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R10 tem audiência hoje e pode voltar ao Brasil: o que se sabe sobre o caso

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Nesta segunda (24), a Justiça paraguaia realiza audiência que pode determinar a volta de Ronaldinho e seu irmão, Assis, ao Brasil.

Na sessão, com a participação dos ex-jogadores, o juiz do caso decidirá se homologa o pedido do Ministério Público para que seja concedida liberdade condicional aos irmãos. Se isso acontecer, a expectativa da defesa é de que na terça eles já retornem ao Brasil.

Como os advogados dos brasileiros não se opuseram à indicação do MP, a tendência é de que a liberdade condicional seja concedida.

Caso ocorra a homologação, o processo por porte e uso de documentos paraguaios com conteúdo falso contra Ronaldinho ficará suspenso por um ano mediante pagamento de multa por dano social no valor de US$ 90 mil.

No caso de Assis, a suspensão seria por dois anos e a multa estipulada em US$ 110 mil. O MP pede também para que ambos se apresentem trimestralmente à Justiça brasileira.

Se ambos cumprirem todas as exigências, ficarão livres dos processos ao final das suspensões.

A defesa acredita num trâmite rápido para a liberação do retorno dos dois ao Brasil em caso de homologação do pedido do Ministério Público.

Um dos facilitadores é o fato de já haver um depósito judicial como fiança no valor de US$ 1,6 milhão. Assim, não será preciso que a dupla providencie nova transferência de dinheiro para o Paraguai a fim de pagar as multas. A quantia será descontada do montante referente à fiança, que será devolvido aos dois.

Os termos para a suspensão do processos de Ronaldinho são mais brandos porque o MP acredita não haver provas de que ele se envolveu na confecção dos passaportes e cédulas de identidade com conteúdo falsificado.

Porém, a promotoria entende que a perícia no celular de Assis mostra que ele sabia das falsificações antes de chegar ao Paraguai. Sua defesa, no entanto, diz que ele acreditava que a papelada era oficial.

Os irmãos foram presos em março depois de entrarem no país com a documentação falsa. Primeiro, ficaram 32 dias presos num quartel adaptado para funcionar também como prisão.

Em abril, eles foram autorizados a ficar em prisão domiciliar num hotel de luxo em Assunção, no qual aguardam o momento da audiência.

Ronaldinho completa 4 meses de prisão e encara ‘silêncio’ de autoridades

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Nesta segunda (6) Ronaldinho Gaúcho e seu irmão, Assis, completam quatro meses presos no Paraguai sob a acusação de portarem e usarem documentos paraguaios com conteúdo falso ao entrarem no país. Neste momento os ex-jogadores encaram, em prisão domiciliar num hotel, uma longa espera e o silêncio das autoridades locais sobre o último recurso tentado pela defesa, em maio.

“O Ministério Público está em total silêncio, eis que não encontrou nada contra nossos clientes. Nada! E, agora, o MP não tem como se explicar pela ilegal e arbitrária prisão”, disse ao blog Sérgio Queiroz, advogado dos irmãos.

O recurso contesta o que a defesa chama de nulidades que acarretaram na prisão preventiva de ambos no começo de março, transformada em domiciliar em abril mediante fiança de US$ 1,6 milhão.

O MP nega que tenham existido irregularidades. A Justiça não informou aos advogados de Ronaldinho quando julgará o recurso.  “O recurso pode ser julgado a qualquer momento”, declarou Queiroz.

A prisão preventiva/domiciliar pode durar até seis meses. Dentro desse prazo, que se encerra no início de setembro, o MP deve concluir suas investigações e apresentá-las à Justiça.

Quando diz que o MP não encontrou nada contra seus clientes, Queiroz se refere principalmente ao fato de os celulares dos irmãos terem sido periciados sem que nada comprometedor fosse encontrado.

Aguardar a análise dos aparelhos foi um  um dos motivos usados pelo Ministério Público para pedir a manutenção da prisão dos brasileiros.

Os promotores alegaram na ocasião que queriam ver se havia mensagens que pudessem indicar o envolvimento dos irmãos com o que eles acreditam ser uma organização criminosa especializada, principalmente, em lavagem de dinheiro.

O MP confirma que não encontrou nos aparelhos provas desse suposto envolvimento.

Ronaldinho e Assis alegam que foram ao país para que o ex-jogador do Barcelona participasse de evento beneficente. Eles confirmam terem pedido os documentos paraguaios, incluindo passaportes, mas alegam que pensavam se tratar de papéis válidos.

A documentação teria sido oferecida aos dois por interlocutores como uma forma de facilitar a eventual abertura de uma empresa no Paraguai, caso eles tivessem interesse de um dia fazer negócios no país.

A investigação já culminou numa série de prisões de pessoas acusadas de envolvimento na obtenção dos documentos por parte dos ex-jogadores.

Ronaldinho Gaúcho e Assis voltam a recorrer em processo no Paraguai

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Os advogados de Ronaldinho Gaúcho e de seu irmão, Assis, entraram com pelo menos mais um recurso na Justiça paraguaia para tentar colocar os ex-jogadores em liberdade.

A ideia é recorrer contra o que os defensores chamam de nulidades do processo que culminou com a prisão preventiva de ambos por porte e uso de documentos paraguaios com conteúdo falso.

Primeiro, durante 32 dias, eles cumpriram a prisão preventiva, que pode durar até seis meses, num quartel adaptado para funcionar também como cadeia. No mês passado, seus advogados conseguiram que eles fossem transferidos para o regime de prisão domiciliar num hotel de Assunção. Lá os brasileiros aguardam o desenrolar do processo.

A nova tentativa de recurso foi possível porque no último dia 4 entrou em vigor no Paraguai a “quarentena inteligente”. A medida visa o relaxamento progressivo do distanciamento social imposto para combater o avanço do novo coronavírus.

Com a nova configuração, serviços da Justiça paraguaia que estavam suspensos foram retomados. Durante o período mais rigoroso da quarentena só procedimentos considerados urgentes eram possíveis, o que limitou a ação dos advogados dos brasileiros.

A a defesa de Ronaldinho e Assis não quis detalhar os recursos, alegando que o sigilo é necessário para preservar sua estratégia.

Como Ronaldinho convenceu Justiça e optou por prisão em hotel

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Na quarta-feira da semana passada, a defesa de Ronaldinho Gaúcho e Assis já sabia que a perícia no celular dos irmãos, feita a pedido do Ministério Público paraguaio, não havia encontrado dados incriminadores. Com essa informação, começou o trabalho para transformar a prisão preventiva de ambos em domiciliar. O plano foi concluído com sucesso nesta terça (7). Depois de 32 dias presos preventivamente na  “Agrupación Especializada de la Policia Nacional”, em Assunção, eles foram autorizados a ficar em prisão domiciliar num hotel enquanto durar o processo.

Nesta quarta, os advogados dos brasileiros devem se reunir para traçar nova estratégia com o objetivo de colocar a dupla em liberdade.

Os defensores dos ex-jogadores confiavam que conseguiriam convencer o Ministério Público e a Justiça a aceitar a prisão domiciliar se o exame nos aparelhos telefônicos não apontasse indícios de outros crimes, além de porte e uso de documentos paraguaios com conteúdo falso.

Quando recusaram dois pedidos semelhantes, promotores e a Justiça alegaram que era preciso averiguar se os brasileiros tinham alguma outra ligação com demais envolvidos no caso.

O principal objetivo era saber qual o vínculo dos irmãos com Dalia López, empresária foragida da Justiça paraguaia. Ronaldinho participaria de evento da ONG comandada por ela. López  pediu para dois intermediários providenciarem cédulas de identificação e passaportes paraguaios para os brasileiros. Entre outras questões, a empresária é suspeita de prática de lavagem de dinheiro. Seus advogados negam que ela tenha cometido crimes.

“Nós sabíamos que nada seria encontrado no celulares porque não existe mais nada além dos documentos”, afirmou ao blog Sérgio Queiroz, advogado brasileiro de Ronaldinho e Assis.

Com a informação de que o MP não havia encontrado outros vínculos entre os brasileiros e López, Queiroz e os defensores paraguaios decidiram pedir novamente a troca da prisão preventiva pela domiciliar. Esse era um dos poucos pedidos que poderiam fazer durante a quarentena no Paraguai para tentar evitar o avanço do novo coronavírus. Apenas solicitações consideradas urgentes podem ser feitas à Justiça local neste momento.

O primeiro passo foi pensar na fiança a ser oferecida. Precisava ser um valor substancial a ponto de Ministério Público e Justiça entenderem que Ronaldinho e Assis não fugiriam, deixando a quantia para trás.

No primeiro pedido de prisão domiciliar, a garantia seria um imóvel emprestado avaliado em pouco menos de US$ 800 mil. Promotores e juízes consideraram o valor baixo perto do poder aquisitivo dos irmãos.

Na segunda tentativa, foi recusada  proposta de fiança de US$ 1,6 milhão via depósito judicial. As autoridades bateram na tecla de que precisavam ampliar as investigações, principalmente fazendo perícia nos celulares dos ex-jogadores.

Com a informação de que os peritos não tinham nada contra Ronaldinho e Assis, os advogados decidiram manter a oferta de US$ 1,6 milhão.

O trabalho, então, foi providenciar a transferência da quantia para uma conta judicial no Banco Nacional de Fomento do Paraguai.

Outra etapa foi encontrar um local para oferecer como moradia dos irmãos para a Justiça. Na primeira tentativa rejeitada pelas autoridades, foi apresentada uma luxuosa casa cedida por um empresário paraguaio. Na segunda oportunidade, os advogados ofereceram como opção um apartamento a ser alugado. Na ocasião alegaram que o imóvel menor seria mais fácil de ser vigiado.

Desta vez, no entanto, escolheram um hotel por causa das rigorosas medidas de restrição de locomoção em Assunção por conta da pandemia de Covid-19.

O entendimento foi de que a logística seria mais fácil no hotel. Em um imóvel residencial, o stafe dos brasileiros avaliou que teria dificuldade para transitar pela capital paraguaia com o objetivo de comprar mantimentos e material de limpeza, além das dificuldades para encontrar funcionários.

No hotel, os irmãos passam a ter tudo isso à mão. Foi escolhido um local no qual pelo menos um dos advogados já tinha se hospedado e considerava confortável. O hotel Palmaroga aceitou receber os brasileiros e assinou  termo para ser apresentado à Justiça.

Com tudo pronto, os advogados fizeram o pedido pela prisão domiciliar nesta terça pela manhã. No final da tarde já tinham conseguido a resposta positiva do MP e da Justiça.

Ronaldinho e Assis não poderão sair do hotel, mas terão trânsito livre na dependência do estabelecimento, segundo Queiroz. O local conta com piscina e sala de ginástica. Ainda segundo o advogado brasileiro dos irmãos, só poderá haver guardas do lado de fora do hotel. Eles não podem receber visitas que não sejam de seus advogados. Isso já acontecia no quartel adaptado para ser também prisão no qual eles estavam.

“Foi restabelecida uma parte da Justiça. A outra será restabelecida quando eles forem colocados em liberdade”, afirmou Queiroz ao blog. A defesa dos irmãos alega uma série de irregularidades no processo que culminou com a prisão preventiva de ambos e ainda aguarda a análise de duas apelações pedindo a anulação de decisões que resultaram na prisão de seus clientes.

O Ministério Público nega existirem falhas e aponta que ainda há investigações a serem feitas.

“Aceitamos o pedido da defesa, por um lado, por causa do avanço investigativo. Por outro lado, por que os processados ofereceram uma quantia que entendemos garantir que eles se submeterão à prisão domiciliar”, afirmou Osmar Legal, um dos promotores responsáveis pelo caso.

Ronaldinho e Assis superam veto a visitas em prisão com telefone emprestado

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Presos em Assunção, no Paraguai, Ronaldinho e seu irmão Assis contam com um telefone emprestado pela administração do presídio para contornar a falta de visitas. A entrada de visitantes na “Agrupación Especializada de la Policia Nacional” está proibida como medida de combate ao avanço do novo coronavírus. Os detentos só podem receber seus advogados.

Indagado pelo blog se Ronaldinho tem acesso a um celular no presídio, o administrador do quartel adaptado para funcionar também como casa de detenção disse: “emprestamos um telefone em algumas ocasiões. É Assis quem o usa”, afirmou Blas Vera.

De acordo com o administrador, todos os detentos têm direito ao aparelho emprestado para falar com familiares de uma a duas vezes por semana. A medida visa compensar a proibição de visitas.

Também segundo Vera, para poderem realizar as ligações, por questões de segurança, os detentos precisam registrar os números que serão chamados.

Como mostrou o blog, seguindo orientação da Justiça paraguaia, o quartel e presídio tem incentivado os presos a praticarem atividades de lazer. Futevôlei e futsal são as preferidas do ex-jogador do Barcelona.

Ronaldinho e Assis estão em prisão preventiva por portarem e usarem documentos paraguaios com conteúdo falso para entrarem no país.

A defesa espera pela conclusão de perícia em seus celulares. Os advogados avaliam que eles serão colocados em liberdade depois dos exames nos aparelhos.

 A tese é de que o Ministério Público não encontrará indícios de participação dos dois em outros crimes que não sejam porte e uso de documentos falsificados, considerados de menor potencial. A prisão preventiva pode durar até seis meses.

Futevôlei de Ronaldinho faz parte de ação para compensar falta de visita

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As imagens que viralizaram nas redes sociais com Ronaldinho Gaúcho jogando futevôlei na prisão no Paraguai foram feitas no último sábado (28).

Segundo Blass Vera, administrador do quartel e presídio em que o ex-jogador do Barcelona está preso em Assunção, a orientação das autoridades locais é estimular os detentos a praticarem atividades de recreação para compensar a ausência de visitantes. As visitas estão proibidas nos presídios paraguaios como parte das medidas para tentar combater o avanço do novo coronavírus. Os presos só podem receber advogados.

“Por causa da proibição de visitas aos presos, o Ministério da Justiça recomenda dar a eles atividades recreativas (futevôlei, futsal, bilhar pinge-pongue e outros)”, escreveu Veras em mensagem ao blog.

De acordo com o administrador da “Agrupación Especializada de la Policia Nacional”, Ronaldinho joga “futsal” ou “futevôlei” quase todos os dias.

Num primeiro momento, quando as medidas contra a contaminação foram adotadas, os detentos deixaram de praticar esportes e ficaram ainda mais reclusos segundo o próprio Vera. O quadro agora mudou.

Porém, esportes coletivos, como o futsal, estão entre as atividades que médicos recomendam evitar para reduzir as chances de contaminação pelo novo coronavírus.

De acordo com Vera, o quartel e prisão que ele comanda não registra casos confirmados e nem suspeitos de Covid-19.

Ronaldinho e seu irmão Assis estão presos preventivamente por terem portado e usado documentos paraguaios falsos para entrarem no país.

A prisão preventiva pode durar até seis meses. Mas, os advogados dos brasileiros acreditam que eles serão colocados em liberdade assim que o Ministério Público terminar de fazer perícias nos celulares de ambos. Os defensores afirmam que nada suspeito será encontrado nos aparelhos.

Os promotores responsáveis pelo caso querem saber se há indícios de os irmãos estarem envolvidos em outros crimes como lavagem de dinheiro. A defesa nega essa possibilidade e diz que eles acreditavam que os documentos eram verdadeiros.

Em meio à pandemia, defesa trabalha por volta de Marin assim que for solto

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Depois de conseguir que a Justiça americana alterasse a sentença de José Maria Marin considerando a pena cumprida, os advogados do ex-dirigente agora trabalham para viabilizar o desejo de seu cliente de retornar imediatamente ao Brasil assim que consiga deixar a prisão nos Estados Unidos.

Para isso, os advogados do ex-presidente da CBF e ex-governador de São Paulo terão que driblar os problemas de locomoção causados pelo avanço do novo coronavírus no mundo.

Marin tinha ainda nove meses de pena para cumprir por conta de condenação por prática de crimes de corrupção, acusação que sempre negou. Em 2018, ele havia sido sentenciado a quatro anos de prisão.

Os advogados do ex-presidente da CBF, de 87 anos, pediram a redução de sentença em função da idade avançada dele, alegaram que foi cumprido tempo suficiente e que com a pandemia seria um risco deixá-lo na prisão. Por conta da idade, o ex-cartola faz parte do grupo considerado de risco pelos médicos.

A defesa do dirigente espera que ele seja solto nos próximos dias, mas evita cravar uma data. Sem entrar em detalhes, Júlio Barbosa, um dos advogados de Marin, disse que ainda precisam ser finalizados procedimentos burocráticos para que seu cliente seja colocado em liberdade.

Agora, os defensores trabalham numa logística que permita Marin voltar o mais rapidamente possível para o Brasil. A pandemia provocou uma série de restrições e diminuição da oferta de voos praticamente no mundo inteiro. “Veremos tudo o que é necessário para mandar Marin de volta para casa”, afirmou Barbosa.

De acordo com dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), neste momento a previsão é de cerca de 15 voos semanais dos Estados Unidos para o Brasil. Uma alternativa para Marin seria fretar uma aeronave.

Vale lembrar que o ex-dirigente não pode retomar suas atividades no futebol porque foi banido pela Fifa.

Em aniversário, R. Gaúcho ganha bolo de advogado e apoio de chefe da prisão

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A comemoração pelo aniversário de 40 anos de Ronaldinho Gaúcho, neste sábado (21), foi discreta na prisão em que ele se encontra em Assunção, no Paraguai. A informação é de Blas Vera, administrador do quartel e presídio em que o brasileiro está e foi confirmada pela defesa do ex-jogador ao blog.

“Não teve nada especial, ele só ganhou um bolo de um advogado que veio de manhã e ficou uns cinco minutos”, disse Vera.

O mimo foi levado por um dos defensores paraguaios de Ronaldinho e seu irmão Assis, que também está preso.

Segundo o administrador da “Agrupación Especializada de la Policia Nacional” não houve nem um jogo de futebol para celebrar a data.

“Aqui está tudo parado, ninguém jogou bola. Estamos concentrados em combater o novo coronavírus. Para você ter uma ideia, temos quatro cozinheiros, mas só dois estão vindo trabalhar por medida de segurança”, afirmou  Vera.

Como mostrou o blog, desde a última quarta o quartel e presídio proibiu a entrada de visitantes. Os presos só podem receber seus advogados.

“Mas Ronaldinho, recebeu uma visita no dia de seu aniversário que não foi de advogado. Foi do chefe da Agrupación, eu. Ele e Assis estão bem. Desejei força a Ronaldinho e disse a ele que tudo vai se resolver logo”, contou o administrador.

Os irmãos estão em prisão preventiva por conta da acusação de portar e usar documentos paraguaios falsos para entrarem no país.

Por que Assis não estranhou oferta de passaporte paraguaio, segundo defesa

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Como Ronaldinho e Assis, dois caras experientes, não desconfiaram de que documentos que davam a eles nacionalidade paraguaia eram falsos sendo que ambos nem pisaram num órgão governamental para obter esses registros?

A defesa dos irmãos têm sido questionada insistentemente sobre essa falta de desconfiança da dupla.

A tese dos defensores passa pela rotina dos grandes astros do futebol. O argumento é de que boleiros famosos estão acostumados a receberem uma série de benefícios e a desfrutarem de quebras de protocolos.

Ou seja, Assis e Ronaldinho teriam achado normal receberem a papelada por “delivery” sem ter que ir a um escritório ligado ao governo paraguaio.

Assim, Ronaldinho recebe gerentes de bancos e e uma série de profissionais em casa para evitar tumultos em outros locais por conta da presença de fãs. Seria natural, segundo a defesa, essa facilidade em relação ao passaporte paraguaio.

A argumentação, no entanto, não tem sido bem aceita pela maior parte da imprensa brasileira que cobre o caso em Assunção (este blogueiro está nesse time).

Em entrevista coletiva neste domingo (8), Sérgio Queiroz, advogado brasileiro de Ronaldinho e Assis, afirmou que o irmão do ex-jogador do Barcelona admitiu ter pedido o passaporte paraguaio após receber uma oferta. Porém, tinha certeza de se tratar se documento oficial.

Segundo sua versão, a proposta foi para ele obter o documento legalmente com o objetivo de facilitar a realização de negócios no Paraguai. Entre as metas estaria uma redução em eventuais tributos a serem pagos. No entanto, ele não soube dizer quem fez a proposta.

Também segundo a defesa, Ronaldinho não teve participação no pedido de documentos paraguaios. A justificativa é de que questões administrativas ficam a cargo de Assis. Apesar disso, Queiroz negou que a estratégia da defesa seja tratar Ronaldinho como um alienado que deixa tudo nas mãos do irmão.

 

Seis questões que precisam ser explicadas no ‘caso Nuzman’

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No documento em que pediu a prisão temporária de Carlos Arthur Nuzman e de Leonardo Gryner, o Ministério Público Federal do Rio de Janeiro aponta uma série de questões que precisam ser explicadas pelos acusados de compra de votos africanos para o Rio sediar os Jogos Olímpicos de 2016 entre outras irregularidades. O blog não conseguiu localizar os defensores dos dirigentes, que negam o ato de corrupção.

Abaixo, leia os principais pontos que precisam ser esclarecidos pelo agora presidente licenciado do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) e mandatário do Comitê Organizador da Rio-2016 e pelo ex-diretor de operações do órgão responsável pela Olimpíada no Brasil.

1 – Por que Papa Diack, filho do presidente da Federação Internacional de Atletismo mandou e-mails para o COB cobrando depósito de US$ 450 mil?

Nuzman e Gryner não admitem o pagamento de propina para membros africanos do COI (Comitê Olímpico Internacional) rem no Rio como sede dos Jogos de 2016. Porém, e-mails obtidos pelo Ministério Público Federal mostram que Papa cobrou US$ 450 mil como complemento de um acordo entre as partes e cita “nosso comprometimento em Copenhague”, local da votação que escolheu a sede Olímpica. Em depoimento, Gryner afirmou que conversou com Papa sobre a realização de eventos da Federação Internacional de Atletismo, mas nenhum chegou a ser realizado. Só que a troca de e-mails dá a entender que parte do pagamento foi feita. Se não houve competição de atletismo em terras brasileiras, por que o dinheiro foi dado? Por que Papa cobrou o depósito em conta pessoal, mas não da Federação Internacional de Atletismo?

2 – Por que prestadora de serviços para o Comitê Organizador da Rio-2016  fez pagamentos para a entidade?

Planilha apreendida no COB mostram que diversos contratos foram firmados entre a empresa Massan Serviços Especializados e o Comitê Organizador dos Jogos no Rio. Eram trabalhos de hospitalidade, alimentação, limpeza, manutenção de predial, instalação de caixas em lanchonetes e de segurança em áreas específicas. Nas planilhas, há um espaço para a identificação do processo de escolha da contratada, mas todos estão em branco. Também chamou a atenção dos procuradores o fato de a Massan ter feito depósitos para o comitê. Foram pagos R$ 180,3 mil. “Ocorre que a contratada deveria receber valores não efetuar pagamentos”, diz o MPF em trecho do pedido de prisão temporária de Nuzman e Gryner. O documento diz ainda que é necessário aprofundar as investigações sobre esses pagamentos.

3 – Por que o Comitê Organizador da Rio-2016 aceitou receber de volta 30% a menos do que pagou por reservas em hotel que não foi construído?

A LSH Barra Empreendimentos Imobiliários recebeu do comitê cerca de R$ 3,8 milhões a título de reservas no Trump Hotel, que seria inaugurado a tempo de ser usado na Olimpíada. Porém, o hotel não ficou pronto e a entidade presidida por Nuzman aceitou dar um desconto de 30% na dívida, além de não cobrar nenhum uma multa da parceira. Documento sobre a devolução do dinheiro diz que o desconto tem o objetivo de acelerar o recebimento do montante. O argumento, no entanto, não convenceu os procuradores. A LSH tem como um de seus sócios Arthur Soares, que segundo o MPF lucrou irregularmente com obras no Rio tendo a ajuda do ex-governador Sérgio Cabral.

4 – Como Nuzman enriqueceu?

De acordo com relatório conseguido pelo Ministério Público Federal a partir da quebra de sigilo fiscal de Nuzman, o dirigente dobrou seu patrimônio em 2014. Naquele ano, houve aumento de aproximadamente R$ 4,2 milhões, sendo que R$ 3,8 milhões são referentes a ações de companhia sediada nas Ilhas Virgens Britânicas, famoso paraíso fiscal. Segundo o documento, as declarações de renda do cartola não registram remuneração recebida por meio do COB ou do Comitê Organizador da Rio-2016. Os ganhos são justificados por Nuzman com recebimentos de pessoas físicas e do exterior, porém não há explicações sobre quem o remunerou, conforme dizem os procuradores.

5 – Por que barras de ouro só foram declaradas após operação da Polícia Federal?

O Ministério Público Federal afirma que Nuzman só retificou sua declaração de imposto de renda para informar possuir 16 barras de ouro de um quilo cada na Suíça depois de apreensão de documentos em sua casa que poderiam servir como mapa para encontrar o tesouro secreto. Para o MPF, a correção foi feita por que o cartola sabia que seus pertences apreendidos poderiam levar até ouro. Assim, tentou legalizar as valiosas barras. Mas os procuradores apontam que na retificação não foram registrados ganhos que justificassem a reluzente aquisição.

6 – Por que Nuzman paga parte considerável de suas contas em dinheiro?

Segundo o MPF, documentos apreendidos na casa do dirigente mostram que grande parte de suas contas é paga em espécie. Os procuradores classificam o hábito como um “engendro característico do sistema de lavagem de capitais”.