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Evidências

Leia o post original por Rica Perrone

A gente se engana mas no final tudo volta a ficar claro. Nossa relação é intensa, covarde, abusiva. Queremos tudo de ti, damos nada em troca. Sendo você “a” seleção, diria até que somos machistas opressores. Afinal, somos “o” torcedor. Sendo essa gangorra de amor e ódio onde a você só vale a conquista e…

Falta ‘beleza’ ao futebol da Seleção… mas sobra competitividade. E agora Tite?

Leia o post original por Craque Neto 10

É fato que todo sucesso alcançado pelo Tite nos tempos de Corinthians aconteceu muito em função de um trabalho mais tático que o treinador exercia na equipe. Seus times sempre sofreram poucos gols e também faziam poucos gols. Um estilo de jogar que muitas vezes lhe rendia  o apelido de ‘Empatite’ pelo excesso de resultados iguais do Timão. Desde que assumiu a Seleção Brasileira, por mais que tenha os melhores jogadores do País nas mãos (ou pelo menos a possibilidade de ter os melhores), o estilo tático de marcação forte não o abandonou. Com a vitória contra o Peru e […]

Análise: para ser campeão, Brasil depende de Daniel Alves estar num bom dia

Leia o post original por Perrone

Quando começar a decisão da Copa América entre Brasil e Peru, neste domingo, às 17h, fique de olho em Daniel Alves. Se ele mandar bem nas suas primeiras jogadas, relaxe. É um bom sinal, caso você torça pela seleção brasileira. Agora, se o capitão começar errando, pode coçar a cabeça. O desempenho do lateral-direito tem sido um termômetro para a equipe de Tite. As melhores apresentações foram quando ele jogou o fino da bola. Quando o amigo de Neymar não se destacou, os jogos foram mais complicados.

Para ter noção de como o Brasil cresce com Dani bem na partida basta lembrar do chapéu e do drible dados por ele na jogada do primeiro gol da vitória por 2 a 0 sobre a Argentina nas semifinais, no que provavelmente foi o melhor desempenho canarinho no torneio até aqui.

No duelo do Mineirão, o lateral foi quem mais ficou com a bola durante o jogo, segundo o site “Footstats”. Ela esteve sob seu domínio em 11,6% do tempo. Ele foi perfeito nos passes acertando 73 e sem errar um. Entre os brasileiros, ninguém acertou mais nas trocas de bola.

E na hora de destruir os lances argentinos? Daniel também trabalhou direito? Positivo. Saiu do jogo como o maior responsável por desarmes: 5.

Outra grande atuação do Brasil aconteceu na vitória por 5 a 0 sobre o Peru pela primeira fase. Advinha qual foi o jogador que ficou mais com a bola? Daniel Alves, que teve a posse em 8,13% do tempo. De novo, ele foi o melhor brasileiro nos desarmes (4). Acertou 62 passes, ficando atrás apenas de Arthur, que passou 76 bolas com precisão. E, claro, marcou um dos gols da goleada.

Agora vamos dar uma olhada nas estatísticas do 0 a 0 com a Bolívia, uma das piores apresentações dos comandados de Tite na competição. O capitão brasileiro foi o terceiro melhor passador do time (82), atrás de Arthur (99) e Marquinhos (86). Dessa vez, o lateral não repetiu sua excelência nas trocas de bola. Foi o segundo brasileiro que mais errou passes (5), ao lado de Arthur e Casemiro. Firmino desperdiçou um a mais.

Diante dos bolivianos, o lateral também errou as duas finalizações que tentou. Ao contrário do que aconteceu contra Argentina e Peru, não foi o jogador da seleção que mais ficou com a bola. Mas ocupou o segundo lugar nessa lista tendo a posse em 9,5% do tempo, pouco atrás de Arthur (9,95%). No apoio à defesa, Daniel Alves acertou apenas um desarme.

No empate sem gols com o Paraguai pelas quartas de final, Daniel foi o terceiro jogador da seleção a ficar mais com a bola (7,67%). Marquinhos (10,24%), foi quem mais teve a posse. O beque também foi o melhor passador de bola do Brasil, com 80 acertos. Daniel Alves ficou em terceiro na lista (67). O fato de um zagueiro se destacar nesses quesitos ajuda a explicar as dificuldades ofensivas brasileiras naquele confronto.

Contra os paraguaios, Daniel Alves errou os três cruzamentos que tentou e fez dois desarmes, abaixo de suas melhores marcas durante a Copa América.

Digerindo os números, entendemos a importância do lateral-direito no esquema de Tite. Ele costuma ser a principal opção de passes para os zagueiros quando o adversário pressiona a saída de bola brasileira. Uma vez com a redonda nos pés, tem a importante missão de iniciar a transição para o ataque. No campo de defesa do rival, ele também é fundamental para triangulações e tabelas que ajudam o Brasil a furar zagas. Assim, a tendência é que na decisão a seleção mais uma vez dependa muito dele para brilhar.

Opinião: exposição de Bolsonaro na Copa América e com Neymar é desastrosa

Leia o post original por Perrone

Na opinião deste blogueiro, a proximidade exagerada com o presidente Jair Bolsonaro traz mais malefícios do que benefícios, pelo menos a curto prazo, para Conmebol, CBF e Neymar. Chega a ser desastrosa.

Começando pelo atacante, Cosme Araújo, advogado de Najila Trindade, que o acusa de estupro, reclama que a aparição pública do jogador ao lado do presidente na semifinal da Copa América foi uma forma de blindagem ao astro do PSG. E as demonstrações de proximidade entre eles têm sido frequentes.

Na prática o que Neymar ganha com isso? Pra mim nada além de dar brecha para dizerem que mostrar ter amizade com o presidente do Brasil é uma demonstração de poder no momento em que enfrenta uma acusação delicada. Claro que ele tem o direito de se relacionar e aparecer em público com quem quiser. Mas poderia entender melhor o momento e se preservar.

Em termos de Conmebol e CBF a resposta sobre os efeitos negativos da exposição exagerada de Bolsonaro na Copa América foi dada pela AFA. A federação argentina enviou carta para a entidade sul-americana reclamando da arbitragem na derrota por 2 a 0 para o Brasil, mas também de que teria havido manifestação política vetada até pela Fifa com a meia volta olímpica dada por Bolsonaro no gramado durante o intervalo do jogo.

E os argentinos têm autoridade para falar sobre os constrangimentos que podem causar o fato de o presidente de um país não se limitar às tribunas do estádio em um jogo decisivo. O livro “Fomos Campeões”, do argentino Ricardo Gotta, diz que antes do jogo entre Argentina e Peru na Copa de 1978, o general Videla, que comandava uma sangrenta ditatura no país sede do Mundial, foi ao vestiário dos peruanos. Lá discursou sobre a solidariedade entre os dois países. A Argentina precisava vencer por pelo menos quatro gols de diferença. Ganhou de 6 a 0 e tirou o Brasil da decisão, sendo campeã na final contra a Holanda.

Claro que há uma enorme diferença entre os gestos dos militares Videla e Bolsonaro. Porém, foi aberta a porta para os argentinos, eliminados pelo Brasil, reclamarem. Foi desnecessário. A voltinha ao redor do campo não vai fazer Bolsonaro ser mais popular entre os eleitores brasileiros. E nem representou alguma vantagem para a CBF ou para a Conmebol. Não de imediato, sei lá o que podem tentar costurar no futuro. Muito menos para a Copa América, que ganhou um item a mais na relação de queixas contra sua organização.

Teria sido melhor para todas as partes que Bolsonaro se limitasse a um comportamento institucional, como tantos presidentes em competições recebidas por seus países. Quase sempre eles se restringem à presença protocolar nas tribunas dos locais de competição.

Para o capitão também não vejo benefícios ao misturar sua imagem com a Copa América, torneio que tem sua organização tão criticada. E ainda mais depois de tantos casos sinistros envolvendo políticos e grandes eventos esportivos no país nos últimos anos. Se todos os envolvidos pararem para pensar, teremos uma presença mais discreta de Bolsonaro no Maracanã, se ele aparecer na final entre Brasil e Peru neste domingo (7).

Quem tem o melhor camisa 9?

Leia o post original por Craque Neto 10

É inegável que a Seleção Brasileira é totalmente favorita para essa final da Copa América. Por mais que os jogadores peruanos fiquem magoadinhos com essa afirmação não tem como dizer o contrário. Poxa vida! O Tite tem a disposição jogadores tops do futebol mundial. Todos protagonistas das melhores equipes do futebol europeu. Já os peruanos também tem destaques, mas poucos. Um deles, o maior, é o centroavante Paolo Guerrero. Esse cara, bem conhecido da torcida brasileira, foi um bom jogador no início da carreira, tendo atuando até no Bayern de Munique, mas ganhou fama por aqui vestindo a camisa do […]

‘Futuro indefinido’ desvia foco e desejo de Tite às vésperas de final

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Às vésperas da final da Copa América contra o Peru, no domingo (7), Tite viu acontecer algo que ele tenta evitar: aparecer um assunto paralelo à competição que possa gastar sua energia fora do torneio. Isso aconteceu com o post publicado nesta quinta (4) pelo blog do Juca Kfouri tratando da possibilidade de o treinador decidir deixar a seleção brasileira após a decisão do título.

O técnico do Brasil não gosta de abordar temas alheios aos torneios que suas equipes disputam. Seja para fazer planejamentos ou para responder a jornalistas. Ele acredita que precisa estar focado apenas na competição. E tenta criar um ambiente em que todos do time só pensem na disputa.

Desde a publicação do post, o futuro de Tite ferveu no noticiário esportivo do país concorrendo com as notícias da decisão. A CBF soltou uma nota oficial na qual “manifesta sua confiança no trabalho da comissão técnica da seleção”, porém não foi direto ao ponto. A entidade não abordou a vontade do comandante, não esclareceu se ele pode estar de saída. Assim, contribuiu para dar ar de indefinição aos próximos passos do técnico.

Certamente, Tite será indagado sobre o tema um dia antes da partida decisiva, quando ele dará entrevista coletiva. Ou seja, seu plano de falar apenas sobre o jogo foi pelo ralo. Ainda que ele responda que não vai se pronunciar, o tema já terá invadido o ambiente da seleção.

A preocupação de Tite com essa blindagem durante competições é tanta que pessoas próximas a ele evitam entrar em contato com o técnico nesses momentos para falar de questões fora desse radar. Até por isso houve quem evitasse procurá-lo ontem para tentar esclarecer o assunto. A leitura foi de que o técnico ficaria incomodado.

Uma demonstração dos esforços de Tite para tentar impedir a invasão de fatores externos na seleção foi dada antes da Copa da Rússia. Durante a fase de preparação, na Inglaterra, os jogadores foram orientados a resolver o maior número de assuntos particulares possível para entrarem na competição sem minhocas na cabeça. Não funcionou totalmente porque alguns tocaram questões particulares em alguns momentos de folga.

Também antes do Mundial o treinador mostrou seu desconforto com situação semelhante à atual. Ele se irritou ao desmentir um suposto contato com o Real Madrid durante entrevista coletiva antes de amistoso contra a Áustria, em Viena, na reta final dos preparativos para a Copa.

Opinião: nas semifinais, só Brasil tem pequeno favoritismo

Leia o post original por Perrone

Pelo que apresentaram nas quartas de final os quatro sobreviventes, só o Brasil, diante da Argentina, chega às semifinais da Copa América com um pequeno favoritismo, na opinião deste blogueiro. Entre Chile e Peru não há favoritos.

A seleção brasileira sofreu mais para eliminar o Paraguai nos pênaltis do que os argentinos, que fizeram 2 a 0 na Venezuela. Porém, nos 90 minutos, o time de Tite mostrou mais capacidade de criação, ajudado, claro, pelo fato de o adversário estar com um a menos durante quase todo o segundo tempo.

Na base de mudanças durante o torneio, Tite fez seu time apresentar pequena evolução. E parece existir margem para crescer mais.

Já a Argentina está estagnada. Nos primeiros minutos contra a Venezuela deu a impressão de que mostraria crescimento. Porém, depois de abrir o placar voltou a ser o mesmo time lento e aparentemente desinteressado dos outros jogos.

A menos que o verdadeiro Messi resolva desembarcar no Mineirão no lugar do craque cansado que temos visto, a Argentina vai depender de sua velha garra. Ela  também ainda não se apresentou na competição. Enfrentar seu maior rival ajuda muito para isso acontecer.

Jogar em casa é o fator que completa esse mínimo favoritismo brasileiro.

Do outro lado, a tendência é que Chile e Peru façam um jogo tão equilibrado quanto feio.

O cardápio de jogadas ofensivas das duas seleções é enxuto. Os peruanos insistem angustiantemente em chutões em busca de Guerrero isolado na área.

Por sua vez, os chilenos tocam mais a bola, mas têm pouca criatividade para fazer algo além de cruzá-la na área, o que executam com eficiência.

O cenário descrito acima mostra como é difícil fazer previsões sobre quem serão os finalistas. Está mais duro do que nas quartas. E acertei apenas 50% dos semifinalistas: Brasil e Argentina. Colômbia e Uruguai, meus outros favoritos, ficaram pelo caminho.  Ou seja, a chance de queimar a língua agora é muito maior.

 

Opinião: Peru se classifica após jogo tão ruim que parecia do Brasileirão

Leia o post original por Perrone

Medalhões jogando mal, abundância de passes errados, finalizações bizarras, lentidão, passes laterais e excesso de chutões, principalmente buscando Guerrero, cercado por rivais. Teve ainda muita resenha do árbitro com os jogadores e demoradas checagens do VAR.

A descrição poderia ser de uma partida frequentemente assistida no Brasileirão, mas é o retrato do que foi Uruguai 0 x 0 Peru pelas quartas de final da Copa América. Nada muito diferente dos outros três jogos dessa fase. Dois deles sem gols (Brasil x Paraguai e Chile x Colômbia). Só a Argentina não precisou dos pênaltis ao vencer a Venezuela por 2 a 0, mas também sem brilho.

Na Fonte Nova, os uruguaios Cavani e Suárez e o peruano Guerrero jogaram muito abaixo do que podem, como já havia feito Messi na vitória argentina.

Os números da partida mostram como foi ruim o jogo em Salvador. Foram só três finalizações certas nos pouco mais de 90 minutos, todas do Uruguai, que ainda errou seis arremates. Cavani foi preciso em suas duas tentativas e marcou na disputa de pênaltis. Suárez falhou no único tiro ao gol e ainda perdeu seu pênalti. Os peruanos erraram as três conclusões feitas por eles. Guerrero não finalizou durante o jogo. Porém, deixou sua marca na disputa dos pênaltis. Os dados são do site especializado Footstats.

Depois do sonolento duelo no tempo regular, a perfeição dos peruanos nos pênaltis foi premiada. Acertaram as cinco cobranças e viram o Uruguai perder uma. Assim, temos mais um semifinalista que chega sem encantar, como Brasil, Argentina e Chile.

 

 

Estatísticas mostram importância de Daniel Alves em goleada brasileira

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As estatísticas da vitória  da seleção brasileira por  5 a 0  sobre o Peru pela Copa América, no sábado (22), mostram como Daniel Alves ainda é importante no esquema de jogo montado por Tite.

Os números do site Footstats indicam como o jogo do Brasil passou pelos pés do lateral-direito.

O veterano de 36 anos foi quem mais ficou com a bola entre os brasileiros. Ela esteve em seus pés em 8,13% do período em que permaneceu com o Brasil.

Esse tempo com a bola resultou na segunda maior quantidade de passes certos do time nacional durante o jogo. Foram 62. Apenas Arthur trocou mais bolas com precisão: 76.

O lateral perdeu a posse de bola só duas vezes durante a última partida da seleção pela primeira fase do torneio.

Defensivamente, Daniel foi importante nos desarmes. Entre os jogadores da seleção brasileira foi quem mais desarmou os adversários. Fez isso quatro vezes na Arena Corinthians.

No ataque, ele deixou sua marca com  um dos gols da goleada que reconciliou a seleção com a torcida.

Os números devem ter animado times interessados no lateral que acaba de anunciar  sua saída do PSG.

Representados

Leia o post original por Rica Perrone

Nós não queremos só a vitória. Não queremos ter que ir na rede social fingir que não nos importamos. Nem mesmo fazer o ridículo papel de torcer contra. Queremos ser representados. É simples. O que nos representa? Vitórias? Não só isso. Irreverência, alegria, ousadia. Não somos burocráticos com a bola, não somos a zebra nunca,…