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Prêmio por vaga em final cobre gasto com compra de direitos de B. Henrique

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A premiação assegurada pelo Flamengo só pela classificação à final da Liberadores é suficiente para cobrir o gasto com a compra dos direitos de Bruno Henrique e pagamentos de luvas ao jogador. A bonificação é de US$ 6 milhões (R$ 24.049.800 pela cotação desta quinta, dia 24). Essa é a quantia destinada ao vice-campeão do torneio. Ou seja, é o mínimo a ser embolsado pelo time de Jorge Jesus.

De acordo com o balanço do rubro-negro referente aos seis primeiros meses de 2019, a compra dos direitos econômicos e federativos de Bruno Henrique foi acertada junto ao Santos por R$ 23 milhões. O documento também mostra que foi combinado um pagamento de R$ 900 mil ao jogador como luvas. Ou seja, a quantia mínima que o Flamengo vai levar pela vaga na final é suficiente para cobrir esses gastos na transferência de Bruno Henrique e ainda sobrariam R$ 149.800.

Porém, vale lembrar que o clube da Gávea também se comprometeu a pagar R$ 1.277.000 para a D3 Consultoria Esportiva e R$ 1.610.000 para a Yesport Marketing Esportivo pela intermediação na negociação por Bruno Henrique.

Caso conquiste o título da Libertadores, no lugar dos US$ 6 milhões, o Flamengo embolsará US$ 12 milhões (aproximadamente R$ 48,1 milhões). A bolada supera facilmente o que o clube recebeu nos seis primeiros meses de 2019 em patrocínio: R$ 30.790.000, de acordo com o balanço do primeiro semestre.

Contando o que já recebeu nas outras fases e a premiação mínima por ser finalista, o rubro-negro tem assegurados na competição US$ 13 milhões (cerca de R$ 52,1 milhões). O montante representa quase a metade do que a agremiação gastou com salários no departamento de futebol, incluindo jogadores e seus direitos de imagem até 30 de junho. Segundo o balanço do primeiro semestre, essa despesa, contando encargos e benefícios, foi de R$ 103.138.000.

Se levantar a taça, o Flamengo acumulará premiação total na competição no valor de US$ 19 milhões (cerca de R$ 76,1 milhões). A quantia é suficiente para cobrir a despesa gerada pela compra de 75% dos direitos de Arrascaeta. No balanço do clube referente ao primeiro semestre o custo com direitos do jogador está registrado em R$ 76.096.000. Nesse valor não estão calculados pagamentos de comissões.

O blog tentou ouvir Márcio Garotti, diretor de financeiro do Flamengo, sobre como o clube usa a premiação recebida no torneio continental, mas não obteve resposta até a conclusão deste post.

 

Pequeno para Palmeiras, Paulista pode render R$ 29 mi em dois meses e meio

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Sem calcular a venda de ingressos, quanto pode render para o Palmeiras o Campeonato Paulista, chamado de pequeno por seu presidente, Maurício Galiotte? O blog fez as contas.

O alviverde levaria cerca de R$ 2 milhões por partida na pouco provável hipótese de ser eliminado na primeira fase.

Nessa conta está apenas a cota de TV paga pela Globo a cada um dos quatro grandes do Estado pela transmissão de seus jogos. São aproximadamente R$ 24 milhões por time (Palmeiras, Corinthians, Santos e São Paulo), de acordo com apuração do blog. A fase inicial da competição tem 12 jogos.

No ano passado, os grandes embolsaram cerca de R$ 19 milhões pelas transmissões no Estadual.

A receita em 2019 aumentaria de acordo com o desempenho palmeirense na competição por conta das premiações pagas pela FPF, entidade com a qual o clube está rompido.

Conforme apurou o blog, campeão paulista levará R$ 5 milhões. Ou seja, contando cota de TV e premiação por título, o Palmeiras poderia levantar por volta de R$ 29 milhões em dois meses e meio para disputar 18 partidas. Nesse caso, a competição renderia ao clube cerca de R$ 1,6 milhão por apresentação.

Galiotte rompeu com a federação por entender que pênalti a favor de seu time na final deste ano, contra o Corinthians, foi anulado com interferência externa.

Depois da partida, chamou o Paulista de campeonato pequeno. Repetiu a afirmação para a rádio Jovem Pan, na semana passada, ao dizer que não participará de reunião sobre a competição na próxima terça.

“Para o projeto do Palmeiras, o (Paulista) é pequeno”, disse o cartola. A tese é de que em comparação aos outros campeonatos que o clube participa o Estadual é menor. Por isso, com os planos para a temporada inteira em mãos, a comissão técnica vai decidir as escalações mais adequadas para o torneio.

Em termos comparativos, a Copa do Brasil de 2018 ofereceu R$ 50 milhões para seu campeão (Cruzeiro) e R$ 20 milhões ao vice (Corinthians), sem contar bônus nas fases anteriores. Os finalistas disputaram oito jogos, pois entraram já nas oitavas de final.

Mesmo em guerra com FPF, Palmeiras aceitou prêmio em dinheiro pelo vice

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O Palmeiras recusou o troféu e as medalhas de vice-campeão paulista e ainda tem esperança de impugnar na Justiça desportiva a partida final do Estadual, mas não rejeitou o prêmio em dinheiro pelo segundo lugar.

Na última segunda (23), a Federação Paulista depositou R$ 1.650.000 na conta do clube por ele ter ficado atrás apenas do campeão Corinthians. Dirigente alviverde confirmou o recebimento à reportagem, apesar de oficialmente o clube não se manifestar sobre o assunto. A quantia foi repassada antes de o TJD (Tribunal de Justiça Desportiva), no mesmo dia, arquivar o inquérito relativo ao último jogo da competição.

O raciocínio da diretoria palmeirense é de que receber a premiação não significa desistir de brigar pela impugnação do jogo decisivo, vencido por 1 a 0 pelo Corinthians no Allianz Parque. Os alvinegros conquistaram o título ao vencerem a disputa de pênaltis. A contestação acontece por suposta interferência externa na anulação de pênalti para os donos da casa.

Para a direção alviverde, conforme apurou a reportagem, não era o caso de aceitar ou não a bonificação. E receber o dinheiro não significa, na opinião dos cartolas, admitir a segunda colocação. A luta continua. E, numa hipotética mudança de resultado, a agremiação poderia pedir complementação da premiação.

Normalmente, porém, federações e CBF notificam os clubes antes de efetuar o pagamento de premiações. Ou seja, teoricamente, o Palmeiras poderia ter manifestado o interesse de receber a quantia só depois de esgotadas suas chances de impugnar o resultado.

Procurado, o departamento de comunicação do Palmeiras afirmou que o tema premiação “é um assunto interno que está sendo tratado exclusivamente pelo presidente Maurício Galiotte. Não iremos dar declarações sobre isso”.

O clube sustenta que seu objetivo é comprovar a influência externa no lance e que o pedido de impugnação foi feito para seguir os trâmites do TJD.

A área de comunicação da federação informou que a entidade não se pronunciaria.

Também nesta segunda, a FPF depositou R$ 5 milhões na conta do Corinthians pelo título estadual.

Com Danilo Lavieri, do UOl, em São Paulo

 

 

 

 

Palmeiras deve prêmio de título para ao menos 2 atletas que deixaram time

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No final da noite de 2 de dezembro de 2015, o zagueiro Jackson e o lateral João Paulo comemoravam o título da Copa do Brasil pelo Palmeiras. Hoje, oito meses depois, eles são colegas de time no Bahia e ainda não receberam a premiação prometida pelo alviverde pela conquista.

Procurada pelo blog, a dupla confirmou o débito. “Até hoje não pagaram. Já falei com o (gerente de futebol) Cícero (Souza), com o (diretor remunerado) Alexandre Mattos, só não cheguei até o (presidente Paulo) Nobre. Procurei os dois para ter uma posição, mas eles falam que vão conversar com o (departamento) financeiro do clube e não passam posição nenhuma, não dão uma data. O que eu quero é só uma satisfação. Podem me dar um prazo, eu posso esperar, mas eu preciso de um prazo. Depois do título, o combinado era pagar em cinco prestações, a partir de janeiro, mas não pagaram nem a primeira, nem a última, não pagaram nenhuma”, afirmou Jackson.

“Estou na mesma situação do Jackson, quem saiu do clube no final do ano passado não recebeu. O que sei é que eles pagaram tudo para quem ficou no Palmeiras”, disse João Paulo.

O blog não conseguiu confirmar outros casos de atletas que saíram da equipe e levaram calote. A assessoria de imprensa do clube disse apenas que “a Sociedade Esportiva Palmeiras não se manifestará por entender que o Blog do Perrone não é o foro adequado para discutir seus assuntos financeiros”.

A premiação combinada pelo Palmeiras era de R$ 250 mil divididos em cinco parcelas para quem participasse de todos os jogos do time no torneio. “Eu e o Prass somos os que mais jogaram. Das 12 partidas, participamos de 11”, afirmou Jackson.

Ele e João Paulo ainda não decidiram se vão entrar na Justiça para tentar receber o prêmio, que, como de praxe, não está registrado em contrato. Até agora não pensei nisso, mas há de se conversar. Não sou só eu, tem mais jogadores sem receber. Se todo mundo que não recebeu quiser entrar na Justiça, a gente entra também, não vamos estar fazendo nada de errado. Eles poderiam entrar num acordo, dar uma posição, ligar, mas é a gente que tá correndo atrás e sempre ouvindo a mesma resposta, que vão resolver, mas eles nem dão um prazo”, declarou João Paulo.

“Tenho carinho enorme pela instituição, fiz muitos amigos ali, o torcedor do Palmeiras tem um carinho enorme, eles me pedem para voltar. Então, o que eles (dirigentes) estão fazendo não vai apagar isso. Mas vou procurar um advogado para ver até onde eu posso ir para tentar receber. Se tiver que fazer alguma coisa, não vou fazer com gosto, mas vou fazer. Não estou pedindo favor. É uma coisa que eu conquistei. Por que pagaram outros jogadores e não me pagaram? Quem ficou no clube recebeu, e quem saiu? Acredito que todos têm o mesmo direito, todo mundo brigou por um objetivo”, afirmou Jackson.

Os dois jogadores também se disseram incomodados pela fato de a diretoria passar uma imagem de que colocou as finanças em ordem enquanto deve para eles. “Fico chateado pra caramba por causa disso. Vejo matéria por aí dizendo que eles fecham o mês com tudo redondinho, no verde, e realmente não está assim”, desabafou Jackson.

Sem dinheiro, Santos não combina prêmio por título. Vai dar o que tiver

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Reveja as melhores fotos de Santos x SP

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A falta de dinheiro fez o Santos quebrar uma tradição seguida por clubes que chegam a finais: fazer reunião com os jogadores e definir a premiação pelo título.

Em meio a uma grave crise financeira, a diretoria do clube preferiu não prometer um valor fixo. Temia não conseguir cumprir a promessa e estragar o que chama de excelente relacionamento com os atletas.

Se o time bater o Palmeiras na decisão do Estadual, haverá premiação, mas a quantia será a que o clube tiver disponível. A nova postura não significa um problema, porque os atletas não cobraram a definição do bônus.

“Eles não pediram reunião para discutir prêmio, então, não marcamos nada pra falar disso. Agora, como vou prometer um valor que não tenho? Mas eles vão ser recompensados, pode ter certeza disso”, afirmou ao blog Modesto Roma Júnior, presidente santista.

Oferecer uma gorda recompensa agora também seria uma contradição dolorida para jogadores que estão com até sete meses de direitos de imagem atrasados. Os salários registrados em carteira de trabalho e os bichos por vitória estão sendo pagos.

Até aqui, os atletas não demonstram irritação por conta dos atrasos, que se acumulam desde o ano passado, durante a gestão de Odílio Rodrigues.

Diretores e o presidente atuais atribuem a compreensão do elenco, entre outros fatores, a uma conversa franca com o grupo em janeiro. No vestiário, também estava o ex-presidente Marcelo Teixeira. Depois de Modesto explicar a situação em que assumiu o clube, Robinho tomou a palavra e perguntou se a diretoria garantia que todas as remunerações atrasadas seriam quitadas. A resposta foi afirmativa, e o atacante declarou que o elenco compreenderia a situação.

Para ganhar a confiança dos atletas, a diretoria diz que no começo do ano quitou os salários de janeiro, o décimo terceiro e mais três salários atrasados de 2014. Só que nenhum direito de imagem foi pago.

“O segredo é ser verdadeiro com eles, com os funcionários de modo geral. Tem que mostrar que você não está sacaneando, está trabalhando para arrumar o dinheiro e vai pagar”, disse Modesto.

Após desperdício com empates em 2013, Corinthians só premia título ou vaga

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Os jogadores do Corinthians não vão ganhar um centavo de bicho pelo empate sem gols com o Criciúma neste domingo, o nono da equipe, no Brasileirão. Traumatizada pelo prejuízo amargado pelo clube no ano passado com os jogos que terminaram em igualdade, a direção decidiu pagar premiação apenas por título ou vaga na Libertadores.

Levantar o caneco, possibilidade que diminui conforme aumenta a coleção de empates, valerá R$ 250 mil para cada jogador, conforme o número de atuações.

A decisão de mudar o sistema de bonificação foi tomada no início do ano, quando Ronaldo Ximenes assumiu a direção de futebol com uma conta de R$ 5 milhões para pagar referentes a bichos de 2013, a maioria relativa ao Brasileirão. Com pouco dinheiro em caixa, o clube fez um acordo para parcelar o pagamento em dez vezes.

Ou seja, o Corinthians paga em 2014 uma conta milionária por ter ficado apenas no décimo lugar do Nacional de 2013. Na ocasião, 17 empates renderam aos jogadores a metade do bicho recebido pelas 11 vitórias na competição.

Se mantiver a média atual, o time comandado por Mano Menezes vai superar em um empate o número de igualdades da equipe orientada por Tite. Afinal, caso tenha no segundo turno desempenho idêntico ao do primeiro, encerrado neste domingo, o alvinegro terminará o Nacional com 18 empates.

É muita grana

Leia o post original por RicaPerrone

Hoje recebi um balanço de quanto os clubes da Champions League receberam na última temporada por terem disputado o torneio.  É algo bizarro! Digno de justificar cada investimento em jogador tanto quanto de contestar como podem se endividar.

Para base de comparação, por mais absurda que seja e sabendo que somos um único país de economia mais forte no continente, o campeão da Libertadores não leva pra casa uma premiação maior do que 12 milhões de REAIS.  Ou seja, três vezes menos do que o time da Champions que menos faturou apenas por ter participado.

E não, não acho isso um demérito da Conmebol apenas.  Não se pode obrigar que os países da América do Sul tenham poder para competir com os mais ricos europeus. É uma questão que sai do futebol.  A questão, na verdade, é descobrir se vale a pena mesmo continuar disputando a Libertadores como ela é hoje ou se é hora de colocar a América do Norte nessa brincadeira e tentar, no mínimo, triplicar esses valores.

Bola de Ouro para o Portuga

Leia o post original por Pedro Ernesto

ZÉ ALBERTO ANDRADE – interino
ze.alberto@rdgaucha.com.br

Chegou a surpreender o percentual apertado na eleição do melhor jogador do mundo da Fifa. Cristiano Ronaldo era barbada em merecimento. O atacante do Real Madrid, mesmo sem títulos com seu clube, esbanjou futebol, foi professor na arte de fazer gols e classificou a seleção portuguesa para a Copa. Messi é melhor pelo conjunto da obra, mas 2013 foi o ano do português, que mostrou na cerimônia que pode se emocionar.

O francês Ribéry acabou em um honroso terceiro lugar na festa, que foi justíssima ao premiar o golaço do sueco Ibrahimovic com o Troféu Puskas. Acima de tudo, fez muito bem em homenagear sua majestade, o Rei Pelé, primeiro, único e inigualável. Sobraram lágrimas no grande evento em que a outra estrela brasileira a brilhar foi a apresentadora gaúcha Fernanda Lima.

He-Man

Rafael Moura tem o direito e faz bem em se defender das críticas. O problema é que números muitas vezes omitem verdades. A média de gols, por ele apresentada com certo orgulho, de um gol a cada três jogos, é muito ruim para um atacante. Especialmente, quando se pensa que ele tem vocação para artilheiro.

A comparação com seus companheiros não é boa, pois o ataque fracassou em 2013. Também não faz parte da estatística o número de gols desperdiçados, como aquele contra o Atlético-PR, que poderia classificar o time na Copa do Brasil. A reabilitação é possível em 2014, mas 2013 não tem nada demais.

Quebra-gelo

Observações de torcedores e mesmo da imprensa que está em Bento dão conta de que Edinho já figura entre os destaques do grupo. Seja pela desenvoltura no relacionamento, pela naturalidade nas atividades ou mesmo no assédio da galera.

Começa a ser assimilada a surpresa profunda pela contratação do ex-colorado, que se vale da experiência e da “cabeça feita”. Sem fantasmas e muito profissional para conquistar seu espaço, seja no time ou até no coração da torcida.

Na festa da Fifa, em Zurique, houve uma lembrança muito bacana para os brasileiros. Mesmo que tenha quebrado o protocolo e falado mais do que o previsto, Amarildo merece reverência que por vezes é esquecida. Craque no Botafogo, ídolo na Itália, foi fundamental para a conquista do Mundial na Seleção em 1962, no Chile.

Grupo de funcionários do departamento de futebol do Corinthians reclama por ficar sem prêmio do Mundial

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Funcionários do departamento de futebol do Corinthians que não receberam prêmio pelo título Mundial de Clubes se queixam  da diretoria. Estão insatisfeitos porque três profissionais do setor administrativo, sem ligação direta com o elenco, ganharam bônus pela conquista.

Conforme revelou o blog no último sábado, um engenheiro, o gerente de logística e o superintende administrativo, que cuida do Parque São Jorge, foram agraciados.

Ao menos dez empregados do departamento de futebol ficaram sem premiação. Eles não foram ao Japão. Boa parte deles ficou responsável por cuidar dos jogadores que voltariam mais cedo das férias enquanto os campeões mundiais descansavam. Também trabalharam com o grupo na preparação para a competição no Japão.

Após os protestos, descontentes receberam a informação de que os dirigentes estariam estudando dar a eles uma premiação de aproximadamente R$ 2 mil (por pessoa). Cada um dos três integrantes do departamento administrativo premiados ganhou entre R$ 10 mil e R$ 30 mil.

“O Corinthians não comenta questões internas publicamente”, disse a assessoria de imprensa do clube ao blog.

Conselheiros corintianos querem devolução de premiação pelo Mundial dada a funcionários de fora do futebol

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Conselheiros do Corinthians querem pedir a devolução da premiação recebida por funcionários de fora do departamento de futebol pela conquista do Mundial.

Conforme o blog revelou neste sábado, foram agraciados um engenheiro, um gerente de logística, que entre outras funções agiliza check-in dos jogadores em aeroportos, e um superintendente administrativo, responsável até por supervisionar a manutenção de elevadores do Parque São Jorge. Ele receberam entre R$ 10 mil e R$ 30 mil de bônus.

“Dese jeito, deveriam dar prêmio também ao piloto do avião da delegação. Vou pedir no Conselho Deliberativo que eles comprovem a prestação dos serviços que justificam gorjeta de R$ 30 mil. Se não explicarem, vão ter que devolver”, disse ao blog Romeu Tuma Júnior, delegado e conselheiro do clube.

“Não descarto provocar o Ministério Público para apurar essa história. Com o patrocínio da Caixa, existe dinheiro público no Corinthians, então vale a fiscalização do MP. O clube não pode distribuir dinheiro só porque um dirigente gosta de determinado funcionário, não é a casa da mãe Joana”, completou Tuma Júnior.

Entre os que querem explicações está o ex-diretor administrativo André Luiz de Oliveira, o André Negão. “Estamos apurando os fatos para decidir se vamos levar o caso ao Conselho Deliberativo”, afirmou o ex-dirigente.

As principais queixas são que a premiação deveria ficar restrita ao departamento de futebol e que é difícil justificar que um funcionário com menos de um ano de casa mereça R$ 30 mil de premiação. Esse é o caso do superintendente administrativo Vágner.

José Max Reis Alves, diretor de gestão administrativa, diz que indicou à presidência os funcionários de seu departamento que mereciam  bônus. Alega que eles desenvolveram atividades ligadas ao elenco que foi ao Japão, como antecipar o check-in dos atletas no aeroporto e varar a madrugada no clube para solucionar problemas com os telefones celulares do grupo.

Conselheiros descontentes agora querem comprovar se de fato houve o serviço prestado durante a madrugada, além de esmiuçar as atividades do trio para conhecer a qualidade de seu trabalho.

Uma das sugestões é para que eles devolvam o dinheiro que, em seguida, seria repassado a funcionários do departamento de futebol com vencimentos mais modestos.