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É muito mais sério que futebol

Leia o post original por Rica Perrone

Enquanto discutimos se a Conmebol está certa ou não, se Boca ou River merecem ganhar no tapetão, fugimos da única discussão que realmente deveríamos ter nesse momento: É um direito do estado “arregar” para os bandidos? Sim, é isso que está acontecendo. Aqui também acontece há anos, toda semana. O problema aconteceu a 3 quadras …

O torcedor, o desconhecido

Leia o post original por Quartarollo

A polícia até agora (18 horas) não conseguiu identificar o torcedor, ou o cidadão, morto com um tiro, vitima inocente de uma briga de torcida domingo aqui em São Paulo.

Ninguém sabe, ninguém viu, mas esse desconhecido está lá, morto pelas mãos de marginais que não serão também identificados pela polícia.

Foi um tiro de uma arma também desconhecida. No meio do corre-corre alguém atirou e acertou em quem não devia e a verdade é que não devia nem estar armado.

Esse caso mostra bem o descaso com o cidadão comum, esse desconhecido. Se você não pertencer a uma facção, a uma associação, a uma gangue, fica difícil saber que você existe. Hoje o país está assim.

Está cada vez mais difícil ser um cidadão comum, o homem de bem ou torcedor que só quer torcer para o seu time.

Esse desconhecido mostra a nossa realidade. A polícia conhece os bandos organizados, mas não tem competência para saber quem é o transeunte morto no meio da briga.

Não sabe e também não quer saber. As autoridades brincam com a nossa vida, inventam soluções mirabolantes que só beneficiam os criminosos e nos deixam na mira do tiro de um arruaceiro qualquer.

Nós somos esse torcedor (cidadão) desconhecido. Nós todos abandonados à sorte.

A solução é apenas paliativa, nunca se chega ao cerne da questão ou por interesse ou por incompetência ou pelas duas coisas juntas.

É mais fácil tomar medidas assim. Parece que faz, mas não faz, é o feito para não fazer.

Não é preciso torcida única para os clássicos para se combater a violência das Organizadas. É uma solução momentânea e inócua pelo que vem acontecendo.

As brigas são marcadas pelas redes sociais e têm lugar distante ou no caminho dos estádios.

É preciso leis duras, é preciso punir os culpados, é preciso ter coragem diante da situação.

Agora as autoridades se deram conta de que os clubes financiam de alguma forma essas facções organizadas e que a Prefeitura injeta dinheiro nelas para o carnaval. Nossa, que descoberta? O mundo já sabe disso há décadas.

Enquanto isso continuar acontecendo, os torcedores profissionais continuarão atuando. Para eles está ótimo, ainda aparecem como heróis em seu meio.

O futebol não precisa desse tipo de gente. Se as Organizadas acabarem o futebol agradecerá profundamente.

Mas não acabam porque alguém dá retaguarda para os marginais. Desde políticos, autoridades constituídas, dirigentes de futebol e até mesmo o crime organizado.

Assim não terá fim nunca. O torcedor continuará sendo um ilustre desconhecido mal tratado pelas ocorrências.

O futebol precisa passar por uma investigação profunda em todos os níveis.

Uma Lava-jato iria bem nesse esporte também.

Covardes!

Leia o post original por Rica Perrone

Quer dizer então, seus covardes, que vocês prendem, soltam, e por não conseguirem um pingo de lógica que é manter preso os criminosos que mataram alguém, no dia seguinte vocês anunciam que eu não posso ir ao jogo? É essa a decisão que o estado dará aos seus cidadãos mais uma vez? Não me diga …

Foi só mais um domingo de violência

Leia o post original por Quartarollo

Aconteceu e vai acontecer de novo. As autoridades de plantão e os clubes apenas lamentarão, mas nada farão para conter a violência das torcidas organizadas.

E agora tem uma desculpa plausível. A violência está longe dos estádios, acontece em metrôs e ruas que não têm nada a ver com o futebol.

Ontem de novo a violência sem sentido ocorreu. Hoje o promotor Paulo Castilho disse que não dá mais para conviver com isso e algo precisa ser feito.

Algo? Mas o quê? Fechar as torcidas que no carnaval se transformam em escolas de samba? Que recebem dinheiro bom da prefeitura? Que são apoiadas por políticos que buscam no seu seio uma boa carga de votos para os seus pleitos? Que são apoiadas pelos clubes com ingressos significativamente mais baratos e liberdade total nos estádios?

Quem fará algo contra esses desordeiros? As autoridades competentes são cada vez mais incompetentes no assunto.

Por ocasião do Estatuto do Torcedor, uma excrecência inventada por políticos que não frequentam estádio, a polícia militar é obrigada a fazer reunião de paz com as torcidas antes dos clássicos. Ela cumpre a lei e faz, mas a paz fica só na promessa.

Paulo Castilho disse há poucos dias à Jovem Pan que não haveria mais escolta da polícia para levar torcida para o estádio. “Escolta é para preservar a segurança do bom cidadão, não para conduzir bandido para estádio”, disse ele alto e bom som. Acho que não foi ouvido.

O problema é que o jogo é apenas pano de fundo para essa gente que usa e abusa do clube para sobreviver. Virou caso de torcida profissional. O cara é torcedor e não faz mais nada na vida.

A atitude reprovável das escaramuças em dias de jogos, é a mesma do cotidiano. É modus operandi das facções. Eles são assim todos os dias e por isso mesmo é caso de polícia.

O bandido do estádio é o mesmo que está nas ruas todos os dias agindo da mesma forma.

Vocês se lembram dos presos de Oruro? Pois é, vira e mexe um dos libertados está envolvido em brigas de torcidas.

É a vida deles, não vão mudar. Ontem dois deles estavam envolvidos. É incrível e ninguém vai preso.

Eles tem bons advogados ou costa quente com muita gente interessada nessa desordem.

Está na hora de acabar com isso. Mas quem vai tomar a frente? Quem vai enfrentar a situação? A população quer resposta para essas perguntas.

Antes o torcedor comum deixava de ir nos clássicos com medos das Organizadas.

Agora o cidadão comum não pode nem sair tranquilamente pela cidade que pode morrer em briga de torcida sem saber de onde veio o tiro que o atingiu. É um autêntico estado de guerra.

Os sete que a torcida organizada mandou o Corinthians demitir após a eliminação na Copa do Brasil

Leia o post original por Quartarollo

Corinthians eliminado da Copa do Brasil nos pênaltis pelo Grêmio, em Porto Alegre. No dia seguinte a diretoria do Corinthians recebe a lista da torcida organizada pedindo a demissão de sete atletas. O primeiro da lista Alexandre Pato, que perdeu … Continuar lendo

Jogadores do Corinthians sofrem ameaças e não sabem a quem recorrer

Leia o post original por Quartarollo

A invasão dos bandidos organizados ao CT no último sábado ainda é uma ferida aberta no seio corintiano. Houve agressão, roubo, invasão e omissão da polícia. Vários celulares foram roubadas e placas dos carros dos jogadores foram fotografadas. Como você … Continuar lendo

A PM exagerou, mas o Grêmio merece punição sim!

Leia o post original por Neto

Neste domingo durante o Terceiro Tempo a Band mostrou imagens de alguns gremistas agredindo policiais militares gaúchos pouco antes do jogo contra o Fluminense pelo Brasileirão. Fui duro em minhas críticas dizendo que o clube deveria ser punido pelo comportamento de seus torcedores. Bastou apenas alguns minutos para que minhas mídias sociais ficassem recheadas de xingamentos dizendo que os PMs que teria iniciado a confusão. Que teriam tirado na marra um torcedor símbolo apenas porque este estava usando muletas.

Posso falar a verdade? Vi todas as imagens e apesar de reconhecer que os policiais foram truculentos com o torcedor no final, a todo instante ele provoca uma situação de guerra. O mesmo fica incentivando os outros torcedores a partir pra cima da PM. Uma vergonha! Curioso é ele dizer que estava de muletas por causa de um problema na perna. Mas quando está inflamando os outros está sem apoiá-la no chão. Brincadeira? Ou seja, a tendência é acreditar na versão das autoridades, que disseram que ele usa a muleta como mastro da bandeira do Rio Grande do Sul. O que pode acabar virando uma arma em mãos erradas.

Minha opinião é que o Grêmio deveria sim ser punido de forma exemplar pela CBF. É inadmissível que torcedores transformem um estádio bonito em praça de guerra. E olha que tudo aconteceu antes mesmo da partida começar. Como disse anteriormente, isso não ignora o fato de que os policiais agiram com violência com o torcedor na saída do estádio. A corregedoria também precisa trabalhar com rigor.

A minha querida Avenida Paulista FC!

Leia o post original por Milton Neves

Ah, Avenida Paulista…

Ela era cantada por Peirão de Castro, Milton Peruzzi e Zé Italiano na TV e Rádio Gazeta AM como “a mais paulista das avenidas”.

Para mim a mais mineira de todas!

Foi a primeira avenida que pisei em São Paulo, em 1972.

Com uma malona marrom que carregava trocando de mãos, desci na esquina da Paulista com Pamplona ao parar no ponto do ônibus Júlio Prestes–Vila Mariana.

Foi quando vim de vez para a “Paulicéia” para estudar jornalismo no Objetivo na Av. Paulista, nº 900 e tentar vencer na vida.

Minha vida bem à deriva, vim na base do “seja o que Deus quiser”.

E Ele quis.

Desci a Pamplona, domingo cedo, maio de 72, e fui para a Alameda Jaú onde funcionava romanticamente a “República dos Muzambas”.

Éramos uns 18 em um casarão da muzambinhense família Gaspar.

A SUPERO, minha faculdade, hoje UNIP, era na Av. Paulista e por ela andava todo dia.

Uma vez por mês ia ao Cine Gazeta, Gazetão ou Gazetinha.

Até que o dinheiro de minha tia Antonia não deu conta para quitar o trio faculdade-pensão-comida.

Entrei na Rádio Jovem Pan, mas lá na Av. Miruna, 713, Aeroporto.

Deixei a Paulista assim como a própria Faculdade Objetivo que se transferiu para a rua Luís Goes.

Mas em 1977 a rádio saiu da Zona Sul e veio exatamente para a querida… Av. Paulista!!!

E o Seo Tuta, dono da Pan, só comprou o 24º andar para instalar sua emissora porque o número do prédio era… 807!

Ele sempre teve verdadeira paixão pelo 7, o número da TV Record no seletor dos velhos televisores.

E isso o saudoso Fernando Luiz Vieira de Mello sempre contava.

Aí, nela, na Av. Paulista, já estou há… 38 anos, no todo, e nunca mais a abandonei.

Trabalhando na Pan ou por mim mesmo e até morando dois dias por semana.

Tudo em escritório comercial-redação de Portal-apartamento no interior do prédio nº 807 em seus 24º, 3º, 14º, 15º, 21º ou 22º andares.

Testemunhei tudo que nela aconteceu em quase quatro décadas.

Comemorações de futebol, pacíficas ou não, o incêndio do edifício “Grande Avenida”, em 1981, quando de meu melhor trabalho como repórter, o nascimento e a vida da “Parada Gay” e todas as manifestações populares possíveis e imaginárias nesses anos todos.

Até para protestos contra ou a favor do “sabor do chuchu”.

Tudo acontece na Av. Paulista, o Líbano de São Paulo.

No Oriente Médio árabes e judeus nunca se entendem e sempre sobra para o belo Líbano, tantas vezes destruído.

Enfim, achava que já tinha visto tudo o que era possível na “Manhattan de São Paulo”.

Ledo engano!

Nesses últimos 15 dias, por força de acúmulo de eventos corporativos que apresento, não voltei pra casa, fora da capital.

Fiquei na Paulista mesmo e vi, do alto e mais ou menos de longe, o caos do caos.

E o olho humano goleia a foto e o olhar da TV.

Aqui de cima, vidros duplamente blindados contra som, tive a sensação de quem vive guerra civil em qualquer lugar do mundo, como hoje na Síria.

PM batendo no povo e o povo batendo em PM!

E este confronto PM x Povo na Avenida Paulista é igual briga de família: ninguém tem 100% ou 0% de razão.

Todos brasileiros, irmãos.

Como vejo tudo pelo olhar do futebol, fiquei imaginando até os 11 titulares de Felipão trocando socos, tiros e pontapés com os 11 reservas em “treino” mostrado ao vivo pela TV.

Mas o pior foi quinta-feira.

Subia a rua Bela Cintra para a Paulista e vi de perto os protagonistas em cenas comandadas pelo capeta, um capeta em grande fase, esfregando as mãos e instigando e  atentando a todos.

Os PMs alucinados e assustados, o povo-povo desesperado ao volante ou à pé e os manifestantes com um olhar “convicto–zumbístico-obstinado”.

Gente de boa aparência, longe dos perfis dos “jogadores” que “atuam” nos clássicos de José Luiz Datena e Marcelo Rezende na TV.

Cortei alamedas, sai da muvuca, desviei de sacos de lixo, tábuas e de vasos quebrados e cheguei em meu santo prédio, parceiro desde 1977.

Ainda fiquei vendo tudo mais um pouco do 22º andar até que três de meus repórteres, com medo e “sitiados” na redação, resolveram “criar coragem” e ir embora.

A querida Paulista foi ficando vazia, a madrugada chegava, carros desaparecidos do cenário e sobrou o sereno no asfalto molhado.

Eram as lágrimas da Paulista, a avenida que mais chora no mundo.

Mas que pra mim ela não para de sorrir e jogar mais do que o Santos de Pelé.

Tanto que, em minha vida, ela goleia até Muzambinho-MG por 38 a 21 anos!

Santa Paulista, a artéria que as pessoas nunca se cansam de entupir!

Abaixo, lembrança dos meus tempos nas Faculdades Objetivo (antigo SUPERO), com meu caderno do Vestibular de 1972.