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Verdão diz ter provas! É possível tirar título do Timão???

Leia o post original por Craque Neto

Nesta terça-feira à noite a Sociedade Esportiva Palmeiras publicou em suas mídias sociais as imagens – com narração – que considera prova irrefutável de que houve sim ‘interferência externa’ na final do dérbi do último domingo. Segundo a direção do alviverde isso acontece quando o delegado da partida, Dionísio Roberto Domingos, entra na lateral do gramado para conversar com o quarto árbitro. Para Maurício Galiotte e sua diretoria ele estaria avisando nesse momento que não foi pênalti do corintiano Ralf no atacante Dudu. Sinceramente, é impossível afirmar que isso de fato aconteceu. Ele pode ter entrado ali e falando que estava […]

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Ronaldo: se ganha é mundial, como perdeu é Paulistinha…

Leia o post original por Craque Neto

O comentarista Ronaldo Giovaneli ironizou a entrevista do presidente Mauricio Galiotte, do Palmeiras, que se referiu ao Campeonato Paulista como “Paulistinha” após perder o título estadual.

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Peixe mereceu ser campeão; Palmeiras evoluiu durante o Estadual

Leia o post original por Vitor Birner

De Vitor Birner

Santos 2×1 Palmeiras 

Felicito a nação santista pela merecida conquista do estadual.

O título, em si, não agrega muito valor à enorme galeria de troféus importantíssimos do Peixe, mas premia o time pelo que realizou ao longo do campeonato muito chato na fase de grupos e interessante das semifinais em diante.

Contra os clubes grandes mostrou competitividade.

Perdeu apenas um jogo contra eles, especificamente quando Robinho não pôde atuar.

Apesar de Lucas Lima ser o ‘motor’ do meio de campo, Ricardo Oliveira o artilheiro de admirável técnica, inteligente e capaz de fazer belos gols, de Geuvânio e mais alguns se destacarem, o maior ídolo no elenco foi o principal jogador da campanha vitoriosa.

Não digo isso por questão técnica.

Com ele, a equipe ficou mais inteligente e muitos jogadores, como Lucas Lima, Ricardo Oliveira e Geuvânio, renderam mais.

A direção tem que renovar os contratos dos citados (já acertou com o centroavante) e buscar reforços.

Não pode desperdiçar a preparação feita por Marcelo Fernandes durante o paulistinha.

O campeão paulista será mais exigido no Brasileirão.

O Palmeiras, apesar da derrota, deve olhar de maneira positiva para o que fez.

Iniciou do ‘zero’ a formação do time e evoluiu ao longo do paulistinha.

Compare as exibições no primeiro clássico, quando perdeu do Corinthians, com as apresentações diante das agremiações de Parque São Jorge e da Vila Belmiro no mata-mata.

A perda da série alternada de pênaltis, se levarmos em conta o estágio de preparação palmeirense, não deve ser levada em conta na avaliação campanha.

Melhor com todos em campo

O Santos venceu com facilidade o 1° tempo.

Ganhou o duelo psicológico porque o Alviverde transformou a garra em tensão e não em concentração.

Foi superior na parte tática por atuar mais compactado no meio de campo, onde ambos os times se propuseram a iniciar a marcação, e por causa da inteligência de Robinho ao se deslocar para receber os passes e ajudar na criação.

Enquanto jogaram completos, apenas o o Alviverde falhou nos desarmes.

Errou ao fazer a linha de impedimento no gol de David Braz.

E deixou um enorme buraco no meio de campo, para Ricardo Oliveira, após o ‘chutão’ de Vladimir e a ajeitada de Robinho – autor das duas assistências – com raça, sorte e técnica ficar em frente ao Fernando Prass, chutar no canto e comemorar o 2×0.

Dudu ou nenhum deles

Aos 45 minutos, no lance de falta que o Palmeiras cruzaria na área, Dudu disputou com Geuvãnio a melhor posição para receber ou interceptar, cada qual com seu objetivo, o lançamento e foram expulsos.

O palmeirense, mais irritado desde o início do jogo, foi um pouco agressivo.

Ele tinha amarelo e quem quiser tem argumentos discutir se merecia outro.

Eu, no lugar de Guilherme Ceretta de Lima, não puniria o meia-atacante.

Geuvânio não fez nada sequer para receber o cartão de advertência.

A exclusão do santista foi de fato injusta; a do palestrino depende de interpretação.

Dudu perdeu a cabeça e empurrou o árbitro depois do cartão vermelho.

Palmeiras manda até empatar

O Alviverde adiantou o sistema de marcação e controlou o meio de campo após os times retornarem do intervalo.

Oswaldo de Oliveira aproveitou as expulsões para ganhar o duelo tático contra Marcelo Fernandes.

O Peixe jogou no 4-2-3-1, com Geuvânio, na direita, Robinho, do outro lado, e Lucas Lima entre eles para ajudá-los na criação.

A saída do atleta revelado no Santos diminuiu a possibilidade de o time da Vila Belmiro ter sempre alguém para atacar naquela região do gramado.

Apenas quando Robinho foi para lá houve tal opção.

Por isso Zé Roberto pôde ‘abandonar’ a lateral e se transformar noutro atleta de criação no meio.

O Alviverde passou a ficar mais com a bola no campo de ataque.

Aos 9, Cleiton Xavier, por opção de Oswaldo de Oliveira, entrou no lugar de Robinho; Werley se machucou e Gustavo Henrique foi para o campo.

O Palmeiras fez o gol na assistência do apagado Valdívia, que acertou belo lançamento para Lucas.

Ricardo Oliveira se equivocou ao permitir que o lateral se antecipasse e ficasse de frente para o Vladimir.

Dúvidas no lance do gol

Houve o revezamento do centroavante com o Robinho na marcação ou o ídolo da torcida parou e o especialista em fazer gols foi ajudar a defesa por isso?   .

Robinho trocou de lado em alguns momentos para aproveitar as lacunas que Zé Roberto supostamente abriu –  havia dois zagueiros e o Gabriel cuidando da cobertura – e o técnico pediu para centroavante recuar?

O treinador, ciente da condição física do artilheiro que completará 35 anos neste mês, cobraria dele a ida e vinda que exigem velocidade e piques ao longo do gramado para acompanhar o atleta rápido?

Se fez isso, o manteve no jogo ao invés de colocar alguém para marcar lá porque havia possibilidade de o título ser decidido nos pênaltis e se trata de um especialista nestes lances?

De qualquer jeito, um tinha que marcar o lateral – Robinho e Ricardo teriam dificuldades de fazê-lo àquela altura-  e o outro esperar o lançamento para os contra-ataques.

O 4-4-1, com velocidade dos lados (Robinho e Lucas Lima) era o ideal para quem vencia diante da torcida e tinha o resultado favorável.

Cicinho, apesar de ser destro, podia fazer a função de ala na frente do Chiquinho, desde que Marcelo Fernandes abrisse mão de um dos habilidosos veteranos.

Havia mais possibilidades para manter o equilíbrio coletivo.

Conservadores

O Palestra recuou um pouco e o Santos avançou, na mesma medida, após o gol que levaria a decisão para os pênaltis.

O jogo ficou lento e pobre em oportunidades.

Preocupado em não perder o Gabriel, que tinha amarelo e disputou cada lance no limite da força, o treinador trocou o volante titular pelo Amaral.

Oswaldo de Oliveira não teve como evitar a falta de Victor Ramos, outro pendurado, exagerada pela forma, em Valencia.

Era só recolher o pé, em vez de acertar o colombiano com a sola da chuteira, para não ser expulso.

O técnico, obrigado a tirar o Valdívia, aos 34 minutos, para recompor o sistema defensivo, colocou o zagueiro Jackson.

Não havia como deixar o chileno, que pouco se dedica aos desarmes, e ficar com apenas sete atletas marcando.

O Santos ficou até o final no ataque.

Leandrinho e depois Cicinho entraram nos lugares de Valencia e Robinho.

Oportunidades

Quase no final, Vladimir errou ao rebater a cobrança de falta e Amaral, impedido, fez o gol devidamente invalidado.

Em seguida, Ricardo Oliveira ficou cara-a-cara Fernando Prass e o goleiro foi perfeito ao fechar o ângulo e impedir o título santista durante os 90 minutos.

Pênaltis

No início da série de pênaltis, o goleiro do Peixe tentou adivinhar o canto e do Palmeiras esperou para saber onde seria a cobrança antes de pular.

Rafael Marques, como Dudu fez no Allianz Parque, parou durante a corrida, ‘cantou’ o lado e Vladimir fez a alegria dos santistas.

O goleiro ganhou confiança.

Passou a aguardar antes de saltar.

O efeito foi contrário em Fernando Prass.

Ele passou a escolher o lado antes dos chutes.

Vladimir acertou o canto na cobrança de Jackson no travessão.

O goleiro, que poderia evitar o gol de Lucas (não foi um lance simples) e seria criticado se Amaral não houvesse o impedimento de Amaral, encerrou como uma das referências da vitória.

Ficha do jogo  

Santos – Vladimir; Victor Ferraz, David Braz, Werley (Gustavo Henrique) e Chiquinho; Valencia (Leandrinho) e Renato; Geuvânio, Lucas Lima e Robinho (Cicinho); Ricardo Oliveira
Técnico: Marcelo Fernandes

Palmeiras – Fernando Prass; Lucas, Victor Ramos, Vitor Hugo e Zé Roberto; Gabriel (Amaral) e Robinho (Cleiton Xavier); Rafael Marques, Valdivia (Jackson) e Dudu; Leandro Pereira
Técnico: Oswaldo de Oliveira

Árbitro: Guilherme Ceretta de Lima – Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho e Alex Ang Ribeiro

Palmeiras venceu o Santos; times jogaram menos que podem e árbitro foi o protagonista

Leia o post original por Vitor Birner

De Vitor Birner

Palmeiras 1×0 Santos

Os sistemas de marcação foram consistentes na maior parte do jogo.

Ambos os times merecem elogios pelo empenho em todos os lances e disciplina no cumprimento das funções táticas básicas determinadas pelos treinadores.

Na parte técnica, a decisão foi pobre.

Dribles foram raridades e os jogadores finalizaram mal os poucos lances que criaram.

O único momento digno de destaque, além, do gol,  foi o toque de calcanhar do Dudu, que colocou Rafael Marques em interessante condição para chutar.

O palmeirense demorou demais para chutar e pediu pênalti de Geuvãnio.

Essa foi apenas uma das várias polêmicas de arbitragem (comentei todas na sequência do post).

O Alviverde mereceu ganhar.

Poderia ter feito mais gols se Dudu não desperdiçasse uma penalidade, ou se ele e os companheiros arrumassem utilidade funcional para o fato de atuarem com um jogador a mais que o adversário depois de Paulo Ricardo ter sido expulso.

Curiosamente, o Santos melhorou e o Alviverde piorou após a exclusão do zagueiro.

O resultado de 1×0 facilita a missão do Palmeiras, mas não o torna favorito ao título.

A torcida dos santistas é pela recuperação de Robinho.

Eles não puderam jogar.

O Santos sentiu muito a falta de Robinho.

Prejuízo maior do Peixe

Valdívia e Robinho não puderam jogar.

O chileno oscila muito. Se atuasse num dia de inspiração, teria contribuído para o Palmeiras criar oportunidades pelo centro do campo.

Robinho é mais regular e exerce maior quantidade de funções.

Se mexe pelo gramado para ajudar Lucas Lima na criação, exerce tanto a função de meia quanto de atacante pelos lados, tem leitura de jogo e orienta os companheiros para se adaptarem às necessidades dos confrontos, se identifica com o manto sagrado onde construiu currículo vencedor, além de ser acionado nos contra-ataques.

A ausência do santista teve muito mais impacto que a do palmeirense para seus respectivos times.

No meio de campo

Ambos os times marcaram de maneira competente na região central do gramado.

O Alviverde, com Rafael Marques, Robinho e Dudu na meia, dois deles abertos para os lances de velocidade, e o volante Arouca participando da criação, chegou mais vezes na frente e sempre pelos lados.

Por isso os laterais Lucas e Zé Roberto tiveram que apoiar.

No Peixe, os jogadores dessa posição avançaram menos.

Lucas Lima tentou, em vão, ditar o ritmo do clássico.

Geuvãnio e Chiquinho, pelos lados da meia e do ataque, perderam os duelos para o sistema defensivo palestrino.

O Santos, após iniciar marcando a saída de jogo, recuou.

Preferiu tentar os desarmes na linha que divide o gramado e criar as lacunas para tentar os lançamentos longos ao Ricardo Oliveira.

Os finalistas do paulistinha atuaram em quase todo clássico.

Melhorou com Cleiton Xavier

Arouca se machucou no início do 1° tempo. Insistiu para continuar e após o lançamento longo desabou no campo com dor, aparentemente, no joelho.

Oswaldo de Oliveira o trocou por Cleiton Xavier.

Os minutos seguintes foram os melhores da equipe.

Ficou mais no campo de ataque e cruzou algumas vezes na área santista.

Gol legítimo no neo-futebol

Aos 28, Cleiton Xavier tocou para Lucas. Robinho, impedido, abriu as pernas e deixou a bola para o lateral-direito cruzar.

Leandro Pereira, atento, correu até a área antes da zaga e ficou em condição perfeita para receber o cruzamento e fazer o gol da vitória.

No futebol tradicional, o lance foi irregular.

E no neo-futebol, o de hoje, legítimo.

Apesar de os ex-árbitros que comentam na televisão falarem sobre interferência ou intensão de quem não toca na bola em participar da jogada, as determinações da Fifa quase sempre são colocadas em prática doutra forma.

Apenas quem recebe o passe, lançamento ou cruzamentos e tem contato com bola fica impedido.

Robinho poderia sair dela, mas abriu as pernas para enganar os marcadores.

Não tocou nela, por isso o lance foi normal de acordo com o padrão do neo-futebol.

Antes de a Fifa mexer na regra (foi alterada por causa das recomendações da entidade, apesar da manutenção do texto base), seria marcado o impedimento assim que ela foi em direção ao Robinho.

Os auxiliares sequer precisavam, antes, aguardar para ver aonde ele iria.

Houve apenas o pênalti?

Dudu, graças ao bonito toque de calcanhar, colocou Rafael Marques, na área, em condição de chutar e aumentar o resultado.

O meia-atacante demorou para bater em gol e caiu quando Geuvânio chegou para marcá-lo.

Foi o típico lance no qual vários árbitros daqui marcam aquilo que chamo de ‘pênalti brasileiro’.

Na Inglaterra, Alemanha e Itália, a opinião pública trataria como erro, se fosse assinalado, e provavelmente a jogada nem viraria pauta de longos debates sobre o jogo.

Na Espanha, onde o rigor é um pouco maior, o árbitro seria reprovado se interpretasse como infração, porém haveria mais discussões a respeito do lance.

No Brasil, não há o critério linear para a gente saber se foi ou não pênalti.

A quantidade de jogos onde alguns assim são marcados é muito maior que noutros países.

Eu prefiro o critério tradicional, comum, e mandaria o lance seguir como Vinicius Furlan fez.

Mas o que eu acho não tem relevância alguma neste caso.

Importa o padrão do apito ao longo da competição.

Como é dúbio, fica impossível afirmar o que o árbitro deveria fazer,

Duas intervenções

Um chute de Ricardo Oliveira, após receber lançamento longo, de fora da área, e outro de Lucas Lima, em cobrança de falta, obrigaram Fernando Prass a intervir, com tranquilidade, durante os 45 minutos iniciais.

Por isso Marcelo Oliveira, expulso junto de Oswaldo de Oliveira por invadir o gramado e reclamar com o árbitro durante o intervalo,  pediu para o Santos retornar  marcando a saída de jogo.

O Peixe ficou mais tempo na frente e não criou nada.

O avanço do sistema defensivo abriu o vão entre a primeira linha de marcação (a dos zagueiros ) e o goleiro Vladimir.

O Palmeiras passou a ter como investir nos contra-ataques.

Pênalti, sim

Em um deles, Leandro Pereira recebeu o lançamento mano-a-mano contra o jovem Paulo Ricardo.

Eles apostaram corrida.

No início do lance, um segurou o outro.

Na sequência, para impedir o centroavante de ficar à frente e finalizar cara-a-cara com Vladimir, o zagueiro continuou e o centroavante caiu dentro da área.

O árbitro deu pênalti.

Acertou nisso e, muito confuso, se equivocou ao mostrar o cartão vermelho para David Braz, que não participou da jogada.

Foi corrigido pelo auxiliar e excluiu ‘apenas’ o autor do pênalti.

Não discordei da cor da tarjeta.

Dudu 0×1 Vladimir

Robinho, Cleiton Xavier e Zé Roberto são experientes.

O treinador poderia pedir para um deles cobrar o pênalti.

Os dois primeiros são especialistas nas finalizações.

Mas permitiu ao Dudu encarar o Vladimir.

O meia-atacante, quando reparou que o goleiro esperou para saber onde iria chutar, titubeou na hora de correr para cobrar.

Notou que o rival acertaria o canto, optou por bater forte e alto, pegou embaixo e ela bateu no travessão.

Acho que o gol alteraria o andamento do confronto.

Santos melhorou com 10 jogadores

O Peixe recuou e esperou oportunidades de contra-atacar.

Formou duas linhas de quatro jogadores no meio e na defesa. Ricardo Oliveira ficou na frente aguardando os lançamentos.

O Palmeiras, com um a mais, tinha obrigação de crescer.

Jogou na Arena lotada por seus torcedores e poderia, finalmente, ter amplo controle do meio de campo.

Mas não criou uma oportunidade sequer depois do pênalti.

E pior;

Dudu perdeu a bola no ataque e Lucas Lima lançou Ricardo Oliveira.

O centroavante ficou de frente para o Fernando Prass, demorou um segundo a mais que o possível para finalizar, e Vitor Hugo conseguiu chegar em tempo de dar o carrinho perfeito, apenas na bola, e travar o chute.

O próprio Vitor Hugo, após cobrança de escanteio, aos 41, cabeceou para fora e proporcionou a única emoção palmeirense até o último minuto.

Antes, Jubal, aos 14, entrou no lugar de Victor Ferraz, Gabriel Jesus, aos 22, no de Leandro Pereira, ‘Gabigol’, 34, no de Geuvânio, e Kelvin, em seguida, no de Robinho.

Oswaldo de Oliveira tentou aumentar a velocidade do sistema ofensivo ao colocar dois atletas rápidos e que gostam de driblar, mas o time não melhorou.

O Peixe marcou direito e perdeu pelo placar mínimo.

Palmeiras teve oportunidade para decidir

Lógico que os palestrinos ficaram mais felizes que os santistas com o resultado.

Os alviverdes que acrescentaram doses de racionalidade à felicidade que sentiram na vitória sabem que o andamento do clássico favoreceu para o time obter resultado melhor.

A tendência, se Dudu fizesse 2×0, era de o Santos ficar irritado, errar, perder a concentração, sair de trás e facilitar para o Palmeiras fazer outros gols.

O jogador a mais, inclusive depois do chute na trave, deveria ter se transformado em volume de jogo ofensivo.

Os santistas sabem disso e pelo mesmo motivo creio que encontraram algo positivo na derrota.

Precisam torcer para a plena recuperação de Robinho.

Lembro que times em formação oscilam.

Ambos se enquadram neste perfil.

O Alviverde muito mais, pois iniciou do ‘zero’ em janeiro.

Isso dificulta muito qualquer prognóstico.

A decisão do estadual continua aberta e imprevisível.

Ficha do jogo

Palmeiras – Fernando Prass; Lucas, Victor Ramos, Vitor Hugo e Zé Roberto; Arouca (Cleiton Xavier) e Gabriel; Dudu, Robinho (Kelvin) e Rafael Marques; Leandro Pereira.
Técnico: Oswaldo de Oliveira

Santos – Vladimir; Victor Ferraz (Jubal), Paulo Ricardo, David Braz e Cicinho; Lucas Otávio, Renato, Lucas Lima e Chiquinho; Geuvânio (Gabriel) e Ricardo Oliveira (Leandrinho)
Técnico: Marcelo Fernandes

Árbitro: Vinicius Furlan – Auxiliares: Carlos Augusto Nogueira Junior e Anderson Jose de Moraes Coelho

Palmeiras é o 1° time da história a eliminar o Corinthians na Arena em Itaquera; Dérbi foi o melhor jogo do campeonato

Leia o post original por Vitor Birner

De Vitor Birner

Corinthians 2×2 Palmeiras 

O futebol decidiu de novo mostrar o sorriso cínico para o Alvinegro e abraçar o Alviverde no Dérbi.

Não encerrou a invencibilidade do melhor time brasileiro, até o momento, na temporada, mas impôs a ele a amarga eliminação no estadual.

O Palmeiras, que noutros tempos ganhou a fama de algoz do Corinthians.

Impediu a quebra do jejum de títulos corintianos em 74.

Eliminou o rival nos mata-matas de Libertadores e escreveu em letras enormes chamativas na história o São Marcos no duelo contra Marcelo Carioca numa cobrança de pênalti.

Agora foi o 1° time a fazer os corintianos sentirem como é a eliminação na Arena em Itaquera.

Se o confronto fosse noutro local, o impacto da classificação palmeirense e eliminação do time de Tite seria menor.

Essas marcas negativas ou positivas, de acordo com as cores da paixão clubística, são uma irônica coincidência futebolística coordenada por forças além das visíveis para motivarem felicidade e tristeza na atividade tão lúdica quanto importante?

Explicar como o esporte escreve capítulos parecidos com personagens distintos em épocas distantes é algo impossível para este que vis indaga. .

Meus limites mortais permitem afirmar que foi, de longe, o melhor jogo da competição.

A lentidão, o marasmo, as emoções brandas e raras da fase de classificação do paulistinha –  os clássicos foram exceções –  deram lugar aos ‘nervos a flor da pele’.

A disputa por um lugar na decisão temperou a rivalidade que sobrepõe o valor do título.

Ou alguém duvida que para a nação palestrina o prazer de eliminar o rival foi maior que a de chegar á final do do campeonato?

E que os alvinegros se incomodaram mais com a queda diante dos palmeirenses que com a perda do troféu?

Imagino as reações quando Elias ídolo corintiano, referência do time nas campanhas convincentes no estadual e Libertadores, representante do clube na seleção brasileira,   correu para bola na suposta última penalidade da série alternada e errou.

Muita gente, ao ver Fernando Prass cair no canto direito e evitar o fim da semifinal, lembrou do santo careca de carne e osso de nome Marcos.

E na hora que saltou do outro lado para gravar a cena de Petros finalizando em seus braços,  quem não havia feito a relação certamente juntou aquilo que tem em comum apenas o manto sagrado alviverde.

Robinho, maior destaque da equipe na primeira fase e elogiado pela forma como finaliza os lances de bola parado, que havia inaugurado a série dos pênaltis com chute ruim por cima do gol, bem será lembrado por isso.

A explosão de felicidade da torcida que tanto sofreu neste século por causa das péssimas gestões, em contraponto a imensa frustração da que não sentira nenhum dissabor com seu time desde o retorno do Tite, amenizaram quaisquer críticas. .

Classificação justa.

Apenas um lugar na final

A do Corinthians teria sido, se ganhasse nas penalidades.

Foi daqueles jogos raros em que se pode dizer que ambos mereciam vencer.

O jogo

O empate explicou os times fizeram.

O primeiro tempo do Alvinegro foi melhor. Mandou no meio de campo e teve muito mais presença no campo de ataque.

Tomou gol em mais um de seus corriqueiros equívocos na marcação dos cruzamentos.

A bola sobrou para Victor Ramos festejar.

Tite iniciou com Renato Augusto e Elias. por causa do desgaste físico, no banco, e optou por Danilo e Bruno Henrique entre os titulares.

Colocou Mendoza, para manter a velocidade, e Vagner Love, nos lugares de Emerson Sheik e Guerrero, que eram desfalques certos.

Os substitutos marcaram os gols da virada.

Aos 33, Jadson cobrou a falta e Danilo, de cabeça, empatou. Wellington tinha que marcar o veterano e bobeou.

Mendoza, aos 44, aproveitou a brecha entre o meio de campo e a primeira linha defensiva palmeirense para, de fora da área, no belo chute, virar o resultado.

Intervenções e ideias dos treinadores

Oswaldo de Oliveira precisou lidar com várias ausências na primeira linha de marcação.

Decidiu por Victor Ramos e Jackson à frente de Fernando Prass e Wellington improvisado na lateral.

Como perdeu a disputa no meio de campo e os 45 minutos iniciais,  tinha que recuperar a posse de bola no setor central.

Após o intervalo, Lucas foi trocado Cleiton Xavier.

A mexida fez a equipe ditar o ritmo do confronto.

Tite, ao ver o crescimento palmeirense, pôs Renato Augusto na vaga de Jadson e cinco minutos depois Elias na do Vagner Love.

Queria fortalecer a marcação e aumentar a velocidade do contra-ataque.

Não demorou para trocar Bruno Henrique pelo Petros.

Oswaldo de Oliveira decidiu tirar o sumido Valdívia e Wellington para Gabriel Jesus e Kelvin jogarem. Ambos são rápidos e tentam os dribles.

O Palmeiras foi incisivo em busca da igualdade, e por isso abriu lacunas no sistema de marcação.

O clássico ficou emocionante, com oportunidades de ambos os lados e intervenções de alto nível dos goleiros.

O sistema defensivo do Corinthians se confundiu no lance do empate.

Cleiton Xavier e Gabriel Jesus entraram na área quando Dudu recebeu o passe.

Felipe e Gil tinham que acompanhá-los, mas não o atleta revelado no clube ficou de olho em Kelvin, que foi à linha de fundo esperar o toque.

Por isso, Gil marcou um e Fabio Santos acompanhou o artilheiro das categorias de base palestrinas e Rafael Marques, livre, de cabeça, fez o gol após Dudu fazer o levantamento na área e nas costas do lateral.

Mendoza era o jogador menos distante do centroavante e que poderia, se conseguisse fazer a difícil e rápida leitura do lance, intervir para tentar impedir o 2×2.

Mas não dá para colocar na conta dele o equívoco coletivo.

Depois, de igualar, o finalista continuou melhor, mas as oportunidades gol rarearam para as duas agremiações.

Ficha do jogo

Corinthians – Cássio; Fagner, Felipe, Gil e Fábio Santos; Ralf e Bruno Henrique (Petros); Danilo, Jadson (Renato Augusto) e Mendoza; Vagner Love (Elias)
Técnico: Tite

Palmeirras – Fernando Prass; Lucas (Cleiton Xavier), Jackson, Victor Ramos e Wellington (Kelvin); Gabriel e Arouca; Dudu, Robinho e Valdivia (Gabriel Jesus); Rafael Marques
Técnico: Oswaldo de Oliveira

Árbitro: Thiago Duarte Peixoto – Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho e Alex Ang Ribeiro

 

Vitória tranquila do Santos diante do ainda desgovernado São Paulo

Leia o post original por Vitor Birner

De Vitor Birner

Santos 2×1 São Paulo

O jogou foi fácil para o Santos.

Com enorme superioridade tática, se aproveitou do monte de erros de posicionamento do São Paulo para fazer os gols.

Faria outros se Ricardo Oliveira não jogasse menos que pode. Além disso, todos no Peixe participaram intensamento do clássico.

No time do Morumbi, não é possível falar o mesmo e nem há necessidade de repetir quem se acomodou.

Se alguém não viu os gols e melhores momentos, note quantas vezes os classificados carregaram a bola no meio de campo com enorme liberdade, tentem encontrar lances iguais favoráveis aos eliminados, e compreenderão o que houve em campo.

Simples, óbvio e funcional

Os treinadores repetiram as propostas e esquemas táticas que têm colocado em prática.

O Peixe é equilibrado .

Foi preparado para ser capaz de fazer o beabá do futebol moderno.

Robinho e Geuvânio são opções de velocidade e criação pelos lados do meio e do ataque.

Lucas Lima, entre eles, é o meia que se transforma em volante para fechar lacunas lá.

Eles, quando a equipe tem a bola na meia, se mexem de maneira coordenada no intuito de confundir o sistema de marcação do rival.

Ricardo Oliveira, o centroavante, se desloca para completar, como pivô ou finalizando, a ações dos meias.

Renato e Valencia, os volantes, apoiam, um de cada vez; o veterano, por causa da qualidade no passes e inteligência,  desce e ajuda na criação.

Os laterais apoiam e há cobertura razoável das lacunas que eventualmente abrem.

Na marcação, ao menos dois jogadores do trio de criação voltam para a linha de volantes e formam o quarteto em frente aos laterais e zagueiros.

Geuvânio faz mais isso que Robinho.

Mas o veterano, de acordo com o andamento do jogo, recua para formar o quinteto no meio.

Fez isso durante o clássico.

Obsoleto, mal pensado e previsível

O São Paulo de Milton Cruz é pior taticamente que o de Muricy.

Com o treinador de fato, ao menos tinha posse de bola na frente.

Agora joga como agremiação pequena.

Vive de cruzamentos e contra-ataques.

Isso seria normal se encarasse rivais tecnicamente mais fortes.

Contra os de capacidade similar, como o Santos, e os mais fracas, tal qual o Danubio, a opção é um equívoco baseado no, para ser gentil, excesso de cautela.

Denilson, Hudson e Wesley, os volantes, ficam distantes de Ganso, o meia quase estático.

Compare a quantidade de funções que ele e Lucas Lima exercem e compreenderá como ser mais funcional na parte coletiva ajuda.

Michel Bastos se desdobra entre a marcação na linha de volantes e a criação.

Como o São Paulo não pressiona a saída de jogo, precisaria da participação ativa e constante de Pato (único atacante) e Ganso nisso, inicia as tentativas de desamar na linha que divide o gramado,

Se obtém sucesso, ou faz o lançamento ao Pato, ou precisa esperar Wesley ou Michel Bastos correrem com a bola ou aparecerem na frente.

A física explica o equívoco.

Nenhum ser humano é capaz de competir com a velocidade da bola. Então, se os volantes a recuperam, a possibilidade de o adversário voltar e recompor o sistema de marcação é maior que se retomasse a posse na frente ou se tivesse mais alguém para receber o passe longo.

Se a ideia é abrir mão da posse dela na meia e Ganso não tem velocidade ou característica de quem dribla em direção ao gol, por qual motivo joga solto e naquela função?

Pior é ver o Denilson incumbido de articular os lances de gol.

Nunca mostrou qualidade para tanto.

Mal consegue liderar o meio de campo para ficar próximo da defesa ou cobrir o apoio dos laterais.

Paulo Miranda, defensivo, e Carlinhos, ofensivo, foram os eleitos para a titularidade.

A proposta de jogo torta redundou no andamento óbvio da semifinal.

No futebol, é possível pegar as portas de um fusca, colocar no Rolls Royce e ela fechar.

Mas na maioria das vezes não será assim.

Superioridade santista

O roteiro no gramado da Vila Belmiro teve andamento simples e óbvio.

O Santos se propôs a tentar o gol e o adversário esperou.

O Peixe criou mais oportunidades.

Valencia, logo no início, se machucou e Lucas Otávio entrou.

O volante tinha que ficar atento aos contra-ataques do São Paulo.

Rogério Ceni impediu Robinho de fazer 1×0.

O gol faria desmoronar a proposta de jogo são-paulina.

Denilson e Wesley perderam as oportunidades de reforçá-la.

As finalizações deles sequer obrigaram Wladimir a intervir.

Isso deu a impressão que o gol santista seria questão de minutos.

Imagino a resenha dos boleiros

Aos 35, Geuvânio, após Pato perder a bola, a recebeu mais perto da linha da área que do meio de campo, ainda na defesa santista.

Ele correu com ela por cerca de 70 metros e ninguém tentou recuperá-la.

Carlinhos ‘foi e não foi’. Denilson, o volante de marcação, correu um pouco e parou no meio do caminho. Lucão tentou ir, mas a avenida era tão grande que bastou o atacante ajeitar para o lado antes de chutar e comemorar.

Mérito dele ter aproveitado a quantidade incrível de falhas do adversário.

Se o leitor (a) for aos jogos de várzea, garanto que não verá nada parecido em termos de moleza para atacantes, ainda mais jogando no campo do rival e empatando.

Até porque se ocorrer a cobrança da equipe que falhou será imediata e contundente.

Imagino como foi a conversa, no intervalo, entre os jogadores de cada time.

Os do Santos devem ter tirado sarro. Frases como “é só apertar que entregam” e pedidos de manutenção da concentração, creio, ditaram a troca de ideias.

Os do São Paulo não tenho do que falaram.

Michel Bastos, o mais dedicado competitivo e competente, deveria cobrar o interino por causa da formação do time, os colegas porque nem a falta fizeram no artilheiro, o meia para se mexer, o centroavante para se dedicar…

Mas a voz principal, lá, é a do goleiro que parece ter a liderança silenciosamente rejeitada.

Na parte técnica, não é de hoje que caiu de rendimento, mas trata-se de um atleta esforçado e que detesta perder.

Se falta união em campo é porque pararam de escutá-lo.

Da proposta tática dificilmente falou porque Milton Cruz deve tê-lo consultado antes.

Trocas óbvias e mais erros

Luis Fabiano reiniciou o jogo no lugar de Paulo Miranda.

Hudson ou Wesley podiam jogar na a lateral e o time ganharia ao menos maior presença na área.

No cruzamento logo depois, Victor Ferraz errou na interceptação de cabeça e Pato, na área, livre, nem acertou o chute entre as traves.

No minuto seguinte, o árbitro tocou nela quando Denilson a tinha no pé, e Geuvânio colocou Ricardo Oliveira de frente para Rogério Ceni.

O centroavante perdeu ótima oportunidade.

O São Paulo adiantou o sistema de marcação.

Geuvánio,  porque se sentiu mal, aos 25 deu lugar para o Cicinho.

 Quase junto, Centurión entrou no lugar de Carlinhos e Michel Bastos foi para a lateral.

Gol e queda de rendimento

Aos 29, Wesley perdeu a bola no campo de ataque para Lucas Lima.

Todos jogadores do São Paulo, tirante Toloi e Lucão, tinham ido para frente.

O santista correu com ela e tocou para Ricardo Oliveira, do mesmo lugar que havia perdido o gol no lance envolvendo Raphael Claus, chutou de jeito igual, mas acertou a trave.

Aos 30, no local idêntico Centurión foi desarmado por Cicinho.

Avançou com ela, obviamente como no lance anterior, no do gol e noutros não havia ninguém no meio para marcá-lo, e tocou para Chiquinho dar a assistência e Ricardo Oliveira comemorar.

O Leandrinho acabara de ocupar o lugar de Robinho.

O São Paulo, aos 41, fez o gol dele, após Pato tocar para Luis Fabiano, em posição de impedimento, chutar por cima de Vladimir.

Ficha do jogo

Santos – Vladimir; Victor Ferraz, David Braz, Werley e Chiquinho; Valencia (Lucas Otávio) e Renato; Geuvânio (Cicinho), Lucas Lima e Robinho (Leandrinho);Ricardo Oliveira
Técnico: Marcelo Fernandes

São Paulo – Rogério Ceni; Paulo Miranda (Luis Fabiano), Rafael Tolói, Lucão, Carlinhos (Centurión); Denilson, Hudson, Wesley e Michel Bastos; Ganso; Alexandre Pato.
Técnico: Milton Cruz

Arbitro: Raphael Claus – Assistentes: Marcelo Carvalho Van Gasse e Miguel Cataneo Ribeiro da Costa

Vladimir impediu Guerrero de resolver o clássico; Santos melhorou após alterar o time e a tática

Leia o post original por Vitor Birner

De Vitor Birner

Corinthians 1×1 Santos

O time de Tite foi muito superior na primeira parte do clássico

A equipe criou grandes oportunidades e poderia ter marcado 2 ou 3 gols.

Guerrero perdeu a disputa contra Vladimir. O goleiro fez duas intervenções espetaculares diante do peruano.

Foi necessário o erro de David Braz para o zagueiro Felipe fazer aquilo que o artilheiro não conseguiu.

O Santos cresceu depois do ajuste tático e da troca de Elano por Geuvânio.

Frequentou mais o ataque e empatou na bela jogada coletiva.

O raro erro corintiano de marcação em frente aos seus zagueiros e laterais, e o nem tão atípico nos cruzamentos, contribuíram para Ricardo Oliveira festejar.

Fiquei com a impressão que o Corinthians cansou e por isso parou de pressionar a saída de bola.

Emerson pediu um pênalti inexistente.

Se há algum reparo a ser realizado sobre a arbitragem, foi o do critério dos cartões, inclusive na jogada envolvendo o atacante veterano.

Não acho que isso pesou para os alvinegros empatarem.

Não funcionou

Marcelo Fernandes ouve os jogadores do Santos.

Os experientes, por motivos óbvios e compreensíveis, têm mais voz.

A decisão, creio, conjunta, foi preparar o 4-4-2 com Elano e Lucas Lima abertos, Valencia e Renato entre eles, e flutuação para o 4-2-3-1, no qual Elano, Lucas Lima e Robinho formariam o trio de criação à frente dos volantes e atrás de Ricardo Oliveira.

Queriam aumentar a capacidade de o time manter a bola no meio para impedir o adversário de se aproximar da área com ela, reforçar a marcação na frente dos laterais Victor Ramos e Chiquinho, e dar maior liberdade para Robinho contra-atacar.

Na prática, a escolha acabou sendo equivocada.

Muito superior

Racional e inteligente, Tite pediu ao Fágner para ir pouco ao ataque e ficar de olho no Robinho e deu mais liberdade ao Uendel, porque o lateral não tinha com quem se preocupar.

Se Geuvânio jogasse, o treinador ficar um pouco mais reticente para tomar tal iniciativa. Por isso a maioria das vezes o Alvinegro da capital forçou os lances na esquerda, onde Emerson jogou aberto no meio e no ataque e Renato Augusto, o meia no centro, apareceu para tabelar.

Jadson, na direita, ficou um pouco isolado.

Isso não impediu o time invicto de mandar no 1° tempo e criar oportunidades.

Vladimir, monstro!

Acertou duas vezes as traves e demorou para fazer o gol porque  o goleiro santista, inspirado, evitou.

Fez duas defesas, a primeira complicada e outra espetacular, ambas cara-a-cara com Guerrero.

Falha do zagueiro

O gol aconteceu aos 42, após Jadson cobrar o escanteio e Felipe, livre, cabecear.

David Bráz marcava o o zagueiro do  rival.

Bobeou e não o acompanhou tal qual havia sido combinado entre os santistas.

Correção 

O Santos, que investia apenas nos contra-ataques, cruzamentos e lançamentos longos, pois iniciava a marcação na linha que divide o gramado, passou a jogar mais adiantado em busca do empate.

Marcelo Fernandes, aos 12, tirou Elano e colocou Geuvânio para otimizar o sistema ofensivo na direita e impedir Uendel de apoiar com enorme tranquilidade.

No 4-2-3-1, com o jovem e o veteranos revelados no clube Robinho, e Leo Lima entre eles, o Santos passou a marcar melhor e a a frequentar o ataque.

Beleza e falhas no gol

Geuvânio, na direita, tocou para Victor Ferraz.

Ninguém marcou o lateral.

Ele passou para Leo Lima, livre, que serviu o Robinho. Chiquinho aproveitou o corredor, como se diz no futebolês, e correu para receber a bola.

Fágner ficou dividido entre ir para cima do veterano ou acompanhar o rival, que recebeu do veterano e cruzou para Ricardo Oliveira empatar.

Tenho que rever o lance, mas o erro provavelmente foi de Jadson ( Elias é o segundo candidato ), pois alguém tinha que cuidar do Robinho para o lateral se preocupar apenas com quem deu a assistência.

Faltou um jogador na marcação.

E mais: ninguém ficou perto do centroavante, que concluiu a bela jogada coletiva do Peixe

Aliás, desde o início da temporada o Alvinegro comete algumas falhas nos levantamentos de bola na área, os rivais têm perdido os gols e por isso quase ninguém lembra delas.

Arrumar isso é o maior desafio para Tite aperfeiçoar o competitivo o time que dirige.

Santos foi melhor

O gol não alterou a proposta santista.

O time manteve o controle do meio de campo e a superioridade.

Teve dificuldade de entrar na área e criar grandes chances de gol.

Um chute de Ricardo Oliveira, após o equívoco de Felipe ao interceptar o cruzamentos, e o cabeceio de David Braz na cobrança de escanteio foram os que levaram mais perigo.

De qualquer forma, o Peixe tornou o andamento do clássico incômodo para o adversário.

A opção de Tite

O Corinthians tinha lacunas para contra-atacar depois do Santos alterar a proposta de jogo.

Quase não tirou proveito e quando o fez cavou cartões amarelos de Victor Ferraz e Valencia.

O treinador poderia ter trocado Jadson por Malcom para ganhar velocidade e força de marcação na frente.

Já tinha Emerson, do outro lado, para isso.

Preferiu manter o meia na direita e tentar, em vão, recuperar o controle no setor central.

O time pouco fez para repetir a pressão na saída de jogo santista.

Será que o excesso de partidas seguidas obrigou o treinador a abrir mão daquilo que garantiu o controle do clássico durante 45 minutos?

Ele sabe que a equipe jogou melhor quando adotou tal proposta.

Creio que foi forçado, para não arrebentar os jogadores, a recuar.

Isso é responsabilidade de quem idealizou e aceitou o calendário futebolístico brasileiro.

Mexidas

Aos 22, Chiquinho, por causa do cansaço, deu lugar ao Cicinho. Guerrero, abaixo da média que tem mantido, Renato Augusto, que despencou de rendimento depois do intervalo, deram seus lugares para Vagner Love e Petros.

As alterações reforçaram a marcação no meio de campo e o Corinthians conseguiu ficar um pouco no ataque nos últimos 10 minutos.

Arbitragem

Emerson, em lance individual, driblou os adversários e foi derrubado quase no fim do clássico.

O veterano pediu o pênalti.

O árbitro viu a infração fora da área onde ela realmente aconteceu.

O lance mais questionável do clássico foi o pisão dele no adversário.

Merecia o cartão, de alguma cor, por isso.

No paulistinha, em regra, seria o vermelho.

Felipe e Uendel poderiam ter sido amarelados noutras jogadas.

Tirante isso, Vinicius Gonçalves Dias e os auxiliares que não cometeram nenhum equívoco.

Não tenho como afirmar que se mostrasse os cartões o resultado seria outro.

Me baseio no andamento do clássico para avaliar.

Ficha do jogo

Corinthians – Cássio; Fagner, Gil, Felipe e Uendel; Ralf; Jadson, Elias, Renato Augusto (Petros) e Emerson; Guerrero (Vagner Love)
Técnico: Tite

Santos: Vladimir; Cicinho, David Braz, Werley e Chiquinho (Cicinho); Valencia, Renato, Elano (Geuvânio) e Lucas Lima; Robinho e Ricardo Oliveira
Técnico: Marcelo Fernandes

Árbitro: Vinícius Gonçalves Dias Araújo – Assistentes: Marcelo Carvalho Van Gasse e Anderson José de Moraes Coelho

Público: 32.199 pessoas – Renda: R$ 1.833.746,95

Santos foi muito superior ao Palmeiras e venceu o clássico

Leia o post original por Vitor Birner

De Vitor Birner

Santos 2×1 Palmeiras

O Peixe foi melhor durante quase todo o jogo.

Apenas nos primeiros minutos, quando tomou o gol, teve desempenho inferior ao do rival.

Quando acertou a marcação na frente, passou a frequentar mais o ataque e a levar perigo.

O Palmeiras ameaçou pouco e apenas nos cruzamentos.

Fez o gol assim.

O Santos criou mais oportunidades e soube aproveitar a buraqueira no sistema de marcação palmeirense.

Empatou desse jeito com Renato e quase virou com Robinho assim.

Ricardo Oliveira fez um golaço e virou o placar.

Depois da ficar na frente, o Peixe recuou e impediu o Alviverde de criar lances perigosos.

Ou seja: quando quis atacar o fez e na hora de segurar o resultado repetiu a eficácia,

Vitória inquestionável do time que ainda não contratou o novo técnico.

Questão de preferência

A interpretação do jogo depende do gosto do leitor.

O Palmeiras marcou muito mal e Santos em certos momentos não foi consistente.

Houve algumas brechas no meio e muitas dos lados do sistema defensivo dos derrotados.

Por isso foi fácil os santistas se aproximarem das áreas e o confronto ficou, para quem gosta de ‘futebol largado’, emocionante.

E por essa razão quem acertou a pressão na saída de jogo – o Peixe foi superior nisso –  teve mais presença no ataque.

Início do Palmeiras 

O Palmeiras começou fazendo isso melhor.

Sempre pelos lados, apostou nos cruzamentos.

Conseguiu alguns escanteios.

Um um deles marcou o gol com Vitor Hugo, que cabeceou com enorme tranquilidade diante da marcação ruim.

Ter atenção com zagueiros nessas jogadas é algo muito óbvio que os santistas esqueceram.

Táticas e andamento

O Santos demorou cerca de 10 minutos para ‘entrar no jogo’.

Quando fez isso, passou a controlar as ações.

Ambos os treinadores optaram pelo 4-2-3-1.

O do Palmeiras contou com Allione na direita, Dudu no outro flanco e Robinho entre eles . Gabriel e Arouca, atrás do trio de criação, e Cristaldo, o centroavante, foram os mais participativos do sistema ofensivo.

Quando a superioridade do Alviverde acabou, os laterais Lucas e Zé Roberto precisaram priorizar os desarmes.

O Peixe, no 4-2-3-1 como o do rival, contou com Geuvânio na direita, Robinho do lado oposto e Lucas Lima no trio.

Renato e Valencia foram os volantes, e Ricardo Oliveira o centroavante.

Santos muito ofensivo

De posse da bola no campo de ataque, o time de Marcelo Fernandes avançou com todos os citados e os laterais Cicinho e Victor Ferraz, totalizando 8 jogadores. Apenas os 2 zagueiros se preocuparam com Cristaldo, que ficou adiantado para os os contra-ataques.

O empate nasceu na buraqueira do sistema defensivo. Lucas Lima carregou a bola com espaço, no meio, e tocou para Ricardo Oliveira entre Tobio e Lucas.

O centroavante, com a categoria que mostrou na maior parte da carreira, colocou Renato, a surpresa no lance por ter ido na área, finalizar de frente para o Fernando Prass.

Foi nas mesmas avenidas que o Peixe criou a chance para Robinho chutar com categoria e ver a bola tocar na trave.

Se caprichasse mais no último passe, o Santos teria conseguido mais oportunidades ótimas de virar o resultado antes do intervalo.

Opção do treinador não funcionou

Santos e Palmeiras repetiram os acertos no início do 2° tempo.

Melhor para o time de Vila Belmiro.

Oswaldo de Oliveira tinha que reposicionar a equipe.

Mantinha apenas Cristaldo na frente e se reforçasse o contra-ataque, seguraria um lateral do Santos atrás ou poderia aproveitar as brechas que seriam abertas se eles avançassem como faziam.

A alteração do 4-2-3-1 para o 4-4-2  aumentaria a possibilidade..

Bastava pedir para Allione, quando Peixe atacou pela direita do sistema de marcação palmeirense, marcar em frente ao Lucas e na linha de Gabriel, Arouca e Robinho, e ao Dudu para fazer o mesmo do outro lado.

Quem não precisasse recuar, formaria a dupla de frente com o Cristaldo e aumentaria a velocidade no setor.

Mas o treinador, aos 14, preferiu tentar recuperar o meio de campo ao colocar João Paulo na lateral, tirar Allione e adiantar Zé Roberto para liderar o setor central e aumentar a posse de bola ali.

Golaço da virada

O golaço de Ricardo Oliveira aconteceu cerca de um minuto após a troca.

Foi abençoado pela sorte ao ver a bola sobrar para ele em frente ao Fernando Prass.

Mostrou a enorme e conhecida categoria ao tocar por cima do goleiro, que foi perfeito na velocidade e colocação ao fechar o ângulo.

Não havia outra opção para o centroavante.

Antes de pegarem no meu pé, ressalto que sorte é benção, não pecado, e faz parte do esporte.

Outros tipos de proposta e superioridade

O Santos recuou depois da linda finalização do centroavante.

Passou a marcar atrás.

Tinha que fazer isso em algum momento por causa do cansaço passaria a ser ineficaz na proposta de jogo.

Com duas linhas de quatro, de vez em quando uma cinco no meio, fixou um ou dois jogadores na frente para os contra-ataques.

Oswaldo de Oliveira, porque a movimentação de Cristaldo nada produzia e o argentino sumiu, o trocou por Leandro.

Marcelo Fernandes tirou Geuvânio e colocou Gabriel.

Aos 32, Elano entrou no lugar de Ricardo Oliveira, o melhor em campo.

Jogou no meio de campo e permitiu ao Robinho se transformar em atacante junto de Gabriel, pois o técnico interino investiu nos contra-ataques e o ídolo da torcida é mais rápido que o centroavante.

A última mexida de Oswaldo de Oliveira foi Robinho, com câimbras, dando a oportunidade para Gabriel Jesus.

A promessa das categorias de base, que havia entrado como centroavante diante do Bragantino, jogou pelos lados e atrás de Leandro.

Como o restante dos companheiros, nada produziu, algo normal para alguém que recém subiu para o time profissional.

O Santos, desde o momento que optou por marcar atrás, não permitiu ao Palmeiras sequer ameaçar o gol de Vanderlei.

Resumindo, tirante nos 10 minutos iniciais foi superior quando quis atacar e depois que se propôs a marcar impediu o adversário de ameaçar o empate.

Vitória e superioridade inquestionáveis do Alvinegro no clássico.

Ficha do jogo

Santos – Vanderlei; Cicinho, David Braz, Werley e Victor Ferraz; Valencia e Renato; Geuvânio (Gabriel), Lucas Lima e Robinho (Thiago Ribeiro); Ricardo Oliveira (Elano)
Técnico: Marcelo Fernandes

Palmeiras – Fernando Prass; Lucas, Tobio, Vitor Hugo e Zé Roberto; Arouca e Gabriel; , Allione (João Paulo), Robinho (Gabriel Jesus) e Dudu; Cristaldo (Leandro Pereira)
Técnico: Oswaldo de Oliveira

Árbitro: Thiago Duarte Peixoto – Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis e Luis Alexandre Nilsen

Importante (15h40)

Houve um impedimento marcado de maneira errada do Dudu, antes do gol de Ricardo Oliveira.

Ele poderia alterar o resultado do jogo.

Isso não interfere na minha opinião sobre o que houve em campo.

Não sou analista de placar e de melhores lances.

Como faltou a informação importante no texto, achei imprescindível completá-lo.

 

 

São Paulo goleia na convincente estreia de Centurión e Dória; Muricy alterou muito a proposta de jogo e viu a melhor apresentação do time

Leia o post original por Vitor Birner

De Vitor Birner

Dória jogou entre Lucão, na direita, e Edson Silva, do outro lado, no 3-4-3 que Muricy colocou em campo.

Precisou achar o local correto para atuar e mostrar tempo de bola preciso na hora de fazer a sobra.

Acertou em ambas as funções.

O meio de campo teve Thiago Mendes e Boschilia, abertos, e Hudson e Maicon como volantes.

Como o Braga mostrou enorme incompetência no trato da bola, o quarteto teve muita liberdade, inclusive o Hudson, para participar da criação.

Maicon, com passes longos, desmontou o sistema defensivo do adversário.

Centurión Pato e Kardec, os três mais adiantados, demoram alguns minutos até se entenderem.

Quando isso aconteceu, a movimentação deles facilitou o trabalho do meio de campo e confundiu a marcação do Bragantino.

O argentino, tal qual informou na entrevista de apresentação, provocou os rivais com passes de calcanhar e dribles.

O mais interessante foi a enorme alteração na forma de a equipe jogar.

A titular prende a bola e tem dificuldade, nesse início da temporada, para ser, como se diz no futebolês, ‘aguda’.

A cheia de reservas, que ganhou por 5×0, apostou nos toques rápidos, triangulações e na progressão veloz em direção ao gol.

Apesar de cometer falhas de marcação que sobrecarregaram os zagueiros e não comprometeram a irrelevante vitória, (o mais importante no estadual é preparar o time) por causa da fragilidade do Bragantino, – contra uma equipe mais forte na parte ofensiva provavelmente Denis tomaria gol – desconfio que o treinador gostou da tática e proposta novas, e que torce para os estreantes repetirem o futebol de qualidade diante de times realmente competitivos.

Santos 0×0 Rogério Ceni; Peixe mandou no jogo contra o São Paulo mal nas partes coletiva e técnica

Leia o post original por Vitor Birner

De Vitor Birner

Santos 0×0 São Paulo

Os jogos do começo de temporada são de preparação.

O Santos, em tese, tem mais tempo para se organizar. Apenas Enderson Moreira,  por não ser renomado e ter que provar competência para muitos torcedores e alguns dirigentes, precisa de resultados.

O São Paulo, por causa da estreia na Libertadores, necessita rapidamente mostrar futebol competitivo.

Na Vila Belmiro, não conseguiu.

Escapou da derrota por causa da apresentação perfeita de Rogério Ceni, que, salvo engano, fez 9 intervenções difíceis, entre elas uma sensacional no chute de Marquinhos Gabriel e outra, em seguida, no rebote do mesmo lance e cara-a-cara com Renato.

Vanderlei trabalhou três vezes com dificuldade, em arremates de fora da área de Ganso, Michel Bastos e Luis Fabiano.

O Peixe marcou muito melhor, pois não permitiu ao adversário entrar na área com a bola, e criou, tal qual citei, mais oportunidades.

Reclamou de um pênalti do Denílson no Ricardo Oliveira.

Houve o contato do volante com o centroavante. Resta saber se foi derrubado ou preferiu se jogar no gramado.

Como o torneio é o paulistinha, onde o rigor costuma prevalecer, o árbitro não teria errado se apitasse a infração.

Os times

Santos jogou no 4-2-3-1.

O trio de criação tem Geuvânio, na direita, Robinho, do outro lado, e Lucas Lima entre eles, não ficou estático.

Os laterais Victor Ferraz e Chiquinho participaram mais da criação que os volantes Renato e Alison. O veterano da dupla tinha certa liberdade para avançar.

Ricardo Oliveira, como os companheiros, se mexeu e ajudou na parte coletiva.

No São Paulo, Michel Bastos e Ganso jogaram na meia.

O lateral Bruno atacou muito e Reinaldo, pouco.

Souza pôde ajudar na criação e Denilson, que priorizou a marcação junto com os zagueiros Toloi e Lucão, o fez de maneira tímida.

A dupla de frente do 4-4-2 contou com Ewandro, pelos lados, e o sumido Luis Fabiano.

Durou meio tempo 

São Paulo começou o clássico um pouco melhor.

Teve mais posse de bola no campo de ataque porque conseguiu sair de trás com ela trocando passes e exerceu pequeno domínio no meio de campo.

Forçou os lances de ataque na direita, onde Michel Bastos iniciou, Ganso se aproximou para ajudar e Bruno apoiou.

Mas nunca foi capaz de entrar na área com a bola dominada.

A única jogada coletiva digna de destaque teve o toque de calcanhar de Ewandro, aos 22 minutos, para Luís Fabiano finalizar e Vanderlei defender com segurança.

O meio de campo do Santos protegeu os zagueiros e laterais e eles puderam atuar quase sempre na sobra. Em nenhum momento houve a possibilidade de alguém tomar o drible e não ter cobertura.

Mais organizado e veloz

Aos 23, Geuvânio driblou dois no bonito lance individual e forçou Rogério Ceni a trabalhar.

Dali em diante, até o fim do clássico, ou o Santos foi melhor, ou houve equilíbrio com o Peixe criando oportunidades de perigo e o São Paulo inofensivo.

Quase todos ataques santistas foram na direita.

Robinho se mexeu e foi para lá ajudar na articulação, Geuvânio atuou ali, Victor Ferraz avançou, Lucas Lima tentou ficar perto deles e de Ricardo Oliveira para tabelar e arriscar alguns dribles.

O São Paulo, com espaços maiores que os corretos entre as linhas do meio e da defesa, falhou na cobertura e ficou pressionado.

A apresentação do sistema defensivo foi muito fraca.

Outras três ou quatro intervenções de Rogério Ceni impediram o Santos de transformar a superioridade em gols.

Após o intervalo, o confronto seguiu na mesma toada.

O time de Enderson Moreira foi, como diz no futebolês, mais ‘agudo’ e veloz.

Ricardo Oliveira recuou, muitas vezes, para ajudar o meio de campo na marcação e permitiu que Robinho e Lucas Lima, ou um deles, ficassem adiantados, pois são rápidos.

O São Paulo, pelas características dos jogadores, tende a trocar maior quantidade de passes,  por isso precisa acertar a transição da defesa ao ataque para manter a bola enquanto procura espaços no sistema defensivo de quem enfrenta.

Quando conseguiu levar a bola para a meia,  abriu lacunas e sofreu com os contra-ataques.

E na hora que ficou acuado, não foi capaz de contra-atacar.

Trocas

Aos 14, Muricy trocou Ewandro por Pato.

O jovem caiu de rendimento quando o meio de campo do São Paulo piorou. A bola não chegou até ele, apesar de se mexer no intuito de recebê-la. Pato jogou pelos lados, não de centroavante como no confronto diante do Capivariano, quando fez 3 gols.

E não fez nada digno de elogios.

Aos 28, Enderson Moreira colocou Marquinhos Gabriel no lugar de Ricardo Oliveira.

Foi uma alteração tática, inteligente, pois Robinho passou a ser o falso centroavante e o Santos aumentou a velocidade do contra-ataque. Havia muito espaço para esses lances.

Aos 34, Luis Fabiano, mal no jogo, saiu e Alan Kardec entrou.

Logo em seguida Enderson cometeu o equívoco ao substituir Lucas Lima por Elano.

O Santos não precisava de articulação no meio de campo. Criava chances de gol, não havia corrido risco algum depois do intervalo, e precisava apenas superar Rogério Ceni, que tinha deito outras defesas difíceis.

Com Elano no lugar de Lucas Lima, perdeu velocidade, que era principal virtude do time com enormes lacunas para contra-atacar, e ganhou capacidade de manutenção de bola.

Depois da alteração, viu Geuvânio, noutro lance individual, levar perigo e nada mais.

Lucas Crispim, aos 43, entrou na vaga do cansado Robinho.

Impressão dos torcedores

Desconfio que o torcedor do Santos terminou o clássico lamentando o monte de gols perdidos.

E que o do São Paulo pensou no confronto da próxima semana diante do Corinthians e ficou preocupado com o futebol ruim do time.

Participaram do jogo

Santos – Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Werley e Chiquinho; Alison e Renato; Geuvânio, Lucas Lima (Elano) e Robinho (Lucas Crispim); Ricardo Oliveira (Marquinhos Gabriel). Técnico: Enderson Moreira

São Paulo – Rogério Ceni; Bruno, Rafael Toloi, Lucão e Reinaldo; Denilson, Souza, Paulo Henrique Ganso e Michel Bastos; Ewandro (Pato) e Luis Fabiano (Alan Kardec).Técnico: Muricy Ramalho

Árbitro: Leandro Bizzio Marinho – Auxiliares: Daniel Paulo Ziolli e Rafael Tadeu Alves de Souza