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Torcida do Cruzeiro pede Mano. E a diretoria?

Leia o post original por Antero Greco

Já faz algum tempinho que estou na estrada – comecei na profissão em 1974 e, na área de Esportes, em 1977. Quer dizer, vi muito filme repetido por aí e conheço alguma coisa desse meio.

Pois bem, posso quebrar a cara, como é do jogo, mas a aventura de Paulo Bento no Cruzeiro fica por um fio. Em primeiro lugar, porque os resultados não aparecem. E, por mais que falemos o contrário, retrospecto pesa demais, pra chuchu, na permanência ou na dispensa de um treinador.

No caso do bem-intencionado português, há um dado adicional: a torcida rompeu com ele. Ou, para ser mais delicado, não o apoia, não está mais fechado com as propostas dele. Saltou aos ouvidos, na tarde deste domingo, na derrota por 2 a 1 para o Sport. O placar mostrou o que foram as equipes e, pior, deixa o bicampeão brasileiro de 2013/14 a segurar a penúltima colocação. É humilhante.

A turma das arquibancadas pede Mano Menezes – porque é o que está disponível no mercado e pelo trabalho do ano passado. No meio do Brasileiro de 2015, assumiu um rabo de foguete danado, ajeitou o time e o entregou em posição decente. Depois, se mandou para a aventura na China. Deixou boas lembranças.

Como cartola não gosta de se indispor com torcida, não duvido que logo lave as mãos e tente livrar-se de Paulo Bento. Quem garante que não haverá novidade nesta segunda-feira? Se, em vez disso, a direção insistir com ele, será surpreendente. Não digo que é errado, ruim, desastroso; mas diferente.

Diferente, pra baixo, é o que tem acontecido com o time em campo. O Cruzeiro teve boas apresentações, em algumas derrotas. Mas não consegue manter padrão, oscila muito, perdeu uma infinidade de pontos como mandante. Em circunstâncias normais, não estaria nem na zona de rebaixamento. Andaria, talvez, pelo meio da tabela.

Só que a situação não é normal. Os jogadores estão sem confiança, os passes não saem, as jogadas não se completam. É evidente o nervosismo, há descontrole. Esse o aspecto urgente a ser combatido. Com emocional sob controle, a parte técnica vai melhorar. Desafio pra já – para Paulo Bento, se ficar, ou para quem eventualmente vier para o lugar.

 

Cruzeiro insiste e erra. O Furacão resiste e acerta

Leia o post original por Antero Greco

Você já ouviu milhares de vezes a frase “Quem não faz, toma”. É daquelas verdades eternas do futebol. Um clássico, que aparece a todo momento.

Deu o ar da desgraça na noite desta segunda-feira, num Mineirão tomado por mais de 32 mil torcedores. E caiu sobre o Cruzeiro, time da casa, que dominou o Atlético-PR no primeiro tempo, criou chances, chutou um monte de vezes, sem que a bola fosse para o gol.

Na segunda, baixou a guarda, deixou a defesa escancarada, e pagou o preço por isso: levou três gols, ganhou vaias da torcida e continua em fase complicada. Por ora, tem 15 pontos e ronda a zona de rebaixamento. O time paranaense, com 23, alcançou o Flamengo e o desbancou na quarta colocação. Reação estupenda.

O Cruzeiro mostrou Rafael Sobis como nova alternativa para a criação e as finalizações. Começou mais à frente, com De Arrascaeta e Willian. O trio era a aposta de Paulo Bento para infernizar o Atlético. Além disso, contou com Henrique e Robinho no meio. Uma escalação com jeito ousado. De fato, as jogadas surgiram, os arremates também. E vários pararam nas mãos de Weverton, um dos destaques do jogo. Mas, ok, o Cruzeiro foi para o intervalo com a sensação de que seria possível garantir três pontos.

Enganou-se. No retorno da pausa para a água e as orientações de praxe, o Furacão mostrou-se mais ligado, aceso e rápido. Tanto que atraiu o Cruzeiro para o próprio campo e se lançou em contragolpes. No primeiro, a arbitragem anulou chance clara de gol, ao marcar erradamente impedimento. Mas aquilo era só o tira-gosto. Numa jogada veloz, a bola veio chutada por Weverton e, em dois toques, chegou para Pablo mandar para as redes.

A vantagem do Atlético desconjuntou o Cruzeiro, que se abriu e levou outros dois, ambos marcados por André Lima. Depois do primeiro gol, na verdade, a equipe mineira perdeu o rumo, não acertou mais passes (com exceção de uma finalização impedida que Weverton defendeu) e ouviu xingamentos da torcida.

Sei lá, do jeito que é nosso futebol, o português Paulo Bento pode sentir-se na frigideira, a ser frito em fogo lento…

Paulo Bento engole Cuca no Mineirão

Leia o post original por Antero Greco

Parecia que o Cruzeiro era o líder do Campeonato Brasileiro. E que o Palmeiras tentava sair da parte de baixo da classificação.

O time mineiro não só venceu por 2 a 1. Merecia, no mínimo, ter aplicado uma goleada na equipe alviverde, que voltou a ter exibição abaixo da crítica.

O técnico português Paulo Bento engoliu o seu adversário Cuca: a equipe dele marcou em cima, explorou a avenida que se abria pelo setor direito da defesa rival e sempre que possível exigiu que seus jogadores saíssem tocando a bola e evitassem chutões sem direção.

Por incrível que pareça, o começo indicava que seria mais uma noite palmeirense: Dudu ganhou a bola, em vacilo do zagueiro Bruno Rodrigo, e passou para Gabriel Jesus marcar o sétimo gol dele no torneio. Eram passados somente 11 minutos. Abria-se a perspectiva de contra-ataques mortais, pois Moisés e Cleiton Xavier estavam em campo e seriam garantia de bons lançamentos.

Mas não houve tempo de Cuca sonhar com mais uma vitória. Três minutos depois, ficariam evidentes todas as falhas de um time que se perde nos cruzamentos sobre a área, que errava passes tolos com o ala Egídio e que teve o lateral direito Fabiano irreconhecível – errou do começo ao fim.  Aos 14, Willian empatou, após falha geral da defesa palmeirense, em um cruzamento sobre a área.

Aos, 18 Henrique perdeu sozinho o gol da virada. O Palmeiras atacava aos trancos, aos chutões, aos “lançamentos” de Fernando Prass.

Para o segundo tempo, enquanto Paulo Bento mantinha o Cruzeiro, o técnico Cuca colocou Thiago Santos no lugar de Egídio e recuou Tchê Tchê para a lateral esquerda. Seria melhor, muito melhor, se tivesse tirado Fabiano. Logo a dois minutos, num cruzamento de Allison da esquerda, Willian apareceu para desviar de cabeça e marcar o gol da vitória.

Seguiu-se um massacre do Cruzeiro, enquanto Cuca tirava Cleiton Xavier e colocava Luan. A idéia: recuar Dudu para a armação ao lado de Moisés. Também não deu certo. E dá-lhe Cruzeiro em cima de Fernando Prass: Arrascaeta ficou cara a cara com o goleiro, Allison perdeu gol certo, Willian perdeu o terceiro gol, Allison perdeu nova chance.

O menino Gabriel Jesus escapou de contusão séria, ao ser agredido em lance covarde de disputa de bola, pelo zagueiro Bruno Rodrigo. E o Palmeiras escapou de uma goleada. Foi uma noite para Paulo Bento guardar na memória.

Para Cuca?

Melhor esquecer…

(Com participação de Roberto Salim.)

Cruzeiro, goleada para ganhar fôlego

Leia o post original por Antero Greco

Placar de 4 a 0 a favor é para comemorar sempre. Quando a fase anda esquisita, uma vitória dessas grita e tem valor aumentado. Pois que o Cruzeiro escute o significado do resultado obtido diante da Ponte Preta, na noite desta quarta-feira, e inicie reação pra valer no Brasileiro.  No momento, saiu da zona de descenso e subiu alguns degraus.

Talvez tenha sido uma das melhores apresentações sob o comando de Paulo Bento. O Cruzeiro foi para Campinas consciente de que não poderia falhar, sob risco de enfrentar turbilhão e pressão tremendos. E cumpriu à risca o roteiro que traçou. Que consistiu, basicamente, e impedir que os donos da casa tivessem liberdade, impusessem o ritmo, criassem. O Cruzeiro marcou, bem e forte. Além disso, foi eficiente nas roubadas de bola e sobretudo nos arremates.

Aproveitou como nunca as chances que apareceram. Não foi por acaso que praticamente definiu a vantagem final ainda no primeiro tempo, com os gols de Henrique aos 9 minutos e De Arrascaeta aos 20. O próprio De Arrascaeta ampliou a diferença, aos 3 do segundo tempo, em cobrança de pênalti. Alisson, de pênalti muito estranho, fechou a conta aos 34.

O Cruzeiro explorou os lados, inverteu jogadas com habilidade, trocou passes. Não parecia a equipe acuada das últimas rodadas. Contou com uma pitada de sorte com os dois gols em menos de 25 minutos de jogo. Dessa maneira, desmontou a Ponte, empurrou um caminhão de responsabilidade para cima dela, e ficou à vontade.

Num campeonato tão equilibrado como este, pode até sonhar em avançar muito, se mantiver a toada e ganhar mais duas ou três em seguida. Parece doideira, porém é verdade. E a Ponte perambula pelo meio da classificação, com tendência de baixa.

 

Paulo Bento resiste ao Cruzeiro?

Leia o post original por Antero Greco

Paulo Bento chegou recentemente ao Cruzeiro, não tem dois meses de Brasil e ainda está a adaptar-se à vida em Belo Horizonte. Talvez, a esta altura, o gajo esteja a pensar: “Que raios vim fazer aqui, opa?”

Se isso passar pela cabeça dele, não é nenhuma anormalidade. E faz sentido. O ex-treinador da seleção de Portugal encarou a aventura por aqui disposto a fazer a América. Mas, ao menos por enquanto, quebra a cara.

Ou então caiu no conto do vigário. Vai ver lhe venderam um Cruzeiro forte, competitivo, como aquele do bicampeonato nacional de 2013 e 2014. E Paulo Bento acreditou. Só que agora, passadas algumas rodadas, percebeu que o desafio será maior, muito maior, do que poderia prever.

O Cruzeiro não encontra rumo, está fora do prumo, despenca pelas tabelas, ou pela tabela da Série A. Numa situação inédita, se a memória não é traiçoeira, segura a lanterna. São só 8 pontos, menos de um por rodada, ou duas vitórias, dois empates e cinco derrotas. O ataque marcou 8 gols, a defesa sofreu 14.

Vá lá que a situação não chega a ser dramática, por vários motivos. O primeiro deles: faltam 29 rodadas até o final da competição. Muita grama pela frente. Segundo: o equilíbrio continua grande e há mais quatro companheiros de infortúnio com mesma pontuação: Coritiba, Sport, Botafogo e América. O Coritiba tem 9 pontos, o Vitória 10, o Santa Cruz 11. Ou seja, todo mundo muito perto do céu, do purgatório e do inferno.

Inferno foi o que o Cruzeiro viveu, em novo capítulo, na noite deste domingo, em Porto Alegre. Até que Paulo Bento tentou segurar ao menos o empate e colocou o time bem fechado. Deu certo por um tempo, ao segurar o tricolor. Mas começou a desmoronar no gol de Luan, aos 42 minutos do primeiro tempo. E foi a nocaute com o de Douglas, no início da etapa final. Para complicar, De Arrascaeta perdeu pênalti.

A mistura de complicadores é grande, vai de azar à qualidade do elenco. A questão é: Paulo Bento resiste a novas tempestades no Cruzeiro? A diretoria logo apelará para a saída tradicional da dispensa. Ou, ao contrário, pode ser ele quem demita o Cruzeiro, pegue o boné, levante velas e leve a caravela dele volta pra Portugal?

Vai saber….

 

Cruzeiro provoca arrepios e dá medo

Leia o post original por Antero Greco

Querido torcedor do Cruzeiro, sou solidário com você neste momento. Dói ver um time que, dois anos atrás, dominou com folga o Brasileiro, ganhou o bi com méritos e agora se dissolve. No ano passado, já provocou arrepios e e até o momento não acerta o rumo. Quatro jogos e zero vitória.

Pior do que isso, com futebol torto. Foi assim no clássico mineiro com o América, na tarde deste sábado. O português Paulo Bento ainda não captou bem características e qualidades do elenco, apostou em escalação que merece reparos e não obteve mais do que 1 a 1, e no sufoco. O vexame foi evitado por Arrascaeta, um dos poucos que se salvam no furacão em que se enfiou a Raposa.

O América largou na frente, com Victor Rangel, no primeiro tempo. Cedeu o empate só aos 35 da etapa final. O Cruzeiro esforçou-se, é verdade, mas sem eficiência. Não adianta nada chutar um monte de vezes ao gol – só na primeira parte foram mais de dez -, mas sem direção. Isso não significa apertar. Está mais para desespero.

No segundo manteve a toada, mas com intranquilidade, que aumentava conforme o tempo passava. Bento começou com três marcadores no meio e três mais adiantados. Robinho e Riascos esquentaram banco, de novo. Ao entrarem, deram mais clareza às jogadas cruzeirenses. Nada de excepcional.

O América cumpre o papel que lhe cabe, ou seja, o de incomodar. Não tem grandes pretensões, a não ser permanecer na elite. Já o Cruzeiro tem responsabilidades de time grande. Só que, até o momento, se comporta como pequeno. Com dois pontos, se mantém na zona de rebaixamento, sem vitória e com a defesa mais vazada (8 gols).

Claro que tem tempo de sobra para reagir. No passo em que se encontra, é ano pra botar medo na torcida.

Santa Cruz arrasador. Cruzeiro desastroso

Leia o post original por Antero Greco

Meus amigos, o Santa Cruz é a belíssima surpresa de largada de Brasileiro. Duas vitórias por 4 a 1, fora empate de 2 a 2, e com Grafite como artilheiro com 6. Nada a opor; ao contrário, só lhe restam elogios. Como foi incontestável o resultado desta quarta-feira diante do Cruzeiro, em Recife.

Já o Cruzeiro… o bicampeão brasileiro em 2013/2014 está irreconhecível. No ano passado, decepcionou, depois de ceder os principais jogadores, e passou a temporada em branco. Quando se esperava reação, em 2016, vem mais frustração. No momento, é um dos piores dentre os “grandes” da Série A.

O futebol da Raposa tem sido limitado, confuso, tenso. Não há quem chame para si a responsabilidade de colocar a casa em ordem, sobram jogadores apenas medianos. Em certos momentos, se transforma numa equipe horrorosa. Nem a chegada do técnico português Paulo Bento mudou de forma significativa o panorama.

Ok, sem precipitações também. São só dez dias de trabalho e duas partidas sob o comando de Bento. Não se pode cobrar muito dele; seria injusto. Até que se faça uma observação: o Cruzeiro pressionou o Santinha, finalizou bastante, embora raramente com perigo e direção. Esforça-se, mas isso é insuficiente. A limitação do elenco é maior do que o empenho. Nessa toada, vai dar desgosto demais para a torcida e fazer, no máximo, figuração no torneio.

Ficou claro no Arruda, nesta rodada. O Cruzeiro tentou encarar o Santa de igual para igual e se expôs a contra-ataques. Erro fatal para quem tem de encarar Grafite como adversário. O veterano atacante fez o primeiro (na etapa inicial) e o segundo (na fase final), enquanto Arrascaeta, de falta, ainda empatou. Depois, em arrancadas velozes e fatais Arthur e Keno completaram a festa.

Merecidos os sete pontos do Santa, belo retrospecto sob a direção de Milton Mendes (15 jogos de invencibilidade). Preocupante o panorama que se abre para o Cruzeiro.

Cruzeiro com Bento e ainda sem bênção

Leia o post original por Antero Greco

O Cruzeiro teve a estreia de Paulo Bento no banco, mas ainda lhe falta a bênção de campeão, como no biênio 2013-14. O time sob comando do treinador português suou para empatar com o Figueirense por 2 a 2, na noite deste sábado, no Mineirão. Levou susto ao ficar em desvantagem de 2 a 0, porém mostrou poder de reação. E isso nunca é demais.

Não dava para esperar muita novidade, com menos de uma semana de trabalho sob nova direção. Seria absurdo aguardar um Cruzeiro diferente; isso demanda tempo. Na apresentação noturna, viu-se mais posse de bola, algumas jogadas elaboradas, um pouco mais de velocidade. Ligeiros progressos, em relação ao que vinha sendo feito com Deivid. Nada muito além disso.

Paulo Bento tateia, vai com cautela, porque precisa antes de mais nada conhecer o elenco. E, convenhamos, o grupo atual do Cruzeiro não é de primeira grandeza, como no período em que levantou o troféu duas vezes com Marcelo Oliveira. Trata-se de equipe mediana, com dificuldades, evidentes na derrota para o Coritiba (1 a 0, na semana passada) na primeira rodada, ressaltados também neste sábado.

O principal deles o ajuste na defesa, que levou dois gols de Rafael Moura, e de cabeça. Um no primeiro tempo, outro no começo da etapa final. Os vacilos em bolas pelo alto atormentaram no Estadual e voltaram a dar calafrios ao torcedor, que não perdeu a viagem e esboçou vaias.

A esperança reapareceu com os gols de Élber aos 11 e Douglas Coutinho aos 17. Houve até ligeira pressão para a virada, e quase o risco de levar o terceiro, de novo com Rafael Moura, não fosse boa defesa de Fábio. No final, um ponto em casa e ainda sem vitória na Série A.

Paulo Bento percebeu que o desafio será enorme. Deverá ter paciência, engenho e respaldo.

Cruzeiro “entendeu” melhor a idéia

Leia o post original por Rica Perrone

No Brasil “importado” é sinonimo de qualidade.  Num país vira-latas é comum entender que tudo que vem de fora é melhor. Quando a onda “técnicos estrangeiros” começou no Brasil a maioria dos times não entendeu o conceito. “Treinador estrangeiro” é uma sugestão de filosofia. Algumas pessoas acham que novas idéias vindas de fora podem revolucionar …

A Alemanha tem um certo Thomas que também é Müller. Portugal tem um Ronaldo que não foi Cristiano e nem Ronaldo

Leia o post original por Quartarollo

A Alemanha não tomou conhecimento de Portugal que estava órfão do grande Cristiano Ronaldo, em Salvador. Houve uma caricatura do melhor do mundo em campo, mas nem Cristiano e nem Ronaldo apareceram. Claramente o atacante está sem suas suas melhores … Continuar lendo