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Ronaldinho e Assis superam veto a visitas em prisão com telefone emprestado

Leia o post original por Perrone

Presos em Assunção, no Paraguai, Ronaldinho e seu irmão Assis contam com um telefone emprestado pela administração do presídio para contornar a falta de visitas. A entrada de visitantes na “Agrupación Especializada de la Policia Nacional” está proibida como medida de combate ao avanço do novo coronavírus. Os detentos só podem receber seus advogados.

Indagado pelo blog se Ronaldinho tem acesso a um celular no presídio, o administrador do quartel adaptado para funcionar também como casa de detenção disse: “emprestamos um telefone em algumas ocasiões. É Assis quem o usa”, afirmou Blas Vera.

De acordo com o administrador, todos os detentos têm direito ao aparelho emprestado para falar com familiares de uma a duas vezes por semana. A medida visa compensar a proibição de visitas.

Também segundo Vera, para poderem realizar as ligações, por questões de segurança, os detentos precisam registrar os números que serão chamados.

Como mostrou o blog, seguindo orientação da Justiça paraguaia, o quartel e presídio tem incentivado os presos a praticarem atividades de lazer. Futevôlei e futsal são as preferidas do ex-jogador do Barcelona.

Ronaldinho e Assis estão em prisão preventiva por portarem e usarem documentos paraguaios com conteúdo falso para entrarem no país.

A defesa espera pela conclusão de perícia em seus celulares. Os advogados avaliam que eles serão colocados em liberdade depois dos exames nos aparelhos.

 A tese é de que o Ministério Público não encontrará indícios de participação dos dois em outros crimes que não sejam porte e uso de documentos falsificados, considerados de menor potencial. A prisão preventiva pode durar até seis meses.

Futevôlei de Ronaldinho faz parte de ação para compensar falta de visita

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As imagens que viralizaram nas redes sociais com Ronaldinho Gaúcho jogando futevôlei na prisão no Paraguai foram feitas no último sábado (28).

Segundo Blass Vera, administrador do quartel e presídio em que o ex-jogador do Barcelona está preso em Assunção, a orientação das autoridades locais é estimular os detentos a praticarem atividades de recreação para compensar a ausência de visitantes. As visitas estão proibidas nos presídios paraguaios como parte das medidas para tentar combater o avanço do novo coronavírus. Os presos só podem receber advogados.

“Por causa da proibição de visitas aos presos, o Ministério da Justiça recomenda dar a eles atividades recreativas (futevôlei, futsal, bilhar pinge-pongue e outros)”, escreveu Veras em mensagem ao blog.

De acordo com o administrador da “Agrupación Especializada de la Policia Nacional”, Ronaldinho joga “futsal” ou “futevôlei” quase todos os dias.

Num primeiro momento, quando as medidas contra a contaminação foram adotadas, os detentos deixaram de praticar esportes e ficaram ainda mais reclusos segundo o próprio Vera. O quadro agora mudou.

Porém, esportes coletivos, como o futsal, estão entre as atividades que médicos recomendam evitar para reduzir as chances de contaminação pelo novo coronavírus.

De acordo com Vera, o quartel e prisão que ele comanda não registra casos confirmados e nem suspeitos de Covid-19.

Ronaldinho e seu irmão Assis estão presos preventivamente por terem portado e usado documentos paraguaios falsos para entrarem no país.

A prisão preventiva pode durar até seis meses. Mas, os advogados dos brasileiros acreditam que eles serão colocados em liberdade assim que o Ministério Público terminar de fazer perícias nos celulares de ambos. Os defensores afirmam que nada suspeito será encontrado nos aparelhos.

Os promotores responsáveis pelo caso querem saber se há indícios de os irmãos estarem envolvidos em outros crimes como lavagem de dinheiro. A defesa nega essa possibilidade e diz que eles acreditavam que os documentos eram verdadeiros.

Em meio à pandemia, defesa trabalha por volta de Marin assim que for solto

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Depois de conseguir que a Justiça americana alterasse a sentença de José Maria Marin considerando a pena cumprida, os advogados do ex-dirigente agora trabalham para viabilizar o desejo de seu cliente de retornar imediatamente ao Brasil assim que consiga deixar a prisão nos Estados Unidos.

Para isso, os advogados do ex-presidente da CBF e ex-governador de São Paulo terão que driblar os problemas de locomoção causados pelo avanço do novo coronavírus no mundo.

Marin tinha ainda nove meses de pena para cumprir por conta de condenação por prática de crimes de corrupção, acusação que sempre negou. Em 2018, ele havia sido sentenciado a quatro anos de prisão.

Os advogados do ex-presidente da CBF, de 87 anos, pediram a redução de sentença em função da idade avançada dele, alegaram que foi cumprido tempo suficiente e que com a pandemia seria um risco deixá-lo na prisão. Por conta da idade, o ex-cartola faz parte do grupo considerado de risco pelos médicos.

A defesa do dirigente espera que ele seja solto nos próximos dias, mas evita cravar uma data. Sem entrar em detalhes, Júlio Barbosa, um dos advogados de Marin, disse que ainda precisam ser finalizados procedimentos burocráticos para que seu cliente seja colocado em liberdade.

Agora, os defensores trabalham numa logística que permita Marin voltar o mais rapidamente possível para o Brasil. A pandemia provocou uma série de restrições e diminuição da oferta de voos praticamente no mundo inteiro. “Veremos tudo o que é necessário para mandar Marin de volta para casa”, afirmou Barbosa.

De acordo com dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), neste momento a previsão é de cerca de 15 voos semanais dos Estados Unidos para o Brasil. Uma alternativa para Marin seria fretar uma aeronave.

Vale lembrar que o ex-dirigente não pode retomar suas atividades no futebol porque foi banido pela Fifa.

Em aniversário, R. Gaúcho ganha bolo de advogado e apoio de chefe da prisão

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A comemoração pelo aniversário de 40 anos de Ronaldinho Gaúcho, neste sábado (21), foi discreta na prisão em que ele se encontra em Assunção, no Paraguai. A informação é de Blas Vera, administrador do quartel e presídio em que o brasileiro está e foi confirmada pela defesa do ex-jogador ao blog.

“Não teve nada especial, ele só ganhou um bolo de um advogado que veio de manhã e ficou uns cinco minutos”, disse Vera.

O mimo foi levado por um dos defensores paraguaios de Ronaldinho e seu irmão Assis, que também está preso.

Segundo o administrador da “Agrupación Especializada de la Policia Nacional” não houve nem um jogo de futebol para celebrar a data.

“Aqui está tudo parado, ninguém jogou bola. Estamos concentrados em combater o novo coronavírus. Para você ter uma ideia, temos quatro cozinheiros, mas só dois estão vindo trabalhar por medida de segurança”, afirmou  Vera.

Como mostrou o blog, desde a última quarta o quartel e presídio proibiu a entrada de visitantes. Os presos só podem receber seus advogados.

“Mas Ronaldinho, recebeu uma visita no dia de seu aniversário que não foi de advogado. Foi do chefe da Agrupación, eu. Ele e Assis estão bem. Desejei força a Ronaldinho e disse a ele que tudo vai se resolver logo”, contou o administrador.

Os irmãos estão em prisão preventiva por conta da acusação de portar e usar documentos paraguaios falsos para entrarem no país.

Por que Assis não estranhou oferta de passaporte paraguaio, segundo defesa

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Como Ronaldinho e Assis, dois caras experientes, não desconfiaram de que documentos que davam a eles nacionalidade paraguaia eram falsos sendo que ambos nem pisaram num órgão governamental para obter esses registros?

A defesa dos irmãos têm sido questionada insistentemente sobre essa falta de desconfiança da dupla.

A tese dos defensores passa pela rotina dos grandes astros do futebol. O argumento é de que boleiros famosos estão acostumados a receberem uma série de benefícios e a desfrutarem de quebras de protocolos.

Ou seja, Assis e Ronaldinho teriam achado normal receberem a papelada por “delivery” sem ter que ir a um escritório ligado ao governo paraguaio.

Assim, Ronaldinho recebe gerentes de bancos e e uma série de profissionais em casa para evitar tumultos em outros locais por conta da presença de fãs. Seria natural, segundo a defesa, essa facilidade em relação ao passaporte paraguaio.

A argumentação, no entanto, não tem sido bem aceita pela maior parte da imprensa brasileira que cobre o caso em Assunção (este blogueiro está nesse time).

Em entrevista coletiva neste domingo (8), Sérgio Queiroz, advogado brasileiro de Ronaldinho e Assis, afirmou que o irmão do ex-jogador do Barcelona admitiu ter pedido o passaporte paraguaio após receber uma oferta. Porém, tinha certeza de se tratar se documento oficial.

Segundo sua versão, a proposta foi para ele obter o documento legalmente com o objetivo de facilitar a realização de negócios no Paraguai. Entre as metas estaria uma redução em eventuais tributos a serem pagos. No entanto, ele não soube dizer quem fez a proposta.

Também segundo a defesa, Ronaldinho não teve participação no pedido de documentos paraguaios. A justificativa é de que questões administrativas ficam a cargo de Assis. Apesar disso, Queiroz negou que a estratégia da defesa seja tratar Ronaldinho como um alienado que deixa tudo nas mãos do irmão.

 

Seis questões que precisam ser explicadas no ‘caso Nuzman’

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No documento em que pediu a prisão temporária de Carlos Arthur Nuzman e de Leonardo Gryner, o Ministério Público Federal do Rio de Janeiro aponta uma série de questões que precisam ser explicadas pelos acusados de compra de votos africanos para o Rio sediar os Jogos Olímpicos de 2016 entre outras irregularidades. O blog não conseguiu localizar os defensores dos dirigentes, que negam o ato de corrupção.

Abaixo, leia os principais pontos que precisam ser esclarecidos pelo agora presidente licenciado do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) e mandatário do Comitê Organizador da Rio-2016 e pelo ex-diretor de operações do órgão responsável pela Olimpíada no Brasil.

1 – Por que Papa Diack, filho do presidente da Federação Internacional de Atletismo mandou e-mails para o COB cobrando depósito de US$ 450 mil?

Nuzman e Gryner não admitem o pagamento de propina para membros africanos do COI (Comitê Olímpico Internacional) rem no Rio como sede dos Jogos de 2016. Porém, e-mails obtidos pelo Ministério Público Federal mostram que Papa cobrou US$ 450 mil como complemento de um acordo entre as partes e cita “nosso comprometimento em Copenhague”, local da votação que escolheu a sede Olímpica. Em depoimento, Gryner afirmou que conversou com Papa sobre a realização de eventos da Federação Internacional de Atletismo, mas nenhum chegou a ser realizado. Só que a troca de e-mails dá a entender que parte do pagamento foi feita. Se não houve competição de atletismo em terras brasileiras, por que o dinheiro foi dado? Por que Papa cobrou o depósito em conta pessoal, mas não da Federação Internacional de Atletismo?

2 – Por que prestadora de serviços para o Comitê Organizador da Rio-2016  fez pagamentos para a entidade?

Planilha apreendida no COB mostram que diversos contratos foram firmados entre a empresa Massan Serviços Especializados e o Comitê Organizador dos Jogos no Rio. Eram trabalhos de hospitalidade, alimentação, limpeza, manutenção de predial, instalação de caixas em lanchonetes e de segurança em áreas específicas. Nas planilhas, há um espaço para a identificação do processo de escolha da contratada, mas todos estão em branco. Também chamou a atenção dos procuradores o fato de a Massan ter feito depósitos para o comitê. Foram pagos R$ 180,3 mil. “Ocorre que a contratada deveria receber valores não efetuar pagamentos”, diz o MPF em trecho do pedido de prisão temporária de Nuzman e Gryner. O documento diz ainda que é necessário aprofundar as investigações sobre esses pagamentos.

3 – Por que o Comitê Organizador da Rio-2016 aceitou receber de volta 30% a menos do que pagou por reservas em hotel que não foi construído?

A LSH Barra Empreendimentos Imobiliários recebeu do comitê cerca de R$ 3,8 milhões a título de reservas no Trump Hotel, que seria inaugurado a tempo de ser usado na Olimpíada. Porém, o hotel não ficou pronto e a entidade presidida por Nuzman aceitou dar um desconto de 30% na dívida, além de não cobrar nenhum uma multa da parceira. Documento sobre a devolução do dinheiro diz que o desconto tem o objetivo de acelerar o recebimento do montante. O argumento, no entanto, não convenceu os procuradores. A LSH tem como um de seus sócios Arthur Soares, que segundo o MPF lucrou irregularmente com obras no Rio tendo a ajuda do ex-governador Sérgio Cabral.

4 – Como Nuzman enriqueceu?

De acordo com relatório conseguido pelo Ministério Público Federal a partir da quebra de sigilo fiscal de Nuzman, o dirigente dobrou seu patrimônio em 2014. Naquele ano, houve aumento de aproximadamente R$ 4,2 milhões, sendo que R$ 3,8 milhões são referentes a ações de companhia sediada nas Ilhas Virgens Britânicas, famoso paraíso fiscal. Segundo o documento, as declarações de renda do cartola não registram remuneração recebida por meio do COB ou do Comitê Organizador da Rio-2016. Os ganhos são justificados por Nuzman com recebimentos de pessoas físicas e do exterior, porém não há explicações sobre quem o remunerou, conforme dizem os procuradores.

5 – Por que barras de ouro só foram declaradas após operação da Polícia Federal?

O Ministério Público Federal afirma que Nuzman só retificou sua declaração de imposto de renda para informar possuir 16 barras de ouro de um quilo cada na Suíça depois de apreensão de documentos em sua casa que poderiam servir como mapa para encontrar o tesouro secreto. Para o MPF, a correção foi feita por que o cartola sabia que seus pertences apreendidos poderiam levar até ouro. Assim, tentou legalizar as valiosas barras. Mas os procuradores apontam que na retificação não foram registrados ganhos que justificassem a reluzente aquisição.

6 – Por que Nuzman paga parte considerável de suas contas em dinheiro?

Segundo o MPF, documentos apreendidos na casa do dirigente mostram que grande parte de suas contas é paga em espécie. Os procuradores classificam o hábito como um “engendro característico do sistema de lavagem de capitais”.

 

Falta de movimento para afastar Nuzman ajudou em pedido de prisão

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A falta de reação do COB e das federações de esportes olímpicos às investigações em torno de Carlos Arthur Nuzman estão entre os motivos que fizeram com que o Ministério Público Federal do Rio pedisse a prisão temporária do dirigente. No entender dos procuradores, o não afastamento do cartola gerou o risco de que ele pudesse destruir provas. Além disso, foi contestado o fato de o dirigente ainda poder administrar verbas públicas repassadas pelo Ministério do Esporte ao COB.

“De mais a mais, ainda cumpre destacar que, a despeito de toda a investigação que já foi tornada pública, bem como as cautelares já cumpridas, não houve nenhuma movimentação no sentido de afastar Carlos Nuzman e Leonardo Gryner (diretor geral de operações da Rio-16) de suas funções junto ao Comitê Olímpico Brasileiro. Assim, ambos continuam gerindo contratos firmados pelo COB, mediante uso de dinheiro público, além de pleno acesso a documentos e informações probatórias”, diz trecho do pedido de prisão temporária.

Ao contrário do que se podia imaginar, a revelação das acusações contra Nuzman, também presidente do Comitê Organizador da Rio-16, antes de sua prisão, não geraram movimentos de dirigentes e atletas por seu afastamento. Ele seguiu normalmente nos cargos.

Apesar de usarem o fato de a dupla não ter sido afastada para pedir a prisão, os procuradores afirmam que o mero afastamento não serviria para garantir a ordem pública e a integridade das provas por causa da influência construída por eles no meio durante décadas.

Nuzman é acusado de participar da compra de votos africanos para o Rio sediar a Olimpíada de 2016, integrando organização criminosa que seria ligada ao ex-governador do Rio Sérgio Cabral, também preso. O grupo vinculado ao político teria o interesse de lucrar com obras olímpicas. O presidente do COB também é acusado de tentar ocultar bens, como 16 barras de ouro de um quilo cada, guardadas na Suíça. De acordo com o Ministério Público, elas só foram declaradas após o avanço das investigações.

Prisão? ‘Neymar já tem idade para responder pelo que faz’, diz executivo

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Entrevista com José Barral, presidente do Grupo Sonda, detentor da DIS, empresa que pede na Justiça cinco anos de prisão para Neymar, seus pais e demais envolvidos na venda do jogador do Santos para o Barcelona.

Blog – A empresa não teme ficar com uma imagem antipática junto ao público ao pedir a prisão de um ídolo de tantos torcedores?

José Barral – Eu até tinha essa dúvida. Mas é básico, se eu ou você fizermos algo errado, temos que responder por isso. Por que o ídolo não tem que responder? Tem que responder também. E é importante dizer que não somos nós que queremos a prisão do Neymar. A lei pede isso. Espero que as pessoas entendam que não é a nossa vontade. Os advogados me explicaram que não poderíamos denunciar os crimes que denunciamos sem pedir a prisão porque a legislação espanhola prevê a prisão. Não é uma questão simples de a DIS se sentir prejudicada. Quando Neymar fez esse contrato (acordo para se transferir) impediu negociações futuras de outros clubes. Isso é chamado na Espanha de estafa de mercado, ele atrapalhou o mercado.

Blog – Como imagina que será a reação dos torcedores à decisão da empresa de pedir a prisão do Neymar e que, independentemente disso, ele seja impedido de jogar?

Barral – Não sei te dizer como as pessoas vão reagir. Estamos num momento diferente no Brasil, em que as pessoas estão vendo tudo de errado que acontece no país. E a inabilitação dele para jogar vale só para a comunidade europeia. Fizemos isso para não afetar totalmente o Neymar. Mas também tivemos que fazer porque a legislação exige. É uma lei nova essa de corrupção privada na Espanha. Está sendo usada pela primeira vez. Não sabemos como será a reação (dos espanhóis).

Blog – Então mesmo se for condenado a não jogar e se não for preso ele pode defender a seleção brasileira numa Copa do Mundo?

Barral – Não sei te explicar os detalhes, os advogados é que sabem. Mas só pedimos a inabilitação para o mercado europeu.

Blog – A transferência foi tocada pelo pai do Neymar. O processo não poderia ser contra ele sem envolver o jogador?

Barral – Ninguém aqui está questionando o Neymar como jogador, que é fantástico. Discutimos o que foi feito fora de campo. Tenho uma filha que tem a mesma idade do Neymar. Ela é psicóloga. Não consigo controlar minha filha, você acha que o pai conseguia controlar o Neymar? Ele tem que assumir a responsabilidade do que fez como homem. Ele é pai de família, não está na idade de dizer que a culpa é dos outros. Vivemos num mudo em que as pessoas assumem responsabilidades muito cedo. Ele era emancipado com 17 anos. Não acredito que hoje alguém consiga decidir por um jovem de 17, 18 anos, ainda mais um jovem com a independência financeira que ele tem. (Neymar está com 24 anos e sua transferência começou a ser negociada quando ele tinha 19).

Blog – Então vocês se sentem enganados pelos dois, pai e filho.

Barral – Claro, pelos dois. A gente se sentiu enganado, ludibriado por tudo o que aconteceu. Não estamos fazendo nada diferente do que buscar nosso direito. Cabe à Justiça dizer se temos razão. (Neymar, seus pais e os demais envolvidos negam irregularidades na negociação).

Blog – Quanto a DIS pede para receber pela transferência do Neymar?

Barral –  Entre 24,8 milhões e 25 milhões de euros. Os valores superiores a isso comentados pela imprensa são cobrados como multa pelo Ministério Público e não são para nós.

Blog – Não teme que o risco de ser preso ou de ser impedido de jogar atrapalhe o desempenho do Neymar?

Barral – O Sonda não pode se preocupar com isso. Ele como profissional tem que saber o que foi feito de errado ou não e assumir a responsabilidade. Cabe a ele saber lidar com isso. Espero que não prejudique porque como jogador ninguém tem nada a reclamar dele.

Blog – Ainda é possível um acordo para que a ação seja retirada, se a família do Neymar aceitar pagar uma quantia para a DIS, por exemplo?

Barral – Nesse momento não porque não depende só da DIS e do Neymar. O Ministério Público está envolvido e teria que aceitar.

Estados Unidos estão perto de vencerem Marin pelo cansaço

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A defesa de José Marin afirma que ainda não definiu com o dirigente se ele vai querer recorrer caso tenha seu pedido de extradição aceito pela Justiça Suíça. Porém, a avaliação é de que o dirigente já vê com bons olhos a possibilidade de desistir de brigar para não ir para os Estados Unidos.

Isso porque o ex-presidente da CBF, provavelmente, teria que ficar pelo menos mais cerca de três meses na cadeia para aguardar a decisão final. Abatido e cansado por estar na prisão desde 27 de maio, ele ficaria em situação mais confortável caso conseguisse responder ao processo em prisão domiciliar no Estados Unidos, onde tem apartamento.

O cenário previsto pelos advogados do brasileiro é de uma negociação pelo valor da fiança para que ele possa ficar em seu imóvel americano, caso não recorra da eventual extradição. A quantia a ser pedida ainda não é conhecida, mas a defesa trabalha com valores que já foram cobrados de outros dirigentes. Eles variam entre US$ 3 milhões e US$ 20 milhões.

Vale lembrar que a fiança serve como garantia para a Justiça de que o réu não vai fugir e que irá cumprir todas as determinações, podendo recuperar o dinheiro ao final do processo. Assim, financeiramente, não seria um prejuízo certo para Marin aceitar pagar a quantia a ser estipulada pelos americanos.

Para negociar o valor, os advogados do ex-presidente da CBF pretendem argumentar que ele não está entre os cartolas com mais acusações entre os que foram denunciados pela Justiça americana. Marin é acusado de conspiração para lavagem de dinheiro e contra o sistema financeiro.

A expectativa dos advogados é que que a Justiça Suíça responda no final do mês se aceita o pedido de extradição.

O cartola foi visitado por seus advogados da Suíça e do Brasil nesta quarta. Conversou mais com os europeus, praticamente apenas sobre o processo. O dirigente não demonstrou interesse por outros assuntos que não fossem questões técnicas a respeito de seu caso e sua família, que ele segue sem ver desde a prisão por vontade própria.

‘No Brasil, eu não estaria preso’ diz Marin a advogados sobre processo

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“Se esse processo fosse no Brasil, eu não estaria preso”. A frase foi dita por José Maria Marin a seus advogados na Suíça, onde está detido desde 27 de maio.

O ex-presidente da CBF acredita que só foi preso porque numa conversa com J.Hawilla, reú confesso em ação sobre corrupção no futebol, disse que estava na hora de (o dinheiro de pagamento de propina pela venda de direitos de transmissão pela TV) vir na nossa direção”.

Ele crê que a Justiça americana não tem nenhuma prova contra ele além dessa, mas entende que pelas leis dos Estados Unidos é o suficiente para ser acusado pelo crime de conspiração para lavagem de dinheiro, que não existe no Brasil. Assim, o dirigente acredita que estaria livre se o processo se desenrolasse em seu país.

Sobre a frase polêmica, os advogados do cartola dizem que ele apenas estava dando corda para Hawilla a fim de saber o que estava acontecendo em relação aos contratos assinados antes de sua gestão.

Aos 83 anos, Marin também afirmou a seus defensores que não têm esperança de sair vivo dos Estados Unidos se for extraditado para lá. Isso porque cumpriria pena até sua morte, ainda que em regime de prisão domiciliar, já que possui um apartamento lá.

A Suíça deve decidir em agosto se aceita o pedido de extradição feito pelos Estados Unidos.

Em sua defesa, Marin anexou contratos assinados por seu antecessor, Ricardo Teixeira, para sustentar que os acordos investigados pelo FBI não foram feitos por ele.

O dirigente está empenhando em colaborar com seus advogados e passou até a usar um dicionário a fim de traduzir trechos do processo do inglês para o português.