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Esqueçam o Flamengo

Leia o post original por Flavio Prado

 

 

 

 

 

 

 

A torcida do Palmeiras está raivosa. O pessoal do São Paulo enlouquecido e no Santos as reclamações são constantes. A culpa disso tudo é do Flamengo. O time de Jorge Jesus saiu de qualquer nível de comparação. Com a bola que vem jogando vai quebrando recordes e outros também serão pulverizados.

A atitude mais inteligente é esquecer o Flamengo. Comparem o Palmeiras de 2019 com o de 2018. E a mesma lógica vale para o Santos. No caso do São Paulo tudo é mais complexo, já que se joga dinheiro fora, ao contrário do que fez o Flamengo, investido certo e na hora certa.

Quando um time foge da curva, gera crises nos outros. É uma inveja indireta. Porque não aconteceu com o meu time? Por mais que o treinador português quisesse planejar, seu time foi além de quaisquer expectativas. Mesmo assim  chegou a ser contestado depois do jogo no Equador contra o Emelec e nos 3 a 0 que levou na Bahia.

Agora, usar o Flamengo como referência é pedir para sofrer. Tudo está funcionando e a competição fica desigual. Deu encaixe e aí ninguém se machuca e se machuca volta rápido. A torcida invés de encher a paciência enche estádios. Jogadores, que não serviram em outros lugares, voam na equipe abençoada. O Flamengo de hoje não é para ser comparado, é para ser curtido. Então vamos aproveitar.

Dívidas dos outros

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As notícias se repetem. São Paulo e Corinthians estão com prejuízos elevados em 2019. Nada de novo. Infelizmente, pelo sistema vigente nos clubes brasileiros onde o clube não é de ninguém, os gastos “políticos” se somam, ano após ano. As contratações nem sempre obedecem critérios técnicos. Elas surgem para atenuar erros dos cartolas ou resultados ruins em campo.

Quando uma equipe não está bem, tenta-se de tudo, desviando os olhares dos problemas reais ou dos verdadeiros responsáveis. Empresas não agem assim, daí o futebol nos principais centros do mundo, ser comandado, cada vez mais, por grandes corporações de entretenimento, envolvendo grandes somas de dinheiro e lucro para os investidores.

No Brasil ou temos apaixonados, que não medem consequências ou aventureiros que arriscam tudo em associações tradicionais, deixando os eventuais prejuízos para os futuros administradores. Os clubes sociais, de conselheiros, não têm donos, então gasta-se muito e caso não funcione, simplesmente passam os débitos para outros que vierem e que repetirão as mesmas práticas;

Marcas gigantescas como São Paulo, Corinthians, Vasco, Botafogo, Cruzeiro e outros do mesmo quilate, merecem modernidade e respeito nas suas finanças, mas esta é a última preocupação dos atuais gestores. Eles olham o momento e não projetam nada. O resultado é a falência quase geral e certeza de intervenções governamentais, perdoando as falhas e roubos dos quais essas marcas populares vivem sendo vítimas.

A arte da destruição

Leia o post original por Flavio Prado

 

Amo a Ponte Preta. É coisa do meu pai, dos anos 60, das injustiças de 1977 e de tantos momentos de alegria e tristeza. Não foram poucos os dias e noites, que ganhei, saindo de São Paulo para ver jogos de nível técnico duvidoso, no querido Majestoso. Coisas do amor.

Mas nos últimos tempos estou desiludido. Falo pouco da Nega Véia, as vezes nem acompanho as partidas e noto uma decadência impressionante no meu querido time. Enquanto isso o Bragantino, que já foi rival de primeira linha, a ponto de irmos ver os jogos lá de caminhão, porque a família Chedid não liberava os ônibus para a turma de Campinas ir a Bragança apoiar a Ponte, ruma para a grandeza.

O Bragantino virou Red Bull. A Ponte virou um saco de gatos. Uma impressionante bagunça tomou conta dos nossos velhos corredores. Interesses pessoais se sobrepõem ao clube. E isso já começou quando se deixou escapar a Red Bull, que alugava nosso estádio e adoraria ter a força da nossa torcida, aliada à sua potencia financeira e extrema organização.

Mas optamos por “conselheiros”. Essa maldição que infesta o futebol brasileiro, com suas estruturas arcaicas e poluídas. O modelo clube social com “conselheiros” está morto faz tempo. As grandes marcas do mundo são compostas por imponentes grupos financeiros, CEOS treinados, planejamentos rigorosos e altos investimentos. Esses grupos dificilmente olham para o Brasil. Mas estavam dentro do Moisés Lucarelli. E a Ponte jogou no lixo.

Infelizmente minha querida Ponte Preta vai muito mal. Espero que tenha volta. Sonho que os deuses da bola nos abram outra chance de virarmos empresa. Mas temo que os egos destruam outra vez a possibilidade de nos tornarmos a potência que já fomos. O Bragantino já achou o caminho dele com aquilo que deveria ser nosso. Eles estarão entre os maiores do Brasil rapidamente. Enquanto isso há brigas nojentas no nosso Conselho. Não estou ao lado de ninguém. E sim ao lado da Ponte. Ela é bem maior do que essa gente, que luta desesperadamente pelo seu comando, em busca, apenas, de proveito próprio.

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de proveito próprio.

 

 

Goleada nas Redes

Leia o post original por Flavio Prado

 

 

Falamos toda hora das diferenças técnicas entre clubes europeus e sul americanos. Para muitos, isso se deve ao maior poder de investimento, argumento que pode até ser aceito com ressalvas. Mas vamos comparar as democráticas Redes Sociais. Convenhamos que na internet somos todos iguais. Mas as goleadas continuam.

Levantamento do IBOPE de setembro passado mostra os números brasileiros. E não há novidades. O Flamengo é o que tem maior número de seguidores com com 24 milhões e 500 mil, aproximadamente. Em seguida está o Corinthians com 22 milhões e meio e em terceiro o São Paulo, bem abaixo, com pouco menos de 15 milhões. Números expressivos, mas que passam longe dos europeus.

Só como referência vou pegar o sexto colocado da Europa, o Arsenal. Ele tem 77 milhões de seguidores, ou seja mais de três “Flamengos”. Só que o Arsenal é apenas o terceiro em torcida na Inglaterra com 2 milhões e 70 mil fãs. O nosso Flamengo tem 30 milhões a mais. Como explicar isso, será também por falta de dinheiro?

Infelizmente temos também nas Redes Sociais os europeus pensando grande e os brasileiros se limitando ao próprio umbigo. Não há visão de mundo e isso inibe o crescimento. São gestores que pensam pequeno e não respeitam as próprias marcas e grandezas, o que gera reflexo no todo.

Só para matar a curiosidade vou revelar o campeão das Redes Sociais. É o Barcelona com 138 milhões de seguidores. Isso significa o dobro dos cinco brasileiros com maior representatividade nas Redes, somados, já que não chegam, unidos, a 70 milhões. A Catalunha, estado espanhol onde está o clube, tem 8 milhões de habitantes, bem menos que somente a cidade de São Paulo. Perceberam de onde vem a culpa pelo nível atual dos brasileiros? Simples. Os clubes de lá têm gestores e nós teóricos torcedores dando palpites em marcas, que deveriam ser mundiais.

Sempre o calendário

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A Conmebol quer novos eventos e mais datas. O final do ano seria usado para “eliminatórias” do futuro Mundial de Clubes. Para a CBF não dá. E tudo passa pelo calendário brasileiro. Os famigerados campeonatos regionais estão no centro desta questão. Enquanto todos jogam como a Europa, os brasileiros insistem em andar na contra mão. E aí surgem problemas como esse da nova ideia da Conmebol ter que ser repelida a qualquer custo.

Isso não quer dizer que eu ache bom o ruim mais um torneio internacional no nosso continente. Nem parei para pensar nele, já que a briga entre as entidades está à frente da discussão da validade ou não de aumentar o número de jogos dos grandes times da América.

Os regionais sobrevivem para manter o poder da CBF. Mesmo sendo insignificantes, eles rendem verbas do presidente da CBF para os presidentes das Federações. Essas verbas geram fidelidade e votos suficientes para o mesmo grupo se reeleger eternamente. Os clubes, que poderiam fazer algo, assistem a tudo passivamente.

Tomara que essa confusão desperte os verdadeiros prejudicados com tudo isso, que são os times brasileiros, impedidos de participarem de grandes eventos internacionais e enfrentarem os maiores times do mundo nas pré-temporadas normais,

que são no meio do ano. Acho improvável, mas não custa torcer para as coisas mudarem.

Modismo

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Jorge Jesus e Jorge Sampaoli são sucessos no futebol brasileiro. Eles apresentaram coisas rotineiras na Europa, mas que estão fazendo diferença no Brasil. Pronto, bastou isso para os estrangeiros virarem moda. O Inter quer um técnico argentino para o lugar de Odair Helmann, o São Paulo da mesma forma, sonhava com alguém de fora antes dos jogadores apresentarem a bela solução Fernando Diniz, o mais estrangeiro dos técnicos brasileiros.

Se tudo seguir como está teremos uma enxurrada de treinadores de fora no ano que vem. Não há qualquer convicção nos cartolas brasileiros. Tudo funciona na base do modismo. Quando Carille deu certo como técnico auxiliar efetivado, muita gente seguiu a receita, que funcionou de verdade, somente no Corinthians.

No ano passado quando o Palmeiras trouxe Felipão de volta, o Atlético Mineiro chamou Levir Culpie, Abel Braga foi cobiçado a peso de ouro e os “veteranos” tomaram conta do mercado brasileiro por um tempo. Não há sistemas, ideias de jogo, projetos de futebol. Há cópias do que deu certo.

A gestão segue sendo a pior coisa no Brasil. Não há criatividade, não se respeitam individualidades e nem se procuram soluções que sirvam para cada caso. Um fez os outros seguem. Então caso você queira espaço nos times brasileiros, trate de arranhar, pelo menos, um pouco de espanhol. Nem precisa entender muito de bola. O importante é você estar na “moda”, para o ano que vem.

Tempos modernos

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E lá vamos nós ver mais jogos pela internet. A Danz entrou forte no mercado e com a exclusividade da Copa Sul Americana colocou a torcida do Corinthians dentro da plataforma rapidamente. Depois vieram os jogos na Champions League exclusivos pelo Facebook e agora o Corinthians vai jogar pela globo.com.

Tudo novo e diferente. Gosto muito. Os tempos modernos não admitem mais limitações. Estar em redes sociais significa democratizar os jogos, mesmo que com custos normais de assinaturas. As mídias tradicionais mantem seus espaços, que serão sempre delas, mas os movimentos com novas ferramentas merecem ser saudados.

Fico imaginando a Copa do Catar em 2022 como será. E as próximas então? Lembro que em 1970, a Copa ao vivo, revolucionou o futebol brasileiro. A TV colorida em 1974 fez um barulho imenso no mercado de compra e venda de aparelhos. E depois as Tvs a cabo e as transmissões até com celulares, não medindo qualquer distância.

Cada vez mais o mundo se reinventa. O maravilhoso seriado inglês Black Mirror vai deixando de assustar. A imaginação do grande Charlie Brooker, autor da série futurista, começa a perder espaço para a realidade. Não há ficção que segure ou supere, os tempos atuais. E o futebol não poderia ficar de fora.

A tática da conversa

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Para jogar futebol é preciso ter o dom. Depois uma boa oportunidade e finalmente orientação tática. Claro que isso não é matemático. As coisas não são tão simples assim. Mas faltando uma delas dificilmente o jogador se torna grande, importante e reconhecido.

Muitos ficaram pelo caminho. A maioria pela falta de orientação tática, que passa muito por conversas. Na Europa é menos usual, mas no Brasil ainda faz toda diferença. Poucos treinadores ou dirigentes sentam para saber dos problemas dos seres humanos, que estão nos jogadores de futebol.

O grande filósofo português, Manoel Sergio, que tive a felicidade de entrevistar, tem como frase básica: “não existem chutes e sim homens que chutam. Não existem gols e sim homens que fazem gols, não há táticas mas homens que obedecem diretrizes”.

Manoel Sergio sempre foi o guru de José Mourinho, que sempre conversou bastante. Quando abandonou essa prática, caiu de rendimento. No passado, no Brasil, Osvaldo Brandão, grande campeão, era perito num bom bate papo, mais do que nas estratégias. O mesmo pode se dizer de Felipão.

Pep Guardiola virou uma referência pela somatória das duas coisas. É um talento tático e não se furta a ouvir seus comandados. Não sei como as coisas andam nos nossos vestiários. Parece que hoje as conversas são mais com procuradores do que com treinadores. Tem algo errado nessa relação.

Menos mimimi

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Está uma choradeira incrível sobre as bobagens do VAR. Concordo. Parece que o pessoal da América do Sul não tem capacidade para lidar com essa tecnologia e seria bom trazermos pessoas de fora para efetuar as operações. Mas até pela incompetência não vejo má fé.

Na época em que se “vendia e comprava” resultados, os envolvidos eram excelentes árbitros. Sabiam manipular uma partida acelerando ou arrastando, enervando jogadores, criando situações onde favoreciam um ou outro. Esse tipo de desonestidade parece, a grosso modo, ter sumido dos campos de futebol, felizmente.

Agora, os caras que apitam são burocratas. Eles não têm jogo de cintura e dificilmente conseguiriam manipular, para um lado ou para o outro. Defendo a honestidade deles. O que são é incompetentes. Não são dotados para o que fazem, não conseguem interpretar as regras do jogo corretamente.

Há um enorme mimimi contra o líder Flamengo, como houve com o Palmeiras no ano passado ou não lembram que falavam do “esquema Crefisa”? Antes o Corinthians teve até um dossiê eletrônico mostrando como se favorecia o grupo, que na verdade, jogava mais.

Hoje o melhor é o Flamengo e todas as baterias estão contra a equipe de Jorge Jesus. Não é melhor tentar melhorar o nível do que ficar só chorando? Quando fazem acusações deixam todo o sistema sob suspeita. E aí as pessoas podem colocar em dúvida todos os torneios anteriores. Incompetentes fazem lambanças para qualquer lado e quem reclama hoje pode ser favorecido amanhã.

Inteligência tática

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O São Paulo começa nova vida e agora de forma ousada. Fernando Diniz é um passo a frente. O São Paulo sempre foi revolucionário. Perdeu essa identidade nos últimos tempos e foi ficando para trás. Agora pode ser novamente uma referência. Diniz não faz o óbvio, faz o correto. Basta olhar o que se joga na Europa, principal centro futebolístico do mundo, para percebermos o quanto paramos no tempo.

O novo treinador está animado. Detecta muitos jogadores com inteligência tática acima da média. E isso faz total diferença. A inteligência para o jogo não tem nada com o dia a dia dos nossos atos. Um PHD em Física, um mestre em Ciências ou um matemático, talvez não entendam o coletivo do futebol.

A longevidade de Daniel Alves, por exemplo, é claramente explicada pelo entendimento que ele tem da tática. Hernanes da mesma forma, só para citar alguns. O goleiro Thiago Volpi parece perceber bem como funciona a movimentação de um time, a hora de sair e arriscar e o momento de acalmar tudo embaixo do gol.

Por último há o fator confiança. É preciso acreditar no projeto e os jogadores são praticamente sócios das ideias de Fernando Diniz. Pode dar certo e se der será um grande avanço para o futebol brasileiro. Sabemos que os cartolas trabalham por  “modismo”. Se Diniz funcionar virão outros. Aí  valerá a pena voltar a apreciar o jogo no Brasil.