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Eleição corintiana: Gobbi e Paulo Garcia superam atritos e se aproximam

Leia o post original por Perrone

Mário Gobbi Filho, já lançado como candidato à presidência do Corinthians, e Paulo Garcia, que prometeu aos conselheiros lançar sua candidatura em breve, se aproximaram nos últimos dias num movimento que chamou atenção na política alvinegra.

Ambos almoçaram juntos há cerca de 15 dias e superaram antigas rusgas. Até então, o entendimento entre eles era considerado inimaginável por seus apoiadores. Aliados deles têm conversado constantemente. Porém, por enquanto, componentes dos dois grupos evitam falar em união das chapas para a disputa da eleição de novembro. Uma eventual composição, em tese, mudaria drasticamente o cenário eleitoral por direcionar os votos dos dois para uma só candidatura, teoricamente bem mais forte.

Ex-presidente do clube, Gobbi critica fortemente a atual gestão. Garcia, foi derrotado por Andrés Sanchez no último pleito. Por sua vez, o atual presidente, apoia Duílio Monteiro Alves, que se afastou da diretoria de futebol para cuidar de sua campanha. Augusto Melo e Ricardo Maritan também estão na disputa.

Aliados de Garcia usam votação contra Andrés como sinal de distanciamento

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Paulo Garcia não está alinhado com Andrés Sanchez e não será apoiado pelo atual presidente corintiano na eleição presidencial no fim do ano. É o que insistem em dizer os aliados de um dos donos da rede Kalunga. Para sustentar esse argumento, eles passaram a usar a decisão do Cori (Conselho de Orientação do Corinthians) de recomendar a reprovação das contas apresentadas pela diretoria referentes a 2019.

O argumento é de que os membros do Cori que fazem parte do grupo de Garcia votaram na última segunda (13) pela recomendação de rejeição. A reunião terminou com seis votos favoráveis à orientação de reprovação e cinco pela aprovação. A votação final será feita pelo Conselho Deliberativo. Se as contas forem rejeitadas, um processo de impeachment poderá ser aberto contra Andrés.

“Para alguns incrédulos que diziam que nosso grupo votaria a favor das contas, esse é o início. Todas pessoas ligadas ao Paulo no Cori votaram pela rejeição”, disse Fran Papaiordanou, um dos principais aliados de Garcia na política corintiana. O blog identificou três simpatizantes de Garcia entre os que votaram pela recomendação contrária à aprovação das contas.

Além da discussão sobre a possibilidade de Andrés apoiar Garcia para presidente, outro ponto que torna importante o posicionamento dos aliados do empresário no Cori é a votação das contas no conselho.

Pelo menos a maioria dos principais líderes políticos alvinegros entende que só com o suporte de Garcia o atual presidente teria chances de evitar a reprovação das contas no órgão.

Assim, o comportamento da ala de Garcia no Cori é usado por seus aliados como demonstração de que o grupo não socorrerá Sanchez no conselho.

O discurso dos apoiadores do empresário é de que a ala vota contra as contas não por questão política, mas tecnicamente. A motivação está, segundo eles, em falhas que enxergam nas contas e no balanço de 2019.

Os argumentos são os mesmos usados pelo Conselho Fiscal para recomendar a reprovação. Os pontos centrais são a diferença entre a previsão de superávit de R$ 650 mil e o déficit anunciado de R$ 177 milhões em 2019, além da ausência de detalhes de uma cobrança judicial milionária feita pelo JMalucelli envolvendo a venda de Jucilei. A diretoria nega ter cometido irregularidades.

Entre conselheiros do clube, Garcia costuma enfrentar a suspeita de alinhamento com Sanchez, apesar de ter sido um dos candidatos derrotados na última eleição.

Um dos argumentos de quem aponta proximidade entre ambos é o fato de Garcia, por meio de suas empresas, ter sido o principal doador da campanha vitoriosa de Andrés a deputado federal em 2014.

Concorrentes políticos de Garcia fazem barulho em relação à constatação de que o agente de jogadores Fernando Garcia, irmão de Paulo, ter longo histórico de negociações com o Corinthians nas gestões de Sanchez e de presidentes ligados a seu grupo político.

Paulo, no entanto, não tem participação nos negócios do irmão, que é amigo de Andrés desde os tempos em que era conselheiro corintiano e já atuava como empresário. Depois de suas negociações ganharem destaque, ele se retirou do órgão alvinegro.

Aliados de Paulo afirmam que, se ele for eleito presidente, o Corinthians não fará negócios com seu irmão.

Paulo ainda não lançou sua candidatura, mas já articula apoios importantes para a campanha.

O ex-presidente Mário Gobbi, que votou pela recomendação de rejeição das contas no Cori, e Augusto Melo já formalizaram fizeram lançamento oficial, apesar de o registro para chapas não estar aberto.

Duílio Monteiro Alves, diretor de futebol do clube, é cotado como possível candidato situacionista.

Veja como possíveis candidatos planejam estancar déficit do Corinthians

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Por conta do déficit de R$ 177 milhões apresentando pelo clube em seu balanço de 2019, a redução de gastos ganhou ainda mais importância na eleição para a presidência do Corinthians, prevista para 28 de novembro.

Nesse cenário, o blog procurou os possíveis postulantes ao cargo para falar sobre o tema.

A mesma pergunta foi enviada para Augusto Melo, que já anunciou sua pré-candidatura, e para os possíveis candidatos Mário Gobbi, ex-presidente, e Paulo Garcia. Apenas Garcia não enviou resposta até a publicação deste post. Abaixo, confira a pergunta e as respostas.

Blog do Perrone – Quais as três primeiras medidas que você vai tomar para reduzir o déficit anual do Corinthians, se for eleito?

Augusto Melo –  Teremos um conjunto de ações que irão auxiliar na redução do endividamento do clube. No período de transição vamos fazer um escaneamento de todo o Corinthians para conhecer quais são as dívidas e despesas que o clube tem. A partir dessa análise tomaremos três medidas imediatas:

1 – Não gastar mais do que arrecada. A partir da aplicação de um sistema de controle interno, com a implantação do compliance, teremos um planejamento pensado na eficiência das operações. Isso vai nos permitir diminuir gastos para adequar os custos do clube ao real orçamento disponível. Iremos rever todos os contratos de serviço e profissionalizar os departamentos. Hoje o Corinthians gasta muito e mal.
2 – Redução da quantidade de jogadores do time profissional. Não é possível ter um excesso de contratados que não são utilizados nos jogos. Essa prática é nociva ao clube e gera um gasto com folha de pagamento desnecessário para o Corinthians. É preciso contratar com qualidade e não quantidade.
3 – Rever os contratos de todos os jogadores emprestados, que não trazem mais produtividade e ganho esportivo para o clube, para diminuir a folha de pagamento, que hoje gira em torno de R$ 13 milhões por mês.

Mário Gobbi – Ressalto que ainda não decidi sobre minha candidatura, sigo em fase cada vez mais intensa de estudos. Para as questões de finanças, meu consultor tem sido o professor doutor Oscar Malvessi, quem pedi para responder suas questões:

1- Saneamento financeiro com reestruturação geral nos gastos e estrutura operacional do clube;
2- renegociação dos contratos, financiamentos e dívidas;
3- revisão das contratações, ampliação das alternativas de receitas e novo sistema de comunicação com os associados e “stakeholders” do clube.

 

Para candidatos derrotados por Andrés, penhora da taça afasta patrocínios

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Na opinião de candidatos derrotados por Andrés Sanchez na última eleição no Corinthians, a penhora da taça do Mundial de Clubes de 2012 deve afastar possíveis patrocinadores. Vale lembrar que o alvinegro já não conta com anunciante máster fixo.
O blog procurou os quatro conselheiros que tentaram a presidência. Antônio Roque Citadini disse que não se manifestaria. Felipe Ezabella indicou Fernando Alba para dar uma declaração em nome de seu grupo. Paulo Garcia e Romeu Tuma Júnior comentaram a penhora, fruto de uma dívida da agremiação com o Instituto Santanense de Ensino Superior . Leia abaixo as declarações.
Paulo Garcia
“O Corinthians já não está conseguindo patrocínio porque falta credibilidade. Aí acontece mais uma lambança dessas, só piora a situação. A taça do Mundial tem um significado muito grande para o clube. Pode não ter valor alto financeiro, mas carrega o simbolismo da conquista. Acho um absurdo chegar nesse patamar. E não é só o Corinthians. O futebol brasileiro está cada vez pior.
Sei que o Andrés não queria que a taça fosse penhorada, mas ficar correndo dos outros (credores), de oficial de justiça, e só vendo a dívida crescer é muito ruim. Dever não é demérito nenhum. Mas procura o credor, explica que não vai conseguir pagar, faz um acordo. Deveria procurar os conselhos do clube, debater a situação, não fazer as coisas de maneira escondida.
O salvador da pátria, o (diretor de marketing Luís Paulo) Rosenberg, afundou o clube. É preciso fazer alguma coisa para o Corinthians não ficar cada vez mais para trás. Vou procurar o Andrés nos próximos dias no intuito de ajudar.”
Romeu Tuma Júnior
“Coisa maluca essa penhora. A gestão está uma vergonha, é um  acúmulo de absurdos. Agora, isso tudo pra mim não é novidade. A penhora da taça não é surpresa pra mim. Durante a campanha (eleitoral) eu cantei tudo isso que está acontecendo. Cansei de avisar, mas escolheram o cara.
Acho que o advogado da universidade foi oportunista, pediu a penhora da taça pra ganhar marketing. Ela não tem valor de mercado.
O clube está definhando comercialmente e moralmente. Aí o Andrés vai lá e fala: ‘temos duas taças de Mundial’. Até ele faz chacota. Quem vai querer patrocinar clube no qual penhoram até o troféu? O patrocinador quer se associar a marca que vai projetar o nome dele. Agora, vai se associar a quem só tem mídia espontânea ruim?
O clube deveria chamar a universidade antes, fazer um acordo antes, não deixar chegar nesse ponto. Se ajudar, posso trabalhar como advogado de graça no caso”.

Fernando Alba, representando o movimento Corinthians Grande, que teve Felipe Ezabella como candidato
“Toda notícia negativa como essa arranha a imagem do clube e, com certeza, atrapalha a busca por patrocinadores. E as manifestações dos atuais dirigentes, recheadas de soberba, arrogância e ironia, não ajudam a atenuar a situação.”

Perícia particular descarta indícios de fraude em eleição corintiana

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Laudo particular preparado por cinco peritos atesta que não existem sinais de manipulação de resultado na eleição corintiana, que terminou com Andrés Sanchez eleito para um novo mandato. Paulo Garcia, segundo colocado na votação, acionou na Justiça a Telemeeting Brasil, empresa responsável pelo sistema eletrônico usado no pleito, por suspeitar de irregularidades.

“Não há indícios de fraude ou alteração por meio técnico do sistema de urna”, diz o documento elaborado pelos especialistas Leandro Morales Baier Stefano, Marcelo Nagy, Leonardo Nery, Jayme Paiola e Joaquim Gomes Vidal. A equipe trabalhou na fiscalização da eleição como representante de Antonio Roque Citadini, terceiro colocado e que encomendou o laudo.

Garcia entrou na Justiça principalmente porque um código existente para assegurar que não houve violação apareceu diferente no final do pleito em relação ao registrado antes da votação. Mas o parecer obtido pelo blog relata que a perícia aponta que não houve alteração de “hash’, como é chamado o código, uma espécie de impressão digital do arquivo.

“O confronto de ‘hash’ diferentes identificado foi um erro operacional do técnico da empresa Telemeeting, que no momento final da apuração de votos não pôde ser corrigido devido à confusão generalizada (tentativa de agressão a Andrés) ocorrida no local do pleito”, dizem os peritos no relatório.

Os especialistas questionaram a empresa sobre a diferença de códigos. Em resposta anexada ao laudo, ela informou que houve uma falha técnica que fez ser apresentado aos fiscais um código diferente. A perícia feita pelos especialistas por meio de uma técnica chamada engenharia reversa confirmou a versão da Telemeeting e afastou suspeita de manipulação.

“Só não podemos dizer se votou só quem deveria votar. Não fizemos controle de associados porque nosso trabalho foi técnico, apenas na parte de informática”, afirmou ao blog o perito Stefano.

Com o resultado da perícia, Citadini não deve ir à Justiça contra a Telemeeting ou para contestar de alguma forma o resultado do pleito.

Apesar de não encontrarem indícios de fraude, os peritos registraram no parecer críticas ao sistema usado. Entre eles está o uso de internet por rede sem fio, que segundo o relatório é inseguro. “É possível atacantes tentarem o acesso ao servidor de banco de dados”, afirma parte do documento.

Outra fragilidade apontada foi a falta de criptografia completa dos dados para dificultar o acesso de pessoas estranhas ao processo, o que reduziria o risco de fraudes.

Os peritos também entenderam que a equipe de técnicos da empresa e seus computadores deveriam ter ficado em um local mais seguro durante a votação.

Procurado, Andrea Mosiic, diretor da Telemeeting, disse que não poderia se pronunciar conforme orientação de seu advogado.

Vale lembrar que esta perícia não tem nada a ver com o processo na Justiça.

Abaixo veja parte da conclusão dos peritos.

 

 

 

 

Tentativa de agressão a Andrés atrapalhou conferência de votos em eleição

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Fiscais da candidatura de Antonio Roque Citadini, terceiro colocado na eleição corintiana, apontam o sumiço de uma urna com os comprovantes de votação pouco depois do final do pleito. O material seria usado para conferir se o número de votos registrado na apuração eletrônica era igual ao de comprovantes em papel. O problema faz parte de uma lista de supostas irregularidades indicadas pelo estafe do opositor que deve interpelar a Telemeeting Brasil, responsável pelo sistema eletrônico de votação.

Procurado pelo blog, Andrea Mosiici, diretor da Telemeeting, disse que a urna com os comprovantes foi retirada do local de votação antes da conferência por causa do tumulto provocado por torcedores que invadiram o ginásio e tentaram agredir Andrés Sanchez, eleito presidente. A medida visou preservar o material, segundo ele. “A conferência foi feita, não da maneira que queríamos por causa daquela confusão, mas foi feita sem problemas”, afirmou Mosiici.

O estafe de Citadini não fala abertamente em manipulação para favorecer um determinado candidato, mas alega ter elementos para afirmar que o sistema utilizado era frágil e vulnerável. O diretor da Telemeeting, porém, nega a possibilidade de violações.

Além de Citadini, a equipe de Paulo Garcia, segundo colocado na eleição, também aponta supostas irregularidades. O candidato entrou com uma ação criminal na Justiça contra a Telemeeting.

 

Opinião: eleição mostra que Corinthians é maior adversário dele mesmo

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Os problemas envolvendo a eleição presidencial corintiana ilustram de maneira exemplar como muitas vezes em sua história o Corinthians teve ele mesmo como seu principal adversário. Interesses pessoais ou de grupos políticos são colocados acima do que é melhor para o clube, que sangra.

As lambanças na eleição geraram pelo menos seis ações na Justiça, além de uma representação no Ministério Público e outra na receita federal. O alvinegro sai do processo eleitoral com a imagem abalada e até sem saber se o resultado anunciado na votação corresponde à realidade. O clima de desconfiança em nada ajuda uma instituição que busca patrocinadores e tem uma dívida superior a R$ 1 bilhão pela construção de seu estádio para pagar.

Os problemas começaram com a injustificável decisão da diretoria de dar desconto de 50% para os associados inadimplentes regularizarem suas situações. A promoção foi cancelada pela comissão eleitoral com o argumento de que o estatuto veta qualquer tipo de anistia a partir de 12 meses antes da eleição. A correria de candidatos para colocar associados em dia foi vista pela comissão como tentativa de compra de votos. Mais um tiro na imagem corintiana.

O mau cheiro aumentou com o envolvimento do empresário Carlos Leite no episódio. Como revelou o blog, recibo de devolução de dinheiro indica que ele enviou R$ 200 mil para o clube quitar taxas de sócios inadimplentes. A comissão eleitoral enviou a papelada da operação para Ministério Público e Receita Federal.

O golpe de misericórdia veio com as suspeitas de que irregularidades no sistema de votação podem ter adulterado o resultado do pleito. Paulo Garcia acionou na Justiça a Telemeeting Brasil, responsável pelas urnas eletrônicas alegando irregularidades. A empresa nega a possibilidade de ter havido manipulação do resultado.

Segundo colocado na eleição, Garcia não deve ser condenado pelo corintiano por ter recolocado o clube num noticiário indesejado. Ele está certo em buscar a Justiça se acredita ter sido prejudicado. Errados estão todos os que contribuíram para o lamaçal que cobriu a eleição. O dono da Kalunga tem sua parcela de culpa por ter financiado o pagamento de taxas para sócios inadimplentes.

O conjunto da obra eleitoral mostra que ninguém prejudica mais o Corinthians do que diretores, conselheiros e sócios que contribuem para fazer o clube passar vergonha. Nem o mais maldoso dos palmeirenses seria tão eficiente na missão de fazer mal ao alvinegro.

Suspeita em eleição coloca em xeque plano de Andrés para imagem corintiana

Leia o post original por Perrone

Durante sua campanha para voltar à presidência do Corinthians, Andrés Sanchez colocou como importante meta resgatar a credibilidade do clube, abalada na opinião dele. A estratégia é gerar notícias positivas que ajudem a atrair patrocinadores a fim de aumentar as receitas do clube. Porém, logo na primeira semana de trabalho da nova diretoria, esse plano foi colocado em xeque com ação proposta na Justiça pelo opositor Paulo Garcia. Segundo candidato mais votado, ele acionou criminalmente a Telemeeting Brasil, empresa responsável pelas urnas eletrônicas usadas no pleito, alegando irregularidades que podem ter alterado o resultado.

Assim, diferentemente do que Andrés planejava, o Corinthians voltou a ficar exposto no noticiário de forma desconfortável. Há na diretoria quem entenda que a suspeita na eleição possa afastar potenciais patrocinadores.

“Toda ruptura da ordem desagradará a classe empresarial. Mas você provando que é mera dor de cotovelo (de quem perdeu a eleição), a situação reverte e bola pra frente”, disse Luis Paulo Rosenberg, diretor de marketing corintiano ao blog. Ele respondia se o fato de a eleição ter sido colocada sob suspeita atrapalha seu trabalho no clube.

Um dos maiores desafios do dirigente é negociar os naming rights da Arena Corinthians. A avaliação de dirigentes é de que notícias sobre supostas falhas na construção e obras que não teriam sido realizadas pela Odebrecht prejudicaram a comercialização até aqui. As informações sobre o clube ter dificuldade para quitar o financiamento de R$ 400 milhões junto ao BNDES para bancar parte da construção também entram no pacote. A construtora alega ter cumprido o contrato na íntegra.

Nos próximos dias, mais barulho deve ser feito por conta da suspeita na eleição corintiana. Antonio Roque Citadini, terceiro colocado na votação, espera a conclusão de um laudo feito por sua equipe sobre o pleito para decidir se também aciona a Telemeeting judicialmente. A empresa nega irregularidades e possibilidade de manipulação do resultado.

 

Qual a novidade em uma suposta FRAUDE no Corinthians?

Leia o post original por Craque Neto

Fiquei sabendo que nesta quinta-feira (8) uma das chapas derrotadas na eleição presidencial do Corinthians, encabeçada pelo conselheiro e empresário Paulo Garcia, acionou a justiça contra a empresa responsável pelo fornecimento do sistema de votação da eleição corintiana. Segundo a oposição teve adulteração em uma das urnas. É brincadeira??? O Citadini, outro candidato derrotado, também avaliará se vai fazer a mesma coisa ou não. Fato é que existe uma acusação grave e está sendo apurada. Posso falar a verdade? Caso tenha havido de fato a fraude, qual é a novidade nisso? Pra mim NENHUMA! Analisando as pessoas envolvidas e a forma como […]

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Rejeição a Andrés valoriza Paulo Garcia e contratação de impacto

Leia o post original por Perrone

Em 2009, Andrés Sanchez foi reeleito presidente do Corinthians com 1.029 votos de vantagem sobre o segundo colocado, Paulo Garcia. Neste sábado (3), ele voltou à presidência do clube contabilizando o apoio de 401 eleitores a mais do que Garcia, de novo quem ficou mais perto do líder. Além disso, a soma de votantes do vice-lider com os do  terceiro colocado (Antonio Roque Citadini) é maior do que a votação do novo comandante do clube. Esse cenário, somado à nova composição do conselho, com o crescimento da oposição, força os situacionistas a buscarem acordos com adversários.

Não foi por acaso que em sua primeira entrevista após retomar o poder o petista falou da necessidade de pacificar o clube, prometendo adotar bons projetos de outros candidatos. Assim, abriu caminho para novas alianças.

Neste momento, o apoio mais cobiçado, conforme apurou o blog, é o de Garcia. O dono da Kalunga tem bom relacionamento com Andrés. Foi o maior doador da campanha dele a deputado federal. Também emplacou aliados na gestão de Roberto de Andrade. Seus dois candidatos a vice vieram da antiga diretoria: Flávio Adauto (futebol) e Emerson Piovezan (finanças). Paulo é irmão do empresário de jogadores Fernando Garcia, ex-conselheiro corintiano e amigo de Andrés.

Essas afinidades facilitam a aproximação, mas é preciso convencer o grupo de Garcia de que vale embarcar numa gestão que começa o mandato com forte rejeição, sem o apoio de 66,1% dos eleitores. Um atrativo é oferecer apoio na próxima eleição, promessa difícil de ser cumprida por conta do desejo de antigos aliados de Sanchez de sentarem na cadeira mais sedutora do Parque São Jorge.

Pelo histórico de divergências, uma composição com o terceiro colocado na eleição é menos provável. Porém, durante a campanha, Luis Paulo Rosenberg admitiu ao blog que tenta unir Sanchez e Citadini. Rosenberg deve assumir o marketing do “Timão”, como ele gosta de se referir ao Corinthians.

Na mesma entrevista ao blog, Rosenberg elogiou Felipe Ezabella, quarto colocado no pleito. Ex-integrande do grupo de Andrés, porém, ele criticou duramente as gestões do movimento Renovação e Transparência, o que, em tese, dificulta uma união.

Para ter uma vida mais tranquila na presidência, Andrés ainda terá de reconquistar o apoio de parte da torcida, que um dia já foi quase unanimemente a seu favor. A demonstração da repulsa de uma ala dos torcedores foi vista logo após a vitória do deputado federal. Fãs do time que conseguiram entrar no clube chegaram a jogar cerveja no vencedor, que precisou se refugiar num banheiro e sair escondido do Parque São Jorge.

Os que hostilizaram Andrés não usavam camisas de torcidas organizadas, mas entoavam músicas cantadas por elas. “Ladrão, devolve o futebol pro povão”, foi um dos cânticos. O refrão ofensivo dá a senha para Andrés amenizar a ira: uma política de controle de preço dos ingressos nos setores mais populares da arena.

Na oposição, a expectativa é de que a partir de segunda-feira Andrés comece a colocar em prática um pacote de ações em busca de maior governabilidade e popularidade. Uma das medidas, apostam os opositores, é a contratação de reforço impactante com a ajuda de um dos empresários com quem o novo presidente mantém boa relação. Reforços de peso fazem parte do currículo do dirigente, responsável por Ronaldo e Roberto Carlos vestirem a camisa corintiana. Também são historicamente eficientes calmantes para torcedores agitados.