Arquivo da categoria: Paulo Nobre

Racha em dia de festa! Que coisa, hein?

Leia o post original por Craque Neto 10

Nessa segunda-feira, dia 26 de agosto, a Sociedade Esportiva Palmeiras comemora 105 anos de uma longa e rica história. Muita gente deve achar que não gosto do clube por ser corintiano e brincar com esse lance de rivalidade. É claro que tive rusgas com alguns personagens ligados ao Verdão, mas nem de longe o tenho como inimigo. Muito pelo contrário! Sempre disse que tenho uma baita gratidão pelo Palmeiras por ter sido o primeiro clube grande a acreditar de fato no meu futebol. Foi quem comprou meu passe em 89 e acreditou no meu talento. Pelo time alviverde vesti a […]

O post Racha em dia de festa! Que coisa, hein? apareceu primeiro em Craque Neto 10.

Vai ser difícil segurar o Hepta do Verdão nesse Brasileirão, viu?

Leia o post original por Craque Neto

Os palmeirenses podem não gostar de mim, até pelas verdades que eu falo (que doem, diga-se de passagem), mas fato é que o clássico deste sábado (18) deu um claro sinal de vou ser obrigado a elogiar muito o Verdão até o final desta temporada. Dificilmente terá algum time no País capaz de segurar a turma do Felipão nesse Campeonato Brasileiro. O Flamengo, que tanto é exaltado por aí, foi atropelado pelo Galo em Minas. O próprio Santos, que disseram ser uma baita novidade nas mãos do Sampaoli, foi completamente encurralado pela força e entrosamento da equipe alviverde. Não dá […]

O post Vai ser difícil segurar o Hepta do Verdão nesse Brasileirão, viu? apareceu primeiro em Craque Neto 10.

Mancha usa Blackstar para atacar desafeto Paulo Nobre

Leia o post original por Perrone

O polêmico episódio da oferta de patrocínio da Blackstar ao Palmeiras se transformou em munição para a Mancha Alviverde atacar um antigo desafeto, o ex-presidente palmeirense Paulo Nobre.

O ex-cartola fez a ponte entre Genaro Marino, ex-candidato à presidência responsável por apresentar a proposta da empresa. Como presidente, Nobre rompeu com a torcida e cancelou todo o tipo de ajuda a ela após atos hostis contra o time.

Agora, a principal organizada do clube dá o troco criticando o ex-dirigente em rede social por conta de seu envolvimento no caso Blackstar. Além disso, Paulo Serdan, um dos líderes da Mancha e conselheiro do Palmeiras, fez um duro pronunciamento contra o ex-presidente em reunião do Conselho Deliberativo.

Em rede social, a principal a uniformizada do clube usou de ironia para cutucar Nobre. A entidade ofereceu patrocínio de R$ 1 mil para ele disputar uma prova de rali fictícia. O ex-cartola se dedica a participar de corridas desssa categoria.

“A torcida Mancha Alviverde, entrando na onda da Blackstar, o grande e milagroso patrocínio trazido pelo ex-presidente, quer fazer uma proposta irrecusável ao piloto”, diz o texto postado pela uniformizada Marino também foi alfinetado na irônica oferta.

No conselho, Serdan  afirmou que a proposta da Blackstar, incluindo o pagamento à vista de R$ 1 bilhão, foi apresentada às vésperas da eleição com cunho eleitoreiro. Ele disse não acreditar que o estafe de Nobre não pudesse investigar a fundo a empresa.

Usando documento do HSBC, o atual presidente, Maurício Galiotte acusou a Blackstar de apresentar uma falsa garantia bancária com a bandeira da instituição financeira. Rubnei Quícoli, representante da empresa, nega a fraude.

“Expulsão para o Paulo Nobre e o Genaro é pouco. Vocês deveriam pedir desculpas em público e se ajoelhar”, disse Serdan, arrancando aplausos de parte dos conselheiros.

No mesmo encontro, o conselho decidiu abrir uma sindicância para apurar a participação do ex-presidente e de Genaro, ex-vice, na proposta de patrocínio.

Nobre não atende ao blog. Por sua vez, Genaro nega que tenha usado a oferta de maneira política. Diz que pesquisou os documentos apresentados pela empresa e não encontrou irregularidades. Afirma ainda que recebeu a proposta de boa fé e a apresentou ao clube para análise.

Oferta bilionária ao Palmeiras vira munição contra Genaro e Nobre

Leia o post original por Perrone

A proposta bilionária de patrocínio apresentada pela Blackstar ao Palmeiras extrapolou os limites comerciais e financeiros. A oferta se transformou em munição política contra Genaro Marino Neto, ex-vice e candidato derrotado na última eleição, e o ex-presidente Paulo Nobre.

A dupla é atacada nos bastidores por ter apresentado a oferta acusada de fraude. Os dois estão entre os principais adversários políticos do atual presidente Maurício Galiotte.

Dessa forma, o tema rapidamente se transformou em artilharia pesada para pelo menos parte dos situacionistas tentar minar os dois.

Genaro revelou a oferta, com promessa de pagamento de R$ 1 bilhão à vista, no final da campanha eleitoral. Rubnei Quícoli, representante no Brasil da empresa com sede em Hong Kong, havia mostrado o interesse primeiro a Nobre. O ex-presidente, então, apresentou Quícoli a Genaro.

Nobre e o ex-candidato podem ser alvo de uma comissão de sindicância do Conselho Deliberativo. Isso porque o presidente Maurício Galiotte afirma que a garantia bancária apresentada pela Blackstar para tentar fechar o negócio era falsa. O dirigente usa informação oficial passada pelo banco HSBC ao clube apontando que a carta de garantia com a chancela da instituição é falsa.

Assim, o presidente do Conselho Deliberativo, Seraphim Carlos Del Grande, acredita que o órgão deve apurar eventuais responsabilidades de Genaro e Nobre no episódio.

Antes da acusação feita por Galiotte, já havia conselheiros incomodados com a dupla por considerarem que os dois deveriam ter tido mais cuidado na checagem de dados antes de divulgarem a oferta.

“Essa proposta teve um acúmulo de coisas estranhas. Quem a intermediu e tentou usar disso politicamente tem que ser responsabilizado”, disse ao blog o conselheiro Guilherme Romero.

Ele foi eleito pela chapa situacionista e faz parte de um grupo batizado de Arquibancada. “O Genaro apresentou a proposta a dois dias da eleição. Com isso ele joga para baixo seus 20 anos de história no clube. E o Paulo Nobre mancha seu status de salvador da pátria, de presidente que saiu reverenciado. Eles não precisam disso”, completou Romero.

Genaro nega que tenha apresentado a oferta com intenções eleitorais e que não fez pesquisa sobre a empresa. “Pesquisamos! As certidões que recebemos pareceram verdadeiras”, declarou o ex-vice ao blog. Nobre não atendeu às ligações.

Defensores de Genaro e do ex-presidente afirmam que a responsabilidade de verificar a veracidade das informações e a situação financeira da empresa era da diretoria. Também acusam a direção de agir de maneira política contra os dois, o que é rechaçado pela direção.

Indagado se acredita que o episódio está sendo usado politicamente contra ele, Genaro respondeu: “pode ser que sim. Mas recebemos de boa fé uma proposta e oferecemos para análise do clube”.

O ex-vice e Nobre começaram a se distanciar de Galiotte por causa de divergência com Leila Pereira, agora conselheira e dona da Crefisa e da FAM, que discutem renovação contratual com o alviverde. Ao denunciar a suposta falsificação, Galiotte declarou encerrada a negociação com a Blackstar e afirmou que só conversa neste momento com as atuais patrocinadoras.

Ou seja, a polêmica fortaleceu as empresas de Leila no clube. Alguns torcedores críticos do acordo com a Crefisa passaram a apoiar a renovação após o caso Blackstar.

Por sua vez, Quícoli nega que sua empresa tenha fraudado o documento de garantia bancária e fala em tomar providências. “A verdade está vindo”, disse ele ao UOL Esporte.

Com Danilo Lavieri e Leandro Miranda, do UOL, em São Paulo

 

Não é mais só Mustafá x Leila. Mudança estatutária rachou grupos políticos

Leia o post original por Perrone

Quando Maurício Galiotte foi eleito presidente do Palmeiras, em novembro de 2016,  como candidato único, o clube estava perto de uma pacificação histórica. Cerca de um ano e cinco meses depois, a calmaria não existe mais.

Primeiro, a harmonia foi quebrada pelo conflito entre Mustafá Contursi e Leila Pereira. A conselheira, dona da Crefisa e da FAM, patrocinadoras palmeirenses, levantou suspeitas de envolvimento do ex-dirigente com cambistas. O cartola negou a acusação, e o caso foi parar no Minsitério Público.

Os “mustafistas” acusaram a empresária de tentar se vingar de Contursi por ele supostamente não ter ajudado a conselheira a conseguir uma alteração estatutária para diminuir o tempo que ela precisaria para ser candidatar à presidência.

A disputa entre os dois aumentou com a proximidade da votação no conselho sobre a mudança do mandato presidencial de dois para três anos. Mustafá foi contra, e Leila, a favor. Na última segunda, a proposta pelo triênio, apoiada também por Galiotte, venceu de maneira apertada.

Não é mais um duelo

O pleito, porém, marcou o fim da polarização da briga política no Palmeiras entre Mustafá e Leila. A maioria dos grupos políticos não entrou em consenso. Houve rachas e consequentemente deserções.

O resultado é um cenário mais multifacetado do que antes e até novas desavenças pessoais entre conselheiros.

Um símbolo da fragmentação causada nos “partidos” alviverdes é o grupo “Palmeiras Responsável”. Criado para combater a ideia de que a eventual mudança pudesse valer já para o próximo presidente a ser eleito em novembro, o grupo conta com pelo menos cerca de 40 integrantes de diferentes alas.

A corrente seguirá trabalhando contra a mudança aprovada no conselho, já que ela precisa ser referendada pelos sócios.

Entre os membros do movimento estão o primeiro vice-presidente, Genaro Marino, ligado a Nobre, Carlos Antonio Faedo, vice-presidente do Conselho Deliberativo, José Corona Neto, ferrenho opositor da atual gestão, o ex-vereador Nelo Rodolfo e conselheiros ligados a Mustafá, entre gente de outros “partidos”.

O grupo conta ainda com integrantes da UVB (União Verde e Branca), que foi uma das principais correntes de oposição à gestão de Paulo Nobre. O caso dessa ala ilustra bem a turbulência causada pela disputa referente à última mudança estatutária. A UBV fechou apoio aos três anos com validade já na próxima gestão. Parte dos membros não concordou com a decisão.

Eleição

Publicamente, líderes do Palmeiras Responsável afirmam que seu foco é só a decisão sobre a atual proposta de mudança estatutária. Mas há membros de peso no grupo que fazem planos mais ousados. Planejam que o movimento se torne um forte grupo de oposição a Galiotte e Leila com objetivo de lançar candidato no próximo pleito.

Existe também o pensamento de que é possível equilibrar a disputa financeira com Leila unindo forças.

O principal argumento da nova ala é de que a alteração não pode favorecer o presidente que está atualmente no poder e trabalha pela mudança. Galiotte pretende se candidatar em novembro. Assim o grupo entende que a mudança só deveria valer para a gestão seguinte à próxima.

O novo formato também é visto por eles com uma forma de favorecer Leila. Se o próximo mandato for novamente de dois anos, ela ainda não poderá ser candidata ao final dele por não ter o tempo mínimo exigido como conselheira. Mas, se for uma gestão de três anos, a empresária estará apta a se candidatar. E caso Galiotte seja o presidente, ela deve ser candidata da situação.

Os líderes do Palmeiras Responsável torcem o nariz para o fato de a patrocinadora ter oferecido jantares em restaurantes luxuosos e convidado conselheiros para irem aos jogos do Palmeiras fora de casa em seu jato. Em pelo menos uma das ocasiões, os agraciados se encontraram com Galiotte.

“A atual diretoria executiva extrapolou os limites no convencimento aos conselheiros indecisos. Respeitamos e compreendemos o jogo político, mas um olhar mais atento evidencia que os instrumentos utilizados foram muito além do debate”, diz trecho de manifesto divulgado nesta quinta pelo Palmeiras Responsável.

Estão VENDENDO o Palmeiras???

Leia o post original por Craque Neto

A cada dia que passa vejo algo novo surgir no futebol brasileiro. Agora é a vez da presidente da Crefisa, Sra. Leila Pereira, vir a público em um vídeo usando o gancho da vitória por 3 a 0 do Palmeiras contra o Bahia para reforçar a campanha para que o mandato presidencial do clube seja alterado de dois para três anos. O interesse dela, que foi eleita conselheira de maneira questionável, é se candidatar em breve à presidência do clube. Que coisa, hein? E de pensar que há alguns anos ela não passava de uma empresária que pouco se interessava […]

O post Estão VENDENDO o Palmeiras??? apareceu primeiro em Craque Neto 10.

Olha só…. ela está METENDO o pé na porta! É a força do dinheiro?

Leia o post original por Craque Neto

Nesta terça-feira a Sra. Leila Pereira, dona da Crefisa, patrocinadora master do Palmeiras, deu uma entrevista polêmica ao jornal ‘O Estado de S. Paulo’ dizendo que rompeu com o ex-presidente Mustafá Contursi, antigo parceiro político do clube. A notícia vem no momento em que ela começa a articular uma futura candidatura à presidência do Verdão. “Acho que as pessoas dão para ele uma força que o Mustafá não tem mais. Criou-se um mito sobre a figura dele. O Palmeiras precisa deixar de lado isso e entrar no século XXI”, disse Leila. Vamos falar o português rasgado? A dona da patrocinadora […]

O post Olha só…. ela está METENDO o pé na porta! É a força do dinheiro? apareceu primeiro em Craque Neto 10.

Fernandinho: declaração da Leila é um tipo de chantagem!

Leia o post original por Craque Neto

Para o repórter, mesmo que não tenha sido a intenção da patrocinadora, sua última declaração sobre Alexandre Mattos tem um tom de chantagem ao Verdão.

O post Fernandinho: declaração da Leila é um tipo de chantagem! apareceu primeiro em Craque Neto 10.

Como Paulo Nobre sumiu do mapa palmeirense

Leia o post original por Perrone


Como presidente Paulo Nobre ajudou o Palmeiras a conquistar uma Copa do Brasil, a voltar a ser campeão brasileiro após 22 anos e a vencer uma importante disputa com a WTorre relativa ao estádio alviverde. Mesmo com esse currículo, três meses após deixar o cargo ele está praticamente fora do mapa político alviverde.

O ex-mandatário se licenciou do Conselho Deliberativo e do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização) e vê seu grupo, o Academia, perder musculatura.

A rapidez com que o ex-dirigente sumiu do cenário é fruto de uma série de acontecimentos que envolvem o desejo não realizado de continuar envolvido com o departamento de futebol, a pouca bola que ele dava para conselheiros enquanto estava no poder, a eleição do casal dono da Crefisa e da FAM (Faculdade das Américas) para o Conselho Deliberativo, o poder do ex-presidente Mustafá Contursi e a frustrada expectativa em relação à chegada de um novo investidor/patrocinador com mais dinheiro do que os atuais.

A situação de Nobre teria sido diferente se a vontade expressada por ele enquanto ainda estava no poder tivesse sido atendida. O blog apurou que durante a montagem da chapa que elegeu Maurício Percivalle Gagliotte, ele foi indagado sobre o que gostaria de fazer se participasse da nova gestão. Respondeu que só participaria se fosse para ficar próximo ao departamento de futebol. Não como diretor, mas de maneira ativa. O nome do cargo não foi discutido e nem o convite veio.

Segundo pessoas próximas a ele, o fato de não ter sido chamado é só um pequeno ponto de chateação com o sucessor, eleito após sua indicação. O caminho que levou ao isolamento voluntário de Nobre começou a ser trilhado antes, no início de seus atritos com a Crefisa.

Depois do conflito causado pelo fato de o clube ter autorizado a Adidas a produzir uma camisa comemorativa com a marca da Parmalat sem consultar os patrocinadores atuais, Nobre designou Gagliotte para fazer a ligação com os donos da Crefisa. O então vice-presidente passou a apagar incêndios e a conquistar a confiança dos empresários.

Ao mesmo tempo, Mauricio também era mais atencioso com conselheiros que não se sentiam atendidos pelo presidente. O vice, que já era afinado com o ex-presidente Mustafá Contursi, ganhou tamanha simpatia no clube que ficou inviável a candidatura de outro vice-presidente, Genaro Marino. O segundo nome é considerado mais fiel a Nobre, tanto que ficou ao seu lado no episódio da tentativa de impedir a candidatura de Leila ao conselho. Se ele tivesse sido eleito, provavelmente o status do ex-presidente hoje seria outro e ele participaria da administração.

De acordo com três conselheiros e um membro da atual diretoria, o relacionamento frio de Nobre com os integrantes do conselho dificultou sua missão de tentar fazer com que a eleição de Leila fosse impugnada pelo órgão. Enquanto estava sentado na cadeira de presidente, ele praticamente não fazia política. Conselheiros se queixavam que suas sugestões e pedidos eram ignorados pelo presidente. Então, no momento em que ele resolveu peitar Mustafá, que apoiava o casal de patrocinadores, deram o troco deixando de estender a mão ao ex-presidente.

O cheiro de derrota era tão grande que Nobre nem apareceu à votação sobre a impugnação defendida por ele. Leila ganhou com facilidade, e os apoiadores do ex-presidente ficaram chateados por ele não atender ao pedido para comparecer à reunião.

Último a saber?

A candidatura de Leila está no centro do racha de Nobre com seu sucessor e ajuda a explicar o afastamento do ex-presidente.

Segundo gente próxima a Nobre, o ex-dirigente se sentiu traído por que só teria ficado sabendo em novembro que Mustafá protocolou a carta na qual afirmava ter dado em 1996 o título de sócia do Palmeiras para Leila e que assegurava a ela o direito de ser candidata ao Conselho Deliberativo e de votar na última eleição. A mensagem teria sido recebida em fevereiro por José Eduardo Luz Calliari, diretor financeiro e eleito março conselheiro vitalício. Galiotti rapidamente teria sido informado, mas não teria repassado a informação ao presidente.

Por essa versão, Nobre só soube no fim de seu mandato o que sustentava a candidatura de Leila. Por isso, vetou o nome dela como candidata apenas pouco antes de tirar a faixa presidencial. Antes disso, só teria ouvido de Mustafá sobre o projeto para a dona da Crefisa ser candidata, respondendo que não tinha nada contra, desde que fosse de forma legal. Depois, não teria ouvido mas sobre o assunto.

Também de acordo com o grupo de Nobre, ao tomar conhecimento da carta, ele encomendou um parecer ao departamento jurídico do clube que foi contrário à candidatura da empresária. A alegação é de que o título que teria sido dado em 1996 nunca foi registrado por ela, assim não tem valor. É adicionada a essa sustentação a informação de que ela comprou um título em 2015.

Porém, aliados de Mustafá têm versão diferente. Afirmam que em fevereiro Nobre concordou com a candidatura de Leila e que soube da existência da carta pouco depois de ela ser protocolada. Afirmam que ele ficou calado para não perder o apoio do ex-presidente e só se manifestou quando estava deixando o cargo.

Mais dinheiro do que a Crefisa?

A missão de barrar a candidatura de Leila se tornou impossível porque ninguém no clube queria pensar na possibilidade de perder os milhões vindos da Crefisa e da FAM. Segundo três conselheiros e dois membros da diretoria, Nobre chegou a acenar com um investidor que seria mais endinheirado do que o casal. Cinco dos ouvidos falam que a estimativa era de que fossem injetados R$ 800 milhões no clube. Um deles, ligado ao ex-presidente, nega o valor, mas admite que havia a possibilidade de o dirigente trazer um patrocinador chinês, mas o negócio não avançou.

Futuro

Hoje, Nobre é descrito por conselheiros como magoado, totalmente avesso à ideia de voltar a fazer parte da política palmeirense, diferentemente de outros presidentes, como Mustafá Contursi, Affonso Della Monica e Arnaldo Tirone. Mas tanto adversários como os poucos aliados que sobraram não descartam que ele retorne no momento em que as condições forem menos adversas.

Procurados pelo blog, Nobre e Maurício não quiseram se manifestar ao saberem o teor da reportagem. Calliari não foi localizado pelo blog.

Por que mecenas emplacam no Palmeiras, mas não no São Paulo?

Leia o post original por Perrone

De um lado uma equipe que se fortaleceu e levantou taças com a ajuda dos braços fortes de ricaços apaixonados pelo clube, além de interessados na vida política da agremiação. Do outro, um time no qual quem colocou dinheiro o fez uma vez e parou. Ou investiu muito menos em outras áreas sem ser na contratação de craques. Esse é o retrato de Palmeiras e São Pulo que se enfrentam nesta tarde pelo Campeonato Paulista. Mas por que os mecenas decolaram no alviverde e patinaram no tricolor?

A resposta está na forma diferente com que os conselheiros palmeirenses Paulo Nobre, José Roberto Lamacchia e Leila Pereira encararam a relação entre paixão pelo clube, ambição política e colaboração em comparação com são-paulinos endinheirados, como Abilio Diniz e o diretor de marketing Vinícius Pinotti.

Indagada pelo blog sobre o que motiva os seguidos investimentos feitos pela empresa dela e de seu marido no Palmeiras, donos da Crefisa e da FAM (Faculdade das Américas), Leila respondeu o seguinte por meio de sua assessoria de imprensa: “nossa enorme paixão pelo clube e a ótima relação que temos com os dirigentes do clube”. Ela virou palmeirense por causa do marido, sempre palestrino.

Por sua vez, Abilio escreveu em 2015 em seu blog no UOL duas afirmações que mostram a maneira de pensar diferente em relação à empresária palmeirense. “O São Paulo não precisa de caridade de seus torcedores. Não é dar o peixe, mas ensinar a pescar”. Na ocasião, havia a expectativa da diretoria comandada por Carlos Miguel Aidar de que ele participasse de um fundo que colocaria pelo menos R$ 100 milhões nos cofres tricolores, mas que nunca saiu do papel.

Cifras mostram o tamanho da diferença com que os ricos palmeirenses e são-paulinos em questão atuam em seus clubes.

Crefisa e FAM renovaram seus patrocínios com o Palmeiras por cerca de R$ 80 milhões anuais mais bônus por conquistas. O compromisso anterior rendia aproximadamente R$ 60 milhões por ano à agremiação.

Nobre, enquanto reinou na presidência, tirou do bolso a título de empréstimo aproximadamente R$ 200 milhões para tocar o clube e reforçar o time. Recentemente, ele recebeu de volta R$ 43 milhões.

No lado são-paulino as quantias envolvidas não podem ser consideradas mixaria, mas são bem menores.

Abilio, cobrado por adversários políticos por nunca ter patrocinado o São Paulo, bancou a atuação de duas renomadas empresas de consultoria avaliada pelo entorno do empresário em cerca de R$ 2 milhões. O objetivo do trabalho foi verificar a verdadeira situação do clube, incluindo o CT das categorias de base, em Cotia, para permitir o melhor uso dos recursos, aumentar a geração de receitas e equacionar o pagamento de dívidas. Ou seja, a ação seguiu a linha de raciocínio de que é melhor criar condições para um faturamento maior do que injetar dinheiro para contratações.

 Pinotti, antes de ser diretor, emprestou cerca de R$ 19 milhões para a contratação de Centurión. Por causa da correção pelo IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado), a dívida com ele hoje passa de R$ 20 milhões. O jogador não emplacou, foi emprestado para o Boca Juniors e Pinotti nunca mais emprestou dinheiro para o clube.

O dirigente não quis dar entrevista sobre o assunto, mas, internamente, ele afirma que o fato de não ter feito novos empréstimos está desconectado do fracasso de Centurión no Cícero Pompeu de Toledo. A opção do cartola foi por contribuir com o São Paulo conseguindo novos patrocinadores.

Investimento alto em patrocínio dá retorno?

A distância mantida por Pinotti e Diniz do formato de patrocinar o time do coração leva à pergunta se comercialmente compensa investir pesado em patrocínio, como fazem Crefisa e FAM.

Ao ser indagada pelo blog se o retorno dado às suas empresas pela exposição na camisa do Palmeiras é satisfatório ou inferior ao dinheiro investido, Leila afirmou: “o retorno foi muito positivo, porém a maior satisfação que temos é poder contribuir para o sucesso de um projeto e ficamos extremamente felizes pela alegria que o Palmeiras proporciona aos torcedores”.

Nos clubes adversários é comum ouvir dirigentes afirmando que o preço pago pelas duas empresas ao atual campeão brasileiro é muito superior ao de mercado. E no Palmeiras, conselheiros argumentam que a empolgação com o título brasileiro e a popularidade alcançada pela dupla de empresários contribuíram para o aumento no aporte financeiro. Tais fatores não existem hoje no lado são-paulino da moeda.

“Nosso amor pelo Palmeiras e nossa confiança com o clube ajudaram muito em nossas tomadas de decisão. Ver os torcedores felizes, muito contentes por ter um time muito competitivo é gratificante”, afirmou Leila sobre o incremento nos investimentos.

Política

Apesar de pensarem de maneiras distintas sobre como ajudar o time de coração, Abilio, Pinotti, Paulo Nobre, Leila e Lamacchia têm um ponto em comum na relação com seus clubes: o envolvimento político.

O casal da Crefisa e da Fam acaba de colocar dinheiro na campanha por vagas no Conselho Deliberativo palmeirense. Após a vitória esmagadora, ambos podem participar da vida política do clube. Nobre, bem antes de ser eleito presidente, já estava engajado politicamente no alviverde.

No Morumbi, Pinotti apoia Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, na tentativa de se reeleger à presidência. Porém, é visto mais como cartola do que político. Abilio está do outro lado da trincheira. É incentivador do candidato de oposição no pleito de abril, José Eduardo Mesquita Pimenta. Alex Bourgeois, ex-CEO do clube e homem de confiança do empresário, é um dos principais articuladores da campanha do oposicionista.

Os estilos distintos de pensar de quem tem conta bancária para ser mecenas de seus times, obviamente teve influência na montagem das equipes dos rivais desta tarde para a temporada. O reflexo mais emblemático é o fato de Pratto, o principal contrato do São Paulo, ter habitado os sonhos de Leila, mas acabar sendo preterido por Borja, mais caro e badalado.