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Em aniversário, R. Gaúcho ganha bolo de advogado e apoio de chefe da prisão

Leia o post original por Perrone

A comemoração pelo aniversário de 40 anos de Ronaldinho Gaúcho, neste sábado (21), foi discreta na prisão em que ele se encontra em Assunção, no Paraguai. A informação é de Blas Vera, administrador do quartel e presídio em que o brasileiro está e foi confirmada pela defesa do ex-jogador ao blog.

“Não teve nada especial, ele só ganhou um bolo de um advogado que veio de manhã e ficou uns cinco minutos”, disse Vera.

O mimo foi levado por um dos defensores paraguaios de Ronaldinho e seu irmão Assis, que também está preso.

Segundo o administrador da “Agrupación Especializada de la Policia Nacional” não houve nem um jogo de futebol para celebrar a data.

“Aqui está tudo parado, ninguém jogou bola. Estamos concentrados em combater o novo coronavírus. Para você ter uma ideia, temos quatro cozinheiros, mas só dois estão vindo trabalhar por medida de segurança”, afirmou  Vera.

Como mostrou o blog, desde a última quarta o quartel e presídio proibiu a entrada de visitantes. Os presos só podem receber seus advogados.

“Mas Ronaldinho, recebeu uma visita no dia de seu aniversário que não foi de advogado. Foi do chefe da Agrupación, eu. Ele e Assis estão bem. Desejei força a Ronaldinho e disse a ele que tudo vai se resolver logo”, contou o administrador.

Os irmãos estão em prisão preventiva por conta da acusação de portar e usar documentos paraguaios falsos para entrarem no país.

Novo coronavírus: caso Ronaldinho me mostrou como Brasil perde do Paraguai

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Quando desembarquei em Assunção, no Paraguai, para cobrir o caso Ronaldinho Gaúcho, no final do sábado retrasado, minha temperatura foi medida por agentes de saúde na saída do avião. Antes de pisar no salão do aeroporto.

Nesta segunda, ao chegar ao mesmo aeroporto para voltar para casa minha temperatura também foi medida na entrada do salão principal em busca de um possível sintoma do novo coronavírus.

Quando embarquei em Cumbica rumo ao Paraguai ninguém mediu minha temperatura. Na volta, a mesma coisa. Nada de agentes públicos verificando as condições dos passageiros que acabavam de chegar do Paraguai em Cumbica.

Esses fatos mostram resumidamente como o caso envolvendo os documentos paraguaios falsos de Ronaldinho Gaúcho e Assis me revelaram a distância que o governo paraguaio abriu em relação ao brasileiro no quesito combate à evolução do novo coronavírus.

No último domingo, andei por ruas desertas do centro de Assunção em busca de um restaurante. Boa parte da população atendeu ao pedido do governo para não sair de casa. Parques estavam fechados, e os poucos restaurantes abertos praticamente vazios, atendendo mais a pedidos para viagem.

No Brasil, no mesmo dia, manifestantes favoráveis ao governo Bolsonaro foram às ruas. O presidente chegou a participar de ato com seus entusiastas em Brasília.

Quando uma funcionária do hotel em que me hospedei em Assunção me perguntou como estava a prevenção contra o novo coronavírus no meu país, falei sobre as manifestações e da atuação do presidente. Seu queixo literalmente caiu. “Como assim, o presidente apoiou uma aglomeração?”, disse ela.

Sua indignação teria sido maior se eu tivesse dito que Bolsonaro chegou a tocar os manifestantes, algo que que Ronaldinho Gaúcho, Assis e seus colegas de prisão foram orientados a não fazer. Eles participaram de palestra sobre medidas de prevenção.

O quartel da polícia paraguaia adaptado para também receber presos limitou às visitas a uma pessoa por detento. E os visitantes precisam passar por uma checagem médica antes de entrarem.

Nesta segunda, as autoridades paraguaias adotaram medidas restritivas para a circulação de pessoas e veículos entre a noite e a madrugada nas ruas do país. A decisão foi tomada após autoridades constatarem grupos de pessoas que se reuniram no fim de semana para beber e se divertir em locais públicos, ignorando o pacote de medidas anunciadas pelo governo.

Enquanto isso, no Brasil apoiadores de Bolsonaro defendiam o posicionamento do presidente em relação às manifestações e o risco de propagação do vírus que elas representam.

No início da semana passada, o governo paraguaio, quando existiam cinco casos confirmados no país, adotou medidas drásticas. Eventos com aglomerações e até aulas foram suspensas. A conta até a publicação deste post estava em  compsete casos.

Aos poucos, algumas localidades no Brasil vão adotando uma ou outra dessas ações. Isso reforça a impressão que tenho de que o Brasil está sempre pelo menos um passo atrás do Paraguai no combate ao novo coronavírus.

Ficou claro para mim que o governo paraguaio escancarou sua preocupação e se esforçou para que a população tivesse consciência da gravidade do tema. A informação segue seu fluxo normal e a maior parte das pessoas age de forma consciente.

Demonstração disso é que até restaurantes que insistiram em ficar abertos adotaram uma nova postura para convencer as autoridades. Um tradicional restaurante do centro de Assunção, que tem também um anexo com uma lanchonete, diminuiu o número de mesas para que as pessoas fiquem menos próximas umas das outras e anulou assentos em seu balcão. Há álcool gel disponível em todas as mesas e no balcão. Pelo menos uma rede de supermercados orientou seus clientes a irem sozinhos fazer as compras. Pediu também que idosos e crianças não compareçam.

No Brasil tem sido uma confusão só. O governo aperta aqui, relaxa ali e os cidadãos batem cabeça. Enquanto isso, o vírus agradece e se espalha.

Caso Ronaldinho já deixou mais difícil entrar no Paraguai irregularmente

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O caso Ronaldinho Gaúcho já provocou mudanças no trabalho de funcionários do departamento de imigração do país no controle de passaporte de viajantes no aeroporto de Assunção.

Segundo María de los Ángeles Arriola Ramírez, diretora do Departamento de Imigrações do Paraguai, depois de Ronaldinho e Assis, seu irmão, entrarem no país com passaportes paraguaios falsos, seus funcionários receberam uma série de recomendações para evitar novas falhas.

María assumiu o cargo logo depois que seu antecessor pediu demissão imediatamente após o caso Ronaldinho estourar.

“Estamos dando mais treinamento a eles. Explicamos que eles precisam fazer as perguntas para os passageiros que chegam ao país olhando nos olhos deles. Foram orientados a seguir rigorosamente o protocolo. Seja quem for o passageiro, tem que perguntar onde vai ficar, se tem parente no Paraguai e qual o motivo da viagem. Eles também vão trabalhar com mais proximidade com a Polícia Nacional. Se identificarem algo errado, têm que acionar a polícia na hora”, afirmou a diretora. 

Fazer a checagem dos passaportes sem falar com Ronaldinho e Assis, já que outra pessoa levou os documentos para o box de controle, foi um dos principais erros apontados por ela no processo. Outro foi o fato de os documentos não terem sido apreendidos e a polícia só ter sido avisada depois que os dois já tinham entrado oficialmente no país.

Os ex-jogadores só foram abordados pelos policiais quando já estavam no hotel. Eles cumprem prisão preventiva em Assunção.

Segundo a diretora, a expectativa é de que com as novas medidas já tenha ficado mais difícil entrar no Paraguai de maneira irregular, porém, outras estratégias serão aplicadas. 

Perícia em celulares é peça-chave contra prisão preventiva de Ronaldinho

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A perícia nos celulares de Ronaldinho e Assis, que estão em poder do Ministério Público do Paraguai, se tornou peça-chave para o fim da prisão preventiva de ambos.

O MP bate na tecla de que eles podem estar envolvidos em outros crimes, além do porte e uso de documentos públicos paraguaios falsos. E que por isso é preciso que sigam em prisão preventiva para evitar o risco de fuga ou de que atrapalhem as investigações.

Se se nada suspeito for encontrado nas mensagens telefônicas e caso a ligação com outros investigados, como a empresária Dalia López, for rasa como dizem os ex-jogadores, o Ministério Público perde força para manter sua decisão.

Os próprios promotores responsáveis pelo caso já indicaram que podem mudar de opinião em relação a prisão preventiva se as investigações não caminharem para o envolvimento dos brasileiros em outras atividades criminosas. A maior suspeita em relação a outros envolvidos está relacionada à lavagem de dinheiro.

Nesta sexta (13), a justiça negou novo pedido da defesa para derrubar a prisão preventiva, que pode durar até seis meses.

Opinião: novo coronavírus vira adversário da defesa de Ronaldinho

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O pacote de medidas adotado pelo governo do Paraguai para combater o avanço do novo coronavírus já atrapalha a defesa de Ronaldinho Gaúcho e seu irmão Assis, contrariando sua expectativa inicial.

Os defensores dos jogadores acreditavam que, em tese, o trabalho do Ministério Público e da Justiça nos 15 dias de validade do plano não trariam contratempos.

Isso porque defender a liberdade de quem está preso preventivamente se enquadra nas características de serviços emergenciais não afetados, na avaliação deles.

No entanto, um dos recursos que os defensores pretendiam apresentar não foi protocolado por que as autoridades entenderam não se tratar de urgência. Trata-se da apelação que pedia a anulação de uma série de atos processuais. Já a peça que pede a soltura dos jogadores foi aceita e está em processo de análise.

Mais problemas podem acontecer em virtude da paralisação parcial dos trabalhos do Ministério Público. O órgão, por exemplo, está envolvido na perícia dos celulares dos irmãos. Autoridades consideram a análise crucial para a definição sobre a derrubada da prisão preventiva de ambos. Mais uma vez, os advogados acreditam que não há motivo para investigações envolvendo seu cliente não serem consideradas emergenciais.

Os paraguaios tratam o novo coronavírus num ritmo que beira a paranoia. Pelo menos aparentemente, tal situação aumenta a angústia dos defensores de Ronaldinho e Assis. Eles enxergam uma série de irregularidades na condução do caso por parte das autoridades. Ansiosos por poderem levar seus clientes de volta ao Brasil, agora eles convivem também com essas incertezas processuais provocada por um novo adversário, a versão mais recente do coronavírus.

Opinião: caso envolvendo Ronaldinho Gaúcho virou Lava Jato do Paraguai

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Na opinião deste blogueiro, o caso Ronaldinho já merece o apelido de “Lava Jato do Paraguai”. Como aconteceu com a operação brasileira, todo mundo sabe de que forma começou a investigação envolvendo o ex-jogador do Barcelona e seu irmão Assis, mas ninguém tem ideia de onde ela vai parar.

A detenção dos brasileiros parecia ser um caso isolado, mas o trabalho das autoridades a cada dia revela mais complexidade.

Até este post ser escrito já eram 14 pessoas processadas pelo Ministério Público por conta do envolvimento no esquema de produção de documentos públicos paraguaios com conteúdo falso. Também lembrando o ocorrido no Brasil, as apurações paraguaias voam em direção do governo.

Até agora, o terremoto provocou estragos no térreo do funcionalismo público do Paraguai. Más está na cara que esse elevador vai subir, como na Lava Jato.

Minuto a minuto as autoridades vão desmantelando o que parece ser um gigantesco esquema de falsificação de documentos.

O Ministério Público desconfia de outros crimes praticados pelos mesmos atores como lavagem de dinheiro, hoje tão conhecida no Brasil.

Vale lembrar que Ronaldinho e Assis admitem que usaram documentos falsos para entrar no país, mas afirmam terem pensado que eram verdadeiros. Para sustentar essa tese, seus advogados lembram que eles poderiam ter ingressado no Paraguai com documentos de identidade brasileiro. Ou seja, se soubesse que os papéis eram falsos, não precisariam ter arriscado o pescoço dessa maneira.

Os irmãos seguem em prisão preventiva. Talvez não tenham noção do terremoto que atingiu Assunção após suas detenções.

Sem querer, Ronaldinho faz Paraguai reformar área de emissão de documentos

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O caso Ronaldinho Gaúcho ganhou proporções inimagináveis no começo. À medida que as investigações avançam, funcionários de órgãos públicos são colocados sob suspeitas e alguns são presos. Setores de do Governo sentem o abalo.

O que começou como falsificação de documentos públicos chegou a suspeitas de associação criminosa e lavagem de dinheiro, entre outros crimes.

Ronaldinho fez o governo paraguaio olhar para o próprio umbigo e decidir fazer uma plástica nele. Ao mesmo tempo em que as investigações avançam em ritmo acelerado, novos protocolos são discutidos para dificultar as falsificações.

A ideia é, além de punir responsáveis, promover uma reestruturação profunda no setor de emissão de documentos públicos.

Assim,mesmo sem ter a intenção, Ronaldinho colabora para os paraguaios tirarem a sujeira debaixo do tapete. Só que o brasileiro paga um preço alto por isso até aqui: a prisão preventiva ao lado de Assis, seu irmão.

Ronaldinho e Assis têm acompanhamento do Itamaraty, que não detalha atuação

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Ronaldinho gaúcho e seu irmão Assis, presos no Paraguai sob acusação de portarem documentos falsos, têm o acompanhamento do Itamaraty. O órgāo, porém, não detalha sua participação no caso.

Indagada pelo blog sobre o tema, a assessoria de imprensa do Itamaraty enviou a seguinte resposta: “o consulado do Brasil em Assunção acompanha o caso. Em atendimento ao direito à privacidade dos envolvidos, bem como em observância ao disposto na Lei de Acesso à Informação e no decreto 7.724/2012, o Itamaraty não pode fornecer informações adicionais sobre o assunto”.

De acordo com o jornal paraguaio ABC Color, o pedido da defesa dos irmãos para que a prisão preventiva fosse transformada em domiciliar teve o apoio do diplomata brasileiro Afonso Nery, do consulado em Assunção. 

Segundo o Itamaraty, as repartições consulares sempre acompanham os casos de brasileiros detidos no exterior.

Opinião: Peru se classifica após jogo tão ruim que parecia do Brasileirão

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Medalhões jogando mal, abundância de passes errados, finalizações bizarras, lentidão, passes laterais e excesso de chutões, principalmente buscando Guerrero, cercado por rivais. Teve ainda muita resenha do árbitro com os jogadores e demoradas checagens do VAR.

A descrição poderia ser de uma partida frequentemente assistida no Brasileirão, mas é o retrato do que foi Uruguai 0 x 0 Peru pelas quartas de final da Copa América. Nada muito diferente dos outros três jogos dessa fase. Dois deles sem gols (Brasil x Paraguai e Chile x Colômbia). Só a Argentina não precisou dos pênaltis ao vencer a Venezuela por 2 a 0, mas também sem brilho.

Na Fonte Nova, os uruguaios Cavani e Suárez e o peruano Guerrero jogaram muito abaixo do que podem, como já havia feito Messi na vitória argentina.

Os números da partida mostram como foi ruim o jogo em Salvador. Foram só três finalizações certas nos pouco mais de 90 minutos, todas do Uruguai, que ainda errou seis arremates. Cavani foi preciso em suas duas tentativas e marcou na disputa de pênaltis. Suárez falhou no único tiro ao gol e ainda perdeu seu pênalti. Os peruanos erraram as três conclusões feitas por eles. Guerrero não finalizou durante o jogo. Porém, deixou sua marca na disputa dos pênaltis. Os dados são do site especializado Footstats.

Depois do sonolento duelo no tempo regular, a perfeição dos peruanos nos pênaltis foi premiada. Acertaram as cinco cobranças e viram o Uruguai perder uma. Assim, temos mais um semifinalista que chega sem encantar, como Brasil, Argentina e Chile.

 

 

Classificação sofrida reforça tendência de Alisson ser o ‘cara’ da seleção

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Neymar, lesionado, sentado nas tribunas da Arena do Grêmio, torcendo pela seleção brasileira. Alisson em campo, defendendo uma cobrança de pênalti e ouvindo a torcida gritar seu nome. A sofrida classificação do Brasil para as semifinais da Copa América, na disputa de pênaltis contra o Paraguai, após empate sem gols diante de um time que jogou com um a menos quase todo o segundo tempo, reforça uma tendência. A de Alisson ocupar o status de principal nome da seleção, substituindo Neymar. Isso, claro, na opinião deste blogueiro.

O goleiro do Liverpool, atual campeão europeu, foi decisivo com o pênalti defendido, apesar de quase não ter sido acionado na Copa América até aqui. Ter seu nome entoado pelos torcedores no momento de dificuldade mostra a confiança depositada nele, considerado por muitos especialistas, incluindo adversários, o melhor do mundo na posição. Ao contrário de Neymar, mais uma vez contundido, agora se defendendo de uma acusação de estupro que ele nega ter cometido e  cada vez mais com seu potencial para ser o melhor do mundo um dia colocado em dúvida.

O quase vexame da seleção também reforça que Tite não consegue fazer com que o ataque seja tão eficiente quanto a defesa. O Brasil martelou, dominou a partida desde o início do primeiro tempo, mas não conseguiu um mísero gol durante os 90 minutos, apesar de jogar com um a mais por bom tempo.

A defesa brasileira praticamente não foi exigida. Mas é emblemático que o responsável por evitar o fiasco tenha sido um defensor: Alisson.