Arquivo da categoria: pesquisa

Relatório completo de público no Brasileirão de 2012 a 2017

Leia o post original por Rica Perrone

Uma das coisas que o torcedor mais gosta de discutir é o desempenho dele mesmo perante seu clube na arquibancada.

O ADMKT é o Grupo de Pesquisa e Extensão em Marketing e Comportamento do Consumidor da Universidade Federal de Goiás (UFG). Fundado em 2012 pelos docentes e pesquisadores Marcos Severo e Ricardo Limongi, professores efetivos da UFG, o grupo foi criado com o objetivo de promover atividades da área de marketing realizadas no âmbito da instituição de ensino.

Pois este grupo fez uma incrível pesquisa sobre o público do futebol brasileiro dos campeonatos brasileiros de 2012 até 2017.

A comparação começa com a Premiere League, na Inglaterra. E logo se tem a discrepância de público dentro dos estádios.

Dessa forma, o objetivo deste relatório é responder diversos questionamentos relacionados ao Campeonato Brasileiro de Futebol, não somente aqueles que tratam do público pagante e da taxa de ocupação nos estádios, como também os que se relacionam ao desempenho das equipes de futebol.

O contexto brasileiro é particularmente marcado pela existência de 12 grandes clubes, que concentram 53 dos 59 títulos dos campeonatos brasileiros disputados desde 1959, época da primeira edição da Taça Brasil.Conhecer detalhes da dinâmica do principal campeonato de futebol do País é importante, principalmente se for considerado que os principais clubes brasileiros ainda se veem diante de problemas estruturais e organizacionais crônicos, como más condutas de gestão.

Dirigentes e profissionais de marketing que atuam nessa realidade pouco sabem dos fatores que determinam a presença de público nos estádios ou o desempenho das equipes no campo.Poucos são os clubes realmente prossionalizados que organizam ações administrativas baseadas na racionalidade da análise de dados. Entretanto, esse cenário começou a mudar nos últimos anos, com isoladas iniciativas de prossionalização e responsabilidades scal e administrativa. A apresentação do “Relatório ADMKT de Presença de Público nos estádios brasileiros”acompanha esse movimento e se apresenta como fonte de informação para gestores de clubes, prossionais de gestão esportiva e da imprensa especializada

O primeiro gráfico mostra o público médio e também o “desvio” padrão. O “desvio” é como uma margem de erro. É a média de público oscilando pra cima e pra baixo perante o público médio.

A seguir temos um gráfico para mostrar em ordem essas médias de público ao longo deste período.

A seguir a taxa de ocupação, que está sempre diretamente ligada ao público médio em virtude da capacidade de cada estádio.

Temos, então, outro gráfico interessante. A comparação entre começo e final de campeonato, para verificar se as torcidas se comportam regularmente, só nas finais ou só num começo empolgante.

Em seguida uma série de gráficos que indicam o comportamento do torcedor para ir ao estádio no Brasil, e até a sua relação com o resultado.

Esse trabalho detalhado e muito interessante para discussão sobre o futebol brasileiro foi feito pela equipe abaixo, a quem agradeço pela preferencia em ter disponibilizado a este blog primeiro.

Pesquisa oficial: o Corinthians é o time mais odiado do Brasil!

Leia o post original por Milton Neves

anti corinthians

O Instituto Paraná Pesquisas, a pedido do portal Globoesporte.com, fez duas perguntas a 4.066 entrevistados em todo o Brasil:

– Para qual time você torce?

– Qual é o time que você mais odeia?

Na primeira pergunta, nenhuma novidade.

Mais uma vez o Flamengo ficou em primeiro lugar, com 16,5% dos votos, seguido pelo Corinthians (13,6%), pelo São Paulo (7,9%) e pelo Palmeiras (5,6%).

O que surpreende mesmo é o resultado da segunda questão.

De acordo com a pesquisa, o Corinthians é, de longe, o time mais odiado do Brasil, com 14,6% dos votos, seguido pelo Flamengo (8,6%), pelo Vasco (5,9%), e pelo Palmeiras (5,3%).

Confira os números abaixo:

TORCIDAS

Mas, afinal, por que o Timão é tão odiado?

Opine!

Qual o time mais “odiado” do Brasil?

Leia o post original por Rica Perrone

Sempre escolhemos um rival para “secar” mais do que os outros. Nos casos de MG e RS é fácil! Mas e no restante do país? Paulistas e cariocas escolhem quem como “maior inimigo”, por exemplo?  Será verdade que Flamengo e Corinthians movem a mesma proporção de amor e ódio? Você só tem direito a uma …

A história é o trampolim

Leia o post original por Odir Cunha

Todos nós temos amigos malas. Ao menos um, todo mundo tem. Digo isso porque também desfruto do convívio de um desses. Sei que é amigo porque já deu provas, já fez e está sempre disposto a fazer algo por mim e meus projetos, mas, por outro lado, parece absorver todas as críticas que fazem a mim e ao meu trabalho, e depois usá-las para me provocar. Ontem, estávamos conversando, por telefone, e ele arriscou: “Mas, Odir, você é um cara meio preso ao passado, não é?”.

Sei que ele disse isso porque estou envolvido nessa campanha de financiamento coletivo do livro “Time dos Sonhos”, pelos livros que escrevi e escrevo e também porque sou curador do Museu Pelé.

Contei até dez, como devemos fazer antes de responder a uma afirmação sem sentido vinda de um amigo, e respondi, pela enésima vez, que apenas gosto de conhecer e entender o passado porque acho que ele é a base, o trampolim para o futuro.

No fundo, acredito que o respeito pela história é uma obrigação das pessoas esclarecidas, mas nunca diria isso a um amigo. Percebo, rotineiramente, que a pesquisa, o cuidado com a busca e a interpretação do fato histórico, iniciativas tão valorizadas nas sociedades desenvolvidas, encontra opositores no nosso Brasil. Fazer o quê?

Bem, mas havia uma pergunta no ar, e meu instinto de repórter não me faz deixar uma questão sem resposta. É evidente que eu poderia responder apenas: “Sou um cara tão preso ao passado como qualquer pessoa que não tenha nascido hoje”. Mas também soaria ofensivo. Então, como meu amigo também é santista e sei muito bem porque ele estava tocando nesse assunto, falei do nosso time:

“Você quer dizer que o passado do Santos não vale nada se o presente está uma droga?”

“É por aí”, respondeu.

“Então, você diria que a Chapecoense é maior do que o Santos?”.

“Não, por que eu diria um absurdo desses?”, retrucou.

“Ora, porque ela está bem à frente do Santos na classificação do Brasileiro, a principal competição do presente”.

Como nada ouvi do outro lado da linha, reforcei que o Santos é maior do que a Chapecoense e do que a maioria dos times que estão à sua frente neste Brasileiro devido, única e exclusivamente, à sua história. “O que é o tão falado ‘peso da camisa’ se não a história, o currículo dessa camisa?”, insisti.

Como o silêncio perdurava, pedi que abrisse o computador na página do UOL e visse a bela matéria sobre o jogador de basquete Vin Baker, ex-astro da NBA, que ganhou cerca de 100 milhões de dólares na carreira e estava tentando recomeçar depois de perder tudo devido ao alcoolismo. “Leia o último parágrafo da matéria”, pedi. Nele, Baker diz:

“Estou com 43 anos e tenho quatro filhos, preciso juntar os cacos. Sou pai. Sou ministro na igreja do meu pai. Tenho que pegar minha história e mostrar que a pessoa pode dar a volta por cima.”

“Notou a palavra chave?”, enfatizei. “Minha história!”. “É isso que dará forças a Vin Baker para recomeçar sua vida e também é isso que, neste momento, pode dar ao Santos energia para aprender com seus erros e retomar o caminho que leve a novas conquistas”.

“É, acho que é por aí mesmo, Odir…”, finalmente admitiu uma voz quase imperceptível. “Você está certo. Eu estava só te enchendo o saco…”.

“E eu não sei que sua intenção é essa?”, respondi sem conseguir segurar o riso. “Mas agradeço por ter tocado nesse assunto. Acho que vou transformar esse nosso papo em um post no blog. Há outras pessoas que repetem isso que você falou, e essas eu não sei se fazem só para encher o saco, ou se são malas de nascença mesmo.“

Esse amigo, que foi meu repórter em uma das muitas revistas esportivas de vida breve das quais editei, costuma dizer que sou um dinossauro santista por torcer para o time desde os tempos de Pelé. Ele se orgulha de ter optado pelo Glorioso Alvinegro Praiano no Campeonato Brasileiro de 1995, quando Giovanni & Cia, com seus cabelos vermelhos, só não foram campeões porque o árbitro não deixou.

A última coisa que gostaria de ser é um desmancha-prazeres de santistas, mas qualquer dia vou lembrar a este amigo que a dramática virada sobre o Fluminense, no Pacaembu, no dia em que o time não desceu para o vestiário no intervalo, já completou 20 anos e três meses. Ou seja, para a garotada que torce para o Santos desde a geração de Robinho e Diego, este meu amigo já é um tiozinho, um sério candidato a ser taxado como alguém “preso ao passado”.

Revisitando a apaixonante história santista

As 528 páginas de Time dos Sonhos não estão em um arquivo único. Este ficou com a Editora Nobel, que disse tê-lo extraviado. Então, a remontagem do livro está sendo feita com o aproveitamento de capítulos em word, em um trabalho meticuloso que está me dando a oportunidade de refrescar a memória com fatos e etapas relevantes da história santista.

Nesses dias enfurnado em meu escritório tenho revivido as emoções e descobertas de quando escrevi o livro. É como uma viagem no tempo, já que alguns capítulos foram produzidos há mais de 20 anos. Redigitá-los me traz novamente a sensação de descoberta que experimentei ao pesquisar passagens riquíssimas da história santista mesmo muito antes da geração de ouro de Pelé.

Como não se espantar ao saber que os garotos Arnaldo e Millon se tornaram titulares da Seleção Brasileira apenas dois anos depois de fundarem o Santos? Ou que Ary Patusca, filho de Sizino Patusca, primeiro presidente do Alvinegro Praiano, foi estudar contabilidade na Suíça e se consagrou, em meados da década de 1910, como o primeiro jogador brasileiro a fazer sucesso na Europa? Ou que o Santos, sete anos depois de fundado, cedeu mais jogadores – Arnaldo, Millon e Haroldo – para a primeira grande conquista do futebol brasileiro, o Sul-americano de 1919?

Note, amigo leitor e amiga leitora, que estou me referindo apenas à década de 1910, aos primeiros e incertos anos do nosso clube. Lembro-me que essas descobertas me empolgaram e me encheram de orgulho, pois comprovavam que o Santos já nasceu com a grandeza impregnada em sua alma e em seu destino.

Da ideia de um livro que, a princípio, deveria contar apenas a história da equipe sobrenatural que encantou o mundo de 1955 a 1969, Time dos Sonhos se tornou uma obra que vasculhou as origens e mapeou o caráter superior de um time de futebol que, positivamente, não nasceu para ser apenas um coadjuvante do futebol.

E o mais interessante nesse processo é que o autor não teve de forçar nada. Como uma personagem que ganhasse vida e escolhesse seus próprios passos, o livro tomou o seu caminho e só tive o trabalho – longo, é verdade, mas extremamente prazeroso -, de segui-lo. É justamente esta jornada que proponho a você agora.

Tenho plena convicção de que ler Time dos Sonhos lhe trará o mesmo orgulho de ser santista que estou sentindo agora, sensação fundamental para nos trazer ânimo de fazer o que tem de ser feito pelo nosso clube. Por isso aceitei essa campanha da Kickante para relançar o livro, batizado de “A Bíblia dos Santistas”, com um preço promocional de pré-venda e ainda com o nome completo de cada um dos dos apoiadores no último capítulo.

Faltam apenas duas semanas para o fim da campanha. Se ainda não entrou, espero que você se decida por fazer parte dela. E se fizer isso agora, melhor ainda.

Clique aqui para saber mais sobre a campanha de relançamento do livro Time dos Sonhos


Torcedores

Leia o post original por RicaPerrone

Saiu uma nova pesquisa de torcidas no Brasil. Elas mudam, matam pessoas, fazem surgir em outras, mas o que de fato temos como certo é que Flamengo e Corinthians tem muita gente. Temos também, por questões de mercado, que os 12 grandes são os mais relevantes clubes do país e ponto final.

Mas não temos números tão inteligentes assim.

O Flamengo tem lá seus 35 milhões de torcedores.  O Corinthians tem 30. E assim por diante. Mas sejamos razoáveis ao determinar o termo “torcedor”

Você acha que alguém que não sabe quando joga, não assiste e nem quem joga no seu time é mesmo um “torcedor”?

Não precisa comprar a camisa oficial. Vamos trata-lo como “torcedor premium” este caso. Mas no mínimo saber como está, contra quem foi, quanto foi, quem joga no time faz do sujeito “torcedor”.

Na Beat, onde tenho programa toda segunda-feira, é muito comum ligar alguém pra ganhar prêmio e se dizer, por exemplo, Vascaíno.  Então eu pergunto ao ouvinte se ele acha que o Carlos Germano deve jogar domingo pela Libertadores. Ele diz que sim.

Esse cara entra na estatística?

Pode até entrar. Mas a leitura correta e de mercado que se deve fazer disso não pode constar esse sujeito como “torcedor”. Ele não é. Ele simpatiza, diz que tem um time, mas não está nem ai pra futebol.

Todo brasileiro, por cultura, tem que ter um time. Isso eleva os números a cenários absurdos.  Um clube com 35 milhões de torcedores não se mata em campanha por 2 anos pra juntar 60 mil sócios. Nem mesmo atinge a marca de 15 ou 20 pontos no ibope.

O de 1,5 milhões, idem. Sem diferença entre o maior e o menor, mas o ponto é quantos % dos torcedores de fato torcem pra seus times?

Estamos sempre vendendo a idéia de que temos X milhões de “clientes em potencial”, mas sabemos que não é verdade.  Essa pesquisa fará algum sentido mais impactante no mercado quando de fato descobrir quantas pessoas “torcem” por seus clubes, não o total de pessoas que escolhem um pra chamar de “meu time” meramente por obrigação cultural.

Não é preciso ter dinheiro e comprar a camisa de 200 reais pra ser torcedor. Mas é fundamental saber como está, quem joga e onde estará domingo que vem seu time para se dizer “torcedor”.

Essas pesquisas me soam como um simples e superficial dado para comprovar a força dos 12, o tamanho da necessidade brasileira em ter um time, e nada mais.

abs,
RicaPerrone

Quem é você?

Leia o post original por RicaPerrone

Meus queridos, eu sei que enquetes são chatas e a minha também deve ser. Mas é importante pra mim, pro blog, pros próximos passos conhecer você. E pra isso gostaria que você respondesse as enquetes abaixo. Basta um clique em cada, leva 1 minuto.

Dá essa moral pra mim?

Valeu!

Valeu, gente! Será muito útil, prometo!
abs,
RicaPerrone

Pesquisa mantém Tite vivo em disputa por vaga na seleção

Leia o post original por Perrone

A pesquisa do Datafolha divulgada na edição desta quarta pelo Jornal Nacional tem potencial para dar novo fôlego a Tite na corrida pela vaga de técnico da seleção brasileira. Ele apareceu como o preferido dos entrevistados com 24%. A cúpula da CBF quer um técnico popular. E José Maria Marin, presidente da entidade, costuma dar importância às pesquisas.

Presidentes de federações estaduais entendem que Marin e Marco Polo Del Nero, que assumirá a presidência da entidade em abril de 2015, não devem contratar Tite por acreditarem que a escola gaúcha é impopular depois do fracasso de Felipão. O argumento havia enfraquecido o ex-corintiano.

Segundo colocado no trabalho feito pelo Datafolha, com 19%, Zico é um nome cogitado entre os dirigentes, mas os interlocutores de Del Nero e Marin não o enxergam como favorito. E não apostam um centavo em Muricy Ramalho, terceiro com 14% e que carrega o peso de já ter rejeitado o cargo.

Importante também o fato de a pesquisa apontar que 68% das pessoas ouvidas não querem um técnico estrangeiro.

Nesta quinta, Marin dará entrevista coletiva, mas a tendência é de que ele ainda não anuncie o nome do novo treinador. Os dirigentes de federações estaduais pedem para a dupla analisar a situação com calma. Agora, a cúpula da CBF ganhou mais um dado para se orientar.