Arquivo da categoria: Páscoa

Bom renascimento para nós

Leia o post original por Odir Cunha

Costumo dizer que a vida é feita de renascimentos. Se as coisas não andam como você quer, não se amofine. Continue trabalhando, fazendo a coisa certa, porque logo uma nova etapa, repleta de possibilidades, surgirá à sua frente. Como santista, vivi algumas Páscoas, ou renascimentos. A mais marcante delas ocorreu em junho de 1979, quando um time recheado de garotos, nominados Meninos da Vila pelo seu Chico Formiga, venceu o São Paulo na final e conquistou o Paulista de 1978, primeiro título importante do Alvinegro Praiano após Pelé. Neste vídeo podemos desfrutar a narração incomparável de Osmar Santos, de quem me tornei redator e amigo nas rádios Globo/Excelsior. Boa Páscoa a todos os frequentadores deste blog e obrigado pelos comentários sinceros.

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Sexta Santa

Leia o post original por Pedro Ernesto

Me lembro dos meus tempos de guri no Bairro da Glória. Jogador de peladas possíveis e já metido a narrador e cantor. Penso que como narrador triunfei, mas como cantor, mesmo reconhecendo algumas qualidades, minha carreira se atrasou pelas palavras de Kenny Braga e Paulo Sant’Ana e Rogério Mendelski, que sempre me esculacharam. Mas sempre levei minha vida brincando, deixando as pessoas brincarem comigo. Entre ser mal ou bem humorado, escolhi o segundo caminho, mesmo que existam dias em que isto não é possível.

Mas a Sexta-Feira Santa, que já não tem a força da minha infância, é um dia de reflexão. E tem muita força junto a comunidade católica que pertenço.

Então vamos lá para a refeição dos peixes e a certeza de que o sacrifício feito por Cristo tem que ter uma grande validade. Quem tem princípios religiosos à frente do seu pensamento deve ter sempre boas atitudes.

Momento

O momento social que vivemos requer cuidados. Devemos ter presente e saber distinguir o que é certo e o que é errado. Algumas modas de comportamento que andam por ai triunfando não devem servir como algo a desejarmos para nossos filhos e netos. Claro que cada um tem o direito de fazer da sua vida o que quiser, mas o certo ou o errado está muito claro.

Tudo o que feri outras pessoas, em qualquer área, precisa ser evitado. A sexta-feira serve para lembramos de alguns ensinamentos que Cristo deixou na terra, deixando bem claro estas fronteiras.

Futebol

Não é certo no futebol ir para um estádio armar confusão. Tem gente que só quer isto. Mas está errado e, quem é cristão, quem é gente do bem, tem que lutar contra isso. Não é certo querer espancar alguém porque resolveu vestir a camisa do nosso adversário. Não é certo tomar uma bebedeira e sair dirigindo seu automóvel.

Tudo isso é muito claro. Poderia ter outros tantos exemplos. Mas a sexta-feira lembra o óbvio, que muitas vezes está esquecido.

Você sabia?

– Que o Gaúcho da Fronteira comanda a Caravana do Gauchão, neste sábado, em Passo Fundo?

– Que estou viajando nesta segunda-feira para o Acre a fim de transmitir a estreia do Inter na Copa do Brasil, contra o Rio Branco?

– Que o Rio de Janeiro vive uma espetacular crise pelo estado lamentável de seus estádios?

Corinthians 1 x 0 Paulista – Mais um um a zero

Leia o post original por Yule Bisetto

Fala, Fiel!

Mais um resultado magro, mais uma vitória, mais três pontos rumo à próxima fase.

Em um domingo um tanto quanto estranho no Pacaembu, de torcida sem instrumentos, Gaviões e Pavilhão banidas do estádio e menos de 15 mil pessoas nas arquibancadas, o Coringão enfrentou o Paulista em uma partida feia, entediante e um tanto quanto mediana.

E não é nem o time reserva! – era tudo o que eu conseguia pensar.

Se foi aquela tragédia criativa contra o catadão do Paulista de Jundiaí, ai ai ai, o que será que vai pegar naqueles jogos que realmente valem algo na Libertadores??? Os jogadores são esses, as jogadas são essas e, pelo Coelhinho da Páscoa, os escanteios serão cobrados assim também!

Veja bem, não é nem questão do resultado ou da colocação da equipe no paulistão, afinal estamos bem, vencemos bastante e já estamos classificados, certo?

Então, teoricamente, a minha preocupação se deslocou de uma competição para a outra.

Diferentemente do que estamos acostumados, não teve pressão no adversário desde o início. Não teve marcação avançada. Sequer tivemos bom volume de jogo ou uma expulsão de jogador do paulista. Ao contrário disso, passamos uns maus bocados em tentativas da equipe de Jundiaí que, vez ou outra, chegava com alguma facilidade – e algumas trapalhadas dos nossos jogadores.

Com Paulinho apagado, Ramirez sumido e Ralf com mais sangue nozóio que o normal, o Corinthians ficou meio capenga, o que não favoreceu uma partida em que jogaram apenas William e Liedson na frente, cabendo apenas ao Danilo a divina missão da ressurreição de algum morto no meio-campo do Monte das Oliveiras.

LEIA O PÓS-JOGO DO GLOBOESPORTE.COM

Para Tite, o gol seria inevitável

A bola não chegou, Liedson tinha de voltar para buscar e William naquele mais do mesmo: vontade e erros bobos.

A situaçao melhorou um pouco no segundo tempo, quando o Paulista pareceu cansar um pouco. Ainda assim, as boas defesas do goleiro adversário e, porque não dizer, do Julio Cesar, também, impediram que o placar fosse mais elástico.

Se para o técnico Tite o gol seria inevitável, para mim foi um momento de alegria no meio de uma tarde estranha de torcida mais quieta e um dia que virou noite esperando um dilúvio que não chegou.

O Corinthians venceu mas não me convenceu nem um pouco.

Mas talvez essa não fosse mesmo a pretensão de quem pode jogar pela classificação para a próxima fase da Libertadores daqui a alguns dias.

Foi um domingo de páscoa em que o chocolate não passou nem perto.

VAAAAAAAAAAAAAI, CORINTHIAAAAAAAAAANSSSSSSSS!!!!!!!

A força da gentileza*

Leia o post original por Antero Greco

Festas religiosas mexem com a emoção, no mínimo pelo que têm de simbólico. A Páscoa, por exemplo, é caso extremo e tocante de gentileza, com Cristo a doar a própria vida para os Homens e a mostrar que a morte não deve assustar ninguém. Desde garoto, acho esta data a mais bonita do calendário cristão. Com uma ressalva, apenas: tinha medo enorme da “Verônica” e o canto lúgubre dela nas procissões de Sexta-feira da Paixão.

O astral da semana me inspira a fazer pausa nos temas nem sempre virtuosos que abordo aqui. Por isso, hoje não quero escrever a respeito de cartolas e suas artimanhas, nem falar de polêmicas sobre arbitragem ou gastos exagerados com a Copa de 14. Tampouco vou tomar seu tempo com malandragens de torcidas violentas ou de jogadores que prometem emendar-se e dão bola fora na primeira oportunidade que aparece.

O dia é adequado para ressaltar delicadeza e pequenos gestos de carinho e cavalheirismo no futebol, esporte tão machista e no qual predominam virilidade e manha. Pesquisa daqui, escarafuncha o YouTube ali e saltam diversos episódios em que prevaleceu o fair-play.

Um dos mais singelos partiu de Oliver Kahn, sujeito com cara de mau que fechou o gol do Bayern e da Alemanha por muito tempo. Assim que terminou a final da Copa dos Campeões de 2001, após cobrança de pênaltis, jogadores do time alemão extravasaram alegria no gramado do San Siro, em Milão, pelo resultado de 5 a 4 em seu favor. Kahn ignorou a reação dos companheiros e preferiu consolar Cañizares, goleiro do Valencia, ajoelhado na pequena área e inconformado com o resultado. Atitude desprendida, cortês, que lhe rendeu até um troféu à parte oferecido pela Uefa.

O italiano Paolo di Canio tinha um gênio de cão, quando jogava, e até hoje sustenta simpatia nada disfarçada pelo anacrônico fascismo. Chegou a comemorar gols pela Lazio com a saudação que se fazia a Mussolini, nos inglórios anos 1930. Simpatia política à parte, Di Canio foi aplaudido de pé, na época em que jogava pelo West Ham, anos atrás, por pegar a bola com as mãos, dentro da área do Everton, e parar a clara jogada de gol em favor de sua equipe, porque o goleiro adversário estava contundido e impossibilitado de fazer a defesa.

Na Holanda, acho que há umas três temporadas, Ajax x Cambuur foi interrompido para atendimento de um jogador. Na cobrança de lateral, Verthonger, do Ajax, deu um chutão para frente, para devolver a bola. Marcou um golaço e ficou honestamente sem graça. Os atletas Ajax não tiveram dúvida: na nova saída de bola, ficaram parados até que o Cambuur também marcasse.

Num torneio entre times sub-20 no México, houve fato parecido, na partida entre Pachuca e Estudiantes. Domingues, do Estudiantes, se machucou e o juiz travou a jogada. Na bola ao chão, Teran, do Estudiantes, foi pra área e sofreu pênalti. O técnico Maurício Gallaga não gostou do comportamento do garoto e mandou que Gustavo Mendez, cobrador oficial, chutasse para fora. O Estudiantes perdeu por 3 a 0, e seus jovens defensores receberam bela lição de desportividade.

Não é tão frequente, mas já vi jogador admitir que simulou falta ou reconhecer que tocou por último na bola e, assim, abrir mão de escanteio ou lateral. É coisa pequena, sim, posturas simples, às vezes espezinhadas por torcedores. Mas sinais de que o esporte pode ter fidalguia e não precisa sempre da malícia para apontar um vencedor. Nessas horas, até acredito que não foi à toa que aquele Homem se deixou crucificar.

*(Texto de minha crônica que saiu apenas em parte da edição do Estado de hoje, dia 8/4/2012.)