Corinthians troca previsão de déficit de R$ 21,3 mi por R$ 40 mil no azul

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O Corinthians alterou a sua previsão de déficit de R$ 21.318.000 em 2020 para superávit de R$ 40 mil.

Alteração, no entanto, foi feita sem aumento na expectativa de receita com a venda de jogadores. Também não houve corte na previsão de despesas com aquisição e amortização de direitos federativos, que continua em cerca de R$ 53,6 milhões.

A mudança é baseada principalmente em cortes de custos de viagens, diminuição de despesas financeiras  e redução do consumo de energia elétrica.

Nesta segunda (10), o Conselho Deliberativo vota o orçamento reajustado. A primeira versão, apresentada em dezembro do ano passado, não foi votada depois de conselheiros reclamarem que trâmites internos determinados pelo estatuto não teriam sido cumpridos.

Havia também críticas em relação ao cálculo de déficit neste ano de cerca de R$ 21,3 milhōes. Assim, como mostrou o blog, a diretoria aproveitou os últimos dias para tentar aumentar as previsões de receitas e reduzir as projeções de gastos com o objetivo de evitar a expectativa de  resultado deficitário.

A maior redução aconteceu com as despesas financeiras. Elas caíram de R$ 52.000.704 registrados no orçamento original para R$ 43. 226.000 no relatório ajustado.

No documento que será debatido pelo conselho, a queda nesse ponto é justificada principalmente pela revisão de custos em função de renegociação de contratos de financiamento.

A previsão de desembolso com viagens e estadias no primeiro relatório era de R$ 9.249.000. Agora foi estipulado que esse número chegará a R$ 6 milhōes.

A explicação para a mudança é de que houve “adequação de custos de despesas de viagem (inclui todas as categorias esportivas)”.

A previsão de despesas com salários e encargos caiu de R$ 202.969.000 para R$ 197.882.000.

Nota explicativa da nova previsão orçamentária afirma que haverá “redução de custos com benefícios em função de renegociação de plano de saúde” e “redução adicional em salários em relação ao inicialmente previsto”.

Também foi registrado corte na previsão de gastos com “materiais, uso e consumo”. A projeção de despesa caiu de cerca de R$ 2,3 milhōes para aproximadamente R$ 1,8 milhão.

Segundo o documento, a economia será possível principalmente por conta de acordo de patrocínio com a Joly, que inclui o fornecimento de material de manutenção e construção.

A previsão de despesa com energia elétrica caiu de aproximadamente R$ 3,3 milhões para por volta de R$ 2,3 milhōes. Conforme registrado no documento, a redução será viável por conta da compra no mercado livre de energia.

Já a projeção anotada para “outras despesas” diminuiu de R$ 6,3 milhōes para R$ 5,36 milhões. A mudança é atribuída à “redução especialmente de despesas ligadas a taxas e anuidades de registros de atletas”.

A única previsão de receita que aumentou é relativa ao programa de sócio-torcedor. O número subiu de R$ 13,2 milhōes para R$ 14,3 milhōes. A explicação é de expectativa de “incremento de receita com base em novos valores e leve aumento da base de sócios”.

A previsão de receita líquida para 2020, sem contar a venda de jogadores, passou de R$ 398.447.000 para R$ 399.547.000.

A avaliação de arrecadação com “repasses de direitos federativos” foi mantida em R$ 66.136.000.

Vale lembrar que o clube mantém negociações avançadas com o Benfica para vender Pedrinho por 20 milhões de euros (cerca de R$ 94,59 milhões).

Procurado para comentar o novo orçamento, Matias Antonio Romano de Ávila, diretor financeiro do Corinthians, disse que não poderia se manifestar antes da reunião do conselho.

 

São Paulo vence round contra prefeitura na Justiça por IPTU

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No último dia 31, a Justiça concedeu ao São Paulo tutela antecipada para suspender a exigibilidade do IPTU em relação aos exercícios de 2014 e 2015.

A decisão suspende a cobrança feita pela prefeitura e seus efeitos enquanto o clube contesta o suposto débito. Assim, não pode haver inscrição na dívida ativa enquanto a questão for discutida judicialmente.

A quantia cobrada não foi informada na decisão, porém, o valor da ação é de aproximadamente R$ 8,6 milhōes.

Como todos os clubes da cidade, o São Paulo é isento da cobrança de IPTU, mas a prefeitura exige que as agremiações anualmente solicitem a isenção.

Alegando a existência de dívida do tricolor com a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) registrada no CADIN (Cadastro Informativo Municipal), a prefeitura indeferiu a isenção para o clube do Morumbi em 2014 e 2015. O município suspende o benefício para quem tem débitos registrados nesse cadastro. O Corinthians, por exemplo, enfrenta briga semelhante na Justiça com a prefeitura.

A Lei 14.094, de 2005, determina que, entre outras sanções, quem tiver seu nome registrado no Cadin não pode receber da prefeitura concessões de auxílios, subvenções e incentivos fiscais e financeiros.

No caso são-paulino, o juiz Marcos de Lima Porta entendeu que a isenção não é o mesmo que incentivo fiscal e que o benefício é incondicional.

O magistrado argumentou ainda que o São Paulo fez um acordo com a CET e vem pagando parceladamente sua dívida. A prefeitura pode contestar a decisão.

14 perguntas para você responder antes de opinar sobre o incêndio no Ninho

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O incêndio que matou 10 garotos das categorias de base do Flamengo no Ninho do Urubu completa um ano neste sábado (8). Nesse período, a tragédia virou motivo para embates entre torcedores nas redes sociais.

Infelizmente, muitos usam o episódio trágico apenas para atacar o rubro-negro. Outros tantos, também lamentavelmente, minimizam o ocorrido para defender o clube da Gávea.

Se você pretende emitir seu comentário sobre o assunto nas redes sociais, aqui vão 14 dicas do blog. Antes de disparar sua opinião faça essas perguntas para você mesmo:

1 – Qual o objetivo do meu comentário?

2 – Estou comentando só para atacar o Flamengo ou só para defender o clube, sem analisar tudo que envolve uma questão tão séria?

3 – Estou bem informado sobre o tema? Quantas reportagens li e assisti sobre o assunto nesta semana? E nos últimos 12 meses?

4 – Acompanhei as últimas declarações dadas por dirigentes do Flamengo em relação ao episódio? O que eles disseram de importante?

5 – Estou por dentro das últimas reportagens com depoimentos das famílias das vítimas? O que eles falaram de mais relevante?

6 – Eu sei quanto o Flamengo ofereceu para os familiares das vítimas e quantas aceitaram o acordo?

7 – Chequei todos os números que pretendo citar referentes a valores das indenizações?

8 – Pesquisei a legislação específica antes de dizer que uma lei foi ou não cumprida pelo Flamengo durante o processo?

9 – Estou sendo insensível com os familiares das vítimas?

10 – Estou ofendendo parentes, vítimas ou dirigentes do Flamengo?

11 – Estou acusando alguém sem provas?

12 – Antes de formular meu raciocínio, eu me coloquei no lugar dos parentes dos meninos mortos ou feridos ou ainda na posição dos cartolas do Flamengo?

13 – Estou falando sobre questões técnicas das quais não tenho amplo domínio?

14 – Meu amor pelo Flamengo ou minha rivalidade com o rubro-negro me faz ter uma imagem distorcida da realidade?

Obrigado

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Permissão para escrever em primeira pessoa, por força da ocasião. No primeiro espaço que ocupei na internet, um blog no portal IG, fiz durante alguns meses um exercício chamado “coluna dominical”. Era um texto semanal que servia como anúncio ao mercado editorial, uma tentativa de convencer alguém que eu poderia escrever colunas de opinião em jornais. Em algum momento de 2007, o telefone tocou. Era Luiz Fernando Gomes, com um convite para ocupar a contracapa deste LANCE! uma vez por semana, ou, se eu preferisse, duas vezes. Eu preferia, mas por suspeita da minha própria incapacidade, achei melhor começar devagar. A ideia de uma página vazia por minha causa era suficientemente assustadora, embora logo ficasse claro – e não foi por falta de aviso de quem domina este ofício – que escrever duas colunas semanais é mais fácil do que escrever uma.

Uma virou duas, que por um período viraram três, que mais recentemente voltaram a ser duas. Escrever no jornal que o futebol brasileiro lê sempre foi uma responsabilidade extremamente prazerosa, geradora do tipo mais recompensador de repercussão que jamais existirá. Alguém pode se deparar com sua imagem na tela da televisão ou sua voz nas ondas do rádio, sem necessariamente ter procurado. Para ler o que você escreve, é preciso ter a intenção, reservar o tempo e fazer a escolha. Este diário me deu a oportunidade de experimentar essa sensação e me converteu em um profissional que escreve “colunas mentais” mesmo quando não está, de fato, teclando. Ao longo dos últimos treze anos, um total de nenhuma página vazia, ainda que algumas tenham chegado ao jornal aos quarenta e nove do segundo tempo, motivo pelo qual me desculpo.

Tenho muito a agradecer. Escrever com periodicidade não é simples, pois há dias em que os temas não colaboram, a inspiração não chega e a transpiração é fútil. Mas o espaço é nobre demais para ser negligenciado ou tratado como algo que sempre estará ali. Sabemos que não é assim, que o país está em crise, que o mercado está em transformação, que a profissão está sob ataque, que páginas como esta precisam ser ocupadas e defendidas até a última linha do último dia, sempre torcendo e trabalhando para que este dia não chegue. Ao mesmo tempo, é preciso saber identificar sinais de reaquecimento que propiciam que as coisas se movimentem, que chances se apresentem e se reproduzam. Este raro texto em primeira pessoa – felizmente raro, porque a “doença do eu” precisa ser combatida e jornalistas não devem ser o assunto – tem o propósito de informar que estou deixando o LANCE! por minha decisão, algo que não imaginei que aconteceria.

O que também é raro é a total ausência de queixas ou problemas durante uma relação tão longa, mas é a pura verdade. Mais do que meus agradecimentos, o LANCE! tem e terá a minha gratidão pela confiança, pelo investimento, pela coragem e pela liberdade. Eu me despeço cumprimentando o Walter, o Luiz Fernando e todas as pessoas com quem convivi com maior ou menor proximidade, pessoalmente, por telefone ou email, desde que este diário enxergou em mim um colunista. Muito obrigado. Levo comigo as melhores memórias possíveis, e apenas um arrependimento: o fato de não termos conseguido cobrir a Copa do Mundo da Rússia como queríamos, por minha culpa. Longa vida ao LANCE! e até um dia.

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Por que o Corinthians não contratou Yony quando ele estava livre?

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Yony González em ação pelo Fluminense na temporada passada (Crédito: Pedro H. Tesch/AGIF)

Conforme disse o diretor de futebol do Corinthians, Duílio Monteiro Alves, o clube precisou assegurar a compra dos direitos econômicos do colombiano Yony González junto ao Benfica por conta da concorrência.

O dirigente afirmou que o atacante estava na lista de reforços sugeridos pelo técnico Tiago Nunes desde sua chegada ao alvinegro.

O treinador foi anunciado pela direção corintiana em 7 de novembro.

Pouco mais de um mês depois, em 11 de dezembro, Yony se despediu do Fluminense. Seu contrato terminaria no final do ano passado e ele poderia ser contratado por outro time sem gastos com direitos econômicos, como acabou fazendo o Benfica.

Leia mais:
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As datas mostram que o Corinthians poderia ter tentado negociar com o colombiano para acertar sua transferência sem ter que pagar pelos direitos econômicos.

Por que, entāo, o alvinegro não fez isso e depois acabou aceitando pagar pelos direitos de um atleta que poderia ter vindo sem esse custo?

O blog fez essa pergunta a Duílio, por meio da assessoria de imprensa do Corinthians e recebeu a seguinte resposta do departamento de comunicação: “a lista [feita pelo treinador] para essa posição tinha aproximadamente oito nomes. No final de 2019, o Corinthians fez proposta pelo Michael [que estava no Goiás], e nessa época o Yony já estava acertado no Benfica”.

Assim, pela versão do dirigente, o Corinthians deixou de tentar o colombiano quando ele estava livre porque tinha como alvo Michael, que acabou acertando com o Flamengo.

O alvinegro anunciou oficialmente ter desistido de Michael em 8 de janeiro, dois dias antes de o Benfica anunciar a contratação de Yony.

Na negociação com os portugueses, a ideia inicial do alvinegro era ter o colombiano por empréstimo até dezembro.

O clube brasileiro, no entanto, se comprometeria a pagar 3 milhões de euros por 50% dos direitos econômicos do jogador, caso ele fosse titular em 30 partidas, como mostrou o UOL Esporte.

Segundo Duílio, o Corinthians teve que aceitar a obrigação de comprar o atacante após um empréstimo até o meio do ano por que o Benfica tinha propostas de outros interessados na aquisição em definitivo do atleta.

 O dirigente não confirmou o valores, mas declarou que o pagamento será parcelado.

‘Não dá para o Corinthians ter fama de devedor’, diz candidato de oposição

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Augusto Melo, ex-diretor das categorias de base do Corinthians durante a gestão de Roberto de Andrade, vai lançar a sua candidatura à presidência do clube no próximo sábado.

Ex-membro do grupo político do atual presidente, Andrés Sanchez, ele concorrerá como opositor.

A votação acontece em novembro. Oficialmente, as inscrições para o pleito ainda não estão abertas.

Abaixo, leia entrevista exclusiva concedida pelo candidato ao blog.

Blog do Perrone – Você fez parte do grupo político do Andrés, foi diretor das categorias de base do Roberto de Andrade. O que fez você divergir desse grupo que continua no poder?

Augusto Melo – O trabalho que nós fizemos na base foi um trabalho de excelência, nós ganhamos todos os títulos que você imagina na gestão. Dali pra frente, a gente não concordou com algumas coisas que estavam acontecendo. Foi quando a gente acabou se desligando. Foi na época  da tentativa de impeachment do Roberto, a gente acabou preferindo tomar outro rumo.

Blog – Você pode dar mais exemplos de que exatamente você discordou?

Augusto – Eu não concordava com a maneira como era dirigida a base, com a forma que as coisas aconteciam e acabei me desligando.

Blog – O que mais te preocupa hoje no Corinthians?

Augusto – A gestão.

Blog – Por que, você acha que é uma gestão que não se preocupa com as dívidas do clube?

Augusto – É mais a parte de credibilidade, o Corinthians hoje não tem credibilidade, é o que mais preocupa. Acho que o que a gente deveria levar para o Corinthians agora é mais credibilidade.

Blog – E como fazer isso?

Augusto – Com uma gestão nova, com mais transparência, com indicação de gente séria. É o que eu falo, o Corinthians hoje tem quatro pilares muito importantes que são: a parte administrativa, finanças, marketing e o jurídico. Acho que esses são os pilares dos quais o Corinthians depende.

Blog – Então você começaria a sua gestão fortalecendo esses pilares.

Augusto – Sim. O Corinthians tem uma das marcas mais fortes desse país, não dá para você ficar com fama de devedor.

Blog – Mas você tem um problema prático aí. O Corinthians tem a dívida do estádio, o clube gasta mais do que arrecada e tem um passivo relativo a dívidas trabalhistas grande. Como equacionar tudo isso para fazer essa transformação e deixar de ter a fama de devedor?

Augusto -Na verdade, a gente só vai ter a certeza disso depois que a gente sentar lá. A gente só vai ter uma certeza depois que abrir tudo. Hoje, a gente não consegue entender nada, saber qual a real dívida, o que realmente acontece .

Blog – A saída passa por parcerias?

Augusto – Acho que a saída vai ser essa: credibilidade.

Blog – Como você avalia a questão dos “naming rights” da arena. É um produto vendável ainda, é muito difícil de vender, como você classifica?

Augusto – É complicado falar, está enperrado há tanto tempo. Mas, acredito que com uma nova gestão, é possíve, sim. Tudo vai depender do momento, como vai estar o próprio time de futebol no momento, é uma coisa que a gente só vai poder comentar quando sentar lá.

Blog – Se você ganhar, qual a primeira medida que pretende tomar?

Augusto – Avaliar todas essas contas, levantar todos os problemas que vêm acontecendo.

Blog – Hoje se comenta muito sobre clube-empresa. Você tem uma ideia formada sobre o assunto, especificamente em relação ao Corinthians?

Augusto – Hoje, em relação ao Corinthians, eu sou contra.

Blog – Por quê?

Augusto – Porque acho que o Corinthians tem pessoas capacitadas, sérias, honestas, que podem entrar, fazer um bom trabalho e, aí, sim, valorizar [o clube].

Blog – como você imagina uma montagem de elenco neste cenário de dificuldade financeira?

Augusto – Claro que existem adaptações a serem feitas. O Corinthians precise ter um elenco muito mais enxuto e dinâmico. Temos que entender e rever algumas contratações.

Blog – Você é um especialista em base do Corinthians . O que o clube precisa na base?

Augusto – Investir muito, investir de maneira que estimule o desenvolvimento de nossos talentos. E aqui eu conheço, você sabe, trabalhei bastante, a nossa gestão foi um sucesso. E não é investir em contratar jogador de base, é investir na formação deles. Desde o sub-9, sub-10, sub-11. Dar oportunidade para aquele pai que leva o filho lá na porta para fazer avaliação. Montar estrutura para essa garotada, acho que é isso que a gente está precisando no momento. Não contratar, como vem contratando, jogadores de baciada para a base.

Blog – Hoje, você diria que o grupo renovação e transparência, principalmente na figura do Andrés, a maneira como ele desenvolve seu trabalho no clube, é uma grande decepção para você?

Augusto – Na verdade, rapaz, tudo é um ciclo, acho que já se encerrou. São 12 anos no poder. Eu acho que já fizeram muita coisa boa no passado, mas acho que agora ele já chegou no limite.

Blog – Você chegou a conversar com outros líderes de oposição? Acha que é inviável uma chapa única de oposição na eleição?

Augusto A união é muito válida, a gente está aberto a todas as conversas. Já conversei com algumas lideranças. É lógico que se tiver uma chapa única é melhor para todo mundo. A gente está aceitando conversas, não tem problema nenhum.

Blog – Não é inviável uma chapa única de oposição no clube hoje?

Augusto – Não digo isso, acho que pode acontecer, sim. Mesmo porque muitos não estão querendo participar, estão querendo nos apoiar. Acho possível a chapa única, e a gente vem bem forte, pode ter certeza

Insistência com Sidcley é primeiro grande pecado de Nunes no Corinthians

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Tiago Nunes já tem uma teimosia para chamar de sua como técnico do Corinthians, na opinião deste blogueiro. Trata-se da insistência com Sidcley.

Visivelmente, o lateral esquerdo ainda está fora de forma, por mais que o treinador diga o contrário.

Isso ficou evidenciado na derrota corintiana por 1 a 0 para o Guaraní, nesta quarta (5), pela segunda fase preliminar da Libertadores, no Paraguai.

Quando avançava, e o Corinthians perdia a bola, Sidcley não tinha fôlego para voltar com a velocidade necessária. Deixava espaços para os paraguaios.

No ataque, sua produtividade foi baixa. De novo, o lateral corintiano que mais participou do jogo no campo de ataque foi Fágner, pela direita.

Nunes demorou para enxergar o óbvio e custou a colocar Píton no lugar de Sidcley na etapa final.

Como era de se esperar, a revelação corintiana deu mais velocidade e mobilidade ao time. Ficou ainda mais difícil entender sua permanência no banco de reservas.

A justificativa de Nunes de que Sidcley precisa jogar para ganhar ritmo não se sustenta. A recuperação do lateral é mais importante do que o desempenho coletivo do Corinthians? O caminho não poderia ser inverso, com Sidcley entrando aos poucos para ganhar condição de jogo? As boas atuações de Piton não deveriam ser premiadas com a titularidade?

Na minha opinião as respostas são óbvias e deixam o técnico numa situação desconfortável.

Nunes deveria tentar responder a essas questões antes do confronto de volta com o Guaraní. Com a obrigação de vencer, o treinador não pode se dar  luxo de deixar quem está melhor na reserva.

Claro que Sidcley não foi o único responsável pela derrota no Paraguai. Luan, por exemplo, teve atuação apagada. Janderson não foi bem e Boselli não acertou a pontaria. Porém, a lateral direita é o ponto crítico alvinegro neste momento.

Está fácil de corrigir com Piton como titular. No entanto, se Nunes não repensar seus conceitos em relação à disputa na lateral esquerda, corre sério risco de amargar uma queda precoce na Libertadores.

Bedel

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O árbitro francês que censurou Neymar por tentar um drible de efeito deveria ser disciplinado. E não interessa que o jogador em questão é o astro brasileiro cujos dribles são divididos em “válidos, com objetivo” e “desnecessários, para humilhar”. Nenhum futebolista deveria ser advertido por driblar, ao menos até o dia em que os psiquiatras do drible convençam o International Board a incluir na regra do jogo o que é permitido e o que não é. Enquanto isso, não é atribuição da arbitragem de futebol moderar o comportamento de quem tem habilidade para superar marcadores, seja qual for a – aparente – intenção.

O problema se agrava quando é acionada a demagogia da “proteção à integridade física” do driblador, nada mais do que uma desculpa para que árbitros extrapolem suas funções e atuem como bedéis em campo. Beira o ridículo. “Veja, Neymar, se você continuar com isso, alguém pode se irritar e te quebrar…”. Como se Neymar não conhecesse intimamente os riscos e já não tivesse sofrido as consequências por jogar futebol desse jeito. Não significa que esteja certo ou que deva ser estimulado. Não significa que não seja o caso de conversar com ele. Mas essa tarefa é para companheiros, técnicos, amigos… não para árbitros, que estão ali para punir o uso de violência, não para prever se alguém perderá o controle e se arriscará a ser expulso.

Neymar mereceu o cartão amarelo pela forma agressiva como reagiu. Este comportamento, sim, está em desacordo com a regra. Mas é necessário questionar a atuação do árbitro, que provocou a reação ao sair de seu caminho. É curioso que alguém que alega agir para administrar a temperatura da partida faça exatamente o contrário ao irritar um jogador que tentou… driblar. A linha do tempo do futebol está repleta de figuras que driblavam para trás, para o lado, que driblavam para a frente e esperavam o adversário se recuperar para fintá-lo de novo. Tentativas de identificar o “drible de bem” e apresentá-lo como exemplo do que é correto são futilidades que jamais serão aceitas pelo jogo, em especial quando se trata de virtuosos que se expressam em campo por intermédio de suas habilidades individuais.

Talvez valha a pena perguntar se a criminalização do drible não é um sinal de aversão ao futebol, ou ao menos de ignorância a respeito dos mecanismos de profilaxia que o próprio jogo criou. Dribladores abusados sempre tiveram de lidar com zagueiros impacientes, numa relação de sobrevivência em campo que, parafraseado Vanderlei Luxemburgo, pertence ao futebol. A obrigação de árbitros não é prevenir esse encontro, mas garantir que ele se dará conforme o que as regras determinam. Ao cercear Neymar por uma tentativa de carretilha no fim de semana, o árbitro impôs limites ao jeito de jogar de um futebolista como se a partida lhe pertencesse. Se são os efeitos da era da vaidade doentia, convém lembrar que ninguém vai ao estádio ou liga a televisão para ver árbitros em ação. De fato, a maior prova de uma atuação impecável se dá quando não são notados.

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Estatísticas apontam Boselli como trunfo corintiano na ‘pré-Libertadores’

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Sem medo de errar, o torcedor do Corinthians pode dizer que Boselli é uma das principais armas de seu time para tentar derrotar o Guaraní, nesta quarta (5), no Paraguai, pela segunda fase preliminar da Libertadores. Números do site especializado em estatísticas “Footstats” mostram a evolução do argentino em relação ao ano passado.

O crescimento do atacante vai além da quantidade de gols marcados. Boselli é um dos artilheiros do atual Campeonato Paulista com quatro gols em quatro jogos.

A média de um tento por partida contrasta com a marca ostentada por ele no Brasileirão do ano passado: 0,3. Foram 7 gols anotados em 22 jogos. Essa quantidade foi suficiente para o argentino terminar a competição nacional como artilheiro do Corinthians.

No Paulistão de 2020 Boselli tem se destacado também nas assistências.

O atacante é o corintiano que deu mais passes para gols até agora. Foram dois, mesmo número que registrou em 22 apresentações no último Campeonato Brasileiro. No Estadual deste ano, apenas Chico do Mirassol tem média melhor em relação ao corintiano com uma assistência por partida.

A finalização tem sido outro ponto forte de Boselli em 2020. O argentino é o jogador que mais acerta finalizações em média no Paulista ao lado de Júnior Todinho, do Guarani. Cada um faz em média dois arremates com perfeição por partida.

A evolução do argentino acontece no momento em que o Corinthians opta por ser mais ofensivo graças a seu novo treinador (Tiago Nunes). O alvinegro tem o melhor índice de acerto de finalizações do Paulista: 53%. Os corintianos estão empatados com os são-paulinos com a melhor média de conclusões certas por partida. Cada um arremata 7,3 vezes com perfeição por jogo.

No último Brasileirão, com Carille e depois Coelho no comando, o Corinthians registrou média de 4,3 conclusões corretas. Seu índice de acerto foi de 35,8%.

 

FPF tem obrigação de usar VAR em todos os jogos após prejuízo do SPFC

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Ao afastar a equipe de arbitragem que teve atuação desastrosa na partida entre São Paulo e Novorizontino, na última segunda (3), a Federação Paulista age como se não tivesse culpa no episódio.

A única reação aceitável por parte da entidade seria já no dia seguinte propor o uso do VAR em todos os próximos jogos da competição. Como o campeonato começou sem esse recurso, e já houve time prejudicado, principalmente o São Paulo, o mais justo seria implantar o sistema desde que todos os participantes concordaassem.

Se não houvesse consenso, o ideal seria deixar o uso do árbitro de vídeo em todas as fases do campeonato para o ano que vem. Mas seria importante anunciar já a medida.

Flávio Roberto Mineiro Ribeiro e seus assistentes, que prejudicaram o São Paulo com anulação errada de dois gols e a não marcação de dois pênaltis, não são apenas vilões. Ao mesmo tempo são vítimas, já que se o VAR estivesse disponível, provavelmente, evitariam os erros.

Ao optar por usar o árbitro de vídeo apenas nos mata-matas, a federação desvaloriza o seu próprio campeonato. Trata-se de uma economia burra. O desgaste na imagem da FPF e de seu produto não compensa o dinheiro economizado.

Erros absurdos, como os que vitimaram a equipe tricolor, apenas dão força aos que querem o fim dos estaduais. De fato, não faz sentido continuar com um torneio que não tenta evitar tais bizarrices usando a tecnologia já disponível para isso.