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Ponte bate Palmeiras, vitória merecida

Leia o post original por Fernando Sampaio

felipeazevedoTodo ano é a mesma coisa.

Já na primeira rodada, lá vem previsão dos favoritos ao título.

Isso é charlatanismo.

Qualquer previsão de campeão, ou mesmo G-4, neste momento, é muito precipitada.

Estamos conhecendo os times. Aparentemente parecem bem equilibrados.

O Palmeiras fez uma ótima estreia, bem além da expectativa. O Verdão atropelou o campeão paranaense. Em outros tempos seria tropeço na certa, comum no Palestra Itália. Nada disso. Venceu e convenceu. Ok, mas o Brasileirão tem 38 rodadas !!!! Hoje o time já não foi tão bem.

Foi um bom jogo, principalmente no primeiro tempo, oportunidades para os dois lados, grandes defesas, o time da casa melhor, mais ofensivo, pressionou, fez dois e administrou a vitória no segundo tempo.

A Ponte na estreia havia conseguido um empate fora contra o Figueirense. Parecia normal. Agora a noite, o Figueira empatou com o Cruzeiro. Portanto, o resultado lá Florianópolis foi melhor do que parecia.

Apesar do resultado, a princípio ainda espero ver o Palmeiras brigando para terminar no G-4 e a Ponte Preta brigando pela permanência na Série A. Tudo isso é apenas uma expectativa, sem muita certeza.

Coloquei 1×1 no Bolão, não esperava tanto da Ponte.

Parabéns ao Eduardo Baptista, técnico jovem que vem mostrando bons trabalhos.

 

 

Foto: Agência Estado / Rodrigo Villalba

Documentos do Dops contam como Palmeiras foi forçado a se afastar da Itália

Leia o post original por Perrone

A terceira reportagem do blog sobre documentos do Dops (Delegacia de Ordem Política e Social) mostra detalhes de como o Palestra Itália foi forçado a se afastar de suas origens italianas durante o Estado Novo (1937 a 1945) e a Segunda Guerra Mundial.

Um largo passo na forçada caminhada que levaria o clube a se transformar em Palmeiras foi dado no dia 21 de janeiro de 1942. Naquela data, de acordo com duas amareladas folhas de papel, Paschoal Walter Bairo Giuliano, secretário-geral do Palestra, compareceu à sede do Dops.

O dirigente, que se transformaria em um dos mais vitoriosos presidentes do clube, com mandatos entre 1953 e 1984, assinou termo aceitando um pacote de exigências. Era preciso concordar com elas para que a sociedade esportiva continuasse de portas abertas. A partir de então, o clube tinha que comunicar ao Dops a realização de suas reuniões com três dias de antecedência para que elas fossem vigiadas, impedir a audição de emissoras de rádio estrangeiras em suas dependências e assegurar que não aconteceriam encontros dos sócios fora do “recinto da sociedade”.

Eram as medidas de repressão a entidades ligadas a estrangeiros determinadas pelo governo de Getúlio Vargas. Na época, o governo tinha como uma de suas características o nacionalismo e se alinhava com os Aliados (Estados Unidos, Reino Unido, França e Rússia). Estes lutavam contra Itália, Alemanha e Japão, o chamado Eixo.

Quatro dias antes do comparecimento de Giuliano ao Dops, o cerco aos clubes de origem estrangeira havia apertado. Telegrama identificado com o número 732, de 17 de janeiro de 1941, continha instruções do ministro da Justiça ao interventor federal do Estado de São Paulo. Elas determinavam “maior controle das sociedades estrangeiras”. Com base nesse telegrama, o Palestra foi intimado a comparecer ao Dops, ordem cumprida por Giuliano.

Oito dias após a assinatura do termo de compromisso, o Palestra precisou cortar na própria carne para sobreviver. Documento de 28 de janeiro de 1942 entregue à Superintendência de Segurança Política e Social registra que naquele dia quatro dirigentes do clube pediram demissão por serem italianos. Entre eles estava o diretor geral de esportes, Attilio Ricotti.

“Os pedidos [de demissão] foram todos aceitos, figurando, portanto, na diretoria desta sociedade somente brasileiros natos”, diz trecho do documento, também assinado por Giuliano. Uma lista com o nome de todos os brasileiros dirigentes do clube, incluindo seus endereços, foi entregue aos policiais. Na relação, entre outros, aparecem Italo Adami, presidente, e Hygino Pellegrini, primeiro vice e que também teve passagens vitoriosas pela presidência.

Outro documento, de 12 de agosto de 1942, mostra mais marcas deixadas no Palestra durante aquele período. A primeira delas está no nome. Uma carta enviada para a Delegacia de Ordem Política e Social mostra o escudo do clube com o nome Palestra de São Paulo, não mais Itália.

A finalidade do ofício é mais um sinal das aflições de quem torcia pelo time naquela época. O objetivo do presidente Italo Adami era pedir um salvo-conduto para que os sócios do clube pudessem ir até Santos de trem para acompanhar um jogo da equipe. O salvo-conduto era dado principalmente a imigrantes italianos, japoneses e alemães para que eles pudessem se deslocar por determinado território durante a Segunda Guerra. Foi justamente naquele mês em que o Brasil entrou no conflito contra o Eixo, liderado por Itália, Alemanha e Japão.

Na ocasião, o dirigente palestrino explicou que para a “maior comodidade de seus sócios”, o clube organizou “uma caravana de trem especial que partirá da estação da Luz”. Em seguida, Adami diz que tem a honra de solicitar ao Major Olinto França, superintendente do Dops, que “se digne mandar conceder salvo-conduto coletivo” para os integrantes da caravana. Ele afirma ainda que foi informado na estação de que cada vagão do trem deve ter a presença de um guarda indicado pelo Dops. A intenção era encher dez vagões.

A resposta saiu no dia seguinte. Escrita à mão, é de difícil leitura, mas ao que parece o pedido foi indeferido.

Menos de dois anos depois desse episódio, relatório feito por investigadores identificados apenas por números, já menciona o clube como Sociedade Esportiva Palmeiras. O documento, de 17 de março de 1944, ainda durante a Segunda Guerra e o Estado Novo, relata que os agentes 18, 230, 808 e 908 compareceram à assembleia da Sociedade Esportiva Palmeiras em que foram eleitos os conselheiros da chapa “Renovação” e que nada de anormal aconteceu “de interesse para esta especializada”.

Na pasta destinada ao Palestra Itália e à Sociedade Esportiva Palmeiras guardada no Arquivo Público do Estado, o blog não localizou documentos sobre a mudança de nome para Palmeiras, que ocorreu em setembro de 1942, como resultado da pressão sobre entidades ligadas a estrangeiros.

Aquela noite no Pacaembu…*

Leia o post original por Antero Greco

A primeira vez em que o garoto entrou num estádio de futebol foi em dezembro de 1963. Dia 11, quarta-feira à noite. O Pacaembu a botar gente pelo ladrão se vestiu de verde e branco para o jogo que poderia dar ao Palmeiras o título paulista daquele ano. Bastava a vitória contra o Noroeste, na penúltima rodada, para não ser mais alcançado pelo São Paulo, adversário da semana seguinte. O campeonato, então, se decidia na base de pontos perdidos – quem tivesse menos ficava com a taça. Simples.

O italiano Giovanni – o João da Quitanda, ou Juà, pro pessoal do Bom Retiro –, sócio 5408 do Palestra Itália (em 1955, matrícula 347 da S. E. Palmeiras), queria a todo custo que o filho brasileirinho visse ao vivo a grandeza do time para o qual torcia desde que em 1926 viera de Casalbuono pra “fazer a América”. Era apaixonado pelo clube que ajudava a matar saudade do vilarejo natal e lhe dava o prazer de gritar “campeão!”.

Para a aventura, Juà arrastou o irmão mais novo, Tommaso, e o inseparável amigo da família, o tio Giuseppe, mais os filhos dele, o Paulo e o Fúlvio. A turma se aboletou no caminhão Chevrolet 49 do tio Giuseppe – a garotada na carroceria, na maior farra – e se mandou. Lá encontrou parentes, conhecidos, vizinhos e amigos. A italianada toda.

Os refletores potentes, as bandeiras enormes, o monte de gente, a neblina provocada pela fumaça dos rojões na entrada dos times arrepiavam. Tudo novidade e encanto para os meninos de 9, 10 e 11 anos – o garoto, o menorzinho.

Fascínio pra valer foi o que aconteceu durante o jogo. O primeiro tempo equilibrado, 0 a 0. No segundo, Servílio, Julinho e Servílio de novo fizeram 3 a 0. Título, abraços e choro nas arquibancadas. A torcida a agitar lenços brancos e a cantar: “Ai, ai, ai, ai. Tá chegando a hora. O dia já vem raiando meu bem. Eu tenho de ir embora”.

O trânsito, o buzinaço na saída. Em casa, cadê sono? Madrugada alta e nada de pregar o olho. Já era tempo de férias, aprovação para o quarto ano primário garantida no Externato Santo Eduardo. Ufa.

O Palmeiras montava a primeira versão da Academia, que tinha como pilares Picasso e Valdir de Moraes; o gigante Djalma Santos, os valentes Djalma Dias, Valdemar Carabina, Ferrari, Arenari, as formiguinhas Zequinha, Dudu; o impossível Julinho Botelho; Servílio o bailarino; Vavá o peito de aço; mais Rinaldo e Gildo.

E, claro, Ademir da Guia, o 10, o Divino, o regente, a estrela-guia da companhia. Era o Palmeiras que botava medo no Santos todo-poderoso de Gilmar, Mauro, Zito, Pepe, Coutinho, Mengálvio. E do Rei Pelé.

Depois, vieram as Academias das décadas de 70 e de 90 (com a Parmalat). Antes delas, houvera esquadrões de encher os fãs de orgulho, numa tradição ganhadora desde os anos 20, com as proezas iniciais no Paulista.

Em 100 anos, a società fundada em 1914 por audaciosos imigrantes cresceu, virou cosmopolita. Só não perdeu algumas características únicas: estão na origem o espírito agitado, o sangue quente, as brigas internas, as reconciliações, os conchavos. O Palmeiras jamais será mar sereno; agitado sempre, no bem e no mal.

Dedico esta lembrança aos milhares que fizeram a história do Palmeiras, da anônima lavadeira ao mais portentoso cartola; do primeiro massagista aos craques (e pernas de pau) que vestiram verde e branco.

E fica a homenagem à memória de Juà, tio Giuseppe, Paulo e milhões de palmeiristas que, hoje em outra dimensão, seguem essa paixão eterna.

Forza, Palestra! Salve, Palmeiras!

PS. Juà, o filho captou a grandeza.

*(Minha crônica em homenagem ao centenário do Palmeiras publicada no Estado de hoje, terça-feira, 26/8/2014.)

Nova virada heroica*

Leia o post original por Antero Greco

O palmeirense anda fulo com a situação – e não é pra menos. O time só se estrepa e amarga a lanterna do Brasileiro na semana que precede o centenário. Pra complicar, o técnico Ricardo Gareca pode pegar o boné a qualquer momento, não há craques no elenco e cresce oposição a Paulo Nobre, sujeito honesto mas que paga alto preço por cutucar feudos no clube sem a contrapartida de bons resultados no futebol. Corre risco de virar presa fácil para predadores internos.

Em resumo, a maré não está mansa e qualquer gozação serve para entornar o caldo do mau humor, até de quem joga esporadicamente. O Valdivia despejou ontem um caminhão de palavrões pra cima de apresentador da Globo por se considerar ofendido com brincadeiras a respeito dele. Em uma tuitada, o chileno reuniu sete palavrões – nomes feios e cabeludos, como se dizia antigamente – e perdeu a linha.

A indignação de Valdivia dividiu torcedores, só para manter o padrão em tudo que lhe diz respeito. Houve os que o apoiaram, talvez até por acharem que “a imprensa é contra” o Palmeiras. Assim como não faltaram os que não aguentam mais a infindável série de contusões que o deixam fora de momentos decisivos da equipe. E foram incontáveis nos últimos anos. Estes sugerem que o rapaz canalize a cólera para tratar-se e voltar logo. A gana que os fãs desejam ver é em campo, e dispensam a braveza virtual.

Períodos de turbulência são prato cheio para oportunistas e ignorantes, ainda mais num esporte que mexe com paixão, interesses e grana. Só assim para entender ataques que os desocupados de sempre fizeram na porta do condomínio onde mora Nobre; a linguagem dessa turma se concentra na violência, a mesma que anteontem provocou a morte de outro militante.

No clube, ganha impulso a candidatura que aglutina o que há de mais conservador. Pois é, alguém imagina que chegou o fundo do poço. Mas, no Palestra, sempre há como cavar outro e piorar. Nobre, porém, abriu a brecha ao perder Barcos e Kardec por economia e ao contratar quase três dúzias de jogadores sem formar um time. Bons propósitos soterrados na prática.

O panorama sinaliza com tempo péssimo, e terceira imersão na Segundona não deve ser vista como tragédia impossível. Ao contrário, risco que aumenta. A queda, todavia, não é iminente; há tempo suficiente para reação, para subir e encerrar a temporada de maneira menos vexatória. Restam 22 rodadas na Série A, fora a Copa do Brasil.

Por isso, a melhor maneira de palestrinos mostrarem esperança se traduz em apoio, como têm feito os rubro-negros (40 mil pagantes no clássico com o Atlético-MG, no Maracanã). A oportunidade surge amanhã à noite, no jogo com o Coritiba, no Pacaembu. Duelo direto com concorrente na parte de baixo da classificação. Pra lotar o estádio.

A história nesta hora serve como referência. Em 20 de setembro de 1942, o Palestra virava Palmeiras e pisava no mesmo Pacaembu com a missão de vencer – no caso o São Paulo – e reiniciar nova fase. Ganhou por 3 a 1, no episódio conhecido como Arrancada Heroica. Por que não repeti-lo?

No mais, gozação faz parte da vida e do futebol, ainda bem. Tristes são fome, guerra, violência, drogas, corrupção, epidemias. O palmeirense precisa aguentar o tranco agora e saber que o mundo dá voltas. E como!

Por falar nisso… Ganso tem jogado bem. Bacana vê-lo atuar com eficiência e sobretudo com constância. Além da capacidade extraordinária para os passes precisos e os dribles minimalistas, agora se atreve também a fazer gols, como na vitória sobre o Inter, em Porto Alegre.

Quem curte o prazer do joguinho de bola deve aplaudir a sequência do meia são-paulino. Não vou pedir aqui convocação para a seleção, é irrelevante. Importa que Ganso consiga sustentar a regularidade e espante as interrogações em torno da capacidade física, por causa dos joelhos. Que nos brinde com belas jogadas, o máximo de tempo possível.

*(Minha crônica publicada no Estado de hoje, sexta-feira, dia 22/8/2014.)

Hoje o chiqueiro está em festa: o Palmeiras completa 99 anos de vida e glória!!! Qual foi o melhor time do Verdão que você viu: 1960, com Julinho Botelho; 1965, que representou a seleção brasileira; 1973, com Ademir da Guia; 1994, com Edmundo; ou 1999 com Alex?

Leia o post original por Milton Neves

Hoje a Sociedade Esportiva Palmeiras completa 99 anos de vida.

Entre Palestra Itália e Palmeiras, grandes histórias de um time que tem orgulho de sua trajetória.

Tantos craques, tantas conquistas memoráveis.

Seria impossível escolher um único jogador para sintetizar  o “personagem” palmeirense.

Mas qual foi o melhor time que o Verdão já teve?

Palmeiras campeão da Taça Brasil de 1960

Em pé, da esquerda para a direita: Djalma Santos, Valdir Joaquim de Moraes, Valdemar Carabina, Aldemar, Zequinha, Jorge e Oswaldo Brandão. Agachados:: Julinho Botelho, Humberto, Romeiro, Chinesinho e Cruz.

Palmeiras representando a Seleção Brasileira, em 1965

Palmeiras campeão brasileiro de 1973  

 Em pé, da esquerda para a direita: Eurico, Leão, Luis Pereira, Alfredo Mostarda, Dudu e Zeca. Agachados, da esquerda para a direita: Edu, Leivinha, César, Ademir da Guia e Nei.

Palmeiras bicampeão brasileiro em 1994

Em pé, da esquerda para a direita: Cléber, Velloso, César Sampaio, Cláudio, Wagner e Antônio Carlos Agachados, da esquerda para a direita: Edmundo, Flávio Conceição, Evair, Rivaldo e Zinho.

Campeões da Libertadores da América em 1999

Em pé, da esquerda para a direita: Arce, Marcos, Roque Júnior, Rogério, César Sampaio e Júnior Baiano. Agachados, da esquerda para a direita: Paulo Nunes, Júnior, Oséas, Alex e Zinho.

E agora, torcedor palmeirense, qual destes timaços foi o melhor Palmeiras de todos os tempos?

Monte sua seleção!

Opine e deixe sua homenagem para o Verdão!!!