Arquivo da categoria: Oswaldo Oliveira

O inexplicável Fluminense

Leia o post original por Rica Perrone

Jogos de puro massacre. 200 chances de gol, 900 finalizações, euforia da torcida, e derrotas. A bola não entra. Troca-se o treinador. A torcida reclama. O futebol cai de produção consideravelmente. O rebaixamento bate à porta. No jogo seguinte, fora de casa, o Flu não pressiona, não joga daquela maneira que jogava e é, inclusive,…

O inexplicável Fluminense

Leia o post original por Rica Perrone

Jogos de puro massacre. 200 chances de gol, 900 finalizações, euforia da torcida, e derrotas. A bola não entra. Troca-se o treinador. A torcida reclama. O futebol cai de produção consideravelmente. O rebaixamento bate à porta. No jogo seguinte, fora de casa, o Flu não pressiona, não joga daquela maneira que jogava e é, inclusive,…

Nada agradará o Corinthians hoje

Leia o post original por Rica Perrone

Pode tentar, inventar, sugerir. Ninguém hoje preencherá o vazio no cargo de treinador do Corinthians e quem sentar ali sabe que, no máximo, estará “dando pro gasto”. Porque? Porque não tem outro Tite hoje no Brasil. E não tendo, não adianta procurar.  O Corinthians acaba de sair de uma relação com a Cléo Pires. Pode …

O óbvio, o drama e a falta de ousadia

Leia o post original por Rica Perrone

Se sou treinador do Sport e o Corinthians me chama, faço o “óbvio”. Se a imprensa souber disso, questiona com toda a hipocrisia que um treinador contesta as demissões quando também optam pela troca fácil a qualquer momento. Então temos “o drama”. O que não encontramos na contratação de Oswaldo é a ousadia. Porque nada …

Marcelo Oliveira se torna melhor técnico a cada derrota do Palmeiras

Leia o post original por Quartarollo

Cuca ainda não venceu como técnico do Palmeiras. Perdeu os três jogos que disputou.

O time continua com os mesmos defeitos da época de Marcelo Oliveira, que é lembrado cada vez com menos raiva pela torcida.

Ele se torna melhor a cada derrota palmeirense e muita gente já diz: “A culpa não era dele, ele era muito bom”

Cuca muda jogadores e tudo continua igual. Voltou Gabriel à cabeça de área que parecia a maior esperança para acertar a saída de bola do meio-campo e nada.

O ataque vive um sai e entra entre vários jogadores e nada. Os laterais pararam de funcionar.

Zé Roberto sente claramente o peso da idade e Lucas que chegou jogando muito vai definhando dia a dia.

Lembra o lateral-esquerdo Dida, que era Seleção Brasileira no Coritiba, teve uma passagem razoável pelo Corinthians e virou reserva do Biro no Palmeiras.

Definhou totalmente e sumiu Paraguai afora. Nunca mais foi o mesmo. Hoje é um gordo, bonachão, gente boa e comentarista na capital paranaense, longe do menino que prometia muito no início da carreira.

Egídio só jogou no Cruzeiro e nunca mais. Diziam que ele marcava mal, mas atacava bem. Agora nem uma outra coisa nem outra.

Até Arouca, que era excelente no Santos, se torna um jogador comum nesse time do Palmeiras onde o médio Robinho virou referência no meio-campo.

Com tudo isso você pode me perguntar. Então a culpa não é do técnico? É também, era de Marcelo Oliveira e agora é de Cuca.

Mesmo com um time médio dá para fazer um trabalho melhor. Tite prova isso há várias temporadas.

É preciso olhar para o gramado e ver um time bem montado independente da categoria dos jogadores e isso a gente não vê no Palmeiras há muito tempo.

O último que conseguiu foi Oswaldo de Oliveira que por não ser homem de Alexandre Matos foi fritado desde que o dirigente chegou para trazer o então amigo Marcelo Oliveira.

Oswaldo perdeu um titulo paulista nos pênaltis e caiu em desgraça. A ironia é que também tinha sido mandado embora do Santos no ano anterior porque perdeu o título nos pênaltis para o Ituano, no Pacaembu.

Venceu por 1 x 0, mas Cícero perdeu um pênalti durante o jogo. Se faz, com 2 x 0, seria campeão.

Às vezes tem isso também, o técnico depende dos pés do jogador. Se ele erra, quem dança é o treinador.

O Palmeiras precisa ter muita calma e tentar encontrar um time que joga taticamente bem. Tecnicamente talvez não seja mais o caso.

E está na hora também de Alexandre Matos explicar porque contratou tanto jogador ruim com tanto dinheiro à disposição.

Mas isso é coisa para o dono do dinheiro, Paulo Nobre, cobrar do dirigente.

A fila anda no Fla: sai Cristóvão, vem Oswaldo

Leia o post original por Antero Greco

O Flamengo não perdeu tempo: nem esfriou o banco ocupado por Cristóvão Borges e logo chega Oswaldo Oliveira para ocupá-lo. Um treinador foi demitido no final da manhã, enquanto o outro chega no começo da tarde. Um não conseguiu dar padrão ao time; o novo terá a tarefa de sair do sufoco na Copa do Brasil e de melhorar, e muito, no Brasileiro.

A demissão de Cristóvão era bola cantada, manjada e aguardada. Com a torcida, já tinha caído em desgraça havia tempos. Com a diretoria, restava um pouco de paciência, que se esgotou com a derrota para o Vasco (1 a 0), na noite de quarta-feira. Já na saída do estádio, o administrador Rodrigo Caetano admitia que a equipe tinha jogado “abaixo da crítica”. Já era.

Cristóvão de fato não vingou no Flamengo – e isso acontece (como Oswaldo não vingou no Palmeiras). Embora não tenha um elenco de primeira grandeza, pesaram contra si decisões erradas na montagem do time e, em muitas ocasiões, nas alterações que fez durante os jogos. Isso contribuiu para aumentar a oscilação em todas as competições de que participa.

Claro que as derrapadas diante do Vasco têm enorme influência. Não é fácil digerir os tropeços diante do rival mais tradicional. Ainda mais que já custou título estadual e agora pode representar a abreviação para outra taça nacional e, por extensão, a Libertadores. A cartolagem achou que era o momento certo para agir.

A saída foi recorrer a Oswaldo, conhecido da casa e disponível no mercado. Era a alternativa viável – pois Mano não tem clima para a Gávea, depois de abandonar o barco repentinamente, dois anos atrás, e Muricy Ramalho não pretende voltar ao trabalho tão já.

O técnico que chega terá desafio não só profissional, mas pessoal também. Os trabalhos recentes não chegaram a bom termo, ficaram no máximo na média. No Palmeiras, recebeu muitos jogadores e demorou para decidir-se pelos titulares.

Agora, terá menos tempo ainda, pois a temporada avança e o futuro do Fla é incerto. Terá de conviver com pressões internas (só neste ano já houve duas mudanças de Comissão Técnica) e externa, pois a torcida anda apreensiva. Só lhe resta desejar boa sorte.

PS. Critiquei a postura racista de alguns – notem bem, alguns – torcedores do Flamengo na relação com Cristóvão. Daí a dizer que houve generalização e rotulou a torcida TODA como preconceituosa é desinformação ou má fé. Ou as duas coisas juntas. Mas, independentemente disso, racismo deve ser combatido com intensidade, em qualquer atividade, e sem trégua.

 

E o Palmeiras enfim dorme no G4

Leia o post original por Antero Greco

O que não fazem quatro vitórias em seguida!! O Palmeiras até dez dias atrás flertava com a parte de baixo da classificação no Brasileiro. Deu uma arrancada, enfileirou bons resultados um atrás do outro, foi a 21 pontos e ao menos até esta quinta-feira se ajeita no bloco principal. A mais recente demonstração de reação veio com os 3 a 0 no Avaí, nesta quarta, em casa.

O placar expressivo e merecido escancara uma constatação: a equipe agora tem autoconfiança em cima. Andava com o amor próprio em baixa na largada da competição, como consequência de dificuldade de Oswaldo Oliveira definir titulares. Marcelo Oliveira superou essa fase, aposta claramente num grupo determinado e, não por coincidência, a produção melhorou.

Esse Palmeiras mais firme aproveitou-se novamente do fato de jogar no novo Palestra e ignorou um adversário tecnicamente inferior. Desdenhou tanto que, por um período do jogo, correu risco de ceder empate, antes de liquidar com o desafio. A relaxada veio após o primeiro gol, marcado por Rafael Marques aos 8 minutos. Gol, não, golaço.

A vantagem acalmou os palmeirenses, mas além da conta. Com o tempo o Avaí testou até onde poderia ir, avançou, arriscou chutes, percebeu vacilos da defesa e incomodou Prass. A mesma toada no segundo tempo. A melhor defesa do campeonato (8 gols sofridos, como a do Corinthians) passou por situações de apuros e com marcação afrouxada do meio-campo.

O poder de fogo do Palmeiras prevaleceu. Se o meio descuidou um tanto da marcação compensou com apoio ao ataque. O segundo gol veio com o lateral Lucas e o terceiro com Cristaldo, o novo talismã alviverde. O argentino entrou no lugar de Leandro Pereira e pouco depois fechou a conta. Houve ainda um quarto gol (de Kelvin, substituto de Zé Roberto), ignorado pela arbitragem.

O Palmeiras está pronto? Não. Mas parece ter dado um bico pra escanteio na desconfiança inicial. Escrevi antes e reforço agora: tem uma cara, e cara de quem fará barulho na Série A. O próximo teste será decisivo para Marcelo e rapaziada: a visita ao Sport.

Palmeiras e o excesso de contingente

Leia o post original por Antero Greco

Está nos sites e nos jornais: a direção do Palmeiras vai reunir-se com Marcelo Oliveira e estudar redução do elenco. No momento, há em torno de 40 jogadores, sem contar com Lucas Bairros e Leandro Almeida, mais dois do interminável pacote de contratações que devem apresentar-se. Dirigentes e novo treinador chegaram à conclusão de que o inchaço dificulta a formação do time.

Bola cantada. Desde o início do ano, quando começou a onda de negociações, em diversas ocasiões escrevi aqui e comentei na tevê que era gente demais. Não tem como abrigar dar oportunidades iguais a duas dúzias de novos profissionais na casa, fora os remanescentes de 2014.

As fotos mostravam um montão de rapazes em exercício. Para impacto com o público, a jogada da cartolagem foi interessante. O efeito prático, porém, não é grande coisa. Ao contrário, como se comprova agora até complica a vida do treinador. E dificulta mesmo, pois existe pressão para rodízio, quem fica fora reclama (com razão), quem está dentro se sente inseguro.

Por esse motivo, não gosto de utilizar a palavra “reforço” a todo momento. Aliás, raramente ela é bem empregada. Reforço é o jogador de qualidade, que chega, entra no time, se encaixa e contribui para que os resultados apareçam. Poucos fazem isso. A maioria é apenas contratação.

E foi o que o Palmeiras fez. Trouxe pencas de atletas, de tudo quanto foi lugar, e até agora, com meio ano já passado, ainda não tem uma formação que o torcedor possa declinar como titular. Pior, nem esquema de jogo tem. Complicou-se Oswaldo Oliveira, e disso pretende fugir Marcelo.

Ryder, Andrei Girotto, a turma de argentinos (Tobio, Mouche, Allione), para citar exemplos, em que contribuíram? Aranha só esquentou banco e já está de saída, assim como aconteceu com Maikon Leite, Allan Patrick. Ayrton. Outros podem fazer logo as malas.

Planejamento não é atirar para todo lado; mas acertar o alvo. O grupo do ano passado era péssimo e a reformulação, necessária. Porém, contratar sem controle pode levar a erro semelhante.

 

Oswaldo, saída inevitável

Leia o post original por Antero Greco

A maioria das demissões de treinador ocorre por medo dos dirigentes. Temem que uma série de resultados ruins complique a situação do time, provoque a raiva da torcida e, por extensão, pressão sobre si próprios. Dispensam o “professor”, pois é mais fácil do que mandar embora elenco ou entregarem os cargos no clube.

Há situações, porém, em que é compreensível a ruptura, embora se possa discutir se foi justa ou não. Neste caso se inclui Oswaldo Oliveira. A saída dele do Palmeiras, após meio ano de trabalho, parecia inevitável. A equipe não se ajustou, mesmo com duas dúzias de novos jogadores contratados desde janeiro, os resultados ruins se acumulam e, acima de tudo, vem o medo de fantasmas de passado recente.

O Palmeiras é traumatizado por campanhas sem brilho e, mais do que isso, por rebaixamentos. Foram dois (2002 e 2012), fora alguns sustos, como o do ano passado. Ao trazer um monte de atletas – vários com qualidade discutível –, os dirigentes calculavam o surgimento de um grupo forte em curto prazo.

Esse era o desafio proposto a Oswaldo, e ele não respondeu à altura. Em 30 jogos, acumulou 16 vitórias, 7 empates e 7 derrotas. Se no Estadual, veio o vice-campeonato, no Brasileiro a largada foi péssima, com 3 empates, 2 derrotas e só a vitória diante do Corinthians.

Mais do que números, importam outros aspectos. O principal deles: o Palmeiras não tem padrão, não tem uma maneira de jogar. Vai além: não tem uma formação titular. Não vale a papo de mudanças por contusão, convocações, suspensões.

Oswaldo vacilou. O período de observações e experiências deveria ter terminado em meados de abril, quase dois meses atrás. Não havia como esperar indefinidamente, pois o palmeirense tem pressa. E, repito, medo de fiasco. Acrescente-se aí a simpatia de Alexandre Mattos por Marcelo Oliveira, com quem trabalhou no Cruzeiro, e o quadro para a dispensa se completa.

Por falar em realidade, não vai demorar também para vir à tona o fato de que muitas contratações não compensaram. Não se pode esperar grande qualidade quando há enorme quantidade. Nisso Paulo Nobre e Mattos têm responsabilidade.