Gabriel Gol, 43

Leia o post original por André Kfouri

No início de janeiro, este espaço foi ocupado por um texto sobre Gabriel Barbosa, o Gabriel Gol. A transação do Santos para o Flamengo estava concluída, às vésperas da largada para uma temporada que poderia ser decisiva para o atacante apelidado, com cruel dose de sarcasmo, de “Gabi-não-gol” durante o breve período na Internazionale de Milão. Um dos argumentos da coluna era a apresentação de Gabriel como um futebolista singular no ambiente doméstico: “São raros os jogadores que oferecem nível técnico internacional – ou seja, capacidade para atuar nos principais centros – à disposição de equipes brasileiras, e é mais comum vê-los por aqui antes de serem exportados”. De maneira geral, a reação à caracterização do atacante do Flamengo como um finalizador de elite navegou entre o escárnio e a ofensa, especialmente entre torcedores santistas. O transcorrer do ano tratou de fazer com que comentários dessa natureza envelhecessem mal.

Goleador principal da Copa Libertadores e do Campeonato Brasileiro, a questão com Gabriel, como quase tudo relacionado ao futebol, não se resume a números. Ele replicou o que fez Zico na final do torneio sul-americano em 1981, e ultrapassou o lendário 10 rubro-negro em gols marcados em uma edição do campeonato nacional. Não se trata de compará-los. Ocorre que o contar da história mencionará ambos os nomes em sentenças próximas, e sempre que um jogador de futebol for citado ao lado de Zico, será por motivos geradores de orgulho. São figuras centrais em épocas irmãs, ainda mais especiais pela ausência de ocasiões semelhantes entre uma e outra. Na memória afetiva – mesmo no caso de quem não viu Zico, mas tem curiosidade por conhecimento histórico e a apreciação de fatos – popular, no entanto, um sempre será o homem-clube, enquanto o outro fará o papel de ilustre viajante do tempo e das glórias.

Porque para além das mudanças no jogo de futebol, existem as transformações no jogador de futebol. O prospecto de fazer quarenta gols por ano, jogar para uma torcida imensa, ser maravilhosamente bem remunerado e ter expectativas realistas a respeito de todas as competições disputadas pode não satisfazer os sonhos de felicidade de quem a associa a outro tipo de coisa, por nascer e crescer numa era em que a materialização do sucesso está em outras ligas, outras línguas, outras companhias. É natural que a primeira aventura europeia da carreira de Gabriel, origem quase unânime das críticas dirigidas a ele, mantenha até hoje uma espinha em sua garganta que não será removida por nada que se passe em seu país. Nenhuma vitória será como seria; tudo será uma parte, jamais o todo idealizado. Considerando a idade que ainda desperta a possibilidade de uma contratação com retorno técnico e financeiro, a hora de ir e tentar de novo pode não esperar.

O tesouro que está mais perto ele já conhece. Mesmo levando em conta clubes europeus que não se interessam por seu futebol, não parece haver naquele continente um time que represente a oportunidade esportiva que o Flamengo oferece. O texto publicado aqui em janeiro citava a necessidade de um “ajuste de mentalidade, no sentido de entender o significado de 2019 em sua carreira e as exigências que acompanham a chance de jogar no Flamengo”. Quarenta e três gols são mais do que suficientes para ilustrar que o ajuste foi feito. A questão é o significado. Hoje, em nenhum lugar, ninguém se atreve a chamá-lo de “Gabi-não-gol”.

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Valor de déficit do Corinthians no clube social daria para comprar Bruno H.

Dos R$ 94.975.000 de déficit anotados pelo Corinthians nos seis primeiros meses de 2019, R$ 26.574.000 foram registrados pelo clube social e seus esportes amadores. Para se ter uma ideia do que isso representa, o valor no vermelho atingido fora do departamento de futebol alvinegro supera o que o Flamengo gastou para contratar Bruno Henrique. Um dos destaques do campeão Brasileiro e da Libertadores custou R$ 23.620.000, de acordo com documento disponível no site oficial do Flamengo. A quantia é equivalente aos gastos com os direitos econômicos do ex-santista.

O déficit no clube social e nos esportes amadores é um antigo alvo de reclamações no Corinthians e gera discussões sobre separar o futebol do restante da agremiação, como acontece em outros times brasileiros.

No ano passado inteiro, a área social com suas modalidades esportivas registrou déficit de R$ 41.169.000, o que representa média de R$ 3.430.750 por mês. A média atual é maior: R$ 4.429.000 mensais.

Indagada sobre os motivos para os déficits na área social e também do clube no geral, a assessoria de imprensa do alvinegro respondeu ao blog com a seguinte nota: “O Sport Club Corinthians considera suficientes as informações prestadas em seu balancete para esclarecer o questionamento feito pela reportagem acerca do déficit publicado pela agremiação e informa que não irá se pronunciar sobre o déficit do clube social”.

Os números divulgados nesta semana no site oficial corintiano alarmam conselheiros da oposição. “O sócio merece investimentos no clube, mas os gastos precisam ser detalhados. Precisamos saber como estão gastando esse dinheiro”, disse o conselheiro Romeu Tuma Júnior.

Os números no futebol geram ainda mais críticas. A modalidade apresentou nos primeiros seis meses do ano déficit de R$ 68.401.000. Gastos acima do esperado e receitas menores do que as projetadas justificam o resultado. A previsão orçamentária era de que o Corinthians, somando o futebol e a área social, apresentasse superávit ao final de 2019 de R$ 650 mil. “A diretoria não segue o orçamento, o Conselho Fiscal e o Cori (Conselho de Orientação) não apontam as irregularidades para reprovar as contas”, afirmou o conselheiro oposicionista Felipe Ezabella. Vale lembrar que até 31 de dezembro a situação financeira pode mudar, principalmente se houver venda de jogador por valor significativo.

Diniz classifica com inteligência

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O São Paulo precisava muito da vitória contra o Internacional. A classificação direta para a fase de Grupos da Libertadores renderia cerca de R$ 20 milhões ao clube. Durante o “Esporte em Discussão” da Jovem Pan, na hora do almoço, disse que Fernando Diniz deveria deixar de lado suas teorias nesta partida, jogar fechado, aplicado na marcação, aproveitando os contra ataques para matar o…

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Wild começa 2020 na Austrália

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Thiago Wild segue sua pré-temporada iniciada há duas semanas na capital fluminense e definiu o calendário para os primeiros meses de 2020. O jovem paranaense de 19 anos foi vice-campeão da Maria Esther Bueno Cup na semana passada e com isso garantiu vaga no quali do Rio Open do próximo ano. Atual número 213 do mundo e terceiro melhor do país na ATP, Wild foi um dos cinco jovens a vencer um…

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Conselho do SPFC cobra parcerias por D. Alves e redução de 50% em dívida

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Com José Eduardo Martins, do UOL em São Paulo

Um dos principais motivos que fizeram o Conselho de Administração do São Paulo vetar o orçamento apresentado pela diretoria para 2020 foi uma discordância sobre a relação entre despesas e receitas. O órgão deseja que o orçamento permita uma queda de 50% no endividamento a curto prazo do clube. Porém, o blog não teve acesso a esses valores. Outro pedido do grupo, que colabora com a gestão, é a apresentação de parceiros para ajudar a bancar os salários de Daniel Alves.

Integrantes do Conselho de Administração atuam em conjunto com funcionários do departamento financeiro para preparar uma peça substitutiva, conforme apurou o blog. Em linhas gerais, o trabalho é básico: cortar despesas em todas as áreas, principalmente o futebol, e criar novas expectativas de receitas.

O entendimento é de que o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, teve autorização para fazer um alto investimento no elenco para a atual temporada. A menos que aconteça uma considerável injeção de dinheiro, principalmente com a venda de atletas, a ideia que é os gastos sejam menores e mais certeiros nas contratações. A diretoria é cobrada para evitar despesas com jogadores que não conseguem ser titulares.

As alterações no orçamento almejadas pelo Conselho de Administração também atingem as categorias de base. O órgão considerou altos para a situação do São Paulo os números apresentados no relatório original. A primeira versão registrou previsão de investimento de R$ 22,8 milhões na formação de atletas e despesa de outros R$ 300 mil em melhorias no CT de Cotia.

Direção já havia cortado custos

Em relação ao profissional, já existia por parte da diretoria a projeção de redução de gastos com salários, encargos e direitos de imagem no próximo ano no valor de R$ 26,8 milhões. Preocupada em reduzir custos, a diretoria apresentou previsão de compra de direitos econômicos de apenas três jogadores com despesa total de R$ 19,5 milhões. Isso, além de gastar R$ 2 milhões para exercer a opção de compra dos direitos de Igor Vinícius.

Também demonstrando interesse em apertar os cintos, a diretoria projetou só fazer novos gastos com contratações se a meta de redução salarial for superior ao montante previsto. Nesse caso, será investida metade da quantia excedente.

Outro ponto que fez membros do Comitê de Administração torcerem o nariz para o orçamento foi a não apresentação do projeto detalhado, com nomes de parceiros, para pagar os gastos salariais com Daniel Alves. Eles esperam que a direção faça isso ainda nessa semana.

Procurado pelo blog, o diretor financeiro do São Paulo, Elias Barquete Albarello não respondeu às perguntas feitas por aplicativo de mensagem por celular até a publicação deste post.

Parede

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A temporada ainda não terminou, mas o futebol brasileiro já discute o ano que vem. Há clubes que escolheram o técnico e tratam das saídas e chegadas no elenco. Há os que convivem com poucas questões entre os jogadores e várias em relação ao treinador. Há os que parecem não saber direito como proceder e os que literalmente não fazem a mais pálida ideia. Cada um administra sua vida e seus problemas como pode, claro, e é natural que, consumidos pela necessidade de planejamento, os clubes que gostam de se considerar candidatos ao que estará em disputa evitem a pergunta que está escrita na parede, em letras inconfundíveis: meu time será capaz de vencer o Flamengo?

Porque é disso que se trata, afinal. Equipes que almejem terminar 2020 com algo para mostrar deverão encontrar uma forma de vencer o Flamengo, porque está claro que o campeão brasileiro e sul-americano enfrentará as competições do calendário do mesmo jeito que fez em 2019, ou seja, sem escolhas. Especialmente no Campeonato Brasileiro, a situação pode parecer melhor, mas é o contrário: não é necessário ganhar do Flamengo, mas ser superior ao Flamengo ao longo de trinta e oito rodadas. Ninguém se aproximou dessa exigência no campeonato que está para acabar, e não parece que alguém esteja prestes a dar um salto de qualidade tão dramático. Enquanto não há nenhuma garantia de que o Flamengo seja tão bom quanto foi, é preciso considerar a possibilidade de ser ainda mais forte. Certamente um pensamento assustador, pois não há o que fazer quanto a isso.

Dois times foram expostos pelo sucesso do Flamengo de Jorgesus (o nome composto é um terrível trava-línguas, por isso a adaptação): Palmeiras e Grêmio. O primeiro era apontado – e se apresentava assim – como o grande concorrente, o rival que se garantia em elenco e orçamento. Um campeonato depois, o placar agregado mostra um mais-do-que-desconfortável 1 x 6 e uma diferença de pontos que pode ultrapassar a marca dos vinte nesta quinta-feira. Com o Grêmio a coisa é ainda mais gráfica, por envolver um confronto direto na Copa Libertadores. A autópsia dos enfrentamentos tem como destaques os 5 x 0 na perna de retorno do torneio continental e um incômodo 0 x 1 no segundo turno do Brasileirão, quando o time reserva do Flamengo disputou vinte minutos do jogo em Porto Alegre com um homem a menos, após a expulsão de Gabriel Gol (42, e contando). A conclusão é automática: não houve concorrência.

O único time que pode falar em um tom pouco mais alto é o Athletico Paranaense, responsável pela eliminação do Flamengo nas quartas de final da Copa do Brasil nos pênaltis, após dois empates em 1 x 1. O Athletico é um dos clubes que ainda não definiram quem será o técnico em 2020, o que no caso específico do time de Curitiba significa algo mais do que uma mudança de comando, por causa da saída do treinador que supervisionou a conquista de dois títulos nas últimas duas temporadas. Apresentado à pergunta que encerra o primeiro parágrafo desta coluna, a resposta será, com otimismo, “talvez”. E, veja, essa é uma boa posição. Nos demais casos, 2019 está terminando com sensações preocupantes, pois, como se sabe, no ano que vem tem mais

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No que Sampaoli combina ou não com o Palmeiras

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Nome preferido da diretoria do Palmeiras para substituir Mano Menezes, Jorge Sampaoli tem características que se encaixam nas necessidades do clube e outras que destoam. Abaixo, confira no que o treinador do Santos combina ou não com o alviverde.

Não combina

Estilo centralizador

No Santos, o argentino está acostumado a dar as cartas. Quer tudo do seu jeito mesmo quando o assunto não é técnico e tático. Só que, neste momento, o Palmeiras não deseja centralização no seu departamento de futebol. A ideia é que os próximos diretor executivo e treinador não tenham superpoderes. O palano é dividir responsabilidades, valorizar todas as áreas da comissão técnica e pregar o respeito à hierarquia.

Base

Sampaoli é criticado por conselheiros do Santos por usar pouco a badalada base do clube. Ele prefere apostar em jogadores mais experientes. No entanto, uma das estratégias do Palmeiras para 2020 é dar mais oportunidade aos jogadores revelados em casa. As equipes da base alviverde vivem excelente momento. O cenário ideal visto pela diretoria palmeirense é contratar menos e melhor deixando mais espaço para os jovens caseiros.

Mandos de jogos

O treinador argentino pediu para a diretoria do Santos mandar mais partidas na Vila Belmiro. Ele considera fundamental atuar no estádio do clube como mandante, apesar da estratégia da direção de utilizar também o Pacaembu. No Palmeiras, ele teria um problema, já que o time é constantemente obrigado a mandar partidas longe do Allianz Parque. Isso por conta do contrato com a WTorre que aluga a arena para shows e outros eventos.

Distância de dirigentes

Em Santos, Sampaoli é visto como um treinador que não gosta de se aproximar dos cartolas. É avesso ao contato com conselheiros e dirigentes com quem não tenha que lidar profissionalmente. Membros do Conselho Deliberativo santista afirmam que ficou mais difícil chegar perto do time desde que o argentino assumiu. Por sua vez, o Palmeiras planeja a criação de um comitê de dirigentes que acompanhará os trabalhos do departamento de futebol. Além disso, são comuns no clube os voos com conselheiros para acompanhar os jogos do time.

Combina

Medalhões

Um ponto que o Palmeiras considera importante na escolha de seu próximo técnico é a capacidade dele de trabalhar com medalhões como os que integram seu elenco. Principalmente por ter treinado as seleções de Argentina e Chile, Sampaoli está calejado nesse tipo de relacionamento.

Estilo de jogo

Uma das principais cobranças da torcida palmeirense é para que o time volte a jogar de maneira ofensiva. Os fãs reclamam da filosofia de jogo de técnicos recentes como Mano Menezes, Felipão e Cuca. O atual treinador santista se encaixa perfeitamente no perfil desejado pelos palmeirenses. Sob sua batuta, o Santos costuma buscar o gol sempre.

Popularidade

O que a torcida do Palmeiras mas tem feito nos últimos meses é protestar. Seja contra diretoria, jogadores ou comissão técnica. Por praticar um futebol que agrada aos torcedores, Sampaoli tem potencial para reconstruir a relação entre o alviverde e seus seguidores.

Contratações

O treinador argentino já pediu reforços para a diretoria do Santos visando a próxima temporada. Porém, ouviu que o clube tem pouco dinheiro para investir em contratações. Já o Palmeiras, apesar de apresentar deficit operacional até aqui neste ano, tem mais receitas do que o alvinegro e tem a ajuda de sua endinheirada patrocinadora, a Crefisa. As chances de atender a eventuais pedidos de seu próximo treinador é boa.

Agente cobra R$ 183,6 mil do Corinthians por rescisão do lateral Moisés

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Com Pedro Lopes, do UOL, em São Paulo

A empresa que controlava os direitos de imagem do lateral-esquerdo Moisés no Corinthians entrou com ação na Justiça cobrando R$ 183.674,48. A New Ace Sports & Marketing, do empresário Adriano Freire de Sá, alega que o clube deve esse valor pela rescisão do contrato referente à imagem do jogador, vendido para o Bahia.

A New Ace detinha os direitos de imagem do atleta, por isso firmou contrato com o alvinegro. De acordo com a petição inicial, datada da última quinta (28), o empresário alega que, em janeiro, por conta da ida do lateral ao tricolor baiano, a direção corintiana se comprometeu a paga R$ 240 mil pela rescisão do acordo relativo aos direitos de imagem. Ainda conforme os advogados do agente, os pagamentos deveriam ser feitos em quatro parcelas mensais de R$ 60 mil a partir de fevereiro, mas apenas a primeira foi paga.

Em seu pedido à Justiça, a empresa pede a citação do Corinthians para pagar a quantia em três dias com juros, correção monetária, custas e honorários advocatícios. Solicita também que, se a quitação não for feita no prazo estabelecido e se não forem encontrados bens para penhora, o clube seja intimado para, em cinco dias, indicar propriedades penhoráveis sob pena de ser multado em 20% do valor cobrado. Até a conclusão deste post, Fabio Trubilhano, diretor jurídico do Corinthians, não havia respondido à mensagem enviada pelo blog sobre o assunto.

Contratado pelo alvinegro em 2015, Moisés passou por uma série de empréstimos e atuou pelo clube do Parque São Jorge apenas 18 vezes.

Caixa e Arena Itaquera pedem suspensão de processo por mais 60 dias

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Caixa Econômica Federal e Arena Itaquera S/A, ligada a Corinthians e Odebrecht, pediram à Justiça Federal de São Paulo a suspensão da ação de execução movida pelo banco por mais 60 dias. A solicitação foi feita na última quinta (28) com o objetivo de dar mais tempo para as partes entrarem em acordo. Até a publicação deste post não havia resposta ao pedido publicada no site oficial de consulta pública de processos, mas a tendência é de que ele seja aceito.

No final de outubro a Justiça já havia atendido ao desejo dos envolvidos de suspender os efeitos da ação por 30 dias. “Em razão das tratativas com vistas à composição amigável entre as partes, requer-se a suspensão dos feitos pelo prazo complementar de 60 dias”, diz a nova petição.

Internamente, a diretoria do Corinthians afirma que aguarda o banco responder à sua última proposta. O clube não aceita ter que pagar no trato uma multa cobrada por inadimplência. Alegando que a Arena Itaquera atrasou parcelas do financiamento referente ao financiamento de R$ 400 milhões feito junto ao BNDES por intermédio da Caixa, a instituição financeira executou o contrato exigindo o pagamento antecipado da dívida. Com multa, a cobrança chega a cerca de R$ 536 milhões. O empréstimo foi feito para ajudar a bancar a construção da Arena Corinthians.

Opinião: demissões derrubam discurso de que Galiotte resiste a pressões

Leia o post original por Perrone

As demissões de Alexandre Mattos e Mano Menezes derrubam a imagem que Maurício Galiotte tentava construir de dirigente que não cede a pressões. Esse era o discurso em seu entorno para justificar principalmente a manutenção do diretor executivo de futebol diante das cobranças de parte da diretoria e da torcida para afastar o funcionário palmeirense.

O clima que antecedeu as demissões era de pura pressão. Cadeira voando no gramado do Allianz Parque, placar mostrando 3 a 1 para o Flamengo, torcedores protestando diante do camarote da direção do Palmeiras e o temor de novos protestos da Mancha Alviverde.

Antes mesmo do final da partida contra os rubro-negros, a conversa entre cartolas no estádio palmeirense era de que o resultado deveria provocar protestos mais pesados da principal organizada do clube tendo como alvos principais endereços ligados a Galiotte e Mattos. Na semana passada, torcedores deixaram bananas na empresa do presidente. O ex-diretor executivo de futebol já tinha enfrentado manifestações em frente ao condomínio em que mora.

O anúncio das demissões soterrou a conversa propagada pela tropa de choque do presidente de que suas decisões são puramente técnicas e que ele faria uma avaliação do desempenho dos profissionais do departamento de futebol depois do final do Brasileirão. Acuado, o cartola adotou as medidas radicais faltando apenas duas rodadas para o término do campeonato nacional.

Na opinião deste blogueiro, nada justifica a decisão de não esperar o fim da temporada, tão próximo, para refazer o planejamento a não ser as pressões interna e externa. Ficou no ar o cheiro de que Galiotte temia o que poderia acontecer nas horas seguintes à derrota para o Flamengo se não entregasse as cabeças de Mattos e Mano.

A entrevista dada pelo cartola com uma postura firme e cobranças ao elenco é uma demonstração de mudança de atitude no auge do cerco ao dirigente. Ele sofre críticas internas de integrantes da diretoria por não ter dado uma entrevista coletiva enérgica após a confirmação da perda do título brasileiro e por ter deixado a missão para Mattos. Cobriu a lacuna agora.

Alguns dos dirigentes mais descontentes com Galiotte se animaram com a reação do presidente ao fracasso em casa diante do atual campeão brasileiro. Ouviram o que queriam. Porém, o dirigente terá que manter a nova postura na próxima temporada para evitar a retomada do fogo amigo.