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Justiça manda Peres pagar dívida por festa da vitória. Cartola nega calote

Leia o post original por Perrone

José Carlos Peres foi condenado em primeira instância a pagar R$ 7.750, com correção monetária, referentes à conta em um bar na festa de sua vitória na eleição para presidente do Santos em 9 de dezembro de 2017. Ele também terá que arcar com juros de 1% ao mês a partir do momento de sua citação.

A ação foi movida por Básico Comércio de Alimentos. De acordo com a acusação, metade da despesa teria sido paga por Orlando Rollo, eleito como vice, mas que está rompido com  o presidente e licenciado do cargo.

Procurado pelo blog, Peres disse que vai recorrer da decisão, tomada na última quinta (7) pelo juiz Cláudio Teixeira Villar da 2ª Vara Cível de Santos. “Não fui eu que contratei a festa. Fui convidado quando já estava indo embora. Fiquei por volta de 40 minutos e fui embora. Os reais contratantes pagaram a metade e deixaram para eu pagar a outra metade. Não sou desonesto”, afirmou o presidente santista.

Por sua vez, Rollo contestou a versão do desafeto. “Paguei a minha parte à época. Ele que cumpra a decisão judicial e pague a dele. Coitado do comerciante que tomou calote”, disse Rollo. Ele também afirmou que “todos” contrataram a festa em comum acordo.

Na ação inicial do processo, um dos sócios do bar, Sidney Garcia, conselheiro santista e integrante da chapa vitoriosa. ofereceu a casa para a confraternização. Segundo sua versão, Peres e Rollo aceitaram a oferta e ficou acordado que ambos dividiriam as despesas. “Cabe informar que o valor gasto foi de R$ 15.500. O candidato a vice-presidente, Orlando Rollo, acertou sua parte logo ao final do evento, cumprindo com o combinado”, diz trecho da peça de acusação. O sócio do bar alega que tentou receber a outra metade de maneira amigável antes de acionar a Justiça, mas não obteve sucesso.

Com Eder Traskini, colaboração para o UOL, em Santos

Pai de Carlinhos bloqueia cerca de R$ 372 mil do Corinthians por dívida

Leia o post original por Perrone

Com Pedro Lopes, do UOL em São Paulo

O pai do atacante Carlinhos, juntamente com duas empresas e mais uma pessoa, conseguiu por meio da Justiça bloquear R$ 372.024,15 das contas do Corinthians para pagamento de uma dívida.

A cobrança se refere a oito parcelas de R$ 50 mil cada (com correções) que não foram quitadas e são relativas a 50% dos direitos econômicos do jogador, vindo do Novorizontino. No processo, os credores alegaram que ficou ajustado o pagamento de R$ 500 mil para eles por parte do alvinegro. Porém, só uma parcela de R$ 100 mil foi quitada.

No último dia, 16 a Justiça autorizou o bloqueio dos valores e deu cinco dias para a agremiação apresentar impugnação à ordem de penhora. “O Corinthians não vai se manifestar no processo porque o valor cobrado está correto. Assim, essa demanda se encerra”, afirmou ao blog Diógenes Mello Pimentel, um dos advogados do clube.

Além do pai do jogador, estão na ação como autoras as empresas Júnior Souza Esporte e Marketing, I-9 Sports, Gestão, Consultoria e Intermediações de Negócios e o técnico de futebol José Antonio Domingos.

Santos e Thiago Maia têm nova vitória contra empresa por direito econômico

Leia o post original por Perrone

  No momento em que Thiago Maia é alvo da Inter de Milão, ele e o Santos conquistaram mais uma vitória na Justiça sobre a DLX Sports Agency referente aos direitos econômicos do jogador.

 Em decisão publicada nesta segunda pelo Diário Oficial de São Paulo, a Justiça negou recurso à empresa que tentava alterar sentença anterior, da 6ª Vara Cível de Santos, considerando improcedente o pedido da DLX de adquirir 28% dos direitos econômicos do atleta.

Os advogados da empresa alegaram que na renovação contratual de Thiago foi feita uma manobra para tirar dela a fatia a que teria direito numa futura venda. Após o pedido ser julgado improcedente, recorreram alegando que o novo contrato foi feito de má fé.

Porém, a Justiça não reconheceu o direito da DLX afirmando que o primeiro compromisso não previa a possibilidade de renovação ou prorrogação. Assim, não havia obrigatoriedade de manter antigas cláusulas, como a que dava a ela uma fatia dos direitos econômicos. Ainda cabe recurso.

Graças à decisão, Santos e Thiago Maia (que tem participação em seus direitos econômicos), por enquanto, estão desobrigados a dividir com a DLX a bolada que receberão caso a transferência se concretize. De acordo com o site da ESPN, a Inter está disposta a pagar 14 milhões de euros (cerca de R$ 51 milhões) pelo jogador.

Santos estuda oferecer como fiança em processo dinheiro vinculado ao Barça

Leia o post original por Perrone

O Santos estuda oferecer à Justiça espanhola créditos que acredita ter junto ao Barcelona como garantia caso seja condenado a pagar multa em ação referente à venda de Neymar para o time espanhol.

O clube precisa apresentar fiança no valor de 4.304.533 euros (R$ 14,9 milhões). Se for absolvido da acusação de cometer simulação contratual na venda do atacante, o alvinegro resgata a garantia dada.

Mas a agremiação também precisa apresentar outra fiança em conjunto com Barcelona, Odílio Rodrigues, ex-presidente do Santos, Josep Maria Bartolomeu, ex-presidente do Barça, e Sandro Rosell, que também presidiu o time espanhol. O valor coletivo é de 4.513.024 euros (R$ 15,7 milhões).

“Eu me informei com o departamento jurídico do clube. Essa garantia não precisa ser um depósito em dinheiro. Pode ser um imóvel ou até os créditos que temos junto ao Barcelona, como a premiação pela indicação de Neymar a melhor jogador do mundo ou a quantia referente ao amistoso que eles se comprometeram a fazer com o Santos no Brasil”, disse Modesto Roma Júnior.

O presidente santista afirmou que os advogados do clube vão analisar qual a possibilidade de a Justiça espanhola aceitar essas garantias.

No caso da premiação pela participação de Neymar na escolha do melhor do mundo pela Fifa em 2015, o valor é de 2 milhões de euros (R$ 6,9 milhões). A quantia, no entanto, foi depositada em juízo. O Barcelona alegou que como a atual diretoria do Santos contestou na Fifa os contratos firmados na venda de Neymar, o bônus não pode ser pago até haver uma decisão final sobre o imbróglio.

Já em relação ao amistoso, também acertado na transferência de Neymar, o contrato diz que o jogo deve acontecer enquanto o brasileiro atuar pelo Barça. Se ele mudar de time antes da partida, os catalães precisam pagar ao Santos 4,5 milhões de euros (R$ 15,6 milhões).

A decisão da Justiça espanhola determina que quem não apresentar as fianças em cinco dias terá bens bloqueados em valor correspondente ao exigido.

Porém, Modesto disse não estar preocupado. “O prazo só começa a valer depois da notificação. Nem fomos notificados ainda, isso deve demorar um mês para acontecer”, declarou o dirigente.

Neymar e seus pais, acusados de cometerem crime de corrupção em negócios, terão de arcar com fiança de 66,6 mil euros cada (R$ 232 mil) . A N&N, empresa da família, precisa apresentar garantia de 9,6 mil euros (R$ 33,4 mil).

O estafe do atacante considerou uma vitória ele, seus pais e a empresa deles não terem sido citados por crime de fraude contratual, ao contrário do que pretendia a DIS, empresa que detinha 40% dos direitos econômicos do jogador e se sentiu lesada na transação.

 

‘Sinto alívio. Neymar pai era herói’, diz executivo que se sentiu enganado

Leia o post original por Perrone

Em fevereiro do ano passado, José Barral, presidente do Grupo Sonda disse ao blog que a negociação de Neymar com o Barcelona tinha sido para enganar a DIS, empresa controlada pelo grupo comandado por ele.

Nesta semana, a Justiça espanhola abriu processo contra Neymar, seu pai e mais três dirigentes , após queixa-crime apresentada pela DIS. Ela tinha 40% dos direitos econômicos do jogador e quer receber essa fatia do contrato de 40 milhões de euros assinado entre o clube espanhol e a empresa dos pais do atacante, além de outros valores. A acusação é de fraude nos acordos que selaram a transferência do craque.

Veja abaixo depoimento dado pelo executivo ao blog, nesta quinta, sobre o assunto. Ele disse que não poderia falar sobre detalhes do processo porque é o advogado da empresa quem cuida do caso. Neymar e seu pai sempre negaram irregularidades.

“Continuo com a minha opinião de antes. A negociação foi feita para enganar a DIS, com certeza. Agora, acho estranho dizer que o Santos foi enganado. Certamente, alguém no Santos sabia o que estava acontecendo, não a instituição.

A sensação com a decisão da Justiça espanhola de abrir o processo não é de gratificação, é de alívio. De ver que vale a pena você fazer as coisas da maneira correta. Se você faz do jeito errado, uma hora aparece. Se tem crime, uma hora é descoberto. Veja o que está acontecendo.

Não quero ser político, mas acho que a abertura do processo é importante para as pessoas aprenderem a cumprir contrato nesse país. Ninguém no Brasil cumpre contrato.

Também é importante porque aqui falam que tudo no futebol é culpa do empresário, mas não enxergam que às vezes tem outras estruturas nesse meio que atrapalham. Tem empresário bom e ruim como em todos os setores.

Mas, infelizmente, no Brasil tratam o ídolo de uma maneira um pouco equivocada. Nunca é culpa do jogador. O pai dele era tratado como herói, e a DIS falando que estava sendo enganada, mas ele era herói por ganhar o que ganhou. A gente não quer atingir o ídolo Neymar. A DIS só entende que uma parte do que foi negociado pertence a ela, e é isso que estamos buscando. Quem gosta de mexer com futebol acabar enganado é uma coisa que não pode acontecer mais. Espero que a ação seja o começo de uma mudança.”

 

E o auto-respeito onde fica?

Leia o post original por Rica Perrone

Eu escrevi aqui num post chamado “CR Inacreditável da Gama“, há  cerca de um ano, que considerava a idéia de um réu condenado a pagar 3 milhões pro clube se candidatar a presidência dele e assim retirar a queixa contra ele mesmo um absurdo. Pois bem. Eurico voltou. O respeito, dizem, também. E então campeão […]

Na Justiça, Laor diz que Santos pagou até refeição e carro para Neymar pai

Leia o post original por Perrone

Em sua defesa no processo em que foi condenado a pagar R$ 20 mil por danos morais a Neymar pai, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, o Laor, escancara como se curvou aos pedidos do estafe do jogador. Ele afirma que, além de passagens áreas e estadia em hotel, por contrato, o Santos pagava refeições e carros para o pai do atacante em viagens para ver o filho jogar.

“[Laor]Alega que a referência aos cafezinhos foi brincadeira, já que todas as despesas com viagens, hospedagens, veículos e refeições eram pagas pelo Santos Futebol Clube, por força de contrato”, diz trecho da sentença que condenou o ex-presidente do Santos em 1ª instância. Em entrevista à ESPN, que gerou a ação, o ex-cartola havia dito, entre críticas a Neymar pai, que pagou muito cafezinho para ele.

No clube, Laor sempre foi criticado por supostamente ter virado refém de Neymar pai, atendendo a exigências que eram consideradas absurdas. Conselheiros do clube já não concordavam com o pagamento de passagem e hospedagem por considerar que com o alto salário do filho ele não precisava que o Santos arcasse com essas despesas. Laor, no entanto, argumentava que não poderia se desentender com o responsável pela carreira de um dos jogadores mais cobiçados do mundo.

Em outro trecho curioso da sentença, está registrada declaração do ex-dirigente sobre festas na casa dos Neymar. [Diz Laor que] o entrevistador perguntou ao réu [Laor] como ele imaginava que o autor utilizaria o valor recebido do Barcelona e ele comentou que possivelmente ficaria hospedado no Picadilly ou empregaria os recursos na aquisição de imóveis, já que presenciou festa em imóvel da família do autor com muitas moças em trajes sumários.”

Leia abaixo a sentença publicada no Diário Oficial de São Paulo na última segunda.

Procedimento Ordinário – Indenização por Dano Moral – Neymar da Silva Santos –
Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro – Vistos. NEYMAR DA SILVA SANTOS ajuizou a presente ação em face de LUIS ÁLVARO DE
OLIVEIRA RIBEIRO, pretendendo haver, no mínimo, vinte mil reais a título de indenização por danos morais. Afirma, a bem de
sua pretensão, que é empresário, pai e representante legal do atleta Neymar da Silva Santos Júnior e que a sua imagem,
associada à imagem desportiva do seu filho, é a sua principal fonte de recursos. Conta que por ocasião da transferência de
Neymar Júnior ao FC Barcelona foi uma das pessoas mais citadas em todos os veículos de comunicação, sujeito a inúmeras
críticas e fofocas, tendo o réu, ex-presidente do Santos, o injuriado e difamado em rede nacional, ao dizer, a um repórter da
ESPN, que era responsável por orgias, mercenário, mau caráter, mentiroso, entre outras ofensas. Sustenta que a entrevista
divulgada tomou conta de todos os noticiários (fls. 17/37) e gerou efeitos injustamente desabonadores. Cita ações judiciais
propostas pelo réu, nas quais ele requereu indenização por ofensas mais brandas publicadas em blogs (fls. 38/46). A inicial veio
aparelhada com os documentos de fls. 13/46. Sobreveio emenda (fls. 50/51). Citado (fls. 59), o réu ofertou contestação (fls.
60/76). Afirma que a petição inicial é inepta, pois dela não se extrai as ofensas cuja autoria lhe é imputada. Aduz que a entrevista
foi sobre assuntos relacionados ao Santos Futebol Clube e que apenas duas perguntas, das trinta e sete que lhe foram
formuladas, se referiram ao autor e a seu filho. Afirma que nunca foi a sua intenção macular a honra do autor e apenas expressou
a sua livre opinião sobre a negociação envolvendo Santos, Barcelona e Neymar Júnior. Conta que, na época da entrevista,
estava doente e fazia uso de 15 medicamentos diários (fls. 82/83), dentre eles alguns antidepressivos, hipnóticos e outros de
natureza psiquiátrica, que abalavam a sua capacidade de discernimento e expressão. Diz que não se dirigiu diretamente ao
autor e que apenas exerceu seu direito de opinião por considerar inaceitável que o Neymar tenha recebido dez milhões de euros
do Barcelona antes da final entre os dois times no Mundial de Clubes, fato que era negado pelo autor. Assevera que houve uma
pausa na entrevista e, em tom informal e de brincadeira, o entrevistador perguntou ao réu como ele imaginava que o autor
utilizaria o valor recebido do Barcelona e ele comentou que possivelmente ficaria hospedado no Picadilly ou empregaria os
recursos na aquisição de imóveis, já que presenciou festa em imóvel da família do autor com muitas moças em trajes sumários.
Alega que a referência aos cafezinhos foi brincadeira, já que todas as despesas com viagens, hospedagens, veículos e refeições
eram pagas pelo Santos Futebol Clube, por força de contrato. Diz que os exageros e hipérboles foram acrescidos pelo
entrevistador, que quis interpretar com adjetivos a justa indignação do réu, almejando a polêmica. Realça ainda que a opinião
pública condenou em uníssono a postura do autor nesse episódio (fls. 93/100). Os documentos de fls. 77/103 vieram com a
contestação. Réplica as fls. 111/115. As partes não indicaram outras fontes de prova (fls. 119/121 e 122). Esse é o relatório.
Fundamento e decido. Inconsistente a preliminar de inépcia da inicial, pois nela se imputa com clareza ao réu a autoria das
afirmações, devidamente descritas, tidas como injuriosas e infamantes, certo ainda que o pedido formulado avulta como lógica consequência dos fatos descritos. Os documentos juntados aos autos bastam à elucidação das questões suscitadas e as partes
não indicaram outras fontes de prova, razão por que passo desde logo ao desate da lide (art. 330, I, CPC). Na entrevista
publicada pela ESPN, em matéria intitulada Renascido e 41kg mais magro, Laor diz: dinheiro da venda de Neymar inclui
cafezinho, orgia e p…, assinada por Diego Garcia, são atribuídas ao réu as seguintes palavras: “(…) Continuo amigo do Odílio e
o pai do Neymar não quero ver na frente do meu carro, pois, senão, ao invés de brecar eu acelero. É um mentiroso, aproveitador,
só pensava em dinheiro. Para se ter uma ideia, nos últimos contratos ele exigiu uma cláusula na qual o clube deveria pagar
passagem de avião de primeira classe para ele e duas de classe executiva para os assessores dele para ver o Neymar jogar lá
fora. Fosse pela Seleção, fosse pelo Paulista de Jundiaí. Um cara com a grana que ele tem… Ganhava R$ 3 milhões por mês.
Tinha iate de 70 pés. Duas casas no Jardim Acapulco (no Guarujá, litoral de São Paulo) vizinhas de muro para o moleque fazer
farra e a mãe poder ir sem precisar ver as farras. Tinha casa em Camboriú em Santa Catarina. Então fiquei decepcionado. É
mau-caráter, mentiroso, duas caras.(…) Nesses 90 milhões estava incluído o dinheiro do cafezinho do pai do Neymar e uma
orgia no hotel Piccadilly, em Londres. Porque ele cobra qualquer coisa. Ele nunca me pagou um café. E eu paguei uns 200 cafés
para ele. Então esses 90 milhões são exagerados. Isso inclui p… (termo vulgar para prostituta).” (grifei). É fácil ver que, ao
expressar a sua opinião sobre a conduta do autor na negociação do jogador Neymar com o Barcelona, o réu foi muito além do
tom severo e indignado que lhe era lícito empregar, descambando para a injúria pura e simples. Com efeito, ao afirmar que o
autor é mentiroso, duas caras, mau caráter e aproveitador o réu exorbitou do regular exercício da liberdade de expressão e
malferiu o direto à honra do demandante. O contexto em que pronunciadas referidas palavras – após a afirmação de que o autor
mentia quando questionado a respeito de eventual negociação do jogador com clube estrangeiro – infirma de maneira contundente
a alegação de que elas foram animadas por tom jocoso, não havendo mesmo margem para qualquer dúvida acerca do deliberado
propósito do réu de atingir a honra do demandante, abalando a sua imagem e causando repercussão na mídia (fls. 30/37).
Pesava sobre o réu o ônus de provar, outrossim, a alegação de que alguns dos adjetivos pejorativos (contra os quais se insurgiu
o autor) foram acrescidos pelo jornalista, assim como lhe competia demonstrar eventual rebaixamento do discernimento – que a
entrevista não denuncia – provocado pelo uso de medicamentos psiquiátricos. Ilícita a conduta do réu, porque ao expressar a
sua opinião atingiu deliberadamente a honra do autor com expressões injuriosas e infamantes, está bem caracterizado o dever
de indenizar (art. 187 do Código Civil e art. 5º n. X da Constituição do Brasil). A liberdade de expressão, direito fundamental
assegurado em cláusula de eternidade (art. 5º n. IV c.c. art. 60 §4º n. IV, CF), não constitui licença para vulnerar a honra e a
imagem alheiras, estas também elevadas à categoria de direitos fundamentais impassíveis de supressão (art. 5º n. X c.c. art. 60
§4º n. IV, CF). Avança a dogmática jurídica para compreender que o dano moral está umbilicalmente ligado aos direitos de
personalidade, tendo função tutelar deles. De modo que o direito à reparação por dano moral se configura nas hipóteses em que
seja identificável uma lesão a direito de personalidade. E não há dúvida de que a ofensa deliberada e os adjetivos detrimentosos
imputados em mídia esportiva de ampla visibilidade são suficientes, como já afirmado, para submeter o direito à honra do autor.
No que concerne ao arbitramento da indenização, rejeita-se, porque desprovida de respaldo no direito positivo, a doutrina que
advoga a função punitiva ou pedagógica dos danos morais. Essa função punitiva é meramente acidental, podendo ou não se
verificar, de sorte que não guia a fixação do montante da reparação, que deve ter em mira apenas a extensão do dano, nos
moldes do art. 944 do Código Civil. Deve-se considerar, portanto, a extensão e intensidade da lesão ao direito de personalidade
malferido e o objetivo – compensatório – de propiciar alguma satisfação ao lesado. Tomando em conta essas circunstâncias, i.e.,
o direito de personalidade lesado, a extensão da lesão e a condição socioeconômica do autor, considero suficiente o valor
estimado na inicial, R$ 20.000,00. Posto isto, extinguindo a fase cognitiva do processo com resolução do mérito (art. 269 n. I do
Código de Processo Civil), JULGO PROCEDENTE o pedido para condenar o réu a pagar ao autor R$ 20.000,00 (vinte mil reais),
corrigidos monetariamente pela tabela prática do TJSP a partir do ajuizamento da ação (porque foi acolhido o valor estimado na
inicial) e acrescidos de juros moratórios de 1% ao mês desde maio de 2014, data do evento danoso.

 

Caso Neymar: acabou a relação

Leia o post original por Wanderley Nogueira

Neymar chora na despedida

Santos aciona pai de Neymar na Justiça para ver todos os documentos que envolveram a negociação com o Barcelona.

Segundo nota oficial do clube , a intenção é “ter conhecimento das razões que justificam o recebimento de importâncias sem a participação do Santos F.C”.

Por algum tempo, Neymar. Santos e DIS demonstravam fazer um trio perfeito.

Aos poucos foi crescendo os conflitos com os investidores.

De parceira a DIS passou a ser “inimiga” das demais partes.

Até o momento oficial da venda, Neymar e Santos fizeram juras de amor .

À partir do momento que as notícias sobre os “números oficiais” eram conflitantes, a conversa esquentou.

Ao longo do tempo os mais sábios sempre disseram que dinheiro é bom, mas tem a o poder de criar guerras.

Algum dinheiro evita preocupações, muito dinheiro as atrai.

Deve ser muito triste o rompimento em função de dinheiro.

Aliás, erram os que pensam que muito dinheiro e riqueza são a mesma coisa.

Óbvio que eu não estou dizendo que o dinheiro não é importante.

Mas, esse “caso Neymar” comprova que a moeda – algumas vezes – está acima de muitas declarações de amor.

Aqui ao meu lado, alguém disse que “dinheiro não traz felicidade, dinheiro é a felicidade”.

É verdade, também , que eu já vi muitas pessoas esquecendo valores humanos por dinheiro.

Amor, gratidão, caráter, compaixão, compreensão, cooperação, esperança, ética, honestidade, humildade, lealdade, respeito, solidariedade e tolerância foram esquecidos em função do dinheiro.

Você também deve ter visto isso.

O “caso Neymar” envolveu milhões de euros e todas as partes saíram com um dinheirão. Uns mais, outros menos.

Nenhum dos envolvidos será vítima da miséria.

Nos últimos tempos, porém, surgiu a desconfiança de que alguém recebeu mais do que deveria ter recebido no negócio.

Pronto, acabou a relação …

A polêmica venda de Neymar provoca processos da DIS contra Santos, Barcelona, Wagner Ribeiro e até contra o jogador. E o advogado da empresa diz que a Fifa também entrou no caso!!!

Leia o post original por Milton Neves

O “caso Neymar” e sua polêmica venda!

Fifa notifica Santos e Barcelona

A DIS entrou mesmo na Justiça contra o Santos no Fórum João Mendes em São Paulo.

E no Fórum de Santos a empresa, que era dona de 40% dos direitos econômicos do jogador, está acionando o próprio Neymar Jr., o Barcelona e o empresário Wagner Ribeiro.

Juiz de Direito de Santos-SP expediu carta rogatória para ouvir Neymar em Barcelona porque Oficiais de Justiça não conseguiram localizar e citar o craque na Baixada Santista.

Enquanto isso, informa Roberto Moreno, advogado da DIS, a Fifa já notificou o Santos e o Barcelona.

Quer explicações claras e não fragmentos sobre a mais polêmica transferência do futebol internacional de todos os tempos.

Roberto Moreno viaja nesta segunda-feira para a Europa.

Primeiro vai à Udine receber comissão da venda do jogador palmeirense Gabriel Silva para a Udinese.

Depois irá à Barcelona e Madri para mais dois processos contra o Santos e Barça.

Sabendo que as coisas estão ficando para lá de complicadas, agentes já acenam para um acordo envolvendo a DIS e os “múltiplos intermediários vendedores de Neymar”!

E observadores de plantão entendem que a carta de Sandro Rosell para o Odílio Rodrigues, anexada aos autos, foi um tiro no pé.

Entende Roberto Moreno que o jogador recebeu vultosa quantia do clube catalão até antes do Mundial em Tóquio de 2011 que Santos e Barça decidiram.

Será que vale aqui o famoso ditado espanhol que reza “lo que mal empieza, mal acaba”?

Ou seja, o que começa mal, termina mal!

O imbróglio todo agora está na mão da Justiça e, enquanto a DIS luta para receber sua comissão em cima destes 57 milhões de euros, o Santos briga e se defende na Justiça “exigindo” receber seus 60% na base de apenas 17 milhões de euros.

Não tinha que ser o contrário?

E por que o “bovino” e “carneiro” Santos não aciona o Barça sobre o destino dos 40 milhões de euros “invisíveis” que o clube catalão alega judicialmente que destinou para quitar “acordos anteriores com outras partes”?

Afinal, que “acordos anteriores” são esses?

Quais são as tais “outras partes”?

Ora, só deveriam existir duas, as extremidades : o Santos vendedor e o Barcelona comprador!

Nessa história toda está faltando mesmo é o personagem principal: os 40 milhões de euros!

O que houve com eles?

Doril não podem ter tomado.

E não poderá um dia a justiça determinar o caminho da grana a partir do caixa do Barça?

E se o negócio foi tão correto porque o empresário brasileiro ligado ao Barça passou a quinta e a sexta-feiras oferecendo 5 milhões de euros à DIS para que ela encerrasse o caso e retirasse tudo da justiça?

Aguardemos os próximos capítulos.

E para ver mais detalhes do caso e a tradução da carta acima, clique aqui.

OPINE!!!

 

Conmebol enquadrada pelo Código do Consumidor

Leia o post original por Wanderley Nogueira

Todo mundo já sabe que quatro torcedores assistiram à partida do Corinthians contra o Milionários.Pacaembu

Só quatro, com suas liminares. Alguns outros conseguiram, mas cederam aos apelos de diretores do Corinthians.

O argumento do clube foi: “vocês vão prejudicar ainda mais o nosso clube”.

A Conmebol também mandou um recado: “se não desistirem o relatório será carregado contra o Corinthians” .

Mas quatro não desistiram.

Alegaram que a ação não envolvia o Corinthians.

Entraram na Justiça pedindo que o Código de Defesa do Consumidor fosse respeitado.

Compraram ingressos com três meses de antecedência e, com o jogo confirmado, entendiam que tinham o direito de assisti-lo.

A Justiça concedeu as liminares.

O que vai acontecer a partir de agora ainda ninguém sabe.

Claro, as opiniões serão as mais variadas, opiniões para todos os gostos.

A Conmebol foi enquadrada pelo Código de Defesa do Consumidor.

Talvez este episódio faça as entidades esportivas levarem conta em todas as suas decisões esportivas e disciplinares o direito do “respeitável público”.

O Corinthians está proibido de jogar com público nos estádios quando mandante.

A presença de quatro torcedores por decisão da Justiça brasileira, e que só puderam com escolta policial, vai provocar que tipo de reação da Conmebol?

Respeitar o direito dos consumidores ou aumentar ainda mais a pena do Corinthians?

Na minha opinião, a Conmebol está numa grande encruzilhada. Não sabe agora se tira o pé ou acelera.

As entidades esportivas continuarão ricas e poderosas, mas o episódio do Pacaembu, talvez, mostre aos dirigentes que poder também tem limites.