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O drama do campeão

Leia o post original por Wanderley Nogueira

Arthur ZanettiTem sido comum autoridades brasileiras considerarem pessimistas aqueles que mostram preocupação com o desempenho dos atletas do país nos Jogos Olímpicos de 2016.

O pai do campeão olímpico Arthur Zanetti, reafirmou a triste condição de treinamentos que seu filho encara diariamente.

O campeão tem falado, faz tempo, que não tem sido fácil a sua vida de atleta. Campeão olímpico.

Ao mesmo tempo, a mídia mostra que são investidos milhões e milhões em obras esportivas suntuosas.

O moço já disse que não está afastada dele representar um outro país em 2016.

É claro que muitos atletas, de todas as modalidades, estão tão decepcionados e frustrados como Zanetti.

Será que é ser pessimista entender que com esse cenário, não se pode esperar muito dentro de três anos?

Outro dia, conversando com um assessor de uma autoridade, ele me disse: “você é pessimista. Se a sorte bater na sua porta, você vai se queixar do barulho. As coisas caminham bem para os atletas brasileiros”.

Em alguns casos, eu prefiro seguir o pensador americano Mark Twain: “só os tolos não são pessimistas”.

Sorte de Neymar por ter dois pais

Leia o post original por Mion

Neymar irá conviver com Pelé até 2014. Pode aprender muito.

Como é bom ter pai, melhor ainda quando é pai na expressão da palavra. E Neymar tem sorte, tem dois pais dedicados: além do dom de craque recebido pelo “papai do céu”, o papai de carne e osso também ilumina o caminho deste que poderá ser o maior jogador do Brasil das últimas duas décadas.

O acerto com o Santos até 2014 não será apenas um grande negócio para o Peixe, mas ao próprio Neymar. Com apenas 19 anos, é claro, deve sonhar em desfilar de Ferrari em Barcelona ou em Madri, mas a vida não se resume em caprichos que o dinheiro pode comprar.

Neymar sabe que precisa amadurecer bastante. Ao deixar o Brasil, corre o risco de não dar certo e cair no ostracismo. Aqui já é um mito, ídolo venerado por todas as torcidas. Os próprios adversários consideram a joia craque inquestionável.

Em sua terra natal, Neymar terá o direito de passar por fase ruim, tão normal no futebol, principalmente para um jovem. Mais uma vez o pai de Neymar tomou a decisão certa e depois da Copa de 2014, com 22 anos e talvez hexacampeão mundial pelo Brasil, poderá aproveitar ainda mais as maravilhas da Europa. È questão de destino: Neymar não deixou de jogar na Europa. É fato consumado, ele apenas retardou algo inevitável.