Clube dos 13! Internacional 1 x 2 Athletico (campeão da Copa do Brasil-19)

Leia o post original por Mauro Beting

Rony trabalhava na roça de Magalhães Barata, Norte do Pará, quando foi jogar no Grêmio. De Vila Quadros, 13 km longe do dentro da cidade de menos de 10 mil habitantes. Mais do que os 2.300 rubro-negros que vibraram na cancha do Inter com o menino da terra fazendo o golaço de mais uma vitória contra o Colorado, na decisão da Copa do Brasil.

A primeira que vai pro Paraná do Athletico. O mais novo membro do Clube dos 13 gigantes do país. O que derrubou nos pênaltis os semifinalistas da Libertadores-19. O que ganhou o caneco do clube que eliminara o campeão brasileiro de 2018. O campeão que venceu as duas finais. O clube que mais cresceu no país no século XXI. Por pensar fora da caixinha. Às vezes pagando contas que não são dele. Criando até despesas e débitos desnecessários.

Mas fazendo tudo que o esporte pede: atacar. Ousar.

Ganhar.

O Furacão do Rony que veio do Pará onde passou fome pelo pai que deixou o lar cedo, com a mãe que não podia morar junto, com a avó que morreu e o avô que fazia um colchão de panos e papéis para os meninos dormirem, como contou Alexandre Alliati no GLOBO.COM. Rony chegou em 2018 ao Paraná. Quando o Athletico apostou nele o que o Corinthians não conseguiu e o Botafogo antes desistira pela disputa jurídica com o Albirex Niigata.

Do calor do Pará à neve japonesa, tudo foi lucro para Rony. Como já era para o Furacão o empate em Porto Alegre até os 51 do segundo tempo. O título estava em ótimos pés que abriram o placar na primeira chegada ao ataque bem construída pelo veloz e ágil ponta para o centroavante Ruben, e do argentino para Cittadini chegar para fazer 1 a 0 aos 23. O Inter até começara melhor a decisão, com uma chance a um minuto com Nico que Santos mais uma vez foi bem.

Sem o lesionado D’Alessandro, Odair apostou no óbvio: Nico pela direita, Wellington Silva aberto pelo outro lado, Edenilson e Patrick chegando.

Mas o Athletico respondeu precavido. Bruno Guimarães dando um pé mais atrás ao incansável Wellington, com Cittadini saindo mais para a frente. Jogo truncado até demais. Com 11 minutos, só 29% da bola tinha rolado. Ideal para o Furacão. Preocupante para o Inter que criava pouco. E levou o gol que respondeu com o empate aos 30, quando Nico aproveitou um lance chorado depois de bola parada.

O Inter teria quatro chances até o final do primeiro tempo. Praticamente não mais as teria depois. Só dois lances em bolas cruzadas. Porque as trabalhadas minguaram quando Sóbis substituiu Patrick no intervalo. O iluminado atacante abriu pela direita, deslocando Nico para atuar com o sumido Guerrero no ataque. Edenilson depois foi para a lateral fazer a do lesionado Bruno, com Nonato entrando no meio com Lindoso.

Um 4-2-4 sem meio. E sem meios. Também porque o Athletico, mais uma vez, foi um bloco só com e sem a bola. Muito bem treinado. Muito bem pensado como é o clube desde o final do século passado.

Também pouco fez o Inter porque Bambu foi uma barreira que blindou a área com o grande Léo Pereira limpando a defesa rubro-negra. Nada passou.

Tudo passaria à história aos 51, quando Rony chapou um lance que Marcelo Cirino construiu na lateral, passando por Edenilson e Sóbis como se estivesse em casa num drible espetacular, entortando depois Lindoso como se fosse fácil, e servindo Rony como se a dupla fosse o que são: campeões. Como Tiago Nunes. Um ano e 4 meses de cargo. Uma Sul-Americana e uma Copa do Brasil eternas para um jovem treinador de 39 anos de cabelos brancos que denotam sabedoria. E uma bela carreira pela frente.

A história de Rony é de cinema. Mas a do Athletico é documentário de realidade fantástica. É roteiro programado. Original, não adaptado. Com efeitos especiais como seus atores de todos os lados das câmeras. Com enredo que parece de ficção. Mas é tudo verdade. É todo do Athletico.

Mais um gigante que pensou grande. E passou de vez a ser mais um dos grandes.

Athletico confirma melhor momento de sua história; Timão humilhado em casa!

Leia o post original por Milton Neves

Internacional 1 x 2 Athletico Paranaense

Merecido!

E bota merecido nisso!

O Athletico Paranaense, de campanha espetacular, jogou muito mais que o também ótimo Internacional nos 180 minutos da decisão e, justamente, levou a cobiçadíssima taça da Copa do Brasil.

O Colorado até tentou, principalmente no início do jogo do Beira-Rio, pressionar e intimidar o adversário paranaense.

Mas logo a inteligente equipe comandada por Tiago Nunes conseguiu colocar a bola primeiramente no chão, depois nas redes do goleiro Marcelo Lomba, com Léo Cittadini.

Balde de água fria na multidão colorada no Beira-Rio, que não se animou nem com o empate, que saiu pouco tempo depois em um lance estranhíssimo envolvendo Nico López.

E um balde de água congelada nos acréscimos, quando Roni marcou após jogada “de Pelé” de Marcelo Cirino.

E este inédito título do Furacão tem nome e sobrenome: Tiago Nunes!

Como é bom esse jovem técnico do Athletico!

Ainda é cedo para pedir que ele assuma o lugar de Tite?

Eu acho que não, hein?

E parabéns ao Furacão, campeão da Copa do Brasil 2019.

Corinthians 0 x 2 Independiente Del Valle

Olha, e sorte do Corinthians que tivemos no mesmo horário a final da Copa do Brasil, viu?

Assim, boa parte do país não acompanhou a humilhação sofrida pelo Alvinegro diante do modesto Independiente Del Valle, em pleno Itaquerão.

A impressão era de que o jogo estava acontecendo em Quito, tamanha a facilidade que os visitantes tocavam a bola.

E não é exagero dizer que 2 a 0 ficou barato.

O Del Valle merecia pelo menos ter enfiado uns 4 a 0 no irreconhecível Timão.

Foi este o pior vexame corintiano sob o comando de Fábio Carille?

Acredito que sim, hein?

Bom, o fato é que o ano do Corinthians chegou ao fim.

Agora é cumprir tabela no Brasileirão, tomar um ou outro “sacode” nos clássicos e aguardar o Paulistão do ano que vem.

E não concordo com a maldosa brincadeira divulgada por Mauro Beting, que disse que hoje em Itaquera tivemos o duelo Inadimplente Del Leste x Independiente Del Valle.

Esse Mauro é muito venenoso…

Opine!

O time do suco ENGOLIU o Corinthians!

Leia o post original por Craque Neto 10

O torcedor corintiano lotou o Itaquerão para acompanhar o primeiro jogo das semifinais da Copa Sul-Americana. A expectativa era de uma vitória tranquila, até porque ninguém (inclusive eu!) colocava fé nesse time do Independiente Del Valle. Aliás, pra falar a verdade, eu achava que esse clube poderia ter alguma relação com aquela famosa fábrica que vende sucos por aqui. Meu preferido é o de goiaba, diga-se de passagem! Mas não é que os caras não tem nada a ver com essa resenha de suco e jogam muita bola? Pelo amor de Deus! Não é à toa que são os vice-líderes […]

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Furacão DEVASTA Colorado e conquista Copa do Brasil!

Leia o post original por Craque Neto 10

Após vencer o primeiro jogo da final da Copa do Brasil pelo magro 1 a 0, o Athlético/PR foi ao Rio Grande do Sul encarar o Internacional dentro do estádio Beira-Rio. Casa cheia e clima totalmente favorável para o clube gaúcho conquistar sua segunda taça da competição. A sensação de euforia era monstruosa! Todo mundo tinha certeza que o Furacão viraria ventinho lá dentro. Pra falar a verdade eu pensava que era bem capaz da arbitragem dar um pênalti polêmico ‘pró’ donos da casa. Mas que nada! O Athlético mostrou uma baita personalidade desde o começo da partida. Não se […]

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Receoso

Leia o post original por André Kfouri

Ricardo Spinelli, colega de ESPN que mastiga dados numa dieta balanceada, informa que o São Paulo é o único clube da Série A do Campeonato Brasileiro com aproveitamento menor do que 50% nos jogos em casa. O número correto, para não irritá-lo: 48,3%. São seis vitórias, onze empates e três derrotas no Morumbi em 2019, considerando todas as competições. O calendário já passa da metade de setembro, o que conduz a uma leitura razoável sobre a personalidade do time atualmente dirigido por Cuca, com a ressalva de que ele não é o único treinador relacionado a essa campanha. É na posição de mandante, quando precisa estabelecer seu modo de jogar, que os defeitos de uma equipe ficam visíveis.

Cuca começou a trabalhar na última semana do campeonato estadual, jogadores contratados para ser titulares estrearam no mês passado, uma epidemia de lesões parece instalada no vestiário. A temporada são-paulina é um manual de combate ao desenvolvimento de ideias e à continuidade, um ambiente propício para o que aconteceu após o 1 x 1 com o CSA, no domingo passado: uma entrevista do principal jogador do clube, repleta de pequenos focos de incêndio a serem monitorados com atenção nas próximas semanas. Daniel Alves, o jogador que veio para “mudar a cultura” do São Paulo, não demorou a se revelar incomodado com o que encontrou.

Não. O problema não é “a imprensa”. Esse trecho das declarações de Daniel deve ser atribuído à frustração e deixado de lado. Ele sabe que generalizar é um equívoco. Do ponto de vista jornalístico, o que tem valor nas palavras do maior vencedor de títulos na história do jogo são as observações sobre o comportamento do time. No aspecto coletivo: o São Paulo não tem padrão. No individual: ele quer ser utilizado no meio de campo. A última lembrança de identidade data do período de Diego Aguirre, quando o São Paulo sabia ao que jogava – pode-se não gostar, claro, mas esse não é o ponto – e exibia sinais de ter encontrado um caminho que permitia evolução. A preferência por atuar como meia é uma novidade no debate sobre escalação desde que ele e Juanfran chegaram.

Independentemente de nomenclaturas, Daniel Alves é um atacante pelo lado direito do campo, partindo da posição de lateral. Nisso, é muito provável que ele seja o melhor. Utilizá-lo em outro contexto não soa, a princípio, como uma escolha brilhante, a não ser que 1) ele prefira, e 2) o time não seja capaz de fazer as compensações necessárias – como, por exemplo, se dá na seleção brasileira – para maximizar suas virtudes. O argumento sobre “tocar pouco na bola” ao jogar como lateral só se justifica quando a equipe não o aciona suficientemente, cenário que diz mais sobre o time do que sobre Daniel. De qualquer forma, agora se conhece o que ele pensa sobre o assunto, o que cria uma situação com algum nível de incômodo.

Se escalá-lo no meio de campo, Cuca estará “obedecendo” a um de seus jogadores. Se fizer diferente, estará “contrariando” o craque do time. A leitura rasa sempre procura as fendas onde a discórdia se prolifera, caríssimo Dani, algo que só acontecerá porque um tema interno chegou ao outro lado. A solicitação para que Cuca deixe de mexer na estrutura do time vem de carona na mesma entrevista, confirmando o status do São Paulo como um conjunto com mais dúvidas do que convicções sobre si mesmo. Os números coletados por Spinelli descrevem uma equipe que não consegue se impor na hora em que a maioria dos adversários lhe exige que faça exatamente isso: quando seu torcedor está perto, esperando, e, por ora, reclamando.

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Corinthians tenta brecar multa de R$ 800 mil em ação ligada à área de arena

Leia o post original por Perrone

No último dia 13, o Corinthians impetrou um mandado de segurança para tentar suspender multa de R$ 800 mil aplicada pela Justiça em processo no qual o clube é acusado de não cumprir contrapartidas exigidas em acordo com o município por exigência do Ministério Público para poder construir seu estádio em área cedida pela prefeitura.

Os advogados corintianos pedem que a Justiça determine a suspensão da execução decorrente da multa, “arbitrariamente imposta e que deverá ser cancelada”, segundo eles. Caso a suspensão não seja concedida, o clube requer que a multa seja reduzida ao “percentual mínimo previsto no CPC (Código de Processo Civil), ou seja, 1% do valor da causa, mas que jamais permaneça em 10%”. Foi atribuído à causa o valor de R$ 8 milhões. O Corinthians ainda requer que a sanção seja afastada definitivamente. Até a publicação deste post, o pedido ainda não havia sido analisado.

A multa que o Corinthians tenta cancelar foi aplicada em maio deste ano pelo juiz Randolfo Ferraz de Campos, da 14ª Vara da Fazenda Pública, depois de o clube não ter se pronunciado sobre o andamento das contrapartidas por três vezes. A multa foi aplicada por litigância de má-fé. Em seguida, foi autorizada a execução da cobrança por parte MP em favor da prefeitura.

Os defensores corintianos admitem no processo que a agremiação não se manifestou sobre como estavam sendo encaminhadas as contrapartidas. Mas, alegam que a segunda parte das contrapartidas ainda não foram definidas. Sustentam também que o prazo para a conclusão delas é dezembro de 2019.

“Não tem a menor razoabilidade a imposição de multa de R$ 800 mil pelo simples fato de a parte não se manifestar em juízo”, alega a defesa alvinegra em seu pedido à Justiça. Os advogados corintianos afirmam ainda que, mesmo se estivesse em “falta culposa”, o que consideram não ser o caso, o clube “não poderia ser punido pelo próprio silêncio”, uma vez que ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo”.

O cavalo da Noruega

Leia o post original por Flavio Prado

 

 

 

 

Erling Braut Håland nasceu depois da conquista do primeiro mundial do Corinthians no ano 2000. Tem só 19 anos e já faz história. Ele é centro avante do Salzburg da Austria, filho de um antigo zagueiro, que quebrou e foi quebrado por Roy Keane, Håland nasceu em Leeds, mas tem naturalidade norueguesa.

Foi pela seleção sub 20 da Noruega, que chamou a atenção fazendo 9 gols no Mundial contra Honduras. Poderia ser coincidência, dia de sorte, mas aí ele só precisou de pouco mais de 20 minutos para fazer 3 gols no seu jogo de estréia na Champions League e virou uma explosão. Não é a toa que Solskjaer, um de seus primeiros treinadores ainda no país de origem,  indicou-o, fortemente para o Manchester United, clube onde trabalha atualmente.

O Salzburg nem discutiu. Håland não está a venda. Não, pelo menos por enquanto. A Red Bull, dona do clube, achou a pedra rara e vai valorizá-la ao máximo. Quando surgem jogadores assim, coisa difícil, a fama se espalha rapidamente.  E convenhamos que os números dele chamam demais a atenção.

Håland é forte, rápido e tem frieza na frente do gol. Lembra o começo de Adriano Imperador. Pode ser mais ou menos que ele, é muito cedo para se ter certeza. Mas pela repercussão do começo podemos esperar coisas grandiosas, deste “Cavalo da Noruega”. Até porque, infelizmente, Messi e Cristiano Ronaldo, não são eternos.

Dataneves contraria o Datafolha: torcida do Timão não é a segunda maior!

Leia o post original por Milton Neves

Foto: Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians

A pesquisa divulgada na última terça-feira (17) pelo Instituto Datafolha, sobre as maiores torcidas do Brasil, estimulou debates acalorados em programas esportivos, em blogs e nas redes sociais.

Muita gente insatisfeita com o resultado e injustamente atacando o instituto do Grupo Folha.

Bom, e para acabar com toda essa confusão, o “Instituto Dataneves” também entrou em campo para medir os tamanhos de nossas torcidas.

E o resultado foi um tanto quanto surpreendente.

No início da tarde de ontem, publiquei uma enquete em meu Twitter com a seguinte pergunta: para qual time você torce?

Como a rede social permite apenas quatro opções, inseri os nomes dos quatro primeiros no ranking do Datafolha (Flamengo, Corinthians, São Paulo e Palmeiras.

“Apenas” 97.793 pessoas participaram e o Timão ficou em… último lugar, com 14% dos votos!

Acredita?

O Flamengo liderou com larga vantagem: 51%.

O Palmeiras foi o segundo, com 20% dos votos, e o São Paulo apareceu em terceiro, com 15%.

Confira os números finais abaixo:

Opine!

O Furacão está de parabéns, mas o Inter levará a Copa do Brasil!

Leia o post original por Milton Neves

Foto: Ricardo Duarte/Internacional

Os finalistas da Copa do Brasil estão realmente de parabéns.

Afinal de contas, temos que enaltecer o fato de não termos nenhuma equipe do eixo Rio-SP na decisão deste importante torneio nacional.

Internacional e Athletico Paranaense atropelaram tudo o que sempre costuma favorecer paulistas e cariocas: cota de TV, patrocínio, espaço na mídia nacional e apito (também sempre tão bondoso com o “eixo”).

Portanto, promessa de um grande duelo nesta noite, no Beira-Rio, em mais um encontro entre dois ótimos técnicos da nova geração.

No jogo de ida, deu Tiago Nunes, com 1 a 0 para o Furacão.

Mas, na partida de volta, em Porto Alegre, segundo minha sempre tão precisa bola de cristal, Odair Hellmann levará a melhor.

É que estou sentindo que o “fator torcida” será fundamental e determinará o segundo título do Colorado na Copa do Brasil.

E você, em quem aposta?

Opine!

Ex-diretor de Andrés diz esperar renúncia de presidente corintiano

Leia o post original por Perrone

O tiroteio político deflagrado no Corinthians desde que a Caixa Econômica resolveu executar a Arena Itaquera S/A e que Andrés Sanchez anunciou acordo com a Odebrecht faz até um ex-diretor do atual presidente pedir a renúncia do cartola. Em troca de mensagens com o blog, Felipe Ezabella, diretor de esportes terrestres na passagem anterior de Andrés pela presidência alvinegra, falou sobre o desejo de ver o ex-aliado fora do comando do clube.

“Esperamos que ele (Sanchez) espontaneamente se afaste da direção, renuncie ou pelo menos que não cuide mais do assunto estádio”, disse Ezabella, que foi um dos candidatos derrotados por Andrés na última eleição. Ele respondia sobre o que seu grupo quis dizer ao afirmar em comunicado divulgado nesta semana que “seria muito melhor para todos que o presidente encerrasse por contra própria o seu papel nesse assunto”.

A afirmação encerrava manifesto no qual o Corinthians Grande, ala que tem Ezabella entre seus líderes e conta vários dissidentes do grupo  de Andrés, pede uma reunião do Conselho Deliberativo e acusa o mandatário de ter mentido sobre as operações com Caixa e Odebrecht, o que Andrés nega.

Em relação ao banco, as acusações são de que o ex-deputado federal afirmava que estavam em dia as prestações do financiamento de R$ 400 milhões feito junto ao BNDES, por meio da Caixa, para bancar parte da obra da arena alvinegra. E que dizia que havia um acordo reduzindo o valor das parcelas em meses com menos jogos no estádio. Mas que se soube da existência de parcelas não pagas e de que o trato não chegou a ser assinado depois que a Caixa executou o contrato firmado com a Arena Itaquera, ligada ao clube e à construtora por meio do fundo que a administra.

Em relação ao trato com a Odebrecht, a reclamação é de que Andrés declarou em entrevista coletiva que só deve para a Caixa. Porém, em sua nota oficial sobre o tema, a empresa confirmou a quitação da dívida com a Odebrecht Engenharia e Construção (OEC) pela obra do estádio, mas alegou que no caso da Odebrecht Participações e Investimentos (OPI) foi assinado um memorando que define os termos para solucionar as dívidas do projeto da arena. Ou seja, nesta segunda parte, não há menção à quitação do débito.

Conforme o blog apurou, o acordo é para que o Corinthians pague 25% do valor que a OPI tiver que pagar para a Caixa por conta de empréstimos feitos para levantar recursos para tocar o projeto. Essa quantia depende de negociação e de aprovação da assembleia de credores da empresa, que está em recuperação judicial. A quitação com a OEC também precisa desse aval.

Andrés não fala com o blog, por isso foi impossível ouvi-lo. Mas pessoa próxima ao dirigente afirmou que ele declarou só dever para a Caixa porque o dinheiro que repassará para ajudar a OPI a quitar a dívida referente aos empréstimos irá diretamente para o banco. Ao UOL Esporte o presidente do Corinthians enviou comunicado no qual nega ter mentido, reafirma que havia um acordo com a Caixa e que não deve mais nada para a “Construtora Odebrecht”. Ele  ainda critica fortemente o grupo que o chamou de mentiroso.

Como mostrou o blog, foi marcada para o próximo dia 30 reunião do Conselho Deliberativo para discutir os temas envolvendo Caixa e Odebrecht. A convocação atente ao desejo de conselheiros de diferentes alas.