques.

Assim, na opinião deste blogueiro, Peres precisa deixar seu estilo centralizador de lado e acionar o modo conciliador. Caso fique isolado e se preocupe em buscar uma revanche cega contra os mentores do impeachment, ele só irá aumentar sua dificuldade para administrar o clube. Ou seja, a paz que ele tento pede, não cairá em seu colo. É preciso trabalhar pela pacificação, o que passa por uma mudança em seu estilo de gestão.

Atacado, vice do Santos diz que presidente é quem deve pensar em renúncia

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Em depoimento ao blog, por meio de aplicativo de troca de mensagens por celular, Orlando Rollo, vice-presidente do Santos, rebateu declarações de José Carlos Peres. Nesta segunda (24), em entrevista ao canal “Bandsports”, o presidente santista, alvo de dois pedidos de impeachment, sugeriu que seu desafeto renuncie. Ainda disse que o vice nada fez na administração e que teve que buscar sozinho recursos no mercado financeiro. Afirmou também que a votação entre sócios no sábado (29) é uma nova eleição entre ele e o vice.

Abaixo, leia a resposta de Rollo.

“Sábado é o julgamento de dois processos administrativos (de impeachment) em que ele se colocou como réu. Não sou candidato a nada.

Ele é centralizador. Não foi eleito sozinho. Eu e os membros do Comitê de Gestão queremos ajudar, mas ele se acha onipotente. E não é.

Acho estranho ele falar em renúncia minha já que ele se colocou como réu em dois processos de impeachment. Ele que poderia estar pensando nessa possibilidade pelo bem do clube, já que não existe mais governabilidade.

Cogito a renúncia apenas no caso de assumir a presidência e constatar não haver a mínima governabilidade para poder administrar o clube. Neste caso, consultaria as forças vivas do Santos, que decidiriam sobre eventual renúncia. Essa é a prova de que não tenho apego ao poder. O Santos está acima de tudo e de todos.”

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A série de acusações de irregularidades no processo de impeachment de José Carlos Peres, feitas pelos dois lados, ameaçam o Santos de encarar um nó jurídico.

Às vésperas da votação dos sócios para selar o destino do dirigente, situacionistas e opositores enxergam argumentos para questionar o pleito na Justiça.

Do lado de Peres, há uma queixa sobre a reunião do Conselho Deliberativo que aprovou dois pedidos de afastamento dele. A reclamação é relacionada ao fato de os membros da Comissão de Inquérito e Sindicância, sem direito a voto, terem assinado a lista de presença. Seus nomes, porém, não contaram para calcular o quórum.

O presidente do clube entende que a participação deles deveria ser contabilizada. Se isso tivesse ocorrido, o número mínimo de votos exigidos para o impeachment não teria sido alcançado. O grupo do dirigente estuda se irá à Justiça para tentar anular o resultado da reunião.

Outro motivo de confusão está ligado à relação de sócios que poderão votar no próximo sábado. O presidente vê suspeitas de irregularidades na habilitação de associados para participar do pleito. A diretoria registrou um boletim de ocorrência e entregou documentos à polícia.

Em tese, a investigação policial pode dar motivo para Peres contestar um eventual resultado negativo nas urnas, questionando a habilitação de diversos sócios.

Desconfiando que gente interessada no impeachment estava pagando mensalidades de sócios em atraso em dinheiro para não deixar rastros, Peres proibiu a quitação em cash. Associado inconformado acionou o Procon, que considerou a prática ilegal. Mesmo assim, a diretoria manteve a proibição.

O episódio dá margem para quem não conseguiu pagar as taxas ir à Justiça na tentativa de impedir a votação ou questionar o resultado. Os opositores são os principais interessados no questionamento sobre o veto a dinheiro nos pagamentos.

“Por enquanto, nada interfere na assembleia”, disse ao blog o presidente do Conselho Deliberativo do Santos, Marcelo Teixeira, em relação ao risco de ações prejudicarem a votação.

Se o resultado da votação ou da reunião do conselho forem questionados, o Santos deverá amargar uma dura disputa nos tribunais sobre quem comanda o clube.

A oposição diz ainda estudar pelo menos mais um pedido de impeachment, além dos dois atuais, caso Peres saia vitorioso no sábado.

Outro fator que ameaça a governabilidade no clube é uma crise no Comitê de Gestão (CG). Com nove cadeiras disponíveis, o órgão tem hoje apenas cinco membros, após quatro renúncias. É o número mínimo para que o grupo possa se reunir e tomar decisões.  Os novos indicados precisam ser aprovados pelo Conselho Deliberativo. Sucessivas recusas de nomes podem travar o funcionamento do CG.

De acordo como o estatuto do Santos, o comitê é o órgão responsável pela administração e gestão executiva do Santos.

Nesse caldeirão ainda ferve a briga entre Peres e seu vice-presidente, Orlando Rollo. Com frequência ambos se atacam publicamente.

Para muitos conselheiros, o alvinegro vive a pior crise da sua história. “As crises políticas ocorrem em quase todos os clubes, com maiores ou menores proporções. A questão é em tão pouco tempo de gestão ter divergências e problemas de relação entre presidente e vice, além dos erros que geraram processos que estão sendo avaliados pelo quadro associativo”, analisou Teixeira. Presidente do conselho e ex-presidente do clube, ele é uma das principais lideranças políticas na Vila Belmiro.

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Mais um membro do Comitê de Gestão do Santos pede desligamento

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O Comitê de Gestão do Santos sofreu mais uma baixa nesta sexta (21). José Carlos de Oliveira entregou seu pedido de desligamento. Ele confirmou a decisão ao blog, porém não revelou seus motivos.

“Entreguei a carta da minha saída para o presidente do Conselho Deliberativo, Marcelo Teixeira, e disse a ele que, como foi o conselho que me indicou para o cargo, vou explicar os motivos primeiro para o órgão”, declarou Oliveira. Ele informou que enviou uma cópia do documento para José Carlos Peres, presidente do clube e alvo de dois pedidos de impeachment.

O Comitê de Gestão, criado para auxiliar os presidentes santistas na administração, tem nove cadeiras. Com a saída de Oliveira, apenas cinco estão ocupadas por causa de uma série de pedidos de afastamento. É o número mínimo permitido pelo estatuto.

Entre os componentes estão Peres e seu vice e desafeto Orlando Rollo. Também permanecem Pedro Henrique Dória Mesquita, Estevam André Robles Juhas e Fábio José Cavanha Gaia.

Antes de Oliveira, tinham saído do comitê Andrés Rueda Garcia, Urubatan Helou e Hanie Hissa.

Opinião: falta amor pelo Santos e sobram interesses pessoais entre cartolas

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Os caras estão mais preocupados com eles do que com o Santos. Essa é a primeira conclusão extraída da crise política do clube.

Fosse diferente o presidente José Carlos Peres, alvo de dois pedidos de impeachment, e o vice Orlando Rollo teriam procurado se entender para tentar salvar a instituição.

Porém, na briga pelo trono presidencial preferem expor o clube com entrevistas em que um esculhamba o outro e até com estocada por meio do site oficial do Santos.

Parece até plano de torcedores rivais para afundar na lama um dos clubes com passado mais glorioso do mundo.

E não são só eles. Ex-funcionários e atuais, a maioria ligada à política do clube, capricham para deixar a Vila Belmiro vermelha de vergonha.

O exemplo mais emblemático é o do ex-empregado e ex-aliado eleitoral de Peres que se jogou no carro do presidente vociferando por conta do emprego perdido.

Conselheiros torturam o Santos e seus torcedores promovendo batalhas que têm como único efeito prático a exposição da agremiação.

As seguidas acusações de ameaças de morte devidamente registradas em delegacias também ferem o alvinegro.

Nesse saco de gatos tem até empresário de jogadores apoiando o impeachment.

Com excessão do agente de atletas, não dá para entender como toda essa gente, principalente presidente e vice, não se une pelo bem do clube. Ou melhor, dá, sim. A explicação está no começo deste post.

Opinião: falta amor pelo Santos e sobram interesses pessoais entre cartolas

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Os caras estão mais preocupados com eles do que com o Santos. Essa é a primeira conclusão extraída da crise política do clube.

Fosse diferente o presidente José Carlos Peres, alvo de dois pedidos de impeachment, e o vice Orlando Rollo teriam procurado se entender para tentar salvar a instituição.

Porém, na briga pelo trono presidencial preferem expor o clube com entrevistas em que um esculhamba o outro e até com estocada por meio do site oficial do Santos.

Parece até plano de torcedores rivais para afundar na lama um dos clubes com passado mais glorioso do mundo.

E não são só eles. Ex-funcionários e atuais, a maioria ligada à política do clube, capricham para deixar a Vila Belmiro vermelha de vergonha.

O exemplo mais emblemático é o do ex-empregado e ex-aliado eleitoral de Peres que se jogou no carro do presidente vociferando por conta do emprego perdido.

Conselheiros torturam o Santos e seus torcedores promovendo batalhas que têm como único efeito prático a exposição da agremiação.

As seguidas acusações de ameaças de morte devidamente registradas em delegacias também ferem o alvinegro.

Nesse saco de gatos tem até empresário de jogadores apoiando o impeachment.

Com excessão do agente de atletas, não dá para entender como toda essa gente, principalente presidente e vice, não se une pelo bem do clube. Ou melhor, dá, sim. A explicação está no começo deste post.

Acusações de ameaça de morte e “barracos”. A crise política no Santos

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A guerra política no Santos transformou a Vila Belmiro em um palco de cenas insólitas, barracos e até acusações de ameaças de morte.

Tanto os apoiadores dos pedidos de impeachment do presidente José Carlos Peres como os defensores do dirigente relatam serem vítimas de atos de hostilidade.

Mais de um boletim de ocorrência já foi registrado por conta da crise política.

Entre os casos de polícia está uma acusação feita pelo conselheiro Márcio Antônio dos Santos Rosas contra Marcos Maturana, gerente das categorias de base do clube.

Rosas alega que no jogo contra o Sport, na Vila, foi hostilizado por três homens desconhecidos. Na saída, após a vitória santista por 3 a o, segundo seu relato, Maturana o ameaçou de morte.

“Ele disse que me mataria se eu criticasse a base do Santos ou o chamasse de padeiro”, afirmou o conselheiro. O boletim de ocorrência foi registrado no dia 6 de setembro.

Maturana, dono de padaria, nega que tenha feito a ameaça. “Pela minha educação, jamais faria isso. Só disse que quando ele quiser falar alguma coisa de mim fale pessoalmente. Ele escreveu (em rede social) que sou padeirinho distraído. Não é só comigo, ele tem o costume de ofender as pessoas”, declarou o gerente.

Ele afirmou desconhecer o boletim de ocorrência registrado por seu desafeto. Por sua vez, Rosas declarou que também acionou Maturana, conselheiro licenciado, na Justiça.

Rosas disse ainda que por conta do clima violento no clube já foi duas vezes para a Vila com dois seguranças, tendo gasto R$ 600 em cada oportunidade.

Peres também acabou envolvido em um “barraco” na saída da sede do Santos na noite em que seu impeachment foi aprovado pelo conselho deliberativo (agora os sócios decidirão se referendam 0 afastamento).

A cena de fazer inveja em diretor de novela das nove aconteceu quando um ex-funcionário do clube, demitido pelo cartola, se jogou em cima do carro do presidente ao berros. “Tu foi pilantra comigo (sic). Você vai engolir esse crachá. Você foi safado comigo, viu Peres”, berrava o ex-funcionário, diante de excitadas câmeras de celulares.

O presidente já havia registrado um boletim de ocorrência por ameaças atribuídas ao mesmo homem, que foi seu aliado na campanha eleitoral.

As trocas de acusações dos dois lados continuaram depois da votação no conselho na última segunda. A partir de então, o cenário tragicômico ficou completo com pesadas trocas de acusação entre Peres e seu vice, Orlando Rollo, que assumirá o cargo em caso de afastamento definitivo do ex-aliado.

 

Tendência é turbulência política no Santos continuar com ou sem Peres

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A aprovação dos pedidos de impeachment de José Carlos Peres pelo Conselho Deliberativo do Santos nesta segunda está longe de representar a diminuição da turbulência política na Vila Belmiro.

Primeiro porque haverá agora uma dura disputa pelos votos dos associados, que têm o poder de referendar ou rejeitar o afastamento do presidente por maioria simples.

Caso o impeachment seja aprovado, Orlando Rollo, vice-presidente eleito com Peres assumirá a presidência do clube e do Comitê de Gestão.

Aqui aparece o segundo problema. Rollo também sofre alta rejeição de parcela significativa do conselho. Entre os que rejeitam o cartola estão conselheiros que vivem em São Paulo e também tradicionais de Santos.

O descontentamento com Rollo é tanto que parte dos críticos de Peres viveu uma dúvida cruel sobre se valeria afastar o presidente para colocar o vice, que não tem a simpatia deles, no poder.

Isso significa que se Rollo assumir o poder enfrentará a mesma marcação cerrada de opositores encarada por Peres, com quem entrou em rota de colisão rapidamente.

Ou seja, a temperatura política não tende a baixar se ele for empossado.

Inicialmente, já haverá pressão para que o eventual novo presidente não deixe de investigar atos da administração passada, comandada por Modesto Roma Júnior.

Uma vitória de Peres na assembleia geral, não daria garantias a ele de tocar o mandato de maneira mais tranquila.

Isso porque as divergências entre Peres e Rollo aumentaram durante o processo de impeachment. Além disso, a campanha pelo afastamento do cartola organizou e fortaleceu a oposição.